Cláudio Alves da Silva. Logística Empresarial

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1 Cláudio Alves da Silva Logística Empresarial

2 APRESENTAÇÃO É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Logística Empresarial, parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmico e autônomo que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às) alunos(as) uma apresentação do conteúdo básico da disciplina. A Unisa Digital oferece outras formas de solidificar seu aprendizado, por meio de recursos multidisciplinares, como chats, fóruns, aulas web, material de apoio e . Para enriquecer o seu aprendizado, você ainda pode contar com a Biblioteca Virtual: a Biblioteca Central da Unisa, juntamente às bibliotecas setoriais, que fornecem acervo digital e impresso, bem como acesso a redes de informação e documentação. Nesse contexto, os recursos disponíveis e necessários para apoiá-lo(a) no seu estudo são o suplemento que a Unisa Digital oferece, tornando seu aprendizado eficiente e prazeroso, concorrendo para uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal. A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar! Unisa Digital

3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA A Evolução do Conceito de Logística A Definição de Logística Empresarial A Importância da Logística Empresarial Atividade Logística Atividades Logísticas na Empresa Exemplos de Processos de uma Cadeia Logística Resumo do Capítulo Atividades Propostas CADEIA DE SUPRIMENTOS Processos Resumo do Capítulo Atividades Propostas GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS Evolução da Gestão da Cadeia Logística Integração da Logística na Cadeia de Suprimentos Competitividade Resumo do Capítulo Atividades Propostas SUPPLY CHAIN DRIVERS Produção Estoques Localização Transporte Informação Resumo do Capítulo Atividades Propostas DECISÕES Gerenciamento Estratégico Gerenciamento Tático Gerenciamento Operacional Estratégia Logística versus Logística Estratégica Auditoria Logística Estratégia Indicadores de Desempenho A Implementação de um Departamento Logístico Serviços e Valor Agregado...47

4 5.10 Resumo do Capítulo Atividades Propostas CADEIA DE VALOR Características Atividades de Apoio ou de Suporte Escopo da Cadeia de Valor Resumo do Capítulo Atividades Propostas ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES Previsão de Demanda Classificação de Estoques Vantagens na Utilização dos Estoques Desvantagens na Existência de Estoques Resumo do Capítulo Atividades Propostas LOGÍSTICA REVERSA Atividades Típicas do Processo Logístico Reverso Pós-Venda Pós-Consumo O que é Produção Limpa? Resumo do Capítulo Atividades Propostas CONSIDERAÇÕES FINAIS RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ANEXOS... 81

5 INTRODUÇÃO Caro(a) aluno(a), a logística é entendida como a área designada para realizar a administração de materiais, equipamentos e de informações necessárias para a execução de todas as atividades existentes em uma empresa. Em outras palavras, a responsabilidade do planejamento das operações e controle de todo o fluxo de mercadorias e das informações, desde a origem até o consumo final, estão sob a responsabilidade da logística. Atualmente, devido à popularização do comércio eletrônico, mais o advento de novos produtos, serviços, tecnologias e negócios, o cenário logístico nacional e empresarial se alterou estrategicamente, para atender às necessidades existentes e desejos apresentados pelos novos mercados e clientes. Por meio do comércio virtual, as empresas passaram atuar de uma forma tanto nacional como global, oferecendo desta forma os seus produtos e serviços vinte quatro horas por dia. Mesmo para atender um cliente que faz as suas transações em um ambiente virtual, as empresas necessitam de toda uma estrutura logística real e moderna. Pela ótica da empresa moderna, fica fácil perceber que o básico da atividade logística é o atendimento do cliente. Por isso que uma das preocupações empresariais é a de manter um bom nível de serviço por meio de uma cadeia logística estrategicamente eficaz, porque, de fato, ela inicia no instante em que o cliente resolve transformar um desejo em realidade. Para facilitar o entendimento, geralmente: O cliente faz as suas compras e consumo a partir do mercado de varejo, este sendo representado por lojas comerciais convencionais (físicas) ou virtuais, consideradas como o elo comercial final de uma cadeia logística; Por traz deste elo comercial, existe a ligação entre os fabricantes e seus fornecedores a empresas atacadistas e varejistas, que têm como responsabilidade a de atender ao cliente final. De uma forma resumida, como você verá mais à frente, os fabricantes fazem as aquisições de matéria-prima e componentes essenciais das empresas que fazem parte do rol de fornecedores. Após a transformação da matéria-prima ou a utilização dos componentes para transformá-los em produtos, as indústrias vendem seus produtos para os atacadistas ou dependendo das estratégias e políticas de negócios vendem diretamente aos varejistas. Na sequência, os varejistas, adquirem tais produtos diretamente dos fabricantes ou dos atacadistas para venderem para os consumidores finais. Como ao longo de uma cadeia logística há estruturas utilizadas para estocar ou armazenar, ferramentas, materiais, produtos ou quaisquer outros tipos de mercadorias essenciais para a realização de suas atividades, as empresas modernas, para controlar e administrar os fluxos físicos e de informação, fazem uso de sistemas de gerenciamento de estoques ou de armazéns; e, como exemplo, podemos citar que uma das principais ferramentas de uso da gestão logística é o Warehouse Management System (WMS), que em português significa: sistema de automação e gerenciamento de depósitos, armazéns e linhas de produção. 5

6 Cláudio Alves da Silva O seu uso é fundamental para a gestão da cadeia de suprimentos (Supply Chain), porque ele fornece o giro de estoques, comandos inteligentes de separação de pedidos (picking), consolidação automática de cargas e transbordo conhecido como (cross docking), para que, de uma forma racional, lógica e estruturada, seja feita a devida estocagem, armazenagem e posteriormente a distribuição. Para ajudá-lo(a) na construção do seu aprendizado, com a leitura e uso desta apostila nas aulas e na resolução das atividades que serão propostas durante a realização do curso, pretendemos que você venha a entender e compreender os demais temas e assuntos que fazem parte do contexto da logística moderna. O curso, por meio do conteúdo programático da disciplina de Logística Empresarial, tem por objetivo, ajudá-lo(a) a: Entender o funcionamento das cadeias de suprimentos e identificar valores que agregam à logística das cadeias de suprimentos; Identificar os fluxos e processos da cadeia de suprimentos nos diversos segmentos empresariais; Interpretar a influência dos sistemas integrados de gestão na administração da cadeia logística; Conhecer as limitações, os riscos e os custos envolvidos na cadeia de suprimentos; Planejar a logística para as características específicas da cadeia de suprimentos atendendo aos valores requeridos pelos clientes internos e externos da empresa; Definir Logística e Cadeia de Suprimentos, sua importância no ambiente empresarial. Oferecendo, dessa forma, subsídios para um estudo analítico sobre o papel estratégico das atividades logísticas e empresariais desempenhadas e realizadas neste cenário tão abrangente e desafiador. Dentro dessa perspectiva, o conteúdo está organizado da seguinte forma: no primeiro capítulo abordaremos sobre a logística, a definição e a importância da logística empresarial, ela como atividade na empresa e exemplos de processos de uma cadeia logística. No segundo capítulo, trataremos da cadeia de suprimentos e os seus processos básicos. No terceiro capítulo falaremos sobre gestão da cadeia de suprimentos, sua evolução, os participantes da cadeia logística, a integração da logística, e competitividade. No quarto capítulo, abordaremos sobre as áreas de desempenho da cadeia logística (Supply Chain Driver), tais como produção, estoques, localização, transporte e informação. No quinto, são apresentadas as decisões e os gerenciamentos estratégicos, táticos e operacionais; auditoria logística; estratégia; indicadores de desempenho e análise através de exemplos de aplicações de indicadores; a implementação de um departamento logístico; serviços e valor agregado. No sexto capítulo é apresentada a cadeia de valor, as suas características, atividades de apoio ou de suporte e seu escopo. No sétimo, abordaremos sobre a administração de estoques, previsão da demanda, classificação, vantagens e desvantagens dos estoques. No oitavo capítulo, apresentaremos a logística reversa, as suas atividades típicas, pós-venda e pós-consumo. Ao final, são apresentadas as respostas comentadas das atividades propostas e existentes em cada capítulo, as referências bibliográficas, e materiais anexos que te ajudarão na sua empreitada estudantil e profissional. Será um prazer acompanhá-lo(a) ao longo de mais uma etapa, rumo à sua formação acadêmica. Cláudio Alves da Silva 6

7 1 A LOGÍSTICA Prezado(a) aluno(a), Neste capítulo, trataremos de apresentar: a logística, a sua definição e importância empresarial, ela como atividade operacional na empresa e exemplos de processos de uma cadeia logística. Atualmente, é comum percebermos que as empresas estão migrando do modelo tradicional de funcionamento, para o ambiente web, com o objetivo de atender maiores demandas e vender para os seus clientes produtos e serviços, vinte e quatro horas por dia. Figura 1 Ilustração sobre o uso da Internet para aquisição de produtos. Fonte: Banco de dados Free. Além de disponibilizar tais produtos e serviços, as empresas também precisam ter bem definido, em suas estruturas, as estratégias e os serviços logísticos adequados para que desta forma o nível de atendimento e satisfação estabelecidos e esperados sejam mantidos e atendidos. Os produtos sob a responsabilidade da logística, geralmente, são traduzidos e entendidos como bens tangíveis, ou seja, possuem corpo e forma física. Essa forma física, atrelada a cada produto ou item logístico, contribui para termos as dimensões corretas de tais bens ou produtos. Quando falamos de dimensões, estamos nos referindo ao peso, altura, largura e comprimento de cada item a ser extraído, adquirido, movimentado, modificado, embalado, armazenado, negociado, separado e distribuído. Além das dimensões, há, porém, outras características a serem observadas, que criam dificuldades e exigem procedimentos diferenciados por parte dos processos logísticos, tais como: Grau de periculosidade existente em produtos químicos, derivados de petróleo e farmacêuticos; Fragilidade, ou seja, produtos que se quebram facilmente se não forem bem manuseados, embalados e movimentados. Como exemplo, podemos citar os cristais, brinquedos, eletroeletrônicos, utensílios, entre outros; Perecibilidade, muito comum em produtos alimentícios em geral; Variabilidade de cores, sabores, odores e densidade (massa ou consistência) que caracterizam determinadas linhas de produtos; Quantidade. Nesse contexto, podemos considerar que a logística empresarial é a principal responsável pela movimentação dos diversos tipos de produtos existentes em uma cadeia empresarial, tais como: livros, computadores, televisores, brinquedos, alimentos, medicamentos, calçados, ferramentas, vestuários, móveis, veículos, maqui- 7

8 Cláudio Alves da Silva nários, embalagens, e todo e qualquer tipo de material ou item, necessários para uso próprio, revenda ou consumo. Para tanto, a empresa deve gerar conhecimento através da informação, processos, técnicas e serviços para movimentar e disponibilizar estes materiais com o uso da infraestrutura existente ao longo da cadeia. Os serviços geralmente são importantes e podem ou não envolver um bem físico, mas geralmente é na prestação de serviço que se concentra a questão do nível de atendimento existente: No fornecimento por parte dos estoques, fornecedores e distribuidores; Nas entregas e das respostas sem atrasos; Na pós-venda definido como troca em caso de erros ou avarias, instalação, montagem e manutenção; Como resultado da satisfação do cliente. como atividade de apoio, assim como a área de contabilidade, qualidade, produção, recursos humanos, entre outras. Diante dessa realidade, as empresas de uma forma muito bem estruturada e planejada têm bem definido quais os tipos de produtos e serviços que serão ofertados, as quantidades necessárias para atender às demandas e aos estoques, as ferramentas necessárias para auxiliar na gestão dos fluxos físicos de materiais ou produtos, e das informações atreladas e pertinentes a estes. Dentro deste contexto, há a presença da chamada logística empresarial, com um foco mais na gestão e na estratégia, cujo principal objetivo é: tornar disponíveis produtos e serviços no local onde são necessários, no momento em que são desejados. (BOWERSOX; CLOSS, 2008, p. 19). As empresas têm que estar preparadas para atender ao cliente com qualidade e agilidade, caso venha a ofertar e comercializar um bem ou serviço quer seja da forma tradicional, convencional ou virtual. Dicionário Virtual: Realidade virtual, simulação de um ambiente real por meio de imagens de síntese tridimensionais. No nosso contexto, refere-se às fotos dos produtos disponíveis na internet, contendo as suas dimensões (peso, altura, largura e comprimento), que posteriormente serão comercializados e entregues pela área de distribuição. Fonte: Dicionário de português on-line. Mesmo sendo tão relevante para atender às necessidades dos clientes e das transações comerciais, nem sempre a logística será vista e reconhecida como atividade principal de uma empresa, ou seja, muitas vezes é vista e percebida 8

9 Logística Empresarial 1.1 A Evolução do Conceito de Logística O conceito de logística nos negócios se desenvolveu fortemente na década de 1950, considerado como o período de pós-guerra. Isso foi devido principalmente à crescente complexidade encontrada nos negócios, na gestão de materiais e entregas de produtos em uma cadeia de suprimentos cada vez mais global. O Council of Supply Chain Management Professionals (Conselho Profissional de Administração de Cadeias de Suprimentos) define a logística como a parte do gerenciamento da cadeia de abastecimento que planeja, programa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semiacabados e produtos acabados; bem como as informações relativas a eles, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes. Todas as atividades envolvidas na movimentação de bens para o lugar certo no momento certo podem ser descritas dentro dos termos gerais de logística ou distribuição. O ato de supervisar ou gerenciar esta atividade é conhecido como gestão logística. Os componentes de um sistema de logística típico são: atendimento ao cliente, previsão da demanda, comunicação da distribuição, controle de inventário, gestão de materiais, processamento de ordens e partes, suporte de serviço, seleção de planta e armazém, compras, embalagem, gestão de bens devolvidos, disposição de sobras e rejeitos, armazenagem, transporte e tráfego. Uma posição em uma empresa pequena pode envolver todas estas atividades, enquanto o trabalho em uma grande corporação pode significar estar envolvido com uma única ou algumas poucas áreas (BOWERSOX; CLOSS, 2008). 1.2 A Definição de Logística Empresarial A Logística pode ser entendida como a área da Administração que cuida do transporte e armazenamento das mercadorias (MARTINS; ALT, 2006). Ela abrange um conjunto de planejamento, operação e controle do fluxo de materiais, mercadorias, serviços e principalmente das informações da empresa, integrando de uma forma racional as funções sistêmicas, desde suprimentos, produção, armazenagem até a distribuição, assegurando dessa forma as vantagens competitivas e nível de serviço na cadeia de distribuição e, consequentemente, a satisfação dos acionistas e dos clientes. 9

10 Cláudio Alves da Silva 1.3 A Importância da Logística Empresarial Conforme mencionado, a logística empresarial atua de uma forma administrativa e estratégica, em busca de melhores resultados e satisfação dos clientes. E essa satisfação está diretamente ligada aos serviços de distribuição e de pós-vendas ofertados pelas empresas aos seus respectivos clientes e consumidores. Os clientes e consumidores já estão acostumados a serem bem atendidos e de preferência não querem pagar nada mais por tais produtos e serviços. Por isso que hoje é perceptível e exigido um alto grau de sofisticação tecnológica para promover e programar a integração dos processos, das informações e dos negócios existentes neste ambiente tão complexo e desafiador. 1.4 Atividade Logística A questão operacional da logística é complexa. Como, por exemplo, podemos citar o controle e acompanhamento da demanda dos produtos ou serviços, controle e acompanhamento da frequência dos pedidos, controle e acompanhamento das quantidades por pedido, controle e acompanhamento dos custos envolvidos na operação, tempo de entrega (lead-time), pedido mínimo, rupturas de abastecimento, prazos de entrega, períodos promocionais e frequência de sazonalidades, políticas de estoque (evitando faltas ou excessos), planejamento da produção, políticas de fretes, políticas de gestão dos pedidos (orders), análise dos modelos de canais de distribuição, entre outros (CARVALHO, 2002). Com o surgimento de novas necessidades por parte do mercado e das empresas em geral, a atividade logística no Brasil e no mundo passa por uma gestão com foco na identificação de oportunidades de redução de custos, prazos de entrega e consequentemente no aumento da qualidade no cumprimento do prazo; disponibilidade constante dos produtos, programação das entregas, facilidade na gestão dos pedidos e flexibilização da fabricação, análises de longo prazo, elaboração de projetos com incrementos em inovação tecnológica, novas metodologias de custeio, novas ferramentas para redefinição de processos e adequação dos negócios, como exemplo no ramo varejista, podemos citar: a Resposta Eficiente ao Consumidor (Efficient Consumer Response), entre outros meios e técnicas. 1.5 Atividades Logísticas na Empresa O ciclo de atividades é o principal fator de análise em uma logística integrada, pois fornece uma visão básica das decisões e das interfaces que devem ser combinadas para a criação e a gestão de um sistema operacional. Essa visão operacional e gerencial é importante porque uma grande parte do total dos processos existentes nas empresas é composta de atividades logísticas, e estas consistem essencialmente na gestão e no planejamento de depósitos, armazéns ou de centros de distribuição, na localização, e também de todo tipo de instalações que venha a ser necessário. 10

11 Logística Empresarial Segundo Carvalho (2002), as atividades logísticas presentes na movimentação de materiais e produtos são a movimentação e reaproveitamento de desperdícios. Na atividade logística, importantes são todas as atividades que se relacionam com o transporte e com a movimentação de matéria-prima, materiais ou produtos, tanto de uma forma interna quanto externa na empresa. Além disso, temos que levar em consideração qual o modal de transporte que deverá ser usado para atender a um determinado cliente, e a escolha da frota, se esta será própria ou terceirizada. Tendo a visão das atividades, dos fluxos existentes e dos elementos que compõem uma determinada cadeia logística, teremos a clara noção que o canal logístico da empresa é então constituído pelos produtores e fornecedores de matéria-prima, pelas empresas de transportes, podendo estes serem operadores logísticos ou transportadoras que realizam a movimentação física de tais itens ou produtos, para atender o cliente final. Para Gomes (2004), o canal de distribuição da empresa engloba não só as empresas de transporte como também os operadores responsáveis pelo transporte, armazenagem e também, em alguns casos, a promoção e a comercialização dos produtos. Saiba mais Uma boa gestão logística depende do conhecimento das informações sobre os tipos e as variedades dos produtos existentes, bem como da visão de todos os participantes da cadeia de distribuição, e dos canais existentes, utilizados para realizar estrategicamente com sucesso a distribuição dos bens, produtos e serviços, ofertados pela empresa. 1.6 Exemplos de Processos de uma Cadeia Logística Todo e qualquer produto que será transformado, utilizado ou consumido tem inicialmente uma origem definida, ou seja, até chegar finalmente ao ponto de consumo, este produto passou por diversas etapas e processos existentes em uma cadeia logística; isto é, em um dado momento ele foi extraído, transformado, fabricado, distribuído e, por fim, comercializado. Nesse contexto, apresentaremos um resumo de tais etapas e processos, conforme descritos a seguir: 1º Extração de matéria-prima: esta é considerada como a primeira etapa do processo de uma cadeia. Essa etapa é realizada por empresas que exploram os recursos naturais, explorando materiais ainda em seu estado bruto para posteriormente, fornecê- -los como matéria-prima, para as demais empresas que fazem parte de determinados ramos empresariais. Muitas vezes por estarem em seu estado bruto, estes materiais, inicialmente, passam por um processo de corte e apara no caso de madeiras, lingotes de aço ou de alumínio; de fragmentação ou quebra no caso de minérios; de limpeza e polimento no caso de pedras decorativas; e de caracterização no caso de subcomponentes. Como exemplo de material bruto, temos a madeira, a carne, o couro, as frutas, as verduras, os legumes, os minérios (bauxita, manganês, carvão, calcário, silício), o petróleo e seus derivados. E qual a função da logística neste processo? Para que a empresa de extração e exploração funcione, a logística atuará fornecendo todo o suporte necessário, por meio da compra de tais insumos e materiais, e, quando for o caso e a situação assim exigir, na aquisição de ferramentas, maquinários e na contratação de serviços e mão de obra 11

12 Cláudio Alves da Silva especializada. Além de desempenhar a atividade de suprimentos, provavelmente, ela irá atuar na movimentação, transporte, armazenamento, classificação e organização de tais materiais e produtos, organizando- -os conforme as necessidades existentes por parte dos processos e clientes externos. Tais clientes externos exercem o papel de fornecedores para outras empresas. Dessa forma, a logística encerra o seu ciclo de atividades nestas empresas iniciais. 2º A transformação da matéria-prima bruta: dando sequência ao nosso exemplo de fluxo na cadeia, conforme descrito na primeira etapa, inicialmente este material bruto explorado e coletado pelas empresas passam por um processo inicial de corte e apara no caso de madeiras, lingotes de aço ou de alumínio; de fragmentação ou quebra no caso de minérios; de limpeza e polimento no caso de pedras decorativas; e de caracterização no caso de subcomponentes. Uma vez realizados os procedimentos básicos, tais materiais e subcomponentes armazenados e classificados serão fornecidos para outras empresas que atuam em determinados segmentos industriais, que de uma forma mais específica darão o tratamento especial a este material, transformando-o em matéria-prima para fabricação de uma série de produtos. Essas empresas podem ser denominadas de empresas transformadoras ou processadoras. Muitas destas empresas trabalham em parceria com outras empresas, tais como: montadoras (Volkswagen, Dell, Semp Toshiba, Ford, Alpargatas, Scania, Votorantim, Gerdau etc.), distribuidoras (Grupos Pão de açúcar, Walmart, Carrefour etc.) e revendedoras (Casas Bahia, Sadia, Alpargatas, Perdigão etc.), por isso que muitas destas empresas não fazem parte do conhecimento dos consumidores finais, mas são conhecidas no mundo empresarial, principalmente por profissionais e técnicos que conhecem os produtos e as necessidades de cada empresa. Como exemplo, podemos dizer que uma empresa com estas características pode fazer a transformação da matéria-prima bruta do aço em material transformado conforme a dureza, resistência e maleabilidade de acordo com a necessidade de outras empresas, neste caso as fabricantes. Ainda dentro deste contexto, há as empresas de transformação do material plástico, de minérios, de essências e fragrâncias, de couro, de insumos alimentares e de muitos outros tipos de produtos. Por fim, este material deverá ser transportado para outros clientes, na maioria das vezes empresas fabricantes, encerrando o seu ciclo nestas empresas. 3º A fabricação: nesta etapa, estas empresas geralmente atuam desenvolvendo e fabricando produtos com base nas matérias- -primas citadas anteriormente. Nessa etapa, o que mais interessa a estas empresas é ter os componentes ou materiais necessários para poder fabricar os produtos finais que serão ofertados ao consumidor final conforme o planejamento, programação e controle da produção. É nessa etapa que ocorre o uso do couro para a fabricação de sapatos, bolsas, carteiras e cintos; o uso da madeira para fabricação e confecção de móveis; das frutas para produção de polpas, sucos, doces etc.; dos componentes para montagem dos micros; de peças para a montagem de veículos; da carne para a produção de derivados alimentícios etc. Como podemos perceber, um fabricante pode produzir um bem durável, como no caso de veículos, computadores, e bens de consumo por ser uma indústria alimentícia, de material escolar, de vestuário ou qualquer outro tipo de produto destinado ao consumo popular. 4º A Distribuição: conforme mencionado anteriormente, a logística empresarial atua de uma forma administrativa e estratégica, buscando desta forma melhores resultados e a satisfação dos clientes. E esta satisfação está diretamente ligada aos serviços de dis- 12

13 Logística Empresarial tribuição e de pós-vendas ofertados pelas empresas, aos seus respectivos clientes e consumidores. Os clientes e consumidores já estão acostumados a serem bem atendidos, e de preferência não querem pagar nada mais por tais produtos e serviços. Por isso que hoje é perceptível e exigido um alto grau de sofisticação tecnológica para promover e programar a integração dos processos, das informações e dos negócios existentes neste ambiente tão complexo e desafiador. Porém, é bom frisarmos que o processo de distribuição sofreu grandes transformações por diversos motivos, tais como: o crescimento demográfico, a quantidade e variabilidade atreladas a determinados produtos e, consequentemente, com o uso da internet, houve o aumento geográfico, ou seja, as empresas passaram a atuar em nível nacional e muitas internacionalmente, aumentando desta forma o consumo. Atualmente, os fabricantes que fazem parte do processo anterior deixaram de entregar ou distribuir seus produtos diretamente ao consumidor final, utilizando basicamente distribuidores autorizados, mão de obra especializada ou prestadores de serviços logísticos. Para facilitar o seu entendimento, observe os participantes, os canais e os processos existentes no exemplo da cadeia logística contidos na Figura 2. Figura 2 Exemplo parcial de etapas e processos de uma cadeia logística. Fonte: Banco de dados Free. No pontilhado cor-de-rosa, temos a representação do canal de vendas on-line (internet); nas setas de cor azul, estão representados os canais de abastecimento e de entregas de todos os participantes desta cadeia; e, por fim, nas setas de cor clara, temos os canais da logística reversa, a qual será abordada mais à frente. Ainda é possível observar que a fábrica ou indústria faz o uso de transportadoras e de uma central de distribuição para realizar as suas entregas para os revendedores (hipermercados) e para os seus clientes finais (varejistas ou pessoas físicas). Isso se torna necessário e até mais eficiente porque estrategicamente estas empresas que são fabricantes perceberam que o processo de entrega e distribuição é uma atividade logística e não fabril. Com isso, através do processo de terceirização e da contratação de empresas especializadas, essas empresas contratantes podem manter o seu foco apenas em seu objetivo principal, que é o desenvolvimento e a fabricação de bens e produtos, não se preocupando com as atividades consideradas secundárias e muito menos com questões ligadas ao abastecimento e entrega de seus produtos para o mercado em que atuam. Além de não se preocuparem mais com as atividades consideradas secundárias e com questões ligadas ao abastecimento e entregas, as empresas para serem mais competitivas nos mercados em que atuam passaram a manter o seu foco nas necessidades existentes, devido à expansão geográfica, ou seja, hoje se tornou um fator estratégico atender a um mercado globalizado. Obviamente que dentro deste processo existe uma infinidade de problemas, dificuldades e situações que ocorrem com qualquer empresa. A título de exemplo, podemos citar os problemas relacionados às atividades de compra, armazenamento, transporte, produção, entregas, avarias, erros nos pedidos e assim por diante. 13

14 Cláudio Alves da Silva Mesmo diante de tais problemas, a atividade e o processo de distribuição vêm se desenvolvendo dia a dia, tornando as entregas mais curtas, rápidas, precisas e com maior nível de qualidade. 5º A Comercialização: pode ser considerada como a última etapa do fluxo da cadeia logística. É por meio dela que são disponibilizados os produtos para o consumo. Nessa etapa, o consumidor para formalizar o seu pedido muitas vezes tem condições de ter contato direto com o produto, de realizar testes, e, quando do for caso e conforme o tipo do produto, de fazer a experimentação e degustação. Geralmente, a comercialização ocorre através de empresas atacadistas e por empresas varejistas. A diferenciação básica está na relação e no trâmite comercial, ou seja, no atacado as vendas são realizadas em grandes quantidades e por preços menores, enquanto que no varejo as vendas são mais populares, por atingir a maior parte do mercado consumidor. Para que a comercialização funcione estrategicamente e adequadamente, esses estabelecimentos participantes da cadeia fazem os seus pedidos junto aos fabricantes, que se utilizam dos serviços e processos de distribuição para atender aos pedidos dos clientes. O objetivo principal desse processo final é disponibilizar o produto de uma forma que venha a atender ao cliente e às suas exigências em um curto espaço de tempo e nível aceitável de atendimento. Para tanto se faz necessário e extremamente importante o uso da logística para o abastecimento dos estabelecimentos, conforme descrito e demonstrado na figura anterior. Até aqui, consideramos que a extração, transformação, fabricação, distribuição e, por fim, a comercialização representam o fluxo de um canal logístico, mas temos que levar em consideração que para cada tipo de produto, como alimento, medicamentos, bebidas, móveis, vestuários, peças, veículos, entre outros, por apresentar dimensões, características naturais e técnicas diferenciadas, se fará necessário o uso de estruturas e de processos logísticos de movimentação, armazenagem, transporte e distribuição diferenciados. Nesse caso a informação e o conhecimento logístico são imprescindíveis para movimentar estes e os demais tipos de produtos dentro de uma determinada cadeia logística. Atenção Os componentes de um sistema de logística típico são: atendimento ao cliente, previsão da demanda, comunicação da distribuição, controle de inventário, gestão de materiais, processamento de ordens e partes, suporte de serviço, seleção de planta e armazém, compras, embalagem, gestão de bens devolvidos, disposição de sobras e rejeitos, armazenagem, transporte e tráfego. 1.7 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a), neste capítulo estudamos que: As empresas estão migrando do modelo tradicional de funcionamento para o ambiente web (internet); Os produtos sob a responsabilidade da logística, geralmente, são traduzidos e entendidos como bens tangíveis, ou seja, possuem corpo e forma física; 14

15 Logística Empresarial A periculosidade, fragilidade, perecibilidade, variabilidade e quantidade são consideradas como características existentes em determinados produtos; A logística empresarial é a principal responsável pela movimentação dos diversos tipos de produtos existentes em uma cadeia empresarial; Os serviços geralmente são importantes e podem ou não envolver um bem físico, mas geralmente é na prestação de serviço que se concentra a questão do nível de atendimento ao cliente; A logística empresarial atua de uma forma administrativa e estratégica, em busca de melhores resultados e satisfação dos clientes; O ciclo de atividades é o principal fator de análise em uma logística integrada, pois fornece uma visão básica das decisões e das interfaces que devem ser combinadas para a criação e a gestão de um sistema operacional; Conforme o autor Gomes (2004), o canal de distribuição da empresa engloba não só as empresas de transporte como também os operadores responsáveis pelo transporte, armazenagem e também em alguns casos a promoção e a comercialização dos produtos; A extração, transformação, fabricação, distribuição e, por fim, a comercialização representam o fluxo de um canal logístico. Vamos, agora, avaliar a sua aprendizagem. 1.8 Atividades Propostas 1. Em logística, quando falamos de dimensões de determinados itens, estamos nos referindo a quê? Explique. 2. Conforme os autores Bowersox e Closs (2008), qual o principal objetivo da chamada logística empresarial? 3. De acordo com Gomes (2004), o canal de distribuição da empresa engloba quais áreas e requisitos? 4. Quais os processos e etapas que são considerados como fluxo de uma cadeia logística? 15

16 2 CADEIA DE SUPRIMENTOS Prezado(a) aluno(a), Neste capítulo, trataremos de apresentar a cadeia de suprimentos e os seus processos básicos. A Cadeia de Suprimento pode ser entendida como um grupo de fornecedores que supre as necessidades de uma empresa na criação e no desenvolvimento dos seus produtos. Pode ser entendida também como uma forma de colaboração ou parceria entre fornecedores, varejistas e consumidores para a criação de valor. De outra forma, a cadeia de suprimentos pode ser definida como o ciclo da vida dos processos que compreendem os fluxos físicos, informativos, financeiros e de conhecimento, cujo objetivo é satisfazer os requisitos do consumidor final com produtos e serviços de vários fornecedores ligados. Para facilitar a sua compreensão, observe os participantes e os processos existentes neste outro exemplo contido na Figura 3. Figura 3 Exemplo de participantes e processos existentes numa Cadeia de Suprimentos. Fonte: Banco de dados Free. A Figura 3 mostra que a cadeia de suprimentos, no entanto, não está limitada ao fluxo de produtos ou informações no sentido fornecedor até o cliente, por existir também o caminho inverso do fluxo de negociações, informações, reclamações, produtos, entre outros, no sentido do cliente até o fornecedor, ou seja, o fluxo reverso e uma integração entre todos os elos que fazem parte desta cadeia (FREDENDALL, 2001). Hoje, é possível vermos e analisarmos no contexto empresarial muitos casos em que a competição no mercado global não ocorre entre empresas, mas entre cadeias de suprimentos. Como exemplo, podemos citar as montadoras de veículos juntamente com os seus fornecedores e revendedores. A gestão da logística e do fluxo de informa- 17

17 Cláudio Alves da Silva ções em toda a cadeia permite a todo e qualquer administrador logístico e aos executivos avaliar pontos fortes e pontos fracos existentes na cadeia de suprimentos, auxiliando a tomada de decisões. As decisões tomadas com base em informações precisas e relevantes irão resultar na redução de custos, aumento da qualidade, resultados, entre outros benefícios, com o objetivo de criar e aumentar a competitividade da empresa e do valor agregado atrelados aos seus produtos ou serviços, mantendo desta forma os diferenciais em relação à concorrência. Para Gomes e Ribeiro (2004), com o uso de tecnologias avançadas, os resultados que se esperam da utilização de sistemas que automatizem a Cadeia de Suprimentos são: Reduzir custos; Aumentar a eficiência (neste caso, dos processos envolvidos); Ampliar a margem de lucro; Melhorar os tempos de ciclos da cadeia de fornecimento; Melhorar o desempenho nos relacionamentos com clientes e fornecedores (este item está ligado aos aspectos qualitativos); Desenvolver serviços de valor agregado que dão a uma empresa uma vantagem competitiva; Obter o produto certo, no lugar certo, na quantidade certa e com o menor tempo e custo (isto é logística); Manter o menor nível de estoque possível (ou seja, sem deixar faltar ou sobrar produtos). Tais resultados são obtidos conforme a gestão da cadeia de suprimentos venha a simplificar e acelerar as operações que estão relacionadas com a forma como os pedidos dos clientes são processados pelo sistema até serem atendidos, e conforme o modo de aquisição das matérias- -primas, da sua entrega, pelos processos de fabricação e distribuição. Em todas as etapas tem que haver padronização dos processos e das informações. Para se realizar um bom gerenciamento da cadeia de suprimentos, uma boa avaliação e mensuração dos custos existentes nos processos e nas atividades empresariais são de vital importância. E tal avaliação se estende para o modelo atual de compras na renovação dos contratos com os fornecedores tanto de matéria-prima quanto de serviços. Diante disso, fica claro que não basta somente a empresa ter e operar um software de administração da cadeia, se não criar e melhorar o modelo de gestão. No contexto empresarial atual, os fornecedores passam a ser parceiros no desenvolvimento de projetos, produtos e serviços. Diante disso a quantidade de fornecedores é reduzida. Como existem muitas atividades complexas, e estas, às vezes, realizadas simultaneamente e desenvolvidas entre os departamentos, a integração é vista como algo importante para os negócios e para a empresa. Para que haja tal integração, a área de suprimentos das empresas que fazem parte de uma cadeia ou que são responsáveis por cuidar de uma, hoje, não só acompanha a aplicação dos contratos, como é responsável por todo o período de negociação e contratação. Dessa forma, a área de suprimentos é vista e gerida de uma forma estratégica, sendo bem diferente do modelo passado, baseada na departamentalização, sendo responsável até pelos resultados da empresa. O comprador ou o gestor responsável pela aquisição terá condições de ter a visualização total dos processos que estão sob a sua responsabilidade, permitindo a realização da rastreabilidade e de auditoria de seus processos de compras. Saiba mais Softwares de administração: são sistemas utilizados de uma forma integrada pelas empresas, para fazer a administração e o controle das atividades e dos dados existentes nos processos e nas transações comerciais realizadas pelas suas diversas áreas e departamentos (financeiro, contabilidade, recursos humanos, produção, armazenagem, vendas, transportes, distribuição etc.), com o objetivo de transmitir e compartilhar informações para auxiliar a tomada de decisão. 18

18 Logística Empresarial 2.1 Processos Em uma empresa, e principalmente em uma cadeia de suprimentos, obviamente é comum a existência de departamentos e processos, e cada qual representado pelos seus custos. Todos os processos envolvem pessoas, áreas, clientes, distribuição, produção e fornecedores. Para facilitar o entendimento, apresentaremos a seguir um exemplo resumido de áreas que fazem parte de uma cadeia de suprimentos: Suprimentos: esta área, atualmente chamada de suprimentos, no passado era conhecida somente como área de Compras. Atualmente ela é vista como área estratégica, responsável pelas negociações e aplicações dos mais variados recursos (materiais, patrimoniais, tecnológicos e financeiros) existentes à disposição da empresa, para suprir as suas necessidades, atividades e processos administrativos, comerciais e de produção. Denominada como abastecimento, inclui as atividades necessárias para adquirir inputs (entradas) de forma a criar produtos ou serviços. Existem duas operações neste ponto: Primeira = Aquisição de materiais e serviços; Segunda = Créditos e empréstimos, junto a bancos e Governo. Além de ter a sua importância estratégica, possui uma forte característica operacional, porque toda e qualquer organização, independentemente do tamanho, ramo (industrial, comercial e de prestação de serviços) e setor (privado, governamental, de utilidade pública ou sem fins lucrativos), necessita, por mínimo que seja, fazer suas aquisições. Paralelamente à atividade principal de abastecer a empresa, esta área desempenha outras funções, tais como: Negociação de preços, prazos, juros e quantidades com fornecedores, clientes internos e externos; Cadastros de fornecedores, de materiais e produtos; Desenvolvimento, seleção e avaliação de fornecedores; Análise e gestão de contratos de fornecedores e de prestação de serviços; Análise e gestão dos diversos estoques existentes dentro ou fora da empresa; Definição e aquisição por meio de lotes econômicos de compras (LEC); Cotação de preços; Atendimento de projetos especiais e de desenvolvimento de novos produtos ou serviços; Com o uso da tecnologia da informação, faz uso do pregão eletrônico e da participação de leilões públicos; Aplicação de conceitos que envolvem o quanto comprar e quando comprar, levando em consideração o ponto de pedido, de cada item ou produto sob a sua responsabilidade que faça parte do seu cadastro. Marketing: é o departamento responsável em criar produtos, embalagens comerciais e de consumo, estabelecer os pontos de vendas, realizar a promoção, enviar mensagens aos clientes potenciais e também aos que já fazem parte da carteira de clientes, para convencê-los a comprar da empresa. Tal mensagem envolve: faixa etária, poder aquisitivo, classe social, localização, concorrente; além da função de 19

19 Cláudio Alves da Silva propaganda e sistemas promocionais. Sem dúvida nenhuma, o marketing é uma área estratégica, e as empresas reconhecem a sua importância e direcionam uma boa parte de seus recursos humanos e financeiros a essa atividade, que inclusive atua fortemente no direcionamento da distribuição. PPCP (Planejamento, Programação, Controle, Produção): realiza a tradução, expectativa para a realização da produção. As peças necessárias, equipamentos etc. Tal departamento ou área administra e também informa quais os tipos de materiais ou serviços que serão utilizados para atender às demandas. Em logística, o planejamento refere-se a todas as operações indispensáveis para planejar e organizar as operações básicas. Nessa categoria existem três operações particulares (CHOPRA; MEIN- DL, 2003): Previsão da demanda; Preço do produto; Gestão de Estoques. Fornecedores: se para produzir produtos e para realizar serviços são necessárias matérias-primas em uma cadeia de suprimentos, os fornecedores de tais matérias-primas devem ser tratados como parceiros, devendo até serem convidados a verem a produção, participar da produção, do dia a dia da empresa, já que ambos os conhecimentos podem atuar juntos, surgindo assim uma estrutura de competência altíssima. Almoxarifado/Armazenagem: sua atuação é importante no controle dos materiais que entram na empresa, vendo inclusive se os mesmos não estão em excesso. O objetivo desta área é ter o mínimo em estoque, sem deixar faltar para atender às operações administrativas, de produção ou de vendas. Dicionário Almoxarifado: estrutura ou local definido pela empresa para que seja feita a guarda, conservação e controle dos diversos materiais utilizados para atender às atividades administrativas e operacionais (produção ou serviço). Processos de controle: estes são constituídos por atividades de gerenciamento, apoio e controle dos processos de entrada (Inbound) e de saída (Outbound). O controle atua principalmente na medição dos índices de estoques, de produtividade, desempenho e nos acertos dos problemas ocorridos em função do fornecimento, erros administrativos, operacionais, avarias, desvios, furtos de materiais e de equipamentos ou um erro no cliente. É através da auditoria e do controle logístico que as empresas conseguem determinar se existem falhas, também conhecidas como gaps, entre a performance logística e os resultados esperados (CARVALHO et al., 2001). Cada uma das atividades existentes nos processos de entrada (Inbound), saída (Outbound) e controle são realizadas de uma forma estratégica e operacionalmente planejada. Entrega: como tudo tem um começo e um fim, a entrega é a área que envolve a atividade de encomendas dos consumidores e as entregas dos produtos aos clientes. As operações principais são: atender às ordens de encomenda; fazer a separação de pedidos e composição de cargas; roteirização; e a entrega do produto propriamente dita. A entrega é importante porque está intrinsecamente ligada à satisfação do cliente e permite à empresa manter e melhorar o nível de serviço. 20

20 Logística Empresarial Para melhor entendermos a cadeia de suprimentos, temos que obrigatoriamente entender a logística que é a base de estudo da cadeia de suprimentos. Temos, então, as Atividades Primárias e as Secundárias (CARVALHO, 2002): A logística é uma área muito abrangente e técnica porque dentro desses grupos existem outras atividades e funções que variam de uma empresa para outra, conforme o seu ramo e setor de atividade. Atividades Primárias: transportes; manutenção de estoques; processamento de pedido; Atividades Secundárias: armazenagem; manuseio de materiais; embalagem de materiais; obtenção (seleção de fontes, quantidades de compra); programação do produto (distribuição fluxo de saída orientação e programação PPCP); manutenção de informação (base de dados gerada pela cadeia fonte de dados para futuros planejamentos). Atenção A cadeia de suprimentos não está limitada ao fluxo de produtos ou informações no sentido fornecedor até o cliente, por existir também o caminho inverso do fluxo de negociações, informações, reclamações, produtos, entre outros, no sentido de cliente até o fornecedor, ou seja, o fluxo reverso e uma integração entre todos os elos que fazem parte desta cadeia (FREDENDALL, 2001). 2.2 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a), neste capítulo estudamos que: A Cadeia de suprimento pode ser entendida como um grupo de fornecedores que colaboram entre si, para suprir as necessidades de uma empresa na criação e no desenvolvimento dos seus produtos, com o objetivo de satisfazer os requisitos do consumidor final com produtos e serviços; De outra forma, a cadeia de suprimentos pode ser definida como o ciclo da vida dos processos que compreendem os fluxos físicos, informativos, financeiros e de conhecimento; A competição no mercado global não ocorre entre empresas, mas entre cadeias de suprimentos; A gestão da logística e do fluxo de informações em toda a cadeia permite a todo e qualquer administrador logístico e aos executivos avaliar pontos fortes e pontos fracos existentes na cadeia de suprimentos, auxiliando a tomada de decisões; O uso de tecnologias avançadas contribui para melhorar os resultados, mediante a redução de custos e consequentemente com o aumento dos resultados e da margem de contribuição; A área de suprimentos é vista e gerida de uma forma estratégica, sendo bem diferente do modelo passado, baseada na departamentalização, sendo responsável até pelos resultados da empresa; Em uma empresa e principalmente em uma cadeia de suprimentos, obviamente é comum a existência de departamentos e processos, e cada qual representado pelos seus custos; 21

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