ANAIS DIREÇÕES E CONSTRUTOS DO GREEN SUPPLY CHAIN MANAGEMENT

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1 DIREÇÕES E CONSTRUTOS DO GREEN SUPPLY CHAIN MANAGEMENT CLEISON MINATTI ( ) UNIVALI - UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ ANETE ALBERTON ( ) UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ (UNIVALI) SIDNEI VIEIRA MARINHO ( ) UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ (UNIVALI) Resumo - Este artigo tem por finalidade evidenciar as direções e os construtos acerca do Green Supply Chain Management (GSCM), tomando como base os estudos iniciados por Srivastava (2007) e que vem ganhando destaque tanto na academia como nas empresas, se firmando como uma filosofia que visa promover ganhos econômicos (SRIVASTAVA, 2007; GREEN; MORTON; NEW, 1998) e ambientais nos processos intrínsecos ao gerenciamento da cadeia de abastecimento, contribuindo para a sociedade e meio empresarial em geral. Foi elaborado via revisão de literatura, resultando em uma tabela que apresenta os construtos do GSCM, os escopos (7R s) e a ferramenta que está vinculado. Palavras-Chave: Green Supply Chain Management, Gestão Ambiental e Cadeia de abastecimento 1. INTRODUÇÃO Este artigo tem por finalidade evidenciar as direções e os construtos do Green Supply Chain Managemen (GSCM), tomando como base os estudos iniciados por Srivastava (2007) e que vem ganhando destaque tanto na academia como nas empresas, e que está se firmando como uma filosofia que visa promover ganhos econômicos e ambientais nos processos intrínsecos ao gerenciamento da cadeia de abastecimento, contribuindo para a sociedade e meio empresarial em geral (SRIVASTAVA, 2007; GREEN; MORTON; NEW, 1998). De uma forma geral, o GSCM é verificado através da identificação de suas ferramentas, reconhecidas em sua totalidade somente por Srivastava (2007) e Rountroy (2009), e abordadas individualmente por demais autores, que são o Green Purchasing, Green Sourcing, Green Manufacturing, Green Operation, Green Design, Green Packaging, Reverse Logistic, Environmental Management System () Green Inovation e Customer Awareness. Atravéns dos green s, alguns autores propõem o esverdeamento da cadeia de suprimentos, tal como Trowbridge (2001, p. 121) que prevê a tendência das práticas ambientais e o esverdeamento dos componentes da cadeia, Preuss (2001) que estudou a função de compras como "efeito multiplicador verde" como importante para mudanças ambientais e Zhu e Sarkis (2006) e Srivastava (2007) que abordam a adição do "Componente verde para a gestão das cadeias de abastecimento, o que definiu este tema objetivando, além da continuidade dos estudos de Srivastava (2007), evidenciar as direções do GSCM via identificação dos construtos que permitam a continuidade desta linha de pesquisa através da abertura de suas ferramentas. Handfield e Nichols (2002), Brito e Dekker (2004) e Darnall, Jolley e Handfield (2008) identificaram que o GSCM evoluiu ao longo dos anos, tornando-se a filosofia que avalia o 1/16

2 desempenho ambiental da cadeia através de medidas que garantam a qualidade ambiental de seus produtos e a avaliação do custo dos resíduos em seus sistemas operacionais. Giovannini e Kruglianskas (2008, p. 937), observam que apesar de outras questões prementes não faltarem no Brasil, está se formando uma consciência cada vez maior da importância de se dar algum encaminhamento às questões sociais e ambientais que afligem a nossa sociedade. Srivastava (2007) verificou que a pesquisa está compartimentalizada, e que coletivamente começam a contribuir para uma avaliação mais sistêmica da base de conhecimentos, ou seja, que o GSCM é explorado em sua totalidade somente por Srivastava (2001) e Rountroy (2009), sendo estudado por outros autores de forma individual, tais como os estudos de Lamming e Hampson (1996), Min e Galle (1997 e 2001), Green, Morton e New (1998), Preuss (2001), Hsu e Hu (2008) e Rountroy (2009) que abordam o Green Purchasing, que tem por finalidade utilizar as relações de compras na gestão ambiental na cadeia de abastecimento, porém focados nos negócios, o que difere do conceito de Green Sourcing, abordados por Green, Morton e New (1998), Preuss (2001) e Rountroy (2009) focando procedimentos de aquisição, e interfaces com a cadeia de abastecimento. Já Min e Galle (1997;2001) e Rountroy (2009) abordam o Green Manufacturing direcionando aos processos de fabricação a cadeia de abastecimento, interagindo na busca de novas tecnologias de fabricação, que difere do Green Operation, abordado por Lee et al (1995), Stock (1998), Fleischmann et al (2001), Ferrer e Whybark (2001), Majumder e Groenevelt (2001), Guide Jr e Wassenhove (2001), Savaskan et al (2004), Chouinard et al (2005), Srivastava (2007) e Rountroy (2009) voltado as cadeias de abastecimento na gestão de operações, onde, além da fabricação, atividades de distribuição e principalmente, interfaces internas (marketing e vendas) são evidenciadas sob as perspectivas verdes. Lee et al (1995), Ferrer e Whubark (2001), Fleischmann et al (2001), Guide Jr e Wassenhove (2001), Preuss (2001), Zhu e Sarkis (2006), Srivastava (2007), Darnall, Jolley e Handfield (2008) e Rountroy (2009) estudam o Green Design, propondo alternativas de concepção de novos produtos e processos com base nas filosofias de GSCM. Rao e Holt (2005), Darnall, Jolley e Handfield (2008) e Rountroy (2009) apontam o Green Packaging em seus estudos focando a melhoria da cadeia através das embalagens, eliminando desperdícios e utilizando embalagens retornáveis, pontos também abordados na logística reversa (Reverse Logistic), que visa criar alternativas que visam reaproveitar produtos que seriam descartados, promovendo economias na reutilização de mercadorias (DEKKER ET AL, 1997; MOLLENKOPF; CLOSS, 2005; ROUNTROY, 2009). Pun et al (2002), Zutshi e Sohal (2004), Trowbridge (2001), Darnall, Jolley Handfield (2008) e Rountroy (2009) focam seus estudos no Environmental Management System () e reforçam que o uso de certificações ISO na cadeia de abastecimento favorecem a incorporação da filosofia verde. Noci e Verganti (1999), Lin e Ho (2008) e Rountroy (2009) estudaram o Green Inovation, que tem por finalidade promover a multiplicação de novas tecnologias na cadeia de abastecimento, e inovação de produtos e tecnologias de fabricação e distribuição face às necessidades dos clientes. Esta experiência com o cliente através do marketing e vendas possibilita alinhar as inovações (Green Inovation) e design de novos produtos (Green design) de acordo com as expectativas dos clientes, através do customer awareness (LAMMING; HAMPSON, 1996; PREUSS, 2001; ZSOLANI, 2002 e ROUNTROY, 2009). Elaborar um quadro de construtos permitindo evidenciar as direções do GSCM (qual autor aborda qual ferramenta em qual construto, e quais as convergências) oportunizará um melhor conhecimento desta ferramenta e permitirá a continuidade deste aprofundamento em estudos futuros. Srivastava (2007) aponta o crescente número de estudos sobre GSCM e o destaque que o tema está ganhando entre pesquisadores e profissionais de gestão em cadeia de 2/16

3 abastecimento. Green, Morton e New (1998) verificam que mais estudos são necessários sobre os mecanismos exatos dentro das empresas no ambiente do GSCM, através da qual as pressões ambientais são traduzidas em produtos inovadores e práticas de melhoria de processos. Srivastava (2007) trata da importância do GSCM observando que, no final da década de 1990, integrando as ferramentas do GSCM num contexto geral, este tema foi identificado como a futura agenda de pesquisa nos conceitos verdes. Trata-se de um tema pouco explorado no Brasil, e que está sendo tratado como coadjuvante somente em pesquisas de logística reversa, ou pesquisas ambientais, pela tentativa de enfatizar o verde ou aspectos ambientais à Logística Reversa (ROGERS; TIBBEN-LEMBKE, 1999). Souza e Novaes (2004) complementam que a Logística Reversa não está bem definida, e constantemente é confundida com reciclagem, reuso ou fluxo reverso. Rubio, Chamorro e Miranda (2008) identificam a Logística Reversa como novidade nas áreas de pesquisa, gerando confusão com os problemas relacionados a ela, tais como cadeias verdes de abastecimento, ecologia industrial e gestão de resíduos. No Brasil, alguns estudos em GSCM evidenciaram-se, tais como Nunes (2005), Dias (2008), Zucatto (2009) e Viana (2009), que apresentam estudos que tem como base o GSCM, porém, sem o foco intrínseco (utilizando-se de conceitos e citações). Já Couto (2007) tem seu estudo focado exclusivamente em GSCM. Dias (2008) aponta escassez no Brasil quanto a estudos ligando Logística Reversa com foco ambiental, e complementa que reduzir os impactos ambientais e atender as demandas da sociedade não implica necessariamente em aumento de custos, podendo ser o contrário. Existem ainda outras abordagens do GSCM por autores que utilizam o tema em suas referências, porém, sem uso em citações ou contextualizações, não dando a devida importância ao tema. Brito e Decker (2004) apontam que desde 1984 cadeias de suprimentos estavam ocupadas em afinar a logística de produtos de matérias-primas para o cliente final, e que os produtos estão, obviamente, ainda fluindo na direção ao cliente final, mas um fluxo crescente de produtos está voltando nas mais variadas indústrias (eletrônicos, farmacêuticos, bebidas, etc). Termos como canal reverso e fluxo reverso vêm sendo observados desde 1974, e já estavam consistentemente relacionados com a reciclagem (GINTER; STARLING, 1978; BRITO; DECKER, 2004 apud GUILTINA; NWOKOYYE, 1974), permitindo verificar que apesar do nome do GSCM envolver gerenciamento da cadeia de abastecimento, as práticas de GSCM requerem o uso de outras ferramentas 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA GREEN SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Green et al. (1998) definem o Green Supply Chain (GSC) como um pré-requisito para o desenvolvimento sustentável (utilizam o termo GSC ao invés do GSCM), o que foi observado e defendido por Rountroy (2009) que liga estes autores ao surgimento do GSCM, por ter as mesmas políticas e diretrizes. É um método de concepção e/ou redesenho da cadeia de abastecimento, que incorpora reciclagem e reutilização de fabricação no processo de produção, envolvendo a minimização do impacto total da poluição ambiental, em todo o processo de distribuição e abastecimento da cadeia, e também desde o início até o fim do ciclo de vida do produto (GREEN ET AL, 1998; GUIDE JR ET AL, 2009). Srivastava (2007) define GSCM como a integração do pensamento ambiental na gestão da cadeia de abastecimento, incluindo desde a concepção do produto, seleção do material, processos de fabricação e entrega do produto final aos consumidores, bem como a gestão do produto final após o fim de sua vida útil, focando seus estudos na logística reversa, permitindo uso na literatura para designar desenvolvimento de produtos com certas considerações de ordem ambiental, servindo de redutor do impacto ecológico da atividade industrial, sem 3/16

4 sacrificar a qualidade, custo, confiabilidade, desempenho ou utilização de eficiência produtiva, tratando como uma mudança de paradigma, saindo de controle da cadeia de abastecimento (entrega ao consumidor final) para atender regulamentos ambientais e não apenas a limitação dos danos ecológicos, mas também levando a ganhos econômicos globais, lançando vários desafios aos profissionais, acadêmicos e pesquisadores. Rountroy (2009) cita como benefícios significativos do GSCM a inclusão de todo o sistema de redução de custos, maior facilidade de penetração no mercado global, redução dos recursos de material, mão de obra e de consumo de energia, redução de resíduos, redução dos riscos, gerando uma boa publicidade, conseguindo vantagem competitiva e a melhoria do nível de satisfação do cliente. Percebe-se nas ferramentas do GSCM um direcionamento para ações na cadeia de abastecimento. Preuss (2001) aponta que a aquisição, via o Green Purchasing e Green Operation é a porta de entrada da empresa e pode influenciar a qualidade dos materiais que entrar nele se aplicado à técnica proteção ambiental. Zhu e Sarkis (2006) verificaram que o GSCM evoluiu de compras ecológicas (Green Sourcing) e integração das cadeias de abastecimento com olhar ambiental para a Logística Reversa (Reverse Logistic). Zhu e Sarkis (2006) e Srivastava (2007) definem que o GSCM lida com a influência e relações entre a cadeia de suprimentos e gestão ambiental, ou seja, o esverdeamento de Trowbridge (2001). Para Srivastava (2007) foi em 1989 que se iniciaram os estudos de design (Green Design) em logística reversa e o interesse por operações verdes, e em 1992 evidenciou-se a importância do GSCM, abrindo procedência para uma série de estudos na área (DEKKER et al. 1997; GREEN, MORTON; NEW, 1998; ROGERS; TIBBEN-LEMBKE, 1999; LEITE, 2003; BRITO; MOLLENKOPF; CLOSS, 2005; RUBIO; CHAMORRO; MIRANDA, 2008; GIOVANNINI; KRUGLIANSKAS, 2008; ROUNTROY, 2009 e GUIDE JR et al, 2009). Preuss (2001) identificou que a discussão acerca do GSCM existe somente na relação entre a organização compradora e os fornecedores imediatos (cadeia de abastecimento), porém, sugere que iniciativas ambientais deveriam agir sobre outras fronteiras corporativas, como o marketing, via comerciantes promovendo uma tendência de produtos verdes e iniciando alterações no produto dentro da empresa (Customer Awareness). O GSCM exige também um compromisso de toda a organização para melhorar continuamente os impactos ambientais da organização e extenso conhecimento e monitoramento dos recursos organizacionais, restrições, capacidade de produção e processos (ISO, 2001), baseando no conhecimento ganho com a qualidade ambiental como competência necessária para adotar o GSCM através do (sistema de gestão ambiental) indo de programas de prevenção da poluição e capacidades de gestão para os objetivos de gerenciamento de produtos. (DARNALL; JOLLEY; HANDFIELD, 2008). Sarkis (2003), Zhu e Sarkis (2006) e Rountroy (2009) apontam que o GSCM surgiu como uma estratégia de algumas empresas líderes, incluindo a Dell, HP, IBM, Motorola, Sony, Panasonic, NEC, Fujitsu, General Motors, Toshiba, Xerox e Digital Equipment, evidenciando que programas ambientais objetivam melhorar o desempenho das empresas com a prática dos green s. Rao e Holt (2005) identificaram que as diferentes fases da cadeia de abastecimento levam a um GSCM integrado, o que acaba por conduzir a competitividade e o crescimento econômico. Green, Morton e New (1998) identificam que uma parceria de trabalho da cadeia de abastecimento garante a satisfação dos clientes, oferecendo produtos mais seguros, melhorando continuamente a qualidade e reduzindo seu impacto ambiental. Nos últimos anos, algumas organizações começaram a confiar em suas cadeias de suprimento para melhorar o desempenho dos seus negócios e criar valor para seus clientes finais (HANDFIELD; NICHOLS, 2002). 4/16

5 Rountroy (2009) identifica como antecedentes do GSCM o comprometimento da alta direção e as pressões governamentais e Darnall, Jolley e Handfield (2008) reforçam a questão da pressão ambiental, e apontam como incentivadores a evolução dos sistemas ISO Preuss (2001) acredita que, apesar da passividade na prática de GSCM (como reflexo de pressões ambientais) as organizações que o implementam reduzem seu impacto sobre o ambiente natural beneficiando a sociedade como um todo (DARNALL; JOLLEY; HANDFIELD, 2008). Green, Morton e New (1998) vêem esta influência transmitida pelas cadeias de abastecimento, comunicadas pelo setor de compras, como reflexo para iniciar práticas em GSCM (através dos sinais recebidos com políticas de aquisição ambientais, absorvidas pelo marketing e P&D das empresas). Rountroy (2009) levanta a questão das leis, regulamentos e normas que exercem pressão sobre as empresas para adoção de práticas verdes, sugerindo que o governo deve aplicar pressão, de modo a obrigar as empresas a tornarem-se verdes, sem qualquer compromisso, porém, deve conduzir medidas que transformem as normas ambientais em transparentes, criando empresas amigas, e tornando públicas empresas infratoras, reconhecendo e premiando com incentivos estas empresas, numa forma de pressão inversa, pensando até num órgão regulador, chamado sugestivamente de instituto verde. Zhu e Sarkis (2006) mencionaram que na China o governo tem incentivado a adoção das práticas de GSCM para ajudar a impulsionar o desenvolvimento econômico, demonstrando que o governo deve inflamar, incentivar e promover as atividades realizadas pelas cadeias de abastecimento verdes. Além do atendimento aos incentivos e pressões ambientais, as empresas que fabricam sob os conceito verde deveriam se tornar modelos para outras empresas, e que o governo deveria incentivar uma legislação transparente para a responsabilidade ambiental, reconhecendo as empresas publicamente (GREEN ET AL, 1998; HANDFIELD ET AL. 2004). Outro antecedente verificado é o comprometimento da alta direção, definido por Rountroy (2009) como a implementação das práticas de GSCM como decisão estratégica, uma vez que requer grande quantidade de tempo, esforço e recursos. Trowbridge (2001) mencionou que a gestão da alta direção deve estar comprometida com a excelência ambiental como um todo, sendo o apoio da direção o mais importante item para o sucesso da implementação na prática do GSCM. Hsu e Hu (2008) verificaram esta importância em seu estudo nas indústrias elétrica e eletrônicas de Taiwan, sendo que o compromisso da alta gerência desempenha um papel crítico e é proposto como o primeiro antecedente na adoção e implementação de GSCM. 3. ASPECTOS METODOLÓGICOS O objetivo deste trabalho é dar continuidade aos estudos de Srivastava (2007) que identificou os principais trabalhos de GSCM investigando a integração ambiental na gestão da cadeia de abastecimento e posteriormente os classificou identificando as lacunas, as questões e as oportunidades de estudo e pesquisa, através de uma revisão de literatura, estruturando esta investigação em aberto na forma de um quadro com os construtos e direções do GSCM. Para tal, fez-se uso de pesquisa exploratória por buscar melhor entendimento sobre o GSCM, com informações levantadas nos principais journals e periódicos relacionados, e que segundo Collis e Hussey (2005, P. 24) é aquela realizada sobre um problema ou questão de pesquisa quando há pouco ou nenhum estudo anterior em que possamos buscar informações sobre a questão ou problema, e pesquisa descritiva, que permitirá entender quanto ao GSCM sua descrição, ferramentas e construtos relacionando o GSCM com outros fenômenos, neste caso os 7R s do GSCM, atendendo a Godoy et al (2006) que definem o uso da pesquisa descritiva para apresentar o relato de um fenômeno social que envolva sua configuração, estrutura, atividades, mudanças no tempo e relacionamento com outros fenômenos. 5/16

6 O método de pesquisa configura-se como qualitativa, que visa oportunizar melhor visão e compreensão acerca dos construtos do GSCM (Malhotra (2001, p. 155). Quanto á análise, Yin (2005, pg 137) observa que a análise de dados consiste em examinar, categorizar, classificar em tabelas, testar ou, do contrário, recombinar as evidências quantitativas e qualitativas para tratar as proposições iniciais de um estudo. Neste trabalho a análise se dará classificando em tabelas os construtos evidenciados com base nas conceituações e estudos de caso pesquisados, focando em específico os 227 artigos disponibilizados por Srivastava (2007), utilizando-os como pesquisa base para demais aberturas, permitindo o aprofundamento da pesquisa em demais autores. Para o levantamento dos dados, utilizou-se na pesquisa de palavras-chave Green supply chain management, e as suas ferramentas, excluindo-se os trabalhos que não fazem menção direta ao GSCM, ou o tratam como coadjuvante, tais como pesquisas de sustentabilidade. 4. ANÁLISE DOS RESULTADOS AS FERRAMENTAS DO GSCM Como resultado deste trabalho, evidenciamos as ferramentas do GSCM, com suas definições, observando identificar os escopos abordados por Srivastava (2007) e Rountroy (2009) como os 7R s do GSCM e os construtos que conduzem à filosofia GSCM. A direção e localização de cada construto permitirá visualizar como o GSCM está sendo abordado e em que ferramenta. Hsu e Hu (2008) e Rountroy, (2009) mencionam que as várias ferramentas utilizadas para a prática de GSCM que foram identificadas em suas pesquisas são complementadas por atividades que vão além dos escopos (R s) colocados por Srivastava (2007) e tratam de reunião, auditoria ambiental, questionários ambientais, declaração de conformidade do pedido, relatório de ensaio do produto e pedido, exigência do Bill of Material (BOM), tudo voltado aos fornecedores, numa forma de extensão da responsabilidade do GSCM. Rountroy (2009) preconiza que o compromisso da implementação de práticas GSCM em qualquer ambiente de produção é um objetivo da decisão estratégica, já que requer quantidade significativa de tempo, esforço e recursos. 4.1 GREEN SOURCING (GS) Preuss (2001) identifica o Green Sourcing como um tema de importância crescente, com a função de compra desempenhando um papel de liderança no mercado corporativo de iniciativas ambientais, promovendo ganho econômico e melhoria ecológica para a cadeia, tornando-se um veículo atraente para vender a idéia de iniciativas ambientais para a indústria. É o conjunto de processos e negócios necessários para compra de bens e serviços, com ênfase em conceitos verdes (MIN; GALLE, 1997/2001; PREUSS, 2001; ROUNTROY, 2009). Preuss (2001) sugere que a transferência das preocupações ambientais de compra para as empresas fornecedoras representam uma conceitualização normativa do relacionamento fornecedor/cliente, semelhante às técnicas japonesas de gestão. A melhora do desempenho ambiental dos fornecedores, e a transferência das preocupações ambientais para a cadeia deve ser promovida em parceria com o comprador (GREEN; MORTON; NEW, 1998). Os construtos evidenciados no Green sourcing são a liderança no mercado corporativo de iniciativas ambientais (Preuss, 2001) e melhorar o desempenho do fornecedor, medir desperdícios, transferir preocupações ambientais via integração da cadeia de abastecimento (GREEN; MORTON; NEW, 1998; PREUSS, 2001). 4.2 GREEN PURCHASING (GP) 6/16

7 Green, Morton e New (1998) definem que os contratos de compras em supply chain management (SCM) servem de serviço de apoio, promovendo melhor gestão ambiental nas organizações e em toda a cadeia de abastecimento. Preuss (2001) reconhece que compras obtiveram ganhos significativos nas últimas décadas, e enfatiza o efeito multiplicador verde das cadeias de abastecimento via o poder de compras de exigir dos seus fornecedores adequações ambientais. Green, Morton e New (1998) vêem em compras a difusão das melhorias ambientais nas indústrias e cadeias de abastecimento via eficácia das políticas de compras ecológicas que variam entre os contextos de multiplicador e pressionador. A função de compras se estende à cadeia de valores quando as organizações informam aos compradores maneiras de reduzir seus impactos ambientais, reduzindo além dos impactos ambientais os custos. Handfield, Sroufe e Walton (2004) e Preuss (2001) vêem como uma área muito importante para o desempenho do setor, tendo em conta a magnitude das despesas com materiais e componentes na indústria, funcionando como um tremendo efeito de alavanca na redução dos custos de material. A descoberta e a visão de processo e valor pela abordagem econômica empresarial e extensão da investigação para algo além das questões apenas operacionais permitiu colocar uma lente estratégica sobre a gestão de devoluções e gerenciamento de produtos de aquisição para a gestão de remanufaturados (projeto do canal, incluindo programação e planejamento de compras) (GUIDE JR.; WASSENHOVE, 2001). Os benefícios potenciais que uma empresa pode ter realizando o GP tratam da redução de custos e de resíduos, a reputação e imagem da empresa reforçada e melhor desempenho ambiental, e finalizam com os principais obstáculos do GP, que tratam do alto custo dos programas ambientais, reciclagem e reutilização anti-econômica e disponibilidade (ROUNTROY, 2009). Com base nestes autores, verifica-se como construtos a avaliação, redução do custo dos resíduos (PREUSS, 2001; HANDFIELD ET AL, 2004), medições da redução dos impactos ambientais na utilização de recursos (HANDFIELD ET AL, 2004), multiplicador e pressionador das melhorias ambientais via compras (GREEN; MORTON; NEW, 1998; PREUSS, 2001) e projeto do canal, incluindo programação e planejamento dos recursos (GUIDE JR.; WASSENHOVE, 2001). 4.3 GREEN DESIGN (GD) Lee et al. (1995), Ferrer e Whybark (2001), Fleischmann et al (2001), Guide Jr e Wassenhove (2001), Zhu e Sarkis (2006), Srivastava (2007) e Rountroy, (2009) definem o Green Design (GD) como a ferramenta que avalia o ciclo de vida e análise de produtos. Guide Jr e Wassenhove (2001), Zhu e Sarkis (2006) observam que o GD se preocupa com a minimização dos impactos do ciclo de vida completo dos produtos e serviços, sendo um dos aspectos chave facilitar a reutilização, reciclagem e valorização através de um design inteligente, focando na redução de custos dos resíduos. Guide Jr. e Wassenhove (2001) identificaram como direcionadores para o DG o volume de devoluções, valor marginal do tempo e a qualidade dos produtos retornados. A idéia do design é criar alternativas que oportunizem a reutilização, pensando na sua concepção em maneiras de facilitar a reutilização e o reaproveitamento, criando vários ciclos de vida. A colaboração entre os departamentos internos é essencial para a manutenção de práticas em GSCM, onde uma organização deve coordenar seu departamento de design de produto com o seu departamento de marketing e de seus fornecedores em um esforço para minimizar o desperdício e o impacto ambiental em cada nó da cadeia de abastecimento. (DARNALL; JOLLEY; HANDFIELD, 2008). Com base nos autores, verifica-se como construto do GD a avaliação, redução do custo dos resíduos (GUIDE JR; WASSENHOVE, 2001; ZHU; SARKIS (2006), Medições da redução dos impactos ambientais na utilização de recursos (GUIDE JR; WASSENHOVE, 7/16

8 2001; ZHU; SARKIS, 2006), avaliação do ciclo de vida e análise de produtos (LEE ET AL., 1995; FERRER; WHYBARK, 2001; FLEISCHMANN ET AL, 2001; GUIDE JR; WASSENHOVE, 2001; ZHU; SARKIS, 2006; SRIVASTAVA, 2007; ROUNTROY, 2009; NOCI; VERGANTI, 1999; LIN; HO, 2008) e a colaboração entre os departamentos internos, marketing e fornecedores (DARNALL; JOLLEY; HANDFIELD, 2008). 4.4 GREEN PACKAGING (GPK) Green, Morton e New (1998) define o GPk como acordos de colaboração com base em vantagens mútuas no contexto das embalagens. Todas as formas de poluição geradas pelo uso incompleto de materiais usados em embalagens e energia podem ser superados por um reforço na produtividade dos recursos, o que exige que os gestores reconheçam o custo de oportunidade desperdiçado nos recursos e mudem sua abordagem para lidar com questões ambientais de ponta-de-linha de tecnologia, utilizando tecnologias mais limpas. (PREUSS, 2001). Rao e Holt (2005) e Rountroy (2009) abordam o Green Packaging no GSCM como o minimizador da quantidade de material utilizado, e aborda as preocupações ambientais que cercam a embalagem do produto. Porém, além da avaliação do desperdício dos fornecedores de primeiro nível, a maioria dos esforços em GSCM se concentram sobre embalagens e resíduos, em vez do processo pelo qual os fornecedores produzem os seus produtos e utilizam os seus insumos. (DARNALL; JOLLEY; HANDFIELD, 2008). Para esta ferramenta, os construtos evidenciados na literatura são iniciativa dos gestores, treinamento e uso dos colaboradores internos (PREUSS, 2001) e uso de tecnologias mais limpas (PREUSS, 2001). 4.5 GREEN OPERATION (GO) Lee et al. (1995), Stock (1998), Fleischmann et al. (2001), Ferrer e Whybark (2001) e Majumder e Groenevelt (2001) abordam o Green Operation como unidade de apoio ao GSCM, fabricação de produtos ambientalmente amigáveis com os recursos mínimos (materiais, energia, água, etc) e desperdício. Green, Morton e New (1998) identificaram no Green Operation que as empresas estão em contínua competição para encontrar novos produtos de sucesso e formas de tornar os produtos mais baratos, através da busca constante de novos métodos de produção com base em novas tecnologias, que frequentemente trazem mal entendido quanto aos riscos para o meio ambiente face as práticas do "usar e jogar fora". No entanto, tradicionais estruturas organizacionais geralmente são fragmentadas com a aquisição de serviços de operação separadamente entre marketing e vendas, e as operações de funcionamento independente dos recursos humanos, com cada um tendo suas próprias metas (TROWBRIDGE, 2001). Chouinard et al. (2005) e Srivastava (2007) colocam a recuperação de produtos como o amplo conjunto de atividades destinadas a recuperar o valor de um produto no final da sua vida útil através do reparo, com qualidade geralmente inferior a dos novos produtos. Além do reparo, a renovação visa recuperar valor ao produto, objetivando trazer produtos usados até um qualidade especificada, minimizar resíduos enviados para aterros sanitários através de refabricação e de reciclagem (SAVASKAN ET AL, 2004). As melhorias inicialmente precisam ocorrer dentro de limites operacionais da organização ao invés de ser alargada a toda a cadeia de abastecimento. (HANDFIELD; SROUFE; WALTON, 2004). Para os GO foram identificados como construtos a Avaliação, redução do custo dos resíduos (LEE ET AL., 1995; STOCK, 1998; FLEISCHMANN ET AL., 2001; FERRER; WHYBARK, 2001; MAJUMDER; GROENEVELT, (2001), avaliação do ciclo de vida e análise de produtos (CHOUINARD ET AL., 2005; SRIVASTAVA, 2007; GUIDE JR.; WASSENHOVE, 2001) e 8/16

9 colaboração entre os departamentos internos, marketing e fornecedores (TROWBRIDGE, 2001; HANDFIELD ET AL., 2004). 4.6 GREEN MANUFACTURING (GM) Green, Morton e New (1998) identificaram como resultados do Green Manufacturing a relação entre o green inovation & green design em GSCM considerando o portfólio de produtos e processos (projeto do canal) e empenho dos recursos. Já Yu e Son (2008) mencionaram que o GM integra o GSCM sobre os impactos ambientais e de eficiência dos recursos, considerando a gestão envolvida na tecnologia de fabricação, envolvendo fornecedores, fabricantes, e usuários da cadeia logística. Difere-se do Green Operation pelo fato de que o GO atua diretamente no processo, enquanto o GM atua em todos os Green s, na forma de gerenciamento. Quanto aos construtos, verificou-se medições da redução dos impactos ambientais na utilização de recursos (YU; SON, 2008) e projeto do canal, incluindo programação e planejamento dos recursos (GREEN; MORTON; NEW, 1998). 4.7 REVERSE LOGISTICS (RL) Dekker et al. (1997), Mollenkopf e Closs (2005) Rountroy (2009) abordam a Reverse Logistics (RL) como a nova fronteira da gestão, que inclui o manejo e disposição das devoluções de produtos e a utilização de materiais relacionados e informações, e que é realizado por diferentes pontos de fabricação nas cadeias de abastecimento devido a retornos, re-produção, reciclagem, reparação, reutilização, etc, mencionando que as ferramentas já vistas de GSCM evidenciaram esta questão. Brito e Dekker (2004) tratam a logística reversa como o processo de planejamento, implementação e controle reverso dos fluxos de matériasprimas. Trata da busca de valor no processo de reversão do fluxo de produtos (LEITE, 2003; RUBIO; CHAMORRO; MIRANDA, 2008; GIOVANNINI; KRUGLIANSKAS, 2008). Leite (2003) aborda a logística reversa no GSCM para evitar que os materiais terminem na disposição final sem serem reaproveitados, ou seja, poluindo, destacando a remuneração de todas as etapas reversas, a qualidade dos materiais reciclados, a escala econômica da atividade para garantir uma atividade de cunho empresarial e de custos compatíveis e o mercado para os produtos com conteúdo de reciclados que garanta uma demanda estável. Os produtos acabados podem ser retornados e recuperados quando um produto funcional é substituído por outro com atualização tecnológica, quando torna-se tecnicamente obsoleto ou não contém qualquer utilidade para o usuário atual (GUIDE JR et Al, 2009). Brito e Dekker (2004) diferem a logística reversa como gestão de resíduos (refere-se essencialmente quanto a recolha e tratamento de resíduos - produtos para os quais não há recurso novo), colocam como cerne desta questão a dificuldade da real definição de resíduos. Rogers e Tibben-Lembke (1999) e Srivastava (2007) defendem que a produção verde visa reduzir os encargos ecológicos com material adequado e tecnologias, enquanto a remanufatura se refere a um processo industrial em que produtos desgastados são restaurados para o estado de novo, cabendo a logística reversa neste processo questões de planejamento, execução, e controle da eficiência e rentabilidade do fluxo de matérias-primas, inventários em processo, produtos acabados e informações relacionadas a partir do ponto de consumo até o ponto de origem com a finalidade de recuperar valor, minimizando resíduos e perigos gerados durante a produção. Giovannini e Kruglianskas (2008) identificaram que para estas condições essenciais se tornem realidade, há desafios estratégicos a serem enfrentados, pois está cada vez mais claro para a direção das empresas que, para serem globalmente competitivas e continuar assim, é preciso garantir que a questão ambiental esteja no centro de sua estratégia. 9/16

10 Como construtos da Reverse Logistic, tem-se melhorar o desempenho do fornecedor, medir desperdícios, transferir preocupações ambientais (integração da cadeia de abastecimento) (LEITE, 2003; RUBIO; CHAMORRO; MIRANDA, 2008; GIOVANNINI; KRUGLIANSKAS, 2008) projeto do canal, incluindo programação e planejamento dos recursos (BRITO; DEKKER, 2004), iniciativa dos gestores, treinamento e uso dos colaboradores internos (GIOVANNINI; KRUGLIANSKAS, 2008), uso de tecnologias mais limpas (GUIDE JR ET AL, 2009; ROGERS; TIBBEN-LEMBKE, 1999; SRIVASTAVA, 2007; GREEN; MORTON; NEW, 1998) e fluxo reverso de informações (DEKKER ET AL., 1997; MOLLENKOPF; CLOSS, 2005; RUBIO ET AL, 2008; ROUNTROY, 2009). 4.8 ENVIRONMENTAL MANAGEMENT SYSTEM () Pun et al. (2002), Zutshi e Sohal (2004) e Rountroy (2009) identificaram no Environmental Management System () ou sistema de gestão ambiental (SGA) uma ferramenta que muitas empresas querem implementar visando ganhar tempo, competitividade e vantagem de custo, tornando-se uma curva de aprendizado, tanto para a organização e seus stakeholders, especialmente aos seus empregados e fornecedores, e o seu papel não pode ser desconsiderado, geralmente vinculando seu SGA aos padrões internacionais, da ISO 14001, com base sobre o custo-benefício resultante da certificação. Darnall, Jolley e Handfield (2008) apontam a implementação do SGA como caminho para a obtenção da certificação para a norma ISO 14001, e consequentemente para o GSCM. Uma vez certificada, indica que a organização tem implementado um sistema de gerenciamento de documentos quanto a aspectos da poluição ambiental da organização, identificando um processo de prevenção, ajudando as organizações a desenvolverem um conjunto de procedimentos e metodologias de trabalho para melhorar o desempenho ambiental proposto, quantificando as melhorias em para determinar o impacto das estratégias no desempenho financeiro. Observam que a relação entre as práticas de SGA e GSCM são potencialmente complementares e tem implicações significativas para a sustentabilidade ambiental de uma organização. Darnall, Jolley e Handfield (2008) defendem que estas capacidades também podem ser usadas para incentivar adotantes de SGA a identificar oportunidades em toda a sua cadeia de suprimento para melhorar o desempenho ambiental, obtendo maior facilidade durante a execução do GSCM, necessários para a gestão dos impactos ambientais da sua cadeia de abastecimento, sendo mais propensos a colaborar em toda a organização nos departamentos internos para melhorar o ambiente, oferecendo uma estrutura de gestão para apoiar a cadeia de abastecimento quanto às decisões de gestão que afetam o ambiente natural e as organizações, facilitando as práticas GSCM. Handfield, Sroufe e Walton (2004) apontam que empresas adotantes de SGA podem ter poucas razões para "esverdear" suas cadeias de abastecimento, uma vez que podem promover-se como empresa ambientalmente pró-ativa, objetivando apenas a certificação ISO As abordagens de SGA tratam da gestão estratégica com foco ambiental, que definem como uma organização irá abordar seus impactos sobre o meio ambiente natural (DARNALL; JOLLEY; HANDFIELD, 2008). Como construtos, evidenciaram-se os relatórios e avaliação desempenho ambiental dos fornecedores, reuniões, declaração de conformidade do produto (DARNALL; JOLLEY; HANDFIELD, 2008), avaliação, redução do custo dos resíduos (PUN ET AL., 2002; ZUTSHI; SOHAL, 2004; ROUNTROY, 2009), certificações ISO aliado com GSCM (HANDFIELD ET AL., 2004; PUN ET AL., 2002; ZUTSHI; SOHAL, 2004; ROUNTROY, 2009), medições da redução dos impactos ambientais na utilização de recursos (DARNALL, JOLLEY; HANDFIELD, 2008), monitoramento dos recursos organizacionais (RAO; HOLT, 2005; ROUNTROY, 2009), prevenção da poluição e capacidades de gestão, gerenciamento de 10/16

11 produtos (DARNALL; JOLLEY; HANDFIELD, 2008), melhorar o desempenho do fornecedor, medir desperdícios, transferir preocupações ambientais (integração da cadeia de abastecimento) (DARNALL; JOLLEY; HANDFIELD, 2008), colaboração entre os departamentos internos, mkt e fornecedores (PUN ET AL., 2002; ZUTSHI; SOHAL, 2004; ROUNTROY, 2009) e iniciativa dos gestores, treinamento e uso dos colaboradores internos (PUN ET AL., 2002; ZUTSHI; SOHAL, 2004; ROUNTROY, 2009). 4.9 GREEN INNOVATION (GI) Green, Morton e New (1998) definem o Green Inovation como uma característica central das modernas sociedades industriais que estão em contínua competição para encontrar novos produtos de sucesso e formas de tornar os produtos mais baratos. Noci e Verganti (1999), Lin e Ho (2008) e Rountroy (2009) abordam o GI como a parte que trata da matéria-prima, design, produção, consumo de energia, consumo de água, gestão de recuperação de produto, gestão de resíduos, gerenciamento da cadeia de suprimentos para a frente (atendimento ao consumidor) e da logística reversa, para alcançar um melhor desempenho ambiental, redução de custos e melhoria da satisfação do cliente por toda a vida do ciclo dos produtos, ou seja, trata das práticas do conjunto dos greens que compõem as ferramentas de GSCM. Lin e Ho (2008) e Rountroy (2009) observam que a alta administração deve apoiar e encorajar esse esforço com os devidos recursos e indivíduos-chave, trabalhando as equipes de forma eficaz, permanente e contínuo desenvolvimento individual, extensa comunicação, alto envolvimento na inovação, foco externo, clima criativo e aprendizagem organizacional. Basicamente, trata de encontrar formas inovadoras para recuperar o valor durante todo o ciclo de vida (GUIDE JR.; WASSENHOVE, 2001). Como construtos desta ferramenta, tem-se a vantagem competitiva através da consciência ambiental (experiência) dos clientes (ROUNTROY, 2009), projeto do canal, incluindo programação e planejamento dos recursos (PREUSS, 2001), avaliação do ciclo de vida e análise de produtos (GUIDE JR.; WASSENHOVE, 2001; ROUNTROY, 2009), colaboração entre os departamentos internos, mkt e fornecedores (GUIDE JR.; WASSENHOVE, 2001) e iniciativa dos gestores, treinamento e uso dos colaboradores internos (LIN; HO, 2008; ROUNTROY, 2009) CUSTOMER AWARENESS (CA) Lamming e Hampson (1996), Zsolani (2002) e Rountroy (2009) abordam como ferramenta do GSCM o Customer Awareness, que trata da experiência do cliente, em que empresas que adotam as práticas GSCM querem os clientes para perguntar e dar mais valor aos produtos verdes, o que geralmente não o fazem. Rountroy (2009) exemplifica que os consumidores dos Estados Unidos estão a pagar mais pelos danos causados ao ambiente, diferente do que já é praticado na China, onde encontraram mais consumidores aptos a desenvolver uma consciência ambiental cada vez mais intensificada e preferirem produtos "verdes", procurando produtos de demanda leve, limpos e verdes, auxiliando desta forma a pressão externa já citada, dando mais importância as pressões governamentais, afetando o desempenho ambiental das empresas. Preuss (2001) identificou que a discussão existe somente na relação entre a organização compradora e os fornecedores imediatos (cadeia de abastecimento), porém, a influência de compras sobre iniciativas ambientais deveria agir sobre outras fronteiras corporativas, como o marketing, onde os comerciantes poderão promover uma tendência de produtos verdes e iniciar alterações no produto dentro da empresa, contribuindo para a proteção ambiental 11/16

12 (Customer Awareness). Identificados como construtos o GSCM com o marketing e qualidade (PREUSS, 2001) e Vantagem competitiva através da consciência ambiental (experiência) dos clientes (LAMMING; HAMPSON, 1996; ZSOLANI, 2002; ROUNTROY, 2009). 5. CONCLUSÕES Para visualizar os resultados obtidos, elaborou-se o quadro a seguir tomando como base os construtos que compõem o GSCM, seus respectivos autores e os escopos que o compõe. Quanto aos construtos, fica evidente a abordagem do mesmo construto em Green s diferentes, por autores diferentes. Quanto aos escopos, verifica-se que para um mesmo construto, os autores divergem quanto ao R utilizado, inclusive diferenciado a abordagem no Green diferente (para o mesmo construto). CONSTRUTOS AUTORES/ANO ESCOPOS (7R s) GREEN Liderança no mercado corporativo de iniciativas ambientais Preuss (2001) não evidenciado GS Green, Morton e New (1998); Preuss (2001) não evidenciado GS Rubio, Chamorro e Miranda (2008); Giovannini e Kruglianskas (2008) reverse logistic Melhorar o desempenho do fornecedor, medir desperdícios, transferir preocupações ambientais via integração da cadeia de abastecimento avaliação, redução do custo dos resíduos Medições da redução dos impactos ambientais na utilização de recursos multiplicador e pressionador das melhorias ambientais via compras projeto do canal, incluindo programação e planejamento dos recursos relatórios e avaliação desempenho ambiental dos fornecedores, reuniões, declaração de conformidade do produto Uso de tecnologias mais limpas Leite (2003) reverse logistic, Reutilização, reciclagem, Remanufatura Darnall, Jolley e Handfield (2008) reverse logistic Preuss (2001); Handfield et al redução (2004) GP Rountroy (2009) reciclagem Guide Jr e Wassenhove (2001); Zhu e Sarkis (2006) redução GD Lee et al. (1995); Stock (1998); Fleischmann et al. (2001); Ferrer e Whybark (2001); Majumder e Groenevelt (2001) redução GO Pun et al. (2002); Zutshi e Sohal (2004); Rountroy (2009) redução Handfield et al (2004) redução GP Guide Jr e Wassenhove (2001); reutilização, reciclagem, Zhu e Sarkis (2006) redução GD Yu e Son (2008) redução GM Darnall, Jolley e Handfield (2008) redução Green, Morton e New (1998); Preuss (2001) não evidenciado GP Guide Jr. e Wassenhove (2001) retorno, remanufatura GP Green, Morton e New (1998) não evidenciado GM Brito e Dekker (2004) reverse logistic RL Preuss (2001) não evidenciado GI Darnall, Jolley e Handfield (2008) não evidenciado RL Preuss (2001) não evidenciado GPk Guide Jr et al (2009); Green, Morton e New (1998) reverse logistic RL 12/16

13 Rogers e Tibben-Lembke (1999); Srivastava (2007) reverse logistic CONSTRUTOS AUTORES/ANO ESCOPOS (7R s) GREEN Lee et al. (1995); Ferrer e Whybark, (2001); Fleischmann et al. (2001); Zhu e Sarkis (2006); recondicionamento Srivastava (2007); Rountroy GD (2009); Noci e Verganti (1999); avaliação do ciclo de vida e análise de produtos colaboração entre os departamentos internos, marketing e fornecedores iniciativa dos gestores, treinamento e uso dos colaboradores internos Fluxo reverso de informações certificações ISO aliado com GSCM Lin e Ho (2008) Guide Jr. e Wassenhove (2001) Guide Jr. e Wassenhove (2001) Chouinard et al. (2005); Srivastava (2007) Savaskan et al. (2004) Guide Jr. E Wassenhove (2001); Rountroy (2009) Darnall, Jolley e Handfield (2008) reverse logistic Recondicionamento Recondicionamento Remanufatura, reciclagem reutilização reutilização, Remanufatura Trowbridge (2001); Handfield et al. (2004) não evidenciado GO Pun et al. (2002); Zutshi e Sohal (2004); Rountroy (2009) não evidenciado Guide JR e Wassenhove (2001) não evidenciado GI Preuss (2001) não evidenciado GPk Giovannini e Kruglianskas (2008) reverse logistic RL Noci e Verganti (1999); Lin e Ho, (2008); Rountroy (2009) Pun et al. (2002); Zutshi e Sohal (2004); Rountroy (2009) Rubio et al (2008) Dekker et al. (1997); Mollenkopf e Closs (2005); Rountroy (2009) Handfield Et Al. (2004); Pun et al. (2002); Zutshi e Sohal (2004); Rountroy (2009) Rao e Holt (2005); Rountroy (2009) recuperação logística reversa, redução de custos não evidenciado reverse logistic reverse logistic, remanufatura, reciclagem, recondicionamento, reutilização, não evidenciado monitoramento dos recursos organizacionais não evidenciado prevenção da poluição e capacidades de gestão, Darnall, Jolley e Handfield (2008) não evidenciado gerenciamento de produtos GSCM com o marketing e qualidade Preuss (2001) não evidenciado CA Vantagem competitiva através da Lamming e Hampson (1996); consciência ambiental (experiência) Zsolani (2002); Rountroy (2009) não evidenciado CA dos clientes Rountroy (2009) não evidenciado GI Quadro 1. Construtos, escopos e direções (ferramenta Green) Fonte: Elaborado pelo autor. Ficam evidenciadas então as conexões entre as diversas ferramentas, escopos e construtos, oportunizando entender que não existe um padrão específico entre os construtos do GSCM e suas ferramentas, o que pode ser observado pelas convergências de várias ferramentas num mesmo construto. Da mesma forma, não existe um padrão entre o construto GO GI GD GI RL 13/16

14 observado e o escopo, podendo um mesmo construto ser atingido pela prática de vários escopos, inclusive sem um padrão da relação escopo e ferramenta do GSCM. Quanto ao direcionamento, verifica-se que a prática das ferramentas do GSCM conduz a melhoria de desempenho via foco ambiental, oportunizado via capacitação de toda a cadeia de abastecimento, através de acompanhamentos, medições, programas de melhoria e redução de custos via o desenvolvimento de todos os envolvidos na cadeia, com seus resultados alcançados através da prática dos escopos já intitulados 7R s. Deixa a entender que estas práticas isoladas não promovem os mesmos ganhos do que se forem pensadas e trabalhadas em conjunto, bem como monitoradas no que compete avaliar o ganho dos envolvidos na cadeia. O direcionamento evidenciado do GSCM está condicionado ao repensar dos 7R s, na forma de trabalhar cada atividade ambiental com foco em melhoria de processos. Desta forma, não existe um direcionamento firmado quando trabalhado individualmente cada ferramenta GSCM, construto ou escopo, pela inexistência de um padrão, até porque está evidenciado se tratar de uma literatura a ser explorada na forma de abertura de cada ferramenta (SRIVASTAVA, 2007), constituindo assim a contribuição deste trabalho, que permite observar como estão organizados cada ferramenta do GSCM, e permitindo um aprofundamento dos estudos em GSCM no sentido de verificar a função de cada Green na filosofia GSCM. Evidenciada a relação construto, escopo e ferramenta (Quadro 1), novos estudos podem ser conduzidos tomando como base esta relação, na elaboração de roteiros e entrevistas que permitam enquadrar estes construtos à realidade de cada segmento a ser estudado, tomando como base os poucos estudos disponíveis para análise, seguindo a indicação de Green, Morton e New (1998) que verificam que mais estudos são necessários sobre os mecanismos exatos dentro das empresas no ambiente do GSCM e Srivastava (2007), que identificou o GSCM como a futura agenda de pesquisa nos conceitos verdes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRITO, M.; DEKKER, R. A framework for reverse logistics. Reverse Logistics. Quantitative Models for Closed-Loop Supply Chains, pp. 3 27, 2004 CHOUINARD, Marc; D AMOURS, Sophie e AIT-KADI, Daoud. Integration of reverse logistics activities within a supply chain information system. Computers in Industry, 56, COUTO, Paulo Rojas. A aplicação dos conceitos de Green Supply Chain Management no setor de suinocultura. Universidade do Vale dos Sinos. São Leopoldo, RS, DARNALL, Nicole; JOLLEY, Jason G.; HANDFIELD, Robert. Environmental Management Systems and Green Supply Chain Management: Complements for Sustainability? Business Strategy and the Environment Bus. Strat. Env. 18, 30 45, 2008 DEKKER, R.; FLEISCHMANN, M.; INDERFURTH, K. e Van WASSENHOVE, L.N. (Eds.), Reverse Logistics: Quantitative Models for Closed-Loop Supply Chains, European Journal of Operational Rcsearch, 103 (1997) DIAS, Patricia. Ações cooperativas entre empresas, clientes e fornecedores para a obtenção de benefícios sócio-ambientais: um estudo de caso múltiplo no setor metal-mecânico. Uversidade Federal do Rio Grande do sul. Dissertação de Mestrado. Porto Alegre, RS FERRER, G. e WHYBARK, D.C. Material planning for a remanufacturing facility. Production and Operations Management, 10, wiley.com/journal/ /abstract?cretry=1&sretry=0 FLEISCHMANN, M., BEULLENS, P., BLOEMHOF-RUWAARD, J.M. e Van WASSENHOVE, L.N. The impact of product recovery on logistics network design. Production & Operations Management, 10, /16

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