PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA. ATO PGJ nº 19/2009

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1 ATO PGJ nº 19/ Alterado o inciso III, do art. 3º, pelo Ato nº 23/2010, de 27/05/10, art. 1º. - Ver Errata do Ato-PGJ n.23/2010, publicado no DOMP n. 255 em 11/06/ Ver Ato-PGJ n. 18/2009, arts. 7º, 9º 2º, 26 e 27. Regula, no âmbito do Ministério Público do Estado de Goiás, o processo de gestão da segurança na área da tecnologia da informação e cria o Comitê Deliberativo de Segurança em Tecnologia da Informação do Ministério Público do Estado de Goiás CDSTI/MP-GO. O Procurador-Geral de Justiça do Estado de Goiás, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 15, incisos X e LXIII da Lei Complementar nº 25, de 06 de julho de 1998, RESOLVE, por este ato, regulamentar a gestão da segurança na área da tecnologia da informação no âmbito do Ministério Público do Estado de Goiás: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º. Fica instituído no Ministério Público do Estado de Goiás o Comitê Deliberativo em Segurança de Tecnologia da Informação CDSTI, órgão colegiado de assessoria da Procuradoria-Geral de Justiça, incumbido de opinar e deliberar sobre assuntos relacionados ao planejamento e a gestão da segurança em tecnologia da informação. 1º. Para os fins do disposto neste Ato, são equivalentes a palavra Comitê e a expressão Comitê Gestor de Segurança em Tecnologia da Informação, ou simplesmente CDSTI. 2º. A gestão da segurança dos ativos de informação criados, armazenados, transportados ou distribuídos por via eletrônica, no âmbito da estrutura tecnológica do Ministério Público do Estado de Goiás compreende aspectos relacionados à segurança computacional, à segurança lógica e à segurança física, além da continuidade dos serviços informacionais, assim definidos: I Segurança computacional: conceitos, técnicas, procedimentos, pessoas e recursos utilizados na prevenção, detecção, interrupção e documentação de tentativas de invasão, acesso não autorizado, interceptação, captura e modificação de dados ou informações armazenados, em processamento ou em trânsito, nos equipamentos que compõem o parque de informática do Ministério Público do Estado de Goiás; II Segurança lógica: conceitos, técnicas, procedimentos, pessoas e recursos utilizados na prevenção, detecção, interrupção e documentação de tentativas de invasão e de acesso não autorizado a sistemas de informação do Ministério Público do Estado de Goiás; III Segurança física: conceitos, técnicas, procedimentos, pessoas e recursos utilizados na proteção e prevenção contra o acesso não autorizado de pessoas a instalações reservadas para a concentração de computadores, equipamentos de comunicação e sistemas informatizados, responsáveis pelo processamento, transmissão e armazenamento centralizado de dados, bem como a espaços destinados a testes e homologação de hardware, ao desenvolvimento de soluções em software e a atividades ligadas à prevenção, detecção, interrupção e documentação de ameaças e incidentes de segurança na área da tecnologia da informação; 1

2 IV Continuidade dos serviços informacionais: conceitos, técnicas, procedimentos, pessoas e recursos utilizados na prevenção e redução dos riscos de interrupção a serviços informacionais, ocasionados por eventos externos naturais ou provocados por terceiros. Art. 2º. Para execução das disposições deste Ato, ficam estabelecidos os seguintes princípios e conceitos: I - Segurança em tecnologia da informação: conjunto de medidas que têm como objetivo o estabelecimento dos controles necessários à proteção das informações durante sua criação, aquisição, uso, transporte, guarda e descarte, contra destruição, modificação, comercialização ou divulgação indevidas e acessos não autorizados, acidentais ou intencionais, garantindo a continuidade dos serviços e a preservação de seus aspectos básicos, a saber: confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade e legalidade; II - Confidencialidade: garantia de que a informação esteja acessível somente a pessoas autorizadas; III - Integridade: salvaguarda da exatidão e inteireza da informação e dos métodos de processamento utilizados na sua produção; IV - Disponibilidade: garantia de que os usuários autorizados obtenham acesso à informação e aos ativos correspondentes; V - Autenticidade: garantia de que uma informação, produto ou documento foi produzido por quem se lhe atribui a autoria; VI - Legalidade: garantia de que ações e medidas de controle e proteção na área da tecnologia da informação sejam realizadas em conformidade com as normas internas e a legislação vigente. CAPÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO DO COMITÊ Art. 3º. O CDSTI será composto por 11 (onze) membros, sendo: I 04 (quatro) indicados pelo Procurador-Geral de Justiça, observando-se o seguinte: a) 02 (dois) escolhidos livremente entre Promotores de Justiça, Procuradores de Justiça e servidores integrantes do Ministério Público do Estado de Goiás; b) 01 (um) Promotor de Justiça, titular de Promotoria de Justiça do interior; c) 01 (um) Procurador de Justiça. II O Diretor Geral; III O Coordenador do Centro de Segurança Institucional e Inteligência CSI; - Redação dada pelo Ato nº 23/2010, de 27/05/10. - Ato-PGJ n. 20/2009, institui o CSI. III O Coordenador do Centro de Apoio Operacional de Combate às Organizações Criminosas - CAOCOC; IV O Superintendente de Informática; V O Superintendente de Planejamento e Gestão; VI O Chefe do Departamento de Análise e Programação de Sistemas da Superintendência de Informática; VII O Chefe do Departamento de Segurança e Administração de Dados da Superintendência de Informática; 2

3 VIII O Chefe do Departamento de Infraestrutura da Superintendência de Informática. 1º. O Comitê será coordenado por um de seus membros, indicado para essa finalidade em ato específico do Procurador-Geral de Justiça. 2º. Durante as férias, ausências ou impedimentos excepcionais de seu titular, a coordenação ficará a cargo do Superintendente de Informática, ou, na sua falta, do Chefe do Departamento de Segurança e Administração de Dados da Superintendência de Informática. 3º. Todos os membros do CDSTI terão direito a voto e as deliberações serão tomadas na forma do art. 8º. 4º. Em nenhuma hipótese a participação na composição do Comitê ensejará remuneração de qualquer espécie a qualquer membro. 5º. A modificação da nomenclatura de qualquer dos cargos descritos nos itens II a VIII do caput ensejará a consequente alteração deste ato. CAPÍTULO III DAS ATRIBUIÇÕES DO CDSTI Art. 4º. Compete ao CDSTI assessorar o Procurador-Geral de Justiça na avaliação e análise de assuntos relativos ao planejamento e gestão da segurança em tecnologia da informação no âmbito do Ministério Público do Estado de Goiás, bem como na consecução das seguintes diretrizes: I elaboração, acompanhamento e avaliação da execução da política de segurança na área da tecnologia da informação do Ministério Público do Estado de Goiás; II - proposição de regulamentação para matérias afetas à gestão da segurança na área da tecnologia da informação; III - estabelecimento de normas próprias para regulamentação da utilização dos recursos computacionais do Ministério Público do Estado de Goiás, além da definição de regras de controle de acesso à internet a partir da rede local de microcomputadores; IV - orientação na implementação da política de segurança na área da tecnologia da informação; V apoio aos órgãos administrativos do Ministério Público do Estado de Goiás, na elaboração e implementação de programas destinados à conscientização e à capacitação dos recursos humanos, com referência a condutas de segurança na área da tecnologia da informação; VI avaliação de impactos e riscos à segurança dos ativos de informação em procedimentos encaminhados para análise pelo CDTI Comitê Diretivo de Tecnologia da Informação do Ministério Público do Estado de Goiás ou pelo gabinete do Procurador-Geral de Justiça; VII apreciação da conveniência e oportunidade da aplicação de medidas de contingência para tratamento de incidentes envolvendo risco potencial ou efetivo aos ativos de informação do Ministério Público do Estado de Goiás. Parágrafo único. A política de segurança na área da tecnologia da informação do Ministério Público do Estado de Goiás, mencionada no caput deste artigo, deverá ser submetida à aprovação do Procurador-Geral de Justiça. Art. 5º. Em situações de risco, que representem impacto direto na autenticidade, integridade, disponibilidade ou confidencialidade dos ativos de informação submetidos à gestão da segurança em tecnologia da informação do Ministério Público do Estado de Goiás, o CDSTI terá ainda autonomia para deliberar sobre medidas de proteção emergenciais, com aplicação imediata e abrangência em 3

4 todo o âmbito da estrutura tecnológica da Instituição, ficando a manutenção da deliberação sujeita à ratificação do Procurador-Geral de Justiça. Parágrafo único. Fica o CDSTI obrigado a informar ao Procurador-Geral de Justiça, no prazo de 03 (três) dias úteis contados da data da reunião, sobre a deliberação tomada em cumprimento ao disposto no caput deste artigo. Art. 6º. Cumpre ao Comitê Deliberativo de Segurança em Tecnologia da Informação do Ministério Público de Goiás elaborar o seu regimento interno, cuja aprovação dar-se-á por Ato do Procurador- Geral de Justiça. CAPÍTULO IV DO FUNCIONAMENTO DO COMITÊ Art. 7º. O CDSTI se reunirá, ordinariamente, no primeiro dia útil da última semana de cada mês, ou, extraordinariamente, por convocação do Coordenador do Comitê, por solicitação da maioria de seus membros ou por convocação do Procurador-Geral de Justiça, para avaliação e análise de assuntos de sua competência. Art. 8º. As deliberações nas reuniões do Comitê devem ser tomadas por maioria simples dos seus membros, sendo o quorum mínimo para instalação de mais da metade dos seus integrantes. 1º. As reuniões do CDSTI deverão ser documentadas por meio de atas e os assuntos tratados constar de pauta previamente elaborada. 2º. Na hipótese de empate nas votações do Comitê, o seu coordenador decidirá por meio do voto de qualidade. Art. 9º. Cumprirá à Superintendência de Informática secretariar os trabalhos do Comitê, provendo o apoio técnico administrativo necessário à realização das reuniões e à implementação das deliberações tomadas pelo colegiado. CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 10. As unidades administrativas do MP-GO deverão prestar colaboração ao Comitê, mediante solicitação do seu Coordenador. Art. 11. Compete aos membros do CDSTI: I - zelar pelo sigilo dos assuntos tratados nas reuniões; II - votar com independência; III - apresentar estudos, projetos e proposições relativas às atribuições do Comitê; IV - solicitar diligências e auditorias internas no âmbito de atuação do CDSTI; V - propor ao Procurador-Geral de Justiça alterações no presente ato; VI propor prioridades em determinados assuntos constantes da pauta de reunião; VII justificar as eventuais ausências ou impedimentos; VIII declarar-se impedido ou suspeito. Art. 12. Os casos omissos serão resolvidos pelo Procurador-Geral de Justiça. Art. 13. Este ato entra em vigor na data de sua publicação. 4

5 GABINETE DO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS, em Goiânia, aos oito dias do mês de junho de dois mil e nove ( ). EDUARDO ABDON MOURA PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA Este texto não substitui o publicado no D.O. nº em 17/06/2009, nos DOMPs n. 248 em 01/06/2010 e n. 255 em 11/06/

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