Seminários CESA 2011 A Declaração de Paris sobre a Eficácia da Ajuda: desafios e oportunidades. Raquel Freitas CIES ISCTE-IUL

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1 Seminários CESA 2011 A Declaração de Paris sobre a Eficácia da Ajuda: desafios e oportunidades Raquel Freitas CIES ISCTE-IUL

2 Paris (2005) Accra (2008) Busan (2011)

3 Propostas para Busan

4 2000 Cimeira do Milénio Monterrey Roma Marrakech Paris G8 Accra 2011 Busan

5 Princípios da Declaração de Paris Apropriação (ownership) Alinhamento Harmonização Gestão assente em resultados Responsabilidade mútua

6 O Princípio de Apropriação Definição DP (2005): os países parceiros exercem liderança efectivasobre as suas políticas e estratégias de desenvolvimento e asseguram a coordenação das acções de desenvolvimento Accra(2008):Fortalecer o controlodo desenvolvimento por parte dos países em desenvolvimento Medida: Estratégia Nacional de Redução da Pobreza (ENRP)

7 Limites do conceito de apropriação e debates associados Imensão externa: distinção entre apropriação real e virtual (imposições dos doadores e condicionalidade da ajuda) Pressuposto de que apropriação leva a uma mais eficaz implementação das opções políticas de desenvolvimento Dimensão interna: consultas nacionais para a elaboração das ENRP (forma de legitimação do processo)

8 Alinhamento Definição: Os doadores baseiam todo o seu apoio nas estratégias nacionais de desenvolvimento, instituições e procedimentos dos países parceiros Medidas: Os doadores alinham-se com as estratégias dos países parceiros; Os doadores utilizam os sistemas reforçados dos países; Reforçar a capacidade de gestão das finanças públicas; Reforçar os sistemas nacionais de aprovisionamento; Desligar a ajuda para uma melhor utilização dos recursos

9 Harmonização Definição: As acções dos doadores são mais harmonizadas, transparentes e colectivamente eficazes Medidas: Os doadores implementam disposições comuns e simplificam procedimentos; Complementaridade: uma divisão do trabalho mais eficaz; Incentivos para a acção em cooperação; Reforçar a eficácia da ajuda nos Estados frágeis; Encorajar uma abordagem harmonizada das avaliações ambientais

10 Gestão assente em resultados Definição: Gerir os recursos e melhorar a tomada de decisões centradas nos resultados Medidas: Número de países dotados de quadros de avaliação do desempenho transparentes e monitorizáveis, que permitam avaliar os progressos realizados no que respeita (a) às estratégias nacionais de desenvolvimento (b) aos programas sectoriais

11 Responsabilidade mútua Definição: Os doadores e os países parceiros são responsáveis pelos resultados obtidos em matéria de desenvolvimento Medidas: Número de países parceiros que avaliam os seus progressos mútuos pondo em prática os compromissos acordados sobre a eficácia da ajuda, incluindo os que são mencionados na própria Declaração de Paris.

12 Princípios de intervenção eficaz em Estados Frágeis Tomar o contexto como ponto de partida Evitar danos Focalizar a construção do Estado como objectivo central Priorizar a prevenção Reconhecer as ligações entre segurança e desenvolvimento Promover a não-discriminação enquanto base para a estabilidade e inclusão social Alinhar-se segundo as prioridades locais em diferentes formas e segundo contextos distintos Alcançar consenso sobre mecanismos práticos de coordenação entre os actores internacionais Agir com rapidez mas manter-se envolvido durante o tempo suficiente para garantir a sustentabilidade Evitar criar bolsas de exclusão

13 Acompanhamento Avaliação Fase I Evaluation of the implementation of the Paris Declaration - Phase one: Synthesis report Fase II Thematic Study on the Paris Declaration, aid effectiveness and development effectiveness -final report Monitorização Estados Frágeis 2011 (Geral e Estados Frágeis)

14 Estado de implementação Fonte: OCDE (2008) 2008 Survey on Monitoring the Paris Declaration. Key Findings and Recommendations

15 De Paris a Accra Reconhecimento de que DP assenta em pressupostos que não se reflectem na realidade Confusão entre desenvolvimento/redução da pobreza/crescimento Alargamento da ideia da participação Da eficácia da ajuda à eficácia da governação Introdução de compromissos na área de direitos humanos, trabalho decente, género, deficiência

16 De Accra a Busan Da eficácia da ajuda à eficácia do desenvolvimento Temas: saúde global e cooperação Sul-Sul Questões pendentes: Resultados e accountability Qualidade da ajuda no terreno Apropriação Conflitos e fragilidade Relação entre ajuda e outras formas de financiamento Sistemas e quadros de implementação

17 Organização trabalho para Busan

18 Websites recomendados _1_1_1_1,00.html

19 Websites em Português

20 Propostas para Busan

21 Temas em discussão Desenvolvimento de capacidades Ajuda transparente e responsável Media: amigo ou inimigo? A ajuda impede a responsabilização doméstica? Quem governa a Saúde global? Envolvimento de todos os doadores: sonho ou realidade? Possibilidade de de facto se canalizar a ajuda através dos sistemas locais?

22 OECD Working Party on Aid Effectiveness, 2011, MENU OF OPTIONS THEMES FOR HLF-4

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