GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS

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1 GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS o o In In te g rr a d a R de es s e íd d í u o s ã t s Só Só l i i l d d e o o G s s Apoio: Proposta de Atuação na Cadeia da Reciclagem e na Gestão dos Resíduos Sólidos Fascículo 1

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3 Proposta de Atuação na Cadeia da Reciclagem e na Gestão dos Resíduos Sólidos 3

4 APRESENTAÇÃO Promover o desenvolvimento sustentável do País faz parte da missão do Banco do Brasil. Por meio da Estratégia Negocial de Desenvolvimento Regional Sustentável - DRS, o Banco busca identificar vocações de comunidades de todo o País, apoiando atividades produtivas economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas, sempre observada e respeitada a diversidade cultural. O DRS contribui para que produtores e microempreendores urbanos e rurais conheçam melhor a cadeia de valor do seu negócio e fortalece a participação das comunidades na elaboração e na gestão eficiente de políticas públicas. É com esse propósito que o Banco também direciona esforços para as atividades de gestão de resíduos sólidos com ênfase na reciclagem, em conjunto com as instituições parceiras e a sociedade. A Lei nº /10 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos e estabeleceu condicionantes para acesso a recursos da União aos entes federativos que não atenderem aos prazos para elaboração e implementação do Plano de Resíduos Sólidos. O Banco do Brasil se une a esse esforço nacional e disponibiliza para as Prefeituras quatro fascículos informativos e orientadores: Proposta de Atuação na Cadeia da Reciclagem e na Gestão dos Resíduos Sólidos; Entendendo as Leis /10 - Política Nacional de Resíduos Sólidos e /05 Normas Gerais para Contratação de Consórcios Públicos; Fontes de Financiamento; e Sugestões para a elaboração do Plano Municipal ou Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. As Prefeituras Municipais de todo o país podem contar com o Banco do Brasil como parceiro no atendimento à legislação e na identificação e viabilização de oportunidades na cadeia da reciclagem e resíduos sólidos. 4

5 CONTEXTUALIZAÇÃO Em 02 de agosto de 2010, foi publicada a lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, integrante da legislação ambiental. A lei nº /10 harmoniza-se com diversos dispositivos legais, em especial o que estabelece as diretrizes para o saneamento básico (Lei nº11.445/07 e decreto Regulamentador nº 7.217/10) e a Lei de Consórcios Públicos nº /05 e seu Decreto Regulamentador nº 6.017/07. Pela Lei nº /10 os entes federativos que desejarem acessar recursos da União deverão elaborar seus respectivos Planos de Resíduos Sólidos e implantar a coleta seletiva, promovendo a reciclagem dos resíduos sólidos, a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos em aterro sanitário e a eliminação dos lixões. Os municípios que optarem por soluções consorciadas intermunicipais na gestão dos resíduos sólidos, assim como os que implantarem a coleta seletiva com a participação de cooperativas de catadores, terão prioridade na liberação de recursos públicos destinados para esse fim. A aplicação da Lei nº /10 em conjunto com a Lei nº /05 gera novas oportunidades de atuação na cadeia da reciclagem e da gestão dos resíduos sólidos, que podem ser aproveitadas a partir da mobilização de agentes econômicos, sociais e políticos para a constituição de parcerias que busquem a convergência de suas ações, gerando sinergia de atuação e potencializando resultados. OBJETIVO GERAL Esta proposta visa orientar gestores públicos e privados quanto às exigências advindas com a entrada em vigor da Lei nº /10, e do Decreto regulamentador nº 7.404/10, contribuindo assim para a organização e a estruturação da cadeia da reciclagem e da gestão dos resíduos sólidos. FOCO DE ATUAÇÃO Atuar em arranjos intermunicipais entre 5 a 10 municípios com até 50 mil habitantes, organizados ou não em consórcios, que trabalhem com serviços de coleta seletiva e reciclagem. Segundo o IBGE 1, 89% dos municípios brasileiros (4.976 municípios) possuem até 50 mil habitantes. Desse universo, 85% possuem estrutura ambiental, entendida como a existência de, pelo menos, um órgão responsável pela questão ambiental. A prestação dos serviços de limpeza pública e o manejo dos resíduos sólidos, por sua 1 Perfil dos s Brasileiros, consultado em 23/02/

6 vez, têm seu lugar na estrutura organizacional dos municípios, porém em diferentes níveis, desde a prestação direta pelo poder público local até a contratação de empresas terceirizadas. Para que os municípios se adequem às exigências da Lei, além de investimentos em infraestrutura para implantação da coleta seletiva, reciclagem e disposição em aterros sanitários, para a grande maioria existe a necessidade de apoio, seja em termos de organização institucional, técnica, operacional, administrativa, financeira e legal, para a adequada gestão dos serviços. As organizações de catadores de materiais recicláveis (cooperativas, associações ou outras formas de organização) eventualmente existentes no arranjo intermunicipal podem contribuir para viabilizar e potencializar a geração de renda, com ganho de escala. A criação e atuação das cooperativas de catadores deve ser incentivada desde a coleta até a centralização do processo de comercialização dos materiais reciclados. O mesmo entendimento pode ser aplicado em relação às empresas locais que adquirem os materiais reciclados. Em um processo de concertação, podem ser feitos contatos com empresas âncoras, de atuação regional ou nacional, para aquisição do material reciclado pelo arranjo intermunicipal. Esse modelo de atuação em gestão de resíduos sólidos pode estabelecer sinergia com ações desenvolvidas pelo Programa Água Brasil do Banco do Brasil, que em parceria com o WWF-Brasil, a Fundação Banco do Brasil e a Agência Nacional de Águas (ANA), irá desenvolver projetos socioambientais urbanos em cinco cidades, uma por região (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste). As cidades selecionadas foram Caxias do Sul (RS), Belo Horizonte (MG), Pirenópolis (GO), Rio Branco (AC) e Natal (RN). A CADEIA DE VALOR DA RECICLAGEM E RESÍDUOS SÓLIDOS E A LOGÍSTICA REVERSA A cadeia de valor abrange a cadeia produtiva (desde a matéria-prima até o produto/serviço), a cadeia de distribuição (do produto/serviço até o consumidor final), bem como todos os elementos de influência direta e indireta, não descritos na forma de atividade, como governo, cooperativas e instituições financeiras, entre outros. O modelo proposto parte da análise da cadeia de valor tradicional representada pela produção de bens de consumo que são disponibilizados para a população, no meio rural e em áreas urbanas. Essa cadeia se encerra, majoritariamente, quando se dá o consumo dos bens ou produtos pelo consumidor final. Podemos dizer que a cadeia de valor da reciclagem complementa a cadeia de valor tradicional, tanto de forma transversal, pois há necessidade de destinação ou tratamento de resíduos produzidos em todos os elos da cadeia, como vinculada às atividades pósconsumo, ao possibilitar o retorno de materiais ao ciclo produtivo, como matérias-primas. 6

7 Como pode ser visto na Figura 1, a cadeia de valor tradicional se inicia com a produção (a partir de matéria-prima originada na natureza), passando pelos elos do beneficiamento, comercialização, distribuição e consumo. A partir desse ponto, chamado pós-consumo, se inicia a cadeia da reciclagem e dos resíduos sólidos, ou seja, de retorno da matéria-prima ao processo produtivo, num sistema de logística reversa mais amplo, e que envolve a responsabilização compartilhada entre consumidor, fabricante, importadores, distribuidores, comerciantes e geradores dos diversos tipos de resíduos sólidos. A cadeia da reciclagem tem início com a separação dos resíduos para a coleta seletiva, passando pela triagem em galpões ou centros de recepção, (ou de forma mais especializada, em centrais de reciclagem), comercialização e retorno da matéria-prima reciclada ao início do ciclo produtivo. Os rejeitos (resíduos para os quais as possibilidades de tratamento e recuperação foram esgotadas) devem ser encaminhados para um aterro sanitário. Dentro da cadeia da reciclagem e dos resíduos sólidos, destaca-se a logística reversa, que corresponde a várias iniciativas visando facilitar a coleta e o retorno de resíduos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos. A logística reversa é um dos avanços trazidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos como uma das ferramentas de implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Cadeia de Valor Tradicional Produção Beneficiamento Comercialização Distribuição Consumidor final (Beneficiário) Cadeia de Valor da Reciclagem Indústria e Transformação Aterro Sanitário Comercialização Cooperativas/ empresas âncoras Centro de Recepção e Triagem Catadores Rejeito Compostagem Rejeito Resíduos Secos e Úmidos Comunidade Coleta Seletiva Prefeituras Figura 1 Cadeia de Valor Tradicional e Cadeia de Valor da Reciclagem 7

8 MODELO DE ATUAÇÃO O Modelo de Atuação visa contribuir para a racionalização de recursos públicos, infraestrutura física e de equipamentos dos municípios participantes, para potencializar os resultados propostos. São apresentadas duas alternativas de atuação, conforme o tipo de arranjo intermunicipal constituído: Primeira alternativa Cada município participante organiza a prestação do serviço de coleta seletiva e concentra o material segregado (seco e úmido) em uma estrutura física chamada Galpão de Triagem ou Centro de Recepção, conforme Figura 2. O material seco é separado pelos catadores e o úmido é destinado à compostagem. O rejeito é enviado ao aterro sanitário, que deve atender a todos os partícipes do arranjo intermunicipal. A comercialização do material reciclável nos Galpões de Triagem ou Centros de Recepção deverá, preferencialmente, ser feita por uma organização de catadores capaz de realizá-la, atuante na área de abrangência dos municípios participantes. A prefeitura, responsável pela prestação do serviço da coleta seletiva, pode trabalhar em conjunto com os catadores ou organizações que os representam, remunerando o serviço a título de pagamento de serviços ambientais. Essa prática está prevista em normativos legais, e gera preferência no acesso a recursos públicos da União destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos. Rejeitos Aterro Sanitário seco úmido seco úmido seco úmido Material Reciclado Cooperativa ou Empresa Âncora Centro de Recepção seco úmido Estrutura de cada Centro de recepção: compostagem de resíduos úmidos, triagem e reciclagem de resíduos secos; Catadores; Rejeitos destinados para o aterro sanitário. Figura 2 Proposta de modelo de atuação sem Pólo 8

9 Segunda alternativa Esta alternativa prevê a composição do arranjo com a figura de um município pólo, conforme Figura 3, que dependendo das especificidades locais ou regionais, pode ser um município com população superior a 50 mil habitantes. Cada município participante organiza a coleta seletiva e centraliza o material recolhido (seco e úmido) no Centro de Recepção. O material seco é armazenado e transferido para a Central de Reciclagem e Comercialização, localizada no município pólo, enquanto o úmido é processado por meio da compostagem no próprio município. No município pólo, o material seco originário dos municípios participantes é separado no Galpão de Triagem ou Central de Reciclagem e Comercialização, para a qual pode ser aproveitada alguma estrutura já existente que desempenhe essa função. Caso contrário, o município pólo deverá providenciar a instalação de uma estrutura capaz de funcionar como Centro de Recepção para triagem do material recolhido. Essa estrutura deverá ser administrada por uma organização de catadores ou por uma empresa-âncora, que se encarregará também da centralização do processo de comercialização. Integrado Integrado Integrado Rejeitos Aterro Aterro sanitário Integrado Integrado Pólo Central de Reciclagem e Comercialização Centro de Recepção S U Pólo Central de de Reciclagem Centro de de Recepção Infraestrutura Equipamentos Comercialização lixo lixo seco seco Compostagem lixo lixo úmido Catadores se co seco seco úmido úmido úmido Integrado Centro de Recepção S U Integrado Centro de de recepção Equipamentos Compostagem lixo lixo úmido Catadores Resíduos lixo lixo molhado para para o o aterro Figura 3 Proposta de modelo de atuação com Pólo 9

10 Nas duas alternativas, os municípios podem se organizar ou não em consórcio público intermunicipal, estabelecendo parcerias para o cumprimento das obrigações previstas na Lei nº /10 e buscando resultados como ganho de escala e otimização da capacidade técnica, gerencial e financeira. OPERACIONALIZAÇÃO DO SERVIÇO DE COLETA SELETIVA O serviço de coleta seletiva deverá ser dimensionado considerando variáveis como a abrangência geográfica do serviço, a quantidade de resíduos coletados, eventual adaptação dos veículos, equipamentos e infraestrutura existentes, além da necessidade de novos investimentos e logística necessária (tais como rotas e quantidade de domicílios atendidos, entre outras). Os volumes de resíduos secos deverão ser armazenados temporariamente, de acordo com a dinâmica do arranjo intermunicipal, enquanto os volumes com resíduos úmidos serão remetidos para um Pátio de Compostagem. Uma das possibilidades é que essa função seja assumida pela prefeitura, que pode disponibilizar o adubo orgânico produzido para o serviço de jardinagem das áreas públicas ou destiná-lo a pequenos produtores rurais e hortas comunitárias. Na alternativa 1, os resíduos secos são manipulados e reciclados para venda às empresas recicladoras, por meio da organização de catadores que execute a função de centralização da comercialização de todo o arranjo, de maneira a permitir ganho em escala e valor nos materiais reciclados. Essa função pode ser desenvolvida por uma associação ou cooperativa de catadores que já exista em algum dos municípios participantes do arranjo. Na alternativa 2, o município que exerce o papel de município pólo centraliza as ações de recepção dos resíduos secos de todos os municípios integrados para processamento e reciclagem na Central de Reciclagem e Comercialização, administrada por uma organização que congregue todos os catadores dos municípios do arranjo. A comercialização dos materiais reciclados é feita por essa Central, que repassa os valores referentes ao produto da venda, de acordo com os critérios internos estabelecidos, e que também pode administrar as receitas recebidas pelos serviços prestados e pela operação da coleta seletiva. Os rejeitos resultantes do processo de reciclagem e do processo de compostagem deverão ser encaminhados ao aterro sanitário que, no modelo proposto, deve atender ao conjunto dos municípios partícipes. DIMENSIONAMENTO DA ESTRUTURA FÍSICA E EQUIPAMENTOS Um conjunto de instalações para o manejo dos resíduos sólidos deve ser implantado para permitir a implementação da coleta seletiva dos resíduos: secos para a triagem; orgânicos para compostagem e entulhos para aproveitamento na construção civil. 10

11 Para tanto, devem ser implantadas unidades para entrega voluntária desses resíduos em locais de fácil acesso e que permitam sua concentração para posterior transporte para as instalações de processamento. São exemplos de estruturas na cadeia da reciclagem e resíduos sólidos: LEV Locais de Entrega Voluntária de Resíduos Recicláveis PEV Pontos de Entrega Voluntária para acumulação temporária de resíduos da coleta seletiva Galpão de Triagem de Recicláveis Secos Pátio para Compostagem de Orgânicos; Áreas de Triagem e Transbordo (ATT) Aterros Sanitários ASPP Aterros Sanitários de Pequeno Porte Aterros de Resíduos da Construção e Demolição Classe A Para dimensionamento de galpões de triagem, o Ministério das Cidades em parceria com o Ministério do Meio Ambiente elaborou a publicação Elementos para a Organização da Coleta Seletiva e Projetos de Galpões de Triagem 2, que apresenta três alternativas referenciais de dimensionamento de projetos de galpão de triagem e seus respectivos custos com dados de 2008, conforme quadro abaixo: Quadro 1 Dimensionamento de estrutura e custos Tamanho do galpão M² edificados Custo estimado obras civis (R$) Pequeno ,00 Médio ,00 Grande ,00 Fonte: Ministério das Cidades e Ministério do Meio Ambiente (2008); Equipamentos sugeridos 1 prensa 1 balança 1 carrinho 1 prensa 1 balança 1 carrinho 1 empilhadeira 2 prensas 1 balança 2 carrinhos 1 empilhadeira Custo estimado equipamentos (R$) , , ,00 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 3 calcula que, em municípios com 2 Ministério das Cidades e Ministério do Meio Ambiente. Elementos para a Organização da Coleta Seletiva e Projeto dos Galpões de Triagem. Novembro Disponível em Acesso em 08/12/ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Pesquisa Nacional de Saneamento Básico Rio de Janeiro: IBGE,

12 até 50 mil habitantes, cada pessoa produz em média 0,5 kg/dia de resíduos. Para os arranjos intermunicipais propostos, foi calculada a média de 25 mil habitantes por município participante, o que torna possível estimar a quantidade de resíduos secos e úmidos produzidos pelos municípios e as estruturas físicas locais necessárias para o seu tratamento, conforme Figura 4. Ainda de acordo com o dimensionamento feito pelo Ministério das Cidades e pelo Ministério do Meio Ambiente, os equipamentos internos mais comuns utilizados nos galpões de triagem são: mesa ou esteira de triagem, prensa enfardadeira, balança mecânica, carrinho plataforma, carrinho manual para transporte de tambores e bags e empilhadeira simples. A capacidade dos equipamentos e o dimensionamento da equipe de trabalho devem ser proporcionais à quantidade de resíduos a ser trabalhada. com 25 mil habitantes Resíduos gerados pelos municípios: 40% seco : 5,0 ton/dia 60% orgânico: 7,5 ton/dia Equipe de trabalho no município integrado: Catadores para o Centro de Recepção Figura 4 Estimativa de produção de resíduos sólidos PARCERIAS No âmbito Federal Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis O Comitê Interministerial da Inclusão Social de Catadores de Lixo, criado por meio de Decreto em 11 de setembro de 2003, acompanhou as mudanças do marco legal e as articulações para apoio técnico e financeiro para a gestão de resíduos sólidos, inclusive a implementação do Decreto 5.940/06 (coleta seletiva nos órgãos públicos federais e a coleta seletiva solidária). A partir do Decreto 7.405, de 23 de dezembro de 2010, passou a ser denominado Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis, teve sua composição ampliada e passou a coordenar a execução e a realizar o monitoramento do Programa Pró-Catador. O Comitê é composto por um representante da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério da Educação, do Ministério da Saúde, do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério do 12

13 Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Ministério das Cidades, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do Ministério da Previdência Social, do Ministério do Turismo, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, do Ministério de Minas e Energia, do Ministério da Fazenda, da Secretaria-Geral da Presidência da República e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Ainda segundo o Decreto, são convidados representantes da Fundação Nacional de Saúde - FUNASA, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil S.A., da Fundação Banco do Brasil, da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, da Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobrás e das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás. Além disso, o CIISC poderá convidar representantes de órgãos da administração pública federal, estadual ou municipal e da sociedade civil, para acompanhamento de suas atividades, bem como instituir grupos de trabalho para apreciação de matérias específicas. Cidades MMA MPOG Fazenda MDS Direitos Humanos MTur MDIC CIISC MCT MEC Previdência Social M Saúde SG Presidência da República Casa Civil MME MTE Convidados: Funasa; IPEA; BNDES; CEF; Banco do Brasil S.A.; FBB; Itaipu; Petrobrás; Eletrobrás. Figura 5 Estrutura organizacional do CIISC 13

14 No âmbito local e regional As parcerias locais e regionais poderão ser estabelecidas, além dos poderes públicos estaduais e municipais, com órgãos de pesquisa, universidades públicas, entidades de classe, entidades dos movimentos sociais, com destaque para o MNCR, e empresas vinculadas à cadeia da reciclagem e resíduos sólidos. AÇÕES SUGERIDAS Capacitar catadores em administração de cooperativas, educação ambiental e gestão financeira; Instituir com apoio das Prefeituras Municipais e dos catadores, a figura do catador-multiplicador ambiental, com o objetivo de sensibilizar a população; Utilizar canais de comunicação disponíveis para sensibilizar a população sobre coleta seletiva; Atuar em parceria com agentes de saúde da família; Promover a participação do Ministério Público; Criar um Conselho Consultivo, vinculado à cooperativa centralizadora, com representantes das prefeituras municipais envolvidas, onde não houver consórcio público; Centralizar em cooperativas ou outro tipo de organização a comercialização dos materiais recicláveis; Sugerir ao poder público municipal remunerar os catadores ou suas organizações pelo serviço de coleta seletiva, conforme sugestões da Lei /10. RESULTADOS ESPERADOS Disseminar práticas de tratamento de resíduos sólidos que sejam economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas, respeitando a diversidade cultural; Incentivar a redução, a reutilização, a reciclagem e o tratamento dos resíduos sólidos; Incentivar a ampliação e o aperfeiçoamento das práticas de coleta seletiva e reciclagem; Apoiar a geração de trabalho e renda em todos os elos da cadeia da reciclagem e resíduos sólidos, em especial voltada para os catadores; Apoiar o fortalecimento e o empoderamento dos catadores e de suas organizações; Incentivar a ampliação da quantidade de materiais recicláveis; Apoiar o estabelecimento de redes de comercialização de materiais recicláveis. 14

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16 Vice Presidência Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável Unidade Desenvolvimento Sustentável Brasília (DF), Maio de 2011

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