MÓDULO ESPECÍFICO LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO E ATERROS SANITÁRIOS

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1 Ministério do Meio Ambiente Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais MÓDULO ESPECÍFICO LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO E ATERROS SANITÁRIOS Brasília, 2009

2 Esta publicação foi produzida no âmbito do Departamento de Coordenação do Sistema Nacional de Meio Ambiente-SISNAMA/ Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais- PNC, com o apoio do Departamento de Licenciamento e Avaliação Ambiental-DLAA / Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental-SMCQ e do Departamento de Ambiente Urbano- DAU/ Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente - SRHU. Departamento de Coordenação do SISNAMA/Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais-PNC Diretora: Flora Cerqueira Equipe: Daniel Rosa, Jorge Gabriel Moisés Filho, Luciana Resende, Marcelo de Faria Campos, Maria de Fátima Massimo, Maurício Laxe e Neuza G. S. Vasconcellos Departamento de Ambiente Urbano- DAU Diretor: Silvano Silvério da Costa Equipe: Alexandra Albuquerque Maciel, Ana Flávia Rodrigues Freire, Carmem Lúcia R. Miranda, Cláudia Monique F. de Albuquerque, Francisco Eduardo Porto, Hidely Grassi Rizzo, Ivana Marson Sanches, Joaquim Antônio de Oliveira, João Geraldo Ferreira Neto, Leandro Batista Yokomizo, Marcelo Chaves Moreira, Marcos Pellegrini Bandini, Marcus Suassuna Santos, Maria Luíza Gondim Fontenele, Mariana Alvarenga do Nascimento, Moacir Moreira da Assunção, Rafael Pelegati, Rafael Menna Barreto Azambuja, Sandra Cristina Ramos, Silvia Regina da Costa Gonçalves, Thais Brito de Oliveira e Rosângela de Assis Nicolau Departamento de Licenciamento e Avaliação Ambiental-DLAA Diretor: Volney Zanardi Júnior Equipe: Elvira Maria Xavier Vieira, Flávio Santos Gonçalves, Jorge Yoshio Hiodo, Lúcia Regina Moreira Oliveira, Regina Coeli M. Generino e Verônica Marques Tavares Comissão de Redação: Flávio Santos Gonçalves, João Geraldo Ferreira Neto e Lúcia Regina Moreira Oliveira Revisão: João Geraldo Ferreira Neto, Luciana Resende, Marcus Corrêa Fernandes e Maria de Fátima Massimo Fotos: Ministério do Meio Ambiente Catalogação na Fonte Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis P962 Programa Nacional de capacitação de gestores ambientais: Módulo específico licenciamento ambiental de estações de tratamento de esgoto e aterros sanitários / Ministério do Meio Ambiente. Brasília: MMA, p. ; il. color. ; 29cm. Bibliografia ISBN Saneamento básico Brasil. 2. Legislação (saneamento básico). 3. Esgoto sanitário. 4. Tratamento de esgoto. 5. Resíduo sólido público. 6. Licenciamento Ambiental. 7. Resoluções CONAMA. I. Ministério do Meio Ambiente. II. Título. CDU(2.ed.)628.4

3 SUMÁRIO 1. PANORAMA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL LEGISLAÇÃO FEDERAL SOBRE SANEAMENTO BÁSICO ESGOTAMENTO SANITÁRIO RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS CONTEXTUALIZAÇÃO DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL PARA O SANEAMENTO BÁSICO PRINCIPAIS ASPECTOS DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE PROJETOS DE SANEAMENTO ENTENDENDO AS RESOLUÇÕES CONAMA QUE TRATAM ESPECIFICAMENTE DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE OBRAS DE SANEAMENTO...54 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...60 ANEXO I...62 ANEXO II...66

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5 APRESENTAÇÃO Estamos diante de importantes desafios. A universalização do acesso ao saneamento básico foi assumida como um compromisso de toda a sociedade brasileira, conforme a Lei /2007, que orienta hoje um expressivo esforço das três esferas de governo no sentido de melhorar a prestação de serviços de saneamento. Esse esforço é fundamental para o alcance da qualidade de vida e a conservação do meio ambiente, por meio do aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão, cujo foco principal é contribuir para o acesso ao saneamento básico. A Lei /2007 considera que o saneamento básico é o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. Uma característica importante é que esses serviços são de titularidade do Município, ou seja, a participação do Município é decisiva para que tais serviços sejam adequadamente prestados à população. Entre os principais problemas ambientais relacionados ao saneamento básico, temos a falta de tratamento de esgoto e a ausência de destinação final adequada de resíduos sólidos urbanos. O presente Caderno objetiva servir como material de apoio para o módulo sobre Licenciamento Ambiental de Estações de Tratamento de Esgoto e Aterros Sanitários, que complementa o módulo básico sobre Licenciamento Ambiental do curso promovido pelo Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais - PNC. Este material de estudo não esgota o assunto. Para estimular o aprofundamento de reflexões sobre a temática e a ampliação dos conhecimentos, o curso disporá ainda de outros recursos didáticos, tais como vídeos, textos complementares e fóruns de discussão disponibilizados na Plataforma /Moodle/de Ensino a Distância. Equipes PNC/DAU/DLAA

6 1. PANORAMA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL

7 O Brasil passou no último século por um acelerado processo de urbanização. Nas primeiras décadas do século XX, a maioria da população brasileira vivia na zona rural e, em poucas décadas, com o processo de industrialização e a migração para os centros urbanos, o Brasil chegou ao final do século XX como um país predominantemente urbano. Em 2000, a população urbana chegou a 81,3% 1 da população total. Essa rápida inversão provocou um enorme déficit no setor de saneamento, tornando-se um dos principais problemas ambientais brasileiros. Foto 1 - Tratamento de esgoto. As relações estabelecidas entre Meio Ambiente e Saneamento são recíprocas. Tanto o saneamento básico afeta a qualidade ambiental do meio, quanto a qualidade ambiental pode ser fundamental para se planejar e implementar medidas de saneamento. A sinergia entre as políticas de Meio Ambiente e de Saneamento Básico se manifesta por meio de ações capazes de promover a compatibilização do desenvolvimento econômico e social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico. Vale esclarecer que saneamento básico é o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. 1 Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE. 7

8 O setor de saneamento pode ser considerado um usuário de serviços ambientais em condição ainda incipiente que carece da devida institucionalização. Contudo, existem esforços que apontam na direção de se fomentar essa linha de ação. Essa relação tem como beneficiário toda a sociedade brasileira, uma vez que reduz a necessidade de investimentos em infraestrutura física para o consumo de água, assegura maior qualidade das águas consumidas, além de ter efeito direto sobre a manutenção das formas de vida e do equilíbrio ecológico existente no meio. Diversas bases de dados, como o Sistema Nacional de Informações em Saneamento - SNIS, a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - PNSB, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE em 2000, e a mais recente (2007) Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios - PNAD, também do IBGE, revelam que o Brasil ainda apresenta graves deficiências em relação ao saneamento básico. Parcela expressiva da população não tem acesso ao abastecimento público de água, indicando que, num futuro próximo, o Brasil possuirá sérias restrições aos recursos hídricos. Outros tantos domicílios, numa proporção ainda mais crítica, não são atendidos por sistemas de coleta, tratamento e disposição adequada de esgoto. A coleta de lixo apresenta um dos melhores índices de atendimento entre os serviços de saneamento básico, porém a grande maioria dos Municípios ainda não possui destinação final adequada para resíduos sólidos urbanos. Ao mesmo tempo, observamos anualmente o crescimento significativo de acidentes causados por inundações nas grandes cidades, agravados pela falta de soluções sustentáveis para o manejo das águas pluviais. Aliado a esse problema enorme de domicílios que não são servidos pelos serviços de saneamento, há o desenvolvimento urbano acelerado do País, que faz muitos desses domicílios surgirem na periferia das grandes cidades brasileiras sem as condições ideais de habitabilidade e saúde. Mesmo com esse quadro, os índices dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de resíduos sólidos no País vêm crescendo. Os dados apresentados na Tabela 1 seguem a metodologia adotada pela PNAD, cuja coleta de dados excluía a área rural da Região Norte até Os dados de 2004 a 2007 foram inseridos de modo coerente com essa metodologia, excluindo também a área rural da Região Norte. Tabela 1 - Dados sobre os domicílios e os serviços de saneamento básico no Brasil Domicílios Particulares Ano 1993 Ano 2007 Número de Domicílios Domicílios com rede de abastecimento de água Domicílios com rede de coleta de esgoto Domicílios cobertos por coleta de lixo Fonte: Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios - PNAD, realizada pelo IBGE. Em 1993, a pesquisa apontou que havia domicílios particulares permanentes no Brasil. Em 2007, esse número passou para , um incremento de domicílios no País em 15 anos, com uma média de novos domicílios a cada ano. Ao considerar apenas os domicílios surgidos nos últimos cinco anos, essa média sobe para domicílios por ano. 8

9 Em 1993, domicílios eram abastecidos por rede geral de água, o que correspondia a 74,98% do total. Em 2007, o número de domicílios abastecidos por este serviço era de , 84,37% do total, o que representa um incremento de domicílios em quinze anos, com uma média de novos domicílios a cada ano. Ao considerar apenas a média dos últimos cinco levantamentos de dados, 2003 a 2007, os valores médios passam a ser de domicílios a cada ano. Em 1993, havia domicílios no País cobertos por rede coletora de esgotamento sanitário, correspondendo a 38,91% do total de domicílios. Em 2007, eram domicílios, representando 52,13% do total, com um crescimento absoluto de domicílios cobertos por esse serviço e um crescimento médio, nos quinze anos, de domicílios a cada ano. Do total do esgoto coletado, apenas 32,5% é tratado, segundo dados do SNIS de Dessa maneira, chegamos a um volume tratado estimado de apenas 15% do esgoto total gerado nas cidades brasileiras, com graves consequências quanto à poluição dos corpos hídricos, à saúde pública e ao próprio abastecimento de água urbano. Foto 2 - Esgoto a céu aberto nas ruas, situação comum em algumas cidades brasileiras. Percebe-se que, mesmo que o número de domicílios cobertos por rede coletora tenha dobrado nesses quinze anos, ainda há um grande passivo existente, aliado ao fato de o número de domicílios surgidos nesse período ter sido maior que o dos cobertos por rede coletora, mesmo considerando a média de crescimento dos últimos cinco anos, de domicílios entre 2003 a Com relação aos Resíduos Sólidos Urbanos, em 1993, havia domicílios no País cobertos por coleta de lixo, correspondendo a 64,44% do total de domicílios. Em 2007, o número passou para domicílios, representando 80,92% do total, com um crescimento absoluto de domicílios cobertos por esse serviço e um crescimento médio, nos quinze anos, de domicílios a cada ano. Esses dados serão atualizados e melhor explorados em 2009 com a publicação da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico PNSB. O Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades e do IBGE, está promovendo a PNSB, que tem por objetivo investigar as condições de saneamento básico de todos os Municípios brasileiros. Essa pesquisa permitirá uma avaliação da oferta e da qualidade dos serviços prestados à população brasileira. 9

10 2. LEGISLAÇÃO FEDERAL SOBRE SANEAMENTO BÁSICO

11 No art. 23 da Constituição Federal, é atribuída à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a competência comum para promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de Saneamento Básico. A Política Nacional de Meio Ambiente, instituída pela Lei nº 6.938/1981, tem como objetivo primordial a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar condições ao desenvolvimento socioeconômico e à proteção da dignidade da vida humana. A articulação dos serviços públicos com a política ambiental está explicitada na Lei nº /2007 que, no inciso III do art. 2º, determina que os serviços públicos de Saneamento Básico serão realizados de forma adequada à saúde pública e à proteção do meio ambiente. A Lei nº /2007 definiu e estabeleceu as diretrizes nacionais para o Saneamento Básico, assim como para a Política Federal de Saneamento Básico. Essa iniciativa governamental supriu uma lacuna jurídica e político-institucional existente desde a década de 1980 e assegurou aos atores envolvidos com a execução da política de saneamento básico a referência legal e institucional necessária para atuarem com transparência e segurança jurídica. A Lei nº /2007 também trouxe um instrumento fundamental de implementação dessa Política, o Plano Nacional de Saneamento Básico - PLANSAB, que deverá ser elaborado considerando aspectos relevantes da transversalidade e interdependência com as questões relativas ao desenvolvimento urbano e com as políticas públicas de saúde, os recursos hídricos, a mobilidade e o transporte urbano, a habitação e o meio ambiente para a melhoria da salubridade ambiental e da qualidade de vida. O PLANSAB deverá criar canais que promovam a integração dos diferentes órgãos que atuam no Saneamento Básico, no desenvolvimento e na implementação de seus programas, ações e em todas as modalidades relacionadas ao tema. O PLANSAB, já em elaboração, tem previsão de ser concluído ainda no primeiro semestre de 2010, de forma a poder subsidiar inclusive o Plano Plurianual A Lei de Saneamento Básico trouxe também um grande avanço e, ao mesmo tempo, um enorme desafio para o Licenciamento Ambiental de unidades de tratamento de esgoto sanitário e de efluentes gerados nos processos de tratamento de água, que deverão considerar etapas de eficiência, a fim de alcançar progressivamente as metas estabelecidas pelos órgãos do Sistema Nacional de Recursos Hídricos e os padrões definidos pela legislação ambiental. Também a autoridade ambiental, com base nas metas progressivas para o corpo receptor, estabelecerá prazos para a implantação das etapas de eficiência para efluentes gerados nas unidades de tratamento de esgoto sanitário e de tratamento de água, a fim de adequar a qualidade do corpo receptor às metas progressivas do enquadramento, a partir dos níveis presentes de tratamento e tecnologia disponível, considerando a capacidade de pagamento das populações e usuários envolvidos. O enquadramento dos corpos de água é o estabelecimento do nível de qualidade (classe) a ser alcançado ou mantido em um segmento de corpo de água ao longo do tempo, que se expressa por meio do estabelecimento de metas intermediárias e meta final a serem alcançadas. Sobre o Licenciamento Ambiental, a Lei nº /2007 define que a autoridade ambiental competente estabeleça procedimentos simplificados de licenciamento para as atividades de tratamento de esgoto sanitário e de efluentes gerados nos processos de tratamento de água, em função do porte das unidades e dos impactos ambientais esperados. Com relação a essa determinação, o governo federal, por meio do CONAMA, já havia publicado a Resolução nº 377, de 09/10/2006, que dispõe sobre licenciamento ambiental simplificado de Sistemas de Esgotamento Sanitário. 11

12 Todas essas questões sobre Licenciamento Ambiental constam do art. 44 da Lei nº , de 5 de janeiro de 2007: Art. 44. O licenciamento ambiental de unidades de tratamento de esgotos sanitários e de efluentes gerados nos processos de tratamento de água considerará etapas de eficiência, a fim de alcançar progressivamente os padrões estabelecidos pela legislação ambiental, em função da capacidade de pagamento dos usuários. 1 o A autoridade ambiental competente estabelecerá procedimentos simplificados de licenciamento para as atividades a que se refere o caput deste artigo, em função do porte das unidades e dos impactos ambientais esperados. 2 o A autoridade ambiental competente estabelecerá metas progressivas para que a qualidade dos efluentes de unidades de tratamento de esgotos sanitários atenda aos padrões das classes dos corpos hídricos em que forem lançados, a partir dos níveis presentes de tratamento e considerando a capacidade de pagamento das populações e usuários envolvidos. De fato, existe uma ampla interface do Saneamento Básico com a gestão das águas, conforme as diretrizes da Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei n /1997) e seu respectivo Plano Nacional de Recursos Hídricos - PNRH. Essa legislação tem influência direta na organização e no desempenho do setor, tanto no controle sobre o uso da água para abastecimento, como na disposição final do esgoto e, ainda, na complexa e sensível interação das cidades com as bacias hidrográficas em termos da situação de disposição dos resíduos sólidos e do manejo das águas pluviais urbanas. Se, por um lado, o índice de coleta de lixo é um dos melhores entre os serviços de saneamento básico em relação à disposição final de resíduos utilizada pelos Municípios, por outro lado, dados de 2000 da PNSB revelam que 59% dos Municípios depositam inadequadamente seus resíduos a céu aberto (lixões), 17% em aterros controlados, 13% em aterros sanitários e menos de 3% reciclam seus resíduos. Entre as ações do Governo Federal para reverter esse quadro que se relacionam à questão do Licenciamento Ambiental e considerando ainda, entre outros critérios, o porte do empreendimento, foi elaborada e publicada pelo CONAMA a Resolução nº 404, de 11/11/2008, que revoga a Resolução CONAMA nº 308/02 e estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos urbanos, com o intuito de simplificar o procedimento de Licenciamento Ambiental. 12

13 Foto 3 - Imagem de um lixão, realidade na maioria dos Municípios. Sobre a questão dos Resíduos Sólidos, encontra-se em tramitação no Congresso Nacional o PL 1991/07, enviado pelo Presidente da República em setembro de 2007, apensado ao PL 203/1991, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A ausência de legislação federal sobre o assunto tem ocasionado posicionamentos distintos por parte dos Estados e Municípios. Ressalta-se que a proposta de Política Nacional de Resíduos Sólidos reúne princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, planos, ações e programas a serem adotados pelo Governo Federal, isoladamente ou em regime de cooperação com Estados, Municípios ou particulares, com vistas à gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos. Destaca-se no texto do Projeto de Lei o estabelecimento das responsabilidades dos geradores e do Poder Público, o que permitirá o acompanhamento e monitoramento das ações realizadas. Quanto à organização jurídica do setor de saneamento, o Estatuto das Cidades, Lei nº /01, que definiu o acesso aos serviços de saneamento básico como um dos componentes do direito a cidades sustentáveis, e a Lei /05, Lei dos Consórcios Públicos, que criou a base normativa para a gestão associada de serviços públicos entre os entes federados, foram referenciais para o novo ordenamento do setor de saneamento básico. O surgimento da Lei /05 deu estabilidade aos consórcios, por meio da figura do consórcio público, que possibilita a formação de uma autarquia pública dos entes consorciados, habilitada a celebrar contratos muito mais estáveis, permitindo, portanto, um planejamento de longo prazo. Por outro lado, a nova Lei favorece também a necessária intervenção dos Governos Estaduais no processo de gestão dos serviços de saneamento, suprindo uma lacuna importante, com o aporte de conhecimento técnico mais diversificado. Além disso, a presença do Estado permite que esse processo se dê de maneira ordenada, articulado com o planejamento do desenvolvimento regional, evitando a pulverização de soluções isoladas. No Anexo I, apresenta-se a lista de Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CO- NAMA e do Conselho Nacional de Recursos Hídricos - CNRH que se relaciona com os serviços de saneamento básico. 13

14 3. ESGOTAMENTO SANITÁRIO

15 A palavra esgoto é utilizada, quase sempre, para caracterizar os despejos provenientes dos diversos usos e da origem das águas, tais como as de uso doméstico, comercial, industrial, as de utilidade pública, de áreas agrícolas e outros efluentes. A aversão ao termo esgoto tem levado alguns autores ao emprego do termo águas residuárias. O esgoto costuma ser classificado em dois grupos principais: o esgoto sanitário e industrial. O primeiro é constituído essencialmente de despejos domésticos, uma parcela de águas pluviais e, eventualmente, uma parcela não significativa de despejos industriais, tendo características bem definidas. O esgoto industrial, extremamente diverso, provém de qualquer utilização da água para fins industriais. Assim sendo, cada indústria deverá ser considerada separadamente, uma vez que seus efluentes necessitam de diferentes processos de tratamento. No presente curso, trataremos apenas do esgoto doméstico. A engenharia sanitária brasileira apresentou uma notável evolução nas últimas décadas. Um grande esforço está sendo realizado para que os Sistemas de Esgotamento Sanitário atendam ao acelerado crescimento das cidades, tanto no aspecto qualitativo como no quantitativo. Existe no Brasil a consciência de que o tratamento e o destino final do esgoto têm relação direta com o meio ambiente e a qualidade das águas e seus benefícios. Trata-se de preocupação que envolve não apenas a área de engenharia, mas também as áreas ambientais, de Recursos Hídricos, organizações comunitárias e a sociedade. 3.1 Sistema de Esgotamento Sanitário Os sistemas de Esgotamento Sanitário podem ser de três tipos: a) sistema de esgotamento unitário ou sistema combinado, em que o esgoto, as águas de infiltração e as águas pluviais veiculam por um único sistema; b) sistema de esgotamento separador parcial, em que parcela das águas de chuva proveniente de telhados e pátios dos domicílios é encaminhada juntamente com o esgoto e as águas de infiltração para um único sistema de coleta de esgoto; c) sistema separador absoluto, em que o esgoto e as águas de infiltração, que constituem o esgoto doméstico, veiculam em um sistema independente. As águas pluviais são coletadas e transportadas em um sistema de drenagem pluvial totalmente independente. No Brasil, basicamente, utiliza-se o sistema separador absoluto, que diminui significativamente os custos de implantação do sistema. Vazões bem menores resultam em obras de menor porte e, consequentemente, de menor custo, resolvendo um dos problemas mais graves de saneamento da cidade. Também possui outras vantagens: emprega tubos mais baratos; oferece mais flexibilidade para execução por etapas; reduz consideravelmente o custo do afastamento das águas pluviais, pelo fato de permitir seu lançamento no curso de água mais próximo; não se condiciona e nem obriga a pavimentação das vias públicas; reduz a extensão das grandes canalizações (galerias) dentro da cidade, fato que dificulta sua execução por causa das diversas interferências; e não prejudica a depuração do esgoto sanitário. O Sistema de Esgotamento Sanitário é composto pelas seguintes partes principais: a) Rede Coletora: conjunto de canalizações destinadas a receber e conduzir o esgoto. O sistema de esgoto predial se liga diretamente à rede coletora por uma tubulação chamada coletor predial ou ramal. Os ramais, por sua vez, são ligados a coletores tronco, que é o coletor principal de uma bacia de drenagem. 15

16 b) Interceptor: canalização que recebe coletores ao longo de seu comprimento, não recebendo ligações prediais diretas. c) Estação Elevatória de Esgoto Bruto - EEEB: conjunto de instalações destinadas a transferir o esgoto de uma cota mais baixa para outra mais alta. d) Emissário: canalização destinada a conduzir o esgoto a uma Estação de Tratamento de Esgoto, sem receber contribuições em marcha. e) Estação de Tratamento de Esgoto - ETE: conjunto de instalações destinadas ao tratamento do esgoto antes de seu lançamento. f ) Corpo receptor: corpo de água onde é lançado o esgoto tratado. A figura seguinte ilustra o Sistema de Esgotamento Sanitário e suas partes principais. Emissário 3.2 Normas Técnicas Específicas A Lei nº 4.150, de 21 de novembro de 1962, institui o regime obrigatório de preparo e observância das normas técnicas nos contratos de obras e compras do serviço público de execução direta, concedida, autárquica ou de economia mista, por meio da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Lei 4.150/62: Art 1º. Nos serviços públicos concedidos pelo Governo Federal, assim como nos de natureza estadual e municipal por ele subvencionados ou executados em regime de convênio, nas obras e serviços executados, dirigidos ou fiscalizados por quaisquer repartições federais ou órgãos paraestatais, em todas as compras de materiais por eles feitas, bem como nos respectivos editais de concorrência, contratos, ajustes e pedidos de preços será obrigatória a exigência e aplicação dos requisitos mínimos de qualidade, utilidade, resistência e segurança usualmente chamados normas técnicas e elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, nesta lei mencionada pela sua sigla ABNT. As principais normas brasileiras editadas pela ABNT para Sistemas de Esgotamento Sanitário são: NBR Tubo cerâmico para canalizações; NBR Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos; NBR Tubo de PVC rígido com junta elástica, coletor de esgoto; NBR Projeto e assentamento de tubulações de PVC rígido para sistemas de esgoto sanitário; NBR Tubo de ferro fundido dúctil centrifugado para canalizações sob pressão; 16

17 NBR Conexão cerâmica para canalização; NBR Tubo de concreto simples, de seção circular, para esgoto sanitário; NBR Tubo de concreto armado de seção circular para esgoto sanitário; NBR Estudos de concepção de sistemas de esgoto sanitário; NBR Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário; NBR Execução de rede coletora de esgoto sanitário; NBR Tubos de aço ponta e bolsa para junta elástica; NBR Projeto de interceptores de esgoto sanitário; NBR Projeto de estações elevatórias de esgoto sanitário; NBR Projeto de estações de tratamento de esgoto sanitário; NBR Projeto e execução de valas para assentamento de tubulação de água, esgoto ou drenagem urbana; NBR Execução de levantamento topográfico; NBR Tanques sépticos - unidades de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos - projeto, construção e operação. 3.3 As Estações de Tratamento de Esgoto O esgoto sanitário é composto normalmente por 99% de água e apenas cerca de 1% de material sólido. De forma simplificada, pode-se dizer que o propósito das Estações de Tratamento de Esgoto é retirar a maior parte desse material sólido da água, permitindo devolvê-la, mais limpa, à natureza. São estações que tratam as águas residuais de origem ou característica doméstica, comumente chamadas de esgoto sanitário, cujo efluente líquido, após tratamento, normalmente é lançado em um corpo de água (mar, rio, córrego, lagoa etc) e deve atender aos padrões de qualidade e de lançamento de efluentes, conforme a legislação vigente. Foto 4 - Vista aérea de uma Estação de Tratamento de Esgoto. A forma mais utilizada para se medir a quantidade de matéria orgânica no esgoto é a determinação da Demanda Bioquímica de Oxigênio - DBO. Esse parâmetro mede a quantidade de oxigênio necessária para estabilizar biologicamente a matéria orgânica presente numa amostra, após um determinado tempo (para efeito de comparação, adotam-se 5 dias) e a uma temperatura padrão (20ºC, para efeito de comparação), sendo conhecido como DBO 5. 17

18 A quantidade de matéria orgânica presente, indicada pelo parâmetro DBO, é importante para se conhecer o grau de poluição do esgoto, fator necessário para o dimensionamento das estações de tratamento de esgoto e a medida de sua eficiência. Quanto maior o grau de poluição, maior a DBO e, paralelamente, à medida que ocorre a estabilização da matéria orgânica, decresce a DBO. Normalmente a DBO 5 do esgoto doméstico varia entre 200 e 500 mg/l, de acordo com a condição de vida dos moradores locais. Além da DBO, há outras formas, menos usadas, para caracterizar a presença de matéria orgânica: OD - Oxigênio Dissolvido; DQO - Demanda Química de Oxigênio; COT - Carbono Orgânico Total; e outros. Os processos de tratamento de esgoto são formados por uma série de operações unitárias, com eficiências distintas, que são empregadas para remoção de substâncias indesejáveis ou para transformação dessas substâncias em outras de forma aceitável. A Tabela 2 indica valores teóricos para a eficiência de diversos sistemas de tratamento, medidos em função da redução de matéria orgânica (DBO). Tabela 2 - Eficiência de diversos sistemas de tratamento de esgoto. Sistema de Tratamento de Esgoto Sanitário Eficiência de remoção (%) DBO Fossas Sépticas 35 a 60 Fossas Sépticas seguidas de Filtro Anaeróbio 75 a 85 Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente - UASB 55 a 75 Lodo Ativado Convencional 75 a 95 Lodo Ativado Aeração Prolongada 93 a 98 Reator UASB seguido de Reatores Biológicos 75 a 97 Lagoa Facultativa seguida de Lagoa de Estabilização 75 a 90 Lagoa Aerada seguida de Lagoa de Decantação 70 a 90 Lagoa Anaeróbia seguida de Lagoa Facultativa 70 a 90 Fonte: adaptado de Pedro Além Sobrinho,1999; Marcos Von Sperling, 2005; Eduardo Pacheco Jordão, Os itens a seguir procuram abordar de forma clara e prática alguns dos processos e das tecnologias de tratamento consagradas no Brasil e no exterior. 3.4 Processos de tratamento de esgoto A escolha do Processo de Tratamento de Esgoto baseia-se principalmente no nível de eficiência desejado (consequência da qualidade do efluente final, compatível com a necessidade do corpo receptor), na área disponível para sua implantação, no custo e na complexidade de implantação e operação de cada processo, nas condicionantes ambientais relativas à locação da unidade, na produção e disposição de lodos e na dependência de insumos externos. O tratamento dos esgotos é usualmente classificado em níveis de eficiência: preliminar, primário, secundário ou terciário. Estes podem ser complementares em uma ETE, facilitando sua execução em etapas de eficiência, caso os recursos financeiros disponíveis para sua construção não sejam suficientes e o enquadramento do corpo receptor permita a utilização de metas interme- 18

19 diárias. Por exemplo: pode-se construir e operar, primeiramente, a ETE com nível de tratamento primário e, depois, de acordo com o planejamento, complementar a construção e operação com o nível secundário ou terciário. É preciso salientar que essa possibilidade deve estar de acordo com a legislação vigente e ser negociada previamente com o órgão de recursos hídricos e órgão ambiental, quando da outorga de uso de recursos hídricos e do licenciamento ambiental do empreendimento. O Tratamento preliminar é responsável pela remoção de sólidos grosseiros e areia presentes no esgoto afluente. Tem como objetivo evitar o acúmulo de sólidos grosseiros e material inerte e abrasivo nas tubulações e demais unidades da ETE. Sempre que possível, recomenda-se mecanizar e automatizar essa etapa, o que alia alta eficiência à continuidade operacional, associadas à proteção à saúde dos trabalhadores. A mecanização dispensa qualquer contato físico do pessoal operacional com o esgoto e os detritos afluentes. A concepção de realizar a operação e limpeza dessas unidades de forma manual aumenta o risco de contato dos empregados com o esgoto, implicando riscos à saúde. No Tratamento Preliminar, os sólidos são removidos por processos mecânicos ou físicos. Na etapa de gradeamento, os sólidos grosseiros são removidos e suas características e dimensões variam de acordo com o espaço livre entre as grades. Sua remoção pode ser manual ou mecanizada. Esses materiais são removidos do fluxo líquido de forma a evitar entupimentos e obstruções nas unidades subsequentes. Usualmente são encaminhados para disposição final em aterros sanitários municipais, sem qualquer tipo de transformação. Os sólidos predominantemente inorgânicos, como a areia e a terra, são removidos em unidades denominadas desarenadores ou caixas de areia. Esses sólidos constituídos por siltes, argilas, pequenas pedras e outros materiais inorgânicos sedimentam a velocidades relativamente altas. Essa característica faz com que as caixas de areia sejam dimensionadas com tempos de retenção pequenos com fim de selecionar o material sedimentado. A areia removida geralmente é recolhida em caçambas, que são encaminhadas para disposição final em aterro sanitário. O Tratamento Primário envolve unidades de tratamento que adotam decantadores primários, processos exclusivamente de ação física que promovem a sedimentação das partículas em suspensão, ou lagoas anaeróbias/reatores anaeróbios, que se utilizam das bactérias que proliferam em ambiente anaeróbio para a decomposição da matéria orgânica presente no esgoto. Vale ressaltar que alguns autores classificam as lagoas anaeróbias ou reatores anaeróbios como tratamento secundário. O tratamento secundário, por sua vez, destina-se à degradação biológica de compostos carbonáceos nos chamados reatores biológicos. Esses reatores são normalmente constituídos por tanques com grande quantidade de microorganismos aeróbios. De maneira geral, a maioria das estações construídas alcança apenas o nível de tratamento secundário, pois proporciona um reduzido nível de poluição por matéria orgânica, podendo, na maioria dos casos, lançar seu efluente diretamente no corpo receptor. 19

20 Foto 5 - Reator Biológico (tanque de aeração), uma das unidades que pode compor uma ETE. O efluente líquido (clarificado, ou seja, após passar por um processo de decantação) do tratamento secundário ainda possui altos níveis de nutrientes como nitrogênio e fósforo. A emissão em excesso destes pode acarretar o fenômeno chamado eutrofização, que proporciona o crescimento excessivo de algas e cianobactérias. Por causa desse crescimento excessivo, a luz do sol não consegue penetrar na água e, consequentemente, a maior parte dessas algas acaba morrendo. A decomposição das algas remove o oxigênio da água, causando a morte biológica do corpo hídrico, incluindo os peixes. O fenômeno ocorre normalmente em ambiente lêntico, isto é, ambiente que se refere à água parada, com movimento lento ou estagnado, como lagos, reservatórios, lagoas, açudes etc. Quando o tratamento secundário não remove nitrogênio e fósforo nos percentuais exigidos pelo órgão ambiental, utiliza-se o tratamento terciário. A remoção de nitrogênio é normalmente realizada no processo de lodos ativados. Geralmente, a remoção de fósforo é realizada por meio de tratamento químico, utilizando-se sulfato de alumínio, cloreto férrico ou outro coagulante. Considera-se também tratamento terciário aquele que se destina à remoção de organismos patogênicos, a chamada desinfecção. Sistemas de tratamento que envolvem disposição no solo ou lagoas de estabilização, em muitos casos, já têm a capacidade de efetuar redução considerável no número de patogênicos, dispensando, assim, um sistema específico para desinfecção. Nos outros casos, faz-se necessária a previsão de instalações para a desinfecção, que geralmente é efetuada por meio do uso do cloro, ozônio e, mais recentemente, radiação ultravioleta. Após esses esclarecimentos básicos, para o entendimento das diversas etapas de eficiência em Estações de Tratamento de Esgoto, segue apresentação e descrição sucinta de alguns dos principais sistemas de tratamento de esgoto sanitário. Fossas sépticas: são unidades de tratamento primário de esgoto doméstico nas quais são feitas a separação e a transformação da matéria sólida contida no esgoto. As fossas sépticas, 20

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