Existências. Provisões para cobrança duvidosa

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1 8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZA As demonstrações financeiras anexas foram preparadas com base nos livros e registos contabilísticos da ESHTE mantidos em conformidade com os princípios, métodos e critérios geralmente aceites em Portugal e consignados no Plano Oficial de Contabilidade Pública para o Setor da Educação (POC Educação), aprovado pela Portaria nº. 794/2000 de 20 de Setembro. A elaboração daquelas demonstrações financeiras assentou, nomeadamente, nos princípios contabilísticos da consistência, da especialização dos exercícios, da prudência e da materialidade, no pressuposto da continuidade das operações. As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade acima mencionado. Aquelas cuja numeração é omissa não se aplicam à realidade da ESHTE ou respeitam a fatores e situações não materialmente relevantes para a compreensão das suas demonstrações financeiras ou a factos não ocorridos durante o exercício que decorreu entre e COMPARABILIDADE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Considerando que a presente conta de gerência respeita ao período de 1 de Janeiro a 25 de Setembro de 2013, poderão existir limitações à comparabilidade de todos os montantes expressos nas Demonstrações financeiras e anexos do referido exercício, com o exercício de 2012, em todos os aspectos materialmente relevantes CRITÉRIOS DE VALORIMETRIA Os principais critérios valorimétricos e contabilísticos utilizados pela ESHTE na preparação das suas demonstrações financeiras anexas foram os seguintes: Imobilizações corpóreas Os bens do imobilizado corpóreo encontram-se registados pelo custo de aquisição. As amortizações são calculadas sobre o valor de custo, pelo método das quotas constantes, por duodécimos, começando a amortização no mês em que o bem inicia a sua utilização e sendo contabilizadas por débito na demonstração de resultados de cada exercício. As taxas de amortização aplicadas são as que constam no CIBE Cadastro e Inventário dos Bens do Estado, regulamentado pela Portaria nº. 671/2000 de 17 de Abril, e refletem a vida útil estimada dos bens como segue: Página 1 de 14

2 Rubrica Anos de vida útil Edifícios e outras construções 8 a 150 Equipamento básico 2 a 8 Equipamento de transporte 4 a 6 Ferramentas e utensílios 4 a 8 Equipamento administrativo 3 a 10 Outras imobilizações corpóreas 4 a 10 Os custos com grandes reparações e remodelações são incluídos no valor contabilístico do ativo, sempre que se perspetive que este origine benefícios económicos futuros adicionais. As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate dos bens de imobilizado são determinadas pela diferença, à data da venda, entre o preço de venda e o seu valor líquido contabilístico, sendo registadas na demonstração dos resultados como ganhos ou perdas em imobilizações. Existências As existências são valorizadas ao custo de aquisição, posteriormente reduzidas ao seu valor estimado de realização (valor realizável líquido), se este for inferior. Estes ajustamentos são constituídos pela diferença entre o custo de aquisição e o correspondente valor de realização, sempre que este se revela inferior. As saídas são custeadas pelo critério do custo médio ponderado. Provisões para cobrança duvidosa As provisões para cobranças duvidosas são constituídas mediante a análise da antiguidade das dívidas, tendo por base a avaliação do risco individual de cada devedor, face às informações disponíveis no final do exercício. Em regra, a constituição de provisões para cobrança duvidosa é efetuada de acordo com a política descrita no ponto 2.7 do POC Educação. São constituídas para os créditos, que não do Estado (sentido lato), em mora há mais de 12 meses desde a data do respetivo vencimento e para as quais existam diligências para o seu recebimento. Relativamente às dívidas dos alunos, são constituídas provisões para as dívidas que estejam em mora há mais de 24 meses. A taxa de provisão considerada é de 100%. Especialização dos exercícios A ESHTE regista os seus custos e proveitos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios, reconhecendo-os à medida que são gerados, independentemente do seu recebimento ou pagamento. As rubricas de Acréscimos e diferimentos incluem os custos e os proveitos imputáveis ao exercício corrente e cujas despesas e receitas correspondentes apenas ocorrerão no futuro, bem como as despesas e as receitas que já ocorreram mas que respeitam a exercícios futuros e que serão imputadas aos resultados de cada um desses exercícios pela parte que lhes corresponde. O reconhecimento de proveitos associados às vendas e prestação de serviços e às propinas obedece aos seguintes critérios: Página 2 de 14

3 Vendas e Prestação de serviços: o reconhecimento do proveito ocorre no momento de emissão do respetivo documento suporte, podendo ser ajustado no final do exercício para cumprimento do princípio da especialização dos exercícios; Propinas: o reconhecimento do proveito ocorre ao longo do ano letivo. Financiamento de despesas correntes e de despesas de capital Os montantes recebidos destinados a financiar despesas correntes são registados como proveito do exercício na rubrica de Transferências correntes obtidas, na parte correspondente aos custos incorridos durante o exercício, independentemente do momento do recebimento dos mesmos. Os subsídios recebidos para financiar despesas de capital são diferidos no Balanço na rubrica de Proveitos diferidos, sendo depois reconhecidos os proveitos em cada exercício, na proporção idêntica aos encargos anuais com a amortização dos bens subsidiados. Este procedimento tem em vista o reconhecimento do benefício resultante do uso desses bens nos exercícios em que, fruto do registo das respetivas amortizações, foi reconhecido o seu custo MOVIMENTOS DO ATIVO IMOBILIZADO O movimento ocorrido nas rubricas do ativo imobilizado e respetivas amortizações acumuladas durante o exercício findo em 25 de Setembro de 2013 foi o seguinte: Página 3 de 14

4 Rubricas Ativo bruto Saldo Saldo inicial Regulari- Abates e Autos de final zações Aumentos Alienações Cedência Transfªs Bens de domínio público: Terrenos e recursos naturais - Edifícios e outras construções - Outras construções e infra-estruturas Imobilizações incorpóreas: Despesas de Investigação e desenvolv. - Propriedade industrial e outros direitos , , , ,90 Imobilizações corpóreas: Terrenos e recursos naturais - - Edifícios e outras construções - - Equipamento básico , , ,06 Equipamento de transporte ,41 0, ,41 Ferramentas e utensílios Equipamento administrativo , , ,05 Outras imobilizações corpóreas , ,53 Imobilizações em curso de imob. corp Adiantamentos por conta de imob. corp , , ,05 Investimentos Financeiros: Partes de capital em empresas do grupo - Obrigações e títulos de participação - Outras aplicações financeiras , , ,95 Página 4 de 14

5 Rubricas Amortizações Acumuladas e Provisões Saldo Saldo inicial Regulari- Abates e Autos de Regul. e final zações Reforços Alienações Cedência Transfªs Bens de domínio público: Edifícios e outras construções - - Outras construções e infra-estruturas Imobilizações incorpóreas: Despesas de Investigação e desenvolv Propriedade industrial e outros direitos , , , , , ,99 Imobilizações corpóreas: Edifícios e outras construções Equipamento básico , , ,97 Equipamento de transporte , ,41 Ferramentas e utensílios Equipamento administrativo , , ,70 Outras imobilizações corpóreas ,63 82, ,53 Imobilizações em curso de imob. corp Adiantamentos por conta de imob. corp , , ,61 Investimentos Financeiros: Partes de capital em empresas do grupo - - Obrigações e títulos de participação - - Outras aplicações financeiras , , , VALOR DAS DÍVIDAS DE COBRANÇA DUVIDOSA Em 25 de Setembro de 2013, as dívidas a receber de cobrança duvidosa ascendem ao montante de ,10 euros, estão relevadas na rubrica Clientes, alunos e utentes de cobrança duvidosa e são ajustadas de acordo com os critérios mencionados na Nota DÍVIDAS EM MORA AO ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS Em 25 de Setembro de 2013, a dívida existente ao Estado e Outros Entes Públicos corresponde ao valor dos descontos retidos no decurso do mês de Setembro (IRS, CGA e Segurança Social) e ao valor dos encargos da entidade (CGA, Segurança Social), cuja entrega é devida no início do mês de Outubro DÍVIDAS A TERCEIROS A LONGO PRAZO Em 25 de Setembro de 2013, não existem dívidas a terceiros há mais de cinco anos. Página 5 de 14

6 MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DE PROVISÕES O movimento ocorrido nas rubricas de provisões durante o exercício findo em 25 de setembro de 2013 foi o seguinte: Provisões Código Saldo Saldo das Designação inicial final contas Aumentos Reversões Provisão para cobranças duvidosas , , , , , ,10 Em 25 de setembro de 2013, o saldo da rubrica Provisão para cobranças duvidosas apresentava a seguinte composição: Cobranças duvidosas Dívidas de alunos ,10 Dívidas de clientes e utentes , MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DE FUNDO PATRIMONIAL O movimento ocorrido nas rubricas de fundo patrimonial durante o exercício findo em 25 de setembro de 2013 foi o seguinte: Fundo Patrimonial Código Saldo Saldo das inicial Regulari- Aplicação de final contas Designação zações Aumentos Diminuições Resultado 51 Património , , Reservas livres Subsídios Doações Reservas decorrentes tranfª ativos Resultados transitados ( ,75) ( ,84) ( ,59) 88 Resultado líquido do exercício ( ,84) ( ,59) ,84 ( ,59) ( ,55) - - ( ,59) - ( ,14) Página 6 de 14

7 DEMONSTRAÇÃO DO CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS E MATÉRIAS CONSUMIDAS No exercício findo em 25 de setembro de 2013, o custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas foi determinado como segue: Designação Mercadorias Matérias-primas, subsidiárias e de consumo Existências iniciais - - Compras ,37 Regularização de existências - - Existências finais ,37 As aquisições de matérias-primas para as aulas práticas (bens alimentares e consumíveis para laboratório) são consideradas custo do exercício no momento da aquisição, nas contas que melhor traduzem a sua natureza. Uma vez que se trata de bens perecíveis, não existe a aferição de valores de existências finais VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS POR ATIVIDADE Em 25 de setembro de 2013, o valor líquido das vendas e das prestações de serviços apresenta a seguinte composição: Vendas Fotocópias, impressos e publicações 9.009,37 Livros e documentação técnica - Outros bens ,37 Prestações de serviços Serviços prestados ao exterior (estudos, pareceres, etc.) - Ações de formação, seminários e outros - Protocolos ,94 Outros serviços prestados , , ,34 Página 7 de 14

8 Relativamente aos impostos e taxas cobrados, os valores a 25 de setembro de 2013 eram os seguintes: Impostos e Taxas Propinas Licenciatura ,41 Propinas Pós-Graduações ,54 Propinas de Mestrados ,16 Propinas de CET 4.649,94 Taxas de matrícula ,00 Seguro escolar ,00 Outras taxas ,89 Multas ,80 Emolumentos , , DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS FINANCEIROS Em 25 de setembro de 2013, os resultados financeiros decompõem-se como segue: Página 8 de 14

9 Código das contas Designação Custos e perdas 681 Juros suportados 221, Perdas em entidades ou subentidades 683 Amortizações de investimentos em imóveis 684 Provisões para aplicações financeiras 685 Diferenças de câmbio desfavoráveis 687 Perdas na alienação de apl. de tesouraria 688 Outros custos e perdas financeiros 556,21 777,99 Resultados Financeiros (755,75) 22,24 Proveitos e ganhos 781 Juros obtidos 14, Ganhos em entidades ou subentidades 783 Rendimentos de imóveis 784 Rendimentos de participações de capital 785 Diferenças de câmbio favoráveis 786 Descontos de pronto pagamento obtidos 787 Ganhos na alienação de apl. de tesouraria 788 Outros proveitos e ganhos financeiros 7,90 22, DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS Em 25 de setembro de 2013, os resultados extraordinários decompõem-se como segue: Página 9 de 14

10 Código das contas Designação Custos e perdas 691 Transferências de capital concedidas 692 Dívidas incobráveis 693 Perdas em existências 694 Perdas em imobilizações 695 Multas e penalidades 696 Aumentos de amortizações e provisões 697 Correções relativas a exercícios anteriores , Outros custos e perdas extraordinárias 4.922, ,76 Resultados Extraordinários (35.495,13) ,63 Proveitos e ganhos 791 Restituição de impostos 792 Recuperação de dívidas 793 Ganhos em existências 794 Ganhos em imobilizações 795 Benefícios de penalidades contratuais 796 Redução de amortizações e de provisões 797 Correções relativas a exercícios anteriores 2.080, Outros proveitos e ganhos extraordinários , , OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS Em 25 de setembro de 2013, as rúbricas de Estado e outros entes públicos decompõem-se como segue: Página 10 de 14

11 Designação Saldos credores Imposto sobre o rendimento ,14 Retenções de impostos sobre rendimentos - Imposto sobre o valor acrescentado - Contribuições para a Segurança social/ CGA ,11 Restantes impostos ,25 ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS Em 25 de setembro de 2013, as rúbricas de Acréscimos e Diferimentos decompõem-se como segue: Designação Acréscimos e diferimentos activos Custos diferidos: Seguros pagos antecipadamente 9.953,92 Rendas e alugueres - Transferências correntes , ,92 Acréscimos e diferimentos passivos Acréscimos de custos: Remunerações a liquidar ,14 Outros acréscimos de custos , ,51 Proveitos diferidos: Prestação de serviços Subsídios à exploração Subsídios para investimentos ,53 Propinas / projetos de investigação ,36 Transferências correntes obtidas , ,40 Página 11 de 14

12 SALDOS DE TERCEIROS Clientes c/c Valor a Universidade de Coimbra 2.272, ,50 Alunos c/c Valor a Alunos - Licenciatura ,40 Alunos - Pós-Graduação ,66 Alunos - Mestrados ,50 Alunos - CET , ,46 Fornecedores c/c Valor a Imprensa Nacional-Casa da Moeda ,50 Companhia de Seguros Fidelidade 9.599,74 NSEC - Sistemas Informáticos, SA 8.163,34 CIT Group - Renting, Lda ,39 Digitalis - Distrib.e Gest.de Inform ,68 Interlimpe - Limpeza Mecanizadas, Lda ,00 Outros (saldos inferiores a ) , ,31 Página 12 de 14

13 Fornecedores de imobilizado c/c Valor a Novabase 8.216,40 Recuperévora, Construção Civil 3.013, ,90 Outros credores Valor a Pessoal - Adiantamentos e similares 3.771,73 Descontos para outras entidades 677, ,57 OUTRAS INFORMAÇÕES 1. Seguindo a Orientação Norma interpretativa n.º 2/2001 Movimentação da conta 25 do POCP, as dívidas de e a terceiros não transitaram para a conta 25 Devedores e credores pela execução do orçamento ficando registadas nas contas originárias. 2. Seguindo a Orientação Norma interpretativa n.º 1/2001 Período complementar, as presentes demonstrações financeiras reportam-se à data de 25 de setembro de Não se verificaram pagamentos no período complementar. 3. O saldo da conta 273 Acréscimos de custos reflecte encargos com remunerações e subsídios a liquidar, cujos custos reportam ao presente exercício no valor de ,14 euros. Para além destes encargos, reflecte consumos de outros fornecimentos e serviços no valor de ,37 euros para os quais não existiam documentos à data de 25 de setembro de 2013, mas que concorrem para o apuramento de resultados deste exercício, nomeadamente as despesas relativas à realização do Congresso Euromed (almoços, jantares e coffee breaks) no valor de Para além deste custo, apuraram-se também os custos com os serviços de segurança prestados no mês de setembro, as refeições de alunos registadas neste mês, entre outros. 4. O saldo da conta 274 Proveitos diferidos diz respeito a: a) Subsídios ao investimento no valor de ,53 euros. Este valor corresponde ao valor líquido do activo imobilizado amortizável que foi financiado com transferências recebidas. Página 13 de 14

14 b) Diferimento do valor de proveitos relativos a propinas para o ano lectivo 2013/2014, no valor de ,36 euros, na proporção que respeita ao período de Outubro a Dezembro de 2013, e ao ano No que diz respeito aos resultados extraordinários é de referir que: a) O saldo da conta 797 reflete as reposições relativas a anos anteriores, das quais se destacam as reposições efetuadas por alunos Erasmus, que devolveram verbas relativas a mobilidades não elegíveis. b) O saldo da conta 798 reflete, essencialmente, o valor do reconhecimento do proveito dos subsídios ao investimento das amortizações do exercício dos bens de imobilizado financiados, no montante de ,18 euros. c) O saldo da conta 697 reflete algumas correcções relativas a exercícios anteriores, das quais se destacam os custos com a avaliação de cursos realizada pela Agência A3ES em 2012, no valor de euros, e algumas despesas com ajudas de custo e deslocações relativas a anos anteriores, mas que só foram autorizadas e entregues ao departamento financeiro em Setembro de d) O saldo da conta 698 reflete os custos relativos ao processo de devolução de uma viatura que havia sido atribuída à ESHTE pela ANCP. Após o término do processo de contencioso, a ANCP informou a ESHTE que deveria devolver a viatura ao seu proprietário legal, devendo efectuar o pagamento de uma compensação pelos kilómetros percorridos desde a atribuição da viatura até à sua devolução. 6. É de referir ainda que à data de 25 de Setembro de 2013 existiam movimentos em trânsito, reflectidos nas reconciliações bancárias e relativos a reposições de fundo de maneio de 2011 e de 2012, no valor de 1.848,50 e 2.990,17 respectivamente, para os quais existia uma autorização de reposição em prestações, a terminar no final de Estoril, 18 de dezembro de 2013 Página 14 de 14

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