DESAPRORIAÇÃO DA POSSE E DA PROPRIEDADE DE BEM IMÓVEL NÃO REGISTRADO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DESAPRORIAÇÃO DA POSSE E DA PROPRIEDADE DE BEM IMÓVEL NÃO REGISTRADO"

Transcrição

1 DESAPRORIAÇÃO DA POSSE E DA PROPRIEDADE DE BEM IMÓVEL NÃO REGISTRADO

2 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. A TRANSFERÊNCIA DA PROPRIEDADE E DA POSSE, SEGUNDO O ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO 3. A DESAPROPRIAÇÃO DE BEM IMÓVEL NÃO REGISTRADO 3.1. A possibilidade de desapropriação da posse, e sua valoração 3.2. A impossibilidade de desapropriação apenas da posse, quando o imóvel estiver registrado 3.3. As possíveis consequências para o ente desapropriante, ao desapropriar a posse 3.4. Considerações sobre a ação judicial de desapropriação, nos casos em que o bem não é registrado 3.5. Considerações sobre os casos em que o bem é registrado, porém o proprietário não foi citado para responder à ação de desapropriação 3.6. Registro da desapropriação de bem imóvel não registrado 4. CONCLUSÕES

3 1. INTRODUÇÃO O Direito brasileiro estabeleceu o registro do título como condição para aquisição dos direitos reais, dentre eles, a propriedade. A realidade do país, contudo, demonstra que, na prática, há muitos imóveis que sequer possuem registro nas serventias imobiliárias. Quanto aos que o possuem, deve-se considerar ainda que poucos negócios jurídicos a eles referentes são levados a registro. Várias são as causas para esse fenômeno, podendo-se destacar como preponderantes a falta de instrução de grande parte da população, os altos custos para registro dos bens e negócios jurídicos, e a cultura brasileira de somente recorrer a advogados quando já formado eventual litígio. Em suma: o cotidiano demonstra que atos e negócios como a compra e venda e a sucessão causa mortis são realizadas sem qualquer espécie de escrituração adequada. A combinação entre os fatores apontados gera não apenas um grande passivo registral que dificilmente será resolvido por outras vias, que não as declarações de usucapião, mas também um enorme contingente de possuidores que se acreditam proprietários, sem o serem. E é inevitável que os entes públicos deparem-se com essa situação ao realizar grandes obras, em especial se essas incluírem largas desapropriações em áreas mais afastadas dos grandes centros. É o caso, por exemplo, da construção ou ampliação de estradas. É bem verdade que essas desapropriações não precisam necessariamente ocorrer pela via administrativa, podendo ser realizadas também por meio de ações judiciais. Entretanto, o desgaste (social, especialmente) gerado por longas batalhas judiciais acaba, muitas vezes, atrasando o cronograma de obras fundamentais para a sociedade. O Poder Público fica então em situação bastante difícil: indenizar ou não, pela via administrativa, a posse de imóvel não registrado? Pagá-la tendo como parâmetro o valor integral da propriedade? Ajuizar contra quem a ação judicial? Este estudo pretende, de uma forma modesta, estabelecer algumas conclusões sobre o espinhoso tema.

4 2. A TRANSFERÊNCIA DA PROPRIEDADE E DA POSSE, SEGUNDO O ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO A propriedade foi incluída pelo Código Civil no rol dos direitos reais (artigo 1.225), e, por tal motivo, a sua transmissão por ato entre vivos só tem eficácia erga omnes após registro do título no Cartório de Registro de Imóveis (v. artigo 1.227). Há ainda importante regra específica estabelecida no Código Civil: Artigo Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis. 1 o Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a ser havido como dono do imóvel. Assim, de maneira diferente da disposição referente aos bens móveis, a propriedade imóvel não se transmite pela simples tradição, sendo necessário também o registro do título na serventia registral imobiliária. A conceituação da posse, por sua vez, é alvo de acirradas disputas doutrinárias, que podem ser exemplificadas pela rica discussão travada entre Ihering e Savigny. Para os fins específicos a que se propõe este trabalho, melhor é adotar a postura de FARIAS e ROSENVALD 1 : Entendemos que, para além da concepção de posse como relação de fato ou mera exteriorização de um direito de propriedade, as normas que tutelam a posse são a ela direta e imediatamente dirigidas. Portanto, a posse é um direito subjetivo dotado de estrutura peculiar. A conclusão é bastante objetiva: na prática, as concepções doutrinárias sobre a posse somente aplicam-se ao instituto se as normas jurídicas as concretizarem. Sendo assim, deve-se entender que a caracterização da posse no Direito brasileiro é aquela dada pelo Título I do Livro III do Código Civil. Dentre as regras mais importantes, cite-se o artigo do Código Civil, o qual estabelece que Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade. Ou seja: a posse não está 1 FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson. Direitos Reais, 6a ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009, p. 32.

5 necessariamente ligada à existência de algum título. Ainda segundo FARIAS e ROSENVALD, a posse, no Direito brasileiro, pode ser dimensionada de três formas diferentes: quando o possuidor é o próprio proprietário, quando há relação obrigacional entre ele e o dono da maneira como ocorre na locação, na promessa de compra e venda ou no comodato, e, por fim há ainda uma terceira esfera da posse, que se afasta das duas concepções patrimoniais tradicionais acima descritas. Cuida-se de uma dimensão possessória que não se localiza no universo dos negócios jurídicos que consubstanciam direitos subjetivos ou obrigacionais. Trata-se de uma posse emanada exclusivamente de uma situação fática e existencial, de apossamento e ocupação da coisa, cuja natureza autônoma escapa do exame das teorias tradicionais. Para o objeto deste trabalho, importa cuidar unicamente desta terceira acepção de posse, desvinculada de relações jurídicas obrigacionais ou reais com o proprietário. Isso porque apenas nesta última pode cogitar-se a inexistência de registro e, consequentemente, de proprietário. O simples fato de a posse não estar incluída no Título referente aos direito reais (Título II do Livro III) já dá um forte indicativo quanto às diferenças entre ela e o instituto da propriedade. Tem-se por consequência, por exemplo, a desnecessidade de registro do título legitimador da posse, para sua eficácia. Tampouco a Lei 6.015/1973 (Lei de Registros Públicos) prevê a possibilidade de registro da aquisição ou da transferência da posse. Ou seja: mesmo que a posse seja negociada sob a forma de algum título, o bem imóvel não sofrerá qualquer alteração escritural no Cartório de Registro de Imóveis e, em decorrência da disposição do artigo 1.245, 1 o, do Código Civil, o alienante continuará a ser havido como dono do imóvel, se este estiver registrado.

6 3. A DESAPROPRIAÇÃO DE BEM IMÓVEL NÃO REGISTRADO 3.1. A possibilidade de desapropriação da posse, e sua valoração Não há qualquer dúvida sobre a possibilidade de se desapropriar a propriedade de bens imóveis. Ao contrário: o instituto da desapropriação, desde a origem, teve em vista aquele direito real. Já no que diz respeito à desapropriação da posse, reinou há um tempo na doutrina e jurisprudência acirrada controvérsia sobre a sua possibilidade. Ao menos na parte jurisprudencial, contudo, já não há mais qualquer dúvida: é viável a desapropriação da posse. Isso porque o artigo 2 o do Decreto-Lei 3.365/1941 é claro ao determinar que todos os bens poderão ser desapropriados. Muito embora haja uma lista considerável de exceções à possibilidade de desapropriar, deve-se considerar que, salvo motivo impeditivo verificados, por exemplo, no caso das ressalvas legais ( 2 o e 3 o do mesmo dispositivo), dos bens personalíssimos e da moeda corrente, se há um bem jurídico, ele pode ser desapropriado. Já se viu, acima, que a posse é um bem jurídico, conferindo ao seu titular direitos e obrigações. Por tal motivo, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu em diversas ocasiões que A posse, conquanto imaterial em sua conceituação, é um fato jurígeno, sinal exterior da propriedade. É; portanto, um bem jurídico e, como tal, suscetível de proteção. Daí por que a posse é indenizável, como todo e qualquer bem 2. Por tal motivo, O expropriado que detém apenas a posse do imóvel tem direito a receber a correspondente indenização. 3. Entretanto, muito embora indenizável, seu valor não deve ser o mesmo da 2 Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial /PR. Brasília, 8 de maio de Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial /BA. Brasília, 6 de abril de 2010.

7 desapropriação do domínio 4 : É injurídico, todavia, indenizar-se a posse mediante a quantificação integral do imóvel, como se o ressarcimento (ao mero possuidor) recaísse sobre a posse e o domínio. A indenização integral, in casu, considerado o proprietário, ao mesmo tempo, como possuidor e proprietário, importa em enriquecimento ilícito do expropriado em detrimento do órgão público expropriante, com desafeição à justeza da reparação que o princípio constitucional preconiza. Não há um parâmetro seguro estabelecido para essa relação de valor propriedade/posse. Nada obstante, em algumas ocasiões, o próprio Superior Tribunal já se debruçou sobre o assunto 5 : O ressarcimento de terreno desapropriado, sem título dominial (arts. 524 e 530, i, Código Civil), em favor do legitimo possuidor, não deve ser feito por inteiro. Como solução de equidade, é razoável que se reconheça a quem desfrute de habitual uso e gozo do imóvel expropriado indenização equivalente a 60% sobre o valor do terreno, mais aquela decorrente das benfeitorias úteis e necessárias que perdeu. Importa dizer que o pagamento dessa indenização pelas benfeitorias úteis e necessárias ao possuidor somente poderá ocorrer pela via administrativa (i) quando o proprietário expressamente concordar; ou (ii) quando o imóvel não possuir registro imobiliário. Quanto este existir, e o proprietário não concordar com o seu pagamento ao possuidor, o ente desapropriante deverá indenizar o proprietário sob cujo nome está inscrito o imóvel, ou depositar em juízo o valor ofertado, para que proprietário e possuidor o disputem em ação própria. Isso porque, no caso, impor-se-ia a aplicação da regra do artigo do Código Civil: Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno alheio perde, em proveito do proprietário, as sementes, plantas e construções; se procedeu de boa-fé, terá direito à indenização. Além disso, tal percentual de sessenta por cento deve servir apenas como parâmetro, válido para os casos gerais. Em situações excepcionais, não há como negar que a posse pode ser avaliada em percentual superior quando, por exemplo, a posse é antiga, pacífica e notória, tendo o condão de permitir a declaração de usucapião, ou inferior 4 Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial /PR. Brasília, 20 de junho de Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial 538/PR. Brasília, 3 de maio de 1993.

8 quando é recente, e/ou sem qualquer espécie de título negocial.

9 3.2. A impossibilidade de desapropriação apenas da posse, quando o imóvel estiver registrado Destaque-se ainda que, quando o imóvel encontrar-se registrado no Cartório de Registro de Imóveis, o ente público não poderá desapropriar somente a posse do bem. Isso porque, com a desapropriação da posse, o proprietário ver- -se-ia dono de um imóvel sem qualquer espécie de utilidade para ele. A desapropriação no caso, como forma de aquisição originária, teria também o condão de encerrar o poder que o proprietário teria de reivindicar a posse. E, sem a posse e sem o poder de reivindicação do bem, o desapropriado não poderia exercer nenhuma das faculdades do domínio. Se fosse permitido a prática de tal ato, estar-se-ia autorizando o ente despropriante a pagar, em razão da desapropriação, valor menor que o justo o da posse, pela propriedade, o que iria claramente de encontro às normas constitucionais (v. artigo 5 o, inciso XXIV, da Constituição da República).

10 3.3. As possíveis consequências para o ente desapropriante, ao desapropriar a posse Já se viu, no capítulo anterior, que se entende possível a desapropriação da posse, desde que o imóvel não se encontre registrado nas serventias imobiliárias. Não é recomendável, contudo, deixar de lado as possíveis consequências que tal ato pode acarretar ao ente desapropriante. Como síntese óbvia sobre o assunto, tem-se que, se o ente desapropriou apenas a posse, e não a propriedade, ele deverá ser tido como possuidor, e não como proprietário. Com isso, por exemplo, tornar-se-á frágil a defesa do ente público, caso seja alegada usucapião, posteriormente, por particular; os óbices constitucionais à usucapião de bens públicos (artigo 183, 3 o, e 191, par. único, da Constituição da República) referem-se unicamente à propriedade, e não à posse. Há também a possibilidade de ser declarada usucapião que retroaja à data anterior à desapropriação, gerando para o ente público o dever de indenizar esse novo ex- -proprietário. Ainda no que diz respeito à posse, o ente público possuidor poderá socorrer-se unicamente das medidas oferecidas pelo 926 do Código de Processo Civil, tendo como fundamento o artigo do Código Civil, uma vez que sua posse será jus possessionis 6 : Tal direito é chamado jus possessionis ou posse formal, derivado de uma posse autônoma, independentemente de qualquer título. É tão somente o direito fundado no fato da posse (possideo quod possideo) que é protegido contra terceiros e até mesmo o proprietário. O possuidor só perderá o imóvel para este, futuramente, nas vias ordinárias. Enquanto isso, aquela situação será mantida. E será sempre mantida contra terceiros que não possuam nenhum título nem melhor posse. Já o direito à posse, conferido ao portador de título devidamente transcrito, bem como ao titular de outros direitos reais, é denominado jus possidendi ou posse causal. Nesses exemplos, a posse não tem qualquer autonomia, constituindo-se em conteúdo do direito real. É bem verdade que, em casos tais, o proprietário não poderá reivindicar a posse do imóvel, caso este já esteja afetado, uma vez que a afetação confere o caráter de público ao bem. Poderá, contudo, ajuizar ação veiculando pedido de indenização pela desapropriação 6 GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro Direito das coisas, Vol. V, 6a ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 46.

11 indireta 7 : [...] por estar a área afetada ao uso público, há que reconhecer sua desapropriação indireta, o que implica incorporação ao patrimônio público. Inviável a retenção do imóvel pelo particular, restando-lhe o direito à indenização. Isso significa que se, dentro do prazo da prescrição aquisitiva em favor do ente desapropriante, o verdadeiro proprietário vier a aparecer, ostentando título registral, aquele ente ver-se-á obrigado a indenizá-lo pela perda do bem decorrente da desapropriação. Em síntese, pode-se dizer que a posição do ente desapropriante, pós- -desapropriação, será muito mais frágil juridicamente se ele for apenas possuidor, e não proprietário. Nada impede, contudo, que o ente desapropriante una a sua posse à de seu antecessor (artigo do Código Civil), podendo posteriormente requerer a declaração de usucapião. 7 Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial /RR. Brasília, 23 de junho de 2009.

12 3.4. Considerações sobre a ação judicial de desapropriação, nos casos em que o bem não é registrado posse. Como já se afirmou diversas vezes neste estudo, é possível a desapropriação da O ente desapropriante, entretanto, pode não pretender desapropriar somente a posse, desejando obter a propriedade do bem imóvel, mesmo quando este não estiver registrado. Pode ocorrer ainda de, mesmo que o ente desapropriante queira obter apenas a posse do bem, o desapropriado-possuidor não concordar com o valor. O que fazer? No ponto, é importante diferençar com atenção as duas espécies de desapropriação. O Superior Tribunal de Justiça entende que Se o expropriante propõe ação contra o possuidor, é porque não queria desapropriar o domínio, mas, simplesmente, a posse 8. Na verdade, o que aquele tribunal pretendeu afirmar foi que a ação proposta somente contra o possuidor deve ter como objeto unicamente a posse, e não a propriedade. Isso significa que, nos casos em que o imóvel não estiver registrado, porém o ente desapropriante necessite obter o domínio, a ação de desapropriação deverá ser ajuizada contra o proprietário desconhecido, exatamente na forma do artigo 18 do Decreto-Lei 3.365/1941: A citação far-se-á por edital se o citando não for conhecido [...]. O ente desapropriante terá ainda o dever de incluir no polo passivo os possuidores do imóvel, uma vez que os efeitos da desapropriação repercutem também na esfera dos legítimos possuidores, motivo pelo qual também eles devem figurar no polo passivo da demanda 9. De forma ainda mais contundente, o Superior Tribunal de Justiça explicita que 10 8 Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial /SP. Brasília, 13 de dezembro de Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial /BA. Brasília, 18 de agosto de Loc. cit.

13 4. A posse é um fenômeno fático que merece proteção jurídica (arts e ss. do Código Civil vigente, arts. 485 e ss. do Código Civil revogado), e, via de consequência, pode ser indenizada - como ocorre, e.g., nos casos de desapropriação em que o proprietário não reúne a condição de possuidor e, com a imissão do ente público na posse, ambos (proprietário e possuidor) têm parcela do patrimônio jurídico prejudicada. 5. Nem se diga que a indenização do possuidor caberia ao proprietário, porque quem causa o prejuízo na hipótese, ainda que licitamente, é o ente que pretende instituir a servidão, e não o proprietário. Desta forma, o juízo competente poderá autorizar o levantamento, pelo possuidor, das benfeitorias úteis e necessárias que houver erigido, mais o valor atribuído à posse da terra nua (em regra, sessenta por cento do valor da propriedade, como já analisado acima). Para que o possuidor possa proceder ao levantamento, estará dispensado, por uma questão lógica, da exigência de comprovação da propriedade (artigo 34 do Decreto-Lei 3.365/1941) 11 : A desapropriação de posse não se insere na exigência do art. 34 do Dec.-Lei 3.365/41 para o levantamento da indenização, que deve ser paga a título de reparação pela perda do direito possessório. O valor remanescente deverá permanecer depositado em juízo, até que surja o legítimo proprietário. Até quando, porém? Não há, no Superior Tribunal de Justiça, uma definição sobre a questão, mas deve se entender que, em algum momento, tal bem já foi ou será usucapido, seja pelo ente desapropriante, seja por algum administrado. Uma vez declarada a usucapião, poderá aquele reconhecido como proprietário levantar a quantia que permaneceu depositada, e mesmo discutir o preço ofertado, caso tal oportunidade não esteja ainda preclusa. 11 Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial /PR. Brasília, 8 de maio de 2007.

14 3.5. Considerações sobre os casos em que o bem é registrado, porém o proprietário não foi citado para responder à ação de desapropriação Não se pode ignorar, porém, que há diversos casos em que os Cartórios de Registro de Imóveis falham na busca do registro de determinado bem, indicando como inexistente registro que esteja descrito de forma diversa da solicitada. Tal situação é consequência, em especial, da não informatização das serventias imobiliárias, tornando praticamente impossível uma identificação precisa dos imóveis buscados. Em casos tais, pode-se cogitar de situação em que determinado proprietário tenha título devidamente registrado sobre o imóvel, e contudo a ação de desapropriação foi ajuizada contra proprietário desconhecido, tendo sido julgada à sua revelia. É bem verdade que, nas ações de desapropriação, da revelia não decorre aceitação tácita do valor ofertado 12 : 3. Em se tratando de desapropriação, a prova pericial para a fixação do justo preço somente é dispensável quando há expressa concordância do expropriado com o valor da oferta inicial. 4. A revelia do desapropriado não implica aceitação tácita da oferta, não autorizando a dispensa da avaliação, conforme Súmula 118 do extinto Tribunal Federal de Recursos. Mesmo assim, não se pode negar ao proprietário com justo título o direito de rediscutir tal valor; desde que é claro ele prove que teve prejuízo (artigo 250, par. único, do Código de Processo Civil), sob pena de se verificar carência de ação, por ausência de demonstração de interesse processual. No caso, só se podem cogitar dois eventuais prejuízos de (i) o de subavaliação da justa indenização declarada na sentença; e (ii) o de indevido pagamento de indenização à pessoa que não era possuidora do bem. Para ter a oportunidade de rediscutir estas questões, o proprietário não citado para ação de desapropriação deverá ajuizar ação de nulidade da sentença (querela nullitatis) 13 : 5.4. [...] a ação de desapropriação foi proposta contra os particulares que receberam do Estado do Mato Grosso terras que não lhe pertenciam, jamais tendo participado do feito o legítimo titular do domínio a União. 12 BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial /SE. Brasília, 19 de fevereiro de BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial /MT. Brasília, 2 de março de 2010.

15 5.6. A pretensão querela nullitatis pode ser exercida e proclamada em qualquer tipo de processo e procedimento de cunho declaratório. Não caberá, contudo, o ajuizamento de ação rescisória 14 : 1. Ao extinguir a presente ação rescisória sem resolução de mérito, o acórdão ora embargado fundou-se no não cabimento de ação rescisória para declarar nulidade de julgado por ausência de citação, considerando que a hipótese dos autos não se enquadra no rol taxativo do art. 485 do CPC. Decidiu-se, assim, que a desconstituição do acórdão [...] somente poderia ser postulada pelo autor por meio de ação declaratória de inexistência de citação, denominada querela nullitatis. 3. Não está autorizada a aplicação dos princípios que norteiam o sistema de nulidades no direito brasileiro, em especial os da fungibilidade, da instrumentalidade das formas e do aproveitamento racional dos atos processuais, para que a rescisória seja convertida em ação declaratória de inexistência de citação [...]. 4. Por outro lado, é assente a orientação do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a competência para apreciar e julgar a denominada querela nullitatis insanabilis pertence ao juízo de primeira instância, pois o que se postula não é a desconstituição da coisa julgada, mas apenas o reconhecimento de inexistência da relação processual [...]. 14 BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Embargos de Declaração na Ação Rescisória 569/PE. Brasília, 22 de junho de 2011.

16 3.6. Registro da desapropriação de bem imóvel não registrado A desapropriação, seja ela amigável ou judicial, deve ser registrada na matrícula do imóvel, tal como determina o artigo 167, I, 34, da Lei 6.015/1973. O problema ocorre, contudo, quando o imóvel não possui registro na serventia imobiliária. Isso porque o artigo 176, 1 o, II, 5, da mesma lei, estabelece que o número do registro anterior é requisito da matrícula. Tal regra nada mais é do que uma concretização do princípio da continuidade. Isso dificultava o registro das desapropriações ajuizadas contra proprietário desconhecido, uma vez que os Cartórios de Registro de Imóveis relutavam em abrir novas matrículas, com base em ordem judicial, alegando desrespeito àquele princípio. Tal posição contrastava com a opinião doutrinária, que, ao contrário, já há muito reconhecia a possibilidade de abertura da matrícula ao fim da desapropriação, por se tratar o instituto de forma de aquisição originária da propriedade. Nas palavras de BALBINO FILHO 15 : A matrícula ex novo acontece quando a aquisição de imóvel é originária, ou seja, independente de título anterior. Exemplo: usucapião extraordinária e desapropriação de imóvel quando o expropriado é apenas possuidor, por conseguinte, desprovido de título previamente registrado. Felizmente, a Lei , de 16 de junho de 2011 (ratificando o teor da Medida Provisória 514, de 1 o de dezembro de 2010), encerrou a questão, ao acrescentar ao artigo 176 da Lei 6.015/1973 um 8 o, assim redigido: 8 o O ente público proprietário ou imitido na posse a partir de decisão proferida em processo judicial de desapropriação em curso poderá requerer a abertura de matrícula de parte de imóvel situado em área urbana ou de expansão urbana, previamente matriculado ou não, com base em planta e memorial descritivo, podendo a apuração de remanescente ocorrer em momento posterior Tal dispositivo simplificou muito o procedimento de registro das desapropriações, uma vez que (i) expressamente determinou aos tabeliães que abram nova matrícula para imóveis declarados desapropriados; e (ii) vai ainda mais além, determinando 15 BALBINO FILHO, Nicolau. Registro de Imóveis: doutrina, prática, jurisprudência, 15a ed. revista e atualizada. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 127.

17 que a nova matrícula seja aberta mesmo que o ente desapropriante tenha apenas se imitido provisoriamente na posse do bem. Importa notar que, para que se possa efetuar tal registro, deverá ser expedido mandado pelo juízo competente, ou extraída carta de sentença da ação de desapropriação. Isso porque o artigo 221, inciso IV, da Lei 6.015/1973, determina que somente serão admitidos registros de cartas de sentença, formais de partilha, certidões e mandados extraídos de autos de processo. Além disso, tal dispositivo não pode ser aplicado aos casos em que o ente desapropriante pretende desapropriar apenas a posse, uma vez que, como já visto, não será possível a abertura de matrícula cujo objeto seja tão somente a posse.

18 4. CONCLUSÕES Por tudo o que foi exposto, permitam-se as seguintes conclusões: 1. Os entes públicos podem desapropriar a posse de bens imóveis, desde que o bem pretendido não esteja registrado no Cartório de Registro de Imóveis. 2. Porém, não é recomendável a desapropriação unicamente da posse de imóvel, uma vez que tal ato deixará o ente desapropriante em situação juridicamente mais frágil, se comparada à desapropriação do domínio. 3. É injurídico, de todo modo, indenizar o possuidor pelo valor integral da propriedade, devendo ele receber apenas indenização pelas benfeitorias úteis e necessárias que perdeu, mais um percentual sobre o valor do domínio da terra nua. 4. A indenização pelas benfeitorias úteis e necessárias ao possuidor somente poderá ocorrer pela via administrativa (i) quando o proprietário expressamente concordar; ou (ii) quando o imóvel não possuir registro imobiliário. 5. Se o ente público ajuizar a ação de desapropriação apenas contra o possuidor, ao final lhe será concedida apenas a posse do imóvel, não a propriedade. 6. Quando o imóvel não estiver registrado no Cartório de Registro de Imóveis, e o ente público desejar obter a propriedade do bem, deverá ajuizar ação de desapropriação contra proprietário desconhecido e contra o possuidor (se com este último não foi possível realizar acordo administrativo). 7. O percentual devido a título de indenização pela perda de posse será, em regra, de sessenta por cento sobre o valor da terra nua, podendo variar a maior ou a menor em casos excepcionais, tais como o da posse antiga, pacífica e notória, tendo o condão de permitir a declaração de usucapião, ou o da posse recente e sem qualquer espécie de título negocial. 8. Nos casos de (i) ação de desapropriação da posse; e (ii) ação de desapropriação da propriedade ajuizada contra proprietário desconhecido, o possuidor poderá levantar a parcela da quantia depositada pelo ente desapropriante referente às benfeitorias úteis e necessárias e ao percentual da terra nua, sem necessidade da comprovação do domínio exigida pelo artigo 34 do Decreto-Lei 3.365/ Nos casos de ação de desapropriação da propriedade ajuizada contra proprietário desconhecido, o valor remanescente do depósito, resultante da diferença entre a

19 avaliação da propriedade e da posse, deverá permanecer depositado em juízo, até que surja o legítimo proprietário, apresentando título dominial. 11. Se o proprietário tinha, à época do ajuizamento da ação de desapropriação contra proprietário desconhecido, título do imóvel devidamente registrado, poderá ajuizar ação de nulidade da sentença (querela nullitatis), devendo demonstrar (i) que o valor indenizatório foi sentenciado abaixo daquele que seria justo; e/ou (ii) que houve indevido pagamento de indenização à pessoa que não era possuidora do bem. 12. Não caberá no caso, contudo, o ajuizamento de ação rescisória, por a hipótese não se coadunar com nenhuma das expostas no rol taxativo do artigo 485 do Código de Processo Civil. 13. Ainda nas ocasiões em que a desapropriação é ajuizada contra proprietário desconhecido, o Oficial do Cartório de Registro de Imóveis deverá, a pedido do ente desapropriante, abrir matrícula do imóvel não registrado, mediante a apresentação da carta de sentença ou de mandado de registro da sentença ou da imissão de posse. 14. Quando o ente público desapropriar apenas a posse, não será viável a abertura de matrícula no Cartório de Registro de Imóveis.

Direito das Coisas II

Direito das Coisas II 2.8 DO DIREITO DO PROMITENTE COMPRADOR Ao cabo do que já era reconhecido pela doutrina, o Código Civil de 2002, elevou o direito do promitente comprador ao status de direito real. Dantes, tão somente constava

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Reforma Agrária Marceloednilson Marins* CONCEITO Considera-se Reforma Agrária o conjunto de medidas que visem a promover, melhor distribuição da terra, mediante modificações do regime

Leia mais

Direito das coisas. O direito das coisas é tratado no livro III da parte especial do código civil, dividido em duas temáticas.

Direito das coisas. O direito das coisas é tratado no livro III da parte especial do código civil, dividido em duas temáticas. OAB - EXTENSIVO Disciplina: Direito Civil Prof. Brunno Giancolli Data: 19/10/2009 Aula nº. 05 TEMAS TRATADOS EM AULA Direito Reais Direito das coisas. O direito das coisas é tratado no livro III da parte

Leia mais

DA PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL NA PERSPECTIVA DO REGISTRO DE IMÓVEIS: CLÁUSULAS SUSPENSIVA E RESOLUTIVA, EXTINÇÃO E PUBLICIADE REGISTRAL

DA PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL NA PERSPECTIVA DO REGISTRO DE IMÓVEIS: CLÁUSULAS SUSPENSIVA E RESOLUTIVA, EXTINÇÃO E PUBLICIADE REGISTRAL DA PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL NA PERSPECTIVA DO REGISTRO DE IMÓVEIS: CLÁUSULAS SUSPENSIVA E RESOLUTIVA, EXTINÇÃO E PUBLICIADE REGISTRAL Professor Luiz Egon Richter 1. DA DISTINÇÃO ENTRE A

Leia mais

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO Ações Possessórias 131 INTRODUÇÃO Conceito: Grace Mussalem Calil 1 Há duas principais teorias sobre a posse: a Subjetiva de Savigny e a Objetiva de Ihering. Para Savigny, a posse é o poder físico sobre

Leia mais

Quem pode desapropriar e quem pode executar a desapropriação

Quem pode desapropriar e quem pode executar a desapropriação Capítulo I Quem pode desapropriar e quem pode executar a desapropriação Desapropriação é o termo jurídico que indica ato, emanado do poder público, do qual resulta a resolução do domínio do titular sobre

Leia mais

PROJETO DE LEI. I - certidões atualizadas de domínio e de ônus reais do imóvel;

PROJETO DE LEI. I - certidões atualizadas de domínio e de ônus reais do imóvel; PROJETO DE LEI Altera o Decreto-Lei n o 3.365, de 21 de junho de 1941, que dispõe sobre desapropriações por utilidade pública. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1 o Os arts. 15, 26 e 32 do Decreto-Lei

Leia mais

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição A 3ª edição do livro CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO foi atualizada com o texto do PL de novo CPC enviado pelo Congresso Nacional à sanção presidencial em 24.02.2015. Em razão da renumeração dos artigos

Leia mais

1. Direito das coisas 2. Posse 3. Classificação da Posse 4. Ações ou Interdito possessórios 5. Propriedade

1. Direito das coisas 2. Posse 3. Classificação da Posse 4. Ações ou Interdito possessórios 5. Propriedade CURSO EXTENSIVO FINAL DE SEMANA OAB 2012.2 Disciplina DIREITO CIVIL Aula 07 EMENTA DA AULA 1. Direito das coisas 2. Posse 3. Classificação da Posse 4. Ações ou Interdito possessórios 5. Propriedade GUIA

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Ementa e Acórdão Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.859 RIO DE JANEIRO RELATOR AGTE.(S) PROC.(A/S)(ES) AGDO.(A/S) ADV.(A/S)

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos MEDIDA PROVISÓRIA Nº 496, DE 19 DE JULHO DE 2010. Dispõe sobre o limite de endividamento de Municípios em operações de crédito destinadas

Leia mais

RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no uso de suas atribuições legais e regimentais,

RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no uso de suas atribuições legais e regimentais, RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015 Regula o procedimento a ser adotado nas medidas assecuratórias em matéria processual-penal e as providências a serem adotadas quando decretada a perda de bens móveis ou imóveis

Leia mais

PÚBLICOS DA COMARCA DE SÃO PAULO / SP

PÚBLICOS DA COMARCA DE SÃO PAULO / SP EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DE REGISTROS PÚBLICOS DA COMARCA DE SÃO PAULO / SP..., associação sem fins lucrativos, regularmente registrada no 4º Cartório de Registro de Títulos e Documentos,

Leia mais

PREPARATÓRIO 2ª ETAPA Direito Civil Parte Geral e Contratos Professor: Marcu Antonio Gonçalves

PREPARATÓRIO 2ª ETAPA Direito Civil Parte Geral e Contratos Professor: Marcu Antonio Gonçalves PREPARATÓRIO 2ª ETAPA Direito Civil Parte Geral e Contratos Professor: Marcu Antonio Gonçalves QUESTÃO 01 Partindo-se da premissa da instrumentalidade do processo, há diferença ontológica entre a jurisdição

Leia mais

Breves notas sobre a promessa de compra e venda de imóvel.

Breves notas sobre a promessa de compra e venda de imóvel. Breves notas sobre a promessa de compra e venda de imóvel. Dentre as inúmeras espécies contratuais previstas na legislação civil, emerge uma utilizada em larga escala no dia-a-dia tanto empresarial como

Leia mais

DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS. Curso de Técnico em Transações Imobiliárias Curso Total

DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS. Curso de Técnico em Transações Imobiliárias Curso Total DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS Curso de Técnico em Transações Imobiliárias Curso Total DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS. FINALIDADE. DOS TÍTULOS REGISTRÁVEIS: ESCRITURA

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL O Governador do Estado Y, premido da necessidade de reduzir a folha de pagamentos do funcionalismo público estadual, determinou que o teto remuneratório dos Defensores

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.084.748 - MT (2008/0194990-5) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO SIDNEI BENETI : AGRO AMAZÔNIA PRODUTOS AGROPECUÁRIOS LTDA : DÉCIO JOSÉ TESSARO E OUTRO(S) :

Leia mais

AÇÃO ORDINÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO) Nº 2008.72.01.003023-7/SC AUTOR : REAL PLASTIC LTDA/ ADVOGADO : ROBSON BELLI CAVALLI : ANDRESA AMORIM

AÇÃO ORDINÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO) Nº 2008.72.01.003023-7/SC AUTOR : REAL PLASTIC LTDA/ ADVOGADO : ROBSON BELLI CAVALLI : ANDRESA AMORIM AÇÃO ORDINÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO) Nº 2008.72.01.003023-7/SC AUTOR : REAL PLASTIC LTDA/ ADVOGADO : ROBSON BELLI CAVALLI : ANDRESA AMORIM RÉU : FORZA IND/ DE PLASTICOS LTDA/ ADVOGADO : SANDRO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.228.778 - MT (2010/0217471-4) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO RECORRIDO : MINISTRO SIDNEI BENETI : WANDER CARLOS DE SOUZA : SÉRGIO DONIZETE NUNES : GILBERTO LUIZ DE REZENDE : DANIELA

Leia mais

Dados Básicos. Ementa. Íntegra

Dados Básicos. Ementa. Íntegra Dados Básicos Fonte: 2010.011119-1 Tipo: Acórdão TJSC Data de Julgamento: 18/04/2013 Data de Aprovação Data não disponível Data de Publicação:26/04/2013 Estado: Santa Catarina Cidade: Braço do Norte Relator:

Leia mais

Marcas de Alto Renome: Novas Regras nos Tribunais

Marcas de Alto Renome: Novas Regras nos Tribunais Painel 13 Marcas de Alto Renome: Novas Regras nos Tribunais Márcia Maria Nunes de Barros Juíza Federal Notoriedade Código de Propriedade Industrial de 1971 (art.67): marca notória, com registro próprio,

Leia mais

O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL

O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL Vinícius Paulo Mesquita 1) Notas Introdutórias Com a promulgação da E.C. 66/10, a chamada PEC do Divórcio, a doutrina pátria passou a sustentar em sua grande

Leia mais

A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES

A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES Tiago Ghellar Fürst A nova Lei de Falências e Recuperação Judicial, que entrou em vigor no dia 09.06.2005 (Lei 11.101/2005, publicada no DOU

Leia mais

INFORMATIVO. num. num. nossos clientes. Trataremos da penhora judicial de bens do devedor. Prezado leitor,

INFORMATIVO. num. num. nossos clientes. Trataremos da penhora judicial de bens do devedor. Prezado leitor, BOLETIM INFORMATIVO EDIÇÃO N 8 05 / 2014 BOLETIM INFORMATIVO EDIÇÃO N 2 11 / 2013 INFORMATIVO num Editorial - 8ª Edição Prezado leitor, Nesta edição do Informativo Mensal do Escritório Ribeiro da Luz Advogados,

Leia mais

RECURSO ESPECIAL Nº 1.418.435 - SP (2013/0335715-5)

RECURSO ESPECIAL Nº 1.418.435 - SP (2013/0335715-5) RECURSO ESPECIAL Nº 1.418.435 - SP (2013/0335715-5) RELATORA RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRA NANCY ANDRIGHI : RVM PARTICIPAÇÕES LTDA E OUTRO : MARISA MITICO VIVAN MIZUNO DE OLIVEIRA E

Leia mais

Exposição. 1. Município de Londrina ajuizou execução fiscal em face de Alessandro

Exposição. 1. Município de Londrina ajuizou execução fiscal em face de Alessandro APELAÇÃO CÍVEL N. 638896-9, DA COMARCA DE LONDRINA 2.ª VARA CÍVEL RELATOR : DESEMBARGADOR Francisco Pinto RABELLO FILHO APELANTE : MUNICÍPIO DE LONDRINA APELADO : ALESSANDRO VICTORELLI Execução fiscal

Leia mais

ITBI - recepção parcial dos dispositivos do CTN Kiyoshi Harada*

ITBI - recepção parcial dos dispositivos do CTN Kiyoshi Harada* ITBI - recepção parcial dos dispositivos do CTN Kiyoshi Harada* Como se sabe, em decorrência das disputas entre Estados e Municípios na partilha de impostos, o legislador constituinte de 1988 cindiu o

Leia mais

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma Multa de 40% do FGTS A multa em questão apenas é devida, nos termos da Constituição e da Lei nº 8.036/90, no caso de dispensa imotivada, e não em qualquer outro caso de extinção do contrato de trabalho,

Leia mais

1.2. NOÇÕES SEGUNDO O DIREITO MATERIAL: 1.3. NOÇÕES SEGUNDO O DIREITO PROCESSUAL ART. 946.

1.2. NOÇÕES SEGUNDO O DIREITO MATERIAL: 1.3. NOÇÕES SEGUNDO O DIREITO PROCESSUAL ART. 946. 1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL - Professora Mestre Afifi Habib Cury ROTEIRO -Arts 946 a 981, do CPC. AÇÃO DE DEMARCAÇÃO E DIVISÃO DE TERRAS PARTICULARES 1. INTRODUÇÃO. 1.1. SEDE. Arts 946 a 981, do CPC. 1.2.

Leia mais

DO PROMITENTE COMPRADOR

DO PROMITENTE COMPRADOR DO PROMITENTE COMPRADOR Ver meu artigo científico http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9612 SERPA LOPES, Apud DINIZ (2011, p. 419) - Compromisso Irretratável

Leia mais

Conteúdo: - Desapropriação: Juros Compensatórios; Juros Moratórios; Desapropriação Indireta; Retrocessão. - DESAPROPRIAÇÃO -

Conteúdo: - Desapropriação: Juros Compensatórios; Juros Moratórios; Desapropriação Indireta; Retrocessão. - DESAPROPRIAÇÃO - Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Administrativo / Aula 11 Professor: Luiz Oliveira Jungstedt Conteúdo: - Desapropriação: Juros Compensatórios; Juros Moratórios; Desapropriação Indireta; Retrocessão.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECLAMAÇÃO Nº 14.696 - RJ (2013/0339925-1) RELATORA : MINISTRA MARIA ISABEL GALLOTTI RECLAMANTE : BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S/A ADVOGADO : JOSÉ ANTÔNIO MARTINS E OUTRO(S) RECLAMADO : TERCEIRA TURMA

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo Registro: 2014.0000032304 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0000527-46.2013.8.26.0664, da Comarca de Votuporanga, em que é apelante SEBASTIÃO DE PIERRE SOBRINHO, é apelado

Leia mais

Precedente da Câmara. APELAÇÃO DESPROVIDA. EDUARDO SANTOS DA SILVA

Precedente da Câmara. APELAÇÃO DESPROVIDA. EDUARDO SANTOS DA SILVA APELAÇÃO CÍVEL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO APRESENTADO EM JUÍZO. RECURSO DO RÉU. A transação em juízo não exige a intervenção de advogados, restando válido o acordo pactuado no presente

Leia mais

Curso Resultado. Jurisprudência ordenada por matérias e assuntos Processo Civil

Curso Resultado. Jurisprudência ordenada por matérias e assuntos Processo Civil Curso Resultado Jurisprudência ordenada por matérias e assuntos Processo Civil Atualizado em 18 de dezembro de 2015 Sumário Ação coletiva / civil pública Ação contra seguradora Ação de adjudicação compulsória

Leia mais

AULA 2: DIREITOS REAIS: GENERALIDADES

AULA 2: DIREITOS REAIS: GENERALIDADES AULA 2: DIREITOS REAIS: GENERALIDADES EMENTÁRIO DE TEMAS: Direitos Reais: direitos reais x direitos pessoais; obrigações propter rem LEITURA OBRIGATÓRIA CHAVES, Cristiano. Direitos Reais. Cristiano Chaves

Leia mais

Código de Processo Civil, encontramos regras nesse sentido nos artigos 1003 e seguintes, 1022 e seguintes, artigo 1026.

Código de Processo Civil, encontramos regras nesse sentido nos artigos 1003 e seguintes, 1022 e seguintes, artigo 1026. Escritura pública de inventário e partilha Documentos Necessários A relação de documentos necessários para uma escritura pública de inventário e partilha, especialmente quando contemplam bens imóveis,

Leia mais

Nº 11/CSMPF GAB/MC PROCESSO Nº : 1.00.001.000097/2006-99

Nº 11/CSMPF GAB/MC PROCESSO Nº : 1.00.001.000097/2006-99 Nº 11/CSMPF GAB/MC PROCESSO Nº : 1.00.001.000097/2006-99 INTERESSADO : Doutor Igor Nery Figueiredo RELATORA : Conselheira MARIA CAETANA CINTRA SANTOS ASSUNTO : 22º Concurso Público para Provimento de Cargos

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O terceiro no contrato de seguro de responsabilidade civil: a ação direta em face da seguradora Frederico Eduardo Zenedin Glitz* A definição de seguro de responsabilidade civil gira

Leia mais

EMENTA ACÓRDÃO. LUÍSA HICKEL GAMBA Relatora

EMENTA ACÓRDÃO. LUÍSA HICKEL GAMBA Relatora INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO JEF Nº 2005.70.53.001322-8/PR RELATOR : Juiz D.E. Publicado em 20/02/2009 EMENTA ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PUBLICO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ANUÊNIOS SUBSTITUÍDOS POR QÜINQÜÊNIOS.

Leia mais

! " # $ $ % & $ $ ' (#! ) * + ),! -+!, #. + ) + / -+ /, 0

!  # $ $ % & $ $ ' (#! ) * + ),! -+!, #. + ) + / -+ /, 0 Durante dezenas de anos, os proprietários de imóveis na Barra da Tijuca (Jardim Oceânico e Tijucamar), tiveram seus imóveis devidamente registrados no 9º Ofício de Imóveis como alodiais ou seja livres

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Após regular certame licitatório, vencido pelo consórcio Mundo Melhor, o Estado X celebrou contrato de obra pública, tendo por objeto a construção de uma rodovia

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Norberto da Silva, pessoa desprovida de qualquer bem material, adquiriu de terceiro, há nove anos e meio, posse de terreno medindo 240m² em área urbana, onde construiu

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SOROCABA

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SOROCABA CONCLUSÃO Em de Janeiro de 2013, faço estes autos conclusos ao MM. Juiz Federal Substituto Dr. MARCOS ALVES TAVARES. Juliana Oliveira Belo Nunes Ferro Técnico Judiciário - RF 4607 1ª VARA FEDERAL DE SOROCABA

Leia mais

REGISTRO DE LOTEAMENTO / DESMEMBRAMENTO

REGISTRO DE LOTEAMENTO / DESMEMBRAMENTO REGISTRO DE LOTEAMENTO / DESMEMBRAMENTO (Lei 6.766/79 alterada pela Lei 9.785/99 e Lei Estadual 7.943/2004) Lei 6.766/1979 - Art. 2º.: 1º - Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO 3ᴼ Ano Turmas A e B Prof. Ms: Vânia Cristina Teixeira CORREÇÃO PROVA 3ᴼ BIM Examine as proposições abaixo, concernentes à desapropriação, e assinale a alternativa correta: I. Sujeito

Leia mais

TEORIA DAS AÇÕES POSSESSÓRIAS

TEORIA DAS AÇÕES POSSESSÓRIAS TEORIA DAS AÇÕES POSSESSÓRIAS Há duas teorias fundamentais voltadas à conceituação da posse -Teoria subjetiva (clássica): foi desenvolvida por Savigny, para esta teoria a posse decorre da conjugação de

Leia mais

USUCAPIÃO INSTRUÇÕES PARA PETIÇÃO INICIAL

USUCAPIÃO INSTRUÇÕES PARA PETIÇÃO INICIAL USUCAPIÃO INSTRUÇÕES PARA PETIÇÃO INICIAL PODER JUDICIÁRIO ĬSUMÁRIO I L. A espécie de Usucapião pág 3 II. O(s) autor(es) e seus documentos pág 4 III. O imóvel usucapiendo pág 6 IV. Antecipação de perícia

Leia mais

As causas em que se considera dispensável a intervenção do Ministério Público

As causas em que se considera dispensável a intervenção do Ministério Público Racionalização da Intervenção do no Cível Abril de 2010 1. Separação judicial consensual onde não houver interesse de 2. Ação declaratória de união estável e respectiva partilha de bens. 3. Ação ordinária

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ RELATOR DO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO AMAZONAS. PROCESSO N. 220-95.2011.6.04.0000 - Classe 30 AUTOS:

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010.

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição de certidões judiciais e dá outras providências. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

Associação dos Advogados de São Paulo - AASP CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DEFINITIVO E PROVISÓRIO. Prof. Luís Eduardo Simardi Fernandes @LuisSimardi

Associação dos Advogados de São Paulo - AASP CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DEFINITIVO E PROVISÓRIO. Prof. Luís Eduardo Simardi Fernandes @LuisSimardi Associação dos Advogados de São Paulo - AASP CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DEFINITIVO E PROVISÓRIO Prof. Luís Eduardo Simardi Fernandes @LuisSimardi INTRODUÇÃO - TÍTULO EXECUTIVO - DINAMARCO: Título executivo

Leia mais

NOVO CPC INTRODUZ A USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL NO PAÍS

NOVO CPC INTRODUZ A USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL NO PAÍS NOVO CPC INTRODUZ A USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL NO PAÍS João Pedro Lamana Paiva 1 O novo Código de Processo Civil (Lei nº 13.105, de 16.3.2015), sancionado em 16.3.2015, introduz na ordem jurídica brasileira,

Leia mais

Comissão de Estudos da Concorrência e Regulação Econômica ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL Secção de São Paulo

Comissão de Estudos da Concorrência e Regulação Econômica ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL Secção de São Paulo Formulário de Sugestões Consulta Pública nº 17 (28.09.11 a 28.11.2011) Minuta do Projeto de lei que altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 e a Lei nº 8.884,

Leia mais

A legitimidade da CNseg

A legitimidade da CNseg 18 A legitimidade da CNseg Para provocar o controle abstrato de constitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal FELIPE MONNERAT 19 A Constituição Federal de 1988 prevê mecanismos de controle da compatibilidade

Leia mais

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual O NOVO CPC E O DIREITO CONTRATUAL. PRINCIPIOLOGIA CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÕES PARA OS CONTRATOS. Art. 1 o O processo civil será ordenado, disciplinado

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL AÇÃO: 99.001.149975-9 AÇÃO CIVIL PÚBLICA ORIGEM: 4ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DA CAPITAL AGRAVANTE: MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGRAVADO: MINISTÉRIO PÚBLICO RELATOR: DES. ROBERTO GUIMARÃES AGRAVO

Leia mais

D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A

D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A APELAÇÃO CÍVEL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. TRANSFERÊNCIA DO DIREITO. REDIRECIONAMENTO. POSSIBILIDADE. OBRIGAÇÃO PROPTER REM. VERBETE Nº 392 DA SÚMULA DO STJ. INAPLICABILIDADE. A transferência da

Leia mais

i nu mu mu um um um mi um mi mi *C)^Ã.nf : \RR~7*

i nu mu mu um um um mi um mi mi *C)^Ã.nf : \RR~7* TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA REGISTRADO(A) SOB N i nu mu mu um um um mi um mi mi *C)^Ã.nf : \RR~7* Vistos, relatados e discutidos

Leia mais

1) (OAB137) José alienou a Antônio um veículo anteriormente adquirido de Francisco. Logo depois, Antônio foi citado em ação proposta por Petrônio, na

1) (OAB137) José alienou a Antônio um veículo anteriormente adquirido de Francisco. Logo depois, Antônio foi citado em ação proposta por Petrônio, na 1) (OAB137) José alienou a Antônio um veículo anteriormente adquirido de Francisco. Logo depois, Antônio foi citado em ação proposta por Petrônio, na qual este reivindicava a propriedade do veículo adquirido

Leia mais

22/10/2015 https://pje.tjdft.jus.br/pje/consultapublica/detalheprocessoconsultapublica/documentosemloginhtml.seam?ca=e7a42b30ee6f6d0ff5bb5ab6f2d34

22/10/2015 https://pje.tjdft.jus.br/pje/consultapublica/detalheprocessoconsultapublica/documentosemloginhtml.seam?ca=e7a42b30ee6f6d0ff5bb5ab6f2d34 Poder Judiciário da União TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 2JEFAZPUB 2º Juizado Especial da Fazenda Pública do DF Número do processo: 0706261 95.2015.8.07.0016 Classe judicial:

Leia mais

Da dissolução da sociedade e do vínculo conjugal

Da dissolução da sociedade e do vínculo conjugal Da dissolução da sociedade e do vínculo conjugal Capítulo 3 Da dissolução da sociedade e do vínculo conjugal Leia a lei: arts. 1.571 a 1.582 CC. Como se trata de uma relação de base contratual, o casamento

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em ação de indenização, em que determinada empresa fora condenada a pagar danos materiais e morais a Tício Romano, o Juiz, na fase de cumprimento de sentença, autorizou

Leia mais

1. INTRODUÇÃO AO DIREITO DAS COISAS

1. INTRODUÇÃO AO DIREITO DAS COISAS SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO AO DIREITO DAS COISAS Conceitos iniciais 1.1 Conceito de direito das coisas. A questão terminológica 1.2 Conceito de direitos reais. Teorias justificadoras e caracteres. Análise preliminar

Leia mais

Ações Possessórias e seus aspectos práticoscom base no CPC vigente e no novo CPC. Aula 1. Pedro Kurbhi

Ações Possessórias e seus aspectos práticoscom base no CPC vigente e no novo CPC. Aula 1. Pedro Kurbhi Ações Possessórias e seus aspectos práticoscom base no CPC vigente e no novo CPC Aula 1 Pedro Kurbhi 19 a 22 de outubro de 2015 Plano de Curso 19/10 segunda-feira - Posse: conceito, características, classificação,

Leia mais

Gabarito 1: Gabarito 2: Gabarito 3: Gabarito 4: 87 B 90 B 65 B 65 B PARECER

Gabarito 1: Gabarito 2: Gabarito 3: Gabarito 4: 87 B 90 B 65 B 65 B PARECER Prova Objetiva Disciplina: D6 - DIREITO EMPRESARIAL Gabarito 1: Gabarito 2: Gabarito 3: Gabarito 4: 87 B 90 B 65 B 65 B PARECER Primeiramente, ressalta-se que boa parte dos recursos interpostos pelos candidatos

Leia mais

Documentação Necessária para Certificação e Registro de Imóveis Rurais

Documentação Necessária para Certificação e Registro de Imóveis Rurais Documentação Necessária para Certificação e Registro de Imóveis Rurais Diferença entre Registro, Certidão e Matrícula Diferenças entre Averbar e Registrar Necessidade de Retificar um Registro ( retificação

Leia mais

2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2. Prof. Darlan Barroso - GABARITO

2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2. Prof. Darlan Barroso - GABARITO Citação 2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2 Prof. Darlan Barroso - GABARITO 1) Quais as diferenças na elaboração da petição inicial do rito sumário e do rito ordinário? Ordinário Réu

Leia mais

DO CONCEITO DE USUCAPIÃO

DO CONCEITO DE USUCAPIÃO DO CONCEITO DE USUCAPIÃO Conceito: Usucapião é modo de aquisição da propriedade (ou outro direito real), que se dá pela posse continuada, durante lapso temporal, atendidos os requisitos de lei. LOCALIZAÇÃO

Leia mais

REFLEXOS NO REGISTRO DE IMÓVEIS DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL

REFLEXOS NO REGISTRO DE IMÓVEIS DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL REFLEXOS NO REGISTRO DE IMÓVEIS DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL Maria Aparecida Bianchin Pacheco Registradora de Imóveis de Poxoréu-MT Recentemente a Câmara Federal disponibilizou o texto contendo a redação final

Leia mais

DEPÓSITO. 1. Referência legal do assunto. Arts. 627 a 652 do CC. 2. Conceito de depósito

DEPÓSITO. 1. Referência legal do assunto. Arts. 627 a 652 do CC. 2. Conceito de depósito 1. Referência legal do assunto Arts. 627 a 652 do CC. 2. Conceito de depósito DEPÓSITO O contrato de depósito importa na guarda temporária de um bem móvel pelo depositário até o momento em que o depositante

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO Registro: 2013.0000259028 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento nº 0061195-35.2013.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é agravante CRISTIANO DE BRITO BANDEIRA,

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei: 1 - MP2220/2001 CNDU - http://www.code4557687196.bio.br MEDIDA PROVISÓRIA No 2.220, DE 4 DE SETEMBRO DE 2001. CNDU Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos MEDIDA PROVISÓRIA

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI » Pedro Henrique Meira Figueiredo NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI O ano de 2010 marcou a comunidade jurídica com a divulgação dos tão esperados anteprojetos do novo Código

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DEÍ BRASÍLIA - UniCEUB FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS. 1. Aquisição de Direitos

CENTRO UNIVERSITÁRIO DEÍ BRASÍLIA - UniCEUB FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS. 1. Aquisição de Direitos CENTRO UNIVERSITÁRIO DEÍ BRASÍLIA - UniCEUB FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS Disciplina: DIREITO CIVIL FATOS JURÍDICOS - 3º SEMESTRE Profª: ANA CLÁUDIA A. MOREIRA BITTAR DE DIREITOS AQUISIÇÃO,

Leia mais

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores CHRISTINE SANTINI (Presidente) e CLAUDIO GODOY.

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores CHRISTINE SANTINI (Presidente) e CLAUDIO GODOY. fls. 133 ACÓRDÃO Registro: 2014.0000597809 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento nº 2120157-80.2014.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é agravante EMPRESA FOLHA DA

Leia mais

Gabinete do Conselheiro Antônio Carlos Andrada

Gabinete do Conselheiro Antônio Carlos Andrada Fls. PROCESSO: 837554 NATUREZA: CONSULTA CONSULENTE: ITAMAR ANTÔNIO DINIZ (Diretor do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Três Pontas/MG) PROCEDÊNCIA: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO COLÉGIO RECURSAL DA COMARCA DE SANTOS ACÓRDÃO. Recurso nº 0007220-95.2012.8.26.0562. Registro 2012.0000021251

PODER JUDICIÁRIO COLÉGIO RECURSAL DA COMARCA DE SANTOS ACÓRDÃO. Recurso nº 0007220-95.2012.8.26.0562. Registro 2012.0000021251 fls. 1 Registro 2012.0000021251 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso Inominado nº 0007220-95.2012.8.26.0562, da Comarca de Santos, em que é recorrente L I V - INTERMEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA

Leia mais

PROVA ORAL PONTO II DISCIPLINA: DIREITO CIVIL QUESTÃO 1

PROVA ORAL PONTO II DISCIPLINA: DIREITO CIVIL QUESTÃO 1 DISCIPLINA: DIREITO CIVIL QUESTÃO 1 Discorra sobre a utilização da usucapião como instrumento de defesa em ações petitórias e possessórias. DISCIPLINA: DIREITO CIVIL QUESTÃO 2 Considere que um indivíduo,

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA AGRAVANTE : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA INTERES. : MARIA DE HOLANDA E SILVA E OUTROS EMENTA ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO.

Leia mais

A propositura da ação vincula apenas o autor e o juiz, pois somente com a citação é que o réu passa a integrar a relação jurídica processual.

A propositura da ação vincula apenas o autor e o juiz, pois somente com a citação é que o réu passa a integrar a relação jurídica processual. PROCESSO FORMAÇÃO, SUSPENSÃO E EXTINÇÃO DO FORMAÇÃO DO PROCESSO- ocorre com a propositura da ação. Se houver uma só vara, considera-se proposta a ação quando o juiz despacha a petição inicial; se houver

Leia mais

lllll!lllllllllllll!lllll1!l!lllll!illll!iiiií!ll! 1-01505007*

lllll!lllllllllllll!lllll1!l!lllll!illll!iiiií!ll! 1-01505007* TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SAO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA «., - - A a - REGISTRADO(A) SOB N y ACÓRDÃO., - mi I lllll!lllllllllllll!lllll1!l!lllll!illll!iiiií!ll! 1-01505007*.

Leia mais

LEI Nº 11.441/2007 ESCRITURA PÚBLICA DE INVENTÁRIO E PARTILHA

LEI Nº 11.441/2007 ESCRITURA PÚBLICA DE INVENTÁRIO E PARTILHA SUCESSÕES: LEI Nº 11.441/2007 ESCRITURA PÚBLICA DE INVENTÁRIO E PARTILHA DOCUMENTOS ROTEIRO INTRODUÇÃO DOCUMENTOS NECESSÁRIOS ...una mala política legislativa, consagrada a través del tiempo, no se sabe

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA OITAVA CÂMARA CÍVEL 1 APELAÇÃO CÍVEL 2009.001.27482

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA OITAVA CÂMARA CÍVEL 1 APELAÇÃO CÍVEL 2009.001.27482 1 APELAÇÃO CÍVEL 2009.001.27482 APELANTE: LAUDEMIRA LEONCIA DA SILVA APELADO: LUIZ FELIPE WHYTE DYLONG PROCESSO CIVIL APELAÇÃO ADJUDICAÇÃO COMPULSÓRIA PROMESSA DE CESSÃO DE DIREITOS SOBRE IMÓVEL COM QUITAÇÃO

Leia mais

Edição nº 51/2015 Brasília - DF, quinta-feira, 19 de março de 2015. Corregedoria PROVIMENTO Nº 44, DE 18 DE MARÇO DE 2015. Seção I Disposições Gerais

Edição nº 51/2015 Brasília - DF, quinta-feira, 19 de março de 2015. Corregedoria PROVIMENTO Nº 44, DE 18 DE MARÇO DE 2015. Seção I Disposições Gerais Corregedoria PROVIMENTO Nº 44, DE 18 DE MARÇO DE 2015 Estabelece normas gerais para o registro da regularização fundiária urbana. Seção I Disposições Gerais Art. 1º. O processo e os atos de registro da

Leia mais

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR ATUALIZAÇÃO 9 De 1.11.2014 a 30.11.2014 VADE MECUM LEGISLAÇÃO 2014 CÓDIGO CIVIL PÁGINA LEGISLAÇÃO ARTIGO CONTEÚDO 215 Lei 10.406/2002 Arts. 1.367 e 1.368-B Art. 1.367. A propriedade fiduciária em garantia

Leia mais

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA CÍVEIS FALIMENTARES, DE LIQUIDAÇÕES EXTRAJUDICIAIS, DAS FUNDAÇÕES E DO TERCEIRO SETOR

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA CÍVEIS FALIMENTARES, DE LIQUIDAÇÕES EXTRAJUDICIAIS, DAS FUNDAÇÕES E DO TERCEIRO SETOR CONSULTA N.º 36/2013 CAOP Cível OBJETO: Imóvel Sem Registro Imobiliário Terra Devoluta - Inexistência de Presunção de que se trata de Bem Público Possibilidade de Usucapião pelo Ente Municipal que Detém

Leia mais

PERSONALIDADE JUDICIÁRIA DE ÓRGÃOS PÚBLICOS

PERSONALIDADE JUDICIÁRIA DE ÓRGÃOS PÚBLICOS PERSONALIDADE JUDICIÁRIA DE ÓRGÃOS PÚBLICOS JOSÉ DOS SANTOS CARVALHO FILHO O processo judicial, como instrumento do exercício da função existência de uma pretensão à qual é oposta pretensão contrária (resistência).

Leia mais

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 2ª TURMA RECURSAL JUÍZO C

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 2ª TURMA RECURSAL JUÍZO C JUIZADO ESPECIAL (PROCESSO ELETRÔNICO) Nº201070510020004/PR RELATORA : Juíza Andréia Castro Dias RECORRENTE : LAURO GOMES GARCIA RECORRIDO : UNIÃO FAZENDA NACIONAL V O T O Dispensado o relatório, nos termos

Leia mais

A RELATIVIZAÇÃO DA COISA JULGADA NO PROCESSO CIVIL

A RELATIVIZAÇÃO DA COISA JULGADA NO PROCESSO CIVIL 519 A RELATIVIZAÇÃO DA COISA JULGADA NO PROCESSO CIVIL Wantuil Luiz Cândido Ho/z' RESUMO: Trata-se de estudo acerca da viabilidade da relativização da coisa julgada, em especial diante de decisões injustas.

Leia mais

Direito das Sucessões Parte I. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Direito das Sucessões Parte I. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Direito das Sucessões Parte I Sucessão - Etimologia Sucessão Successio, de succedere. Relação de ordem, de continuidade. Uma sequência de fato e de coisas. O que vem em certa ordem ou em certo tempo. Sucessão

Leia mais

TEORIA GERAL DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS

TEORIA GERAL DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS Programa de Pós-Graduação em Direito Processual Civil Tema: TEORIA GERAL DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 1 I - CONCEITO a) Espécie de procedimento (de conhecimento) Processo de Conhecimento Procedimento Comum

Leia mais

A Constituição Federal, em seu art. 5º, LXXVI, confere a gratuidade do registro civil de nascimento aos reconhecidamente pobres.

A Constituição Federal, em seu art. 5º, LXXVI, confere a gratuidade do registro civil de nascimento aos reconhecidamente pobres. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO CONVERTIDO EM PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. REGISTRO DE NASCIMENTO. AVERBAÇÃO DE PATERNIDADE RECONHECIDA VOLUNTARIAMENTE. GRATUIDADE. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. A Constituição

Leia mais

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário 196 Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário Luiz Alberto Carvalho Alves 1 O direito de propriedade consiste nos atributos concedidos a qualquer sujeito de direito, de usar, gozar, fruir e

Leia mais

INTERVENÇÃO NA PROPRIEDADE PARTE IV ROTEIRO DE AULA

INTERVENÇÃO NA PROPRIEDADE PARTE IV ROTEIRO DE AULA INTERVENÇÃO NA PROPRIEDADE PARTE IV ROTEIRO DE AULA DESAPROPRIAÇÃO Procedimento: a) fase declaratória: Momento em que o Poder Público manifesta sua vontade na futura desapropriação. Caracteriza-se pela

Leia mais

Conteúdo: Direito das Coisas: Posse: Conceito de Possuidor; Teorias da Posse; Natureza Jurídica; Composse; Detenção. - DIREITO DAS COISAS

Conteúdo: Direito das Coisas: Posse: Conceito de Possuidor; Teorias da Posse; Natureza Jurídica; Composse; Detenção. - DIREITO DAS COISAS Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Civil (Reais) / Aula 16 Professor: Rafael da Motta Mendonça Conteúdo: Direito das Coisas: Posse: Conceito de Possuidor; Teorias da Posse; Natureza Jurídica; Composse;

Leia mais

16ª VARA DO TRABALHO DE SALVADOR/BA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA N. 0000429-36.2012.5.05.0016-RTOrd SENTENÇA

16ª VARA DO TRABALHO DE SALVADOR/BA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA N. 0000429-36.2012.5.05.0016-RTOrd SENTENÇA 16ª VARA DO TRABALHO DE SALVADOR/BA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA N. 0000429-36.2012.5.05.0016-RTOrd SENTENÇA RECLAMANTE: SINDADOS-BA SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS E ÓRGÃOS PÚBLICOS DE PROCESSAMENTO

Leia mais

Propriedade X Posse Propriedade é matéria de direito e posse é matéria de fato.

Propriedade X Posse Propriedade é matéria de direito e posse é matéria de fato. DIREITOS REAIS Posse = corpus = conduta de dono (art.1196 C.C. Teoria Objetiva de Ihering) Propriedade X Posse Propriedade é matéria de direito e posse é matéria de fato. Excepcionalmente um proprietário

Leia mais

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011.

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011. Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011. Ementa: Direito Administrativo e tributário. Desapropriação de imóvel urbano Responsabilidade pelo pagamento da dívida de IPTU e Compensação com o valor a ser recebido

Leia mais