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1 Abordagem do Dependente Químico: papel do consultor Alessandra Mendes Calixto Enfermeira

2 Papel do consultor em dependência química

3 Como surge o papel do consultor 1912: Courtney Baylor foi treinado por Elwood Worcester que foi um clérigo episcopal em Boston, Massachusetts. Professor universitário de filosofia que contribuiu muito para recuperação de alcoolistas e foi fundamental para orientação espiritual de W.Bill na construção dos 12 passos de A.A. e na recuperação de alcoolistas.

4 1920: Dr. Auguste-Henri Forel (Suíço) treinou um sapateiro para cuidar de alcoolistas.

5 1953: Surge o curso técnico em Alcoholic Counselor Univ. Minessota

6 1976: Dr. Sérgio de Paula Ramos vai ao Canadá e EUA para um treinamento em tratamento do alcoolismo e conheceu o profissional alcoholic counselor e trouxe para o Brasil o programa de Hazelden USA (modelo Minessota)

7 1978: o primeiro consultor em dependência química a receber esse título foi Arnaldo Woitowitz na Clínica Pinel quando dirigida pelo Dr. Marcelo Blaya.

8

9 O que fazem os consultores em dependência química? É o profissional que atua em programas e/ ou serviços de recuperação e de reinserção social de pessoas com transtornos decorrentes do uso ou do abuso de substâncias psicoativas.

10 Compõe equipes multidisciplinares, juntamente com os diversos profissionais de nível superior da área da Saúde e de Serviço Social, em hospitais, em clínicas de reabilitação e em comunidades terapêuticas em geral.

11 Presta serviços sociais, orientando indivíduos com relação alterada com substância psicoativa, as respectivas famílias, comunidades e instituições públicas e/ ou privadas, a respeito de questões de saúde em relação à dependência química.

12 O objetivo das intervenções pode ser a abstinência total de substâncias ou redução de danos. Deve ficar claro o objetivo da abordagem. Intervenção de grupo e individual dos sujeitos em tratamento. Intervenção de família e comunidade que buscam orientação não necessariamente tratamento. Construir plano de abstinência. Orientar para prevenção da recaída. Trabalhar para prevenção da recaída e reorganização/reinsersão.

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14 Características do usuário de substâncias psicoativas

15 Alguns recusam-sese a admitir a relação entre seu consumo de substâncias e as complicações relacionadas, mas aceitam permanecer em tratamento devido a existência de problemas clínicos e ou familiares, financeiros.

16 A existência de comorbidade psiquiátrica pode contribuir para evolução negativa do quadro de dependência. Os mecanismos mais usados são racionalização, a negação e a projeção. a

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18 A dependência química não é uma condição imutável, todo dependente pode ser motivado para a mudança. Não há prognóstico em dependência química.

19 Deve-se evitar confrontos e só estimular as mudanças compatíveis como estado motivacional do paciente, utilizando o bom senso. Aqui e agora. Coisas simples.

20 Boa parte dos dependentes químicos entram em contato com o sistema de saúde devido a complicações decorrentes do consumo, sendo assim o médico generalista é o primeiro contato. O acompanhamento pode auxiliar na motivação para recuperação.

21 Trabalhando com grupos em dependência química O grupo aparece com uma percepção global dos elementos relacionados ao uso de substâncias, o grupo de iguais é um contato com a realidade onde é possível ser sujeito ativo, onde se pode elaborar estratégias e táticas, onde se pode intervir nas situações provocando transformações.

22 UNIDADE DE DEPENDÊNCIA QUÍMICA Sala de Grupos

23 Femme em Vert Picasso Mudança no estilo de vida

24 Grupos A abordagem grupal deve incluir aspectos psico-educacionais sobre álcool e drogas, bem como sobre o estilo de vida relacionada. O processo de grupo privilegia a interdependência entre os integrantes, tendo como meta o estabelecimento de relações sociais saudáveis voltadas para a abstinência e a reabilitação.

25 Grupos Os grupos são como campos dinâmicos, onde circulam em todos os níveis, uma rede de necessidades, desejos, afetos e ansiedades, o trabalho da objetiva colocar em cena, tanto quanto possível, o que vem sendo um impedimento do viver criativo. A partir de um atendimento direcionado nesse sentido. Através do fazer potencializar as capacidades de autonomia, de forma a ampliar os recursos culturais, de circulação e inclusão social. ( FIGLIE,2004)

26 Grupo O que educa as pessoas é aquilo que elas mesmas realizam e não o que recebem - as pessoas modificam-se unicamente através da sua própria iniciativa. (Vygotsky,1988)

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28 Grupo Podemos dizer que estrutura, funçäo, coesäo e finalidade, juntamente com o número determinado de integrantes, configuram a situação grupal que tem seu modelo natural no grupo familiar. Pichon-Rivière

29 Espera-sese que um bom grupo signifique que se pode aprender, que seja um espaço próprio e de liberdade, onde pode ocorrer uma experiência reparatória que muitas vezes se vive como bastante agressivo - fantasia do grupo como refúgio.

30 A repetição no grupo é provocada por dificuldades de aprendizagem e comunicação corrigir as dificuldades e obstáculos que não puderam ser resolvidos/encarados na origem é essencial.

31 Mecanismos de resistência grupal Medo da perda: medo de perder o que se tem Marco referencial prévio, benefícios secundários do sintoma, adaptações passivas Medo do ataque: medo frente ao desconhecido Podemos não estar instrumentalizados para lidar com o novo.

32 Resistência a mudanças Faz surgir um processo contraditório e confusional em determinados momentos do grupo, dificultando a sua operatividade no sentido de suas metas, nesse caso prevenção da recaída.

33 Aprender em grupo Uma nova leitura da realidade e apropriação ativa da mesma, no aqui, agora e comigo. O sujeito deixa de ser espectador e passa a ser protagonista de sua história e da história do grupo.

34 Vínculo Cada pessoa se relaciona de acordo com seus modelos, de acordo com suas matrizes de aprendizagem (família), repetindo padrões, resistindo que algo verdadeiramente novo aconteça. Se repete no grupo como a pessoa aprendeu a construir e conservar vínculos.

35 Aspectos trabalhados em grupo Craving. Ansiedade. Recaída. Comportamento. Conduta. Disciplina. Responsabilidade. Adesão ao tratamento. primordialmente

36 Dificuldades no manejo do dependente químico Rotina Limites Conduta Comorbidades Disfunções familiares Alterações clínicas

37 Dificuldades no manejo do dependente químico Juízo critico prejudicado Alterações de humor Mecanismos de defesa utilizados: negação, racionalização e projeção Agitação Recaída

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39 Modelos grupais Auto-ajuda. Psicoeducação. Operativo. Psicoterapico. Espirituais/ religiosos

40 Espiritualidade

41 Experimentar os doze passos "Quando tudo o mais falha", diz o velho médico da aldeia, "siga as instruções".

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44 Não preciso me drogar para ser um gênio; Não preciso ser um gênio para ser humano; Mas preciso do seu sorriso para ser feliz. Charles Chaplin

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