Relatório do Inquérito aos Turistas sobre os Estabelecimentos Comerciais CO-FINANCIADO POR:

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1 1ª AVENIDA DINAMIZAÇÃO ECONÓMICA E SOCIAL DA BAIXA DO PORTO Relatório do Inquérito aos Turistas sobre os Estabelecimentos Comerciais CO-FINANCIADO POR: Unidade de Gestão de Área Urbana Setembro 2013

2 Agradecimentos Agradece-se o contributo de: Margarida Mesquita Guimarães Maria Barros Paulo de Queiroz Valença Sofia Martins Agradece-se o apoio de: Câmara Municipal do Porto Departamento Municipal do Turismo Hotel Intercontinental Palácio das Cardosas Hotel Internacional Hotel Pão de Açúcar Hotel Paris Residencial Vera Cruz UGAU Unidade de Gestão de Área Urbana Página 1

3 Índice 1. Introdução Síntese do levantamento realizado e principais resultados Caracterização da amostra perfil do turista Apreciação sobre o comércio local Conclusão Índice de Tabelas Tabela 1: Estrutura do inquérito realizado... 4 Índice de Figuras Figura 1: Mapa da área de intervenção do Projeto 1ª Avenida... 3 Índice de Gráficos Gráfico 1: Número de inquiridos, por faixas etárias, em percentagem, relativos ao estudo de 2012 (à esquerda) e ao estudo de 2013 (à direita)... 5 Gráfico 2: Número de inquiridos por género, em percentagem, no ano de 2012 (à esquerda) e no ano de 2013 (à direita)... 5 Gráfico 3: Habilitações académicas dos inquiridos, em percentagem, do ano de 2012 (à esquerda) e do ano de 2013 (à direita)... 5 Gráfico 4: Número de inquiridos, por nacionalidade, no ano de 2012 (a vermelho) e de 2013 (a azul)... 6 Gráfico 5: Conhecimento da Baixa Portuense por parte dos inquiridos, em percentagem, no ano de 2012 (à esquerda) e no ano de 2013 (à direita)... 6 Gráfico 6: Motivo da deslocação à Baixa Portuense, em número de inquiridos, no ano de 2012 (à esquerda) e no ano de 2013 (à direita)... 7 Gráfico 7: Tempo médio da estadia na Baixa Portuense, em percentagem de inquiridos, no ano de 2012 (à esquerda) e no ano de 2013 (à direita)... 7 Gráfico 8: Pontuação atribuída por média ponderada do nível de interesse das lojas visitadas no ano de 2012 (a cor de laranja) face ao ano de 2013 (a lilás)... 8 Gráfico 9: Opinião relativamente à oferta de produtos, em percentagem de inquiridos, relativamente ao ano 2012 (à esquerda) e ao ano 2013 (à direita)... 8 Gráfico 10: Opinião relativamente aos horários de abertura, em percentagem, do ano 2012 (à esquerda) e do ano 2013 (à direita)... 9 Gráfico 11: Opinião relativamente à experiência no atendimento, em percentagem, no ano de 2012 (à esquerda) e no ano de 2013 (à direita)... 9 UGAU Unidade de Gestão de Área Urbana Página 2

4 1. Introdução 1ª AVENIDA Relatório do Inquérito aos Turistas sobre os À semelhança do estudo realizado no ano de 2012, no âmbito do Projeto 1ª Avenida, o presente estudo baseia-se na consulta aos turistas que visitam a área de intervenção através de inquéritos realizados no período de maior afluência turística. Para tal, contou-se com o apoio de vários hotéis locais, 2 postos de turismo, bem como a possibilidade de preenchimento de inquéritos via on-line e via presencial. Foram inquiridos um total de 180 turistas, no decurso dos meses de julho a setembro de 2013, que é o período em que mais turistas visitam a cidade. É, assim, possível alcançar uma amostra mais diversificada, permitindo obter uma referenciação sólida para o período em causa, e produzindo uma perspetiva alargada relativamente à apreciação destes quanto ao comércio local. Permite-se, portanto, dotar os gestores desta área de um leque mais abrangente de conhecimentos acerca do perfil do turista que nos visita, bem como obter uma avaliação por parte destes acerca do comércio local. Tendo em consideração a atual importância que o turismo representa para o território central da cidade, incluindo o seu Centro Histórico e Baixa, torna-se indispensável compreender quais os maiores desafios e oportunidades a enfrentar no mercado turístico, de forma a se adaptarem e consolidarem estratégias de revitalização das dinâmicas comerciais, neste caso, na zona de intervenção da operação 1ª Avenida, conforme apresentada no mapa da Figura 1. Figura 1: Mapa da área de intervenção do Projeto 1ª Avenida UGAU Unidade de Gestão de Área Urbana Página 3

5 O presente trabalho surge a par do Relatório do Inquérito aos Estabelecimentos Comerciais, que se encontra também em curso, expondo um conjunto de conclusões resultantes da análise dos inquéritos recolhidos, as quais deverão ser consideradas no âmbito da monitorização contínua que a Unidade de Gestão de Área Urbana dos Aliados desenvolve. 2. Síntese do levantamento realizado e principais resultados A análise tem por base as questões levantadas no inquérito, na sua versão em português e inglês, e aqui identificadas na Tabela 1, tendo em conta uma amostra que inclui 180 questionários preenchidos pelos turistas. Tomaremos como referência a análise de 2012 referente a 132 turistas inquiridos, podendo assim ser realizada uma análise comparativa entre 2012 e Perfil do Turista Opinião sobre o Comércio Local Número Questões 1º Faixa etária 2º Sexo 3º Habilitações Académicas 4º Nacionalidade 5º Já conhecia a Baixa do Porto? 6º Motivo da visita ao Porto 7º Duração da visita (N.º de dias) 8º Nível de interesse das lojas visitadas 9º Qual a sua opinião sobre a oferta de produtos? 10º Qual a sua opinião sobre os horários? 11º Qual a sua opinião sobre os atendimentos? 12º Sugestões para melhorar o comércio local Tabela 1: Estrutura do inquérito realizado Decorrente da análise dos questionários recolhidos, apresentamos de seguida um breve resumo das conclusões deles resultantes Caracterização da amostra perfil do turista Desde logo, é possível caracterizar a nossa amostra como compreendendo indivíduos nas faixas etárias dos e anos de idade, seguindo-se os indivíduos entre os 31 e os 49 anos de idade e, por último, os que possuem mais de 70 anos de idade, como se pode verificar no Gráfico 1, à direita, ao contrário do estudo de 2012, gráfico à esquerda, ano em que o maior número de inquiridos se situava na faixa etária dos 31 aos 49 anos de idade. UGAU Unidade de Gestão de Área Urbana Página 4

6 Gráfico 1: Número de inquiridos, por faixas etárias, em percentagem, relativos ao estudo de 2012 (à esquerda) e ao estudo de 2013 (à direita) Os inquiridos são, na sua maioria, do sexo feminino (54%), muito embora a diferença para o sexo masculino seja pouco significativa, fator que se mantém relativamente ao ano anterior. Gráfico 2: Número de inquiridos por género, em percentagem, no ano de 2012 (à esquerda) e no ano de 2013 (à direita) No que se refere às habilitações académicas, a grande maioria dos inquiridos são licenciados, seguindo-se os detentores do ensino secundário. De notar que o volume de indivíduos que não respondeu a esta questão é relativamente elevado, perto de 10%. Gráfico 3: Habilitações académicas dos inquiridos, em percentagem, do ano de 2012 (à esquerda) e do ano de 2013 (à direita) UGAU Unidade de Gestão de Área Urbana Página 5

7 Mais de vinte países estão representados nesta amostra, sendo que 18% é de origem alemã e 13% francesa, seguindo-se os portugueses (8%) e os espanhóis (7.77%). Ao contrário do ano passado, turistas oriundos do Brasil fizeram-se notar menos, cerca de 3% este ano face aos 13% do ano passado. Gráfico 4: Número de inquiridos, por nacionalidade, no ano de 2012 (a vermelho) e de 2013 (a azul) No que diz respeito ao conhecimento da Baixa Portuense, cerca de um quarto dos inquiridos respondeu que já conhecia, notando-se um crescimento no número de turistas que visita a cidade pela primeira vez (de 67% em 2012 para 76% em 2013). 1% 32% Sim Não 67% n.r. Gráfico 5: Conhecimento da Baixa Portuense por parte dos inquiridos, em percentagem, no ano de 2012 (à esquerda) e no ano de 2013 (à direita) UGAU Unidade de Gestão de Área Urbana Página 6

8 Relativamente ao motivo da visita, cerca de 96% dos inquiridos afirmou que vinha em lazer, aumentando a tendência face ao ano de 2012 em que cerca de 82% respondeu o mesmo. Gráfico 6: Motivo da deslocação à Baixa Portuense, em número de inquiridos, no ano de 2012 (à esquerda) e no ano de 2013 (à direita) Em consequência do grande número de inquiridos que respondia que a estadia era de 4 a 5 dias e, uma vez que existia um grande intervalo entre a classe anterior e a classe seguinte do inquérito (2 a 3 dias / 1 semana), houve necessidade de se acrescentar a classe 4 a 5 dias. A tendência mantém-se face ao ano anterior, tendo a grande maioria dos inquiridos respondido que a duração da sua visita seria de 2 a 3 dias (56% face aos 69% de 2012) e apenas 4% respondido mais de uma semana. Gráfico 7: Tempo médio da estadia na Baixa Portuense, em percentagem de inquiridos, no ano de 2012 (à esquerda) e no ano de 2013 (à direita) 2.2. Apreciação sobre o comércio local O objetivo principal do presente estudo foi avaliar a apreciação dos turistas relativamente ao comércio local da zona de intervenção do Projeto 1ª Avenida, enquadrado na Baixa Portuense. Assim, relativamente à cotação dada aos estabelecimentos comerciais já visitados pelos inquiridos, numa escala de 1 a 5, foi pedido que classificassem o interesse de cada estabelecimento, sendo o número 5 o mais interessante. Ao contrário de 2012, em que a grande maioria dos estabelecimentos receberam a classificação de 4, tendo a mais baixa sido atribuída às lojas de Urban Wear e de Design, as respostas do presente estudo sugeriram, na sua generalidade, uma média de 3.8, revelando UGAU Unidade de Gestão de Área Urbana Página 7

9 um interesse médio pelos estabelecimentos disponíveis, tendo a classificação mais alta sido atribuída às Garrafeiras (4.2) e a mais baixa aos artigos Têxtil Lar (2.8), conforme se pode verificar no Gráfico 8. É de ressalvar o grande número de inquiridos que usufruía somente de cafés e restaurantes, referindo não ter qualquer contacto com o comércio ou não respondendo sequer a esta questão, colocando na opção Outros locais como mercados, livrarias, monumentos e museus. Gráfico 8: Pontuação atribuída por média ponderada do nível de interesse das lojas visitadas no ano de 2012 (a cor de laranja) face ao ano de 2013 (a lilás) A opinião relativamente à oferta de produtos nos estabelecimentos comerciais visitados, foi bastante mais positiva do que no ano de 2012, tendo 59% dos inquiridos respondido que foi bastante fácil encontrar o que queria e gostava, face aos 29% anteriores. Gráfico 9: Opinião relativamente à oferta de produtos, em percentagem de inquiridos, relativamente ao ano 2012 (à esquerda) e ao ano 2013 (à direita) UGAU Unidade de Gestão de Área Urbana Página 8

10 O horário de funcionamento das lojas foi um dos aspetos a melhorar mais apontados pelos turistas que visitam a área de intervenção durante o período do fim-de-semana, nomeadamente, quanto ao fecho das lojas e aos horários reduzidos nesses dias. Outro fator menos positivo apontado pelos turistas foi o fato das lojas fecharem durante a hora de almoço. Ainda assim, a grande maioria achou os horários bastante flexíveis (64%), tendo apenas 3% respondido que não conseguiu encontrar as lojas abertas, o que contrasta com as estatísticas do ano passado, em que apenas 22% dos inquiridos achou os horários bastante flexíveis. A par desta observação, deve ser tida em conta a faixa etária predominante em cada um dos anos em análise. Gráfico 10: Opinião relativamente aos horários de abertura, em percentagem, do ano 2012 (à esquerda) e do ano 2013 (à direita) No que diz respeito ao atendimento, 63% dos inquiridos atribui nota máxima ao atendimento e 19% considera que os comerciantes foram amáveis e os ajudaram no que precisaram. Já no ano de 2012, apenas 33% achou o atendimento efetivamente excelente. Esta informação deve ser também analisada juntamente com a faixa etária predominante em cada um dos estudos. Gráfico 11: Opinião relativamente à experiência no atendimento, em percentagem, no ano de 2012 (à esquerda) e no ano de 2013 (à direita) UGAU Unidade de Gestão de Área Urbana Página 9

11 3. Conclusão O presente estudo procurou avaliar a experiência dos turistas na Baixa do Porto no tocante à visita aos estabelecimentos comerciais da zona de intervenção da operação 1ª Avenida Dinamização económica e social da Baixa do Porto. A apreciação deixada pelos turistas, numa amostra bastante diversificada em termos de nacionalidades e que respeitou a época alta de procura turística, é bastante positiva, denotando-se uma evidente satisfação pelos estabelecimentos comerciais que aqui encontram. Contudo, apesar de esta análise ser transversalmente positiva, os inquiridos não deixam de apontar algumas sugestões em resposta à 12ª questão do inquérito, a qual permite aferir dos constrangimentos que os mesmos evidenciam quando avaliam a sua experiência de visita à Baixa do Porto. Destaca-se assim, além das sugestões já apontadas anteriormente, a necessidade de mais limpeza, iluminação e melhoria da sinalização informativa, tanto para locais históricos como para os próprios postos de turismo, nomeadamente em inglês e francês. É apontada ainda a necessidade de reabilitação dos edifícios, mantendo-se a originalidade e a identidade do local e das lojas mais antigas. Regista-se ainda que os inquiridos apontam a falta de um supermercado na zona e de instalações sanitárias públicas. Apontam ainda o prolongamento dos horários dos estabelecimentos até às 20h, incluindo farmácias, e a necessidade de melhorar a apresentação das montras dos estabelecimentos comerciais, diversificar a oferta e melhorar a qualidade dos produtos, nomeadamente, aumentar o número de lojas de produtos locais e tipicamente portugueses. Para melhorar a situação do horário de funcionamento dos estabelecimentos, uma das soluções apontadas terá sido a da elaboração de um mapa com as zonas comerciais e informações dos horários de abertura e fecho. Tal como em anteriores relatórios, as conclusões aqui apresentadas servem de guia ao trabalho desenvolvido pela Unidade de Gestão de Área Urbana dos Aliados, no âmbito da monitorização sobre este território, de forma a avaliar as necessidades e os problemas que aqui se encontram, e procurando assim melhor responder aos desafios que se colocam. UGAU Unidade de Gestão de Área Urbana Página 10

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