P refeitu ra d o M u n icíp io d e L o n d rin a E stad o d o P araná

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1 P refeitu ra d o M u n icíp io d e L o n d rin a E stad o d o P araná DECRETO N 526 DE 30 DE MAIO DE 2011 SÚMULA: Dispõe sobre a concessão de licença para tratamento de saúde do servidor e para o acompanhamento de pessoa de sua família. O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE LONDRINA, ESTADO DO PARANÁ, no uso de suas atribuições legais e em face do contido na Lei 4.928/92 (Estatuto do Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Município de Londrina), D E C R E T A : Art.1º Para efeito deste decreto, considera-se perícia oficial em saúde, a avaliação técnica presencial de questões relacionadas à saúde do servidor e à sua capacidade laboral, bem como a necessidade da presença do servidor, para acompanhamento de pessoa da família, realizada por perito formalmente designado pelo Município. Art.2º O servidor, portador de atestado de providência médica, odontológica ou psicológica, com período superior a três dias, deverá submeter-se à perícia oficial, através de agendamento prévio, na Diretoria de Gestão de Saúde Ocupacional, a qual promoverá a tramitação do processo junto à Administração Pública Municipal. 1º Atestados que, somados, compreendam mais de três dias no mês, deverão cumprir o disposto no caput deste artigo, devendo o servidor, apresentá-los, quando da realização da perícia oficial. 2º Nos casos em que o afastamento do servidor for sucessivo, os dias intercalados, compreendendo sábados, domingos, feriados e aqueles em que não haja expediente, serão igualmente computados, para fins de emissão de Perícia Oficial do Município.

2 3º Quando o atestado, emitido a favor do servidor, contemplar o(s) dia(s) final (is) de um mês e o(s) dia(s) inicial (is) do mês subsequente, deverá ser considerado como único e pertencente ao mês em que se iniciou o afastamento. 4º A conclusão do exame pericial será comunicada por meio do documento de Perícia Oficial da PML que será elaborado e entregue ao servidor, o qual deverá encaminhá-lo diretamente à sua chefia imediata. 5 O documento de que trata o 4º, deverá ser encaminhado à Diretoria de Gestão de Pessoas, por ocasião da entrega do cartão ponto, quando se tratar de servidores da Administração Direta, e aos respectivos órgãos de gestão de pessoas das autarquias, quando se tratar de servidores da Administração Indireta. 6º Em casos de tratamentos contínuos e a critério da perícia oficial do Município, poderão ser aceitas declarações de outros profissionais da área da saúde, desde que com profissões regulamentadas e existência de conselho. 7 O servidor deverá apresentar ao serviço de perícia, no ato da inspeção, além do atestado original, documentos comprobatórios, tais como: receitas, exames complementares e relatórios médicos pertinentes à(s) doença(s) que acometem o servidor. Art.3º Os atestados apresentados à perícia oficial, por servidor, para terem eficácia plena, deverão: I - Serem apresentados em seu original; II - Especificar o tempo de afastamento sugerido pelo profissional que assiste o servidor, ou pessoa de sua família, por extenso e numericamente; III - Conter o código da Classificação Internacional de Doenças CID; IV - A identificação do profissional, mediante assinatura e carimbo ou número de registro no conselho de classe; V - Não apresentar quaisquer rasuras nos itens que compõem o atestado e serem escritos de forma plenamente legíveis e compreensíveis. 1º A citação do código do CID tem por objetivo não pairar dúvidas a respeito da conclusão diagnóstica. 2º Caso o atestado não contenha o código do CID, fica a critério da perícia oficial do Município, a aceitação do mesmo. Art.4º Para fins de agendamento de perícia oficial, de que trata o Art. 2º deste decreto, especificamente, serão observados os seguintes critérios: 2

3 I O servidor, portador de atestado com período superior a três dias, deverá agendar a perícia oficial no prazo máximo de 3 (três) dias úteis, contados da data de início do afastamento. II - O servidor, portador de atestados que, somados, ultrapassem três dias no mês, deverá efetuar o agendamento da perícia oficial, no prazo máximo de 3(três) dias úteis, contados da data de início do último afastamento. III - Quando houver a impossibilidade de agendamento direto, o servidor deverá informar sua chefia imediata que, por sua vez, cientificará a Diretoria de Gestão de Saúde Ocupacional, solicitando o agendamento da perícia, em prazo não superior a cinco dias úteis, contados do início do afastamento, obedecendo aos critérios discriminados nos incisos I e II deste artigo. 1º A solicitação para agendamento de perícia oficial, pela chefia imediata do servidor, deverá ser feita por meio de Comunicação Interna, quando se tratar de Órgãos pertencentes à Administração Direta, ou por Ofício, quando da Administração Indireta, e enviado, dentro do prazo estipulado no parágrafo anterior, à Diretoria de Gestão de Saúde Ocupacional, que efetuará o registro no Sistema de Dados. 2º Na Comunicação expedida pela chefia, obrigatoriamente, deverão constar o nome, a matrícula e o local de trabalho do servidor, informações de contato do servidor e da sua chefia imediata e as relativas ao afastamento, como: início e tempo de afastamento sugerido pelo profissional que assiste o servidor ou pessoa de sua família; se o(s) atestado(s) é(são) de providência médica, odontológica, psicológica, ou referente a tratamentos complementares. 3º É facultado, à chefia do servidor, a utilização dos formulários, Comunicado de Agendamento de Perícia Oficial Chefia Imediata/Administração Direta e Comunicado de Agendamento de Perícia Oficial Chefia Imediata/Administração Indireta respectivamente, anexos I e II do presente decreto. 4º A Diretoria de Gestão de Saúde Ocupacional pronunciar-se-á a respeito do agendamento solicitado pela chefia, num prazo máximo de 2 (dois) dias úteis, após o recebimento da comunicação, informando sua decisão ao servidor, através de meio telefônico, eletrônico ou fax, procedendo à anotação no próprio documento recebido. 5º Na impossibilidade de contato direto com o servidor, a Diretoria de Gestão de Saúde Ocupacional comunicará a data e hora da perícia à chefia solicitante do agendamento. Art.5º O Serviço de Perícia Oficial atestará, por meio de registro em seu Sistema de Dados, a data e hora da solicitação do agendamento, bem como da Perícia a ser realizada, ficando o servidor comprometido a comparecer no dia e horário 3

4 acordados, munido do(s) atestado(s) original (is) e outros documentos afins, conforme determina o 1º e 7º do Artigo 2º, deste decreto. Parágrafo único O servidor que, após ter efetivado seu agendamento na DGSO, não puder comparecer no dia e/ou horário acordados, deverá solicitar o reagendamento da perícia, antes do horário determinado, sob pena de não mais poder realizá-lo, nos termos do artigo 4º deste decreto. Art.6º O servidor, portador de atestado(s) de providência médica, odontológica ou psicológica, cujo(s) período(s) seja(m) inferior(es) ou igual(is) a três dias no mês, deverá fazer o registro no Ponto Eletrônico, no primeiro dia de retorno ao trabalho e, ao final do mês, entregá-lo(s) à sua chefia. 1º No(s) atestado(s), a que se refere o caput deste artigo, deverão constar a identificação do servidor, a identificação do profissional, mediante assinatura e carimbo ou número de registro no conselho de classe, o código da Classificação Internacional de Doenças - CID e o tempo de afastamento. 2º Ao servidor, é assegurado o direito de não autorizar a especificação do CID em seu(s) atestado(s), hipótese em que deverá submeter-se à perícia oficial, ainda que o afastamento não exceda o prazo de três dias. Art.7º Quando houver necessidade do servidor submeter-se ou acompanhar pessoa da família a tratamento odontológico, acupuntura, psicoterapia, fonoaudiologia, fisioterapia, hidroterapia e outros tratamentos complementares, estes deverão ocorrer fora do horário de trabalho. 1º Na impossibilidade desse(s) tratamento(s) ser(em) realizado(s) fora do horário de trabalho, o servidor deverá agendar, previamente, perícia oficial, a qual fará a análise do fato e, caso seja comprovada a necessidade do servidor, deverá ser emitida autorização, para que esse possa se ausentar durante o horário de expediente. 2º No ato da perícia oficial, o servidor deverá apresentar a solicitação de tratamento feita pelo médico, dentista ou psicólogo assistente, contendo o diagnóstico e o tempo provável de tratamento. 3º Ficará a cargo da perícia oficial, a dispensa do documento citado no parágrafo anterior, para os procedimentos já iniciados, quando da publicação deste decreto. 4º A perícia oficial do Município emitirá a autorização e determinará o prazo e/ou a quantidade de sessões. 4

5 5º O comprovante de realização do tratamento, justificando a ausência ao trabalho, deverá ser entregue diretamente à chefia, a qual ficará responsável pelo controle da frequência do servidor. 6º Em havendo alteração no tratamento ou esgotado o prazo autorizado pela perícia oficial do Município, o servidor deverá ser submetido à nova avaliação pericial. Art.8º A realização de consultas ou exames de diagnósticos do servidor ou seu acompanhamento à pessoa da família deverão ocorrer fora do horário de trabalho. 1º De modo excepcional, caso não seja possível a realização da consulta e/ou exames de diagnósticos fora do horário de expediente do servidor, será abonado o horário referente ao período da consulta ou exame e ao deslocamento do local de trabalho ao consultório e vice-versa, desde que haja o cumprimento de pelo menos 2/3 (dois terços) da jornada de trabalho diária e a apresentação de atestado médico referendado pela chefia imediata. 2º Para os servidores com carga horária superior a 6 horas diárias, incluindo-se os detentores de dois vínculos, e para aqueles cujo tratamento esteja relacionado a acidente em serviço, será abonado o horário referente ao período da consulta ou exame e ao deslocamento do local de trabalho ao consultório e vice-versa, mediante a apresentação do atestado médico referendado pela chefia. 3º Em atenção ao determinado no caput e parágrafos deste artigo, poderá ser substituída, a apresentação do atestado médico por declarações emitidas por laboratórios, unidades básicas de saúde ou profissionais legalmente habilitados. Art.9º Licenças por motivo de doença em pessoa da família serão concedidas, provando-se ser indispensável à assistência pessoal do servidor e não podendo ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo, observado o disposto no Artigo 110 da Lei 4.928/92. Parágrafo Único. A necessidade da licença será provada, mediante atestado ou laudo médico que a justifique e perícia do Serviço Social da Diretoria de Gestão de Saúde Ocupacional, obedecendo aos prazos e demais preceitos deste decreto, ficando, a critério da Perícia de Serviço Social, o encaminhamento do caso à perícia das demais áreas. Art.10 Nas licenças médicas, psicológicas ou odontológicas, o tempo de afastamento fornecido pelo profissional assistente no atestado é apenas uma sugestão, sendo que o período de permanência em licença fica a critério soberano da perícia oficial do Município ou da Junta Médica Pericial, podendo, a quantidade de dias, ser em número igual, superior ou inferior ao indicado pelo profissional assistente. 5

6 6 Art.11 Nos casos de afastamento superior a noventa dias, consecutivos ou alternados, no período de 12 meses, do próprio servidor, o mesmo poderá ser submetido à Junta Médica Pericial da Prefeitura do Município Londrina, a qual avaliará a capacidade laborativa do servidor. 1º Ficará a cargo da perícia oficial do Município, a solicitação de Junta Médica Pericial; 2º É obrigatório ao servidor, quando devidamente convocado, se submeter à Junta Médica Pericial; 3º A Junta Médica Pericial deverá ser formada por, no mínimo, 3(três) peritos oficiais do Município e nomeada por ato administrativo; Pericial; 4º A Junta Médica Pericial emitirá decisão, através de Laudo Médico 5º O Laudo expedido pela Junta Médica da CAAPSML não substituirá o documento de Perícia Oficial do Município, quando a decisão for pelo afastamento do servidor. Art.12 Toda licença concedida, dentro de sessenta dias do término de outra da mesma espécie, será considerada como prorrogação. Art.13 Em estrita observância ao artigo 104 e parágrafos correspondentes da Lei n.º 4.928/92 Estatuto do Servidor, a licença maternidade será avaliada pela perícia oficial do município, que determinará a data de início da licença, a qual poderá ser concedida a partir do primeiro dia do nono mês de gravidez, de acordo com as condições físicas da servidora gestante, sempre buscando preservar o bem estar da criança e da mãe Art.14 Não serão aceitos atestados médicos referentes a cirurgias plásticas estéticas, com exceção das cirurgias plásticas reparadoras. Art.15 Em conformidade ao que determina o 3º do art. 90 da Lei 4.928/92, fica vedado, o exercício de atividade remunerada, durante o período de concessão das licenças previstas neste decreto, Art.16 Os servidores, que estiverem em outra localidade ou com impossibilidade de locomoção e necessitarem dos serviços de perícia oficial, deverão encaminhar à unidade de Saúde Ocupacional laudo médico e justificativa para avaliação da perícia oficial, a qual emitirá parecer e, ato contínuo, encaminhará para decisão do Secretário Municipal de Gestão Pública.

7 Art.17 Os servidores que ingressarem no serviço público municipal, mediante concurso público, serão obrigatoriamente submetidos aos exames de saúde admissionais, mesmo que tenham outro vínculo permitido constitucionalmente. 1º Os exames, a que se referem o caput deste artigo, serão determinados pelo órgão de Gestão de Saúde Ocupacional da Secretaria Municipal de Gestão Pública. 2º Para a realização dos exames admissionais, deverão ser observados os prazos e as determinações exaradas no Edital do respectivo concurso público. Art.18 O não cumprimento dos requisitos e prazos previstos neste decreto ensejarão o apontamento de falta ao servidor, com o respectivo desconto em folha, das horas e dias não trabalhados e demais penalidades administrativas dela(s) decorrente(s), nos termos da Lei n.º 4.928/92 e Lei nº.9.337/04, respectivamente, Estatuto dos Servidores e Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Servidores Públicos Civis do Município de Londrina. Art.19 Os servidores que, esgotados os prazos regulamentares, tenham deixado de agendar ou comparecer à perícia oficial, poderão requerê-la, individualmente, nos termos dos artigos 72 e 73 da Lei n.º 4.928/92, junto à Diretoria de Gestão de Saúde Ocupacional, através de requerimento, conforme modelo constante no Anexo III do presente decreto. 1º O requerimento, a que se refere o caput deste artigo, deverá ser devidamente preenchido, fundamentado e assinado pelo servidor, com cópia, em anexo, do(s) atestado(s) do(s) respectivo(s) afastamento(s) a serem periciados. 2º Os requerimentos em primeira instância serão analisados e decididos pelo Diretor da DGSO e, pelo Secretário Municipal de Gestão Pública, quando se tratar de reincidência(s). 3º O requerimento deverá ser decidido no prazo de trinta dias, prorrogável por igual período, mediante justificativa. Art.20 As normas estabelecidas neste decreto aplicam-se aos servidores da Administração Direta do Município, suas Autarquias e Fundações, contratados sob o regime estatutário. Art.21 No cumprimento deste decreto, será observado o devido sigilo sobre os laudos e atestados, em consonância com o que estabelece o código de ética médica. Art.22 Os casos omissos serão resolvidos pela Secretário Municipal de Gestão Pública, após ouvir manifestação de profissional da área. 7

8 8 seguir: Art.23 São partes integrantes deste decreto, os Anexos relacionados a I - Anexo I Comunicado de Agendamento de Perícia Oficial Chefia Imediata/Administração Direta; II - Anexo II Comunicado de Agendamento de Perícia Oficial Chefia Imediata/Administração Indireta; III - Anexo III Requerimento - Perícia Oficial. Art.24 Este decreto entra em vigor a partir da data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, em especial, o Decreto nº 479 de 19 de julho de Londrina, 30 de maio de Homero Barbosa Neto Prefeito do Município Marco Antonio Cito Secretário de Governo e Gestão Pública

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