Uniões de Veios - 1. Órgãos de máquinas usados nos sistemas de transmissão para ligar veios entre si, com caracter de permanência.

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1 Uniões de Veios Órgãos de máquinas usados nos sistemas de transmissão para ligar veios entre si, com caracter de permanência. Funções: Ligar veios de mecanismos diferentes; Permitir a sua separação para manutenção; Ligar troços de veios (que pelo seu comprimento não seja viável ou vantajosa a utilização de veios inteiriços); Minimizar as vibrações e choques transmitidas ao veio movido; Compensar desalinhamentos dos veios ou introduzir flexibilidade mecânica. Uniões de Veios - 1

2 Tipos de desalinhamentos Paralelos Quando os dois veios não coincidem e são paralelos. Angular Quando os eixos dos veios formam um ângulo entre si. Axial Quando os eixos dos dois veios não coincidem. Torcional Quando os veios rodam a uma velocidade diferente um do outro. Uniões de Veios - 2

3 Tipos de Uniões Uniões Rígidas Não facultam qualquer tipo de flexibilidade. Uniões Móveis Permitem desalinhamento por movimento relativo de peças móveis, intermédias ou não. Uniões Elásticas Permitem deslinhamentos por meio de elementos elásticos intermédios. Uniões de Segurança Facultam a interrupção/limitação do binário transmitido para um dado valor limite deste. Hidráulicas Facultam arranques suaves dos sistemas com grande inércia, permitindo o uso de motores de pequeno binário de arranque. Uniões de Veios - 3

4 Uniões Rígidas A união entre veios não tem flexibilidade axial, lateral, angular ou torcional. Os dois veios devem estar perfeitamente alinhados para que não surjam cargas secundárias importantes quer nos apoios, nos veios ou ainda nas próprias uniões. A união rígida mais vulgar é a união de pratos, consiste num dispositivo composto por dois pratos enchavetadas nos veios, ligadas entre si por parafusos. Utilizado para grandes potências. Outras uniões rígidas: De Manga Simples; de Meias-Mangas; de pressão Tipo Keller e de pressão Tipo Seller. Fig União rígida de pratos. [Fig Juvinal] Uniões de Veios - 4

5 Uniões Móveis Permitem, dentro de certos limites, o desalinhamento dos veios (axial, lateral e angular), sem recurso a propriedades elásticas, mas sim por movimento relativo de elementos intermédios. Nas uniões por engrenagem e corrente o elemento intermédio da transmissão é metálico. Fig Acoplamento por corrente. [Fig a Juvinal] Estas uniões têm grande capacidade de transmissões de binário, admitem grandes Potências e velocidades. Permitem corrigir apenas desalinhamentos torcionais muito pequenos. Fig Acoplamento por engrenagem. [Fig b Juvinal] Uniões de Veios - 5

6 Uniões Móveis (cont.) Fig União flexível tipo Oldham. [Fig a Juvinal] Pequenas potências Fig União flexível tipo Oldham modificada. [Fig b Juvinal] Silenciosa; Grandes Potências As uniões Oldham permitem desalinhamentos torcionais muito pequenos e transmitem grandes potências, ao mesmo tempo que admitem desalinhamentos paralelos e axiais consideráveis. Nestas uniões existem dois elementos enchavetados ou aparafusados aos veios e um elemento intermédio metálico móvel. Este elemento móvel necessita de ser lubrificado e pode ser substituído quando desgastado. Permitem desalinhamentos laterais. Uniões de Veios - 6

7 Uniões Móveis (cont.) Fig União universal de veios ou Cardan. Fig Conjunto de duas uniões universais de veios, Angular Homocinética ou Duplo-cardan. Fig Pormenor construtivo de uma união universal de veios. [Fig Juvinal] As uniões universais usam-se em máquinas em que é necessário um desalinhamento angular definido e elevado. Uma união isolada não tem flexibilidade torcional, nem permite qualquer desalinhamento paralelo. O uso de duas uniões com um veio intermédio permite um desalinhamento paralelo muito maior que qualquer união flexível. O tipo de união universal mais comum é a união Hooke s ou união Cardan. Consiste em duas forquilhas e um bloco intermédio com dois pinos em forma de cruz. Uniões de Veios - 7

8 Uniões Elásticas Permitem uma certa flexibilidade elástica na transmissão por meio da introdução de elementos elásticos na ligação. Estes permitem pequenos desalinhamentos laterais e angulares, amortecimento das cargas de choque de um veio para outro e alteração das características de vibração da transmissão. Dispensam lubrificação. Fig união com elemento de borracha colado [Fig a Juvinal] O elemento móvel pode ser de borracha endurecida o que permite aumentar a flexibilidade torcional, mas reduz a capacidade de carga. Fig união com elemento de borracha colado para esforços de corte. [Fig b e c Juvinal] Fig união com elemento flexível de borracha para serviço pesado. [Fig d Juvinal] Quando se pretende controlar vibrações torcionais usam-se as uniões das figuras 4.9. e Para serviços pesados usa-se a união da figura Uniões de Veios - 8

9 Uniões de Segurança São concebidas para permitir o escorregamento entre os elementos motor e movido quando for atingido um determinado binário, que ponha em risco o órgão motor, protegendo-o contra sobrecargas. De Atrito: - de Disco (prover redentes se necessário para evitar parafusos ao corte) - de Multidiscos De Cavilhas (cavilha com entalhe ao corte) Uniões de Veios - 9

10 Uniões Hidráulicas Facultam arranques suaves dos sistemas com grandes inércias, permitindo o uso de motores de pequeno binário de arranque. Protegem quanto a sobrecargas e amortecem choques. Proporcionam o embraiamento progressivo, com motores de binário crescente. O binário pode ser alterado por variação da quantidade de óleo. Fig união hidráulica Uniões de Veios - 10

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