RESPONSABILIDADE CIVIL DOS CIRURGIÕES-DENTISTAS EM RAZÃO DE PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS

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1 RESPONSABILIDADE CIVIL DOS CIRURGIÕES-DENTISTAS EM RAZÃO DE PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS HERIBERTO PAIVA ALBUQUERQUE JÚNIOR 1 1. NOÇÕES BASILARES O Direito, ciência na qual a razão transforma-se em lógica, observação, experiência e dedução, jamais ficará alheio aos anseios e transformações que a sociedade impõe a si mesma; sua principal função é encontrar respostas para os conflitos que surgem com os relacionamentos da vida coletiva. A sociedade evolui progressivamente num intrigado desdobramento de estruturas; interesses pessoais, riquezas patrimoniais, obrigações e direitos formam um conjunto onde, se um elemento termina por perturbar as partes direta e indiretamente envolvidas numa transação jurídica, certamente resultará em efeitos que serão sentidos posteriormente. Visando assegurar e tutelar o regular desenvolvimento dos atos jurídicos, surge o instituto da responsabilidade civil, que ao invés de demonstrar uma simples generosidade legislativa, revela-se como uma importante exigência social. A responsabilidade civil é o dever jurídico de recomposição do dano sofrido, imposto ao seu causador direto ou indireto. O significado do termo responsabilidade pode ser extraído da própria origem da palavra, que se origina do latim respondere, ou seja, responder a alguma coisa, a necessidade que existe de alguém responder, direta ou indiretamente, pela conseqüência danosa de um determinado ato. Diante da etimologia, bem como das tendências atuais a respeito da responsabilidade civil, vejamos a conceituação da Professora Diniz para o assunto: A responsabilidade civil é a aplicação de medidas que obriguem uma pessoa a reparar o dano moral ou patrimonial causado a terceiros, em razão de ato por ele mesmo praticado, por pessoa 1 Graduação em Ciências com habilitação em matemática; Odontologia com especialização em Prótese Dental, Ortodontia e Saúde da Família. Bacharelado em Direito.

2 por quem ela responde, por alguma coisa a ela pertencente ou de simples imposição legal. (DINIZ, 2005, p. 40 ). 1.1 Modalidades de Responsabilidade Civil A responsabilidade civil pode ser classificada em diferentes espécies, conforme a perspectiva em que se analisa. Em relação ao seu fundamento poderá ser classificada como responsabilidade objetiva ou subjetiva; quanto ao seu fato gerador classifica-se em contratual e extracontratual ou aquiliana. A responsabilidade objetiva funda-se no conceito de que para haver a responsabilização do agente causador do dano, imprescindível se faz a comprovação da culpa, esta em sentido latu. Neste tipo de responsabilidade o agente deve agir com vontade própria e consciência. Na subjetiva, a responsabilidade se esteia na idéia de culpa, a qual passa a ser pressuposto necessário do dano indenizável. Dentro desta concepção, a responsabilidade do causador do dano somente se configura se agiu com dolo ou culpa. Assim dispõe a doutrina: A culpa, para os defensores da teoria da responsabilidade civil subjetiva é o elemento fundamental para determinar o dever do ofensor de reparar o dano. Assim, para que determinada pessoa seja obrigada a indenizar o prejuízo causado a outrem, por sua atitude, é necessário que esta tenha emanado de sua consciência, ou seja, que tenha sido intencional, caracterizando o dolo; ou ainda, que esta pessoa tenha descumprido seu dever de pater familiae, agindo com negligência, imprudência e imperícia (culpa). Se o dano não tiver emanado de uma atitude dolosa (culpa latu senso) ou culposa (culpa em sentido estrito) do agente, a própria vitima será obrigada a suportar os prejuízos, como se estes tivessem sidos causados por caso fortuito ou força maior. (OLIVEIRA, 2000,p.49). Esta teoria está delineada no artigo 927 e seguintes do Código Civil Brasileiro, o qual conceituou a culpa em um conceito amplo: Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Pode-se adotar como postulados da responsabilidade objetiva: A lei impõe, entretanto, a certas pessoas, em determinadas situações, a reparação de um dano cometido sem culpa. Quando isso acontece, diz-

3 se que a responsabilidade é legal ou objetiva, porque prescinde da culpa e se satisfaz apenas com o dano e o nexo de causalidade. Esta teoria dita objetiva, ou de risco, tem como postulado que todo dano e indenizável, e deve ser reparado por quem a ele se liga por um nexo de causalidade, independentemente de culpa. (GONÇALVES, 1993, p.18) Nesse caso, a culpa não se torna pressuposto essencial para a sua configuração, sendo que em alguns casos ela é presumida pela lei. Uma vez presumida, inverte-se o ônus da prova, só precisando o autor da ação provar a ação ou omissão e o dano a ele causado. Nesse condão, profere Stoco: A doutrina objetiva, ao invés de exigir que a responsabilidade civil seja resultante dos elementos tradicionais (culpa, dano, vínculo de causalidade entre uma e outro) assenta-se na equação binária cujos pólos são o dano e a autoria do evento danoso. Sem cogitar a imputabilidade ou investigar a antijuricidade do fato danoso, o que importa para assegurar o ressarcimento é a verificação se ocorreu o evento e se dele emanou prejuízo. Em tal ocorrendo, o autor do fato causador do dano é o responsável. (STOCO, 1999, p.52) Na responsabilidade subjetiva o ilícito é seu fato gerador, de modo que o imputado, deverá ressarcir o prejuízo, se for provado pelo lesado, que houve dolo ou culpa na ação. Já na responsabilidade objetiva, a atividade que gerou o dano é lícita, mas causou perigo a outrem, de modo que aquele que a exerceu terá o dever ressarcitório, pelo simples implemento do nexo causal. Desse modo a teoria do risco veio para preencher as lacunas que a responsabilidade pela culpa deixava, permitindo reparar o dano sofrido, independentemente da culpa. Para Caio Mário: A teoria da culpa impera como direito comum ou regra geral básica da responsabilidade civil, e a teoria do risco ocupa os espaços excedentes, nos casos e situações que lhe são reservados. (PEREIRA, 1995, p. 507) Tratando-se da culpa odontológica, esta pode assumir o aspecto de negligência, imprudência ou imperícia. A primeira espécie...é compreendida

4 como omissão quanto às regras de conduta que obrigam agir com atenção, solicitude, capacidade e discernimento. (DIAS, 1997, p.120). A imprudência é a ação precipitada, sem cautela. E, imperícia é o proceder sem o conhecimento técnico necessário ou sem habilidade para o exercício da profissão. A responsabilidade jurídica, conforme seu fato gerador, pode ser contratual e extracontratual. Assim, a obrigação de reparar o dano surge a partir do descumprimento obrigacional, seja porque o devedor deixa de cumprir um contrato, ou parte dele, ou ainda, por não observar o sistema normativo que regulamenta a sua vida em sociedade. A responsabilidade extracontratual é aquela que não advém de um contrato, aplicando-se o previsto no art. 927 do Código Civil. Assim, todo aquele que cause dano a outrem, por culpa em sentido estrito ou dolo, fica obrigado a repará-lo. É a responsabilidade derivada de ilícito extracontratual, também chamada de aquiliana. A responsabilidade extracontratual, em nosso ordenamento jurídico, se escora no principio da culpa, este previsto nos artigos 927 do Código Civil. Considera-se extracontratual por não derivar de um contrato, e sim de um ato ilícito. Assim, em razão do agente causador do dano agir com culpa em sentido estrito ou dolo, deverá repará-lo. Este ato ilícito para existir, necessário se faz que haja uma ofensa, ou seja, a violação de um direito, além da ação ou omissão, que são conseqüências do dolo, imprudência ou negligência. Em relação à responsabilidade contratual, esta se funda no descumprimento de um contrato. Ela é oriunda da vontade das partes e expressa em um contrato, ainda que meramente verbal. Para o doutrinador Gomes, as responsabilidades contratual e extracontratual, quanto à obrigação de indenizar, se diferenciam da seguinte forma: A obrigação de indenizar o dano causado pode surgir: do inadimplemento de obrigação negocial ou ex lege ;

5 da lesão de direito subjetivo, sem que entre o ofensor e a vitima preexista qualquer relação jurídica; Na primeira hipótese, diz-se que a responsabilidade é contratual; na segunda, extracontratual ou delitual. Nas duas a lei impõe ao autor do dano uma obrigação que tem por objetivo a prestação da indenização. Embora tal obrigação seja a mesma, deferem as duas espécies de responsabilidade, notadamente quanto ao fundamento, à razão de ser e ao ônus da prova. (GOMES, 1993, p ) Na responsabilidade extracontratual infringe-se um dever legal, não existindo nenhum vinculo jurídico entre as partes. Já na responsabilidade contratual, as partes convencionaram e algo não é cumprido. Portanto, conclui-se, que em ambos os casos surgem a obrigação de reparar o dano, seja ela por infração a um dever legal, seja por infração a um dever contratual. Então, o elemento que dá origem tanto para a responsabilidade extracontratual, quanto para a responsabilidade contratual, é o ato ilícito. Na nossa legislação, mais precisamente no nosso Código civil, essas duas espécies de responsabilidades foram disciplinadas de forma genérica, omitindo qualquer diferença entre elas. 1.2 Elementos da Responsabilidade Civil Os elementos formadores da responsabilidade civil são: a culpa, a ocorrência de um dano e o nexo de causalidade. A ação culposa constitui o primeiro momento da responsabilidade civil, pois sem esse elemento, não poderá ser caracterizado um comportamento suscetível de reparação, podendo sê-la lícita, ilícita, comissiva ou missiva. Assim dispõe a doutrina: A ação, fato gerador da responsabilidade poderá ser licita ou ilícita. A responsabilidade decorrente de ato ilícito baseia-se na idéia de culpa, e a responsabilidade sem culpa, funda-se no risco, que se vem impondo na atualidade, principalmente ante a insuficiência da culpa para solucionar todos os danos, o comportamento do agente poderá ser uma

6 comissão ou uma omissão. A comissão vem a ser a pratica de um ato que não se deverias efetivar, e a omissão, a não observância de um dever de agir ou da pratica de certo ato que deveria realizar-se. A omissão é, em regra, mais freqüente no âmbito da inexecução das obrigações contratuais. (DINIZ, 2005, p. 44) O dano, sem nenhuma duvida, é o elemento de maior importância na responsabilidade civil, pois é o que enseja a obrigação de reparar os prejuízos por ele causados. Leciona Stoco: O elemento primário de todo ato ilícito é uma conduta humana e voluntária do mundo exterior. Esse ilícito, como atentado a um bem jurídico, interessa a ordem normativa do Direito justamente porque produz um dano. Não há responsabilidade sem um resultado danoso. (STOCO, 1999, p. 42) O último elemento a ser analisado é o nexo da casualidade, que representa a relação de causa e efeito entre a ação ou omissão, e o dano. Para Gonçalves, o nexo de causalidade pode ser conceituado: É a relação de causa e efeito entre a ação ou omissão do agente e o dano verificado. Vem expressa no verbo causar, utilizado no art sem ela, não existe a obrigação de indenizar. Se houve o dano, mas a sua causa não está relacionada com o comportamento do agente, inexiste a relação de causalidade e também a obrigação de indenizar. (GONÇALVES, 1993, p. 27) Assim, a responsabilidade civil não pode existir sem esta relação de causalidade entre o dano e a ação que o provocou. Portanto, um dano só produzirá responsabilidade quando tem por causa uma falta cometida ou um risco legalmente sancionado. O que se constata quanto ao nexo de causalidade, é a dificuldade em determiná-lo, devido à duas questões: a dificuldade de sua prova e a identificação do fato que constitui a verdadeira causa do dano, pois nem sempre se tem condições de apontar qual a causa direta do fato.

7 Com relação a essas dificuldades encontradas para precisar a existência do nexo de causalidade, surgiram algumas teorias: a teoria da equivalência de condições ou da condição sine qua nom, teoria da causalidade adequada e a teoria dos danos diretos e imediatos. O nosso Código Civil adota a teoria do dano direto e imediato. Segundo afirma Oliveira a respeito da teoria dos danos diretos e imediatos, o causador do dano, portanto, responde somente pelos danos causados necessariamente por sua ação; pelos danos causados por suas causas estranhas, respondem seus respectivos agentes. (OLIVEIRA, 2000, p. 174) Ainda se faz necessário ressaltar que existem alguns fatores que interferem na exteriorização do nexo causal, excluindo-se a responsabilidade do agente. Estes, se comprovados excluem o direito da vitima ao ressarcimento, livrando o agente causador do dano de sua responsabilidade. Os principais fatores são: o estado de necessidade, a legitima defesa, a culpa da vitima, o fato de terceiro, a cláusula de não indenizar e o caso fortuito ou força maior. Assim, para que o dano seja indenizável, ou seja, para que haja a reparação do dano por parte de seu agente causador, torna-se imprescindível os seguintes requisitos: diminuição ou destruição de um bem jurídico, patrimonial ou moral, pertencente a uma pessoa, a efetividade ou certeza de um dano, a causalidade, a subsistência de um dano, a legitimidade da vítima em pleitear o dano e a ausência das excludentes de responsabilidade. 2. Odontologia Estética Antes de entrarmos propriamente no âmago do tema da responsabilidade civil do cirurgião-dentista, importante se faz um breve abordagem acerca do venha a ser a odontologia estética, visando a oferecer aos operadores do direito e ao leitor em geral, uma noção, mesmo que superficial, da forma e atuação do cirurgião dentista na seara dos procedimentos estéticos. Conceitualmente, estética é a apreciação da beleza ou a combinação de qualidades que proporcionem intenso prazer aos sentidos e às faculdades intelectuais e morais. Portanto, a identificação da beleza está relacionada a uma sensação de prazer diante da visualização de um objeto, um som, uma pessoa.

8 Por ser uma sensação prazerosa, o conceito de beleza é próprio de cada indivíduo, sendo estabelecido a partir de valores individuais relacionados ao gênero, à raça, à educação e as experiências pessoais; e a valores da sociedade, como o ambiente e a publicidade (mídia), essa última, cada vez mais responsável pela globalização do conceito de beleza. Conforme Magalhães: Estética vem do grego aisthesis que significa sensação. Tradicionalmente o ramo da ciência que tem por objeto o estudo da beleza e suas manifestações de arte e de natureza. Na concepção clássica, que vem de Aristóteles,é a estética uma ciência prática ou normativa que dá regras ao fazer humano sob o aspecto de belo. (MAGALHÃES, T. A.,1999, p.37) Quanto às especialidades que hoje existem no Brasil, dispõe a doutrina: As especialidades odontológicas são regulamentadas pela resolução CFO-185/93, que baixou a nova Consolidação das normas para procedimentos nos Conselhos de Odontologia. Em conseqüência dessas alterações, passaram a ser reconhecidas 14 especialidades: cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, destística restauradora, endodontia, odontologia legal, odontologia em saúde coletiva, odontopediatria, ortodontia, patologia bucal, periodontia, prótese bucomaxilofacial, prótese dentária, radiologia, implantodontia e estomatologia. (CALVIELLI, 1997, p ) 2.1 Especialidades Odontológicas Relacionadas à Estética A odontologia moderna, com a evolução tecnológica que é inerente a todas as ciências, divide-se em várias áreas em que o cirurgião-dentista pode se especializar como forma de melhor prestar os serviços. Esta especialização pode significar um serviço diferenciado e que, de certa forma, exige uma melhor qualificação do profissional.

9 Dentre as especialidades odontológicas, destacam-se as que estão direcionadas à estética, ou seja, visam a reabilitação funcional e estética de um elemento ou conjunto de elementos dentários. Podemos citar como especialidades estéticas : Dentística Restauradora que é a especialidade que tem como objetivo o estudo e a aplicação de procedimentos educativos, preventivos, operatórios e terapêuticos para preservar e devolver ao dente integridade anátomo-funcional e estética. Prótese Dentária é a especialidade que tem como objetivo o restabelecimento e a manutenção das funções do sistema mastigatório, visando a proporcionar conforto, estética e saúde pela reposição dos dentes destruídos ou perdidos e dos tecidos contíguos. Periodontia é a especialidade que tem como objetivo o estudo, o diagnóstico, a prevenção e o tratamento das doenças gengivais e periodontais, visando à promoção e ao restabelecimento da saúde periodontal. Ortodontia é a especialidade que tem como objetivo a prevenção, a supervisão e a orientação do desenvolvimento do aparelho mastigatório e a correção das estruturas dentro-faciais, incluindo as condições que requeiram movimentação dentária, bem como harmonização da face no complexo maxilomandibular. Implantodontia é a especialidade que tem como objetivo a implantação na mandíbula e na maxila, de materiais aloplásticos destinados a suportar próteses unitárias, parciais ou removíveis e próteses totais. Hoje existem diversos materiais odontológicos que foram desenvolvidos para satisfazer os requisitos mais requintados da estética dos dentes. Além de serem materiais duradouros, ou seja, resistentes, estes materiais conseguem reproduzir até mesmo a translucidez existente nos dentes naturais. 3. RESPONSABILIDADE CIVIL DO CIRURGIÃO DENTISTA Existem diversas controvérsias com relação a natureza jurídica da responsabilidade profissional dos cirurgiões-dentistas, alguns autores a incluem

10 na seara contratual, outros, na extracontratual e os que a incluem num ou noutro tipo, conforme as circunstâncias. Prevalece, portanto, a opinião de que aos profissionais liberais e aos manuais, quer quando se obrigam à realização de uma coisa, quer quando se vinculam à prestação de seus serviços, se aplicam as noções de obrigação de meio e de resultado, que partem de um contrato. Assim, não poderá deixar de ser contratual a responsabilidade decorrente de infração dessas obrigações. O termo obrigação (do latim ob + ligatio = ação de ligar alguém a...) tem o significado de vínculo que liga o homem, livre e capaz, ao cumprimento de um dever imposto pela sociedade. Significa que a obrigação se reveste da noção de dever jurídico, entendido como imposição legal para que as pessoas apresentem comportamentos certos e determinados, sem os quais haverá sanções legais previstas nas normas. No seu sentido estrito, mais técnico, o termo obrigação tem significado jurídico. Portanto, a obrigação é conceituada como um vínculo jurídico que permite que uma pessoa exija de outra uma prestação determinada que satisfaça seu interesse juridicamente protegido. Tecnicamente, o vínculo jurídico dá a uma das partes da relação jurídica o poder de exigir um comportamento e a outra parte tem o dever de apresentar tal comportamento. A obrigação, assim, só pode existir quando existirem duas partes, com direitos e deveres, existindo entre elas um vínculo jurídico a entrelaçar esses direitos e deveres. 3.1 Obrigações de Meio e de Resultado Compete-nos, portanto, conceituar a distinção clássica entre obrigações de meios e obrigações de resultados, também conhecidas como obrigações determinadas e obrigações de prudência e diligência. As obrigações de resultado, também chamadas determinadas, são as mais comuns. São aquelas em que o devedor se obriga a um determinado resultado e se encontram presentes, em especial, nos contratos em geral. Nesse tipo de obrigação o devedor se obriga a um resultado certo e determinado e é sempre responsável se esse resultado não obtém êxito.

11 Segundo Diniz: A obrigação de resultado é aquela em que o credor tem o direito de exigir do devedor a produção de um resultado, sem o que se terá o inadimplemento da ralação obrigacional. Tem em vista o resultado em si mesmo, de tal sorte que a obrigação só se considerará adimplida com a efetiva produção do resultado colimado. (Diniz, 2005, p.289) Nas obrigações de resultado, o profissional vende o seu serviço prometendo a execução de um resultado final específico, motivo pelo qual o consumidor se sente estimulado a pagar o preço correspondente. Desta forma, na eventualidade de não ter sido obtido o que havia sido prometido, caberá ao profissional liberal ressarcir o consumidor, pois o eventual vício na realização do serviço decorreu de falha somente imputável ao fornecedor. Tal falha pode provir da ordem técnica, da avaliação sobre o futuro ou até mesmo decorrente de má apreciação de fatores externos à específica realização da tarefa. As obrigações de meio, também chamadas de obrigações de prudência e diligência são mais raras e constituem uma verdadeira derrogação, dentro do direito comum, das obrigações contratuais. São aquelas em que o devedor se obriga não a um resultado, mas sim a uma atividade diligente em beneficio do credor. Em outras palavras, o devedor se obriga o ser prudente e diligente para conseguir um dado resultado. Nesses casos, a prudência e a diligência são os objetos da obrigação, isto porque o resultado desejado pelo credor, e que o devedor deverá perseguir, é aleatório e independente da diligência e prudência do devedor. O resultado, pois, não é o objeto da obrigação, mesmo que o devedor se comprometa a empregar todos os meios a seu dispor para consegui-lo. Com a evolução das relações de consumo e a conscientização do cidadão de seus direitos de consumidor, notadamente após o advento do Código de Defesa do Consumidor, os direitos de reparações vêm sendo cobrados com mais freqüência.

12 Essa nova tendência, de todo cidadão lesado em seu direito buscar a reparação do dano que lhe foi causado, tornou-se a relação paciente-profissional da área odontológica, mais centrada na qualidade dos serviços, podendo eles, os profissionais, responderem administrativamente, civilmente e criminalmente pelos seus atos profissionais. Presume-se, então, que quem incorre numa ação que resultou em dano ou prejuízo a outrem, deverá suportar as conseqüências de seus procedimentos, pois se trata de uma regra elementar de equilíbrio social, na qual se resume o problema da responsabilidade civil. A odontologia se enquadra no rol das profissões que acarretam riscos de danos, portanto, é imprescindível que o profissional da área odontológica esteja consciente de sua responsabilidade pelos procedimentos realizados, os quais poderão resultar em danos ao paciente. A prestação de serviços odontológicos de natureza contratual, a qual se divide em obrigação de meio e de resultado, dependendo do procedimento a ser realizado. A primeira decorre do dever do prestador de empregar todos os esforços para alcançar um resultado útil em sua atividade, já a segunda configurase no emprego de determinados meios objetivando um resultado sem, contudo, vincular-se a este. Entre o cirurgião dentista e o seu paciente existe um acordo de vontades, assim como no caso de outros profissionais liberais. Há, portanto, um verdadeiro contrato, com obrigações de lado a lado que, descumpridas, geram responsabilidades. O fato gerador da responsabilidade civil do cirurgião dentista é, pois, decorrente de um inadimplemento contratual, com a falta de atendimento às suas obrigações profissionais de prudência e diligência, desde que tal ato praticado for danoso e gerar prejuízo ao paciente. O maior causador de processos de responsabilidade contra o profissional da área odontológica é o erro na escolha da espécie de tratamento a ser aplicado no caso especifico, ou seja, o planejamento adequado. Muitas vezes isso ocorre combinado com o equívoco de diagnóstico ou ainda com a falta de cuidado ou atenção do dentista, entretanto a opção curativa errada acarreta graves sanções, tanto criminais como patrimoniais.

13 Concluímos, portanto, alegando que a profissão de cirurgião dentista, assim como outras profissões da área de saúde, estabelece uma ligação direta com o homem, procurando sempre o seu bem-estar. É por esse motivo que esse tipo de profissão acarreta riscos, tanto para o profissional, quanto para o seu paciente, principalmente nas situações de emergência. Assim, do mesmo modo que os médicos, cirurgiões dentistas lidam com a saúde, a vida e outros elementos da personalidade humana, que são amparados pelo sistema jurídico. Então, cabe ao profissional da área odontológica respeitalos em função dos preceitos éticos da profissão, na busca da solução do problema. De outro lado, os profissionais da área odontológica hoje em dia utilizam instrumental odontológico avançado e de risco, sujeitando-se, também, ao amparo do sistema jurídico. Portanto, quando um profissional causar dano a seus pacientes, deverá este ser responsabilizado. E, para isso deve ser analisado caso a caso, considerando-se a relação que o cirurgião dentista tem para com seu paciente e o grau do dano acarretado. Entretanto, diante do exposto a cerca da responsabilidade civil do cirurgião dentista pelos procedimentos estéticos, ainda ficam questões que poderão ser abordadas de forma mais profundas. CONCLUSÃO A profissão o Cirurgião Dentista, como outras profissões de saúde, estabelece uma ligação direta com o homem, procurando sempre seu bem-estar. É por esse motivo que esse tipo de profissão acarreta riscos, tanto para o profissional, quanto para seu paciente. Assim, do mesmo modo que os médicos, cirurgiões dentistas lidam com a saúde, a vida e outros elementos da personalidade humana, bens estes que são amplamente amparados pelo sistema jurídico. Assim, quando um profissional da área odontológica praticar um dano a seus pacientes, deverá este ser responsabilizado. E, para isso, deverá ser analisado caso a caso, considerando-se a relação que o cirurgião dentista tem para com seu paciente.

14 Entretanto, diante do esforço reflexivo feito neste artigo, acerca da responsabilidade civil dos cirurgiões dentistas em razão de procedimentos estéticos, ainda ficam questões que poderão ser abordadas de forma mais profundas. REFERÊNCIAS DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro. 19. ed. São Paulo: Saraiva, v. 7 GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade civil. 6 ed. São Paulo: Saraiva, GOMES, Orlando. Obrigações. 10. ed. São Paulo: Saraiva, MAGALHÃES, Tereza Ancona Lindberg. O dano estético. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, OLIVEIRA, Marcelo Leal de Lima. Responsabilidade civil odontológica. 1. ed. Belo Horizonte: Del Rey, PEREIRA, Caio Mário da Silva. Responsabilidade civil. 6. ed. Rio de Janeiro: Forense, STOCO, Rui. Responsabilidade civil e sua interpretação jurisdicional. 4. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.

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