RESPONSABILIDADE CIVIL DO CIRURGIÃO-DENTISTA: Aspectos éticos e jurídicos no exercício da profissão

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1 ORGANIZAÇÃO SETE DE SETEMBRO DE CULTURA E ENSINO LTDA FACULDADE SETE DE SETEMBRO FASETE BACHARELADO EM DIREITO KÉZIA AINOÃ DA SILVA RESPONSABILIDADE CIVIL DO CIRURGIÃO-DENTISTA: Aspectos éticos e jurídicos no exercício da profissão PAULO AFONSO / BA 2014

2 KÉZIA AINOÃ DA SILVA RESPONSABILIDADE CIVIL DO CIRURGIÃO-DENTISTA: Aspectos éticos e jurídicos no exercício da profissão Monografia apresentada ao corpo docente do curso de Bacharelado em Direito, da Faculdade Sete de Setembro FASETE, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Bacharel em Direito. Orientador: Prof. Esp. Greicy Carpina de Lima. PAULO AFONSO / BA 2014

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4 Dedico esse trabalho ao meu filho Giuliano!

5 AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar à Deus criador do universo, por permitir que na imensidão do seu amor promova a busca do conhecimento e que este se espalhe para os que necessitam. À minha família; minha mãe Maria José, minha irmã Márcia meu esposo Gibson, minha orientadora Greyce Carpina e a todos os colegas, amigos, funcionários que de uma forma direta e indiretamente contribuíram para o desenvolvimento do trabalho e para o crescimento cientifico e espiritual do autor.

6 A odontologia é uma profissão que exige dos que a ela se dedicam, os conhecimentos científicos de um médico, a destreza manual de um cirurgião, o senso estético de um artista e a paciência de um monge. Papa Pio XII

7 SILVA, Kézia Ainoã da. RESPONSABILIDADE CIVIL DO CIRURGIÃO-DENTISTA: Aspectos éticos e jurídicos no exercício da profissão p. Monografia (Bacharelado em Direito). Faculdade Sete de Setembro FASETE. Paulo Afonso/BA. RESUMO Esta monografia versa sobre a responsabilidade civil do cirurgião-dentista, com objetivo geral de relacionar os aspectos concernentes à natureza legal e ética a que o cirurgião-dentista é submetido diariamente, em sua atividade, em especial o grande número de ajuizamento de processos indenizatórios, em casos de insucesso no tratamento. Os objetivos específicos se constituíram em demonstrar medidas preventivas, relacionadas com o exercício da Odontologia, a fim de evitar futuras ações judiciais e melhorar a relação de consumo entre profissional e paciente; apresentar alguns cuidados que esses profissionais devem ter para melhorar a relação entre esse profissional e o paciente, à luz do direito civil e do consumidor. Assim, fundamentada em estudo bibliográfico, com pesquisas realizadas na legislação brasileira, na doutrina e na jurisprudência, verificou-se a relevância da informação ao paciente dos riscos e resultados e a consciência ética, moral e profissional do cirurgião-dentista para o sucesso do tratamento odontológico, assim como para evitar futuras demandas judiciais. Também foi possível observar que a responsabilidade do profissional poderá ter interpretação diferente, a depender do serviço prestado. Pode-se concluir, desta forma, que o cirurgião-dentista deve, além do conhecimento técnico-científico, atender respeitando os limites éticos que a profissão lhe impõe, buscando atualizar-se constantemente, conservar um eficiente e organizado sistema de documentação e ter uma relação harmoniosa com seus pacientes. Palavras-chave: Responsabilidade Civil. Cirurgião-Dentista. Procedimento Odontológico. Ética

8 SILVA, Ainoã Kézia da. CIVIL LIABILITY OF DENTAL SURGEON: ethical and legal aspects in the professional activities p. Monography (Bachelor in Law). Faculdade Sete de Setembro - FASETE. Paulo Afonso/BA. ABSTRACT This monography concerns abaout the dentist`s civil liability, with the general purpose to study both legal and ethical aspects that the dentist is daily exposed in his activity, considering the large number of judicial processes held in cases of treatment failure. The specific objectives were to demonstrate preventive actions during the practice of dentistry in order to avoid future lawsuits as well as to improve the consumer relationship between the professional and the patient. It hás also the objective to present and discuss some care actions that these professionals should take in order to improve the relationship between himself and the patient, according to both civil and consumer law. Thus, based on literature researches, specially Brazilian law, doutrine thesis and jurisprudence, it was possible to verify the importance of the information given to the patient, mainly concerning the risks and possible results, as well as ethical, moral and professional awareness of the dentist for a successful dental treatment, so as to avoid future lawsuits and judicial processes. It was also observed that the responsibility of the professional may have different interpretation, depending on the service provided. It can be concluded, therefore, that the dentist must, besides the technical and scientific knowledge, attend the ethical guidelines for a succesful treatment, constantly seeking to upgrade his career sutdies, maintaining an efficient and organized documentation system, as well as having a harmonious relationship with his patients. Keywords: Liability. Dental Surgeon. Dental procedure. Ethics.

9 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 01 - Vista frontal de uma prótese fixa mandibular (4 incisivos humanos naturais e dois dentes entalhados em marfim, atados com arame de ouro) encontrada no Sidão, principal cidade da Antiga Fenicia. Data provável da 12 prótese entre os séculos IV e V a.c. Museu do Louvre, Paris... Figura 02 - O Barbeiro Cirurgião, Isaac Koedyck, Figura 03 Aparelho Bandau idealizado por Fauchard Figura 04 Extração dentária Figura 05 Chaves de Garangeot Figura 06 Dentaduras do século XIX Figura 07 Boutiques de Barbier, obra em aquarela de Debret, do Primeiro Império Figura 08 Distribuição do número de processos por ano Figura 09 Distribuição do número de processos por Unidade de Federação... 24

10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO BREVE HISTÓRICO DA ODONTOLOGIA OS PRIMÓRDIOS DA ODONTOLOGIA ODONTOLOGIA NO BRASIL ASPECTOS LEGAIS RESPONSABILIDADE CIVIL DO CIRURGIÃO-DENTISTA RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL RESPONSABILIDADE CIVIL DO CIRURGIÃO-DENTISTA DANO ODONTOLÓGICO OBRIGAÇÃO DE MEIO E DE RESULTADO ASPECTOS PROCESSUAIS E ANÁLISE JURISPRUDENCIAL ASPECTOS PROCESSUAIS ANÁLISE JURISPRUDENCIAL CUIDADOS QUE DEVE TER O CIRURGIÃO-DENTISTA CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS... 47

11 10 INTRODUÇÃO No Brasil, desde o advento da Carta Republicana de 1988, a responsabilidade civil dos profissionais da área da saúde vem sendo muito questionada por toda a sociedade. Isso ocorreu devido ao fato de a Carta Magna ter tratado a saúde como um direito fundamental da pessoa. Prova de tal questionamento é que, atualmente, tanto a mídia quanto o judiciário confirmam o grande número de processos contra os profissionais de saúde, dentre eles, os odontólogos. A matéria responsabilidade civil do cirurgião-dentista, todavia, ainda é pouco desenvolvido pela doutrina pátria. Na maioria dos livros, ele é analisado de forma subsidiária à da responsabilidade médica; situação que não se encontra conforme realidade (BRASIL, 2002; SILVA ; MUSSE; MELANI; OLIVEIRA, 2009; GIOSTRI, 2009). Sobre a atividade do cirurgião-dentista, não existe uma concordância entre legisladores e juristas em considerá-la como sendo um resultado de meio ou de obrigação. Porém, a maioria dos juristas brasileiros entende que, diferentemente dos procedimentos da área da medicina, para um grande número dos tratamentos odontológicos, é possível antever um resultado final. Assim, tais tratamentos incidem, via de regra, em obrigações de resultados, tendo o profissional, além do dever de utilizar todo cuidado e recursos indispensáveis ao exercício de sua profissão, também, o dever de garantir a finalidade desejada pelo paciente (FIGUEIRA JUNIOR; TRINDADE, 2010). A relevância deste estudo se dá pelo crescente número de processos judiciais em desfavor do cirurgião-dentista, como também pelo desenvolvimento acelerado da tecnologia e o aumento de profissionais atuando na área tem contribuído para a grande quantidade de maus procedimentos durante o atendimento, o que tem provocado a insatisfação dos pacientes e a dificuldade de provar a culpa desses profissionais. Nesse sentido, observa-se a importância de se atentar para a distinção que existe entre obrigação de meio ou de resultado, para assim proceder à análise do caso. A presente monografia tem por objetivo, mediante revisão de literatura e de jurisprudências nacionais, relacionar os aspectos relacionados à natureza legal e ética a que os cirurgiões-dentistas são submetidos diariamente, em sua atividade, bem como os pilares da responsabilidade civil e a postura ética desses profissionais.

12 11 Bem como evidenciar medidas preventivas no aspecto jurídico, a fim de evitar futuras ações judiciais e melhorar a relação de consumo entre profissional e paciente. O estudo visa ainda alertar para o elevado número de ações perante estes profissionais devido à insatisfação dos serviços prestados e propor medidas que ajudem a melhorar a relação entre esse profissional e o paciente, à luz do direito civil e consumidor. Ante o exposto, a pesquisa, para atingir tais objetivos, busca responder à seguinte questão: Quais as medidas relacionadas com a prevenção de ações judiciais e a responsabilidade civil do profissional de odontologia? Assim, buscou-se subsídio em livros jurídicos e artigos, teses, dissertações e monografias disponíveis na rede mundial de computadores, bem como se utilizou de jurisprudências pátrias e de consultas aos sites de Tribunais. Foi estudada também a Constituição da República de 1988, o Código Civil de 2002 (Lei /02), o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), o Código de Ética Odontológica, dentre outras legislações relacionadas ao tema em questão. O trabalho foi desenvolvido, primeiramente com a história da odontologia, uma vez que se faz necessário traçar um breve escorço histórico para entender melhor como surgiu e se estabelece, atualmente, a responsabilidade civil do cirurgião-dentista. Posteriormente, no capítulo dois, o estudo apresenta o instituto da responsabilidade civil do cirurgião-dentista que, assim como o médico, também responde por seus atos e serviços prestados com peculiar e privada característica. O terceiro capítulo analisa as jurisprudências de processos de responsabilidade civil contra cirurgiões-dentistas confrontando a parte teórica com a prática, como também discorre sobre as medidas relacionadas com a prevenção de ações judiciais. Por fim, apresentam-se as considerações finais.

13 12 1 BREVE HISTÓRICO DA ODONTOLOGIA 1.1 OS PRIMÓRDIOS DA ODONTOLOGIA Raras são as referências bibliográficas que tratam, especificamente, do surgimento da odontologia através da história. Nem mesmo em consulta a alguns profissionais da área, estes, souberam indicar algum livro que pudesse contribuir para complemento deste capítulo. Todavia, não é o escopo principal deste estudo discorrer particularmente sobre a história da odontologia, mas, se faz necessário traçar um breve escorço histórico para entender melhor como surgiu e se estabelece, atualmente, a responsabilidade civil do cirurgião-dentista. O que se sabe, é que em tempos remotos, o tratamento de problemas dentários existe desde o aparecimento do homem na face da terra. Diversos achados arqueológicos confirmam que há milhares de anos já havia uma preocupação nesse sentido, inclusive uma prevenção de doenças que atingissem os dentes. De fato, estudos realizados por arqueólogos em ossos e vestígios encontrados na América pré-colombiana, segundo Oliveira (2000, p.19), [...] sugerem que dentes cariados eram perfurados com um instrumento semelhante a um pequeno tubo e no local eram colocadas pequenas pedras fixadas com cimento [...]. Figura 01 Vista frontal de uma prótese fixa mandibular (4 incisivos humanos naturais e dois dentes entalhados em marfim, atados com arame de ouro) encontrada no Sidão, principal cidade da Antiga Fenicia. Data provável da prótese entre os séculos IV e V a.c. Museu do Louvre, Paris. Fonte: <http://www.uniodonto-sc.com.br> Acesso em 17 ago

14 13 Contudo, o surgimento da medicina e da odontologia como ciências ocorreu no Império da Babilônia, onde os médicos e dentistas eram muito bem recompensados pelo sucesso dos tratamentos ou duramente castigados pelo resultado negativo (OLIVEIRA, 2000, p.20). Nesta época, o Código de Hamurabi ( a.c), já trazia nos parágrafos 200 e 201 do tema XII, que trata dos delitos e penas, a responsabilidade do profissional dentista acerca de sua conduta culposa: 200º Se alguém arrancar o dente de um igual, seu próprio dente será arrancado 201º Se alguém arrancar o dente de um inferior, será multado em um terço de mina de prata. Conforme Oliveira (2000, p.21), t ambém há indícios de desenvolvimento de métodos de tratamento dentário entre os hebreus e os fenícios e no Egito antigo, cada um com suas práticas e formas peculiares. Do mesmo modo, como os demais mortais, os faraós também não estavam livres de doenças dentárias e, em primeiro momento, a extração de dentes parecia ser o tratamento mais empregado. Todavia, os estudos em algumas mandíbulas estudadas indicam que foram feitos drenos para aliviar a pressão e, por conseguinte, a dor causada pelo pus acumulado por causa de cáries em estado avançado. Entretanto, foi na Grécia antiga que apareceram os primeiros registros sobre a preocupação da saúde bucal, no século V, com o pai da medicina Hipócrates. Acreditava que os problemas dentários estavam relacionados à hereditariedade e derivavam de uma disposição natural. De acordo com Oliveira (2000, p.22): Foi só após a conquista romana e a transformação da Grécia em província de Roma que, sob esta influência passou-se a praticar hábitos de higiene oral com a utilização de alabastro, pó de coral e menta. Ainda de acordo com Oliveira (2000, p.22), em Roma não havia diferenças entre doenças da boca e dos dentes com moléstias do resto do corpo, sendo considerada como um ramo da medicina. Os romanos tinham excelentes técnicas para tratamentos dentários fossem para extração ou para restauração, inclusive fazendo restaurações em ouro, porém:

15 14 O maior legado romano, contudo, refere-se à higiene bucal. Alguns escritos dão conta de que este povo utilizava uma imensa variedade de substâncias como dentrífico. Além disso, há referências a uma substância chamada nitrum, que, por sua descrição, assemelha-se ao carbonato de potássio ou ao carbonato de sódio, que era queimada e esfregada nos dentes para clareá-los. Foi, ainda, nesse período, que se espalhou a informação de que a dor de dente era provocada por um verme que atacava os dentes dos indivíduos, crença esta, que foi aceita por toda a Idade Média onde pessoas sem conhecimento algum de medicina ou odontologia começaram a se especializar em realizar tratamentos dentários quer para executar a extração ou cura de um dente. Destaca-se que os conhecimentos eram adquiridos empiricamente mediante tentativas, e as principais pessoas que se especializaram no ramo, estranhamente aos nossos olhos atualmente, eram os barbeiros (OLIVEIRA, 2000, p.23). Continua Oliveira, em sua excelente obra Responsabilidade Civil Odontológica no capítulo acerca da história da odontologia, relata: A profissão de cirurgião-dentista surgiu na França, durante o século XIII, unida à figura do barbeiro. Posteriormente, durante o século XVI, o uso de cabeleiras postiças passou a exigir um maior número de barbeiros que, nesta época, desempenhavam, também a função de cortar, barbear, pentear e, estranhamente, exercer a arte dentária. Foi nessa época que se separaram as duas profissões, surgindo os primeiros dentistas. (OLIVEIRA, 2000, p.24). Figura 02 O Barbeiro Cirurgião, Isaac Koedyck, Fonte: Acesso em 17 ago

16 15 Oliveira (2000, p.24), citando Lopes da Costa completa dizendo: [...] os primeiros traços de regulamentação da profissão, na França, remontam ao edito de 10 de maio de 1768, que proibiu o exercício da profissão que não tivessem o título de perito-dentista, conferido pelo Colégio de Cirurgias de Paris. Para se conseguir este diploma, o candidato deveria provar ter tido dois anos de prática na clínica de algum cirurgião, de Paris ou de seus arredores e sujeitar-se a dois exames, estando os demais impedidos de exercer a profissão sob pena de multa. Pouco depois da Revolução Francesa, especificamente em 1793, houve um atraso, com a vitória da burguesia foram extintas todas as escolas oficiais, tornando livre a arte da cura, aparecendo então diversos charlatões, causando insegurança às pessoas. Dez anos após, constatando-se a necessidade de se regulamentar o exercício de cura, surge uma lei que determina o diploma de medicina para os procedimentos de cura. Contudo, esta lei não particularizou os dentistas, tornandose discutível o exercício da profissão até 26 de junho de 1848, quando a Corte de Cassação de Paris estabeleceu a autonomia desta profissão, desvinculando-se da medicina. Entretanto, só em 30 de novembro de 1892, que foi vetado o exercício da profissão de dentista por quem não tivesse diploma (OLIVEIRA, 2000, p.24). No século XVIII, Pierre Fauchard ( ) e sua obra Tratado dos dentes para os cirurgiões dentistas provocou um salto para a ciência da odontologia, sendo considerado o Pai da Odontologia moderna. O livro envolvia anatomia, fisiologia, entre outros temas, e mencionava a piorreia alveolar, que depois recebeu o nome de enfermidade de Fauchard (doença periodontal). Foi ele que criou o termo cirurgiãodentista para a profissão, inventou o pivot e começou a desenvolver dentaduras. Reconheceu ainda a íntima relação entre as condições orais e a saúde em geral (CARVALHO, 2013). Neste trabalho, Fauchard apresentou um aparelho chamado bandeau (Fig. 03), que consistia de uma tira de metal flexionada em forma de arco e perfurada em determinados pontos. Os dentes mal posicionados eram movimentados mediante a ação de fios de fibra, que passavam ao redor de suas coroas e através das perfurações. Foi o primeiro arco expansor introduzido na Ortodontia, mas na prática, como não apresentava estabilidade, não havia como mantê-lo corretamente em posição no arco dentário (VILELLA, 2007).

17 16 Figura 03 Aparelho Bandau idealizado por Fauchard. Fonte: Vilella (2007). A inauguração da primeira escola dentária do mundo ocorreu em 06 de março de 1840, criada por Harris e Hayden no Estado de Marilândia, na cidade de Baltimore, EUA (Baltimore College of Dental Surgery). O curso tinha 16 semanas, a classe tinha cinco alunos (CARVALHO, 2013). 1.2 ODONTOLOGIA NO BRASIL ASPECTOS LEGAIS Nos primeiros anos depois da descoberta do Brasil a odontologia praticada limitava-se basicamente às extrações dentárias, reflexo das técnicas existentes no Velho Mundo, que eram bastante rudimentares. Não existia instrumental apropriado e muito menos anestesia ou técnicas mais seguras. Os médicos (físicos) e cirurgiões evitavam trabalhar com os métodos dentários, diante de tal crueldade sabe-se que por muitas vezes o paciente tinha suas mãos amarradas durante o ato cirúrgico -, afirmando riscos para o paciente (morte) e infecções, na maioria das vezes, impossíveis de controlar. Diziam que tais procedimentos (extrações) poderiam danificar suas mãos ao realizar procedimentos mais delicados. Assim, diante desta situação, esses procedimentos terminavam sendo realizados por indivíduos inábeis, que geralmente ainda estavam aprendendo a profissão com alguém mais experiente. Este ofício, também denominado de tira-dentes na maioria das vezes era acumulado, conforme dito, por barbeiros, também chamados de sangradores, herança oriunda dos franceses (ROSENTHAL, 1995).

18 17 De acordo com a Carta Régia de outubro de 1448, de Don Afonso, rei de Portugal, nenhum indivíduo do reino poderia desempenhar as atividades de física e cirurgia sem a expedição de licença especial do Cirurgião-Mor, determinando prisão e multa em até três marcos de ouro aos infratores. Contudo, esta regra excluía os tira-dentes e sangradores. Em novembro de 1629, por meio de Carta régia foram definidos exames para habilitação de barbeiros e cirurgiões e, dois anos depois, em dezembro de 1631, estabelecia uma multa de dois mil réis às pessoas que tirassem dentes sem autorização. Para que se tenha uma ideia de evolução da odontologia, cabe ressaltar que, na quarta edição do Novo dicionário da Língua Portuguesa de Eduardo de Faria, de 1859, citado pelo Cirurgião-Dentista Elias Rosenthal, ainda não existia o conceito da expressão dentista", porém trazia o seguinte conceito para a palavra barbeiro: Barbeiro; s. m. o que faz barba; (antigo) sangrador, cirurgião pouco instruído que sangrava, deitava ventosas, sarjas, punha cáusticos e fazia operações cirúrgicas pouco importantes (ROSENTHAL, 1995). Em maio de 1743, surge a primeira legislação sobre a regulamentação deste ofício, na qual havia autorização para Joaquim José da Silva Xavier, ( ) o Tiradentes, mártir da independência, a praticar a profissão da odontologia. Este era muito famoso naquele período, pois como não era comum raro ver alguém que trabalhasse com próteses, Tiradentes era um dos poucos, além, de ser muito competente, tanto em extrações de dentes - vem daí a alcunha tira-dentes como no feitio de próteses. Por este motivo ficou muito conhecido não apenas em Minas Gerais como também no Rio de Janeiro. Em junho de 1782, visando um maior controle e fiscalização nas colônias de língua portuguesa, criou-se a Real Junta de Proto-Medicato. Formada por sete deputados, médicos ou cirurgiões, que foi responsável, durante três anos, pela realização de exames e emissões de cartas e autorização das pessoas que tirassem dentes (ROSENTHAL, 1995, p.01): Nesse período os dentes eram extraídos com as chaves de Garangeot, alavancas rudimentares, e o pelicano. Não se fazia tratamento de canais e as obturações eram de chumbo, sobre tecido cariado e polpas afetadas, com consequências desastrosas. A prótese era bem simples, esculpindo dentes em osso ou marfim, que eram amarrados com fios aos dentes remanescentes. Dentaduras eram esculpidas em marfim ou osso utilizando-se dentes Humanos e

19 18 de animais, retendo-as na boca por intermédio de molas, sistemas usados na Europa. Porém no Brasil, era tudo mais rudimentar. Os barbeiros e sangradores aprendiam o ofício com um mais experiente e tinham que provar uma prática de dois anos sob a vista do mesmo. Após pagar a taxa de oito oitavos de ouro. Submeter-se-iam a exame perante o cirurgião substituto de Minas Gerais e dois profissionais escolhidos por este. Aprovados, teriam suas cartas expedidas e licenças concedidas. Cronologicamente, Elias Rosenthal em seu trabalho publicado na internet com o título História da Odontologia no Brasil (1995, p.01), apresenta uma sequência histórica que dispensa comentários: No final do século XVIII, mais precisamente em 23 de maio de 1800, cria-se o "plano de exames", um aperfeiçoamento das formalidades e dos exames. É encontrado pela primeira vez em documentos do Reino, o vocábulo "dentista". Convém lembrar que foi criado pelo cirurgião francês Guy Chauliac ( ), aparecendo pela primeira vez em seu livro "Chirurgia Magna" publicado em Em 07 de março de 1808, fugindo das forças francesas, o príncipe regente D. João VI, sua corte e a nata da sociedade portuguesa (cerca de 15 mil pessoas) chegavam a Salvador, tornando-se o Brasil por esta contingência sede do reino. Houve um grande surto de progresso. No hospital de São José, na Bahia, criava-se a Escola de Cirurgia, graças à interferência do Doutor José Corrêa Picanço, físico e cirurgião-mór; em nome da Real Junta do Proto-Medicato. Em 07 de outubro de 1809 é abolida a Real Junta do Proto-Medicato, ficando todas as responsabilidades ao encargo do físico-mór e do cirurgião- mór, com a colaboração de seus delegados e subdelegados. De acordo com Oliveira (2000, p. 32), neste período, Domingos "barbeiro", conhecido no bairro da Saúde, Rio de Janeiro ficou famoso por exercer seu ofício também na casa de pacientes. Sob o braço levava uma prancha de madeira, que fazia às vezes de cadeira e uma enferrujada chave de Garangeot (FIGURAS 04 e 05). Afeito a manobras intempestivas, muitas vezes extraía também o dente vizinho, porém cobrava por somente um. Às crianças, recomendava que o dente extraído fosse jogado no telhado, falando antes e por três vezes: "Mourão, toma teu dente podre e dá cá o meu são". Também tinha um negro muito talentoso que entalhava dentaduras em osso e as vendia na porta das igrejas, depois das missas de domingo. Era só escolher, não somente a mais bonita, como também a que melhor se encaixava na boca.

20 19 Figura 04 Extração dentária Figura 05 Chaves de Garangeot Fonte: Castro (Abril/11). Disponível em: <http://reabilitaoral.blogspot.com.br/2011/04/o-dentistapratico.html>. Acesso em 18 ago Em 1820, o Doutor Picanço conferiu ao francês Doutor Eugênio Frederico Guertin a "carta" para praticar seu ofício no Rio de Janeiro. Era diplomado pela Faculdade de Odontologia de Paris e aqui alcançou alta consideração, atendendo a maior parte da nobreza, inclusive D. Pedro II e familiares. Publicou em 1819, Avisos Tendentes à Conservação dos Dentes e sua Substituição, o que sugere ser a primeira obra de odontologia do Brasil. Continua Rosenthal (1995, p.01) relatando que outros dentistas franceses vieram a seguir: Celestino Le Nourrichel, Arson, Emilio Vautier, Henrique Lemale, Eugênio Delcambre, Júlio De Fontages, Hippólito E. Hallais (intitulava -se o dentista das famílias), entre outros, trazendo o que havia de melhor na odontologia no mundo. Como exemplos citam-se alguns artefatos dos Honorários de Guertin: Dentes artificiais de cavalo marinho ou marfim (4000 réis); Natural (12000 réis); Incorruptível/Porcelana (24000 réis). Rosenthal (1995, p.01) explica que as dentaduras eram compostas de duas fileiras de dentes esculpidas em marfim ou adaptadas em base metálica, sendo as arcadas unidas por molas elásticas (FIGURA 06). Em junho de 1824, Gregório Raphael Silva, do Rio de Janeiro, recebeu a primeira Carta de Dentista após a Independência do Brasil.

21 20 Figura 06 Dentaduras do século XIX Fonte: Castro (Abril/11). Disponível em: <http://reabilitaoral.blogspot.com.br/2011/04/o-dentistapratico.html>. Acesso em 18 ago Em agosto de 1828, D. Pedro I ( ) extingue o cargo de cirurgiãomór, cujas funções começaram a ser preenchidas pelas Câmaras Municipais e Justiças Ordinárias. Foi mais ou menos neste período, graças ao francês Jean- Baptiste Debret ( ) que viveu no Brasil de 1816 a 1831, que foi reproduzida em aquarela durante o Primeiro Império, a primeira obra que retrata a atividade dos profissionais em odontologia (FIGURA 07). Figura 07 Boutiques de Barbier, obra em aquarela de Debret, do Primeiro Império. Na tabuleta se lê: Barbeiro, Cabellereiro, Sangreiro, Dentista e Deitão de Bixas, Fonte: <http://odontologia-na-historia.blogspot.com.br/2012/03/cirurgioes-barbeiros-esangradores.html> Acesso em 18 ago

22 21 Em 1850 foi instituída, mediante o decreto lei 598, a Junta de Higiene Pública o que possibilitou à medicina e, portanto à odontologia, importantes medidas que permitiram melhores condições saneadoras nos procedimentos médicos. No ano seguinte, também mediante decreto, são elaborados novos estatutos da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, aprovados em 1854, por proposta de seu diretor Doutor José Martins de Cruz Jobim. A nomeação contribuiu para a evolução da profissão, sobretudo no Rio de Janeiro e São Paulo (ROSENTHAL, 1995). Continua Rosenthal: O decreto nº 8024 de 12 de março de 1881, art. 94 do Regulamento para os exames das Faculdades de Medicina diz: "Os cirurgiõesdentistas que quiserem se habilitar para o exercício de sua profissão passarão por duas séries de exames: - O primeiro de anatomia, histologia e higiene, em suas aplicações à arte dentária. O outro de operações e próteses dentárias. Ante os fatos narrados, faltava apenas um líder e visionários para instituir o ensino da Odontologia no Brasil. Vem na pessoa de Vicente Cândido Sabóia, mais tarde Visconde de Sabóia que, assumindo a direção da Faculdade de Medicina em 23 de fevereiro de 1880, resolveu inicialmente atualizar o ensino, tanto material como cientificamente. Logo a seguir cria o laboratório de cirurgia dentária, encomendando aparelhos e instrumentos dos Estados Unidos. Com crédito especial obtido na lei de 30 de outubro de 1882, monta também o laboratório de prótese dentária (1995, p.01). Todavia, ainda não havia, de fato, o curso de odontologia no Brasil, mas com os esforços de Vicente C. F. de Sabóia e Thomas Gomes dos Santos Filho, o texto dos estatutos das Faculdades de Medicina do Império, foram refeitos e aprovados com o título de Reforma Sabóias, apresentado em 25 de outubro de 1884 (que mais tarde ficou sendo considerado como Dia do Cirurgião-Dentista ), por meio do Decreto nº 9.311, com o seguinte enunciado: Usando da autorização concedida pelo art. 2º, Parágrafo 7º, da lei de 30 de outubro de 1882: - Hei por bem que nas Faculdades de Medicina do Império se observem os novos estatutos que com este baixam, assinados por Filippe Franco de Sá; do Meu Conselho, Senador do Império que assim o tenha entendido e faça executar. Palácio do Rio de Janeiro, em 25 de outubro de 1884, 63º da Independência e do Império. Com a rubrica de sua Majestade o Imperador, Filippe Franco de Sá (BRASIL, 1884).

23 22 Por fim, pela primeira vez determinava-se legalmente que a odontologia no Brasil teria desenvolvimento autônomo como um curso anexo à medicina. Assim, o diploma legal em seu artigo 1º estabelecia: Art. 1º - Cada uma das Faculdades de Medicina do Império se designará pelo nome da cidade em que tiver assento; seja regida por um diretor e pela Congregação dos Lentes, e as comporá de um curso de ciências médicas e cirúrgicas e de três cursos anexos: o de Farmácia, o de Obstetrícia e Ginecologia e o de Odontologia (BRASIL, 1884). No mesmo diploma legal, no seu art. 9º, o Curso de Odontologia seria ministrado em três anos, contando cada série com as seguintes matérias: Art. 9º. Das matérias deste curso Haverá três séries: 1ª série - Física, química mineral, anatomia descritiva e topografia da cabeça. 2ª série - Histologia dentária, fisiologia dentária, patologia dentária e higiene da boca. 3ª série - Terapêutica dentária, cirurgia e próteses dentárias (BRASIL, 1884). No século XX, o Decreto Federal nº , de 15 de novembro de 1921, autorizava o exercício da profissão de dentista àqueles que: Mostrassem-se habilitados por título conferido pelas faculdades de medicina oficiais ou equiparadas na forma da lei; sendo graduados por escolas ou universidades estrangeiras, se habilitassem perante as faculdades nacionais, na forma dos respectivos regulamentos; sendo professores de universidades estrangeiras, requerem licença ao Departamento Nacional de Saúde Publica, que só concederá permissão, à vista de documentos devidamente autenticados e quando, no país a que estas pessoas pertencerem, gozarem de idêntico favor aos professores das escolas brasileiros (ROSENTHAL, 1995, p.01). Hoje, o diploma legal que regulamenta o exercício da profissão odontológica é a Lei nº 5.081, de 24 de agosto de 1966, subsidiada por outras legislações como a Resolução CFO 42/2003 de 20 de maio de 2003, que trata da Ética Odontológica.

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O Erro Médico. Erro de Diagnóstico e Erro de Procedimento Alessandra Abate. cit., p. 422). !  # $ % % & ' ( ( ( ( % ) * +, -. O Erro Médico Erro de Diagnóstico e Erro de Procedimento Alessandra Abate Primeiramente vale mencionar a dificuldade de se fazer um diagnóstico em qualquer fase do tratamento de um paciente ou até mesmo

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