UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS UNISINOS UNIDADE ACADÊMICA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA MBA EM GESTÃO DO AGRONEGÓCIO ELIR PAULO PASQUETTI

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1 UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS UNISINOS UNIDADE ACADÊMICA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA MBA EM GESTÃO DO AGRONEGÓCIO ELIR PAULO PASQUETTI A COMPETITIVIDADE DA SUINOCULTURA DESENVOLVIDA NO MUNICÍPIO DE NOVA CANDELÁRIA E SUA REPRESENTAIVIDADE NO NOROESTE DO RS. São Leopoldo 2010

2 Elir Paulo Pasquetti A COMPETITIVIDADE DA SUINOCULTURA DESENVOLVIDA NO MUNICÍPIO DE NOVA CANDELÁRIA E SUA REPRESENTAIVIDADE NO NOROESTE DO RS. Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização apresentado como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista em Gestão do Agronegócio, pelo MBA em Gestão do Agronegócio da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Orientador: Prof. Luiz Antônio Machado Vial São Leopoldo 2010

3 São Leopoldo, dia de mês de Considerando que o Trabalho de Conclusão de Curso do aluno Elir Paulo Pasquetti encontra-se em condições de ser avaliado, recomendo sua apresentação oral e escrita para avaliação da Banca Examinadora, a ser constituída pela coordenação do MBA em Gestão do Agronegócio. Luiz Antônio Machado Vial Professo Orientador

4 AGRADECIMENTOS Inicialmente agradeço ao meu orientador, Professor Luiz Antônio Machado Vial, pelo apoio e orientação durante a elaboração deste trabalho. Agradeço também, de forma muito especial, ao Diretor Executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos (SIPS), Dr. Rogério Kerber; ao Diretor Executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Dr. Fabiano Coser; ao Presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Sr. Valdecir Folador; ao Diretor Executivo da MABELLA CARNES S.A., unidade de Frederico Westphalen, Sr. Darci Antônio Mariotti; ao Gerente da Unidade do Frigorífico Cotrijuí de São Luiz Gonzaga, Sr. Álcio Schneider; ao Gerente Corporativo da Alibem Comercial de Alimentos Ltda, unidade de Santa Rosa, Sr. Paulo John Guma; ao Empresário e Proprietário da Konzen Suinocultura, Sr. Orlando Germano Konzen; ao Empresário e Proprietário da Klockner Suinocultura, Sr. Remi Umberto Klockner; ao Gerente de Produção da Locatelli Suinocultura, Médico Veterinário Marcelo Locatelli; ao Asistente Técnico Estadual da EMATER/RS, Dr. Henrique Bartels; à bióloga Dr. Cléria Meller Bitencourt; e aos Presidentes das Associações Regionais dos Suinocultores Srs. Elemar Hein, Laurindo Vier, Roque Avrella e Martin Riordan.

5 RESUMO O presente trabalho faz uma análise da competitividade da suinocultura desenvolvida no município de Nova Candelária e sua representatividade no noroeste do RS. Tem o objetivo de contribuir para o aumento da competitividade da suinocultura com enfoque para o município de Nova Candelária. Para a realização do trabalho foram coletadas e analisadas as informações nas bibliografias da área, bem como, das entidades ligadas à suinocultura gaúcha e brasileira, a exemplo da ABIPECS, da ABCS, da ACSURS, do SIPS, da EMBRAPA Suínos e Aves, da EMATER/RS, do IBGE, da FEE, das Agroindústrias de abate e processamento, dos empresários do setor, das Associações Regionais dos Suinocultores, dos produtores e dados do setor do ICMS do município de Nova Candelária. A partir destas análises foi possível verificar a importância sócio-econômica que a suinocultura tem em Nova Candelária, através dos empregos e da renda que gera no município e região. Desta forma, conclui-se que Nova Candelária é o município maior produtor de suínos do Rio Grande do Sul, e que a suinocultura é a principal atividade econômica do município, e que, a partir dela, outras atividades são beneficiadas indiretamente, como é o caso da produção do leite e dos cereais. Além disso, ela possibilita ao poder público, através do retorno dos impostos gerados na cadeia, efetuar investimentos em benefício do bem estar e da qualidade de vida para a população local. Palavras-Chave: Suinocultura. Mercado. Tecnologia. Rentabilidade. Verticalização.

6 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABCS- Associação Brasileira dos Criadores de Suínos. ABIPECS- Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína. ASBIPS- Associação Sul Brasileira das Indústrias de Produtos Suínos ACSURS- Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul. AGE- Assessoria de Gestão Estratégica. ASCAR- Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural. CEPEA- Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada CONAB- Companhia Nacional de Abastecimento. CONAMA- Conselho Nacional do Meio Ambiente. CONSEMA- Conselho Estadual do Meio Ambiente. COREDE- Conselho Regional de Desenvolvimento. DPA- Departamento de produção Animal EMBRAPA- Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. EMATER/RS- Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural. FEE- Fundação de Economia e Estatística. FEPAM- Fundação Estadual de Proteção Ambiental. ICMS- Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. MAPA- Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. PIB- Produto Interno Bruto. SEAPPA- Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio. SEMA- Secretaria Estadual do Meio Ambiente. SMA- Secretaria Municipal de Agricultura.

7 5 SIGA- Sistema Integrado de Gestão Ambiental. SIPS- Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos. UPL- Unidade de Produção de Leitões. UT- Unidade de Terminação. USDA- United States Department of Agriculture

8 6 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO DEFINIÇÃO DO PROBLEMA OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos JUSTIFICATIVA FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA HISTÓRIA DA SUINOCULTURA Até a década de Década de 30 a Década de 40 e Década de 60 a Década de 70 a Década de 80 a Década de 90 a Década de ASUINOCULTURA NA ATUALIDADE Produção Consumo Exportações Custos de produção A SUINOCULTURA EM NOVA CANDELÁRIA Contextualização do município de Nova Candelária A suinocultura na produção agropecuária A suinocultura na geração de emprego, renda e impostos A suinocultura e a bovinocultura leiteira Valores dos dejetos dos suínos como fertilizantes Os dejetos dos suínos como fonte de energia MÉTODOS E PROCEDIMENTOS DELINEAMENTO DA PESQUISA DEFINIÇÃO DA ÁREA DE ANÁLISE TÉCNICAS DE COLETA DE DADOS TÉCNICAS DE ANÁLISE DE DADOS APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS AS TENDÊNCIAS DA SUINOCULTURA As tendências para a produção suinícola Sistemas de produção As potencialidades da suinocultura As limitações da suinocultura A suinocultura e o meio ambiente As fusões e/ou aquisições nas agroindústrias processadoras de carnes As projeções do agronegócio brasileiro... 71

9 7 5 CONCLUSÃO REFERÊNCIAS ANEXO A QUESTIONÁRIO PARA DIRETOR EXECUTIVO DO SIPS. 84 ANEXO B- QUESTIONÁRIO PARA Dra. CLERIA B. MELLER...92 ANEXO C - QUESTIONÁRIO PARA LOCATELLI SUINOCULTURA...94 ANEXO D - QUESTIONÁRIO PARA Dr. HENRIQUE BARTELS...94 ANEXO E - QUESTIONÁNIO PARA ASSOCIAÇÃO DOS SUINOCULTO- RES DE SANTA ROSA ANEXO F- QUESTIONÁRIO PARA ASSOCIAÇÃO DOS SUINOCULTO- RES DE TRÊS PASSOS ANEXO G- QUESTIONÁRIO PARA REPRESENTANTE DA ACSURS.106 ANEXO H - QUESTIONÁRIO PARA COTRIJUI ANEXO I - QUESTIONÁRIO PARA ALIBEM...111

10 8 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho faz uma análise da competitividade da suinocultura desenvolvida no município de Nova Candelária e sua representatividade no noroeste gaúcho, com os objetivos de conhecer a importância econômica da suinocultura do noroeste do RS no contexto estadual, de identificar a importância da suinocultura na matriz produtiva do município de Nova Candelária, de definir e fortalecer as potencialidades da suinocultura e apontar os possíveis cenários para a suinocultura do noroeste gaúcho. Para a fundamentação teórica, foram utilizadas informações disponíveis nas entidades ligadas ao setor, como é o caso da ACSURS, da ABCS, do SIPS, da ABIPECS, do IBGE, da FEE, do MAPA, assim como, os dados disponíveis nas entidades de pesquisa e extensão, no caso a EMBRAPA e a EMATER/RS, respectivamente. Destacamos que estas entidades são as que realmente dispõem das informações mais atualizadas sobre a cadeia da suinocultura em nível de região, estado e país. Além disso, foram coletados e analisados dados em revistas, anais, periódicos, bem como, foram realizadas entrevistas, elaborados e aplicados questionários com perguntas abertas juntos os suinocultores, às Associações Regionais dos Suinocultores, aos empresários do setor, às agroindústrias da região noroeste do estado (ALIBEM ALIMENTOS, COTRIJUÍ, MABELLA/CARNES S.A.) tendo em vista que estes realmente conhecem a realidade do setor, juntamente com as entidades destacadas anteriormente, uma vez que existem poucas bibliografias que abordam a cadeia da suinocultura (com dados de produção, importância econômica e perspectivas futuras). Para possibilitar um melhor entendimento do assunto, será abordado inicialmente o histórico da suinocultura na região do Grande Santa Rosa e no estado. Relata-se como iniciou a suinocultura na referida região, como eram as instalações, como ocorreu a evolução das raças produzidas e quais os aspectos que motivaram as melhorias genéticas, a evolução da alimentação dos animais, como eram o transporte, e os aspectos econômicos da suinocultura para a região. Faz-se também, ma abordagem sobre a importância da instalação do frigorífico para o abate dos suínos no município de Santa Rosa. Em seguida, faz-se uma analise a suinocultura na atualidade, destacando os dados de produção de suínos no município de Nova Candelária, a produção na região do Grande Santa Rosa, a produção por COREDE, a produção de suínos no Rio Grande do Sul, a produção

11 9 brasileira, os destinos da carne suína gaúcha e brasileira, a importância econômica da suinocultura para o município de Nova Candelária, para o RS e para o Brasil. Analisa ainda, a evolução dos custos de produção, os preços pagos aos produtores, a rentabilidade da atividade, os índices de produtividade do setor e o número de suinocultores em atividade. Na seqüência, é focalizada a importância da suinocultura para o município de Nova Candelária. Neste momento, aprofundam-se as questões pertinentes ao tema proposto, com os seguintes enfoques: a contextualização do município de Nova Candelária; a evolução na produção agropecuária dos últimos 14 anos; a suinocultura de Nova Candelária no contexto regional e estadual; a importância econômica para o município; as inter-relações da suinocultura com outras atividades agropecuárias; as potencialidades do uso dos dejetos como fertilizantes; as potencialidades de produção de energia a partir dos dejetos dos suínos, tanto nos aspectos ambientais como financeiros; a importância da suinocultura para os agricultores familiares considerando a estrutura fundiária local; a suinocultura e a sucessão familiar entre outros assuntos ligados a suinocultura local. Neste capítulo, verifica-se o quanto a suinocultura foi e é responsável pelo desenvolvimento sócio-econômico do município de Nova Candelária. Por fim, projeta-se os possíveis cenários para a suinocultura em Nova Candelária, na região e do estado levando-se em consideração as opiniões das maiores autoridades da suinocultura gaúcha e brasileira, como é o caso da ACSURS, da ABCS, da ABIPECS, do SIPS, da EMATER/RS, do MAPA, da SMA de Nova Candelária, dos produtores integrados, dos produtores independentes, das Associações Regionais dos Suinocultores, dos empresários do setor e das agroindústrias. Os principais temas discutidos serão: tendências de produção na região e no estado; os sistemas de produção; as potencialidades e entraves para a atividade na região e no estado; as questões ambientais e a suinocultura; as fusões entre empresas do setor; e as projeções para a produção e exportações de carnes no Brasil até Estas informações são fundamentais para a compreensão dos cenários futuros da atividade, tendo em vista a complexidade do mercado globalizado.

12 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA A suinocultura sempre fez parte das estratégias produtivas dos agricultores do noroeste gaúcho. Porém, nas últimas décadas, a suinocultura passou por profundas transformações que foram responsáveis pela melhoria genética, pela verticalização da atividade, pela produção em escala, pelo aumento da produtividade e da produção. Por outro lado, essas mudanças excluíram a grande maioria dos pequenos suinocultores em função da redução da lucratividade e da necessidade da produção em escala para se manter economicamente viável no setor. Esse fenômeno exigiu outras estratégias de produção que viabilizassem a produção dos suínos para atender as demandas das indústrias. Nas últimas duas décadas, o sistema de produção foi direcionado para a integração da produção. Nesse sistema, as empresas integradoras e agroindústrias fazem parcerias com os produtores, onde fornecem os animais (leitões), os insumos/rações, e a assistência técnica aos suinocultores. Estes, por sua vez, participam com as instalações e a mão-de-obra para a terminação dos animais, a chamada engorda. A partir daí, as empresas integradoras e agroindústrias recolhem e comercializa os suínos e a produção industrializada, respectivamente, e pagam uma comissão aos produtores em função dos índices técnicos obtidos na engorda dos animais. Esse novo momento vivido pelos suinocultores tirou a sua autonomia, porém, é uma estratégia interessante para permanecer na atividade com certa segurança e remuneração pelo seu capital e pelo seu trabalho, tendo em vista que de forma independente, dificilmente consegue sobreviver às crises no setor. Por outro lado, os pequenos produtores, correm o risco de serem excluídos do sistema de integração em função das dificuldades de atingirem a escalda de produção determinado pelo setor e pelas exigências ambientais e sanitárias. É neste contexto que se busca identificar a competitividade da suinocultura desenvolvida no município de Nova Candelária, e a sua representatividade no noroeste do RS.

13 OBJETIVOS A realização desse trabalho apresenta os seguintes objetivos: Objetivo Geral Contribuir para o aumento da competitividade da suinocultura desenvolvida no noroeste gaúcho, com enfoque para o município de Nova Candelária Objetivos Específicos Conhecer a importância econômica da suinocultura do noroeste do RS no contexto estadual; Identificar a importância da suinocultura na matriz produtiva do município de Nova Candelária; Definir e fortalecer as potencialidades da suinocultura no município de Nova Candelária; Apontar os possíveis cenários para a suinocultura do noroeste gaúcho. 1.3 JUSTIFICATIVA O município de Nova Candelária/RS, localizado na região noroeste do RS, possui uma área de 98,6km 2 e uma população de habitantes. É o maior produtor de suínos do estado desde A atividade está presente em 27% das propriedades rurais, envolvendo 170 famílias na produção/terminação dos suínos, além de mais 89 empregos que são gerados nas unidades de produção de leitões, nas creches, na fábrica de ração, no transporte, no escritório e em outras atividades que compõem a produção os suínos.

14 12 O gráfico 01 mostra os 10 maiores municípios produtores de suínos do RS em Fonte: SIPS (2010). Elaboração: O Autor. A suinocultura em Nova Candelária contribuiu significativamente no crescimento da arrecadação da produção primária do município. Além da receita gerada pela atividade, os dejetos oriundos da produção dos suínos também contribuem na redução dos custos de produção de outras culturas e pastagens devido aos nutrientes presentes nos dejetos, de forma a aumentar a produtividade reduzir os custos de produção das mesmas. Gráfico 02: mostra os valores da venda da produção de suínos no município de Nova Candelária de 1998 até Fonte: Secretaria Municipal de Agricultura, Relatório do ICMS de Nova Candelária, Elaboração: O Autor.

15 13 A participação da suinocultura no total da produção primária do município de Nova Candelária é bastante significativa, variando de 63,53% em 2000, até 83,47% em Desta maneira, se fosse subtraída a receita da suinocultura da produção primária do município, certamente as receitas dos produtores, do comércio e dos impostos públicos cairiam drasticamente, a ponto de inviabilizar muitas propriedades, afetar negativamente o comércio e reduzir os serviços públicos em função da redução da arrecadação dos impostos. O gráfico 03: mostra a participação da suinocultura na composição da produção primária do município de Nova Candelária, de 1998 a Fonte: Secretaria Municipal de Agricultura, Relatório do ICMS de Nova Candelária, Elaboração: O Autor. O crescimento da suinocultura em Nova Candelária e sua expressiva participação na produção primária contribuiu significativamente para o crescimento do PIB per capita do município. Saindo de R$ 3.489,00 em 1999, para R$ ,00 em 2007, de acordo com FEE (2010). Se compararmos o PIB de Nova Candelária com PIB dos demais municípios do COREDE Fronteira Noroeste, observamos que Nova Candelária apresenta um dos maiores PIB da referida região. Isso se deve aos expressivos valores gerado na suinocultura local e a contribuição dos dejetos dos suínos na adubação das pastagens e na produção dos cereais. O crescimento do PIB de Nova Candelária pode ser observado no gráfico a seguir.

16 a Gráfico 04: mostra o crescimento do PIB per capita de Nova Candelária, no período de Fonte: FEE (2010). Apesar da importância econômica e social da suinocultura, a questão ambiental do município precisa estar presente nas discussões a respeito da atividade. Um dos aspectos a ser considerado é a relativa concentração de produção em determinadas localidades que pode representar risco ao ambiente, e que deverá fazer parte da análise da competitividade da suinocultura em Nova Candelária. Outro fator relevante a analisar diz respeito à sucessão familiar no campo, onde a suinocultura representa uma excelente oportunidade. Ao mesmo tempo, temos uma população rural com idade média próximo dos 50 anos, e que ao longo do tempo não terão mais disposição física para o trabalho o que poderá inviabilizar a continuidade da produção dos suínos em muitas propriedades, se a mesma não for suficientemente atrativa aos produtores.

17 15 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Para fundamentação teórica do trabalho faz-se necessário analisar todo o contexto da suinocultura, desde seus aspectos históricos de Nova Candelária, da região do Grande Santa Rosa e do RS, compreender os aspectos mercadológicos da atividade em nível global e suas projeções e/ou tendências para o futuro. Para tal, destaca-se a importância das informações das entidades ligadas a suinocultura na região, no estado e no país, pois estas, realmente conhecem a realidade atual e as projeções da cadeia, de forma a fundamentar e dar credibilidade as conclusões que serão obtidas a partir do presente trabalho. 2.1 HISTÓRICO DA SUINOCULTURA Segundo Viana (1986), os suínos foram introduzidos no Brasil em 1532 por Martin Afonso de Souza. A criação dos animais iniciou de forma primitiva e as raças denominadas de porco tipo banha, cujo objetivo de atender o auto-consumo familiar e de comercializar a banha. No Rio Grande do Sul, os suínos chegaram junto com os colonizadores e aos poucos foram se distribuindo para todo o estado. De acordo com Hentges (2000), no Rio Grande do Sul, a criação de suínos desenvolveu-se basicamente nas regiões colonizadas pelos imigrantes de origem européia, como alemães, italianos, austríacos e poloneses, tanto nas Colônias Velhas quanto nas Colônias Novas. Sua finalidade principal era o atendimento do consumo, com a comercialização do excedente, principalmente a banha, que possuía canais de comercialização e mercado com grande potencial. Para facilitar o entendimento, vamos descrever a história da suinocultura na Região do Grande Santa Rosa e no Rio Grande do Sul separando-a por períodos identificando os principais acontecimentos de cada um.

18 Até a década de 30 Segundo o Diretor Executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS (SIPS) Sr. Rogério Kerber, (apud. FARIAS et. al. 2010), a suinocultura participou de forma marcante no desenvolvimento do Rio Grande do Sul. A agroindustrialização dos suínos tem seu berço no Estado. Destaca que em 1914 os registros apontam que o item de maior peso nas exportações do RS era a banha, e que em 1917 a imprensa registrou contenda comercial entre França e o Brasil, relacionada a qualidade do produto exportado pelo RS, com excesso de umidade. Acrescenta ainda que a produção da banha era decorrente do abate dos suínos nas propriedades rurais, perdurando esta condição até a década de 30, chamada era pré-industrial. Foi o reino da banha e do suíno banha. Complementa ainda dizendo que neste período o produto era comercializado com as chamadas Refinarias de Banha, que procuravam padronizar e melhorar a qualidade final do produto e trabalhavam sua inserção nos mercados interno e externo direcionada ao consumo humano. Foto 01: A foto 01 ilustra a importância que a banha tinha no mercado nacional e internacional. Fonte: SANTA ROSA, 2009.

19 Década de 30 a 40 Na região da Grande Santa Rosa, na qual o município de Nova Candelária está incluído, a suinocultura teve sua expansão mais representativa a partir da década de Segundo o Engenheiro Agrônomo Paulo Sérgio Kappel (SANTA ROSA, 2009), no período as raças predominantes eram denominadas comum, ou então, porco tipo banha, as quais possuíam grande concentração de gordura em suas carcaças, e a gordura possuía excelente valor de mercado. Os animais eram mal alimentados e infestados de verminoses devidos as condições precárias de higiene nos ambientes de criação. Afirma que os produtores não possuíam instalações adequadas, a limpeza e a higiene eram deficientes, a alimentação era desequilibrada, as raças eram rústicas, mas de aptidão para produção de banha. Como conseqüência destes fatores, a produtividade era baixa. Segundo depoimento do suinocultor, Sr. Noé Tomás de Aquino, (SANTA ROSA, 2009), naquele período os animais eram criados soltos em mangueiras/cercados rudimentares e recebiam o alimento. Em muitas propriedades, os animais adultos eram colocados nos chiqueiros, hoje denominados de pocilgas, onde recebiam alimentação mais abundante para completar a engorda e posteriormente serem comercializados. Neste sistema de criação, os suínos demoravam em média oito a nove meses e, em alguns casos, até dois anos para serem abatidos, demonstrando a baixa produtividade. Após a engorda dos suínos, estes eram vendidos para os comerciantes da região. A alimentação na época era à base de milho, aipim, abóbora, melancia de porco, alfafa. Segundo o suinocultor Leo Dewes (2010), fazia-se lavagem para os porcos. Cozinhávamos uma mistura de milho, com mandioca, batata-doce, abóbora e dávamos aos animais. Mais tarde quando começamos a plantar soja, aí então, adicionávamos a soja na lavagem e os animais engordavam mais rápido, afirma. O empresário da suinocultura Sr. Willi Racho (2010 apud. FARIAS et. al. 2010, p. 60) destaca: [...] Os porcos pretos não necessitavam de grandes cuidados por parte dos produtores. Quase sempre eles eram criados soltos, no potreiro junto com os outros animais da propriedade. Há relatos de que até meados dos anos de 1950, era usual, porcos ficarem em curais, soltos, onde eram colocados logo depois do desmame e criados até a idade de um ano.

20 18 De acordo com o Sr. Edio Mai (2010), pioneiro no município de Nova Candelária, e suinocultor da época, na década de 30 a 40, os suínos eram criados soltos até atingirem um peso médio de 40 a 50 kg e depois eram fechados nos chiqueiros para completarem a engorde e serem comercializados. Era costume dos agricultores criarem seus porcos nas mangueiras, soltos junto com o gado até chegarem ao ponto de ir para a engorda. Os animais eram das raças comum e piau, afirma Edio. Destaca ainda que no momento da venda dos animais, estes eram transportados de carroça para os comerciantes locais. Como as estradas eram verdadeiras trilhas não era possível chegar de caminhão até as propriedades. Aí então, nós transportávamos os porcos até o comerciante, destaca Edio. Já os comerciantes da época (Sr. Nicolau Kuhn e Sr. Estefano Ficthier) transportavam os animais para Giruá/RS, onde eram embarcados para os frigoríficos. O transportador de suínos da época, Sr. Fidelix Marostega, destaca que o transporte era realizado com carroças ou caminhões até os galpões dos comerciantes, onde se concentravam inúmeros animais para formar as cargas. A partir daí, os suínos eram transportados de caminhão até as estações de trem, onde eram embarcados em vagões especiais de dois andares, até as cidades de Pelotas e Rio Grande, onde eram embarcados para a Inglaterra, destaca o Sr. Milton Schwer, filho de comerciantes de suínos da época (SANTA ROSA, 2009). Parte da produção tinha o destino para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Mesmo com a baixa produtividade obtida naquele período, os produtores tinham lucro na atividade, pois não tinham muitas despesas com instalações, produziam os alimentos para os animais e o preço pago pelo produto era muito bom, de acordo com Konzen (2010). De acordo com José Marostega (2010 apud. FARIAS et. al. 2010, p.121), na época era necessário alimentar e fornecer água aos animais durante o transporte para que os suínos aguentassem a viagem. Conforme Kerber (2010 apud. FARIAS, et. al. 2010, p. 79), existem registros de embarques de banha para a Europa ainda na década de 30 e 40 do século passado. Nestas décadas começaram a surgir os estabelecimentos abatedouros estruturando melhorar a atividade e incorporando tecnologia ao aproveitamento do suíno.

21 Década de 40 e 50 Neste período a suinocultura começou a evoluir. Conforme relatou o Sr. Edio Mai (2010), o sistema de alimentação dos suínos começou a melhorar quando os produtores começaram a comprar concentrado para misturar aos demais alimentos. Com isso, a ração ficava com maior teor de proteínas e os animais cresciam mais rapidamente. Lembra que este fator ocorreu a partir de 1955 quando foram introduzidos os suínos tipo carne (vermelho). De acordo com Kappel (2010 apud. FARIAS, et. al. 2010, p. 66), com o trabalho da extensão rural prestado pela ASCAR no período, a atividade da suinocultura começou a evoluir, tanto nas questões de alimentação, como de instalações e manejo. Segundo Kappel, a partir dos anos cinquenta, com a entrada dos óleos vegetais no mercado, e a desvalorização da gordura dos suínos (banha), os produtores foram forçados a melhorarem suas instalações para criação dos animais e introduzirem novas raças com perfil de produção de carne. Introduziu-se inicialmente a raça Duroc, proveniente da Argentina e posteriormente dos Estados Unidos. Como esta raça apresentava a superfície da carcaça muito escura, em função da cor do pêlo, foi necessário buscar novas raças com melhor aceitação no mercado, como afirma o Sr. Pedro Carpenedo (SANTA ROSA, 2009). Foto 02: mostra os suínos Duroc ou Vermelho que foram introduzidos na região e o orgulho que os produtores tinham com a atividade. Fonte: (SANTA ROSA, 2009).

22 20 Em Nova Candelária, na década de 50, os produtores iniciaram os cruzamentos entre as porcas da raça piau com os reprodutores tipo carne (pelagem vermelha). Este cruzamento proporcionava maior rendimento de carcaça e rapidez na engorda dos animais. Na mesma década ainda multiplicaram-se rapidamente os reprodutores e matrizes tipo carne, destaca Edio Mai (2010). De acordo com Kerber (2010), a década de 40 e 50 foi fértil na constituição de agroindústrias abatedoras de suínos. Sugiram 16 novas agroindústrias, porém, 12 encerraram as atividades no período. Isso ocorreu por falta de uma gestão adequada, que não estava preocupação com a produção da matéria-prima, pois esta ficava disponível após a safra do milho. Desta forma, a oferta de animais para abate começava a acontecer em maio e encerrava-se em setembro ou outubro. Salienta ainda, que os abatedouros tinham matériaprima (suínos) durante 5 a 6 meses, enfrentando grande ociosidade e em decorrência forte instabilidade. O empresário e diretor executivo do frigorífico Mabella Carnes, unidade de Frederico Westphalen, Sr. Darci Antônio Mariotti (2010), que está na atividade a 54 anos, informou que no passado, existia o período de safra e de entressafra da suinocultura. Segundo ele, a safra ocorria entre os meses de abril a novembro a entressafra de dezembro a março. Este fator estava relacionado a disponibilidade do milho que era o principal alimento para os animais. Destacou também que os frigoríficos abatiam os animais no período de safra, estocavam e comercializavam no período de entressafra com boa remuneração. Concluiu dizendo que atualmente o abate é homogêneo durante o ano todo e que o consumo é menor nos meses de janeiro a março devido ao período de calor, das férias, da Semana Santa e do Carnaval Década de 60 a 70 Esta década foi marcante para a suinocultura da região do Grande Santa Rosa, pois ocorreu a instalação do frigorífico Santarosense S.A. no município de Santa Rosa. De acordo com Pedro Carpendedo (2009 apud DE CONTI, 2009, p. 03 e 04), morriam muitos porcos da região até chegarem no frigorífico em Passo Fundo. Foi aí então que ele propôs em 1964, a para a Associação Comercial do Município de Santa Rosa, a instalação do frigorífico. Segundo DE CONTI (2009), naquela oportunidade Carpenedo afirmou Se nos sobrar só o valor dos porcos que morrerem no trajeto, o retorno do nosso capital é garantido.

23 21 Criou-se então uma comissão para angariar recursos e iniciaram com 170 sócios acionistas para formar o capital inicial para a instalação do frigorífico. Inicialmente recebeu o nome de Frigorífico Santarosense S.A. e mais tarde o nome foi mudado pra Prenda S.A., o qual foi vendido posteriormente para a empresa Chapecó, e atualmente pertence ao grupo Alibem Alimentos S.A.. Carpenedo destaca ainda que na época a banha era o produto de maior valor. Diante deste fato, ele importou da Argentina uma centrifuga que fazia a purificação da banha. Com isso, naturalmente, acabamos tendo, a melhor banha do Brasil, conclui Pedro Carpenedo. Por outro lado, com a instalação de uma indústria de óleo vegetal em Santa Rosa, e com a campanha de que a banha causava colesterol, o mercado de suínos entrou numa crise, pois os animais criados na época tinham a aptidão de produzir banha. Segundo Carpenedo, a crise foi resolvida com a introdução de novas raças de suínos tipo carne trazidas da Inglaterra, pois estas produziam menos gordura e mais músculo (carne). Foto 03: mostra a centrífuga utilizada na purificação da banha utilizada pelo Frigorífico Santarosense S.A.. Fonte: SANTA ROSA, Segundo Kerber (2010 apud FARIAS, et. al. 2010, p. 83), a década de 60 ainda se caracterizou pela existência de demanda de produtos da suinocultura, identificada como: que quantidades tens e quando podes entregar. Embora em ritmo lento, os estabelecimentos

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