TITULO A GENTE NA RUA UM OLHAR DIFERENCIADO NA POPULAÇÃO DE RUA NA CIDADE DE SÃO PAULO

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1 TITULO A GENTE NA RUA UM OLHAR DIFERENCIADO NA POPULAÇÃO DE RUA NA CIDADE DE SÃO PAULO Breve Histórico da População de Rua na Cidade de São Paulo A população de rua da cidade de são Paulo, heterogenia faz parte na Cidade de São Paulo, ocupando logradouros públicos, ruas, praças, terrenos e imóveis abandonados, são trabalhadores autônomos, catadores e representa parte da economia e não apenas corresponde a antiga história da figura do andarilho ou do mendigo tradicional que pede esmolas ou que pernoita em Albergues da Cidade, freqüentadores da boca de rango ou projetos sociais de espaços de população de rua. Quando se fala em população de rua, os profissionais encontram dificuldades tanto para conceituá-la quanto para delimitá-la, hoje falamos muito além do segmento social que atualmente expressa uma da situação limite de pobreza e miserabilidade. A problemática nos chama mais a atenção não somente para os vários agravos de saúde, mas também em igualdade a outras necessidade agravantes dessa população, sendo; a degradação da classe trabalhadora, Moradia, educação, cultura, esporte e laser. Contudo essa população de rua vêem sofrendo um processo crescente, pesquisas e estudos recentes, apontam que o perfil das pessoas que passam a viver em situação de rua tem sido dinâmica nos últimos anos e tão pouco tem a ver com a nossa realidade histórica e sim com a nossa realidade atual. Neste processo, seu papel de provedor sofre uma desqualificação e ele passa a ser alvo de pressão por parte da família, bem como do mercado de trabalho. Este é um dos caminhos possíveis de chegada até as ruas, momento em que o trabalhador, sob essa pressão, rompe os vínculos com a família e o

2 trabalho, atravessando o limiar tênue que, no imaginário social, estabelece os parâmetros de uma ordem legítima de vida. Em um esforço para construir uma ação conjunta que responda de forma adequada às demandas específicas desta população, este núcleo elaborou o primeiro Protocolo Intersecretarial de Políticas Públicas de Pessoas em Situação de Rua. O documento se fundamenta nos princípios do SUS de integralidade, universalidade e eqüidade. Este último norteia a estrutura deste trabalho que recupera em uma ação ampla as necessidades especificas desta população. As pessoas em situação de rua não existem para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma vez que não possuem casa e, por isso, não participam de censos demográficos. Mesmo assim, estão cada vez mais presentes nas ruas, vítimas do desemprego, da falta de moradia, do aumento da miséria provocada pela política econômica recessiva, praticada pelo governo federal nos vários governos. Além desses fatores, é importante salientar que algumas pessoas vão para a rua em decorrência de problemas mentais, abuso de drogas lícitas e ilícitas e/ou por vontade própria. Apesar das diferentes causas possíveis para a rua ser adotada como lar, seus moradores partilha inúmeras características. São todos muito pobres, pessoas para as quais algumas das instituições básicas da sociedade - propriedade privada, família, mercado - deixaram de propiciar as estratégias usuais de sobrevivência. As pessoas em situação de rua, ao longo do tempo, vêm se organizando cada vez mais para garantir seus direitos à saúde, educação, respeito e cidadania. A seguir, algumas instituições que defendem os moradores de rua na cidade de São Paulo.

3 E foi em umas dessas reivindicações do povo da rua, em que o tema era saúde, que a cidade de São Paulo conquistou o Projeto A Gente na Rua (agentes comunitários de saúde do povo da rua). A Pastoral de Rua pertence à Arquidiocese da Cidade de São Paulo, é um espaço importante para a integração, mobilização e organização das pessoas em situação de rua. Um trabalho assumido pelo Arcebispo que tem na Pastoral uma questão prioritária. Com o povo de rua, a Pastoral busca fortalecer as comunidades, pois acredita que é na comunidade que as pessoas se encontram e podem se conhecer, além de ser uma estratégia de pressionar o poder público a assumir e criar políticas públicas para a Cidade de São Paulo. É por este motivo que, para a Pastoral, o censo demográfico é fundamental. Só assim é possível acompanhar o orçamento e criar políticas para as pessoas em situação de rua. Uma grande conquista foi a regulamentação da regra criando a obrigatoriedade de que, a cada três anos o Poder Público Municipal realize um novo censo, para que possa ter orçamento estabelecido na Câmara Municipal, pois se não há orçamento, não há política pública. A equipe A Gente na Rua entende que, necessitamos da rede ampliada de segmentos diferenciados para que possamos, contemplar as necessidades, se não total ao menos primordial e imediata, soluções que apresentam resultados a curto prazo, com resultados curto, médio e longo prazo de acordo com as especificações desses pacientes. O Trajeto foi realizado a partir da organização da própria população em situação de rua, agentes comunitários de saúde (ex. moradores de Rua), equipe técnica que desenvolve, acompanha e atua junto dos agentes de saúde de rua, onde assim é possível encontrar melhores alternativas para discussão de algumas tipificações comumente infligidas às pessoas nessa situação. Além da atuação a equipe, junto com os agentes participa de conselho de Monitoramento conta com o suporte de organizações e de instâncias da sociedade civil, que também, como as pessoas em situação de

4 rua, lutam pela paz, autonomia e cidadania dessa população. O conselho acredita que, por meio da organização própria da Além da luta por direitos, o Conselho procura levantar denúncias sobre maus tratos sofridos pela população de rua, praticados por policiais. Os agentes além da população em situação de rua, cada vez está organizada e faz parte de vários conselhos na cidade, o que é muito importante, pois no conselho é possível deliberar ações para formação de políticas publicas. Os agentes de saúde participou pela primeira vez, representando a população de rua trabalhadora da sociedade civil, como: COMAS Conselho Municipal de Assistência Social, CMDCA... Conselho Municipal de Assistência a Criança e ao Adolescente. Sabe-se que há muitas dificuldades para estas conquistas: Relatos de moradores de rua Nasci e vivi em São Paulo. Quando fiquei desempregada, após ter abandonado emprego por motivo de saúde, também fiquei grávida. Amamentei até onze meses, a criança foi para uma instituição e, em seguida, foi adotada por uma família. Depois de ter sido funcionária pública, hoje depender de esmolas para sobreviver, para mim é isso é humilhante. (entrevistada - pessoa em situação de rua). A Gente na Rua O Programa A Gente na Rua, desenvolve o trabalho, voltado com a população de rua na Cidade de São Paulo, a experiência dos profissionais foi

5 sendo valorizada e..., de acordo com os indicadores, que foram embasados através de instrumentais. O mesmo sofreu várias modificações de acordo com as necessidades que a própria população de rua indicava, sendo assim o mesmo é dinâmico... Segundo nosso trabalho foi possível compreender que; os problemas que desencadeiam a situação de rua nessas pessoas, são muito antigos. Diversas temáticas tem sido abordada através de pesquisas, que comprova que só através de vinculo, vivência e respeito é possível acompanhar obtendo resultados significativos. Através de escuta, formulários, anammines, trabalho de conclusão de curso de Serviço Social, em quatro anos do Programa A Gente na Rua, ficou atento no olhar diferenciado do profissional com seus clientes pessoas em situação de rua. OBJETIVO o trabalho é escutar, acolher sem armas, entender quem são as pessoas em situação de rua, sua história e também o porquê do massacre dessa população, fato que ocorreu há mais de um ano. Suspeita-se que a ação tenha sido praticada por policiais, que mataram sete pessoas dormindo no centro da Cidade de São Paulo. Os trabalhos sociais que foram feitos até então para atender a população em situação de rua eram imediatistas, vistos apenas como ação para tentar amenizar o sofrimento dessas pessoas. Desta forma atendimento e pesquisa, o mesmo foi desenvolvido com atores de áreas de grande concentração de população de rua com agentes comunitários de saúde de rua, as pessoas atendidas e os profissionais que atuam nesse segmento. O resultado da pesquisa, faz parte deste trabalho de conclusão de curso, servindo de referência para as citações apontadas no texto, contextualizando a nossa atuação. O grupo pesquisado compõe o Projeto A Gente na Rua, de que falaremos oportunamente. A gente na rua

6 Após o vínculo do agente, e o processo de trabalho e conscientização de direitos da pessoa em situação de rua, a consciência dessas pessoas vai se transformando, tornando-se consciência social, política, crítica produto e condição da atividade material, humana e fidedigna dos agentes de saúde profissionais da equipe de atendimento e equipe técnica do Serviço Social Projeto A Gente Na Rua O projeto A Gente na Rua trabalha com pessoas em situação de rua e é de significativa importância para a cidade de São Paulo. Como foi dito anteriormente, muitos são os motivos que levam as pessoas a irem para a rua, configurando uma situação de abandono e marginalidade na sociedade (DECRETO LEI nº ). Depois de anos de luta, os movimentos sociais e populares conseguiram aporte legal na Constituição Federal de 1998 para assistência social. Isso a elevou à condição de política pública, que compõe as políticas sociais da seguridade social. Por decorrência do espírito descentralizador da Assistência Social e do conjunto das políticas sociais (a exemplo da Lei Orgânica da Saúde e da Assistência Social), atribui-se aos municípios a política de atendimento da Assistência Social. Desta forma, em 2001, devido às pressões das organizações e da sociedade, o Governo Municipal da Cidade de São Paulo aprovou legislação concernente aos moradores em situação de rua, ficando a

7 responsabilidade da política destinada a essa população para algumas secretarias e parcerias com instituições sociais. Histórico do Projeto Representantes deste segmento e do Fórum de população em situação de rua realizaram, em 23 de julho de 2003, o dia Nacional de Luta do Povo da Rua, conhecido como o grito dos excluídos, que teve como tema o Direito à Saúde. O objetivo deste encontro foi a atenção à saúde dessas pessoas, que tem trazido diferentes desafios, particularmente para os acometidos de transtornos mentais e aos que resistem a aderir aos serviços de saúde. A cidade de São Paulo conta com mais de 10 mil pessoas vivendo em situação de rua, (dados da FIPE / 2003), grande parte delas concentrada no centro expandido. Essa população é organizada através de Fóruns constituídos de entidades que trabalham com este grupo social. Em um esforço para construir uma ação conjunta que responda de forma adequada às demandas específicas desta população, este núcleo elaborou o primeiro Protocolo Intersecretarial de Políticas Públicas de Pessoas em Situação de Rua. O documento se fundamenta nos princípios do SUS de integralidade, universalidade e eqüidade. Este último norteia a estrutura deste trabalho que recupera em uma ação ampla as necessidades especificas desta população. O Projeto A Gente na Rua nasceu da mobilização da população em situação de rua, marcada pelo Dia de Luta da População em Situação de Rua, em A reivindicação baseou-se na necessidade de haver um projeto intersetorial da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Secretaria de Assistência Social (SAS) e Secretaria da Habitação (SH) para atender necessidades específicas deste segmento da sociedade. Em 26 de maio de 2004 foi assinado um protocolo de intenções entre as secretarias municipais citadas e estabelecida uma parceria entre a SMS e o Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto para seleção e capacitação dos profissionais. O projeto A Gente na Rua caracteriza-se pela contratação de pessoas com vivência em situação de rua/albergue para atuar como agentes comunitários de saúde (ACS), e realizar um trabalho com essa população nas subprefeituras da Sé, Mooca e Pinheiros, regiões que concentram a maior população em situação de rua no município.

8 Ele se integra ao Programa Saúde da Família, presente na cidade de São Paulo e na maioria dos municípios do Brasil, e tem como principal característica a presença de moradores da região compondo a equipe da unidade de saúde e atuando como elo entre a comunidade e o serviço de saúde. Para ser agente comunitário de saúde, o interessado precisa provar a conclusão do ensino fundamental, além do vínculo a uma instituição social que desenvolve trabalhos assistenciais nas regiões da implantação do projeto.

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