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1 O CUIDAR DE ENFERMAGEM A PUERPERA APRESENTANDO DEPRESSÃO PÓS-PARTO HOLANDA, Eliane Rolim de ARAUJO, Tereza Lourença Matias de RIBEIRO, Francica Sanches Tavares SANTOS, Kamila Késsia Gomes dos SILVA, Gerson Ribeiro da A depressão pós-parto aparece com mais freqüência por volta do terceiro e quarto mês O pós-parto é um período de risco psiquiátrico aumentado no ciclo de vida da mulher. A depressão pós-parto, também conhecida como postpartum blues, pode se manifestar com intensidade variável, tornando-se um fator que dificulta o estabelecimento de um vínculo afetivo seguro entre mãe e filho, podendo interferir nas futuras relações interpessoais estabelecidas pela criança. Neste estudo discorrermos sobre os fatores predisponentes e fisiopatológicos, manifestações clinicas e formas de tratamento assim como a assistência de enfermagem a puerpera com depressão pós-parto.o presente estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica, na qual foram selecionados livros, artigos e endereços eletrônicos referentes ao tema.não existe um trabalho específico para prevenção de depressão pósparto, mas o pré-natal, além de orientar a mãe e prevenir uma série de doenças e problemas com a mamãe e o bebê, também serve como prevenção de uma depressão pós-parto. Durante o pré-natal a enfermeira procura dar segurança à mãe tanto em termos orgânicos como psicológicos. Fazendo com que a gravidez da paciente seja tranqüila e com um grau de informação significativo, considera-se que o pré-natal é um fator de prevenção contra a depressão pós-parto.

2 O CUIDAR DE ENFERMAGEM A PUERPERA APRESENTANDO DEPRESSÃO PÓS-PARTO HOLANDA, Eliane Rolim de ARAUJO, Tereza Lourença Matias de RIBEIRO, Francica Sanches Tavares SANTOS, Kamila Késsia Gomes dos SILVA, Gerson Ribeiro da INTRODUÇÃO Considera-se como Puerperal uma Depressão que inicie até 12 meses após o parto. Ela aparece com mais freqüência por volta do terceiro e quarto mês (MALDONATO, 1991). A incidência da Depressão no pós-parto é elevada chegando a percentual de 10 a 15% nas mulheres que amamentam. O período de maior incidência está em torno dos primeiros dias do pós-parto, mas esses números são confusos quando se tenta estabelecer diferenças entre Tristeza Materna (Maternity Blues), Depressão Pós-Parto e recorrência de Transtornos Bipolar no puerpério, entretanto, essa incidência pode ser bem maior, considerando que boa parte das pacientes não procuram ajuda para esse problema afetivo ou prefere se utilizar da totalidade dos cuidados médicos para os bebês e não para si mesmas(niswander,1998) O pós-parto é um período de risco psiquiátrico aumentado no ciclo de vida da mulher. A depressão pós-parto, também conhecida como postpartum blues, pode se manifestar com intensidade variável, tornando-se um fator que dificulta o estabelecimento de um vínculo afetivo seguro entre mãe e filho, podendo interferir nas futuras relações interpessoais estabelecidas pela criança (PRIEST, 1974). No sentido de fornecer informações, a respeito deste estado emocional (depressão pós-parto) que atinge grande parte das mulheres, mesmo sendo este um fenômeno comum no pós-parto, tais informações tornam-se necessárias para que a puerpéra possa evitar que uma reação normal se transforme e atinja níveis patológicos, visto que os primeiros dias após o parto são carregados de emoções intensas e variadas. E uma alternativa seria conseguir o maior número de informações adequadas, de como amenizar os efeitos da depressão pós-parto.

3 OBJETIVO Discorrer sobre os fatores predisponentes e fisiopatológicos, manifestações clínicas, formas de tratamento; Apontar o papel da enfermagem no cuidado a puerpéra apresentando depressão pós-parto. METODOLOGIA O presente estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica, na qual foram selecionados livros, artigos e endereços eletrônicos referentes ao tema.

4 REFERÊNCIAL TEÓRICO Há aspectos difíceis, bastante objetivos na relação materno-filial que justificam estas reações; nas primeiras semanas mãe e filho se conhecem pouco (contato direto), ainda não se estabeleceu entre um padrão de comunicação e freqüentemente a mãe não sabe distinguir quais as necessidades do bebê que permanecem insatisfeitas. Só gradualmente consegue diferenciar as necessidades do bebê. E portanto, uma relação inicialmente pouco estruturada, não verbal e por isso intensamente emocional(priest,1974). A primeira reação da mãe diante do recém nascido e, na maioria dos casos positivos, e até mesmo um possível desapontamento com o sexo do bebê não tende a ser expressamente sentido nos primeiros dias. A manifestação de um intenso sentimento materno nem sempre ocorre na primeira vez que a mãe vê o filho e isto, em muitos casos, tende a avocar culpa e apreensão, no entanto, não é rara a presença de degraus variados de embotamento afetivo, principalmente no parto sob narcose, e que só desaparece gradualmente. No entanto, os sintomas de depressão e apreensão diante da nova responsabilidade de cuidar de um bebê são bastante comuns, em degraus variados, na grande maioria das purpúreas, independente da estrutura e dinâmica da personalidade (MALDONATO, 1991). Os sintomas mais comuns são: desânimo, insônia, apatia, falta de alegria, de apetite (algumas pessoas tem aumento de sono e de apetite), de desejo sexual, falta de vontade até mesmo de fazer coisas simples tipo tomar banho, assistir televisão ou ler um jornal. Ou seja, basicamente uma diminuição geral do nível de energia da pessoa. Ocorrem pensamentos pessimistas e repetitivos que não saem da cabeça. A pessoa perde o interesse por coisas que gostava de fazer ou por pessoas com as quais gostava de conviver. Parece que não consegue se concentrar numa leitura ou guardar na memória o que leu.às vezes aparecem ataques de ansiedade com sudorese, palpitações e tremor, verdadeiros ataques de pânico, o que não quer dizer que também tenha a Síndrome do Pânico (MALDONATO, 1991). Também podem ocorrer Pensamentos Obsessivos: a pessoa sabe que eles não fazem sentido, mas não consegue tirá-los da cabeça. Por exemplo: poderia fazer mal ao bebê, machucá-lo com objetos pontiagudos ou poderia fazer mal a si mesmo. Esses pensamentos podem fazer parte da Depressão e não quer dizer que a pessoa também esteja sofrendo de DOC (MALDONATO, 1991).

5 Fatores predisponentes (mas não obrigatórios, a depressão puerperal pode aparecer sem nenhuma causa também). Falta de suporte emocional, familiar e social. Eventos de vida negativos durante a gravidez ou próximos ao parto. Problemas pessoais, emocionais da mãe com relação à maternidade. Gravidez não planejada ou não desejada. Dificuldades conjugais. Existência de fases depressivas anteriores. Existência de doenças psiquiátricas durante a gravidez. Existência de Depressão em pessoas da família. Problemas da Tireóide. Ataques de Pânico após a gravidez. Bulimia ou de Anorexia. O tratamento da Depressão Pós-parto deve envolver alguns cuidados. Além da preocupação médica com o problema, são muito relevantes os cuidados sociais, comumente envolvidos com o desenvolvimento da depressão no período puerperal. Autores enfatizam a necessidade para o tratamento da Depressão Pós-parto, não apenas objetivando a qualidade de vida da mãe, mas, sobretudo, prevenindo distúrbios no desenvolvimento do bebê e preservando um bom nível de relacionamento conjugal e familiar (ZIEGEL; CRANLEY, 1985). A) Antidepressivos. Muitos Antidepressivos podem ser dados sem que haja necessidade de se interromper o aleitamento. Alguns deles podem até mesmo ser tomado durante a gravidez. Quase todos os Antidepressivos precisam de 3 a 6 semanas para fazer efeito. Não interrompa o tratamento por não sentir melhora nos primeiros dias (REZENDE; MONTENEGRO, 1992). B) Psicoterapia. A Depressão afeta a pessoa como um todo e quase nenhuma doença se restringe apenas ao seu aspecto físico. Principalmente no caso de existirem muitos fatores de psicológicos, ou fatores da vida da mulher que possam estar provocando, piorando ou perpetuando a Depressão, a Psicoterapia de Apoio e Cognitivo Comportamental são úteis. As sensações de culpa por estar deprimida, por se achar incapaz de cuidar do bebê, as autorecriminações por não conseguir se sentir feliz podem ser colocadas nas devidas proporções através de uma Psicoterapia, enquanto a medicação fará o metabolismo cerebral voltar ao normal (MALDONATO, 1991). Para a família: A Depressão não é sinal de fraqueza de caráter e nem passa somente com "pensamento positivo". A pessoa com Depressão geralmente está indecisa. Alguém tem que tomar decisões inclusive para iniciar o tratamento. Ás vezes é necessário pedir ajuda a uma mulher da família, enfermeira ou babá, pois a paciente pode não estar em condições de

6 cuidar do bebê até melhorar da Depressão.Quem teve Depressão Puerperal uma vez, provavelmente também terá na próxima gravidez e/ou no próximo parto, mas é perfeitamente possível fazer um tratamento preventivo, portanto nada impede a mulher de engravidar novamente (SMELTZER; BARE, 2002). A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM A PUERPERA COM DEPRESSÃO PÓS-PARTO Não existe um trabalho específico para prevenção de depressão pós-parto, mas o pré-natal, além de orientar a mãe e prevenir uma série de doenças e problemas com a mamãe e o bebê, também serve como prevenção de uma depressão pós-parto. Durante o pré-natal a enfermeira procura dar segurança à mãe tanto em termos orgânicos como psicológicos. Fazendo com que a gravidez da paciente seja tranqüila e com um grau de informação significativo, considera-se que o pré-natal é um fator de prevenção contra a depressão pós-parto. Durante a gestação, deve preparar-se mentalmente para as diversas alterações no estilo de vida, que logo ocorrerão. Encontre alguém para ajudar nas tarefas domésticas e com o bebê durante sua primeira semana em casa; escolha o cuidado infantil de forma que possa ter um descanso regular; e decida com antecedência o que precisará ter à mão quando o bebê chegar. Providenciar estas coisas antes do parto, proporcionará alguma estabilidade durante um período muito imprevisível. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho retrata, com maiores detalhes, as ansiedades vividas pela mulher e toda a família durante o período de gravidez e depressão pós-parto. É muito importante que a mulher e o marido compreendam as fases críticas, suas emoções e sentimentos que surgem neste período. Além da assistência calorosa e humana por parte do obstetra, enfermeiras e familiares, a presença ativa do marido (principalmente na hora do parto) é de muito valor durante todo o período, onde juntos, superarão com maior facilidade as fases críticas.

7 REFÊRENCIAS BIBLIOGRAFICAS MALDONADO M. T. Psicologia da Gravidez. 2ª Edição.São Paulo: Coleção Nova Psicologia, NISWANDER, K. R. Manual de Obstetrícia. 4ªEdição.Rio de Janeiro: Edited by, PRIEST, R. Como combater a ansiedade e a depressão.3ª Edição.Rio de Janeiro: Atica,1974. REZENDE, J; MONTENEGRO, C. A. B. Obstetricia Fundamental. 6ªEdição.Rio de Janeiro: Guanabara, SMELTZER, S. C; BARE, G. B. Bruner & Studdath Tratado de Enfermagem Médico Cirúrgica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2002.

8 ZIEGEL, E; CRANLEY, M.S. Enfermagem Obstétrica. 8Edição.Rio de Janeiro: Guanabara, 1985.

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