CRISTINA ESPINHEIRA COSTA PEREIRA

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1 PROPOSTA DE DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO DAS VARIÁVEIS AMBIENTAIS NO AGRONEGÓCIO FAMILIAR DE PEQUENO PORTE: O CASO DA PECUÁRIA FAMILIAR DO ESTADO DE ALAGOAS. CRISTINA ESPINHEIRA COSTA PEREIRA ( ) UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO EDSON FERNANDES POLO ( ) UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO PATRÍCIA VIVEIROS DE CASTRO KRAKAUER ( ) UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Resumo: O objetivo deste trabalho consiste em propor um diagnóstico através da análise das variáveis ambientais no segmento do agronegócio familiar de pequeno porte. Teve como objeto empresas de pecuária de familiar de pequeno porte em Alagoas. Utiliza uma abordagem qualitativa exploratória através de estudo de caso. Os dados foram levantados através de fontes primárias e secundárias. Foi adotada a segmentação em macroambientes Clima, Solo e Operacional, proposta por Almeida (2010). Os resultados demonstram que é possível diagnosticar as características do ambiente de agronegócios familiares, neste caso das empresas de pecuária familiar de Alagoas, através de pareceres político-econômico, sóciodemográfico e operacional. Palavras-Chave: Variáveis Ambientais; Diagnóstico; Pecuária. 1. Introdução Um diagnóstico correto do ambiente onde se encontra a empresa é fundamental para a realização de planejamento estratégico. A maioria das grandes empresas utiliza técnicas avançadas de monitoramento e análise que lhes dão a possibilidade de fazer as melhores escolhas a cerca do futuro da empresa. Raymond et al (2001) consideram que o conhecimento empírico que se tem sobre atividades de monitoramento do ambiente em empresas de menor porte ainda é limitado, entretanto, Cronquist (2008) consideram que o interesse dessas empresas tem aumentado com relação ao tema, especialmente pelo maior uso da tecnologia. A empresa de pequeno porte especificamente a familiar rural possui grande importância estratégica no que se diz respeito ao bem estar geral da sociedade, porém, se por um lado, a agropecuária familiar tem um importante papel socioeconômico, por outro, sua sobrevivência é duvidosa, pois, por si só, este setor produtivo é desorganizado e ineficaz para promover seus próprios interesses (GUILHOTO et al., 2006). O planejamento estratégico realizado por produtores agropecuários é caracterizado basicamente por executar um planejamento diário, ignorando os planos e projeções de longo prazo, tratam principalmente do recurso animal, que, apesar de ser importante, não constitui a totalidade do sistema de produção (PENA; URDANETA; CASANOVA, 2010). Decorre daí a importância de se estudar a questão do agronegócio familiar e das estratégias para fazê-lo progredir em um processo que garanta a perpetuação de sua identidade territorial. Encara-se a utilização de técnicas de diagnóstico e monitoramento das variáveis 1/16

2 ambientais como um caminho para a prosperidade deste negócio, tornando-o mais competitivo e sustentável. Não se pretende que a sua adoção seja um caminho para a transformação do negócio familiar em um gribusiness altamente profissionalizado, espera-se por outro lado, fornecer meios para que aumente sua capacidade competitiva. Diante dessa realidade, o presente estudo procura responder a seguinte questão: é possível a concretização de uma proposta teórica de diagnóstico e análise do ambiente na realidade de agronegócios familiares? O objetivo deste trabalho consiste em propor um diagnóstico através da análise das variáveis ambientais no segmento do agronegócio familiar de pequeno porte, utiliza como objeto de estudo o agronegócio familiar no segmento da pecuária no Estado de Alagoas. Busca evidenciar a importância do monitoramento ambiental para que haja um direcionamento correto do futuro do negócio, uma vez que ao se visualizar claramente o ambiente em que se atua, identificando as oportunidades e ameaças, o negócio poderá se posicionar melhor obtendo ganhos em competitividade. Consequentemente, este trabalho visa contribuir com a pesquisa em gestão estratégica de empresas rurais familiares de pequeno porte para que possam aprimorar a sua competitividade frente a empresas de gestão profissionalizada. 2. Referencial Teórico A seguir será apresentado o referencial teórico que foi considerado como o alicerce para a pesquisa de campo realizada, sendo considerados os seguintes conteúdos: pecuária familiar brasileira e análise das variáveis ambientais. 2.1 Trajetória da pecuária familiar brasileira nas últimas décadas Devido à sua extensão territorial, mão de obra abundante, diversidade climática e de solos, disponibilidade de recursos hídricos, dentre outras vantagens, o Brasil sempre foi visto como uma potência agropecuária. Porém, nos anos 80 essa potência atravessou um período de crise. Marion e Segatti (2005) relatam que nos anos 80 foram extintos subsídios ao crédito em troca de uma política de renda ao produtor via preços mínimos, sucessivos planos de estabilização econômica foram implantados e faliram ao seu propósito, a globalização e a rapidez das mudanças tecnológicas foram alguns dos fatores que geraram grande desemprego com a supressão de dois milhões de empregos no campo. Nesta época, com a redução das margens unitárias e a falta de investimento muitos produtores rurais perderam tudo o que tinham. Forçados pelas mudanças na conjuntura econômica, política e social, houve a profissionalização do campo, os produtores que no inicio resistiam às mudanças tiveram que buscar a eficiência para sobreviver, reduzindo custos, aumentando a produtividade e a qualidade através da incorporação de novas tecnologias. Nas décadas seguintes houve um crescimento expressivo do setor, o reflexo da adoção de melhores práticas resultou em um grande salto no tamanho do rebanho bovino, sobretudo no na região centro-oeste. O fazendeiro foi se transformando em empresário rural, em um administrador profissional, que, além de se preocupar com a produção, busca maior produtividade e a lucratividade. Seu objetivo é produzir mais com menos recursos e para isso necessita de informações para avaliar, controlar e decidir (MARION; SEGATTI, 2005, p.3). No período de 1995 a 2003, aproximadamente, um terço do agronegócio brasileiro esteve condicionado à produção agropecuária familiar, o que torna evidente o peso da 2/16

3 produção familiar na geração de riqueza do país. Segundo Abramovay (1998) a agricultura familiar é aquela em que a gestão, a propriedade e a maior parte do trabalho vêm de indivíduos que mantêm entre si laços de sangue ou de casamento. Esta definição pode não ser unânime, uma vez que a definição de agricultura familiar para fins de atribuição de crédito pode diferir daquela estabelecida com finalidades de um estudo acadêmico. O importante é que os três atributos básicos: gestão, propriedade e trabalho familiares, estão presentes em todas as definições. O pequeno e médio produtor, oriundo de propriedades familiares, está buscando a sua profissionalização através da adoção de práticas como o planejamento operacional, financeiro e, sobretudo, o estratégico. Busca aumentar a eficiência em sua produção com a adoção de práticas de gestão já utilizadas por muitas empresas de agribusiness, sem, no entanto perder sua característica familiar. O planejamento é importante no sentido de alertar os empresários rurais quanto às mudanças na economia, no hábito dos consumidores, na tecnologia, no comportamento climático, nos custos, na oferta dos produtos (supersafras), na demanda e em outras alterações (MARION; SAGATTI, 2005). Para uma fazenda se transformar uma empresa agropecuária deve haver um ajuste, uma vez que estas entidades produtivas muitas vezes se encontram imersas em um cenário em que o cotidiano absorve a estratégia, onde a resposta à pergunta como fazer é mais importante que o quê fazer, onde parece que a chave para a sobrevivência no mundo dos negócios é a velocidade reação, enquanto que de um processo de planejamento procura antecipar-se aos fatos (PENA; URDANETA; CASANOVA, 2010). Esta antecipação pode ser realizada através da identificação de variáveis ambientais que afetam o negócio, e uma vez identificadas, avaliadas e selecionadas, procura-se a alternativa mais adequada para a organização, enquadrada na natureza da empresa e na projeção que esta quer ter em seu ambiente produtivo. 2.2 Análise das Variáveis Ambientais O planejamento estratégico geralmente ocorre a intervalos regulares. No entanto, uma ameaça ou oportunidade emergente pode precipitar uma decisão e um esforço de planejamento estratégico fora do ciclo normal. Em ambos os casos o planejamento requer uma análise externa do ambiente em que está inserido. As empresas pequeno porte de uma forma geral ainda não tem por hábito a elaboração de planejamento estratégico, observa-se também em pesquisas como as de Cancellier et al. (2005) e Sandberg et al. (2001) que as PMEs não analisam de forma estruturada o seu ambiente, sendo esse um dos fatores citados pelo SEBRAE (2008) para a alta mortalidade desses negócios. As empresas de pequeno e médio porte possuem vários tipos de limitações, no entanto, devem utilizar informações quando definem suas estratégias ou tomam decisões, mesmo que o façam informalmente, de forma que conhecendo o ambiente e controlando as incertezas os riscos sejam diminuídos (HUANG, 2009). De uma maneira geral, as empresas podem se relacionar com seus ambientes externos privilegiando ações ativas ou reativas, mas sem menosprezar a influência que o ambiente exerce na elaboração de arranjos estratégicos eficazes (WEBER; POLO, 2007). Tanto a postura ativa quanto a reativa deve levar em conta as circunstâncias da própria entidade, dos seus setores de negócios e macroambientes. 3/16

4 Mintzberg (1973) observa que, em certas organizações a gestão estratégica é predominantemente voltada para a busca de oportunidades, ao passo que as ameaças são secundárias. Da mesma forma, Ansoff (1975) sugeriu que as organizações com uma estratégia pró-ativa irão analisar seu ambiente externo à procura de oportunidades, enquanto as organizações com uma estratégia reativa procurará problemas (KUMAR et al., 2001, p.5). De forma geral, as informações do ambiete são recolhidas de uma maneira ad hoc e assistemática por aqueles que participam no processo de planejamento (AAKER, 1983). Algumas vezes se faz necessário uma busca mais ativa para fornecer informações substanciais sobre um assunto particularmente sensível. Um esforço de seleção e análise das variáveis ambientais com foco e direção tenderá a ser mais abrangente e mais propenso a reter informações úteis. Identificar os fatores importantes de uma região Comparar com outras regiões Aproveitar oportunidades e evitar ameaças Figura 1 Passos para a Análise do Ambiente de uma região Fonte: adaptado de Almeida (2010) Nesta etapa do planejamento estratégico, conforme demonstrado na Figura 1, é realizado um levantamento dos fatores que influenciam o ambiente, a análise destas forças traz inúmeros benefícios obtidos pela forma metódica de planejar, forçando o gestor a pensar no futuro de seus negócios identificando as oportunidades e as ameaças, ou seja, prevendo os problemas antes que eles aconteçam. Um planejamento estratégico será tão bom quanto as informações que possui a respeito do ambiente em que a empresa está inserida. Muitos gestores se concentram unicamente em identificar informações sobre seus concorrentes diretos na luta pela conquista de sua fatia de mercado. No entanto, segundo Porter (1979), um autor clássico sobre a temática, o que eles não conseguem perceber é que também estão competindo com os seus clientes e fornecedores através do poder de barganha que exercem. Os gestores também tendem a negligenciar a monitoração de novos entrantes, e deixam de reconhecer a ameaça sutil de produtos substitutos. Com a formalização do planejamento estratégico pelas empresas, de acordo com Aaker (1983), outro autor clássico, a necessidade de informação irá ser específica para cada contexto distinto, e várias áreas gerais passaram a ser contempladas. A primeira área seria a necessidade de informação envolvendo concorrentes atuais e potenciais, a segunda seria o mercado, no qual, clientes individuais podem ser relevantes devido ao seu tamanho, sua capacidade de inovação, ou outras características. Outra área seria o ambiente e que se relaciona com a empresa, uma vez que o desenvolvimento da estratégia pode ser altamente sensível a uma tecnologia emergente, a um regulamento do governo, ao nível de desenvolvimento econômico regional ou nacional, ou 4/16

5 uma tendência cultural. Para tanto, Almeida (2010) organizou estas informações sob o prisma de quatro segmentos ambientais, descritos no Quadro 1. Quadro 1 - Segmentação Ambiental Segmento Ambiental Macroambiente Clima Macroambiente Solo Ambiente Operacional Ambiente Interno Fonte: adaptado de Almeida (2010) Variáveis Ambientais São as variáveis decorrentes do poder político: inflação, crescimento do PIB, legislação. São variáveis do futuro da população e suas características: crescimento por região, por faixa de renda, por sexo. São variáveis decorrentes das operações: concorrentes, fornecedores, clientes diretos. São os valores e aspirações das pessoas relevantes que compõem a entidade, ou se relacionam com ela, principalmente no caso de profissionais. No caso de empresas, pode-se segmentar entre proprietários e funcionários. Definir quais variáveis são essenciais para a análise do ambiente é fundamental para que empresas de qualquer porte sistematize o seu processo de planejamento, em especial para as de menor porte que, com menos recurso, precisa se focar no que lhe é mais importante. Para Xavier e Cancellier (2008) essa é a primeira etapa da estruturação de um processo de monitoramento ambiental e também apresentam uma listagem das variáveis que podem ser consideradas no processo de monitoramento. A estratégia da organização age como um filtro e, como tal, influencia o tipo de informação que uma organização procura em seu ambiente (KUMAR et al., 2001), no entanto, devido à racionalidade limitada e filtros organizacionais, nem todas as oportunidades e ameaças serão percebidas pelos decisores. Além disso, nem todas as informações do ambiente podem ser categorizadas da mesma maneira por todas as organizações, pois estas possuem filtros organizacionais diferenciados. Deve-se averiguar se a informação será útil para avaliar as tendências reais ou potenciais que estão associados a essa entidade, e questionar qual é o provável impacto desta variável, para só então empreender esforços de monitoramento adequados. 3. Metodologia A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa através do método de estudo de caso que, segundo Yin (2005) é uma pesquisa empírica que investiga um acontecimento baseado na experiência real. Tal decisão teve como objetivo a investigação de forma detalhada da realidade das empresas rurais familiares de pequeno porte, ainda pouco evoluídas no que se refere à utilização de técnicas administrativas que poderiam melhorar a sua competitividade. Um resumo da metodologia adotada está representado na Figura 2. 5/16

6 Pesquisa Bibliográfica Planejamento Estratégico Agronegócio familiar Monitoramento da Variáveis Ambienta is Estudo de Caso: pecuária familiar do Estado de Ala goas Pesquisa Qualitativa Exploratória: entrevistas em profundidade semiestruturadas Coleta de Da dos Secundários Análise dos resultados Identificação das variáveis ambientais relevantes Categorização das variáveis no respectivo macroambiente: clima, solo ou operacional Considerações finais Figura 2 Esquema conceitual da metodologia adotada Fonte: os autores De caráter qualitativo exploratório, esta pesquisa fez uso de (1) levantamento bibliográfico; (2) entrevistas com pessoas que tiveram ou têm experiências práticas com o problema pesquisado; e (3) análise de exemplos (GIL, 1999). Após a apreciação da literatura pesquisada, foi realizada a coleta de dados primários onde foi empregado o uso de entrevistas semiestruturadas em profundidade a oito stakeholders e especialistas pertencentes a alguma organização do ambiente em estudo. Os entrevistados que participaram deste estudo identificando e julgando a relevância das variáveis que influenciam o setor em questão, encontram-se descritos no Quadro 2. Quadro 2: Stakeholders e especialistas entrevistados Entrevistado Três pecuaristas de propriedades familiares de pequeno porte em Alagoas. Diretor industrial do Mafrial matadouro e frigorífico mais antigo do Estado. Presidente da Agência de Defesa Agropecuária de Alagoas (ADEAL). Gerente de regional da Secretaria da Agricultura de Alagoas (SEAGRI-AL). Fiscal federal agropecuário veterinário pertencente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Analista ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Fonte: os autores Categoria Stakeholder Stakeholder Especialista Especialista Especialista Especialista As entrevistas foram realizadas seguindo uma sequência lógica de perguntas, à luz do referencial teórico, visando acompanhar o pensamento do pesquisado, e procurando dar 6/16

7 continuidade à conversação. Após as entrevistas e análise dos dados levantados, apontaram-se as variáveis classificadas segundo a metodologia proposta por Almeida (2010) em macroambientes: Solo, Clima e Operacional. Para o presente trabalho o quarto macroambiente, o Ambiente Interno, não será contemplado, uma vez que foca as particularidades de uma organização específica e aqui se busca uma generalização para o setor. Deste modo, os esforços se concentraram nos macroambientes Clima, Solo e Operacional. 4. Análise dos Resultados Com base na literatura existente sobre cenários para a agropecuária, sobretudo bovinocultura de corte, foi possível aferir uma série de variáveis para este estudo. Após a confrontação dos entrevistados com as variáveis ambientais identificadas na literatura, surgiram muitas outras variáveis e pontos mais específicos do estudo. Após a identificação e inventário das variáveis, buscou-se aprofundar a análise sobre cada ponto específico. Algumas variáveis ambientais tiveram sua análise ampliada para todo o Brasil, uma vez que alguns fatores, como taxas de juros e hábitos alimentares, dizem respeito a todo o país. Outras variáveis foram mais específicas para a região enfocada no estudo, neste caso o Estado de Alagoas, como na análise do mercado e demais variáveis das Cinco Forças de Porter. Para melhor apreciação, as variáveis foram agrupadas de acordo com os macroambientes propostos por Almeida (2010), o que facilitou a análise, resultando em pareceres específicos de caráter político-econômico, sócio-demográfico, e operacional. 4.1 Macroambiente Clima Segundo Almeida (2010) as variáveis do macroambiente clima exercerão influencia mais abrangente. São decorrentes do governo, que podem ser municipais, estaduais, federais ou de outros países. Tais variáveis podem gerar para a entidade, desde restrições por mudança de leis dirigidas a elas, até projeções de crescimento da economia de um país. A seguir são apresentadas as variáveis do macroambiente Clima apontadas pelos entrevistados para o caso em questão. A. Inflação Segundo o Relatório de Inflação de março de 2012, divulgado pelo Banco Central do Brasil (2012), a inflação, medida pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em doze meses, recua desde outubro de 2011, determinado, basicamente, pela menor variação nos preços livres. O Comitê de Política Monetária (Copom) entende que devido a mudanças estruturais significativas na economia brasileira houve recuo nas taxas de juros em geral, apoia essa visão, entre outros fatores, a redução dos prêmios de risco, consequência direta do cumprimento da meta de inflação pelo oitavo ano consecutivo, da estabilidade macroeconômica e de avanços institucionais (BCB, 2012, p.88). B. Taxas de Juros Diante de tal cenário favorável, o produtor rural pode se favorecer com taxas de juros ainda mais baixas devido à política de incentivo ao setor agropecuário. Realizadas através do Banco do Brasil e Banco do Nordeste, os empréstimos possuem taxas de juros significativamente mais baixas e não possuem indexador. Existe ainda o acesso ao crédito fundiário, instrumento através do qual o produtor pode se utilizar para comprar terras, e consequentemente aumentar sua propriedade e futuramente seu rebanho. C. Sanidade Animal e Segurança Alimentar 7/16

8 De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, 2012), o Brasil é dono do segundo maior rebanho de bovinos efetivo do mundo, com cerca de 200 milhões de cabeças. Além disso, desde 2004, assumiu a liderança nas exportações, com um quinto da carne comercializada internacionalmente e vendas em mais de 180 países. Para que isto fosse possível, o Brasil teve de implantar um rígido controle da sanidade animal e segurança alimentar, o que contribuiu para que o país atendesse às rigorosas exigências dos mercados internacionais. Para garantir a saúde animal, existe o fiscal federal agropecuário, um médico veterinário capacitado para detectar e adotar medidas de controle e erradicação de doenças, dentre elas destaca-se a febre aftosa que no Brasil tem o calendário de vacina determinado pelo próprio Ministério da Agricultura, e o calendário de vacinação para as demais doenças, como a raiva, determinados conforme as secretarias estaduais de agricultura. No Brasil apenas o Estado de Santa Catarina está classificado como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Com exceção de alguns Estados do norte e nordeste que se encontram em zona de risco conhecido, e este é o caso do Estado de Alagoas, o restante do país conquistou o status de zona livre com vacinação. D. Legislação Ambiental Com relação à legislação ambiental, a sociedade cobra do produtor rural a prática ecologicamente correta, no entanto, segundo Oliveira Neto (2007), os custos envolvidos neste processo tendem a ser negativos uma vez que até o momento não tem havido retorno econômico com a utilização de boas práticas socioambientais, gerando a um avanço lento desse modelo de gestão. Os entrevistados citaram o Código Florestal Brasileiro, atualmente alvo de pressões sociais, exercidas, sobretudo, por ONGs internacionais que cobram a preservação da floresta amazônica, chamada de pulmão do mundo. Citaram também a realização da Conferencia das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, que colocou em foco a questão ambiental através da reivindicação de alternativas que garantam uma agropecuária que colabore com a preservação da natureza. Um dos entrevistados afirmou que a legislação ambiental é uma ameaça para muitas propriedades agrícolas que desempenham atividades agropecuárias, isto ocorre nos casos em que o desenvolvimento das atividades nas unidades de produção não acontece em harmonia com o que foi estabelecido em leis ou com o meio ambiente. E. Assistência Técnica de Extensão Rural Pode-se propor que um escritório de extensão rural seja definido como uma agência de desenvolvimento, e esteja voltado desenvolver e valorizar o campo como um espaço adequado à luta contra a exclusão social (ABRAMOVAY, 1998). O extensionista tem um papel de articulação da agropecuária com o conjunto das possibilidades de desenvolvimento local. É fundamental que os projetos estimulados pela estrutura de extensão não eternizem situações de dependência de aportes de fundos privados ou públicos: a Assistência Técnica de Extensão Rural (ATER) não é um instrumento de assistência social e, sim, de desenvolvimento. A missão dos serviços públicos de ATER é Participar na promoção e animação de processos capazes de contribuir para a construção e execução de estratégias de desenvolvimento rural sustentável, centrado na expansão e fortalecimento da agricultura familiar e das suas organizações, por meio de metodologias educativas e participativas, integradas às dinâmicas locais, buscando viabilizar as condições para o exercício da cidadania e a melhoria da 8/16

9 qualidade de vida da sociedade. (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO, 2004, p.9). Em 2000 a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Alagoas (EMATER-AL) foi extinta devido a fatores administrativos. Durante onze anos o Estado ficou sem um órgão formal de extensão rural. Em dezembro de 2011 foi criado o Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável, cujo nome fantasia é Nova EMATER, este órgão busca retomar as atividades de apoio técnico principalmente aos pequenos produtores rurais, pois foram estes os mais prejudicados com a ausência de um órgão de assistência técnica e extensão rural em Alagoas. F. Programas do governo Federal Os programas do governo federal de apoio à agropecuária familiar estão descritos no Quadro 3. Quadro 3: Programas do governo federal Programa Descrição Programa Nacional de Determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Alimentação Escolar Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para alimentação escolar, (PNAE) na compra de produtos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações (...), será realizada, sempre que possível, no mesmo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) Garantia-Safra (GS) município das escolas. Utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações, estimulando os processos de agregação de valor à produção. Financia projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do País. Garante às famílias agricultoras que acessam o PRONAF Custeio ou o PRONAF Investimento, em caso de baixa de preços no mercado, um desconto no pagamento do financiamento, correspondente à diferença entre o preço de mercado e o preço de garantia do produto. É uma ação do PRONAF voltada para as regiões do país que sofrem perda de safra por motivo de seca ou excesso de chuvas (...). Os agricultores que aderirem ao GS nos municípios em que forem detectadas perdas de, pelo menos, 50% da produção receberão a indenização prevista diretamente do governo federal, em até seis parcelas mensais. Fonte: os autores com dados da Secretaria da Agricultura Familiar (2012) G. Programas do governo Estadual No âmbito estadual, os entrevistados declararam que Alagoas possui o Programa de Distribuição de Sementes, onde o produtor familiar poderá adquirir, gratuitamente, sementes para o plantio da alimentação animal, que vão desde sementes forrageiras (capim) ao milho. H. Existência de Estoque Regulador Conab Outra variável do macroambiente clima é exercida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), esta é a empresa oficial do Governo Federal encarregada de dirigir as políticas agrícolas e de abastecimento. Segundo a própria Conab (2012), a companhia responde pela formulação e execução da Política de Garantia de Preços Mínimos - PGPM, que exerce papel relevante nas decisões de plantio do produtor, permitindo a redução das oscilações de preços, típicas do mercado agropecuário. Além de contribuir com a 9/16

10 operacionalização do Programa de Aquisição de Alimentos - PAA e outras ações voltadas ao fortalecimento da segurança alimentar e nutricional do país. 4.2 Macroambiente Solo As variáveis do macroambiente solo levam em consideração aspectos sóciodemográficos, geralmente disponíveis em estudos estatísticos como os realizados pelo IBGE. São variáveis do futuro da população e suas características, que compõem a finalidade última de toda atividade profissional (ALMEIDA, 2010). A seguir são apresentadas as variáveis do macroambiente Solo apontadas pelos entrevistados para o caso em questão. A. Crescimento da população Segundo Oliveira Neto (2007), a idade média da população brasileira e mundial é um fator negativo para o consumo de carne bovina. Isto ocorre principalmente pela preocupação que pessoas de maior idade têm com os aspectos nutricionais dos alimentos. Segundo dados do IBGE (2010), houve na população brasileira uma diminuição da taxa de natalidade, e por ouro lado, um considerável incremento da população idosa de 70 anos ou mais de idade. A redução da população de crianças e jovens e o consequente aumento da população adulta e idosa estão associados à queda continuada dos níveis de fecundidade e ao aumento da esperança de vida (IBGE, 2010). B. Emprego e Renda Em uma retrospectiva realizada pelo IBGE (2012), analisando dados de 2003 a 2011, encontramos que a população economicamente ativa em 2011, dentre pessoas ocupadas mais desocupadas, apresentou um crescimento de 1,2% em relação a 2010 e de 13,1% em relação a O aumento do nível de ocupação, ou seja, da taxa de emprego, gerou consequentemente um incremento na renda do brasileiro, o que contribuiu para o aumento do consumo de itens mais caros da cesta básica como a carne bovina. C. Índice de Desenvolvimento Humano - IDH O IDH é uma medida resumida para avaliar o progresso em longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: uma vida longa e saudável, um padrão decente de vida e acesso ao conhecimento (PNUD, 2011). O Brasil se encontra entre os países com desenvolvimento humano elevado segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2011, está classificado em 84º lugar e faz parte de um grupo de apenas 36 países do total de 187 que subiram no ranking do IDH entre 2010 e 2011 (PNUD, 2011). Medida integrante do IDH, a renda tem sido considerada uma das principais variáveis condicionantes do consumo de carnes. Depois do plano real, com o aumento da população e da renda, houve crescimento no consumo interno de alimentos, propiciando um incremento substancial na produção nacional de carnes, o que resultou em quedas nos seus preços e em consequência aumento no consumo. No estudo realizado por Carvalho e Bacchi (2007, p.17), as altas elasticidades obtidas para a carne bovina de primeira e para a carne suína indicam que quando há uma variação positiva na renda da população as pessoas consomem mais este tipo de carne, o que significa dizer que há potencial para o crescimento do consumo no âmbito do mercado interno decorrente de aumento da renda. D. Hábitos Alimentares Outros fatores econômicos, sociais e culturais, afetam o consumo da carne e a bovinocultura, dentre os quais podemos citar o preço, o status que alguns alimentos proporcionam aos seus consumidores, e a preocupação com alimentação saudável. Até os anos 70, a carne bovina representava mais de 50% do total de carnes consumido pelos 10/16

11 brasileiros. A segunda mais comprada era a suína e a de frango vinha na terceira posição (CARVALHO; BACCHI, 2007, p.2), entretanto, ainda segundo estes autores, a busca por uma alimentação mais saudável a partir dos anos 80 fez com que o consumo de carnes consideradas brancas aumentasse. Em um estudo publicado pela Embrapa, Valle (2000) apresenta alguns mitos e realidades sobre o consumo de carne bovina, onde podemos destacar que com relação aos teores de gordura e colesterol, a carne bovina é tão saudável quanto a carne branca de frango sem pele. A partir daí, um aumento no consumo de carne bovina pode ser conseguido através de campanhas educativas, além disso, preocupações com uma dieta saudável pode vir a se tornar um nicho de mercado se forem desenvolvidos cortes bovinos específicos e ações de marketing voltadas a informar a importância nutricional deste tipo de carne. 4.3 Macroambiente Operacional No macroambiente Operacional encontram-se as variáveis decorrentes das operações. Segundo Almeida (2010, p.17), implica entender como deverá funcionar a entidade, em suas operações dentro das futuras tecnologias, com os demais componentes que se autorrelacionam, como fornecedores, prestadores de serviço, clientes e concorrentes. Neste macroambiente, pode-se utilizar o modelo das cinco forças de Porter como instrumento de análise. A seguir são apresentadas as variáveis do macroambiente Operacional apontadas pelos entrevistados para o caso em questão. A. Fatores naturais: relevo, hidrografia, e clima, sobretudo pluviosidade. Situado na região nordeste do Brasil, Alagoas é o segundo menor Estado brasileiro. Sem contar o rio São Francisco, o Estado é banhado pelos rios Mandaú e Paraíba do Meio, seu relevo é caracterizado por planícies litorâneas, planalto na porção norte e depressão no centro. Em grande parte do Estado os solos são ricos, porém rasos e apresenta uma topografia levemente ondulada (ALAGOAS: GEOGRAFIA, 2012). Tem na agropecuária a base de sua economia, destina territórios com melhores condições de clima e relevo, situados na zona da mata, a atividade de produção de cana-deaçúcar, sendo um dos maiores produtores do país. A pecuária prevalece no interior, onde predominam condições semiáridas, a pluviosidade de mais de 1.400mm da zona da mata vai para abaixo de 1.000mm, não raro a região sofre com longos períodos de estiagem, pois, Alagoas encontra-se com 44,36% de seu território dentro do polígono das secas (ALAGOAS: GEOGRAFIA, 2012). B. Técnicas de manejo reprodutivo A qualidade do gado é um fator favorável à atividade pecuária em Alagoas, atualmente exportador de genética animal, benefício que se estende às propriedades de pequeno porte, produtoras de gado de corte do Estado, que apesar de praticarem uma pecuária extensiva contam com a boa qualidade genética do rebanho. No sertão, região produtora de leite, encontram-se técnicas de manejo reprodutivo bastante avançadas, tais como inseminação artificial e a transferência de embriões. C. Fragmentação e preço da terra Com exceção dos territórios destinados à cana, o Estado apresenta grande fragmentação da terra em propriedades de pequeno porte, resultado de sucessivas partilhas de herança. O preço da terra varia conforme a localização, mas é em geral bastante elevado. Além do alto preço, não há grande oferta de venda por parte dos atuais proprietários, tendo 11/16

12 em vista, além dos fatores citados, a pequena dimensão territorial do Estado o que constitui uma barreira à entrada a novos produtores na região. D. Disputa com a concorrência; Uma empresa que consegue alcançar altos níveis de produtividade, não o fez somente com base na utilização de suas forças e recursos internos, isto também é devido à forma pela qual ela interage com a sociedade e a economia do setor ao qual pertence. Podemos considerar que a rivalidade entre concorrentes locais não se encontra saturada em Alagoas, pois, com relação à estrutura de mercado, existe pronta absorção por parte dos frigoríficos e o produtor consegue marcar a venda de um lote de gado para o abate com certa agilidade. Ainda em decorrência destes fatores, podemos dizer que os compradores, neste caso os dois frigoríficos do Estado, possuem baixo poder de barganha. E. Estrutura de mercado; Em certas épocas do ano, sobretudo na entressafra, os produtores locais não conseguem suprir toda demanda por carne bovina do Estado. Segundo os entrevistados, algumas vezes, o próprio frigorífico entra em contato com produtores com os quais mantém relações comerciais mais estreitas, encomendando lotes para o abate. Outras vezes, é necessário comprar de outros Estados como Piauí, Minas Gerais, Bahia e Maranhão, neste caso, o frigorífico se encarrega de trazer o boi vivo para o abate em Alagoas. O transporte do boi vivo ou em pé recebe incentivo ou isenção fiscal em muitos Estados brasileiros, o que os torna aptos a concorrer em preço com o produtor local. O Incentivo Fiscal consiste na cobrança de menos impostos ou de sua não cobrança, visando o aquecimento econômico do respectivo território principalmente com capitais exógenos (MOTA; PESSOA, 2010, p.13). A guerra fiscal do ICMS entre os Estados afeta toda a cadeia produtiva, pois, além de isenções no transporte, muitos Estados, como a Bahia e o Piauí, também oferecem incentivos e, em alguns casos, total isenção fiscal no abate, enviando para Alagoas carne congelada a um menor preço. Segundo os entrevistados, como preço da arroba bovina em Alagoas é um dos mais altos do país, a concorrência com o boi de outros Estados que recebe incentivos fiscais corresponde à uma ameaça, neste caso, de novos entrantes. Este novo entrante ganha mercado através de contratos com algumas das maiores redes de supermercados da região, que se beneficiam através do menor preço e maior industrialização da carne, que já vem pronta para a venda direta ao consumidor final. F. Fornecedores de gado de recria; Uma vez que o Estado é deficitário em relação à produção bovina, conforme os entrevistados, há escassez de gado de cria e recria em Alagoas. Os produtores locais são muito procurados, e como não conseguem atender tamanha demanda fornecedores de outros Estados são requisitados, sobretudo no Maranhão, Pará e Tocantins. Consequentemente, os fornecedores de gado de cria e recria possuem grande poder de barganha. G. Diversidade de fornecedores de insumos agrícolas; Com relação aos fornecedores de insumos agrícolas, seu poder de barganha é equilibrado, pois existe em Alagoas uma quantidade razoável desses stakeholders. As sementes de capim bem como herbicidas de folha larga são os insumos que apresentam preços mais altos, o que dificulta a preparação de pastagens. Segundo os entrevistados, milho, soja e outros componentes da ração animal poderiam ter preços mais acessíveis, pois para tanto existe a Política de Garantia de Preços Mínimos realizada pela Conab. 12/16

13 H. Disputa com produtos substitutos. As carnes de frango e de porco representam os principais produtos substitutos em relação à carne de boi em todo o país. Como Alagoas não possui expressividade na produção desses gêneros, a oferta vem principalmente de grandes empresas nacionais. Dentro deste contexto, podemos analisar a bovinocultura do Estado de Alagoas através do modelo das Cinco Forças de Michael Porter (1979) representado na Figura 3. Boi vivo ou abatido proveniente de outros Estados. Ameaça de novos entrantes Fornecedores de gado de cria e recria, e de insumos como vacinas e ração. Poder de negociação dos fornecedores Rivalidade entre os produtores locais Poder de negociação dos compradores Frigoríficos e abatedouros municipais. Ameaça de produtos substitutos Avicultura e suinocultura, dentre outras. Figura 3 Forças que dirigem a concorrência na bovinocultura de corte em Alagoas Fonte: os autores com base no modelo das Cinco Forças de Porter (1979) Diante do exposto, a pecuária familiar de bovinos no Estado de Alagoas, encontra-se em situação bastante confortável em relação à rivalidade dos concorrentes e poder de negociação dos compradores e dos fornecedores de insumos. As ameaças se referem aos novos entrantes, ao poder de barganha dos fornecedores de gado de cria e recria, e à facilidade de entrada de produtos substitutos. 5. Conclusões Este trabalho teve como objetivo propor um diagnóstico através da análise das variáveis ambientais no segmento do agronegócio familiar de pequeno porte. Para tanto, realizou-se um estudo de caso, onde o objeto de análise foi o agronegócio familiar de pequeno porte no segmento da pecuária do Estado de Alagoas. De acordo com os objetivos traçados para o presente estudo, a análise dos resultados indica que é possível a utilização de uma proposta teórica de análise do ambiente na realidade de agronegócios familiares. Ressalta-se que se faz necessário que o planejamento estratégico seja considerado à luz das características do negócio agrícola, incluindo as incertezas e inseguranças na área rural, a variabilidade dos preços dos insumos e produtos agrícolas, o que pode determinar um novo paradigma para gestão neste ambiente, sobretudo no agronegócio familiar. 13/16

14 A segmentação adotada nesta pesquisa com relação aos macroambientes Clima, Solo e Operacional, proposta por Almeida (2010), permitiu uma análise ambiental estruturada, organizando-a de acordo com as características de cada macroambiente em particular. Cada bloco de análise originou um parecer sobre tendências e incertezas do setor sob o enfoque político-econômico, sócio-demográfico, e operacional, respectivamente. Esta abordagem favorece o entendimento da análise ambiental e melhor apreciação por parte dos interessados. No Macroambiente Clima, de enfoque político-econômico, pode-se compreender a influencia da atual situação política e econômica do país no Estado de Alagoas, objeto deste estudo. A variáveis ambientais identificadas caracterizam um cenário de crescimento econômico, com taxas favoráveis de juros e inflação sob controle, a pecuária familiar conta ainda com auxílio de políticas e programas do governo, e tem nas melhores condições de vida da população uma oportunidade para aumentar sua competitividade. No Macroambiente Solo, enfoque sócio-demográfico, foi identificado uma ameaça em relação aos hábitos alimentares da população. Existem fortes indícios de que pessoas de classes sociais mais altas, e pessoas mais velhas, fazem a associação da carne branca com alimentação saudável, fator que prejudica a comercialização da carne bovina. Por outro lado, uma oportunidade percebida foi o crescimento do IDH brasileiro, que reflete um incremento da renda e impulso no consumo de gêneros da cesta básica, como a carne. No Macroambiente Operacional as características da região foram mais enfatizadas. Com auxílio do Modelo das Cinco Forças de Porter, prosseguiu-se uma analise que permitiu identificar as principais oportunidades e ameaças específicas da região. Uma oportunidade identificada foi que toda produção pecuária de Alagoas é absorvida, uma vez que a oferta é inferior à demanda do Estado. Por outro lado, esta carência possibilitou a ameaça de novos entrantes, representados neste caso pelo boi procedente de Estados que concedem incentivos fiscais no transporte ou no abate, e pela carne congelada vinda de outros Estados. A análise das variáveis ambientais permitiu entender as particularidades da empresa pecuária em propriedades familiares de pequeno e médio porte, identificando os fatores que as influenciam, neste caso, no Estado de Alagoas. Tal instrumento se dispõe a ser útil à gestão do agronegócio e serve como base para a formulação de planejamento estratégico para os negócios envolvidos neste campo de atuação. Referências AAKER, D. A. Organizing a strategic information scanning system. Califórnia Management Review, v. 25(2), p , jan ABRAMOVAY, R.. Agricultura familiar e serviço público: novos desafios para a extensão rural. Cadernos de Ciência & Tecnologia, Brasília, v.15, n.1, p , jan./abr ALAGOAS: GEOGRAFIA. Wikipédia. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ Alagoas#Geografia >. Acesso em: 26 de junho de ALMEIDA, M. I. R.. Manual de Planejamento Estratégico. Atlas; São Paulo: BCB (BANCO CENTRAL DO BRASIL). Relatório de Inflação, v.14, n. 1, Brasília, mar. de Disponível em:<http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/direita.asp?idioma=p&ano=2012& acaoano=abrir&mes=03&acaomes=abrir>. Acesso em: 28 de maio de CANCELLIER, E. L. P.; ALMEIDA, M. I. R. de; ESTRADA, R. J. S.. Monitoramento do Ambiente Externo na Pequena Empresa: aplicações e limitações dos sistemas existentes. In: Encontro de estudos em estratégia (3Es), II, 2005, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: ANPAD, /16

15 CARVALHO, T. B. de. BACCHI, M. R. P.. Estudo da elasticidade-renda da demanda de carne bovina, suína e de frango no Brasil. In. Encontro Nacional de economia, XXXV, 2007, Recife. Anais... Recife: ANPEC, CONAB. Agricultura e abastecimento. Companhia Nacional de Abastecimento, Brasília, Disponível em: <http://www.conab.gov.br/conab-quemsomos.php?a=11&t=1>. Acesso em: 28 de maio de CRONQUIST, B. The quest for intelligence in SMEs: Acting on external information by development of internal practices. In: 5th. INTENATIONAL CONFERENCE ON INTELLECTUAL CAPITAL AND KNOWLEDGE MANAGEMNT & ORGANISATIONAL LEARNING, Anais New York, GUILHOTO, J. J. M., SILVEIRA, F. G., ICHIHARA, S. M. e AZZONI, C. R.. A importância do agronegócio familiar no Brasil. RER, Rio de Janeiro, vol. 44, nº 03, p , jul/set HUANG, Xueli. Strategic decision making in Chinese SMEs. Chinese Management Studies, v. 3, n. 2, 2009, pp IBGE (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA). Principais destaques da evolução do mercado de trabalho nas regiões metropolitanas abrangidas pela pesquisa Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre Retrospectiva Indicadores IBGE, Rio de Janeiro, Disponível em:<http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/retr ospectiva2003_2011.pdf>. Acesso em: 6 de junho de Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira Estudos e Pesquisas Informação demográfica e socioeconômica, Rio de Janeiro, n.27, Disponível em:<http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/ condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/sis_2010.pdf>. Acesso em: 06 de junho de KUMAR, K.; SUBRAMANIAN, R.; STRANDHOLM, K.. Competitive strategy, environmental scanning and performance. International Journal of Commerce & Management, v. 11 (1), p. 1-33, MARION, J C; SEGATTI, S. Sistema de gestão de custos nas pequenas propriedades leiteiras. Custos on line, v. 2, n.2, jul./dez Disponível em: < Acesso em: 11 de junho de MAPA (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO). Manual de Legislação : programas nacionais de saúde animal do Brasil 2012, Brasília, Disponível em: < %20Legisla%C3%A7%C3%A3o%20-%20Sa%C3%BAde%20Animal%20-%20low.pdf >. Acesso em: 25 de junho de MOTA, A. e PESSOA, L. (coord.). Comparativo da tributação pelo ICMS entre os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Bahia e Paraná. 1.ed. Rio de Janeiro: FECOMÉRCIO-RJ, OLIVEIRA NETO, O. J. de. A Aplicação da Análise PEST e do Modelo das Cinco Forças na Prospecção de Cenários da Pecuária Bovina de Corte. Revista ANGRAD (Associação Nacional dos cursos de Graduação em Administração) v.8, n.3, jul./ago./set Rio de Janeiro: ANGRAD, /16

16 PENA, M. E.; URDANETA, F.; CASANOVA, Á.. Aproximación al concepto de planificación estratégica agropecuaria. Revista Venezolana de Gerencia, Maracaibo, v. 15, n. 50, jun Disponible en <http://www.scielo.org.ve/scielo.php?script= sci_arttext&pid=s &lng=es&nrm=iso>. Accedido en 26 feb PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Sustentabilidade e Equidade: Um Futuro Melhor para Todos, Relatório do Desenvolvimento Humano 2011, New York, Disponível em < Acesso em: 24 de junho de PORTER, M. E. How competitive forces shape strategy. Harvard Business Review, mar. /apr RAYMOND, L.; JULIEN, P. A.; RAMANGALAHY, C. Technological scanning by small Canadian manufacturesrs. Journal of Small Business Management, 39 (2): , APR, SANDBERG, W.R.; ROBINSON, R.B.; PEARCE II, J.A. Why small businesses need a strategic plan. Business and Economic Review, oct./dec., SEBRAE. 10 Anos de Monitoramento da Sobrevivência e Mortalidade de Empresas. São Paulo: SEBRAE-SP, SECRETARIA DA AGRICULTURA FAMILIAR. Programas. Brasília, Disponível em: <http://comunidades.mda.gov.br/portal/saf/programas>. Acesso em: 24 de junho de VALLE, E. R. do. Mitos e realidades sobre o consumo de carne bovina. Campo Grande: EMBRAPA, WEBER, W.; PÓLO, E. F.. A Imprecisão na Administração Estratégica: uma abordagem baseada no pensamento complexo. Revista Brasileira de Gestão de Negócios (RBGN), São Paulo, Vol. 9, n. 24, p , maio/ago XAVIER, W. G.; CANCELLIER, E. L. P. de L.. Atividades de monitoramento em empresas de startup de base tecnológica na indústria do turismo. Análise, Porto Alegre, v.19, n.2, YIN, R. Estudo de Caso: Planejamento e Métodos. Porto Alegre: Bookman, /16

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