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1 FICHA DE MERCADO IRÃO Projecto DiMarkets

2 Índice 1. Caracterização Geral Contexto Económico e Social Situação Económica Comércio Internacional Investimento Relações Nacionais e Internacionais Relações Económicas com Portugal Comércio Investimento Potenciais Sectores Clientes da Indústria de Engineering & Tooling Automóvel Indústria Portuguesa de Engineering and Tooling e o Irão Condições Legais de Acesso ao Mercado Regime Geral de Importação Regime de Investimento Estrangeiro Quadro Legal Informação Social e Cultural Outras Informações Fontes de Informação Endereços de Internet

3 1. Caracterização Geral Designação oficial: República Islâmica do Irão Capital: Teerão Outras cidades importantes: Isfahan, Mashhad, Tabriz, Shiraz, Qom, Ahvaz e Bakhtaran Área: Km 2 População: 73,3 milhões de habitantes (final de 2008) Densidade populacional: 44,4 Hab. / Km 2 Língua: Maioria da população fala Persa (Farsi), porém existem outros dialectos. Religião: A maioria da população iraniana é muçulmana (98,5%), pertencendo 89% ao ramo chiita do islão, religião oficial do Estado. A constituição iraniana reconhece três minorias religiosas: os zoroastrianos, os judeus e os cristãos. Unidade monetária: Rial (IRR) IRR = 1 EUR (Dezembro de 2010) Fuso horário: UTC+3:30 3

4 Risco do país: Risco geral - B (AAA = risco menor; D = risco maior) Ranking em negócios: Índice: 4,29 (10 = máximo) Ranking geral 80 (entre 82 países) Risco de crédito: 6 (1 = risco menor; 7 = risco maior) Grau da abertura e dimensão relativa do mercado: Exp. + Imp. / PIB = 52,8 % (2009) Imp. / PIB = 17,5 % (2009) Imp. / Imp. Mundial = 0,3 % (2008) Corrente Eléctrica: 220 Volts AC, 50Hz. Pesos e Medidas: É usado o sistema métrico. Formalidades na Entrada: Passaporte: Exige-se a todos os visitantes, com validade superior a seis meses. Visto: Para viagens de negócios, são emitidos pelas Embaixadas do Irão no estrangeiro, devendo solicitar-se com um mês de antecedência. Deve-se preencher um formulário e uma fotografia. A validade do visto é de um mês. Fontes: AICEP Portugal Global e CIA 4

5 2. Contexto Económico e Social 2.1. Situação Económica A economia iraniana caracteriza-se por ser uma das mais intervencionadas do Médio Oriente, com preços controlados, actividades económicas sujeitas a autorização administrativa e o sector público é o controlador de aproximadamente 80% da economia. A subida do preço do petróleo e o comportamento favorável das exportações não petrolíferas têm beneficiado o Irão nos últimos anos, o que se traduz numa evolução positiva da actividade económica, levando a um aumento do produto interno bruto (PIB) de 7,8% em 2007 e 6,5% em O sector dos hidrocarbonetos, da agricultura e da indústria são os principais responsáveis pelo crescimento do PIB. De referir que o primeiro sector favoreceu a subida do consumo privado e do investimento interno. Apesar deste contexto propício, houve um abrandamento das exportações de petróleo, causado pela incapacidade de refinação, consequente de interferências políticas e de pressões internacionais exercidas nas multinacionais petrolíferas para não investirem no Irão, devido ao programa nuclear iraniano. De realçar que o Irão é o 6º produtor mundial de petróleo, o 8º exportador e o 3º país com maiores reservas deste recurso a nível mundial. Já no gás natural, o Irão é o 5º maior produtor mundial e o 29º exportador. 5

6 Principais Indicadores Macroeconómicos Unidade 2007 a 2008 b 2009 b 2010 c 2011 c 2012 c População Milhões 72,4 73,3 a 74,2 75,1 75,9 76,7 PIB a preços de mercado 10 9 USD 286,1 337,3 361,2 416,7 492,7 591,5 PIB per capita USD Crescimento real do PIB % 7,8 6,5 0,5 2,9 3,3 3,9 Consumo privado Var. % 9,1 8,5 3,1 3,3 4,0 4,8 Consumo público Var. % -4,3 5,0 3,0 2,5 3,5 5,0 Taxa de inflação % 17,1 25,5 a 13,5 11,8 b 15,1 10,5 Taxa de desemprego % 12,3 12,5 12,9 13,2 b 14,1 15,0 Saldo do sector público % do PIB -3,6-3,5-5,2-3,8-3,0-2,7 Balança corrente d 10 9 USD 34,1 24,0 2,7 12,4 10,7 16,5 Balança corrente % do PIB 11,9 7,1 0,8 3,0 2,2 2,8 Dívida pública % do PIB 21,0 b 17,3 17,8 17,0 15,8 14,6 Dívida externa % do PIB 7,4 4,1 3,5 2,9 2,5 2,1 Taxa de câmbio (média) 1USD=x IRR a a Fonte: AICEP Portugal Global Notas: (a) Valores efectivos (b) Estimativa (c) Previsões As previsões do Economist Intelligence Unit (EIU) para 2010 coincidem com a recessão da economia mundial e indicam um forte abalo económico (1,1%), resultante da descida do preço do petróleo, do corte da produção petrolífera e do abrandamento do investimento e do consumo privado. Numa palavra, o fim do boom do petróleo vai diminuir o financiamento interno, com a restrição de fluxos de investimento estrangeiro por sanções. Contudo, aponta-se para uma melhoria gradual da economia. A política orçamental expansionista justifica as elevadas taxas de inflação, que tem conduzido a uma pronunciada erosão dos salários reais. Segundo o Bank Markazi (Banco Central), estima-se uma forte diminuição até A par da inflação, o desemprego constitui um dos problemas fulcrais na economia do país, estando mais de 12% da população activa nesta situação, prevendo-se um aumento para 15% em

7 O valor do PIB tem crescido nos últimos anos com base nos aumentos do preço do petróleo, prevendo-se que este possa continuar a crescer numa média de 4% entre 2010 e Quanto ao sector privado, existem fortes obstáculos ao seu desenvolvimento, já que a economia do Irão é dominada por um enorme sector público. Contudo, prevê-se uma maior abertura à iniciativa privada, designadamente ao investimento estrangeiro. Apesar das significativas descidas dos preços do petróleo de 2009, estima-se uma melhoria de tal índice em 2010 e Comércio Internacional A balança comercial iraniana tem-se revelado positiva, tendo em 2006 e 2007, as exportações e importações do Irão aumentado 23% e 15%, correspondentemente, e de realçar também a taxa de crescimento das exportações em 2007 (+28%) e a taxa de crescimento das importações em 2008 (+21%). Porém, em 2009 registaram-se quebras nas importações e exportações. Evolução da Balança Comercial Fonte: AICEP Portugal Global (10 9 USD) Posição no ranking mundial como exportador 37ª 35ª n.d. Posição no ranking mundial como importador 46ª 48ª n.d. Fonte: AICEP Portugal Global Nota: n.d. não disponível 7

8 Em 2008, os principais fornecedores do mercado iraniano foram: a China, que se mantém desde 2007 o primeiro fornecedor, os Emirados Árabes Unidos e a Alemanha. A Coreia do Sul é o 4º fornecedor desde 2006, sendo a grande novidade a Rússia, enquanto 5º fornecedor do Irão. Principais Fornecedores Fonte: AICEP Portugal Global Registam-se exportações do país para os mercados da OCDE, tendo como maiores clientes, em 2008: a China, Japão, Coreia do Sul, Turquia e Itália. Principais Clientes Fonte: AICEP Portugal Global 8

9 As exportações iranianas compõem-se essencialmente de combustíveis minerais, que correspondiam a 88% do total em 2008, enquanto os produtos químicos orgânicos, minérios e os frutos frescos e secos representavam 3%, 2% e 2%, respectivamente. Entre 2005 e 2008 registaram-se duas subidas significativas: enquanto os combustíveis minerais cresceram mais de 30%, os produtos químicos orgânicos aumentaram aproximadamente 200%. No que diz respeito às importações, as máquinas e aparelhos mecânicos e eléctricos são os predominantes, traduzindo no total 26%, de seguida o ferro e o aço (11%) e os veículos automóveis (10%). Principais Produtos Transaccionados em 2008 Exportações Fonte: AICEP Portugal Global Importações Fonte: AICEP Portugal Global 9

10 2.3. Investimento Embora o Irão seja rico em recursos naturais e com elevada taxa de população jovem, o investimento directo estrangeiro (IDE) no país é pouco pronunciado. As empresas internacionais não encontram um ambiente propício para negócios no Irão, devido à nãointegração na OMC, à insegurança derivada da instabilidade do quadro legal e regulamentar, além do país viver um contexto geopolítico delicado. Nesta linha de pensamento, pode-se então concluir que o Irão é considerado um dos países onde é mais difícil fazer negócios no mundo, encontrando-se em 137º lugar entre 183, segundo os 10 critérios-chave do Banco Mundial. Classificação de Classificação de Facilidade de Facilidade para fazer negócios em Facilidade para fazer negócios em Mudança no ranking Fazer negócios Abertura de empresas Obtenção de alvarás de construção Contratação de funcionário Registo de propriedades Obtenção de crédito Protecção de investidores Pagamento de impostos Comércio entre fronteiras Cumprimento de contratos Encerramento de empresas Fonte: Banco Mundial 10

11 No que concerne à facilidade e abertura de negócio, o Irão tem uma classificação favorável, já que em média são necessários 9 dias para o efeito, ao contrário da média da OCDE, de 13 dias. Apesar desta situação, o tempo de antecedência e os custos e penalidades inerentes ao despedimento de um trabalhador são excessivamente elevados. O Irão posiciona-se no 113º lugar a nível de facilidade de acesso a crédito, além de ter uma das piores classificações no ranking de protecção dos investidores. O Irão ainda não integra a Organização Mundial de Comércio (OMC) e as suas fronteiras parecem impedir o comércio internacional, o que reforça o facto de ser um país extremamente difícil para fazer negócios. O impacto dos fluxos de investimento externo na economia iraniana verifica-se no peso no PIB que, conforme dados da EIU, traduziu somente 0,27% e o IDE representou 1% da formação bruta de capital fixo, em De acordo com a UNCTAD, entre 2005 e 2008, as variações anuais do IDE foram negativas, excepto em O investimento estrangeiro no Irão no período aumentou 16%, atingindo o valor mais alto verificado até Já a EIU estima um crescimento de 78% para o investimento estrangeiro no Irão entre 2009 e O Irão, enquanto investidor no estrangeiro, encontrava-se na 66ª posição, em Investimento Directo (10 6 USD) a Investimento estrangeiro no Irão Investimento do Irão no estrangeiro Posição no ranking mundial como receptor Posição no ranking mundial como emissor ª 84ª n.d. 73ª 66ª n.d. Fonte: AICEP Portugal Global 11

12 3. Relações Nacionais e Internacionais O Irão incorpora o Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), a Organização das Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. A participação iraniana na OPEP influi na sua relação com os grandes países industrializados consumidores de petróleo e com os grandes produtores do Médio Oriente. A ligação entre o Banco Mundial e o Irão fundamenta-se no apoio a áreas sociais. A Organização para a Cooperação Económica (OCE/ECO), implementada pelo Irão, integra o Paquistão, Turquia, Afeganistão, Azerbeijão, Kasaquistão, Kirziquistão, Turquistão, Turquemenistão e Uzbequistão. Esta organização visa o desenvolvimento da região, graças a projectos comuns nos domínios da energia, do comércio, dos transportes, da agricultura e do controlo do tráfico de drogas. O Acordo Marco sobre Trânsito e Transporte (TTFA) serve de caução à exportação de recursos naturais pelos países centro asiáticos. 12

13 4. Relações Económicas com Portugal 4.1 Comércio A participação do Irão no comércio internacional português é pouco notória, principalmente enquanto cliente, tendo ocupado o 50º lugar, e na qualidade de fornecedor, situou-se na 34ª posição, em Posição do Irão nos Fluxos Comerciais de Portugal Enquanto Cliente 65ª 56ª 50ª Enquanto Fornecedor 28ª 34ª 34ª Fonte: AICEP Portugal Global Os dados referentes a 2009 revelam uma posição semelhante do Irão nas trocas comerciais de Portugal, comparativamente a 2008, porém com uma leve subida da posição enquanto cliente. Enquanto fornecedor de Portugal em 2009, o Irão manteve a mesma posição do ano anterior (34ª), tendo, porém, descido 6 lugares relativamente a 2006 e Evolução da Balança Comercial Bilateral Fonte: AICEP Portugal Global 13

14 Os fluxos comerciais com o Irão são desvantajosos a Portugal, já que as exportações portuguesas aumentaram significativamente, contrariamente às importações, que estão sujeitas às compras de óleos brutos de petróleo. O comércio externo português para 2010 (Janeiro e Março) registou uma subida das exportações portuguesas para o Irão de +34% e as importações revelaram um crescimento bastante elevado, comparativamente com período homólogo de No que diz respeito a realizar investimento no Irão, existem outros aspectos a considerar: a importância de ter um parceiro local; respeitar as diferenças culturais, designadamente, ao nível do vestuário feminino e da proibição de bebidas alcoólicas; atender ao calendário dos feriados (Ramadão, entre outros). De realçar o apoio institucional das Embaixadas de ambos os países, do Portugal Iran Business Council e um relacionamento oficial mais consistente entre os dois países, que foram determinantes na promoção do seu relacionamento económico. A Associação Empresarial de Portugal (AEP), a Associação Industrial Portuguesa (AIP) e a Câmara de Comércio, Indústria e Minas do Irão constituíram o Portugal Iran Business Council (PIBC), uma plataforma de intercâmbio de informação e de reforço das relações económicas e empresariais bilaterais, em Junho de Do plano de actividades desta organização de intercâmbio, consta ainda a realização de missões empresariais, a criação de parcerias industriais entre investidores portugueses e iranianos, o apoio a eventos culturais e à criação de programas de intercâmbio estudantil entre Portugal e o Irão. Os sectores identificados como tendo potencial exportador para o Irão, são: os componentes para a indústria automóvel, moldes, equipamentos para hotelaria, especialidades farmacêuticas, banca e energias renováveis. As trocas comerciais entre Portugal e o Irão estão sujeitas a um elevado grau de confidencialidade, respeitando a lei do segredo estatístico. Assim sendo, somente se consegue analisar os produtos não abrangidos pela confidencialidade. 14

15 Exportações por Grupos de Produtos em 2009 Fonte: AICEP Portugal Global Em 2009, as máquinas e aparelhos e pastas celulósicas e papel, totalizaram 46,4% das exportações para o Irão. De salientar ainda as subidas da madeira e cortiça e dos metais comuns, contrariamente à acentuada descida nas exportações de veículos e outro material de transporte. Importações por Grupos de Produtos em 2009 Fonte: AICEP Portugal Global 15

16 As importações portuguesas do Irão são ainda mais consideráveis quando comparadas com as exportações, com especial destaque para os combustíveis minerais, que traduziram 97% do total, em De acordo com o INE, tem-se registado um aumento do número de empresas portuguesas a exportarem para o Irão: em 2007 eram 100 e passaram para 115 em 2008, o que revela o crescente interesse pelo mercado iraniano, e o mesmo se passa com o número de empresas importadoras em Portugal, que foram mais 11 do que em Investimento O Banco de Portugal revela que não há qualquer expressão dos dados do investimento directo do Irão em Portugal, além de que não há registo de qualquer operação nos últimos anos do investimento director português no Irão. 16

17 5 Potenciais Sectores Clientes da Indústria de Engineering & Tooling Os principais produtos fabricados no Irão com interesse directo para a Indústria de Engineering and Tooling encontram-se na área automóvel, electrodomésticos (televisores, frigoríficos, máquinas de lavar entre outros), equipamentos de telecomunicações, maquinaria industrial (o Irão tem o maior stock de robots industriais operacionais no oeste da Ásia) e embalagem. O relatório de 2004 sobre a situação das PME no Irão, realizado pela United Nations Industrial Development Organization, identificou as causas que impediam o desenvolvimento industrial do Irão: a falta de supervisão das instituições, o sistema bancário ineficiente, a falta de I&D (Investigação e Desenvolvimento) suficientes, a falta de competências na área da gestão devido à falta de familiaridade com os mercados internacionais, a existência de economia paralela e tributação ineficiente, a morosidade dos procedimentos burocráticos, a falta de mãode-obra qualificada, a ausência de protecção à propriedade intelectual, entre outros. No entanto, o governo implementou projectos industriais com um custo total de 130,2 mil milhões de Riais, até Março de 2009, valor que será complementado por elevado investimento privado. De acordo com um relatório elaborado pelo The Economist, o Irão foi classificado em 39º lugar na produção com 23 mil milhões de dólares de produtos industriais em Entre 2008 e 2009, o Irão passou de 69º lugar para 28º lugar, na taxa de crescimento anual da produção industrial. 5.1 Automóvel Actualmente, o sector automóvel do Irão é a segunda indústria mais activa do país, após a indústria de petróleo e gás. O Irão tornou-se no maior produtor de veículos do Médio Oriente, produzindo 46% de todos os carros lançados nesta região. Durante a última década, a indústria automóvel do país tem tido uma tendência crescente, tendo a produção de carros aumentado extraordinariamente 445% entre 1998 e A subida da produção de automóveis deve-se essencialmente à forte procura no mercado, aliado ao crescimento populacional, urbanização e a uma jovem população iraniana. A indústria automóvel no Irão registou um crescimento anual de 23%, durante a última década, tendo a taxa de crescimento sido acima da média relativamente aos restantes sectores industriais. 17

18 Existem actualmente 13 montadoras de automóveis públicas e privadas no Irão, tendo muitas delas filiais que produzem vários tipos de veículos. Existem 28 unidades de fabricação de automóveis em todo o Irão, sendo a Iran Khodro e Saipa as maiores empresas nacionais. Os fabricantes iranianos produzem seis tipos diferentes de veículos: automóveis de passageiros, 4WD, camiões, autocarros, minibuses e pickup. Em 2008, registaram-se veículos no país, segundo dados do Ministério das Indústrias e Minas. Produção automóvel entre 2007 e 2008 Fonte: Supply Automotive Parts Company s (SAPCO) A indústria automóvel iraniana produziu veículos entre 2007 e 2008, registando uma quebra para unidades em O Bank Melli Iran (BMI - National Bank of Iran) acredita que a produção e as vendas estão a cair, bem como o sistema financeiro do país luta com os níveis de baixa liquidez, que resultam na quebra de receitas do petróleo e na difícil obtenção de financiamento para os consumidores. Actualmente produzem-se no Irão veículos ligeiros e pesados, estando as montadoras vindo a desenvolver parcerias com empresas internacionais, tais como: Peugeot, Citroen (França), Volkswagen (Alemanha), Nissan (Japão), Toyota (Japão), Kia Motors (Coréia do Sul), Proton (Malásia), Chery (China) e muitos outros produtores estabelecidos de veículos ligeiros e pesados, tais como a Renault (França), BMW, Mercedes Benz (Alemanha), Daewoo e Hyundai (Coreia do Sul) e Fiat (Itália). 18

19 Indústria automóvel no Irão Fonte: EIU A indústria automóvel sofre ainda de uma falta de investimento estrangeiro directo (IED) devido principalmente às sanções económicas internacionais e à elevada inflação, agravada pela subida dos preços dos combustíveis e a pouca procura dos consumidores, que afectaram o crescimento no segmento de automóveis de passageiros. No entanto, o crescimento industrial juntamente com o desenvolvimento de infra-estruturas rodoviárias está a impulsionar a procura no segmento de veículos comerciais. A produção nacional de automóveis é ainda inferior à procura interna, devido ao rápido crescimento demográfico e à frágil rede de transportes públicos. A indústria automóvel está particularmente sujeita à política proteccionista iraniana, estando a maioria da produção concentrada nos grupos Iran Khodro e Saipa (empresas públicas), responsáveis 94% da produção total nacional (65% e 29%, respectivamente). Iran Khodro (IKCO) A Iran Khodro (IKCO) é a maior fabricante de veículos no Médio Oriente, Ásia Central e Norte da África. No Irão, é a maior empresa de fabricação de veículos, com uma quota média de 65% da produção nacional de veículos. Outros fabricantes de automóveis, tais como o Bahman Group, Kerman Motors, Kish Khodro, Raniran, Traktorsazi, Shahab Khodro, entre outros, produziram apenas 6%. A IKCO aponta um aumento da sua produção para 680 mil milhões de veículos para 2010 e 730 mil veículos até

20 A Rússia, Síria, Turquia, Iraque, Azerbaijão, Ucrânia, Egipto, Argélia e Bulgária estão entre os mercados-alvo mais importantes para a IKCO. O grupo tem exportado mais de 150 mil veículos para outros países, principalmente para o Médio Oriente e regiões da Comunidade do Estados Independentes (CEI), colocando a IKCO enquanto a 24ª maior empresa no mundo islâmico em Em 2009, a IKCO exportou cerca de carros e actualmente exporta para aproximadamente 40 países de todo o mundo. Saipa A Saipa foi fundada em 1966, tendo desde o inicio da sua actividade desenvolvido uma forte cooperação com as empresas francesas Renault e PSA, Nissan do Japão e a KIA da Coreia do Sul. Actualmente produz os modelos SABA, NASIM, SAIPA 141, SAIPA 132, XANTIA e RIO no segmento de passageiros nas empresas pertencentes ao seu Grupo (Saipa, Zamyad, Saipa Diesel e Pars Khodro). 20

21 6 Indústria Portuguesa de Engineering and Tooling e o Irão Apesar de uma tradição antiga do Sector nas relações comerciais com o Irão, tem sido nos últimos anos que esta ligação tem conseguido atingir valores já assinaláveis nas exportações para este mercado. Evolução das exportações e importações de moldes Fonte: INE Unidade: Milhares de euros Nota: Não há dados disponíveis de importações em 2006 e 2007 Segundo dados do INE, o ano de 2009 contrariou a tendência de diminuição de exportações de moldes nacionais para o Irão, tendo-se registando nesse ano um aumento significativo. Quanto às importações, apresentaram-se quase nulas em 2008, chegando a atingir o valor 0 (zero) em Oportunidades para a Indústria de Engineering and Tooling Mercado com tradição industrial e grandes potencialidades de crescimento; Reduzida produção local de moldes e ferramentas especiais face às necessidades do mercado; Crescimento do volume de produção de peças plásticas injectadas nomeadamente para a indústria automóvel e de embalagem; 21

22 Crescente exigência na qualidade das peças produzidas; Boa imagem da Indústria Nacional; Principais dificuldades no acesso ao mercado: Ao nível da informação/comunicação: Acesso à informação sobre o mercado, nomeadamente directórios sectoriais; Informação qualificada sobre as empresas locais; Existência de diferenças culturais; Ao nível jurídico/legal: Existência de sanções económicas; Garantias, seguros de crédito e pagamento de encomendas; Elevada participação estatal na economia; Interpretação da legislação local; Burocracia; Ao nível do mercado: Concorrência crescente de países europeus tradicionais nesta área (ex: Alemanha, Itália), mas também de novos players (ex: China ou Coreia do Sul); Falta de tradição no mercado internacional das empresas de menor dimensão; Forte capacidade negociadora dos agentes locais; Propostas de actuação no mercado Iraniano Ao nível da informação de mercado: Realização de Estudo de Mercado do Sector; Obtenção prévia de informação de mercado sobre o sector/empresas a abordar; 22

23 Ao nível da promoção: Promoção institucional e empresarial do Sector no mercado Engineering and Tooling from Portugal ; Presença contínua das empresas no mercado; Participação em feiras (ex: Iranplast) e organização de visitas regulares ao mercado como forma de dar visibilidade à oferta; Convite a empresas locais para visitar Portugal como forma de apresentação da oferta; Ao nível do negócio: Desenvolvimento do conhecimento do mercado - criação de estruturas de negócio e acompanhamento técnico; Procurar o desenvolvimento de parcerias locais com experiência no Sector para dar solidez à oferta; Reunir o maior conhecimento possível sobre potenciais parceiros e clarificar todos os termos dos contratos incluindo condições seguras de pagamento; 23

24 7 Condições Legais de Acesso ao Mercado 7.1 Regime Geral de Importação O facto de não pertencer à OMC dá liberdade ao Irão de realizar mudanças significativas nas suas políticas, o que causa insegurança e desconfiança nos operadores económicos externos, além das normas aplicadas, publicadas em farsi, se encontrarem aleatórias e erráticas. Quanto ao acesso das mercadorias ao mercado do Irão, existem três categorias: os produtos autorizados, os condicionados e os proibidos. Os produtos autorizados podem ser importados livremente, enquanto os condicionados só podem ser importados se preencherem os requisitos regulamentares, necessitando ainda de aprovação dos Ministérios. Esta categoria engloba os produtos alimentares, agrícolas e farmacêuticos. As armas de fogo e munições, os narcóticos, as bebidas alcoólicas, os psicotrópicos, entre outros, constituem os produtos proibidos. Os produtos sujeitos a registo obrigatório, por motivos de saúde e segurança públicas, são os seguintes: géneros alimentícios, medicamentos, cosméticos e produtos de higienes, fertilizantes e químicos utilizados na agricultura. No que diz respeito aos direitos aduaneiros, os valores são muito vulneráveis, estando com taxa média abaixo de 30%. Existe a isenção nos bens de capital, matérias-primas, medicamentos e noutros produtos. A taxa sobre os produtos de consumo varia bastante, encontrando-se, em média, em 40%, ao passo que existe uma taxa média ligeiramente inferior a esta sobre os produtos intermédios. As taxas na importação de cada produto podem ser consultadas na página Market Access Database, da responsabilidade da União Europeia Recorre-se à abertura de Cartas de Crédito enquanto instrumento regulador de importações, da sua composição por produtos e por países de origem. 7.2 Regime de Investimento Estrangeiro A Foreign Investment Promotion and Protection Act (FIPPA) consiste na lei reguladora do investimento estrangeiro no Irão e exige a aprovação de cada projecto de investimento, sendo a OIETAI (Organization for Investment, Economical and Technical Assistance of Iran) a respectiva entidade responsável. No que toca aos projectos, a FIPPA não restringe a participação estrangeira, ao contrário do que sucede com a OIETAI, que parece apoiar a participação maioritária dos sócios locais. 24

25 Apesar de existirem algumas limitações à participação externa, não se impõem restrições ao exercício de actividades económicas, sendo que o promotor estrangeiro pode operar em qualquer área aberta ao sector privado. A nacionalização e expropriação do investimento são reembolsadas pelo seu justo valor, além da permissão do repatriamento de lucros em divisas forte. No que concerne aos contratos públicos, o maior desafio para alcançar o mercado do Irão consiste nas limitações à participação estrangeira em concursos e contratos públicos. As normas reguladoras da contratação pública encontram-se na Lei de Maximização das Capacidades Tecnológicas e Produtivas do Irão (Lei MAX), na sua regulamentação e no Regulamento sobre a Assinatura de Contratos. A Lei MAX trata das adjudicações de contratos estabelecidos pelas empresas estatais ou públicas. De acrescentar que a elaboração da maioria dos projectos é feita por empresas ligadas ao sector público, sendo que a Lei MAX exige que pelo menos 51% do valor total do contrato seja realizado por empresas locais. As Zonas Francas, as Zonas de Comércio Livre e as Zonas Económicas Especiais desempenham um papel preponderante no que respeita aos incentivos ao investimento, favorecendo as empresas aí estabelecidas. 7.3 Quadro Legal Regime de Importação Export-Import Regulations Act (Setembro 2003) Determina as condições e os requisitos para as exportações e importações no Irão. Free Zones Regulation Regulamenta matérias relativas ao estabelecimento e funcionamento das Zonas Francas no Irão. Para mais informações sobre o relacionamento bilateral entre a UE e o Irão, consulte o site da União Europeia, Relações Externas, informação 25

26 Regime de Investimento Estrangeiro Foreign Investment Promotion and Protection Act (FIPPA) Trata das normas referentes à captação de investimento estrangeiro e os requisitos para a realização de investimento estrangeiro no Irão. Implementing Regulations of FIPA 2002 Regula a FIPPA (Lei de Promoção e de Protecção do Investimento Estrangeiro). MAX Act Define as directivas que regulam a contratação pública (Lei de Maximização das Capacidades Tecnológicas e Produtivas do Irão). 26

27 8 Informação Social e Cultural O Irão possui uma dimensão geográfica e populacional significativa. A população é bastante jovem, com um nível de instrução elevado e um conhecimento generalizado da língua inglesa, o que se reflecte na dinâmica comunidade empresarial. O Islão é praticado pela maioria dos iranianos, dominando a sua vida política, económica e legal. A orientação religiosa fundamenta-se no Corão e nas acções do profeta Maomé. Voltados para Meca, os muçulmanos devem rezar diariamente 5 vezes (ao amanhecer, de manhã, de tarde, ao pôr-do-sol e à noite), sendo as horas exactas divulgadas nos jornais locais. Sexta-feira é o dia santo para a população muçulmana e como muitas empresas fecham na quinta-feira, o fim-de-semana no país é composto por estes dois dias. No período do Ramadão, os muçulmanos devem jejuar do amanhecer ao anoitecer, sendo-lhes permitido trabalhar 6 horas por dia, não podendo comer, beber, ou fumar. Aos estrangeiros não é imposto o jejum, porém não devem comer, beber ou fumar em público. Todas as noites ao pôr-do-sol, família e amigos reúnem-se para celebrar o fim do jejum. Durante o Ramadão, o horário de funcionamento de lojas é diferente do habitual. No Irão, a estrutura social baseia-se na família, sendo as mulheres as mais protegidas das influências externas e é inapropriado fazer perguntas a um iraniano sobre a sua mulher ou outras parentes. Etiqueta e protocolo Apresentações: As apresentações são geralmente restritas a pessoas do mesmo sexo, já que homens e mulheres socializam separadamente; Em público, o aperto de mão é o cumprimento mais usual; O cumprimento mais habitual é salaam alaykum, ou apenas salaam (paz). Refeições: Vestir-se de forma discreta; Valoriza-se a pontualidade; 27

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