AGRICULTURA BIOLÓGICA, AUTO- SUFICIÊNCIA E SEGURANÇA ALIMENTAR POLITICAS DE APOIO À SEGURANÇA ALIMENTAR

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1 AGRICULTURA BIOLÓGICA, AUTO- SUFICIÊNCIA E SEGURANÇA ALIMENTAR POLITICAS DE APOIO À SEGURANÇA ALIMENTAR Ana Paula Bico Out, 2011

2 POLITICAS DE APOIO À SEGURANÇA ALIMENTAR 2 perspectivas: Redução da dependência externa agro-alimentar, aumento da produção nacional e aumento das exportações Garantia da Disponibilidade de Alimentos Seguros

3 GARANTIA DA DISPONIBILIDADE DE ALIMENTOS SEGUROS Os consumidores europeus querem produtos alimentares seguros e sãos. A União Europeia está empenhada em garantir que todos os seus cidadãos possam consumir alimentos que respeitem os mesmos padrões elevados de segurança, quer esses alimentos sejam produzidos a nível nacional quer provenham de outro país, dentro ou fora da União Europeia.

4 SEGURANÇA ALIMENTAR NA UE Embora não exista um «risco zero», a União Europeia envida todos os esforços para reduzir os riscos ao mínimo, graças a uma estratégia global de segurança alimentar centrada em normas alimentares e de higiene modernas, baseadas nos conhecimentos científicos mais avançados.

5 SEGURANÇA ALIMENTAR NA EU (PÓS LIVRO BRANCO) A segurança dos alimentos começa na exploração agrícola, pelo que as regras em vigor são aplicáveis a toda a cadeia alimentar, surgindo as expressões: da exploração agrícola à mesa do consumidor do prado ao prato do campo à mesa

6 SEGURANÇA ALIMENTAR NA UE Tem como pressupostos: Conciliar diversidade e tradição Evitar que as regras de segurança alimentar conduzam a : retirada do mercado de alimentos tradicionais entraves à inovação qualidade dos produtos seja posta em causa. 6

7 SEGURANÇA ALIMENTAR NA UE A estratégia no domínio da segurança dos alimentos desenvolvida pela União Europeia engloba quatro elementos fundamentais: normas de segurança dos géneros alimentícios para consumo humano e dos alimentos para animais pareceres científicos independentes, acessíveis ao público medidas destinadas a garantir a aplicação das normas e o controlo dos processos reconhecimento de que os consumidores têm o direito de escolher os alimentos com base em informações completas sobre a sua proveniência e os respectivos ingredientes.

8 VISA: A ABORDAGEM INTEGRADA DA UE EM RELAÇÃO À SEGURANÇA DOS ALIMENTOS 1. Garantir um nível elevado de segurança dos alimentos, saúde e bem estar dos animais e fitossanidade, no seio da União Europeia, por meio de medidas coerentes "desde a exploração agrícola até à mesa"e de uma vigilância adequada, assegurando simultaneamente o funcionamento efectivo do mercado interno. 8

9 A ABORDAGEM INTEGRADA DA UE EM RELAÇÃO À SEGURANÇA DOS ALIMENTOS A implementação desta abordagem envolve o desenvolvimento de medidas legislativas e outras acções: 1. Assegurar sistemas de controlo eficazes e avaliar a observância das normas da EU 2. Gerir as relações internacionais 3. Gerir as relações com a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) e garantir uma gestão dos riscos baseada em resultados científicos. 9

10 SEGURANÇA DOS GÉNEROS ALIMENTÍCIOS Não serão colocados no mercado quaisquer géneros alimentícios que não sejam seguros. Os géneros alimentícios não serão considerados seguros se se entender que são: 1. prejudiciais para a saúde; 2. impróprios para consumo humano 3. que não estejam em conformidade com as disposições específicas que regem a sua segurança

11 SEGURANÇA DOS GÉNEROS ALIMENTÍCIOS Ao determinar se um género alimentício não é seguro, deve-se ter em conta: as condições normais de utilização do género alimentício pelo consumidor e em todas as fases da produção, transformação e distribuição; as informações fornecidas ao consumidor, incluindo as constantes do rótulo, ou outras informações geralmente à disposição do consumidor destinadas a evitar efeitos prejudiciais para a saúde decorrentes de um género alimentício específico ou de uma categoria específica de géneros alimentícios.

12 SEGURANÇA DOS GÉNEROS ALIMENTÍCIOS Ao determinar se um género alimentício é prejudicial para a saúde, deve-se ter em conta: não só o provável efeito imediato e/ou a curto e/ou a longo prazo desse género alimentício sobre a saúde da pessoa que o consome, mas também sobre as gerações seguintes; os potenciais efeitos tóxicos cumulativos; as sensibilidades sanitárias específicas de uma determinada categoria de consumidores, quando o género alimentício lhe for destinado.

13 FERRAMENTAS DE SEGURANÇA ALIMENTAR RASTREABILIDADE : é obrigatória para todos os operadores das empresas do sector alimentar ou seja, todos aqueles que se dediquem a uma actividade relacionada com qualquer das fases da produção, transformação e distribuição de géneros alimentícios: manipulação e/ou a transformação de géneros alimentícios respectiva armazenagem no ponto de venda terminais de distribuição operações de restauração, cantinas de empresas, restauração em instituições operações de fornecimento de géneros alimentícios centros de distribuição de supermercados 13 e grossistas

14 FERRAMENTAS DE SEGURANÇA ALIMENTAR Responsabilidade do Operador: Quando um operador de uma empresa do sector alimentar considere ou existam razões para crer que um género alimentício por si importado, produzido, transformado, fabricado ou distribuído não está em conformidade com os requisitos de segurança encontra-se obrigado, a dar início, de imediato, aos procedimentos destinados a: Retirar/(bloquear) do mercado o produto em causa, mas apenas se o mesmo tiver deixado de estar sob o seu controlo imediato, mas não está ainda disponível aos consumidores Recolher o produto, no caso de o produto já estar disponível aos consumidores

15 FERRAMENTAS DE SEGURANÇA ALIMENTAR Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Alimentos para Animais (RASFF): 1. A fim de atacar os problemas logo na sua fase inicial, a UE gere um sistema de alerta rápido destinado a evitar expor os consumidores a riscos de intoxicações alimentares. 2. O sistema de alerta também funciona quando se identificam substâncias proibidas nos alimentos ou se ultrapassam determinados limites das substâncias de alto risco, tais como a presença de resíduos de medicamentos veterinários na carne ou de corantes cancerígenos nos alimentos. 15

16 FERRAMENTAS DE SEGURANÇA ALIMENTAR Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Alimentos para Animais (RASFF) 1. Notificação de riscos directos ou indirectos para a saúde humana, ligados a géneros alimentícios ou a alimentos para animais 2. Sempre que um membro da rede dispuser de informações relacionadas com a existência de um risco grave, directo ou indirecto, para a saúde humana, ligado a um género alimentício ou a um alimento para animais, essas informações serão imediatamente comunicadas à Comissão através do sistema de alerta rápido.

17 CONTROLO OFICIAL Reg (CE) 882/2004: Estabelece as bases para a elaboração, pelos EM, do plano nacional de controlo integrado plurianual (PNCPI), com objectivo de assegurar a verificação do cumprimento da legislação alimentar relativa aos alimentos para animais, saúde animal, bem estar animal e géneros alimentícios.

18 PLANOS NACIONAIS DE CONTROLO PLURIANUAIS A fim de assegurar a aplicação efectiva do nº 2 do artigo 17º do Reg (CE) 178/2002, das normas relativas à saúde e ao bem-estar dos animais e do artigo 45ºdo Reg 882/2004, cada Estado-Membro deve preparar um único plano nacional de controlo plurianual integrado. Ao GPP compete a coordenação nacional do PNCPI. 18

19 PNCPI 1. O PNCPI é um documento onde cada EM, para além de descrever os sistemas de controlo oficial implementados, define a sua estratégia em matéria de organização dos controlos oficiais. 2. O PNCPI deve criar uma base sólida para que os serviços de inspecção da Comissão efectuem controlos nos Estados- Membros. 3. O PNCPI deve permitir que serviços da Comissão ser realizem auditorias gerais e específicas que devem ser organizadas em cooperação com as autoridades competentes dos Estados-Membros aos diferentes sistemas de controlo. 19

20 PNCPI: OBJECTIVOS ACTUAIS 1. Prevenir, eliminar ou reduzir para níveis aceitáveis os riscos para os seres humanos e os animais, quer se apresentem directamente ou através do ambiente; 2. Garantir práticas leais no comércio (dos alimentos para animais) e dos géneros alimentícios e defender os interesses dos consumidores, incluindo a rotulagem dos alimentos para animais e dos géneros alimentícios e outras formas de informação dos consumidores; 3. Estabelecer a nível comunitário um quadro harmonizado de regras gerais para a organização dos controlos oficiais.

21 ORGANIZAÇÃO DOS CONTROLOS Os Estados-Membros devem assegurar que os controlos oficiais são realizados regularmente, em função dos riscos e com uma frequência adequada para alcançar os objectivos estabelecidos, tendo em conta: 1.Os riscos identificados associados aos ( ) géneros alimentícios, 2.às empresas do ( ) do sector alimentar, 3.à utilização ( ) géneros alimentícios 4.a qualquer processo, material, substância, actividade ou operação que possa influenciar a segurança dos ( ) géneros alimentícios 5.a saúde ou o bem-estar dos animais 21

22 ORGANIZAÇÃO DOS CONTROLOS (CONT.) 6. Os antecedentes dos operadores das empresas do ( ) sector alimentar no que toca ao cumprimento da legislação. 7. A fiabilidade de quaisquer auto-controlos que já tenham sido realizados. 8. Qualquer informação que possa indiciar um incumprimento. 22

23 OBRIGAÇÕES DAS AC As autoridades competentes devem assegurar: 1. A eficácia e adequação dos controlos oficiais dos géneros alimentícios em todas as fases da produção, da transformação e da distribuição 2. Que o pessoal que efectua os controlos oficiais não tenha quaisquer conflitos de interesses 3. A existência ou o acesso a laboratórios com capacidade adequada 4. Pessoal devidamente qualificado e com experiência adequada em número suficiente, de forma a realizar os controlos oficiais e a cumprir as funções de controlo com eficiência e eficácia 23

24 OBRIGAÇÕES DAS AC (CONT.) 5. A existência e a devida manutenção de instalações e equipamento adequados, de forma a garantir que o pessoal possa realizar os controlos oficiais com eficiência e eficácia 6. A previsão dos poderes legais necessários para efectuarem os controlos oficiais e tomarem as medidas previstas na legislação 7. A existência de planos de emergência e que estão preparadas para aplicar esses planos 8. Que os operadores de empresas do sector alimentar são obrigados a submeter-se a qualquer inspecção efectuada e a apoiar o pessoal da autoridade competente no desempenho da sua missão. 24

25 COORDENAÇÃO E ARTICULAÇÃO NOS CONTROLOS Coordenação e cooperação dentro e entre todas as autoridades: Quando existirem competências atribuídas a autoridades que não a Autoridade Competente a nível nacional, como sejam as autoridades regionais ou locais, deve haver uma coordenação eficiente e eficaz entre todas elas Se existir mais que uma unidade da AC envolvida no controlo, deve haver uma coordenação eficiente e eficaz e uma cooperação entre as mesmas

26 TRANSPARÊNCIA E CONFIDENCIALIDADE 1. As autoridades competentes devem tornar acessíveis ao público as informações pertinentes de que disponham, nomeadamente quando existam motivos razoáveis para suspeitar que um género alimentício ou um alimento para animais pode apresentar um risco para a saúde humana ou animal. 2. O pessoal das autoridades competentes tem obrigação de não divulgar as informações obtidas no exercício das tarefas de controlo que, pela sua natureza, sejam abrangidas pelo sigilo profissional. 26

27 TRANSPARÊNCIA 1. Publicação dos relatórios das auditorias às AC 2. Publicação de resultados parcelares dos controlos por iniciativa de cada AC 3. Divulgação dos principais resultados dos controlos (a implementar nas medidas de revisão)

28 AMOSTRAGEM E ANÁLISE 1. Os métodos de amostragem e de análise utilizados no âmbito dos controlos oficiais devem ser validados em conformidade com a legislação comunitária ou protocolos reconhecidos no plano internacional. 2. As análises devem ter em conta os critérios definidos (Caracterização dos métodos de análise) e ser efectuadas por laboratórios acreditados. 28

29 PLANOS DE EMERGÊNCIA 1. Os EM devem elaborar planos de emergência que definam as medidas a aplicar em caso de urgência, quando os alimentos para animais ou para consumo humano apresentam um risco grave para os seres humanos ou para os animais, directamente ou através do ambiente. 2. Estes planos de emergência especificam quais são as autoridades administrativas que devem intervir, seus poderes e responsabilidades. 29

30 CONTROLO DE PRODUTOS PROVENIENTES DE PAÍSES TERCEIROS Aos alimentos provenientes de países terceiros (importados) aplica-se: 1. O controlo regular, pelos EM, dos alimentos para animais e para consumo humano de origem não animal, importados na União Europeia (UE). 2. Estes controlos podem ser efectuados em qualquer etapa da distribuição das mercadorias: antes ou após a sua introdução em livre prática (nas instalações do importador, por exemplo), durante a sua transformação ou no ponto de venda a retalho. 3. Independentemente das circunstâncias, os serviços aduaneiros (DGAIEC) colaboram estreitamente com a autoridade competente. 30

31 MEDIDAS DE CONTROLO REFORÇADO NA IMPORTAÇÃO 1. Medidas de salvaguarda (artº 53º do Reg. 178/2002) 2. Produtos de risco emergente (artº 15.5 do Reg 882/2004) 31

32 FINANCIAMENTO DOS CONTROLOS OFICIAIS 1. Os Estados-Membros devem assegurar a disponibilidade de recursos financeiros adequados para a organização dos controlos oficiais. 2. Os EM têm liberdade para impor taxas aos operadores do sector dos alimentos para animais e para consumo humano. 3. Os métodos e os dados utilizados para calcular estas taxas deverão ser publicados ou postos à disposição do público. 4. Se um incumprimento da legislação sobre os alimentos para animais e para consumo humano for assinalado no âmbito dos controlos oficiais, os custos suplementares induzidos por uma intensificação dos controlos, devem ser suportados pelo operador do sector dos alimentos para animais e para consumo humano em causa. 32

33 AGRICULTURA BIOLÓGICA NO PNCPI Tem um Plano de Controlo especifico (P06) que inclui: Cumprir todas as especificações comuns aos géneros alimentícios Requisitos específicos de controlo associados ao modo de produção biológico - garantia de uma qualidade acrescida Requisitos adicionais de rotulagem: aposição do logótipo biológico e indicação da OC

34 CERTIFICAÇÃO DA AB NO PNCPI 1. Os produtos são certificados pelos OC 2. O GPP reconhece os OC como organismos privados de controlo 3. Os OC têm que ser acreditados pelo IPAC segundo a norma NP EN O IPQ em conjunto com o GPP audita os OC, no que diz respeito aos procedimentos implementados para a certificação do MPB

35 MODO DE PRODUÇÃO BIOLÓGICO (MPB) Sistema de produção agrícola que procura a obtenção de alimentos de qualidade superior, recorrendo a técnicas que garantam a sua sustentabilidade, preservando o ambiente, evitando o recurso a produtos químicos de síntese e adubos facilmente solúveis e privilegiando a utilização dos recursos locais.

36 PNCPI PNCPI: está disponível em:

37 CONTACTOS NO GPP Direcção de Serviços de Normalização e Segurança Alimentar Tel: Fax: OBRIGADA

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