A CONSTRUçÃO DO ESTADO LTBERAL. ELITE POI,ÍTTCA E BUROCRACIA NA,qREGENBRAÇÃO' (1S5I.IS9O)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A CONSTRUçÃO DO ESTADO LTBERAL. ELITE POI,ÍTTCA E BUROCRACIA NA,qREGENBRAÇÃO' (1S5I.IS9O)"

Transcrição

1 Fuorc.o. ÉÊ CiË,td* fus. Hu* itr ü-ï lforcfh Ìü.r e;uub PEIDRO TAVARES DE ALMEIDA A CONSTRUçÃO DO ESTADO LTBERAL. ELITE POI,ÍTTCA E BUROCRACIA NA,qREGENBRAÇÃO' (1S5I.IS9O) Dissertação de Doutoramento em Sociologia Política I]NIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Faculdade de Ciências Sociais e Humanas 1995

2 minha Mãe l\raneìa

3 "History without poìiticaì sc ience has no ffuit; political science without histor.y has no Foots" John B. Seel y (laas)

4 IÍ{DICE GEML Agt.adecimentos. TNTRODUçÃO a PRIMETRA PARTE _ A ELITE POLÍTICA PreâmbuIo 16 1,O advênto da Regeneraçáo e a 'circulação' da elite política, 16 2.Os critérios do classificação social e ocupacionâi da elite Dolíticâ 22 CâpituÌo I - Os Consolheiros de Estâdo 'I.Conspeoto jurídico-constttuclol al e papel politico Cons Iho dê E3t ado 2. Origem geog.áf ica S.Idado. 4. Formagáo egcoiaf e intel ectual S.Actividade DFof issionâì 6.Recrutanento social e títulos nobiliárquicos. 7. Canneinâ pol Ít Ícâ do A 50 5A Câpítulo fi - Os MLnistros ,O "poder govefnadental' e o padrão de estabilidade dos mrnlste.ros 2.Durâçáo e grau de êspeciâìizaçáo das ca..eiras ministefiais 3-A "expeaiência govefnâtivâ r' dos elencos ministeriais 4. Onigem geogiáfica 5. Idade. 6. Formagão escolar e inte Iectual 7. Actividade Drof issionaì S.Recrutamento sociaì e titulos nobitiánouicos. 96 g,reproduçiio êndógenâ: as "vocaçóes" familianes 99 lo.carreira políticâ at a5 aa 92 Capítulo III - Os Pares do Reino.. 1OG l.composição e p6pel politico da Câma.a dos PaFes...,,. 106

5 2, Origêm geográí ica 3.Idâde. 4. Formação escolaf e intel ectual S.Actividade D'.of is sional 6,RecrutaDento social e títuìos nobiliárquicos. 7. Carreira polit ica 1't Capitulo IV - Os Deputados O processo eleitoral e a prática parìamenta.. Continuidade e nenovaçáo parladentar.o.igem geográfica..... fdade Formaçáo escolaa e intel.actividâdê orofissional ect ua I 133 ' ' 50 't 54 -Rec.utâmênto social e titul.os nobiliánouicos. '159. CânFêi.a ooìítica 163 CaDitulo V - Os Govenhadores Civis poì ivâi ência funcionâl do cargo e o papel dê meentreocentfoêaperiferia 166 dianeiros 2, Duraçáo das cat.t.eit.âs ê padrão de "cií.culâçào gêo- I ráf ica " ' Ot.igen gêog t.áf ica Idade Fofmaçáo escolâ. e intelectual Âctividâde orofissionaì 183 T.Rec.utamento sociaì e tituìos nobiliárouicos. la5 8. Canr.êií.â ooìitica 1A7 Considenaçóes Finais, l9o l.mudança social e elite política 19O 2.4 "burocfâtização" da eìite poìítica Rêc.utâmento endogâmico e têndônciâs 01Ígá.quicas... 2O2 Notâs 205 SEGUNOA PARTE - A BUROCRACIA 233 CapÍtulo I - Os Testêhunhos Criticos Coêvos centralização adninist rat iva 2.A "pìetora burocí.ática" e a "empregomânia".o "patronâto oíicial": favofitismo e depuraçóes administrativâs 4.O "vício oaoe listâ " 23s

6 Capitulo II - Morfologia da Bu.ooracia 251 'f.â modernizagiio do eparelho ad inistrativo cèntraì Sistemas dê recfutamênto dor funcioná.ios ad inistrâtivos: patrocinato v3. neritocracia 3-Dinensáo ê êst.utura internâ do funcionaìismo público Os sal-ários do funcionaìismo púbìl.co CapÍtulo III - A Elite Adninistrativâ Secr.etáiios-gorais, diroctores-gefais e chefes de Ì.epertiçáo: critério3 dc nomoâçóo, padráo de estâbilidade e influência DoÌitica Origem geográfica fdade. 3Ol 4.FoFnaçáo êgcolaf ê intêiêctuâl ftinerário ofofissionâì- 31O 6.RecnuteDento social e tltulo3 nobiliá.quicos lA T.Actividadê politicâ ê all.nhadento Deitidá.io... 32O Notãs 325 cot{clusão 344 ANEXOS 350 I- Ouadios 351 II- Figuras 414 III- Tábua Cronológicâ (ía6l-1a9o) 422 EXTRA-TEXTOS 426 FONTES E BÌBLIOORAFIA I- Fontes II-Bibliografia Indice Ìndice dos Ouedrog das Figurâs 4AO 444

7 AGRÂDEC IIIEÍ{TOS Nâ paeperaçâo da pí.esente tese de doutoramento várj,as Íoaam as oprnroes e sugestóes cientificas, os estimulos pessoars e as âludas concretas de que beneficiei, Nos diversos Arouivos e Bibliotecas. e muito em particuìâr nâ Btblroteca NâcionaÌ de Lisboa - que f.equentei maís assiduemente -, contêi sempre com o apoj.o diììgente e atencioso de generâlrdade dos Íuncionários, que me propicienam o acesso a documentos e IÌvros em precárj,o estado de conserveção, se empenhaí'am na Ìocal,ização de outros a que se perdera o rasto ou asseguraram con zeìo a reproduçáo Decânica de largas centenas de pá9inas. As peaêgrinaçôês reguìânes que fíz a algumas.lj.vrarias de aìfâr.ábio peamitiram-me iguaìmentc adquirj.r alguns livros e foìhetos raí'os, de grande utilidade para o meu tnabal-ho de investigagáo, PeIas facilidades concedidas e o apoio prestado, uma paìaví'a especiaì de âgaâdecìmento é aqui devida ao Nuno Oliveira da Livraria GâÌrlêu em Cascals. A bolsa que me Íoi concedida peìo extlnto I.N.I.C. e, depors, pela J.N.I.C.T. to.nou possivel concretizar duas prolongadas estadias em Londres, bem como uma outra de curta duraçáo em Madaid. A vastâ Ìrtênâtura consultada sobretudo na Bl-itish Librâny foi de cauclal importância paaa o aprofundamento da âbo.dagem comparativa da Íninha investigaçáo. Ao P.ofesson ShmueI N. Eisenstâdt, da Universidade Hebrâicâ de JeausaÌém, devo algumas fecuôdes sugestões gerârs e bibliográficas. Os Professores Miguel Mârtínez Cuâd.âdo, da Universidade Complutense de Madrid, e André Hoyos Aparr.cio, da Universidade de Cantábria, deram-me indicâçóês preciosas sobaê fontes ê estudos actuâis aeìâtivos à Espanha oitocentistâ. A Professo.a Marrâ Eduarda Cruzeiro, do Instituto de Cj.ências Sociais, facuìtou-me generosamente a consuìta do sêu fj-cheiro pessoal com os dados biográficos dos Ìentes dâ Universidade de Coimbra no sécuio XIX. A PFofessora Maí'i.a Fernânda AIegria, da UniveFsidâde Nova de Lisboa, e o Professor Mânuel. Braga da Cruz, do Instituto de Ciêncj,as Sociais, fo.neceí'am-me algumas refet.ências bibìiográficas pontuais muito úteis. Um extenso roì de amigos e colegas deu-mê uma ajuda imf,ortant, âcompanhando interêssadâmente a evoìução do meu trabâlho, esclarecendo-me dúvidas, fornecendo-me informações vaaiadas ou fazendo buscâs e fotocopiando-mê ertigos en bibìiotecas estrângeiras. Umâ aêferêarcia êspecial vai, no entanto, pârâ o António Costa Pinto. o Bernardo Vasconcelos e Sousa. a Ma-

8 rj.a Alexand.e Lousada, peìo estíduj.o laa dê opiniões, e aiôda pa.a o Diogo guel Pedreira, o Nuno GonçaÌo Monteino disso, ÌeÍ'am e comentaaam pacientenente têse. constante e a troca regu- RaDâdâ CuÍ.to, o Jorge Mie o Rui SaÍìtos, que, aìém aliversos cadítulos dest a Ao Profgssor Vitorino Magalháês codinho, sob cuja o.'ientaçáo cientifica trabâlhei ao longo de doze enos - e que por razóes pessoâj.s aenunctou entretanto à supeavisáo oficiaì de todâs âs teses de doutonamonto que tinha a seu cargo -, devo uma parte impo.tante dâ minha formaçáo intelectual e do meu percurso âcedémico. No qu respoita concrêtamente à elaboí-açáo desta tese, se bem que os cadinhos tnilhados e as conclusóes fonmuladas sejam da minh6 exclusiva responsabiìidade, os seus conselhos e sugegtõg!t criticâs for.am sgmpaê muito estimulantes e.ìevaram-ne Írequ ntomonto â exploaâa ôovas fontes e a enuncian novos problemas. Uma palâvaa êspocial de âg.âdecimento é igualmente devide ao Profegsor Oavid Justino, com quen tenho mantido ume exceìente reìaçáo de camâredagêm e um proficuo convivio intêlectual, desdo qu ontaoi psre o oepartamento de Socio- Ìogia de Faculdadê de Ciêncie3 Sociais e Humanas, e que aceitou sem hêsitaçáo â tâaeta algo ingratâ dê se responsabilizâi oficj.a.lmente pêla orienteçáio ciontitlca da p.êsontê têsê de doutorafiento nunâ fese bastanto adienteda da 3ua elâboraçáo. Sublinhe-se, no entânto, que o Piofesgor OavLd Justino acompanhou senpre de pento ô pnêpôaaçáo de Dinha tese e que as inúmeras conversâs qug tivómos Do ejudâaôit a clarificar id ias e rê suscitaran novas pistas dc investigagáo. Por úitimo, o apoio da Manoìa foi absoìutamentê imprescindivol, tanto om aspecto3 do natuioza intima, como na Í'evisáo crítica con3tanto quo fgz d ' tudo quânto eu ia escreven-

9 IN-f-FÌODUç'I\c' Quêm governa? OuaI a configu.açáo e dinâmica dâ burocracia? Sinteticamente, estâs duas questóes enunciam os objectivos principais da presente investigagáo sobre o sistema poìitico-administrativo no PoftugaÌ oitocentista. No essenciâ1, o â[bito cronológico do nosso estudo coincide co,í os Ìimites temporais da "Regenenâção", no sentido lato do terno, isto é, com o novo cacìo ÌibenâÌ que tem como acto fundador o pronuncialìento militar "saldanhista" de finais de Abril de 1851 e se proìonga até à crisê de 1890, comun- Dente identificada pelâ histoí.iografia portuguesâ cotho urh momento crucral de vi ragem. Este periodo de cenca de quarenta anos singulariza-se peìa combinâção de três aspectos fundamentais. Por um Ìado, tratou-se de uma época de.eìativa acaìmia poìitica e sociâì - apenas sêl'ia'dente amêâçada na conjuntunâ crítica de 18ô8 a , durante a quaì as íhanifestaçóes de confìito vioìento, que tj.nham marcâdo a fase iniciaì do liberaìismo, cederam o Lugâr às formâs de conflito regulado, Esta alteraçáo do tipo dominante de confli.to, associâda à institucionaìização dos mecanisinos e pí'ocêssos do sistêmâ de "governo nêpresentativo", resuìtorj dâ âfil'maçáo de uma 1ó9ica de compromisso (a "politj.ca dos acondos") entfe as vánias paí.cialidâd6s ou coligaçóes rivais da elite, ql/e implicava a subordinaçáo dâ luta politica às reg.as dâ

10 9 competiçáo pac ific a e a 9arântiâ de expectativas crediveis de alternânciâ no poder, Em Iarga medidâ, essa transfo.maçâo nào teria sido possível sem uma ampla Fenovâçâo do pessoaj. político dirigente. Por outro Ìado, correspondeu â umâ etapâ decisiva nâ consoìidaçáo do aparelho burocrático do Estado libeaaì, que se traduziu nuna dinâmica de expansáo ê moder.nizeçáo das estrutures e meios de administraçáo. FinâImente, foi um ciclo marcado por impontântes "melhoramêntos materiais" e um razoávêl crescinento económicor emborâ à custa de um elevado endividamento público. Ocupando as pninêipais posições de comando na hìeí'arquia formal de podêr e, como taì, intervando activemente ne construçâo das instituiçóes e na elabofação das normas que reguìâm o clrrso dâ vida coìectiva, as elites poìiticas sào um dos actores centrais em todos os processos de mudança social, inclependentêmênte da avaìieção positiva ou negetiva do seu pí.otagonismo histórico. Por essa razáo, o êstudo da sua formaçáo e composiçáo ou da suâ âcçáo trânsfoamadoí-a constitued importantes eìxos temáticos da investigaçáo em socioìogia pol.itica. No caso vertentê, mais do que o comporramêhto e pâpêl dirigentê da eìite poìitica da Regenêrâçáo, p.ivilegiámos a anáiise da sua sociogénese e estrutufâ inteana. Assim, na Primeira Parte da nossa disseatação procedemos a um vasto inquérito prosopográfico, individualizando cinco subgrupos: os conselheinos de Estado, os ministros, os pares do Feino (apenas os de nomeação régia), os deputados e os governadones civis. Parâ alé t de um ou outro aspecto especifico, a pesquisa efectuada incj,diu sobne um conjunto comum de variáveis: orígem geográíica, idade, formaçâo escoìaí. e intelectual, actividade proíissionaì, recnu-

11 10 tamcnto social, caí.reina poiíticâ e padráo de estabj.ìidade, No trãtâmento finâì dêstes vâaiáveis de caracterização dos subgaupos mencionados não tohámos em consideraçáo as divisões paatidáriâs no seio da "cìasse poìitica", não só devido à sua g.ande volubilj-dede e -imprecisão dufante um lâ.go período, mas também porquê eìas não constituiâm um fâctor relevante de difeí'enciação interna. O grau de rigor e o carácter mais ou menos exâustivo das várias sinteses estatisticâs âoresentâdâs sáo natufalmente condicionados pela desigual qualidade e pormenorização dos informes b.iográficos disponíveis e peìa própnia dimensáo dos vários subgrupos dâ elite. Pâna minimizâf âs possibilidades de erro, procurámos aferi. a fiâbilidade das info.mãções através do cotejo sistêmático dê múltip1âs e variadas fontes. Â maior dificlrldâde nesidiu, porém, na apìicaçáo dos critérios de classificação socral e ocupacional. No primeiro caso, quer pela precaridade das indicaçóes sobae os ântêcedentes femiliares, quêr peìa reìativa fluidez das fnonteirâs entre a]guns dos 'grupos de t.eferência" identificâdos. No segundo câso, pârâ âìém da pâ.cimónia das fontes quanto às trajectórias profissionais de muitos indivíduos, por causa da reconhecida pe.sistência de uma pluì.a- Ìidade de vínculos ocupacionais na épocá, o que obrigou neêêssariamente a Íaze" opções que simplificam a realidade retratada O estudo prosopográíico de cada um dos referidos subgrupos dâ "elite governânte" é âinda precêdido dê umâ dêscr.ição ge.â1 do quadro institucionâl dâ sua acçáo politica. Esta série de introduções peacelares pêr nite delinear os contornos êssênciais da organizâçáo e funcionamento dos órgáos centrais do aparelho poìítico do Estâdo Irbênal o-itocentìsta. Umâ reflexáo de conjunto sobre os pnincipais âtributos socio.iógicos dâ elite

12 11 política da Regeneraçáo êncgrra esta Primeira Parte. A pa. do papel dirigente das êìites politicas, a construção dos Estados noderno3 é indissociávêi do desênvolvimento dâ bunoc.âclâ. Emboia foi aì ente difêfenciadas, â3 tafefas de governação e adninist.âção estão intimadente Felacionadâs, predoaine una Iógica dê codpìerentâridâdc e subofdinagáo ou de f.icçáo e conflito. Por um Ìâdo, a capecidade efectivâ do decisáo e inovaçáo politicâs depênde Iâagamontê do contfolo e eficáciâ dos enquâdfâmcntos e Deios de acçáo addinistrâtivos, que assogurad â ÍÍobilizâçáo dos recursos e a gestáo de 'rotlnô' da actívídade govoanativa. Po. outfo Iado, â9 Iites polítícas e buroc.átícas formâm a elit institucional do podên - aquo.ia que dotéd o monopóllo do procasso docisóaio IegÍtino -, cooxistindo por' v zes nu e êstr0ita simbiosc, âtravés de un constdnte intê.- cáitbio do po3içõos ê peamutâ do papéis êntt.ê os seus ieib.os. No caso histót.ico êm apreço, a int o Fdopendônc ia entre a elitg poiíticâ e a burocracia é aindâ tânto mâior quanto âqugla tondo a ssa mâloritarian.nte Fecrutadô no sêio do funclorìâlismo do Estado e a inst rumentalizaçáo cìientoìista dos bens públicos constitui una dimensão egtl.utufente do paoces3o político. Oeste modo, nô Sogundâ Paato da nossa dissêrteção o objecto d6 invostigâçáo é â burocrâcia do Estado. Í{áo so tratâ âqui, porén, do um estudo e pírico da 3ua actividadc corìcretâ, ne de umâ dêscrigáo pormonorizâda dos vários rãmo3 dâ Ad inistraçáo Pública, mas da Fêconstituiçáo de alguns aspecto3 fundanentais da sue o.fologia ê dinânica intoanas, particulaffiêntê âtentã ao3 inpuìsos de rudança, tanto mâi3 que as aefoanas bu.ocráticas fofan um dos tênes principais dâ 'âgenda' política

13 12 duí'ant e â Regeneraçáo. Pârtindo de uma.eflêxão c.itica sobne as imagens sociais da burocracia dominantes na época, passamos entáo a analisaa os principios ot.ganizâtivos do aparelho administaativo central, as modalidades do Fecr.utaDento de pessoal, o voìume e a composiçáo dos efectivos globâis do funcionalismo público e o seu estatuto Í'emuneratório. Poa úitimo. ensaiamos uma caracterizaçáo pí'osopogí'áfica do núcìeo central da elite administrativa (os secretáí'ios-gerais, diaectoaes-gêrâis e chêfes de repartiçáo dos ministérios), semelhânte à quê f.izemos pâ.â a êiite política. Ficamos, assim, co r um aetaâto colectivo completo dos princj-pais agentes da construção do Estâdo Iibê.el oitocentista - a "elite do poder", na definiçáo institucioíìal do coírceito, Três coondenadas teórico-metodológicâs orientam este trabalho de sociologiâ poìitica Í.etrospectiva. Em primeiro Iugar, ele inscreve-se numâ tradição de convergênciâ disciplinar, que Procura verificar proposiçóes teóricas gerais e operacionalizaa concêitos elaborados pelos cientistas sociaig e poìiticos através da abordagem histórica de udâ nealidade espacio- -temponal concrêta. Esclareça-sê, no entento, quê não pâati ros de uma êxplicitâçáo prévia dos paessupostos teóiicos e conceptuais dâ nossa investigaçáo, tendo ântes optado por incorpor.á- -Ios no dêcurso da própria êrposição, o que, em ôossa opinião, tem â duplâ vantagem de tor.nar mais fìuida a leituí.a do texto e proponcionar uma melhor ãí.ticuìaçáo entre refìexáo teórica e análisê empírica. No que diz Í-espeito, em particular, aos conceitos de eìite e de bu.ocracia I que têm un lugar proeminente nestê êstudo, sê be quê náo tenhad um signiíicado univoco, como

14 sucede com a maioiia dos conceitos em ciências sociais, utilizámo-los aqui na sua acepçáo nais corrente. A eìite (política e addinistrâtivâ) é definida por un critério estritaíìente for. lal, sendo composta pelo grupo de indivíduos que ocupa os lugares de topo na estrutuaa legítima de podea, independentemente da sua capacidade -eal de influência e decisão e sem qualquei conotâção valorativa quanto aos seus atl^ibutos individuais ou colectivos. A buroct.acia designa tanto o apâielho administrâtivo Ínstitucionalmente diferenciado que constitui o supofte orgânico do Estado, como o cor.po ofgânizâdo de Íuncionáaios públicos. Pana a identificaçáo das caractêristicas estrutuaais quê individualiza âs "burocfacias públicas modennâsn ou permltem aferir o grau de "modennização burocaática" de um sistêma concnêto de Administrâçáo Pública, âpoiáúo-nos fundamentalmente na teot.izaçáo ciás9ica d Max Wsben, A segunda premissa básica é que a compaeensáo dâ dinâmica t.elacional ontre estrutura social e sistema Dolitico implica o reconhecimento que. das suas detefninaçó s F cíprocas, qúêr dâ especificidade e autonomia relativa dos respectivos pí.incípios estauturais e Ió9icas intêrnas. Assim, por exenplo, os paocessos de mudança nas diveasâs esferas da sociedadê, emboí.â induzidos por. impulsos comuns e genando um potencia.i d contá9io, náo séio necessâriamentê sincnónicos e convergentes. Oo mêsmo modo, não existê urd vínculo causal mecânico entre recfutamento social e motivâçóes ou compoftâmentos politicos- Em tefceiro Ìugar, u a di ênsão fundamêntal da nossâ iììvestigaçâo é o rêcurso ao método cotdpafâtivo, cod vista a deterninar, atfavés do exame de um conjunto de indicadores

15 14 quantitativos e quaìitativos, âs seneìhânças e difêienças entre a estrutura e dinâmica da eli.te ooliticâ e da bu.ocracia em Portugal e em alguns outros paises eunopêus - e também, subsidiarianente, no Brasil - durânte â segundâ metade do sécuìo XIX. A conparaçáo náo ten, contudo, um caráctêa siste áticor quer poa Ìimitaçóes dâ pêsquisa biblj.ográíica eíectuada, quen pon não existirem efectivâmente estudos FigoFosos e quantificados, quer ainda pelas divergências quânto aos cí.itérios dê cìâssificaçáo estatistica adoptâdos pelos diversos autores, os êìêmêntos dê informação disponiveis variam nêcessariamente consoante os pâísês e os assuntos en anáiise. Ao privilegiâr â âbordagem dos aspectos morfológicos, o estudo que egora se apresenta tem inevitaveìmente uma forte componente dêscfitiva, baseada numa ampìa e minuciosa Prospecçáo das fontes da época, e que sê aêfìecte noíìêâdamente nâ nutìêrosa série de quâdnos sinóptíco3 incluídos no texto e nos anexos, A moí'osidade do tnebâlho de pesquisa das informagões de base e de constauçáo das sinteses estetisticas acâbou, eliás, por limitar drasticâftente o tempo disponivel pâ.a â redacçáo final, obr.igândo-nos a adoptar um modelo de exposição concisa e condênsadâ, em que se piocr.rfâ valorizar os argudentos essenciais e sêìêccionar os elenêntos dê prova mais significâtivos- Assim, esperamos tet. a possibilidade dê aproíundar algumas das hipóteses intefpnêtetivas aqui formulâdas e de explorar mais pordenorizadamante o mânânciaì de dâdos sistematizados nuna futura r.evisáo deste trabalho académico.

16 P FÌIMEIFÌA PAFì-T.E Â ELITE POLITICÂ

17 P.êeibulo O advento tica dâ Règeneraçóo e a 'circulaçáo' da êlite polí- Pat. 1'effet de Ia circuìation des éiites, l'éiite gouvernementalê êst dans un état de trahsfoamation lente et continue. EIIe coule comme un fleuve; celle d'aujouad'hui est autre que ceìle d'hler, De temps en temps, on obseave de brusques et violentes pertunbâtions, semblables aux inondation3 d'un fleuve. Ensuite ìa nouvelle éìite gouvêrnenentaìe recommence ã sê modifier. lentemênt: le ÍÌeuve, rentré dâns son lit, s'écouìe de nouveau réguliè. ngnt' Vilfaedo Pareto I Sem t6r o significado dranático de uma ruptufa r.e voluc ionár.ia, com â destituiçáo abfuptâ e o subsequente eclipse da antige "clâsse dirigênte", o advento da Regenenaçáo constitui, no entanto, um omento cruciâi de mudânça, que implicou ume r.enovação substenciâl da êiíte política ÌibeaaÌ. Não nos refêrimos aqui, obviedgnto, â um meao fenómeno conjuntuaal de depufação, iner.ente à sucesséio âiternada no poder de facçóes rivâis - neste ceso, com o êvêntual aegresso à aibalta daqueìes quê tinham sido marginâilzados ou excluidos duran- te o consulado cabraìista -. mas a u[l maj.s profundo, induzido poí. un iníluxo maniíesta naforte dêscontinuidad Procêsso de recodposição oe sangue novo, que se Pessoal dos medbros da "êlite governante " antê ê po3t í86í

18 L7 Os e].enentos estatisticos sobre o pessoâi poìítico da Regeneraçáo sintetizedos no Ouadro 1 - onde se excluem obviamente os titulares de cargos de nomeaçáo vitalícia (conseìheiros de Estado e paí'es do Í'eino) - permitem-nos quantifican a j.ntensidade ou amplitude desse lìovimento de "circuìaçáo da eiite", para usar a consagrada teí'minologia pâretiana. Assim, numo primeira anáiise de carácter global (vd, coìuna A), verifica-se que cerce de 80 % dos miôistros só desempenhâ- Í'am pelâ prineira vez essa funçáo duí.ante a Regênêrâção, se bem que alguns deìes tivessem iniciado uma carfeirâ pârladentar ântes de 18512; por outro lado, e este é um dado mais elucidativo, quase 90 % dos dêplltâdos e dos governqdores civis fizeran a sua estreia politice depois dessa data, Contudo, estes vâìorês totais, ao incidirem sobí.e um periodo dêmasj.ado extenso, têm o incoíìveniente de incorporar os efeitos da substituiçáo naturâì de geí.ações - não obstante a existência de algumas carrêiaas púbìicas de excepcional longevidade -, ampl.ificando assim o impacto rea.i do pronunciamento saldânhistâ no pí.ocesso de renovaçáo da elite politica. Por esse motivo, se circunscrevermos temporalmente o nosso inquérito à primej.ra Íase da Regenêreçáo (vd. coluna B), podemos ter. umâ âvâ- Ìiaçáo mais exactâ dâ taansfoamaçáo ocorridâ, tanto mais quê a crise de 1868 também interveio como um êstímuìo adicionâì ao rejuvenescirnento da "cìasse dirigente", Obsenvâ-se, então, que 60 * dos minj.stros, 78 * dos deputados e 76 % dos governado.es civis foram-no pela paimeira vez nesse período, o quê significa, num cômputo gìobaì eproximado, que pelo mênos 2/3 dos individuos que coírpunhan o grupo mârs numêaoso e activo da e1ite poìíticâ p,rovinhan de umâ novâ fileira de homens púbìicos,

19 18 ouadro 1 - A Regeneraçáo e a Fenovação da elite PoÌÍtica Estreia no cafgo Elite política da'rêgeneraçáo' llinistfos Oeoutados cov. civis Antes de Maio l85l Í9 19,4% 152 t t,5* 26 t O,3t 1851 / O,6t aa,5t 225 A9,7% TotaI 9A íoo,oi o0,úi 251 í OO, OrL Antes de Maio ,6t 152 2'l, ,4eô B 1851 / ,4% 552 7A,4e ,2% TotaI 4a í oo, otb 704 íoo,ol 109 loo, (It  - inclui todos os ministros e goveinadores civis que exerceram funçóes no periodo entre 1 de Maio de 1851 e 14 dê Jânêiro de t89o, bem êofio todos os deputâdos que pârticiparam nas legislaturas êntre e , inclusivé. B - incìui todos os ministfos e gover.nadofes civis que êxencenam funçôes no periodo êntr.e 1 dê aio de 1851 e 4 de Jâneiao de 1868, ben como todos os deputados que participânâm nas legisìâtu.as ent.e e incìusivé.

20 19 Esta mudança na composiçáo da "elite governante", se em pafte derivou das contígênciâs da luta e competição politicas, foi também, e sobretudo, o Í'esultado de uma oiientaçáo premeditâda dos líde.es da nova situâçáo' que encaiavam essa FerÍrodelaçáo como um requisito indispensável à pacificaçáo e regene.âçáo do país. Segundo Olivei.a Martins' nos conciliábulos onde se conjurou o deft.ube do governo do Conde de Tomar e se "pactuâfam as reíormas urgentes" a realizaf em seguida, já Alexandre Herculano tinha recìamado que "tudo se fizesse com gente nova, excìuindo os velhos todos" r Poisr de acofdo com as suas paóprias palavnâs, "de outaa fofna sefia o mesno que dsntes"3; e, concordândo com esta exigêhciar o Duque de Saldanhâ comprolìetefa-se "â abandonâa ao seu descfédito os homens veìhos, a consoìidâr com gente nova a paz dos partidos"4, Ìriunfante o movlmento dâ R g noração, é ce.to que.apidamente se esflrmâaam âs ilusões de HeFculano quânto à sinceridade desse propósito, confnontado que foi com o regfesso ao poden de al.gumas influêntos figuias da "velhâ guâfda"' como era o caso dê BodFigo da Fonseca Magalháes. Mâs apesar da frustração e p.otesto inicj.ais daquêiês que ansiavam po. uttl corte Ímediato e aadical com o passado, não taidou a concfetizar-se um amplo sâneanênto do antigo pessoâì politico, como o conprova inequivocamente a composiçáo da Câmât.â dos Deputados Iogo Íìas duâs pnimeiras legislatuaas dâ Rêgeneraçáo: em ambas, un pouco mais de metade dos seus menbros eram estfeantes; na segundâ legisìatura ( ), além dêstes, figunavam tambén muitos dos dêputados que tinhâm sido eleitos pela primeira vez en Outubro de '1851 (vd,, adiante, Câpítulo IV,2), Como é nâturaì, este surto de "gente nova" baseou-se ÌaFgamente no re-

21 20 crutamento politico de uma geraçáo mais jovems. Entre Duj.tos outros, recordem-se os nomes de AnseÌmo José Braemcamp, Mendes Leal, BarÍ'os e Sá, Joaquim Tomás Lobo de Ávila, Martens Ferráo, Latino Coelho, Casa.l AibeiÍ'o, Conde de Samodáes (20) ou José Luciâno dê Castro, que se iniciaram então nas lidês par- Ìamentares com idâdes comdfeendidas entre os 19 e os 32 anos. A juventude de muitos dos novos actores politicos expìica, aìj,ás, que, uma vez consoìj.dâdâ a recém-instâur.ada oí.dem constitucional, e apesar de um ou outro sobressalto ulterior, uma boâ pârte da "cìasse dirigente" sâídâ dâ convulsão de '1851 se tenha mantido em cena de modo estável e duradoiro. renovândo- -se muito lentâúente. Como aparêntêmênte previram os mentores do movinento da Regeneraçáo, a emeagência de uma rejuvenescida 'elite governante" foi, sem dúvidâ, um factor decisivo no enraizamento de ôovâs atitudes e métodos polj.ticos que, em contraste com a anterior intransigênciâ doutrinánia e soluçâo vro.ìenta dos confìitos, se basêâvãm na ÍÌexibiÌidade de principios e nâ negociaçáo. Expaêssáo institucional dessa maior toleaâncie e vontade de compromisso, as eleiçóes e as institurções repaesentativas for.ad revaloí'izadas como principais arenas da Ìutâ politica, a despeito do conhecido cortejo de perversóes constitucionais que câaâcteaizâram o seu rodus operandi Estâ reformulâçáo dos vaìores e códigos de conduta seria pnovevelmente inviávêl sem uma mudança na composiçáo da elite políticâ, De facto, e ìicito presumin que a mâioria dos ho ens politicos da 'velha guâr.da", marcados pela experiência treunática da primêire guêrra civil e pelo subsequente cìima cle ódio e Iuta fraticide entre as várias facções libefâis, em

22 que o recuí'so à força das armâs eaa um expediente comum, teaia dificuldade em se adeptar a uma situaçáo em que, como escreveu um observadoí' contenpoiâneo, "a astúcia Ise] tornou a principaì qualidade para dominar"6. Esta formulagão da autoria dê Teixeina Bâstos suge.e-nos, aliás, a distinçáo feita por Pareto, com base na sua teoria dâ distribuição dos "Í'esiduos" dominantes, entre dois tipos da "elite governante": a familia dos leóes, mais intransigente e incìinada ao uso da força, ê â familia das naposâs, mâis flexível, preferindo as subtilezas negociais e a âstúcia7- Estâs dlras categorias não sáo necessariaínente exclusivas, podendo combinar-se em proporçôes variadas. ApÌicândo esta cìassj.ficaçáo à análise da reaìidade histórica em epreço, podemos assim inferir que pârâ a consolidação da Regenerâção foj. essencial, o afastamento dos "Ìeões" e a ascensáo das " nâposas'. Festa-nos esclarecer, por úitimo, se esse paocêsso dê mobilidâde individual no seio da elite oolitica LibenâÌ corfêspohdeu também a uma aìteraçáo, tanto da sua configurâção socj.al, como da sua estnutura ocupacional. Por outaas palaví'as, se essa "circulação" treduziu uma fêorganizâção das posiçóes sociais, com a âscensão de novos grupos e interesses e o consequente declinio de outros. Pâae respondêrdos cabalmente a esta questáo teriâmos necessarianente de ter fêito uma caí'acterizaçáo sociológicâ sistemática dos vários subgrupos da elite poìíticâ no periodo entí.e 1834 e 1851, o que tí'anscende o â rbito cronológico da nossa investigaçáo. Podêmos todavia adianta., com basê quer na pesquisa parcelar quê íizemos, quea nas infornaçóes fonnecidas por âiguns êstudos monográficos já publicados, quer ainda em diversos testêmunhos

23 22 da época, que o advênto da Regeneraçáo náo provocou uma alteraçáo significativa da conformaçáo social da elite politica, se bem que tenha acentuado a tendência para â "democratizaçáo" da base de recrutamento- De facto, desde l834, o grande DoDento de nuptunâ4, a elite poìitica era mâ-ioritafiamente plebeia, provindo dâ chânada "classê média" - uma designâção genérica que recobre, é ceato, urd univêrso estratificado e heterogénêo, mas que só uma investigação exâustiva ê minuciosa permitirá diferencia. com ud DÍniDo de rigor. Os critérios de elite política cl'assificação social e ocupacionâl oâ um denominador comum e uma pí'eocupaçâo centrâì nas invêstigações sobre as eìites políticas, tanto do passado como do pfesente, é a anáiise, através do método prosopográfico, das origens sociais e do peafiì ocupacional dos seus medbros. Trata-se, no essencial, de indagaí. as deteí.tì inântes sociais do recrutâmênto ê dâ âcçáo politicâ ou de flrndâmentâ. â for tìulâçáo dê hipóteses gerais sobre as relaçóes entre mudança social e dist.ibuiçáo do poderg. Essa caracterizaçáo sociológicâ, que conduz à formâçáo de âgregados estatisticos, adquire sentido at.avés da construçáo de taxinomiâs quê sejân ajustadâs às Í.ealidades sociais e ocupacionais espêcificas da épocâ histórica em êstrjdo. Na peaspêctivâ de uma anáiise compafâdâ, e sem pì.ejuizo das eventuais singulaí'idades nacionais, tem-se pnocurâdo, no êntaôto, paocedèr a uma padronizaçáo ou harmonizaçáo dos caitérios d classificacáo fundamentais I o.

Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia

Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia Mário Pinto Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia 1. O funcionamento da organização sindical portuguesa é muito frequentemente qualificado de deficiente. Excluindo afirmações de circunstância,

Leia mais

OS TRIBUNAIS E O MINISTÉRIO PÚBLICO

OS TRIBUNAIS E O MINISTÉRIO PÚBLICO OS TRIBUNAIS E O MINISTÉRIO PÚBLICO Art.º 202º da Constituição da República Portuguesa «1. Os tribunais são órgãos de soberania com competência para Administrar a justiça em nome do povo. (...)» A lei

Leia mais

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA PARECER SOBRE O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA (Proposta de Regulamento sobre o Estatuto da AE e Proposta de Directiva que completa o estatuto da AE no que se refere ao papel dos

Leia mais

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Alteração ao Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior Num momento em que termina o ciclo preliminar de avaliação aos ciclos de estudo em funcionamento por parte da Agência de Avaliação e Acreditação

Leia mais

Ministério da Administração do Território

Ministério da Administração do Território Ministério da Administração do Território A Lei Da Nacionalidade Lei N.º 01/05 De 01 de Julho Tornando se necessário proceder a alterações das principais regras sobre a atribuição, aquisição e perda da

Leia mais

C 188/6 Jornal Oficial da União Europeia 11.8.2009

C 188/6 Jornal Oficial da União Europeia 11.8.2009 C 188/6 Jornal Oficial da União Europeia 11.8.2009 Comunicação da Comissão Critérios para a análise da compatibilidade dos auxílios estatais a favor de trabalhadores desfavorecidos e com deficiência sujeitos

Leia mais

PRINCÍPIO DE ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA

PRINCÍPIO DE ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - IFCH DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO - DEPE CENTRO TÉCNICO ECONÔMICO DE ASSESSORIA EMPRESARIAL

Leia mais

Intervenção de Sua Excelência. o Presidente da República Portuguesa. na Comissão Económica para a América. Latina e Caraíbas - CEPAL

Intervenção de Sua Excelência. o Presidente da República Portuguesa. na Comissão Económica para a América. Latina e Caraíbas - CEPAL Intervenção de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa na Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas - CEPAL Santiago do Chile, 7 de Novembro de 2007 Senhor Secretário Executivo da

Leia mais

Ponto da situação sobre a aposentação

Ponto da situação sobre a aposentação Ponto da situação sobre a aposentação Com a publicação da Lei nº 11/2008, de 20 de Fevereiro, são introduzidas mudanças pontuais ao regime de aposentação que já tinha sido alterado nos anos mais recentes.

Leia mais

O Acto Administrativo: Conceito, estrutura, objecto e conteúdo

O Acto Administrativo: Conceito, estrutura, objecto e conteúdo Filipa Rente Ramalho O Acto Administrativo: Conceito, estrutura, objecto e conteúdo Trabalho para a Disciplina de Direito Administrativo Orientador: Professor António Francisco de Sousa UNIVERSIDADE DO

Leia mais

Regulamento do Conselho de Administração da Assembleia da República

Regulamento do Conselho de Administração da Assembleia da República Regulamento do Conselho de Administração da Assembleia da República publicado no Diário da Assembleia da República, II Série C, n.º 11 de 8 de Janeiro de 1991 Conselho de Administração O Conselho de Administração

Leia mais

Ministério da Ciência e Tecnologia

Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério da Ciência e Tecnologia Decreto n.º4/01 De 19 de Janeiro Considerando que a investigação científica constitui um pressuposto importante para o aumento da produtividade do trabalho e consequentemente

Leia mais

Auxiliar de pesquisa

Auxiliar de pesquisa 1/7 Auxiliar de pesquisa Encontra duas possibilidades de pesquisa: a pesquisa básica e a pesquisa avançada. Se é a primeira vez que pretende consultar documentos neste Arquivo, sugerimos que inicie a sua

Leia mais

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Curso: Especialização em Psicopedagogia Módulo: Noções Fundamentais de Direito

Leia mais

Exmº Senhor. MIGUEL REIS, advogado, com a cédula profissional nº 5066L, em. seu nome pessoal e em representação da Miguel Reis & Associados

Exmº Senhor. MIGUEL REIS, advogado, com a cédula profissional nº 5066L, em. seu nome pessoal e em representação da Miguel Reis & Associados 1 2 Exmº Senhor Presidente do Instituto dos Registos e do Notariado 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 MIGUEL REIS, advogado, com a cédula profissional nº 5066L, em seu nome

Leia mais

Comunicação à 1ª secção

Comunicação à 1ª secção Comunicação à 1ª secção Denomina-se Ordem dos Advogados a associação pública representativa dos licenciados em Direito que, em conformidade com os preceitos deste Estatuto e demais disposições legais aplicáveis,

Leia mais

Município de Vieira do Minho

Município de Vieira do Minho CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE VIEIRA DO MINHO REGIMENTO INTERNO A lei nº 159/99, de 14 de Setembro estabelece no seu artigo19º, nº 2, alínea b), a competência dos órgãos municipais para criar os conselhos

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 219/VIII

PROJECTO DE LEI N.º 219/VIII PROJECTO DE LEI N.º 219/VIII CONSIDERA O TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO NA CATEGORIA DE AUXILIAR DE EDUCAÇÃO PELOS EDUCADORES DE INFÂNCIA HABILITADOS COM CURSOS DE FORMAÇÃO A EDUCADORES DE INFÂNCIA PARA EFEITOS

Leia mais

ESTATUTOS DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JOVENS AUTARCAS SOCIALISTAS

ESTATUTOS DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JOVENS AUTARCAS SOCIALISTAS ESTATUTOS DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JOVENS AUTARCAS SOCIALISTAS Capítulo I Da denominação, Fins, Duração e Sede Artigo 1.º Designação É constituída uma associação denominada Associação Nacional de Jovens

Leia mais

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS NOVEMBRO DE 2007 CMVM A 1 de Novembro de 2007 o

Leia mais

Meritíssimo Conselheiro Presidente do Tribunal Constitucional R-1870/11 (A6)

Meritíssimo Conselheiro Presidente do Tribunal Constitucional R-1870/11 (A6) Meritíssimo Conselheiro Presidente do Tribunal Constitucional R-1870/11 (A6) O Provedor de Justiça, no uso da competência prevista no artigo 281.º, n.º 2, alínea d), da Constituição da República Portuguesa,

Leia mais

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas À semelhança do que acontece nas sociedades contemporâneas mais avançadas, a sociedade portuguesa defronta-se hoje com novos e mais intensos

Leia mais

Relatório de análise sobre uma queixa relacionada com omissão administrativa

Relatório de análise sobre uma queixa relacionada com omissão administrativa Relatório de análise sobre uma queixa relacionada com omissão administrativa Parte I: Assunto * 1. A Associação Novo Macau apresentou, em 11 de Setembro de 2012, uma queixa ao Comissariado contra a Corrupção

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 390/XI/1.ª SERVIÇO UNIVERSAL DE ACESSO À INTERNET EM BANDA LARGA

PROJECTO DE LEI N.º 390/XI/1.ª SERVIÇO UNIVERSAL DE ACESSO À INTERNET EM BANDA LARGA Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º 390/XI/1.ª SERVIÇO UNIVERSAL DE ACESSO À INTERNET EM BANDA LARGA Exposição de motivos O acesso à internet assume hoje um papel crucial na nossa sociedade, devendo

Leia mais

CONSELHO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL REGULAMENTO. Artigo 1º. (Natureza) Artigo 2º. (Objectivos)

CONSELHO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL REGULAMENTO. Artigo 1º. (Natureza) Artigo 2º. (Objectivos) CONSELHO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL REGULAMENTO Artigo 1º (Natureza) O Conselho Municipal de Desenvolvimento Económico e Social (CMDES) é um órgão de reflexão e consulta no domínio

Leia mais

INVESTIR NO FUTURO CONTRATO DE CONFIANÇA ENSINO SUPERIOR PARA O FUTURO DE PORTUGAL. Janeiro de 2010

INVESTIR NO FUTURO CONTRATO DE CONFIANÇA ENSINO SUPERIOR PARA O FUTURO DE PORTUGAL. Janeiro de 2010 INVESTIR NO FUTURO UM CONTRATO DE CONFIANÇA NO ENSINO SUPERIOR PARA O FUTURO DE PORTUGAL Janeiro de 2010 UM CONTRATO DE CONFIANÇA NO ENSINO SUPERIOR PARA O FUTURO DE PORTUGAL No seu programa, o Governo

Leia mais

O GOVERNO. Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa

O GOVERNO. Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa O GOVERNO Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa «O Governo é o órgão de condução da política geral do país e o órgão superior da Administração Pública.» 1 Pela própria ideia que se retira

Leia mais

REGULAMENTO DO CONSELHO CIENTÍFICO DO INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO CIENTIFICA TROPICAL. Artigo 1. Composição

REGULAMENTO DO CONSELHO CIENTÍFICO DO INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO CIENTIFICA TROPICAL. Artigo 1. Composição REGULAMENTO DO CONSELHO CIENTÍFICO DO INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO CIENTIFICA TROPICAL Artigo 1. Composição A composição do conselho científico do Instituto de Investigação Científica Tropical, I.P., abreviadamente

Leia mais

Diagnóstico de Necessidades de Formação de Inglês do Corpo Docente do Instituto Politécnico de Beja

Diagnóstico de Necessidades de Formação de Inglês do Corpo Docente do Instituto Politécnico de Beja Diagnóstico de Necessidades de Formação de Inglês do Corpo Docente do Instituto PolitécnicodeBeja ServiçosdePlaneamentoeDesenvolvimentoEstratégico Maio2010 DiagnósticodeNecessidadesdeFormaçãoemLínguaInglesa

Leia mais

Norma Nr.016 / 1999 de 29/12 REVOGA AS NORMAS N.º 10/96-R E N.º 11/97-R

Norma Nr.016 / 1999 de 29/12 REVOGA AS NORMAS N.º 10/96-R E N.º 11/97-R Norma Nr.016 / 1999 de 29/12 REVOGA AS NORMAS N.º 10/96-R E N.º 11/97-R AVALIAÇÃO DOS TERRENOS E EDIFÍCIOS DAS EMPRESAS DE SEGUROS E DOS FUNDOS DE PENSÕES Considerando que, de acordo com a regulamentação

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

Estatuto do Direito de Oposição

Estatuto do Direito de Oposição Estatuto do Direito de Oposição Lei n.º 24/98, de 26 de Maio A Assembleia da República decreta, nos termos dos artigos 114.º, 161.º, alínea c), 164.º, alínea h), e 166.º, n.º 3, e do artigo 112.º, n.º

Leia mais

ACORDO DE PRINCÍPIOS PARA A REVISÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE E DO MODELO DE AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES DOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO

ACORDO DE PRINCÍPIOS PARA A REVISÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE E DO MODELO DE AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES DOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO ACORDO DE PRINCÍPIOS PARA A REVISÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE E DO MODELO DE AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES DOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO E DOS EDUCADORES DE INFÂNCIA Considerando a vontade comum do

Leia mais

Por despacho do Presidente da Assembleia da República de 26 de Julho de 2004, foi aprovado

Por despacho do Presidente da Assembleia da República de 26 de Julho de 2004, foi aprovado Regulamento dos Estágios da Assembleia da República para Ingresso nas Carreiras Técnica Superior Parlamentar, Técnica Parlamentar, de Programador Parlamentar e de Operador de Sistemas Parlamentar Despacho

Leia mais

Decreto do Governo n.º 1/85 Convenção n.º 155, relativa à segurança, à saúde dos trabalhadores e ao ambiente de trabalho

Decreto do Governo n.º 1/85 Convenção n.º 155, relativa à segurança, à saúde dos trabalhadores e ao ambiente de trabalho Decreto do Governo n.º 1/85 Convenção n.º 155, relativa à segurança, à saúde dos trabalhadores e ao ambiente de trabalho O Governo, cumprido o disposto nos artigos 4.º e seguintes da Lei n.º 16/79, de

Leia mais

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Na parte final da fase 1 do projecto Processo de Avaliação em Contextos Inclusivos foi discutido o conceito processo de avaliação inclusiva e prepararam-se

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 307/VIII DEFINE E REGULA AS HONRAS DO PANTEÃO NACIONAL

PROJECTO DE LEI N.º 307/VIII DEFINE E REGULA AS HONRAS DO PANTEÃO NACIONAL PROJECTO DE LEI N.º 307/VIII DEFINE E REGULA AS HONRAS DO PANTEÃO NACIONAL As «Honras do Pantheon», tributárias da Revolução Francesa, tiveram entre nós consagração legislativa em Decreto Régio de 25 de

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA GABINETE DE APOIO AO VICE-PRESIDENTE E AOS VOGAIS

CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA GABINETE DE APOIO AO VICE-PRESIDENTE E AOS VOGAIS PARECER Assunto: Projecto de Portaria que aprova o Regulamento do Procedimento de Seleção de Mediadores para prestar serviços nos Julgados de Paz e nos Sistemas de Mediação Familiar, Laboral e Penal. 1.

Leia mais

Parecer. Conselheiro/Relator: Maria da Conceição Castro Ramos

Parecer. Conselheiro/Relator: Maria da Conceição Castro Ramos Parecer Projeto de Decreto-Lei que procede à revisão do regime jurídico da habilitação profissional para a docência dos educadores e professores dos ensinos básico e secundário Conselheiro/Relator: Maria

Leia mais

MÉTODO CIENTÍFICO. BENEFÍCIOS DO MÉTODO: execução de atividade de forma mais segura, mais econômica e mais perfeita;

MÉTODO CIENTÍFICO. BENEFÍCIOS DO MÉTODO: execução de atividade de forma mais segura, mais econômica e mais perfeita; MÉTODO CIENTÍFICO CONCEITO: palavra de origem grega, significa o conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação da verdade; IMPORTÃNCIA DO MÉTODO: pode validar ou invalidar

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 18º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 18º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 18º Prestação de Serviços de telemarketing Processo: nº 3109, despacho do SDG dos Impostos, substituto legal do Director - Geral, em 2012-05-18. Conteúdo:

Leia mais

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO ENTRE O MUNICIPIO DE SETÚBAL E A CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DAS COLECTIVIDADES DE CULTURA, RECREIO E DESPORTO Considerando: a) As atribuições da Câmara Municipal de Setúbal, conferida

Leia mais

Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação

Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação 3.1) Definição do problema Tendo como ponto de partida os considerandos enumerados na Introdução, concretamente: Os motivos de ordem pessoal: Experiência

Leia mais

Exmo. Sr. Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, Deputado Ribeiro e Castro,

Exmo. Sr. Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, Deputado Ribeiro e Castro, Exmo. Sr. Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, Deputado Ribeiro e Castro, Exmo. Sr. Relator da Petição Pública Não há Educação sem Educação Física, Deputado Paulo Cavaleiro, Exmos. Srs.

Leia mais

Amares Anos 60 Festas de S. António Foto Kim Amares Amares na actualidade Arquivo BE ESA

Amares Anos 60 Festas de S. António Foto Kim Amares Amares na actualidade Arquivo BE ESA Amares Anos 60 Festas de S. António Foto Kim Amares Amares na actualidade Arquivo BE ESA Meio século pode ser um tempo relativamente curto em termos históricos, mas é um tempo suficiente para provocar

Leia mais

DIRECTIVA N 01/2009/CM/UEMOA Sobre o Código de Transparência na Gestão das Finanças Públicas NO SEIO DA UEMOA

DIRECTIVA N 01/2009/CM/UEMOA Sobre o Código de Transparência na Gestão das Finanças Públicas NO SEIO DA UEMOA UNIÃO ECONÓMICA E MONETÁRIA OESTE AFRICANA O Conselho de Ministros DIRECTIVA N 01/2009/CM/UEMOA Sobre o Código de Transparência na Gestão das Finanças Públicas NO SEIO DA UEMOA O CONSELHO DE MINISTROS

Leia mais

Regulamento de Horário de Funcionamento e de Atendimento e Horário de Trabalho da Secretaria-Geral da Presidência da República

Regulamento de Horário de Funcionamento e de Atendimento e Horário de Trabalho da Secretaria-Geral da Presidência da República Regulamento de Horário de Funcionamento e de Atendimento e Horário de Trabalho da Secretaria-Geral da Presidência da República Considerando a necessidade de proporcionar aos Serviços da Secretaria-Geral,

Leia mais

Art. 3º A sua sede é em Lisboa, podendo, contudo, criar dependências onde for julgado necessário ou conveniente.

Art. 3º A sua sede é em Lisboa, podendo, contudo, criar dependências onde for julgado necessário ou conveniente. ESTATUTOS CAPÍTULO I Natureza, nacionalidade, duração e sede da instituição Art. 1º A Fundação Calouste Gulbenkian, criada por Calouste Sarkis Gulbenkian no seu testamento de 18 de Junho de 1953, com que

Leia mais

PAZ, FRAGILIDADE E SEGURANÇA A AGENDA PÓS-2015 E OS DESAFIOS À CPLP

PAZ, FRAGILIDADE E SEGURANÇA A AGENDA PÓS-2015 E OS DESAFIOS À CPLP PAZ, FRAGILIDADE E SEGURANÇA A AGENDA PÓS-2015 E OS DESAFIOS À CPLP 7 Maio 10 Horas NÚCLEO DE ESTUDANTES DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS ORGANIZAÇÃO: COM A PARTICIPAÇÃO: Paz, Fragilidade e Segurança A A G E

Leia mais

História da cidadania europeia

História da cidadania europeia História da cidadania europeia Introdução A cidadania da União conferida aos nacionais de todos os Estados Membros pelo Tratado da União Europeia (TUE), destina se a tornar o processo de integração europeia

Leia mais

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial 14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial Os Estados signatários da presente Convenção, desejando criar os meios

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º /X SERVIÇO UNIVERSAL DE ACESSO À INTERNET EM BANDA LARGA. Exposição de motivos

PROJECTO DE LEI N.º /X SERVIÇO UNIVERSAL DE ACESSO À INTERNET EM BANDA LARGA. Exposição de motivos Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º /X SERVIÇO UNIVERSAL DE ACESSO À INTERNET EM BANDA LARGA Exposição de motivos O enorme atraso na democratização do acesso à internet é um motivo de preocupação para

Leia mais

REGuLAMENTO DE RECRuTAMENTO, SELECçãO E CONTRATAçãO DE FORMADORES

REGuLAMENTO DE RECRuTAMENTO, SELECçãO E CONTRATAçãO DE FORMADORES REGuLAMENTO DE RECRuTAMENTO, SELECçãO E CONTRATAçãO DE FORMADORES Regulamento n.º 743/2010 OA (2.ª série), de 19 de Julho de 2010 / Conselho Geral da Ordem dos Advogados - Regulamento de Recrutamento,

Leia mais

Trabalho suplementar e Banco de horas

Trabalho suplementar e Banco de horas Trabalho suplementar e Banco de horas INTRODUÇÃO Sem grandes considerações jurídicas acerca do Direito do Trabalho, é consabido que esta é uma área que se encontra muito próxima do indivíduo, desenvolvendo-se,

Leia mais

MEMORANDO. O presente memorando tem por objeto o enquadramento legal da eventual criação de uma carreira

MEMORANDO. O presente memorando tem por objeto o enquadramento legal da eventual criação de uma carreira MEMORANDO ASSUNTO: Carreira profissional dos Inspetores Sanitários I OBJETO DO MEMORANDO O presente memorando tem por objeto o enquadramento legal da eventual criação de uma carreira profissional de Médico

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

Regulamento Geral da Formação

Regulamento Geral da Formação Regulamento Geral da Formação Regulamento n.º 32/2006, de 3 de Maio publicado no Diário da República, II Série, n.º 85, de 3 de Maio de 2006 Artigo 1.º Objecto 1 Este regulamento define as regras relativas

Leia mais

COMUNICADO N.º 1 INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS LEGAIS DO AGENTE DE EXECUÇÃO

COMUNICADO N.º 1 INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS LEGAIS DO AGENTE DE EXECUÇÃO COMUNICADO N.º 1 INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS LEGAIS DO AGENTE DE EXECUÇÃO Atendendo aos pedidos de esclarecimento solicitados à Comissão para a Eficácia das Execuções relativamente às incompatibilidades

Leia mais

A organização dos meios humanos na empresa

A organização dos meios humanos na empresa António Malta A organização dos meios humanos na empresa 1. Para poder desempenhar a sua função económica geral produção de bens ou prestação de serviços a empresa tem necessariamente que contar com uma

Leia mais

DESPACHO ISEP/P/51/2010. Regulamento do Departamento de Engenharia Electrotécnica

DESPACHO ISEP/P/51/2010. Regulamento do Departamento de Engenharia Electrotécnica DESPACHO DESPACHO /P/51/2010 Regulamento do Departamento de Engenharia Electrotécnica Considerando que: Nos termos do n.º 4 do artigo 43.º dos Estatutos do Instituto Superior de Engenharia do Porto, homologados

Leia mais

Artigo 2.º (Definições) Para efeitos da aplicação do SIADAP no seio da UC, entende-se por: a) «Dirigente máximo do serviço», o reitor.

Artigo 2.º (Definições) Para efeitos da aplicação do SIADAP no seio da UC, entende-se por: a) «Dirigente máximo do serviço», o reitor. 1 Nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 110.º do RJIES, a aprovação do presente regulamento, elaborado ao abrigo do estatuído no artigo 3.º da Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro, é precedida da sua

Leia mais

MUNICÍPIO DE CONDEIXA-A-NOVA

MUNICÍPIO DE CONDEIXA-A-NOVA NOTA JUSTIFICATIVA A Lei 159/99, de 14 de Setembro, estabelece no seu artigo 19.º, n.º 2, alínea b), a competência dos órgãos municipais para criar os Conselhos locais de Educação. A Lei 169/99, de 18

Leia mais

DELIBERAÇÃO Nº 72 / 2006. I - Introdução

DELIBERAÇÃO Nº 72 / 2006. I - Introdução DELIBERAÇÃO Nº 72 / 2006 I - Introdução A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) tem recebido, com muita frequência, um grande número de pedido de acessos a dados pessoais de saúde de titulares

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9º. Enquadramento - Concessão do Direito de Construção, Gestão e Exploração Comercial, em Regime de Serviço Público, da Plataforma Logística. Processo:

Leia mais

24 O uso dos manuais de Matemática pelos alunos de 9.º ano

24 O uso dos manuais de Matemática pelos alunos de 9.º ano 24 O uso dos manuais de Matemática pelos alunos de 9.º ano Mariana Tavares Colégio Camões, Rio Tinto João Pedro da Ponte Departamento de Educação e Centro de Investigação em Educação Faculdade de Ciências

Leia mais

sucessivamente plasmado no nº1 do artigo 20º do Decreto-Lei nº 409/89, de 18 de Novembro e no artigo 18º do Decreto-Lei nº 312/99, de 10 de Agosto

sucessivamente plasmado no nº1 do artigo 20º do Decreto-Lei nº 409/89, de 18 de Novembro e no artigo 18º do Decreto-Lei nº 312/99, de 10 de Agosto Tem a Administração Educativa recorrido, ora com carácter ocasional, ora com carácter regular, à contratação por oferta de escola de pessoal docente detentor de formação especializada para assegurar a

Leia mais

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS?

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? HOTEL TIVOLI LISBOA, 18 de Maio de 2005 1 Exmos Senhores ( ) Antes de mais nada gostaria

Leia mais

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Lisboa, 10 janeiro 2014 António Rendas Reitor da Universidade Nova de Lisboa Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Queria começar

Leia mais

Código de Conduta de Promotores OREY FINANCIAL INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO, S.A.

Código de Conduta de Promotores OREY FINANCIAL INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO, S.A. Código de Conduta de Promotores OREY FINANCIAL INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO, S.A. Novembro de 2011 CÓDIGO DE CONDUTA DE PROMOTORES O objectivo deste documento é o de fixar um código de conduta e um

Leia mais

Lei n.º 40/99 de 9 de Junho

Lei n.º 40/99 de 9 de Junho Lei n.º 40/99 de 9 de Junho Assegura a informação e consulta dos trabalhadores em empresas ou grupos de empresas transnacionais e regula a instituição de conselhos de empresa europeus ou de procedimentos

Leia mais

REGIMENTO DO CONSELHO DO INSTITUTO

REGIMENTO DO CONSELHO DO INSTITUTO Instituto de Ciências Sociais REGIMENTO DO CONSELHO DO INSTITUTO O Conselho do Instituto, em reunião de 21 de Julho de 2010 deliberou aprovar o presente regulamento de funcionamento. Capítulo I (Natureza

Leia mais

CATÓLICA RESEARCH CENTER FOR THE FUTURE OF LAW

CATÓLICA RESEARCH CENTER FOR THE FUTURE OF LAW CATÓLICA RESEARCH CENTER FOR THE FUTURE OF LAW ALGUNS VETORES FUNDAMENTAIS (Janeiro de 2013) Rui Medeiros Centro, Escola e Faculdade 1. Centro da Escola de Lisboa (ainda que transitoriamente) e que, nessa

Leia mais

Informe de Conclusiones

Informe de Conclusiones Informe de Conclusiones Área Temática: Formación de liderazgo y de las capacidades directivas para el fortalecimiento institucional en el ámbito público Coordinador: Rui Afonso Lucas * INTRODUÇÃO AO TEMA

Leia mais

Publicado no Diário da República n.º 22, I série, de 2 de Fevereiro. Decreto Presidencial n.º 28/11 de 2 de Fevereiro

Publicado no Diário da República n.º 22, I série, de 2 de Fevereiro. Decreto Presidencial n.º 28/11 de 2 de Fevereiro Publicado no Diário da República n.º 22, I série, de 2 de Fevereiro Decreto Presidencial n.º 28/11 de 2 de Fevereiro Considerando que o Executivo tem vindo a atribuir maior importância à renovação do sistema

Leia mais

(Docentes, Não-Docentes, Alunos e Encarregados de Educação) NOTA IMPORTANTE Esta apresentação não dispensa e leitura do Relatório da Função Manuel Leão. Tendo como preocupação fundamental a procura da

Leia mais

ACORDO DE PRINCÍPIOS PARA A REVISÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE E DO MODELO DE AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES DOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO

ACORDO DE PRINCÍPIOS PARA A REVISÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE E DO MODELO DE AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES DOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO ACORDO DE PRINCÍPIOS PARA A REVISÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE E DO MODELO DE AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES DOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO E DOS EDUCADORES DE INFÂNCIA Considerando as orientações políticas

Leia mais

Paradoxos eleitorais

Paradoxos eleitorais Paradoxos eleitorais o voto é uma das grandes conquistas da humanidade. Ainda nada melhor foi inventado para conseguir um sistema de governo que garanta a liberdade e o progresso. E será possível inventá-lo?

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO I

DIREITO ADMINISTRATIVO I UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE DIREITO DIREITO ADMINISTRATIVO I 2.º Ano Turma B PROGRAMA DA DISCIPLINA Ano lectivo de 2011/2012 LISBOA 2011 Regente: Prof. Doutor Fausto de Quadros ELEMENTOS DE ESTUDO

Leia mais

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO A partir de meados do século xx a actividade de planeamento passou a estar intimamente relacionada com o modelo racional. Uma das propostas que distinguia este do anterior paradigma era a integração

Leia mais

e) A sustentação das vertentes científica e técnica nas actividades dos seus membros e a promoção do intercâmbio com entidades externas.

e) A sustentação das vertentes científica e técnica nas actividades dos seus membros e a promoção do intercâmbio com entidades externas. ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DISTRIBUIÇÃO E DRENAGEM DE ÁGUAS Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 1.º Natureza 1. A Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA) é uma associação sem fins

Leia mais

Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes

Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes INTRODUÇÃO O direito à protecção da saúde está consagrado na Constituição da República Portuguesa, e assenta num conjunto de valores fundamentais como a dignidade

Leia mais

POSIÇÃO DA UGT Audição sobre o Futuro da Europa

POSIÇÃO DA UGT Audição sobre o Futuro da Europa POSIÇÃO DA UGT Audição sobre o Futuro da Europa A UGT saúda o debate em curso na Comissão dos Assuntos Europeus sobre o Futuro da Europa e, particularmente, sobre o futuro do Tratado Constitucional. O

Leia mais

Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP

Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP Em Geral Na sequência da publicação do novo Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12

Leia mais

Administração de Macau pelas suas Gentes e Alto Grau de Autonomia

Administração de Macau pelas suas Gentes e Alto Grau de Autonomia Sistema Político Administração de Macau pelas suas Gentes e Alto Grau de Autonomia A 20 de Dezembro de 1999 Macau passa a Região Administrativa Especial da República Popular da China, sendo simultaneamente

Leia mais

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade.

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. A educação de nível superior superior no Censo de 2010 Simon Schwartzman (julho de 2012) A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. Segundo os dados mais recentes, o

Leia mais

Conferência de Imprensa OE - SE - SIPE - SERAM - SEP. 17 de Fevereiro 15H30. SANA Lisboa Hotel. Comunicado conjunto

Conferência de Imprensa OE - SE - SIPE - SERAM - SEP. 17 de Fevereiro 15H30. SANA Lisboa Hotel. Comunicado conjunto Conferência de Imprensa OE - SE - SIPE - SERAM - SEP 17 de Fevereiro 15H30 SANA Lisboa Hotel Comunicado conjunto Senhores jornalistas, Em primeiro lugar queremos agradecer a vossa presença. Ao convocar

Leia mais

CURSO DE GESTÃO BANCÁRIA

CURSO DE GESTÃO BANCÁRIA CURSO DE GESTÃO BANCÁRIA PLANO CURRICULAR A análise referente ao Programa de Ensino e, em particular ao conteúdo do actual Plano de Estudos (ponto 3.3. do Relatório), merece-nos os seguintes comentários:

Leia mais

3 de Julho 2007 Centro Cultural de Belém, Lisboa

3 de Julho 2007 Centro Cultural de Belém, Lisboa Intervenção do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago na abertura da Sessão pública de apresentação das actividades do Conselho Europeu de Investigação (ERC) 3 de Julho 2007

Leia mais

GOVERNO. Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Estatal

GOVERNO. Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Estatal REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR LESTE GOVERNO Decreto N. 2/ 2003 De 23 de Julho Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Estatal O Decreto Lei N 7/ 2003 relativo à remodelação da estrutura orgânica

Leia mais

Diário da República, 1.ª série N.º 145 29 de Julho de 2008 5106-(19)

Diário da República, 1.ª série N.º 145 29 de Julho de 2008 5106-(19) Diário da República, 1.ª série N.º 145 29 de Julho de 2008 5106-(19) Portaria n.º 701-E/2008 de 29 de Julho O Código dos Contratos Públicos consagra a obrigação das entidades adjudicantes de contratos

Leia mais

A PÓS-GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL EM TOLEDO(PR) - UMA RESPOSTA CRÍTICA ÀS NOVAS DIRETRIZES CURRICULARES

A PÓS-GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL EM TOLEDO(PR) - UMA RESPOSTA CRÍTICA ÀS NOVAS DIRETRIZES CURRICULARES A PÓS-GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL EM TOLEDO(PR) - UMA RESPOSTA CRÍTICA ÀS NOVAS DIRETRIZES CURRICULARES Amália Madureira Paschoal 1 Em defesa da Universidade gratuita, autônoma e de qualidade, em todos

Leia mais

Despacho n.º 28777/2008, de 10 de Novembro Série II n.º 218

Despacho n.º 28777/2008, de 10 de Novembro Série II n.º 218 Despacho n.º 28777/2008, de 10 de Novembro Série II n.º 218 Regulamento de horário de trabalho aplicável aos trabalhadores da DGCI que prestam serviço no Edifício Satélite 1 - Em conformidade com o disposto

Leia mais

CAPÍTULO VII (Disposições Finais e Transitórias)

CAPÍTULO VII (Disposições Finais e Transitórias) Artigo 18º (Comissão Eleitoral) 1. O procedimento eleitoral será conduzido por uma comissão eleitoral constituída por dois vogais, designados pelo Conselho Científico de entre os seus membros, e presidida

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA Julho de 2013

CÓDIGO DE CONDUTA Julho de 2013 CÓDIGO DE CONDUTA Julho de 2013 1 ÍNDICE INTRODUÇÃO...3 I. Âmbito de Aplicação e Princípios Gerais...4 Artigo 1.º Âmbito Pessoal...4 Artigo 2.º Âmbito Territorial...4 Artigo 3.º Princípios Gerais...4 Artigo

Leia mais

Senhor Presidente e Senhores Juízes do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, Senhores Juízes Conselheiros do Supremo Tribunal Administrativo,

Senhor Presidente e Senhores Juízes do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, Senhores Juízes Conselheiros do Supremo Tribunal Administrativo, Intervenção do Presidente do Supremo Tribunal Administrativo Conselheiro Manuel Fernando dos Santos Serra por altura da visita de uma Delegação do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias Supremo

Leia mais

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Artigo Especial Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Luiz Carlos Bresser-Pereira 1 1 Fundação Getúlio Vargas. Ministro da Fazenda (1987). Ministro da Administração

Leia mais

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior.

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Josimar de Aparecido Vieira Nas últimas décadas, a educação superior brasileira teve um expressivo

Leia mais

ILUSTRES PARTICIPANTES DO FÓRUM EM CIÊNCIAS

ILUSTRES PARTICIPANTES DO FÓRUM EM CIÊNCIAS DISCURSO PRONUNCIADO POR SUA EXCELÊNCIA JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA, NA SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO FÓRUM EM CIÊNCIAS DO DESPORTO APLICADAS AO FUTEBOL Luanda, 29 de Agosto

Leia mais

SUSPENSÃO DO PROCESSO NO DIREITO PENAL TRIBUTÁRIO PORTUGUÊS

SUSPENSÃO DO PROCESSO NO DIREITO PENAL TRIBUTÁRIO PORTUGUÊS SUSPENSÃO DO PROCESSO NO DIREITO PENAL TRIBUTÁRIO PORTUGUÊS No Processo Penal Português está plasmado o princípio da suficiência daquele, o qual, nos termos do disposto no artigo 7.º, n.º 1, CPP, prevê

Leia mais