Contabilidade Normas Internacionais Futura Normalização Contabilística. 1 de Março de 2007

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1 Contabilidade Normas Internacionais 1 de Março de 2007

2 O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas (William George Ward)

3 1. Influência do meio envolvente nos sistemas contabilísticos Como a actividade empresarial, a prestação de contas e a informação financeira divulgada é largamente influenciada por uma diversidade de factores económicos, sociais e políticos

4 2. A Transição para as IAS/IFRS 2.1. Antecedentes 1986: adesão CEE (actual EU) (adaptação às Directivas Comunitárias): 4ª e 7ª Directivas insuficientes. Cada país adaptava à sua maneira. Informação não era homogénea, logo não comparável. 1995: 2 soluções: normas próprias (regulador europeu) ou assumir conjunto normas existente (US GAAP ou IAS): > opção pelas IAS (mais adaptadas à EU).

5 2.1 Antecedentes 1995: acordo IOSCO/IASC (problemas mercados capitais) > SEC não aceitou IAS. - Pressão grandes grupos europeus sobre EU para reforma contabilística. 2000: Reunião Conselho Europeu em Lisboa sobre o mercado capitais. Decisão de obrigar o uso das IAS às contas consolidadas cotadas com opção de exigir ou permitir às restantes.

6 2.1 Antecedentes 2001: criação do IASB (Normas emitidas desde então são IFRS e Interpretações são IFRIC). IAS / IFRS Novembro 2002: IASB/FASB - Início de trabalho conjunto para convergência de referencial contabilístico.

7 2.2. O IASCF e o IASB O que é o IASB? O IASB é um organismo privado, constituído em 1973 (na altura, IASC) que emite normas para as Demonstrações Financeiras do sector privado (IAS/IFRS). Objectivos do IASB: Desenvolver, no interesse público, um conjunto único de normas de contabilidade aplicáveis a nível mundial.

8 O processo de emissão de normas do IASB O Comité de Orientação elabora um documento no qual constam as questões sujeitas a discussão. Analisa os comentários recebidos e produz um Exposure Draft *. * Exposure draft = normativo em formato inicial

9 O processo de emissão de normas do IASB Discute o draft e aprova através de uma maioria simples. Após discussão e comentários o draft dá origem à norma.

10 2.3 - O normativo IAS/IFRS Estrutura conceptual 30 IAS (1 a 41, excepto IAS 3, 4, 5, 6, 9, 13, 15, 22, 25, 30 e 35, revogados) 8 IFRS 11 SIC 11 IFRIC

11 2.3 - O normativo IAS/IFRS Principais componentes das Demonstrações Financeiras Balanço (posição financeira) Demonstração dos resultados (desempenho) Demonstração dos fluxos de caixa Mapa de alterações do capital próprio Anexo às demonstrações financeiras

12 2.3 - O normativo IAS/IFRS Activo Recurso controlado pela empresa, originado por eventos passados, de que se espera um influxo de benefícios económicos futuros. Passivo Obrigação presente, originado por eventos passados, de que se espera um exfluxo de recursos futuros.

13 2.4. Adopção IFRS na União Europeia A União Europeia pode introduzir alterações às IFRS pelo mecanismo de aceitação. Filtros: 1º - EFRAG (órgão incluído no Board do IASB); 2º - Comité Regulador pode contestar IFRS;

14 2.4. Adopção IFRS na UE Regulamento aprovado pela UE 1606/2002 de Junho do PE e do Conselho Obrigatoriedade: Contas consolidadas de sociedades com valores admitidos à cotação. Sociedades que elaborem prospectos (oferta ou admissão). Opção: Aplicação às contas individuais e/ou outras empresas.

15 2.4. Adopção IFRS na UE 4 possibilidades aos Estados Membros: - aplicação estrita do Regulamento; - estender às contas individuais das empresas afectadas; - IAS para contas consolidadas (cotadas ou não); - IAS para todas as empresas; Questão: contabilidade versus fiscalidade.

16 Benefícios: Contabilidade Normas Internacionais 2.4. Adopção IFRS na UE Instrumento global de reporting financeiro: - Harmonização contabilística internacional; - Comparabilidade; Maior transparência; Maior qualidade da informação; Menores custos com a emissão de capital.

17 2.5. Adopção das IFRS em Portugal DL 88/2004, de 20/4 permite, sem exigir, a utilização do Justo Valor na valorimetria de instrumentos financeiros nas contas consolidadas BP e POC. DL 35/2005, de 17/2: Transpõe para a ordem jurídica portuguesa a Directiva nº2003/51/ce, visando assegurar a coerência entre a legislação comunitária e as IAS/IFRS.

18 2.5. Adopção das IFRS em Portugal Decreto Lei 35/2005 Contas Consolidadas de entidades com valores mobiliários admitidos à negociação: Obrigatoriedade de elaboração das contas consolidadas de acordo com as IAS/ IFRS; Dispensa da elaboração das contas consolidadas nos termos do POC. Opção relativa à adopção das IAS/ IFRS desde que objecto de CLC; Mantém-se a obrigatoriedade de apresentação das contas individuais de acordo com o POC para efeitos fiscais.

19 2.5. Adopção das IFRS em Portugal Decreto Lei 35/2005 Sector financeiro Obrigatoriedade de elaboração das contas consolidadas de entidades com valores mobiliários admitidos à negociação de acordo com os IAS/ IFRS; O BoP e o ISP deverão definir o âmbito de aplicação ao sector financeiro nas restantes situações.

20 2.5. Adopção das IFRS em Portugal Quão diferentes serão as IAS/IFRS em relação ao POC? As IAS/IFRS foram desenvolvidas com o objectivo de comunicação com os mercados de capitais. Standards nacionais foram desenvolvidos para suportar, também, impostos e outros propósitos de regulação.

21 2.5. Adopção das IFRS em Portugal Requisitos para o êxito Apoio ao nível do Conselho de Administração; Alocação dos recursos adequados; Avaliação adequada das diferentes vertentes de implementação, nomeadamente, ao nível dos aspectos contabilísticos e implicações informáticas.

22 2.5. Adopção das IFRS em Portugal Principais impactos da implementação das IAS/IFRS: Intangíveis; Goodwill; Imparidade; Custos e proveitos extraordinários; Contabilização dos derivados; Provisões para reestruturação;

23 2.5. Adopção das IFRS em Portugal Principais impactos da implementação das IAS/IFRS (continuação): Reavaliações ao abrigo da legislação; Responsabilidades com complementos de pensões de reforma; Divulgações Adicionais; - Mapa de alterações de capitais próprios; - Resultados por acção;

24 3. APLICAÇÃO DAS IAS/IFRS PELA PRIMEIRA VEZ 3.1 IFRS 1 - Princípios gerais Requisitos Selecção de políticas contabilísticas IFRS Considerar as isenções e as excepções à aplicação retrospectiva Efectuar as divulgações requeridas, inerentes à transição

25 3.2 IFRS 1 Data Chave (empresas cotadas) 1 Jan Jan Dec 2005 Data de transição para: Maioria das empresas que já adoptaram os IFRS em Portugal Reconhecer e mensurar todos os items em IFRS Balanço IFRS inicial (não publicado) Data da adopção Primeira data de reporte IFRS Primeiras demonstrações financeiras IFRS

26 3.3 IFRS 1 - Isenções e excepções Isenções e excepções

27 3.3.1 IFRS 1 11 Isenções Concentração de actividades empresariais (opção livre para usar uma ou mais) Instrumentos financeiros compostos Imobilizado Corpóreo, propriedades de investimento e intangíveis Benefícios dos empregados Standards em vigor à data de reporte Comparativos para instrumentos financeiros Designação de activos e passivos financeiros reconhecidos Diferenças cambiais acumuladas Pagamentos baseados em acções Data de transição para subsidiárias, associadas e joint ventures Passivos para desmantelamento de activos Contratos de seguros

28 3.3.2 IFRS 1 4 Excepções Obrigatórias Estimativas Desreconhecimento de activos e passivos financeiros Standards em vigor à data de reporte Activos detidos para venda e operações descontinuadas Contabilização de cobertura

29 4. Exemplos de diferenças POC versus IAS/IFRS Empresas Capital Próprio em Local Gaap IFRS Diferença (IFRS L. Gaap) Nacionais (milhões euros) Brisa 1,348 1,352 4 EDP 5,298 3,542-1,756 Millenium BCP 3,186 2, PT 2,941 1,912-1,029 Sonae SGPS 1,332 1, Internacionais (milhões euros) ABN AMRO 13,047 12, Alcatel 3,393 4,533 1,140 AXA 25,870 24,790-1,080 L'Oreal 8,136 6,152-1,985

30 4. Exemplos de diferenças POC versus IAS/IFRS Empresas Resultado exercício 2004 Local Gaap IFRS Diferença (IFRS L. Gaap) Nacionais (milhões euros) Brisa EDP Millenium BCP PT Sonae Internacionais (milhões euros) ABN AMRO 4,066 3, Alcatel AXA 2,840 4,211 1,371 L'Oreal 3,626 3,

31 5. Projecto de convergência 5.1 a curto prazo: Pelo IASB: - Custos com empréstimos; - Subsídios do governo; - Empreendimentos conjuntos; - Impostos diferidos. Pelo FASB: - Opção do justo valor; - Propriedades de investimento; - Pesquisa e desenvolvimento; - Eventos subsequentes.

32 5. Projecto de convergência 5.2 a médio/longo prazo: - Concentrações de actividades empresariais; - Mensuração do justo valor; - Apresentação das Demonstrações Financeiras; - Reconhecimento do rédito; - Benefícios pós emprego; - Leasings.

33 6. Projecto de IFRS para Pequenas e Médias Empresas: - Exposure Draft publicado em 15 de Fevereiro de 2007; - Comentários até 1 de Outubro de 2007; - Emissão de standard para meados de 2008.

34 Quanto mais sei menos sei, porque mais horizontes tenho para conhecer (autor desconhecido)

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