Reapreciação e Renovação da Prova na 2ªInstância. Março 2016

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1 Reapreciação e Renovação da Prova na 2ªInstância Março 2016

2 Decreto-Lei nº 39/95, de 15 de Fevereiro Introduziu a possibilidade de registo da prova produzida em audiência de julgamento. Reforço dos poderes da Relação possibilidade de alteração da matéria de facto.

3 Alteração da decisão de facto no anterior CPC Art. 712.º A Relação podia alterar a decisão sobre a matéria de facto proferida pela 1ª instância quando: Do processo constassem todos os elementos de prova que tinham servido de base à decisão sobre os pontos da matéria de facto em causa ou se, tendo ocorrido a gravação dos depoimentos prestados, tivesse sido impugnada a decisão com base neles proferida;

4 Art. 712º do anterior CPC Os elementos fornecidos pelo processo impusessem decisão diversa insusceptível de ser destruída por quaisquer outras provas; O recorrente apresentasse documento novo superveniente que, por si só, fosse suficiente para destruir a prova em que a decisão assentara.

5 Art. 712º do anterior CPC Este regime tornou possível: Renovação de determinados meios de prova; Produção de novos meios de prova. Não permitia a reapreciação de todos os meios de prova. Não se tratava de um novo julgamento.

6 Impôs 2 ónus ao recorrente: Art. 690º-A do anterior CPC Identificação dos concretos pontos de facto que considerava incorrectamente julgados; Identificação dos concretos meios probatórios, constantes do processo, registo ou gravação nele realizada, que impunham decisão sobre os pontos da matéria de facto impugnados diversa da recorrida.

7 Alteração da decisão de facto no NCPC - Art. 662º (nº. 1) A Relação deve alterar a decisão proferida sobre a matéria de facto se: (i) os factos tidos como assentes (apelação reponderação); (ii) a prova produzida (apelação reponderação); ou (iii) um documento superveniente (apelação reexame) impuserem decisão diversa.

8 Art. 662º do NCPC (nº 2) A Relação deve ainda, mesmo oficiosamente: a) Ordenar a renovação da produção da prova quando houver dúvidas sérias sobre a credibilidade do depoente ou sobre o sentido do seu depoimento; (apelação reexame)

9 Art. 662º do NCPC b) Ordenar, em caso de dúvida fundada sobre a prova realizada, a produção de novos meios de prova; (apelação reexame)

10 Art. 662º do NCPC c) Anular a decisão proferida em 1ª instância quando, não constando do processo todos os elementos que permitam a alteração da decisão proferida sobre a matéria de facto, repute deficiente, obscura ou contraditória a decisão sobre pontos determinados da matéria de facto, ou quando considere indispensável a ampliação desta; (poderes cassatórios)

11 Art. 662º NCPC d) Determinar que, não estando devidamente fundamentada a decisão proferida sobre algum facto essencial para o julgamento da causa, o tribunal de 1ª instância a fundamente, tendo em conta os depoimentos gravados ou registados. (poderes cassatórios)

12 Art. 640º do NCPC Acrescentou a obrigatoriedade de o recorrente ter que especificar a decisão que, no seu entendimento, deverá ser proferida sobre as questões de facto impugnadas.

13 Arts. 712º e 662º do NCPC À Relação não cabe apenas apurar da razoabilidade da convicção formada em 1ª instância A Relação tinha e tem o poder-dever de valorar a prova produzida em 1ª instância, formando a sua própria convicção autonomia decisória da Relação

14 Não se pretende um novo julgamento Princípio do dispositivo Art. 662º do NCPC Modificações devem respeitar as alegações que delimitam objecto do recurso Respeitado o art. 640º, a Relação não está limitada à reapreciação dos meios de prova indicados pelas partes mas deve atender a todos os que constem do processo

15 Renovação dos Meios de Prova 712º, nº 3 previa a possibilidade de a Relação determinar a renovação dos meios de prova, quando se mostrassem absolutamente indispensáveis ao apuramento da verdade. - possibilidade excepcional - poucas vezes utilizada.

16 Renovação dos Meios de Prova 662º, nº 2, al. a) dever de oficiosamente a Relação determinar a renovação dos meios de prova, limitada à prestação de depoimentos, quando houver dúvidas sérias sobre a credibilidade do depoente ou sentido do depoimento

17 Produção de Novos Meios de Prova 662º, nº 2, al. b) Relação deve, oficiosamente, ordenar a produção de novos meios de prova, em caso de dúvida fundada sobre a prova produzida, de acordo com critérios de objectividade.

18 Relação como 1ª Instância Na renovação de meios de prova e produção de novos meios de prova Os depoentes devem prestar presencialmente na Relação os seus depoimentos - admitida a videoconferência? Novos depoimentos devem ser gravados Renovação ou produção de nova prova deve ser feita perante o colectivo de juízes da Relação (e não apenas perante o Relator)

19 Irrecorribilidade Estabelece o 662º, nº 4 que as decisões da Relação previstas nos nºs. 1 e 2 não cabe recurso para o Supremo Tribunal de Justiça Mas o Supremo Tribunal de Justiça vem entendendo que pode verificar se a Relação, ao usar aqueles poderes, agiu dentro dos limites previstos na lei, ao abrigo do art. 682º, nº 3.

20 Objectivos Reforço e ampliação dos poderes da Relação no julgamento do recurso da matéria de facto Formação da sua própria convicção pela Relação/não se limitando à correcção de erros manifestos Ultrapassagem das limitações resultantes da falta de imediação Criação das condições (logísticas) indispensáveis para o exercício destes poderes-deveres

21 Dificuldades Utilização frequente da renovação dos meios de prova impunha/impõe um alargamento substancial dos quadros da Relação A renovação dos meios de prova tinha (e tem) que ser feita perante o colectivo de juízes Desembargadores Problemas de logística falta de salas de audiência e de gabinetes

22 Alguns Acórdãos ACÓRDÃO DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, de 1 de Julho de 2008 A Relação, a partir da análise crítica das provas (sem limitação à indicadas pelo recorrente) deve formar a sua própria convicção (coincidente ou não com a 1ª instância). Há que evitar uma garantia meramente virtual.

23 ACÓRDÃO DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, de 24 de Maio de 2012 O Tribunal da Relação está vinculado a realizar uma reapreciação substancial da matéria do recurso de apelação ( ), cumprindo-lhe realizar uma análise crítica das provas.

24 ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DE COIMBRA, de 11 de Março de 2014 Pode a Relação determinar a realização de diligência probatórias suplementares, ao abrigo do art. 662º, nº 2, al. b) do NCPC, se estiver em causa o esclarecimento de facto essencial para o desfecho da lide, e dissipar dúvidas decorrentes do teor das respostas à matéria de facto a provar.

25 ACÓRDÃOS DO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DO PORTO, de 5 e 12 de Maio e 2014 A Relação não pode formar uma nova convicção, que lhe está de todo em todo vedada pela falta dos elementos intraduzíveis na gravação da prova. A Relação, na reapreciação da matéria de facto, tem um papel meramente residual de aferição da razoabilidade da convicção probatória do julgador de 1.ª instância.

26 ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DE LISBOA, de 9 de Maio de 2014 O Tribunal da Relação pode lançar mão dos seus poderes oficiosos constantes do art. 662º, nºs. 1 e 2, al. b) do NCPC e solicitar novos elementos de facto por meio de ofício a entidades e, na posse desses novos elementos, alterar a matéria de facto e o subsequente julgamento de direito mesmo no caso de não ter sido colocada em causa essa matéria de facto pelo recorrente.

27 ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DE COIMBRA, de 24 de Junho de 2014 À Relação compete formar e formular a sua própria convicção, renovando certos meios de prova e a produção de novos meios de prova, em casos de dúvida fundada sobre a prova realizada em 1ª instância.

28 ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DE GUIMARÃES, de 26 de Junho de 2014 A reapreciação da decisão da matéria de facto está regulada de uma forma mais ampla no NCPC - praticamente um novo julgamento e um poder vinculado. As regras de julgamento a que deve obedecer a Relação são as mesmas que sujeitam o tribunal de 1ª instância.

29 ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DE LISBOA, de 19 de Fevereiro de 2015 Deve ser recusada a produção de meios de prova requerida pelo apelante que não se apresente como um meio complementar para remoção de dúvidas fundadas acerca da matéria de facto, mas como uma panaceia para suprir a extemporaneidade de meios de prova já anteriormente apresentados e rejeitados.

30 ACÓRDÃOS DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, de 19 de Fevereiro e 1 de Outubro de 2015 Reforço e ampliação dos poderes da Relação, no julgamento do recurso da decisão de facto art. 662º. Mas com delimitação e fundamentação da impugnação da decisão de facto art. 640º.

31 Conclusão Efectivo alargamento dos poderes da Relação quanto à alteração das decisões de facto da 1ª Instância. Atribuído um real poder/dever de apreciação da matéria de facto pela Relação duplo grau de jurisdição. A imposição deste poder-dever deverá permitir aos Senhores Desembargadores encontrar a possibilidade prática de imprimir aos casos que devam julgar a sua própria convicção.

32 Muito obrigada!

33

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