4 Encontro de Enfermagem Ginecológica do Estado do Rio de Janeiro

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1 4 Encontro de Enfermagem Ginecológica do Estado do Rio de Janeiro Afecções Oncológicas nas Mamas Enfª Giselle G. Borges

2 Epidemiologia (BRASIL, 2012)

3 Anatomia da mama (estruturas)

4 Linfonodos

5 Fisiologia da mama Infância: tecido mamário rudimentar (elevação) Puberdade: produção de hormônios folículo estimulantes e luteinizantes que controlam a produção de estrogênio pelos ovários. Vida adulta:mama túrgida no período pré menstrual devido estrogênio e progesterona Gestação:máxima produção de estrogênio e progesterona. Hormônios que possibilitam a lactação: prolactina, hormônios da tireóide, corticosteróides e lactogênio placentário Pós menopausa:atrofia glandular e substituição do tecido por gordura

6 Fatores de risco Risco muito elevado Mãe ou irmã com câncer de mama na pré-menopausa Antecedente de hiperplasia epitelial atípica ou neoplasia lobular in situ Suscetibilidade genética comprovada (mutação de BRCA1-2) Risco medianamente elevado Mãe ou irmã com câncer de mama na pós-menopausa Nuliparidade Antecedente de hiperplasia epitelial sem atipia ou macrocistos apócrinos Risco pouco elevado Menarca precoce ( 12 anos) Menopausa tardia ( 55 anos) Primeira gestação a termo depois de 34 anos Obesidade Dieta gordurosa Sedentarismo Terapia de reposição hormonal por mais de 5 anos Projeto Diretrizes (CFM): Tratamento e Diagnóstico do Câncer de Mama

7 Mutações genéticas e câncer de mama O câncer representa uma proliferação maligna das células ou lóbulos epiteliais que revestem os ductos ou lóbulos da mama. O câncer de mama feminino é raramente encontrado antes dos 25 anos, exceto em casos hereditários. Cerca de 10% dos cânceres de mama estão associados a mutações na linhagem germinativa. Em 1990 foi identificado no cromossomo 17 o gene BRCA1, em 1995 foi identificado o gene BRCA2 no cromossomo 12.

8 Controle do Câncer de Mama O Ministério da Saúde em conjunto com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) e o Programa de Saúde da Mulher e apoiado pela Sociedade Brasileira de Mastologia, elaboraram um documento de consenso na prevenção, detecção, diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos no câncer de mama, o qual aponta possíveis estratégias a ser utilizadas para a sua implementaçào no Sistema Único de Saúde (SUS). MS/INCA: 2004

9 Consenso da mama (diagnóstico precoce) Mamografia para as mulheres com idade entre 50 a 69 anos a cada dois anos. Exame clínico e mamografia anual a partir dos 35 anos para mulheres que pertencem a grupo de risco elevado. Exame clínico nas mulhers a partir de 40 anos anualmente. Este exame faz parte do atendimento integral da saúde da mulher, devendo ser realizado independente da faixa etária. MS/INCA: 2004

10 Exames diagnósticos Radiográficos: Ultrassonografia (método complementar) Mamografia (método mais eficaz) Exame citológico: descarga papilar Invasivos: Core Biópsia Mamotomia PAAF (punção aspirativa por agulha fina). Biópsia operatória: incisional e excisional MS/INCA: 2004

11 DIFERENÇAS ENTRE TUMOR MALIGNO E BENIGNO CRITÉRIOS BENIGNOS MALIGNOS ENCAPSULAÇÃO PRESENÇA FREQUENTE GERALMENTE AUSENTE CRESCIMENTO MORFOLOGIA LENTO, EXPANSIVO E BEM DEFINIDO REPRODUZ O ASPECTO DO TECIDO DE ORIGEM RÁPIDO,INFILTRATI VO E DE LIMITAÇÃO IMPRECISA CARACTERES DIFERENTES DO TECIDO DE ORIGEM MITOSE RARAS E TÍPICAS FREQUENTES E ATÍPICAS ANTIGENICIDADE AUSENTE PRESENÇA, EMBORA GERALMENTE FRACA METÁSTASES NÃO OCORREM FREQUENTES

12 FATORES PROGNÓSTICOS Tipo histológico (melhores prognósticos ca in situ-98%,tubular medular e mucinoso com menos linfonodo acometido); Status axilar (nº de linfonodos positivos); Tamanho tumoral ( quanto maior o tumor maior comprometimento linfonodal, recorrência de doença e morte) ; Grau histológico(grau 1 bem diferenciado,2 moderadamente e 3 mal diferenciado); Receptores hormonais( guias para terapia hormonal) Proto-oncogenes e genes supressores (HER 2 e p53 a superexpressão está associada a maior risco de recorrência da doença.

13 ABORDAGEM CIRÚRGICA NO CÂNCER DE MAMA Promover controle loco-regional da doença; Estadiamento cirúrgico da doença para estabelecer os grupos de alto risco para recorrência local; Orientar a terapia sistêmica; Sempre que possível, evitar mutilação ou oferecer à paciente a possibilidade de reconstrução mamária.

14 FINALIDADES DA CIRURGIA Diagnóstica Preventiva Curativa Paliativa Reconstrutiva

15 TIPOS DE CIRURGIAS Biópsia (incisional e excisional); Segmentectomia (com ou sem MPC); Centralectomia; Dutectomia; Mastectomias (simples e radicais); Pesquisa de linfonodo sentinela (PLS); Linfadenectomia axilar; Reconstrução de mama (imediata ou tardia)

16 SEGMENTECTOMIA

17 CENTRALECTOMIA COM LINFADENECTOMIA AXILAR

18 DUTECTOMIA

19 LINFONODO SENTINELA O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a células metastáticas do tumor primário; Identificado através da injeção de radiofármacos, linfocintilografia e detector portátil de irradiação (probe). Indicada para pacientes com tumor de diâmetro igual ou inferior a três centímetros, sem comprometimento nodal clinicamente aparente.

20 LINFONODO SENTINELA

21 USO DO PROBE IN VIVO EX VIVO

22 COMPLICAÇÕES NAS CIRURGIAS DE MAMA Hematomas; Infecção do sítio cirúrgico; Necrose; Deiscências; Seromas

23 HEMATOMAS

24 SEROMA

25 NECROSE

26 DEISCÊNCIAS

27 INFECÇÃO

28 LINFEDEMA O linfedema de membro superior é a principal complicação decorrente do tratamento do câncer de mama, sendo definido como um acúmulo de linfa nos espaços intersticiais, causado pela destruição dos canais de drenagem axilar, provocados pela cirurgia e/ou radioterapia ou ainda pela progressão locoregional da doença.

29 LINFEDEMA

30 MODALIDADES DE TRATAMENTOS NO CÂNCER DE MAMA Quimioterapia: a terapia sistêmica é uma modalidade terapêutica que consiste no emprego de substâncias químicas, isoladas ou em combinação, com o objetivo de tratar as neoplasias. Mecanismo de ação: através da corrente sanguínea atinge o metabolismo celular fazendo com que os medicamentos alcançem as células em qualquer parte do organismo. 12/07/2013 Borges, G.G

31 MODALIDADES DE TRATAMENTOS NO CÂNCER DE MAMA Quimioterapia De acordo com sua finalidade, a quimioterapia pode ser classificada em: Neoadjuvante; Adjuvante; Paliativa. 12/07/2013 Borges, G.G

32 MODALIDADES DE TRATAMENTOS NO CÂNCER DE MAMA Quimioterapia Vias de Administração 12/07/2013 Borges, G.G

33 MODALIDADES DE TRATAMENTOS NO CÂNCER DE MAMA Quimioterapia Eventos Adversos 12/07/2013 Borges, G.G

34 MODALIDADES DE TRATAMENTOS NO CÂNCER DE MAMA Neoadjuvante Adjuvante Paliativa Eventos adversos Radiodermites Indisposição Fadiga Radioterapia

35 MODALIDADES DE TRATAMENTOS NO CÂNCER DE MAMA Hormonioterapia Goserelina (inibidor no hipotálamo do LHRH), Fulvestranto (Faslodex), Tamoxifeno, Megestat - progesterona sintética, uma possibilidade terapêutica nos casos de Câncer de Mama Avançado.

36 MODALIDADES DE TRATAMENTOS NO CÂNCER DE MAMA Inibidores de Aromatase Arimidex (bloqueio de enzima e diminuição de níveis séricos de estrogênio). Anticorpos monoclonais Trastuzumab - Herceptin em pacientes HER2+

37 SÍTIOS DE METÁSTASES DO CÂNCER DE MAMA 12/07/2013 Borges, G.G

38 Sobrevida do Câncer de Mama No Brasil, as taxas de mortalidade continuam elevadas, apesar de apresentar um bom prognóstico se diagnosticado e tratado precocemente. Sobrevida média após cinco anos 60% 12/07/2013 Borges, G.G

39 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BERGMANN, A.. Prevalência de linfedema em mulheres submetidas a tratamento cirúrgico para câncer de mama. Dissertação de mestrado, Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz, BRUNNER & SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 9ª ed. Vol.1 Ed. Guanabara Koogan S.A. Rio de Janeiro, RJ Documento do Consenso de Mama. Ministério da Saúde Conselho Internacional de Enfermeiros. CIPE Versão 1.0. Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem. Tradução da Ordem dos Enfermeiros, coordenação. Lisboa: Conselho Internacional. MACHNIEWICZ, P. H; FAUCZ, F.R. Associação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. Revista Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento. Curitiba, PR, ed n.31, jul/dez 2003 MENKE, C. H. at al. Rotinas em Mastologia. Ed. Artmed, Porto Alegre, MINISTÉRIO DA SAÚDE (BR). Ações de Enfermagem para o Controle de Câncer. 3 ed. Rio de Janeiro: MS/ INCA; MINISTÉRIO DA SAÚDE (BR). Falando Sobre Câncer de Mama. Rio de Janeiro: MS/INCA; MINISTÉRIO DA SAÚDE (BR). Controle do Câncer de Mama Documento de Consenso, MS/INCA: 2004.

40 OBRIGADA!!! Tel:(21)

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