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1 COMPUTERWORLD Abril 2013 Datacenter Troika mexe com centros de dados...2 Manter a actualização, exportar e reduzir ineficiências...3 Cloud computing propõe redução de complexidade...4 Arquipélagos de diversidade...4 Construção pouco facilitada...6 À espera de um gigante...7 Pequenos centros de dados em descontinuação?...8 Seis hábitos de eficiência...10 ODCA exige melhorias aos fabricantes...11 Abril COMPUTERWORLD

2 2 Comunicações Datacenter Unificadas Troika mexe com centros de dados A crise e a intervenção de resgate à economia portuguesa estão a influenciar o mercado dos centros de dados. Este continua a ser pequeno, apesar da maturidade e qualidade, consideram vários responsáveis do sector. Cinco anos após o início da crise financeira e dois anos de intervenção da troika, o mercado dos centros de dados em Portugal está muito influenciado do ponto de vista da procura e da oferta por estes dois factores, considera Francisco Gomes, da Unisys. Tem havido, no entanto, investimentos de modernização em centros de dados, ressalva o mesmo responsável. Nuno Leonardo, da Fujitsu, diz ter havido mesmo um aumento da procura, aliado também ao crescimento da oferta. A emergência dos modelos de cloud computing não é um factor a desprezar. A procura por serviços de centro de dados tem crescido sustentadamente nos últimos cinco anos, especialmente de serviços geridos, avança Pedro Diniz, da Colt. Na mesma linha, José Pedro Abreu, da Mainroad, prevê que as dificuldades em obter financiamento vão acelerar ainda mais a tendência dos últimos anos para recorrer ao outsourcing e optar por soluções de cloud computing. E embora considere o mercado como um sector com elevada maturidade, Paulo Martins, da Portugal Telecom, atribui-lhe um elevado potencial de crescimento. Contudo, para Francisco Gomes, os investimentos realizados não foram suficientes para garantir a implementação das novas funcionalidades, como as soluções de cloud pública ou privada. Segundo Paulo Martins, nos últimos anos, as soluções implementadas têm vindo a focar-se na virtualização, na gestão de storage e backup centralizado e na optimização/consolidação de infraestruturas de TI. Houve um crescente número de migrações de data centers de cliente para centros de dados de fornecedores de serviços, acrescenta. Mesmo quanto à sua dimensão o mercado português é pouco capaz de alimentar um elevado número de centro de dados por si só, segundo Nuno Leonardo, da Fujitsu. By twobee - freedigitalphotos.net Não obstante, na visão de José Pedro Abreu, o mercado português caracteriza-se por apresentar um parque instalado muito significativo de data centers próprios. Isso torna-o muito fragmentado. Luís Carvalho, da Microsoft, confirma esta visão ao considerar que existe uma grande variedade de tipos de centros de dados em Portugal. São muitos os centros de dados de média dimensão, lembra António Miguel Ferreira, da Claranet, mas faltam aqueles independentes e neutros, de prestadores exclusivos deste tipo de serviços. Há uma grande concentração em Lisboa dos datacenter existentes, a maioria sendo de operadores de telecomunicações. Ao contrário do nível de fragmentação, isso uma será característica específica do território. O responsável da Microsoft confirma estar a ocorrer uma diminuição dos centros de dados. A consolidação entre centros de dados e o recurso a modelos de cloud computing são os factores principais dessa evolução, concorda Anabela Silva, da EMC, que confirma o nível elevado de consolidação, na maioria das organizações privadas e especialmente nas grandes empresas. Progressivamente, a adesão a soluções cloud tem vindo a aumentar, principalmente por parte das organizações que dispõem do controlo financeiro e de qualidade de serviço que permita avaliar o custo e risco real do TI interno e comparálos com os das soluções que fornecemos aos nossos clientes, sustenta Paulo Martins, da PT. Disponibilidade boa de infra-estruturas e de RH Há vantagens interessantes, de acordo com Nuno Leonardo, que destaca, além da qualidade das infra-estruturas, as comunicações e a aposta em fontes de energia renováveis. O facto de haver uma dispersão saudável de pólos de formação superior ajuda ao recrutamento de recursos humanos locais, na visão deste responsável da Fujitsu. No entanto, para Paulo Martins, o potencial na sustentabilidade dos centros de dados e os benefícios de escala não estão ainda devidamente explorados. Anabela Silva, da EMC, destoa desta opinião ao considerar bastante elevado o grau de eficiência atingido pelos centros de dados privados em Portugal. Devido à construção de novos centros ou renovação dos existentes, a eficiência na utilização de recursos energéticos, espaço e recursos humanos é na generalidade bastante positiva, explica. Outro dos dois principais aspectos de avaliação de centros de dados, na visão da EMC, é o nível de consolidação. Administração pública estraga fotografia Para a EMC, mesmo nos serviços de centros de dados, o cenário português equipara-se ao melhor na Europa. A nódoa estará na Administração Pública. Neste sector ainda há muito por fazer, em particular quanto à consolidação de recursos e redução do número de centros de dados. Estes, em muitos casos, são ainda geridos de forma isolada, o que dificulta bastante a optimização e integração de recursos, implicando algum desperdício financeiro, explica.< COMPUTERWORLD - Abril 2013

3 Datacenter 3 Manter a actualização, imprensa? Diferradicionais compram. a Internet nem Amazon e a Fnac não FL: Se as oportunidades surgirem e Eles têm vindo e gostam exportar facturava o que factura hoje. Recebere reduzir forem boas, sim. E ter como ineficiências accionista dos produtos. Eu tenho uma carta das Selecções era um um fundo de investimento até facilita bons produtos, tenho é Ganhar capacidade de exportar será um dos evento e tinha uma taxa de resposta as coisas. Mais facilmente vêem um principais desafios dos fornecedores de serviços de brutal. Hoje não estamos nessa reali- plano para investiir uns quantos mi- centros de dados em Portugal. Assegurar a actualização dade. A concorrência é duríssima, tecnológica os lhões num das novo infra-estruturas prodr uns quantos milhões num novo produto do que meio de RD e imaginam é outro. logo teias nossos livros têm dscondo que foi uma aranha. Um das razões grupo que de me responsáveis facilitou a decisão, do sector da TIC em entrei Portugal depois de aponta no ano quatro anterior dos teremprincipais desafios saído muitas dos fornecedores e detentores de centros de dados em Portugal. Actualizar ou fazer M&P: As evoluir 'gorduras' plataformas, já tinham sido cortadas. de exportar os serviços serão os mais e ganhar capacidade importantes, FL: Já, já. Houve além três da razões redução pelasde ineficiências quais conseguimos tema com atingir particular este ano interesse o no enquadramento break-even, depois económico-financeiro de dois ou três anos actual. Francisco de perdas muito Gomes, duras da em Unisys, Portugal. procura A manter o fundamental tópico em foi, agenda. claramente, Em jogo o corte estão os objectivos na estrutura mais de importantes custos, aconteceu dos também TI, noutros na sua países, perspectiva: mas em Portugal melhorar a quali- departamentos de dade de serviço prestado, reduzir custos ope- milhão de dólares de desvio de budget. inevitabilidade. FL: Não necessariamente. Tenho várias formas de poder crescer, uma delas é sair da minha concha. Há um mercado que domino muito bem, que é a venda por correspondência. Estamos a tentar alargar o lote de produtos que podemos vender, já hoje vendo vitaminas, como se fossem cum teste e vendemos vita- foi drástico. Saíram dezenas de pesal e minas. Nos catálogos já vendemos racionais, Espanha, fa aumentar do que prostão a não capacidade é a jóias. de inovação estrutura de e custos, de internacionalização. que não é elevada, Na o problema sua análise, é que a os receita investimentos não é suficiente para, nos em últimos condições cinco normais, anos foram di- das organizaçõereccionados rentabilizar essa apenas para áreas essenciais e estão a constituir um factor de pressão adicional. M&P: Noutros mercados a RD tem lançado títulos centros em segmentos de dados nos e quais as componentes o Os infra-estruturais grupo tem know-how. estão Esse tipo a ficar de estratégia pois está cinco a ser pensada anos num para mercado o mer- caracte- desactualizadasrizadcado ibérico? pela rápida inovação implica um claro desfasamento tecnológico que não permite M&P: Diversificar não é necessariamente na área editorial, portanto. FL: Não é uma inevitabilidade. Ou não posso apostar tudo aí. Posso crescer o negócio com venda de mais pro- FL: O mercado português em termos dumail, de anúncios nos ps países da beneficiar publicitários das é um mais décimo, recentes mais coisa funcionalida- Europa. des menos e características, coisa, do Espanhol. É diz. um mercado relativamente essa contenção pequeno de e investimentos muito le- Assim, vanta ocupado desafios por grandes suplementares: grupos de media, - portanto, dificulta não a é redução caro lançar dos revistas custos emoperacionais: Portugal com mais o difícil tempo, é rentabilizá-las. os equipamentos têm Agora custos o meu de dever manutenção é analisar oportunidades, interfere ver o que na gestão faz sentido da lançar garantia ou, de suporte mais elevados; - eventualmente, dos ambientes: adquirir. os Do fornecedores lado de apenas Espanha, conseguem o mercado garantir é muito suporte grande, durante um determinado período de tempo, e este pode M&P: não Mas ser há compatível planos concretos com a de realidade aumentaguns o clientes. portfólio da RD ao nível de al- de Hugo Gamboa M&P: E isso está a ajudar a rejuvenescer o perfil de audiência da Selecções? FL: Estamos a ter resultados de vendas melhores do que há uns tempos, melhores do que esperávamos, precisamente porque estamos a conseguir chegar a mais pessoas. A internet, as novas formas de comunicação, estãonos a permitir chegar a novos clientes, clientes diferentes, mas que, felizmente, não são assim tão diferentes. um problema de percepção, as pessoas pensam No entanto, continua-se a fazer evoluir as plataformas para novos patamares. Na perspectiva de Anabela Silva, da EMC, essa evo- M&P: Olhando para o per- M&P: Dado que têm de diversificar as fil da Selecções o Bareme Imprensa indica mais tirar fontes de receita, lução parece significa quase cada uma vez proveito das tecnologias de virtualização, consolidação e gestão de TIC. O discurso de Luís Carvalho afina a visão anterior e coloca ênfase na gestão das TI. Para este responsável, a maioria dos centros de dados portugueses são de gerações antigas, mantêm ineficiências energéticas e são assim um recurso caro. Quando as tecnologias de virtualização chegaram, levou-se a pensar que seriam uma panaceia e houve um grande grau de adesão. Hoje as empresas já perceberam que sem ferramentas adequadas de gestão e arquitecturas energeticamente mais eficientes, é muito difícil poupar, explica. Por isso, para este executivo, a virtualização não é suficiente. Por exemplo, quanto à consciencialização das organizações sobre as directivas europeias FL: Esses números dão uma idade média de 44 anos do meu leitor - o Bareme Imprensa da maneira como é calculado vale o que vale, mas é o que temos números até um pouco mais jovens do que a idade média do meu cliente em base de dados, tenho de admitir. Tirando os países da América Latina e da Ásia, a minha revista é invulgarmente jovem, por estranho que pareça em relação a outros países. Depois também não é propriamente um problema porque a população não está a rejuvenescer, antes pelo contrário. No limite até tenho um mercado maior. M&P: A percepção é que a revista é um seja, sim tenho de analisar oportunidades de investimento na área editorial e revistas em concreto, depois não pouco envelhecida. Como é que se sei que posso cdes é que Renewable vou investir, Energy, muda? Pedro Nobre, da Schneider Electric, considera que ela ainda não é generalizada. Existe uma preocupação séria e objectiva, em convivência com muito desconhecimento. Cabe a consultoras, integradores e fabricantes o papel de evangelização, sustenta. As metas climáticas e de energia da UE visam transformar a Europa numa economia energeticamente eficiente e de baixa emissão de carbono. A directiva Renewable Energy coloca o objectivo de, em 2020, haver uma redução de 20% nas emissões de gases de efeito considerando os níveis de Ao mesmo tempo, 20% do consumo de energia deverá recorrer a fontes renováveis. E, By twobee - freedigitalphotos.net FL: A maior parte das pessoas não pega na revista há mais de dez anos. A percepção depois é um ciclo vicioso, se a minha percepção é esta não vou à procura. Por outro lado, as vendas em banca também têm vindo a cair. A esmagadora maioria das vendas, 94 a 95 mil, são por assinatura e.< além disso, deve haver uma redução de 20% no consumo de energia primária em comparação com os níveis previstos. O problema da consciencialização para o consumo energético acaba por ser uma das principais falhas, na opinião do executivo da Schneider Electric. Outra também decorre da conjuntura económica do país, a qual, na sua perspectiva, tem provocado uma descapitalização de recursos humanos, com consequências negativas na gestão da implantação e gestão da conformidade com as directivas europeias. Assim, os impactos sobre a redução de ineficiências de que fala Francisco Gomes, da Unisys, confirmam-se igualmente neste aspecto. Há necessidade de precaver o esgotamento do mercado Tal como noutros sectores, também no mercado dos centros de dados a solução para a sustentabilidade económico-financeira parece passar pela exportação. Nuno Leonardo, da Fujitsu, foge ao temas habitualmente referidos como desafios, ao enfatizar a necessidade de acautelar a capacidade de exportar serviços de centros de dados. Só deste modo podemos suportar a existência de vários centros de dados, uma vez esgotado o nosso mercado, explica. Para ele, uma das formas de internacionalização passa por estabelecer parcerias com centro de dados no estrangeiro, servindo a infra-estrutura portuguesa como backup. A outra é desenvolver o negócio directamente.< Abril COMPUTERWORLD

4 4 Datacenter Cloud computing propõe redução de complexidade A complexidade dos centros de dados é um dos maiores problemas que os gestores dos mesmos enfrentam todos os dias. A adopção de plataformas de cloud é a solução mais em voga. Para alguns intervenientes no mercado, adoptar uma maior homogeneização da infra-estrutura ou utilizar ferramentas de automatização e orquestração de recursos constituem outras soluções. Não admira que sejam muito usadas no referido modelo de computação. Tanto Anabela Silva como Francisco Gomes notam que a adopção de cloud computing é a receita mais interessante. A responsável da EMC sublinha a importância de um planeamento e implantação/integração adequada da miríade de tecnologias existentes no processo. Já o responsável da Unisys evidencia as diferenças existentes para dois universos: PME e grandes empresas. No caso das PME, principalmente, a adopção de soluções de SaaS permitirá optimizar gastos, reduzir investimentos iniciais e terá efeitos mais rápidos de modernização. Nas grandes empresas, além das plataformas públicas, as clouds híbridas podem ser uma boa solução. Mas torna-se necessário implementar a automatização de processos nas infra-estruturas já existentes, criar clouds privadas e mover alguns dos seus volumes de trabalho para clouds públicas, diz. Simultaneamente, é necessário criar modelos de governação de TI e de gestão dos serviços de TI transversais. O principal travão para o sucesso da migração, como em muitas outras áreas não relacionadas com TIC, poderão ser as pessoas e os processos organizacionais, considera Anabela Silva. De pouco servirá a tecnologia se as organizações e pessoas não acompanharem a evolução. Segundo Francisco Gomes (Unisys), a maior força de bloqueio para a adopção destes modelos tem sido a inexistência de capacidade para identificar os diversos volumes de trabalho de suporte ao negócio das organizações que devem ser migrados. Mas saber escolher o fornecedor continua também a ser importante. A necessidade de lidar diariamente com diferentes tipos de tecnologia, constante introdução de inovações técnicas, sempre com a obrigação de manter niveis de serviço elevados e ágeis, representam por si só um desafio considerável, explica Nuno Leonardo, da Fujitsu. Mas a solução proposta por este responsável tem, uma via mais tecnológica: a utilização de ferramentas de automatização/orquestração, associadas a capacidades avançadas de reporting e diagnóstico.< Þ Arquipélagos de diversidade O mal da complexidade nasceu cedo, face à ausência de uma lógica de arquitectura na implantação, na perspectiva de Luís Carvalho, da Microsoft. Esta também não teve em conta padrões de utilização e o resultado é a formação de arquipélagos com diversidades que atrapalham. Mas há remédio: as empresas devem procurar aproveitar o momento de renovação tecnológica para homogeneizar os centros de dados e adoptar sistemas de gestão globais. Os datacenters têm demasiadas ilhas de infra-estrutura e de aplicações com características muito diversas que criam dificuldades de integração e gestão, colocando em causa as qualidades de segurança, fiabilidade e custo de propriedade. É muito comum existirem múltiplas ferramentas de gestão, por exemplo, que obrigam a gastos adicionais com processos duplicados e formação de técnicos, explica Luís Carvalho. E importa definir arquitecturas padronizadas com definições claras de software e hardware a empregar.< COMPUTERWORLD - Abril 2013

5 O Sport Lisboa e Benfica continua hoje a ser a maior instituição desportiva em Portugal, com uma enorme responsabilidade na promoção e imagem do desporto nacional, sendo também um dos mais prestigiados clubes a nível mundial, com mais de sócios e cerca de 14 milhões de adeptos espalhados por todo o mundo. Foi considerado pela FIFA o 12.º maior clube de futebol do século XX e o primeiro entre os clubes portugueses. Datacenter 5 PUB SPORT LISBOA E BENFICA ASSEGURA AGILIDADE, EFICIÊNCIA E SEGURANÇA NA GESTÃO DO SEU SITE CORPORATIVO O desafio A ligação de um grande clube aos seus milhares de seguidores e adeptos é um fator chave para o sucesso, afirma Tiago Silvério Marques, Diretor de Multimédia do SLB. Esta relação materializa-se cada vez mais através do nosso portal, que queremos seja dinâmico, inovador e acessível a todos. Se por um lado nos permite conhecer melhor cada um dos nossos sócios, adeptos e apoiantes, por outro lado garante que estes acompanham e participam de perto na vida e nas vitórias do nosso clube e que interagem connosco com total comodidade. Para isso, precisamos garantir que toda a infraestrutura de suporte ao portal, que permite a reserva e compra de bilhetes e merchandising e a interação com os nossos sócios, seguidores e adeptos, acompanhe a evolução das nossas necessidades. A resposta da PT Segundo Tiago Silvério Marques, para garantirmos a flexibilidade e a eficiência operacional de que precisamos para fazer face às necessidades de armazenamento dos nossos sistemas e de forma a garantirmos o permanente dimensionamento dos recursos necessários à contínua dinamização e inovação do nosso portal corporativo, resolvemos recorrer a um ambiente de data center virtual, disponível na SmartCloudPT, que passou a suportar, para além do portal, também os nossos servidores, aplicações e informação. Desta forma, através de um portal de provisão simples e intuitivo (self-provisioning), conseguimos aumentar ou reduzir recursos em função dos nossos picos de atividade, com total controlo e autonomia na provisão dos recursos de que necessitamos. Também os nossos custos passaram a ser flexíveis, já que o modelo de pagamento está ajustado ao real consumo de recursos (pay-per-use), ou seja, pagamos apenas pelos recursos que efetivamente usamos. E não tivemos que efetuar qualquer investimento em infraestrutura ou passar a suportar custos com a sua atualização, já que a mesma passa a estar permanentemente atualizada. No que diz respeito à segurança, estamos totalmente tranquilos. O alojamento da nossa informação, aplicações e portal em data center PT garante elevada robustez e resiliência. Para reforçar esta segurança, implementámos um conjunto de serviços que garantem proteção efetiva dos nossos dados contra a eventualidade de ataques cibernéticos, assegurando a integridade, disponibilidade e confidencialidade da informação. A nossa estrutura de segurança passou a englobar uma plataforma de web application firewall que reforça a nossa infraestrutura de defesa perimétrica e que integra uma monitorização 24x7, assim como um conjunto de auditorias de segurança que são efetuadas regularmente aos nossos sistemas. A experiência dos especialistas de segurança da PT garante também uma resposta rápida e global face a eventuais imprevistos, com o benefício de não termos de alocar recursos internos para essa tarefa, com os inerentes custos de formação e a contínua atualização de conhecimentos. Desta forma, conseguimos garantir o suporte que procurávamos para o nosso portal corporativo, informação e aplicações e conseguimos dedicarnos ao que para nós é mais importante: fazer do SLB um motivo de orgulho para os nossos sócios, seguidores e adeptos, conclui este responsável. Principais benefícios Redução de custos com gestão e renovação de infraestruturas TI. Elevada fiabilidade, segurança e privacidade no acesso à informação. Infraestrutura flexível que se adequa de forma dinâmica à evolução das necessidades. Autonomia no dimensionamento e parametrização dos recursos computacionais. Segurança proporcionada pela maior rede de data centers do país e certificações ISO e ISO < Vá a smartcloudpt.pt Abril COMPUTERWORLD

6 6 Datacenter Construção pouco facilitada Existem várias dificuldades para construir centros de dados em Portugal. Paulo Martins, gestor de centros de dados da PT, considera primordial a escolha da localização. A eficiência energética é, a par da resiliência, um dos principais factores a considerar na construção e gestão de centros de dados, de acordo com António Miguel Ferreira, responsável da Claranet e co-fundador da Lunacloud. Também por isso, Paulo Martins, estabelece como crucial definir a localização da infra-estrutura. Devido às condicionantes geográficas, que determinam a temperatura média, Portugal é um país onde não é fácil construir centros de dados com eficiência energética ao nível do melhor que se consegue na Europa, em países mais privilegiados (mais frios), explica o responsável da Claranet. Para Paulo Martins, existe um conjunto de critérios que devem ser avaliados, entre os quais o clima (e.g. temperatura, humidade) do local, de forma a potenciar a utilização de sistemas de free cooling, usando refrigeração gratuita, baseada em recursos naturais. O factor do custo deve ser considerado, como sugere José Pedro Abreu (Mainroad), pelas constantes oscilações dos custos energéticos. Mas há mais. Para Pedro Diniz, da Colt, os desafios inerentes à construção de um centro de dados são semelhantes nos 20 países onde a Colt tem actividade: elevado tempo de implementação, elevados e crescentes custos energéticos, escalabilidade, elevado capex inicial e incerteza no modelo de negócio e procura potenciando ineficiências a curto e médio prazo. Pressão para elevar temperaturas A Comissão Europeia está a pressionar o sector das TI para este oferecer garantias de que os equipamentos fornecidos possam funcionar a 30ºC, por algum tempo, ou, em regra, a 26ºC ou 27ºC. O objectivo é conseguir aproveitar mais os recursos naturais para proporcionar uma refrigeração gratuita (sem necessitar de energia gerada), a mais centros de dados e durante mais tempo. Em Portugal, ainda não existe uma noção generalizada de que se pode aumentar a temperatura nos centros de dados, segundo Pedro Nobre, da Schneider Electric. A ideia é maximizar os índices de eficiência energética. A organização internacional dedicada ao tema, a ASHRAE, sugere Ter braço financeiro ajuda O maior desafio na construção de um centro de dados é a procura constante de soluções que permitam melhorar a sua eficiência, na opinião de José Pedro Abreu. Por isso, a obtenção de financiamento para um investimento avultado e permanente num mercado em retracção que só vai permitir um retorno a longo prazo é um factor a ter em conta. Para este responsável da Mainroad (do grupo Sonaecom), só grandes grupos com solidez financeira poderão entrar no segmento. que se pode elevar a temperatura à entrada das máquinas até aos 27ºC, recorda este responsável. Esse é o valor de referência para muitas empresas em Portugal, havendo no entanto particularidades a ter em conta. O tipo de máquinas de arrefecimento usadas e o tipo de cargas existentes ou a configuração das salas, por exemplo, podem ditar pequenas diferenças, diz Nobre. António Miguel Ferreira revela que a empresa elevou a temperatura dos centros de dados num único grau, face ao nível de há cinco anos. Na sua visão, faltam operadores independentes e neutros de datacenters, que se foquem nestes aspectos, para aumentar a concorrência. Na PT, de forma a potenciarmos a eficiência energética nos nossos [datacenters] e estarmos sempre alinhados com as melhores práticas, é nosso objetivo operarmos os nossos [datacenters] com temperaturas entre os 25ºC e os 27ºC, diz Paulo Martins. A melhoria de eficiência energética traduz-se não só em reduções de custos, mas também na redução da pegada de carbono da actividade dos clientes dos fornecedores de centros de dados, recorda José Pedro Abreu. A alteração do ponto de funcionamento das unidades de controlo de temperatura, de acordo com as recomendações dos fabricantes de equipamento e de entidades como a ASHRAE, é apenas uma das estratégias levadas a cabo pela Mainroad para gerir este aspecto, refere.< COMPUTERWORLD - Abril 2013

7 Datacenter 7 À espera de um gigante O novo centro de dados da PT na Covilhã tem inauguração prevista ainda para o corrente semestre. Claranet, Colt e Mainroad explicam como pretendem reagir. Com metros quadrados, o novo centro de dados da PT deverá ser inaugurado até final de Junho na Covilhã. O impacto esperado varia consoante o concorrente. A capacidade de instalação do centro de dados é de mais de 50 mil servidores com capacidade de 30 petabytes. Terá como principal foco o desenvolvimento em Portugal e a exportação de capacidade de armazenamento de dados de empresas e de serviços de cloud computing. Envolverá um investimento de 90 milhões de euros nas duas primeiras fases. A oferta da PT é deslocalizada dos grandes centros urbanos de Lisboa e Porto, o que reduz a sua atractividade para uma grande parte dos clientes, critica António Miguel Ferreira, da Claranet e da concorrente Lunacloud. Também a Mainroad parece querer diferenciar-se pela proximidade ao cliente. Segundo António Miguel Ferreira, a infra-estrutura a inaugurar estará vocacionada sobretudo para a centralização dos centros de dados dispersos da PT algo que esta operadora assume. Mas, nessa perspectiva, procura servir a centralização de recursos informáticos do Estado e organismos públicos. Por isso, o responsável da Lunacloud prevê um impacto reduzido no sector privado. José Pedro Abreu salienta a flexibilidade dos serviços, mas também as parcerias mantidas pela Mainroad com vários fabricantes e as certificações. A Colt aposta na sua estratégia Data-Center-as-a-Service, suportada em 20 centros de dados espalhados pela Europa, explica Pedro Diniz. Não esperamos nenhum impacto em particular com o aparecimento de qualquer novo centro de dados, afirma, salientando que a diferenciação deverá ser sempre alcançada pela flexibilidade, redução de TCO [custo total de propriedade] e eficiência das tecnologias, e ainda pelo modelo de negócio apresentado.< Abril COMPUTERWORLD

8 8 Datacenter Pequenos centros de dados em descontinuação? A facilidade com que se mudam as operações de TI internas para a infra-estrutura de um prestador de serviços, dá um forte suporte a essa tomada de decisão - principalmente entre as pequenas empresas. As tecnologias de virtualização, os serviços de cloud computing e, especificamente, os de Software-as-a-Service (SaaS), estão a tornar muito mais fácil a migração de operações das TI para os fornecedores de serviços. A decisão para essa mudança tem cada vez maior apoio, especialmente entre as PME, embora por vezes envolva apenas a transferência de parte das operações. Apesar de tudo, nem sempre a migração faz sentido. As maiores empresas têm vindo a consolidar os seus datacenters há anos. Até mesmo as administrações públicas estão a equacionar fazê-lo nos seus esforços de consolidação. Mas essas grandes empresas e instituições estão a fazer optimizações das operações mantendo-as debaixo do seu tecto mesmo que a aumentar a utilização de plataformas de SaaS e de outros serviços. A tendência para os centros de dados menores serem descontinuados é também uma questão laboral e de carreira importante. Em termos de potencial de carreira, os melhores empregos podem estar nas organizações de prestadores de serviços, por oposição a posições em estruturas de recursos humanos de centros de dados pequenos ou médios. Noutra perspectiva, a integração em grandes organizações levanta desafios e pode envolver perda de regalias e poder negocial. Hagen Wenzek, CTO da IPG Mediabrands, está entre aqueles que optaram pela migração das COMPUTERWORLD - Abril 2013 By twobee - freedigitalphotos.net operações para um prestador de serviços. Recentemente, mudou a gestão de servidores SQL e Sharepoint para a Avanade, fornecedor de serviços geridos fundada pela Accenture e Microsoft. "Não consigo contratar especialistas suficientes dispostos a trabalhar para uma empresa média", disse Wenzek. Os profissionais de infra-estrutura de TI preferem trabalhar para uma empresa de tecnologia, acrescenta. A Avanade melhorou o desempenho da tecnologia usada e acelerou drasticamente a disponibilização de relatórios, disse Wenzek A IPG Mediabrands mudou os seus esforços de recursos humanos para a contratação de analistas de negócios, preparados para trabalhar com dados e ferramentas de visualização. Os analistas conseguem ter em perspectiva um plano de carreira na IPG, diz o responsável. Agora, o prestador de serviços de gestão de TI está a equacionar mudar os servidores mantidos pela IPG no seu centros de dados para um ambiente de cloud computing de terceiros. Wenzek diz conviver bem com isso. Cabe ao fornecedor de outsourcing determinar o melhor ambiente para a prestação de serviços e redução de custos, argumenta. "Estamos definitivamente a notar uma tendência de migração para fora dos centros de dados internos rumo aos datacenters ou provisionamento externo", considera o analista da Gartner, Jon Hardcastle. Questões de competências A preocupação com as competências foi uma das razões pelas quais Gene Berry, CIO da seguradora OneAmerica Companies, decidiu transferir as suas operações de datacenter para um fornecedor de serviços. A infra-estrutura da OneAmerica ocupou metros quadrados numa torre em Indianapolis (EUA). Em Junho, a empresa espera concluir a transferência de todos os seus serviços para a operadora T-Systems North America. O seu centro de

9 Datacenter 9 By twobee - freedigitalphotos.net dados interno deverá ser reduzido para 610 metros quadrados, usados principalmente para redes, e será gerido pelo prestador de serviços. Uma das razões para esta decisão foi pessoal, disse Berry. A empresa tinha cerca de 65 funcionários no seu centro de dados e cerca de 18 tecnologias diferentes para gerir. Nalguns casos, havia apenas uma ou duas pessoas com conhecimento necessário para gerir determinadas tecnologias especializadas. "Isso deu-nos muitas preocupações para o longo prazo. Não tínhamos capacidade para contratar backups para essas plataformas tecnológicas", disse. Hank Seader, director do Uptime Institute, diz ser necessário "um certo conjunto legado de habilitações, um certo compromisso com as carreiras menos gloriosas para fazer funcionar um centro de dados, e é difícil encontrar pessoas para fazê-lo". A T-Systems criou um modelo de cloud privada, com capacidade variável. Se Berry usar menos espaço de armazenamento ou consolidar servidores, os custos diminuem. E a empresa já planeia modernizar as suas aplicações. A maioria dos funcionários do centro de dados da OneAmerica deixaram a empresa. Berry diz que, desde então, estão a colocar muito mais ênfase no desenvolvimento de aplicações e a trabalhar com os gestores do negócio. Mas os pequenos centros de dados terão futuro? "Acho que só para as grandes empresas, com escala, porque para os fornecedores mais pequenos e para as pequenas empresas, não", considera Berry. Todas as empresas estão a tentar limitar as TI implantadas em pequenos centros de dados, considera Rick Villars, analista da IDC. Já as pequenas empresas poderão estar a transferir mais volume de trabalho para os prestadores de serviços. As grandes empresas estão a consolidar e a construir grandes centros de dados conforme centralizam activos, diz. Em muitos casos, a virtualização reduziu substancialmente a necessidade de centros de dados internos para operações menores de TI e não parecem ter quaisquer planos de expansão", nota. Eles estão a mover o trabalho futuro para instalações partilhadas ou para prestadores de serviços. Vince Kellen, vice-reitor e CIO da Universidade de Kentucky, também quer reduzir os seus centros de dados, hoje com cerca de 15 mil metros quadrados. Kellen diz ter realizado um exercício para determinar qual seriam os custos para transferir a maioria dos seus serviços para os Amazon Web Services mas chegou à conclusão de que eram muito elevados. O retorno de investimento (ROI) não resultava, mesmo tendo em conta o custo de pagar por um novo centro de dados, afirma isto quando um prédio que estão a usar para centro de dados foi edificado em Mas o custo de ambientes em cloud computing não desanima Keelen. Ele acredita que quase todos os serviços podem ser executados em ambiente de cloud computing, mas o preço ainda tem que amadurecer e precisa de cair. Com os serviços de SaaS, os custos de licenciamento de software e hardware são combinados de uma forma que podem tornar-se vantajosos, disse ele. Por enquanto, Kellen está a notar uma migração gradual para os fornecedores de SaaS, através de plataformas como o ServiceNow ou de clusters de tecnologia VMware. Dentro de três a cinco anos, os modelos de preços dos fornecedores de serviços "serão muito atraentes e permitir-nos-á ter a maioria da nossa capacidade de computação fora do nosso centro de dados", diz Kellen. Ele gostaria de reduzir a área do centro de dados para metade ou dois terços da actual. A contra-corrente Mas colocando as tendências maiores de lado, há muitos centros de dados que vão manter as operações e os funcionários. Michael Kohlman, gestor de TI da Cook uma empresa de ciências da Abril COMPUTERWORLD

10 10 Datacenter vida -, utiliza serviços SaaS para algumas aplicações. Isso representa cerca de 20% da sua infra-estrutura. Contudo, vai manter as suas principais operações no centro de dados interno. A protecção da propriedade intelectual, especialmente num sector altamente regulado, "é bastante desejável", sustenta. Mas Kohlman foi rápido a adaptar-se às tendências de tecnologia dos centros de dados. Começou a usar servidores blade em meados da década de 2000 e foi beta tester da Dell. Construiu um centro de dados com metros quadrados, tendo em mente sistemas de alta densidade. Comparou o custo da sua operação com o de prestadores de serviços, e notou pouca diferença. Kohlman também criou uma equipa com as habilitações que precisa para gerir o ambiente tecnológico. Cada colaborador de TI tem uma média de Û O 451 Group concebeu uma lista de boas práticas para ganhar eficiência energética e que estão a ser cada vez mais apreciadas. Adoptar uma abordagem integrada e holística: os operadores de data centers precisam de abordar o tema através de uma combinação de tecnologias integradas e abordagens, em vez de lidarem com projectos isolados. Refrigeração inteligente: os gestores de centros de dados estão gradualmente a compreender que as suas instalações não precisam de serem frigoríficos para guardar carne. Quando se gasta em refrigeração e energia metade do que se investe em TI, normalmente estamos a deitar dinheiro fora. 10 anos de experiência. "Tentar gerir um centro de dados moderno, altamente virtualizado, exige habilitações profundas", refere. Fazer parte de uma empresa maior, de dois mil milhões de dólares e com pouco mais de 10 mil funcionários, ajuda a manter a equipa. Em termos gerais, Kohlman prevê um desenlace misto para o futuro dos centros de dados internos, e alerta para a decisão de algumas empresas, nomeadamente a General Motors, de recuperar e gerir elas próprias os seus centros de dados. Embora ele note a tendência de outsourcing nas organizações mais pequenas, algumas migrações estão a ser geradas pela emoção dos tempos. "Os departamentos de TI fascinam-se com objectos brilhantes", ironiza. Outra vez a segurança Dados de analistas revelam um forte Gerar a própria energia: um número impressionante de organizações - incluindo Microsoft, Google, Facebook e Yahoo - estão a reduzir as suas contas de electricidade através da instalação de geradores de energia renovável no local do centro de dados. Os painéis solares são uma escolha popular e ainda mais com os preços constantemente a caírem, de acordo com o 451 Group. Poupar watts com corrente contínua: num ambiente típico de centro de dados, as conversões de energia abundam até se chegar aos servidores. Um sistema de distribuição baseado num sistema de corrente contínua elimina essas conversões dispendiosas, reduzindo as contas de energia durante o processo. É cada vez mais suportado pelos fabricantes de equipamento. interesse por serviços de cloud computing, um facto confirmado por Jerry Luftman, director-executivo do Global Institute for IT Management. O outsourcing está a crescer na generalidade, diz Luftman, e "a grande questão é se vai ser dentro ou fora do país", diz. Peter Foulkes, analista da 451 Research, afirma que muitos aspectos vão manter os centros de dados nas empresas e fora dos prestadores de serviços - nas questões de segurança e de conformidade, sobretudo. Ele está a ver os centros de dados a serem dimensionados para ambientes com a média do volume de trabalho habitual e usando de fornecedores de cloud computing para suportar picos de procura. "A maioria das organizações apercebe-se de que é mais rentável gerirem elas próprias os centro de dados, desde que sejam suficientemente grandes", disse ele.< Seis hábitos de eficiência Use o seu equipamento de TI de forma mais eficiente: a virtualização tem ajudado inúmeras empresas a consolidarem significativamente o hardware e a reduzirem o número de servidores. Mas além disso muitas as organizações estão a usar software DCIM (de Datacenter Infrastructure Management ) para a gestão de centros de dados. Módulo a módulo: os operadores de centros de dados estão a adoptar cada vez mais uma abordagem modular para a construção e ampliação das suas instalações. Este modelo implica a implantação de módulos amovíveis, envolvendo a padronização de componentes, incluindo hardware, de energia e equipamentos de refrigeração.< COMPUTERWORLD - Abril 2013

11 Datacenter 11 ODCA exige melhorias aos fabricantes Os fornecedores de tecnologia precisam de desenvolver modelos de licenciamento mais compatíveis com cloud computing. A Open Data Center Alliance (ODCA) expandiu a sua visão sobre como os serviços em cloud computing deverão funcionar: pede modelos de licenciamento mais adequadas à cloud computing e melhores mecanismos de controlo de acesso. Do grupo fazem parte empresas como a BMW, o Deutsche Bank, o banco JPMorgan Chase e a Lockheed Martin, por exemplo. As vantagens dos serviços de cloud computing são evidentes para a maioria dos CIO. A expectativa é de que a infra-estrutura partilhada de cloud computing permita uma maior flexibilidade e menores custos, de acordo com a ODCA. Mas passar das actuais arquitecturas de TI com servidores na empresa para aquelas baseadas em cloud computing não é fácil em contradição com o que diz muitas vezes o sector. Recentemente a organização divulgou duas novas matrizes Software Entitlement Management Framework e Data Security Framework onde detalha o que os membros esperam dos fornecedores, nas áreas abordadas. A primeira aborda a necessidade de se abandonarem modelos ultrapassados de licenciamento de software, baseados em métricas de contagem de núcleos de CPU. Os novos devem respeitar as necessidades de serviços baseados em cloud computing, a pedido e no dimensionamento dinâmico de recursos. "Nós temos uma base instalada e não queremos mandar fora essas licenças. Por isso, temos de encontrar formas de passá-la para um modelo mais adequado à cloud computing", disse Mario Mueller, presidente da ODCA e vice-presidente de infra-estrutura de TI na BMW. A segurança também é um tema quente. A Data Security Framework aborda o tema a partir de diversas facetas, incluindo a cifra de dados, gestão de eventos e controlo de acessos. Este último está a ser uma dor de cabeça para empresas que querem mover os serviços para uma cloud pública ou híbrida, de acordo com Mueller. Não há boas soluções que lhes permitam manter o controlo de gestão de identidade, quando estão a usar serviços de cloud pública, disse Mueller. Além disso, Mueller também gostaria de ver uma melhor automação, capaz de ser mais facilmente integrada com processos e com maior elasticidade. Para as aplicações serem capazes de se expandir e encolher conforme o necessário, têm de ser reescritas e os fabricantes estão já a trabalhar nisso actualmente, acredita Mueller. A ODCA também divulgou um documento onde se detalha o projecto de cloud computing da BMW. "Gostaríamos de aprender com a implantação de uma cloud privada, mas o objectivo é avançarmos, pelo menos, para um modelo híbrido. Mas, no futuro, adoraria mudar para uma cloud pública para obter melhor aproveitamento dos recursos a um preço mais baixo", disse Mueller. A primeira implantação de cloud privada da BMW vai entrar em produção este Outono com serviços de SAP e uma base de dados open source.< COMPUTERWORLD AV. DA REPÚBLICA, N.º 6, 7º ESQ LISBOA DIRECTOR EDITORIAL: PEDRO FONSECA EDITOR: JOÃO PAULO NÓBREGA DIRECTOR COMERCIAL E DE PUBLICIDADE: PAULO FERNANDES TELEF. / FAX TODOS OS DIREITOS SÃO RESERVADOS. A IDG (International Data Group) é o líder mundial em media, estudos de mercado e eventos na área das tecnologias de informação (TI). Fundada em 1964, a IDG possui mais de funcionários em todo o mundo. As marcas IDG Computerworld, CIO, CFO World, CSO, ChannelWorld, InfoWorld, Macworld, PC World e TechWorld atingem uma audiência de 270 milhões de consumidores de tecnologia em mais de 90 países, os quais representam 95% dos gastos mundiais em TI. A rede global de media da IDG inclui mais de 460 websites e 200 publicações impressas, nos segmentos das tecnologias de negócio, de consumo, entretenimento digital e videojogos. Anualmente, a IDG produz mais de 700 eventos e conferências sobre as mais diversas áreas tecnológicas. Pode encontrar mais informações do grupo IDG em Abril COMPUTERWORLD

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