ortuguesa Língua Por Meu cachorro Pepe D 6/8/2009

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1 Nome: Ensino: F undamental 4 o ano urma: Língua Por ortuguesa T ata: D 6/8/2009 Meu cachorro Pepe Sou filho único, meus pais sempre trabalharam fora e como passei a infância toda na cidade do Rio de Janeiro, morando num prédio de apartamentos, vivia dentro de casa. [...] O dia em que pedi um cachorro à minha mãe foi um escândalo na família. Como é que eu poderia ter um cão se sofria tanto com alergia? Só de encostar no pelo do bicho eu ia piorar, dizia minha mãe. Eu me lembro de que tinha ido ao cinema assistir a um filme do Walt Disney que se chamava A guerra dos dálmatas e fiquei alucinado com aqueles cachorrinhos pintados. Ter um dálmata era tudo o que eu mais queria na vida. Fiquei semanas insistindo, chorando e esperneando, minha mãe brigando e meu pai achando que éramos um bando de malucos. Até que nosso vizinho, doutor Bruno, resolveu intervir. Eu sei que ninguém me pediu a opinião, mas lá do andar de baixo eu fico ouvindo esta confusão. Norma, minha amiga, sou clínico geral e já tratei de diversos casos de alergia. Muitas delas desaparecem quando a criança cresce, passa a viver mais tempo ao ar livre, ter uma vida mais ativa

2 2 fisicamente, sentir-se menos só... Eu, se fosse você, daria o tal do dálmata para o Paulinho. Se não der certo, eu levo o cachorro para o meu sítio. Eu nunca tinha visto uma ninhada de filhotes. Quando fui escolher meu cãozinho, não queria mais sair da casa da criadora. Eram tão lindos, todos branquinhos (porque as pintas demoram um pouco para aparecer), de barriguinha cor-de-rosa, olhos castanhos, as patas tão macias... É lógico que escolhi o mais levado. O cachorrinho que corria para dentro de casa e ia direto puxar a ponta do tapete. Aquele era o meu Pepe, um dos melhores amigos que tive em toda a minha vida. Vocabulário: PRIETO, Heloisa. O cachorro que sabia dar risada e outras histórias de crianças e cachorros. São Paulo: Ática, intervir: interferir; tomar parte da conversa 1) O narrador do texto, aquele que conta a história, não é um cachorro. Mas, em compensação, ele tenta, de todas as maneiras, ser dono de um. Quem é o narrador da história "Meu cachorro Pepe"? 2) Uma pessoa da família foi contra o desejo do Paulinho de ter um cachorro. Qual era o nome dessa pessoa? Qual era o motivo de ser contra o desejo do menino?

3 3 3) " Eu sei que ninguém me pediu a opinião, mas lá do andar de baixo eu fico ouvindo esta confusão." a) Como o Doutor Bruno ajudou Paulinho a realizar seu desejo? b) O que você achou da atitude do médico? Por quê? Justifique. 4) Doutor Bruno disse que um cãozinho pode ajudar em casos de crianças que se sentem sós. Paulinho era um menino solitário? Justifique.

4 4 5) "É lógico que escolhi o mais levado." Como era o "Pepe", o cachorro de Paulinho? 6) "Eu nunca tinha visto uma ninhada de filhotes." Qual é o substantivo primitivo do substantivo derivado "filhotes"? 7) Paulinho deu, ao cachorro, o nome de Pepe. E você? Qual nome daria? Escreva-o. Esse substantivo que você escreveu é um substantivo próprio ou comum? Por quê? 8) Copie do texto: a) um substantivo comum, dissílabo: b) um verbo no passado: c) um adjetivo trissílabo: 9) Reescreva a frase abaixo no plural. "O cachorrinho que corria para dentro de casa..."

5 5 10) "De olho na foto" Agora, responda: a) O que mais chamou sua atenção na foto? Por quê? b) Como você acha que a menina está se sentindo? Como você chegou a essa conclusão? c) Em que lugar você acha que ela tirou essa foto? Explique.

6 6 Você, com certeza, conhece a história do Chapeuzinho Vermelho. Mas... já ouviu falar de Chapeuzinho Amarelo? Não? Então, leia esta história! Chapeuzinho Amarelo Era a Chapeuzinho Amarelo. Amarelada de medo. Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho. Já não ria. Em festa, não aparecia. Não subia escada, nem descia. Não estava resfriada nem tossia. Ouvia conto de fada e estremecia. Não brincava mais de nada, nem de amarelinha. Tinha medo de trovão. Minhoca, pra ela, era cobra. E nunca apanhava sol porque tinha medo da sombra. Não ia pra fora pra não se sujar. Não tomava sopa pra não se ensopar. Não tomava banho pra não descolar. Não falava nada pra não engasgar. Não ficava em pé com medo de cair. Então vivia parada, deitada, mas sem dormir, com medo de pesadelo. Era a Chapeuzinho Amarelo. E de todos os medos que tinha, o medo mais que medonho era o medo do tal do LOBO. (...) Um LOBO que não existia. E Chapeuzinho Amarelo, de tanto pensar no LOBO, (...) um dia topou com ele, que era assim: carão de LOBO, olhão de LOBO, jeitão de LOBO e principalmente um bocão tão grande que era capaz de comer duas avós, um caçador, rei, princesa, sete panelas de arroz e um chapéu de sobremesa. Mas o engraçado é que, assim que encontrou o LOBO, a Chapeuzinho Amarelo foi perdendo aquele medo, o medo do medo do medo de um dia encontrar um LOBO. (...) O lobo ficou chateado. E ele gritou: sou um LOBO! Mas a Chapeuzinho, nada. E ele gritou: sou um LOBO! Chapeuzinho deu risada.

7 7 E ele berrou: EU SOU UM LOBO! (...) LO-BO-LO-BO-LO-BO-LO-BO-LO- BO-LO-BO-LO-BO-LO-BO-LO-BO- LO-BO-LO-BO-LO-BO-LO-BO... Aí Chapeuzinho encheu e disse: "Para assim! Agora! Já! Do jeito que você tá!" E o lobo parado assim, do jeito que o lobo estava já não era mais um LO-BO. Era um BO-LO. (...) Chapeuzinho não comeu aquele bolo de lobo, porque sempre preferiu de chocolate. Aliás, ela agora come de tudo, menos sola de sapato. Não tem mais medo de chuva nem foge de carrapato. Cai, levanta, se machuca, vai à praia, entra no mato, trepa em árvore, rouba a fruta, depois joga amarelinha com o primo da vizinha, com a filha do jornaleiro, com a sobrinha da madrinha e o neto do sapateiro. Mesmo quando está sozinha, inventa uma brincadeira. E transforma em companheiro cada medo que ela tinha: o raio virou orrái, barata é tabará, a bruxa virou xabru e o diabo é bodiá. Adap. de BUARQUE, Chico. Chapeuzinho Amarelo. Berlendis & Vertechia Editores Ltda. Rio de Janeiro, ) Antes de encontrar o Lobo, Chapeuzinho Amarelo era uma menina muito medrosa. Cite alguns medos da menina.

8 8 12) Quando uma pessoa conta aos amigos sobre os medos que tem, você acha que essa pessoa está sendo "corajosa"? Explique sua resposta. 13) "Aí Chapeuzinho encheu e disse: "Para assim! Agora! Já! Do jeito que você tá! E o lobo parado assim, do jeito que o lobo estava já não era mais um LO-BO." Como o Lobo se sentiu nesse momento? O que houve para ele se sentir assim? 14) Na sua opinião, quem eram os amigos da Chapeuzinho Amarelo antes de vencer seus medos? Explique.

9 9 15) Afinal, como Chapeuzinho Amarelo perdeu o medo de tudo? Depois que Chapeuzinho venceu o medo: LOBO virou BOLO barata virou tabará bruxa virou xabru Agora é a sua vez! Escolha alguns medos e também os transforme em companheiros. Por que o nome da personagem é Chapeuzinho Amarelo? Ela poderia se chamar Chapeuzinho Verde? E Azul? Por quê?

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