UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA JOSÉ FERNANDO MEYER JOÃO PAULO DOS SANTOS

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1 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA JOSÉ FERNANDO MEYER JOÃO PAULO DOS SANTOS FERRAMENTA DE INTEGRAÇÃO DE PROCESSOS PARA APOIO AO GERENCIAMENTO DE CICLO DE VIDA DE APLICAÇÕES PALHOÇA 2014 JOÃO PAULO DOS SANTOS JOSÉ FERNANDO MEYER

2 FERRAMENTA DE INTEGRAÇÃO DE PROCESSOS PARA APOIO AO GERENCIAMENTO DE CICLO DE VIDA DE APLICAÇÕES Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Sistemas de Informação da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Sistemas de Informação. Orientador: Prof. Jean Carlo Rosa Hauck. PALHOÇA 2014 JOÃO PAULO DOS SANTOS JOSÉ FERNANDO MEYER

3 FERRAMENTA DE INTEGRAÇÃO DE PROCESSOS PARA APOIO AO GERENCIAMENTO DE CICLO DE VIDA DE APLICAÇÕES Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado à obtenção do título de Bacharel em Ciência da Computação e aprovado em sua forma final pelo Curso de Graduação em Ciência da Computação da Universidade do Sul de Santa Catarina.

4 Dedico esse trabalho aos meus pais que sempre me apoiaram, aos amigos e ao nosso orientador Jean que foi prestativo e nos ajudou em todos os momentos. João Paulo dos Santos Dedico, com muito carinho, essa monografia à minha família e a todos meus amigos que me apoiaram e me acompanharam na minha vida acadêmica. José Fernando Meyer

5 AGRADECIMENTOS João Paulo dos Santos agradece Essa monografia foi elaborada, acima de tudo, com muita dedicação e força de vontade minha e do meu amigo José; porém, muitas pessoas participaram direta ou indiretamente dela. Nesse espaço, quero agradecer a todos que ajudaram a concluí-la. Primeiramente, agradeço aos meus pais que sempre me apoiaram em toda a minha caminhada e que nesse momento foram fundamentais como ponto de equilíbrio e força. Meus agradecimentos sinceros ao amigo e parceiro dessa jornada, José, que me acompanhou em diversos trabalhos acadêmicos e na presente monografia. Ao nosso Orientador Prof. Jean Hauck pelo incentivo, simpatia e presteza no auxílio às atividades e discussões sobre o andamento desse projeto. Com certeza, seu apoio foi imprescindível e jamais esqueceremos. A Profª Maria Inês pela tarefa de multiplicar seus conhecimentos ministrando a disciplina que nos conduziu a essa obra. E, por fim, o meu muito obrigado aos membros da banca por terem aceito nosso convite, agregando seus conhecimentos.

6 José Fernando Meyer agradece A toda minha família pelo apoio dado nessa empreitada, principalmente, a meu pai e minha mãe que sempre me incentivaram e estiveram ao meu lado nos momentos difíceis. À meu colega e amigo João Paulo por ser tão paciente no desenvolvimento do trabalho e por estar sempre motivado ao longo dessa jornada. Ao Profº Orientador Jean Hauck, pelos ensinamentos, estímulo, apoio e dedicação nessa trajetória. Enfim, agradeço a todos que direta ou indiretamente participaram do desenvolvimento da presente monografia.

7 A maior invenção do mundo não é a minha tecnologia! É a morte! pois através dela, o velho sempre dará lugar para o novo! (Steve Jobs).

8 RESUMO Este trabalho tem como objetivo integrar informações entre as ferramentas EA e o Eclipse através de um plug-in. Esta integração vem como proposta de solução para problemas diariamente enfrentados por desenvolvedores em seu ambiente de trabalho, onde os mesmos necessitam gerenciar uma série de informações relativas ao projeto, porém fazendo uso de distintas ferramentas e com distintos processos, tornado improdutivo seu rendimento diário. Para alcançar o objetivo proposto, foram realizados ao longo desses 2 semestres de estudo: embasamentos teóricos, análise da modelagem de dados da ferramenta EA, análise da biblioteca do plug-in utilizado pela ferramenta Eclipse e pôr fim a criação da integração entre a ferramenta EA e o Eclipse. Os resultados obtidos indicam e contribuem com a melhoria do acesso as informações entre analista e programadores e um aumento de produtividade com o uso do plug-in. Palavras-chave: Plug-in, Integração, EA, Eclipse.

9 ABSTRACT This work aims to integrate information between EA and Eclipse tools via a plug-in. This integration comes as a proposed solution to daily problems faced by developers in their work environment, where they need to manage a lot of information regarding the project, but making use of different tools and different processes, unproductive become your daily income. To achieve the proposed objectives were achieved during these two semesters of study: theoretical bases, analysis of the data modeling tool from EA, analysis of the plugin library used by Eclipse tool and end the creation of integration between EA tool and Eclipse. The results obtained indicate and contribute to improving access to information between analyst and programmers and increased productivity using the plug-in. Keywords: Plug-in, Integration, EA, Eclipse.

10 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1- O Ciclo de vida clássico...22 Figura 2 - Prototipação...23 Figura 3 Modelo Espiral...24 Figura 4 Processos da qualidade compreendidos pela trilogia Juan...27 Figura 5 Evolução das ferramentas de apoio ao desenvolvimento de software...34 Figura 6 - Integração de processos em uma workbench...37 Figura 7 Etapas metodológicas...41 Figura 8 Proposta Solução...43 Figura 9 Diagrama de atores...46 Figura 10 - Diagrama de casos de uso Analista...48 Figura 11 Diagrama de Casos de Uso do Programador...49 Figura 12 Cadastrar Tarefas...50 Figura 13 Diagrama de Requisitos Funcionais...52 Figura 14 Diagrama dos Requisitos Não Funcionais...54 Figura 15 Diagrama de Domínio...55 Figura 16 Diagrama de Robustez - Analista...57 Figura 17 Diagrama de Robustez - Programador...58 Figura 18 Cadastrar Casos de uso...59 Figura 19 Cadastrar tarefa...60 Figura 20 Acompanhamento das tarefas...61 Figura 21 Cadastrar Programador...62 Figura 22 Cadastrar Bugs...63 Figura 23 Visualiza informações sobre Bugs...64 Figura 24 Visualiza informações das tarefas...65 Figura 25 Alterar Status da tarefa...66 Figura 26 Acompanhar bugs de tarefas...67 Figura 27 Alterar Status do Bug...68 Figura 28 Diagrama de Classe...69 Figura 29 Tela de Autenticação...77 Figura 30 Cadastros de Caso de Uso...78

11 Figura 31 Cadastro de tarefas...79 Figura 32 Cadastro de bugs...79 Figura 33 Lista de bugs...80 Figura 34 Lista de tarefas...81 Figura 35 Atualizar tarefa por caso de uso...81 Figura 36 Teste de associação de recurso para tarefa cadastrada no EA...83 Figura 37 Teste de associação de recurso para tarefa cadastrada no plug-in...83 Figura 38 Teste de atualizar cadastro de tarefa no plug-in...84 Figura 39 Teste de atualizar cadastro de tarefa no EA...85 Figura 40 Teste de cadastro de tarefas no plug-in...85 Figura 41 Teste de cadastro de tarefas no EA...86 Figura 42 Teste de associação de tarefa a programador no plug-in...87 Figura 43 Teste de associação de tarefa a programador no EA...87 Figura 44 Teste de cadastro de bug no plug-in...88 Figura 45 Teste de cadastro de bug no EA...89 Figura 46 Teste de associação de cadastro de bug...90 Figura 47 Teste de atualizar bug no plug-in...90 Figura 48 Teste de atualizar bug no EA...91

12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ALM Gerenciamento de ciclo de vida CASE Engenharia de software auxiliada por computador EA Enterprise Artchitect PDE Ambiente de Desenvolvimento Plug-in CMMI Integração de modelo de maturidade de capacidade TI Tecnologia da informação GUI Interface gráfica do utilizador IEEE Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos IDE Ambiente Integrado de Desenvolvimento UML Linguagem Unificada de Modelagem SGBD Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados ORM Mapeamento Objeto Relacional HTTP Protocolo de Transferência de Hipertexto

13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO PROBLEMÁTICA OBJETIVOS Objetivo geral Objetivos específicos JUSTIFICATIVA ESTRUTURA DA MONOGRAFIA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A ENGENHARIA DE SOFTWARE Ciclo de vida de software Tipos de ciclo de vida Rastreabilidade entre elementos de software Qualidade de software FERRAMENTAS DE SUPORTE A ENGENHARIA DE SOFTWARE Integração de ferramentas Ferramentas CASE Ambientes de desenvolvimento integrados MÉTODO CARACTERIZAÇÃO DO TIPO DE PESQUISA ETAPAS METODOLÓGICAS DELIMITAÇÕES PROPOSTA DE SOLUÇÃO MODELAGEM DA PROPOSTA DE SOLUÇÃO TECNICAS UTILIZADAS Unified modeling language (UML) Iconix DIAGRAMAS Atores Casos de uso Diagrama de requisitos Requisitos funcionais Requisitos não funcionais Modelo de Domínio Diagrama de Robustez Diagrama de Sequência Diagrama de Classe RESUMO DO CAPÍTULO DESENVOLVIMENTO TECNOLOGIA E FERRAMENTAS UTILIZADAS Enterprise Architect Eclipse MySQL Hibernate JBoss JAX-RS PROBLEMAS E SOLUÇÕES DESCRIÇÃO DO PLUG-IN... 76

14 5.4 VALIDAÇÃO Roteiro de teste Teste de associação de recurso para tarefa cadastrada Teste de atualização de tarefas Teste de cadastro de tarefa Teste de associação de tarefa a programador Teste de cadastro de bug Teste de associação de bug Teste de atualizar bug CONCLUSÕES E TRABALHOS FUTUROS CONCLUSÕES TRABALHOS FUTUROS REFERÊNCIAS APÊNDICES APÊNDICE A CRONOGRAMA... 98

15 15 1 INTRODUÇÃO O grande crescimento do mercado nos últimos anos tem trazido consigo a necessidade de inovações tecnológicas que buscam a inteligência que o negócio necessita para continuar e aumentar cada vez mais sua expansão. Com isso as empresas de Tecnologia da Informação estão assinando contratos de desenvolvimento de grandes projetos que envolvem inúmeras complexidades as quais podem ser citadas os prazos, a qualidade de desenvolvimento e o controle dos custos que este projeto irá consumir em seu escopo global. Com grandes projetos vem à necessidade de ferramentas que suportem os requisitos de desenvolvimento do mesmo. Assim tem-se uma crescente demanda de ferramentas CASE que apoiam os projetos como um todo, desde o planejamento e coleta de requisitos e modelagem, até o desenvolvimento. Estas variam entre as mais tradicionais como compiladores e depuradores, e ferramentas de construção de GUI s e geradores de consultas de base de dados. Segundo Watson (2000), ferramentas de engenharia de software em ambientes de desenvolvimento, estão se tornando cada vez mais importantes facilitadores para softwares que vem crescendo em níveis de complexidade como jamais se imaginava a alguns dezembros atrás. Com o mercado moderno crescendo em larga escala, a necessidade de produtos para o mercado de TI que não forneçam apenas soluções isoladas e sim ferramentas que promovam a integração de processos, tem sido uma tendência muito forte nas empresas. Integração de dados e serviços para a TI atual é uma necessidade quando se pensa em qualidade de desenvolvimento e centralização de dados. Poder acessar recursos de soluções distintas em uma única ferramenta, que promova um maior controle do ciclo de vida do projeto, e que, além disso, possa rastrear de maneira clara e objetiva os requisitos de negócio das aplicações, é um desejo de muitas empresas de desenvolvimento de software, porém pode-se dizer que as ferramentas CASE e ALM disponíveis no mercado, ainda possuem alguma carência de interoperabilidade de processos, devido muitas vezes ao tipo de suporte, ou dependências de fabricante, por exemplo, ou até mesmo a tecnologias aplicadas. Segundo IAN THOMAS (2000), o objetivo da integração de dados é para assegurar que toda a informação no ambiente é gerenciada de forma centralizada, independentemente da forma como as partes distintas são operadas e modificadas.

16 16 Automatizar processos com a integração de ferramentas pode trazer consigo muitos benefícios para projetos de software, se bem aplicados, estes modelos garantem vários dos requisitos de maturidade de projetos, inclusive atendendo a pontos chave de certificações como o CMMI, que em determinado grau, exige que a empresa tenha processos mapeados de forma que as ferramentas estejam integradas ao ponto de tornar o desenvolvimento totalmente rastreado pelos processos de modelagem dos requisitos, assim podemos garantir qualidade de desenvolvimento e uma manutenção do mesmo muito mais eficaz, pois ao longo do ciclo de vida do projeto, todos os processos poderão fornecer informações históricas que podem garantir a consistência do projeto. 1.1 PROBLEMÁTICA Atualmente se torna cada vez mais complexo o gerenciamento de grandes aplicações desde seu planejamento e modelagem, até o desenvolvimento de fato. Para isso têm-se como um grande aliado, as vertentes de mercado que vem focando em desenvolver soluções ALM (Gerenciamento de ciclo de vida), as quais vêm trazendo grandes benefícios para o acompanhamento por completo dos projetos desenvolvidos, soluções estas que vão desde as mais simples, até as que envolvem planejamentos de alto risco tanto para clientes como para empresas. Porém mesmo com inúmeras soluções no mercado, ainda existe uma carência de ferramentas que unam todas as informações reunidas em sistemas de modelagem de processos ao longo das etapas do projeto, com as ferramentas de desenvolvimento utilizadas pelas empresas. Essa integração poderia gerar inúmeros ganhos para a empresa, visto que através do ambiente de produção o desenvolvedor poderia observar como um todo o ambiente que engloba o desenvolvimento de suas tarefas, podendo analisar de forma detalhada os requisitos levantados para cada tarefa do projeto. Muito dos problemas na falta de qualidade de desenvolvimento se dá pela falta de um detalhamento completo dos requisitos, e na falta de rastreabilidade entre as diferentes tarefas desenvolvidas, sendo assim o desenvolvedor acaba trabalhando em curtos prazos de entrega e com um acesso restrito a informações de requisitos técnicos e de negócio do projeto, isto acarreta sem a menor dúvida em um grande falta de produtividade e em muitos casos

17 17 desmotiva o desenvolvedor que não consegue desenvolver seu trabalho de forma clara e direta. O acesso aos requisitos deve ser detalhado e deve estar disponível da maneira mais fácil e clara para que ganhos de prazo e qualidade sejam vistos na produção, sendo assim a integração entre ferramentas de desenvolvimento se torna cada vez mais um ponto de destaque para resolver estes problemas, centralizando assim da melhor maneira possível informações relevantes para a qualidade do produto final. 1.2 OBJETIVOS Serão apresentados a seguir os objetivos gerais e específicos desta monografia Objetivo geral Desenvolver um protótipo de plug-in para a ferramenta eclipse para integração com a solução de modelagem Enterprise Architect Objetivos específicos Os objetivos específicos estão descritos a seguir: Criar um protótipo de plug-in para o eclipse Conectar o plug-in desenvolvido com a ferramenta de modelagem de processos Enterprise Architect Gerenciar a modelagem do EA com o intuito de manter rastreabilidade entre o processo de modelagem e desenvolvimento

18 JUSTIFICATIVA A preocupação com a qualidade do software desenvolvido é uma realidade constante na vida dos desenvolvedores de software, principalmente os responsáveis pela entrega final do projeto, estes devem manter a qualidade que os clientes desejam e manter o registro de todas as alterações solicitadas. Após a instalação em produção é importante saber em qual versão o software se encontra, quais alterações ele sofreu, garantir que erros corrigidos não voltem a aparecer, que versões antigas não tomem o lugar de versões novas ou simplesmente não encontrar o código fonte de um sistema em produção. As tarefas, atividades e processos são necessários para que tenhamos uma gerência de qualidade de software implantada, e os autores desse trabalho pretendem apresentar um plug-in, com intuito de utilizá-lo para integrar as informações do EA com o Eclipse. O presente trabalho possui uma relevância tanto do ponto de vista pessoal para seus autores, uma vez que lhes agrega conhecimento a respeito de um tema que é do interesse de ambos, quanto para a empresa em que trabalham, pois irá aumentar a produtividade, qualidade dos projetos e melhorar a integração das ferramentas para que os utilizadores possam usufruir das vantagens de se utilizar de boas práticas. 1.4 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA O trabalho é apresentado sistematicamente na seguinte estrutura: Capítulo 1 Apresenta uma introdução do assunto com uma problemática, os objetivos e a justificativa. Capítulo 2 Contém uma revisão bibliográfica que possui o foco principal na área de engenharia de software e integração de ferramentas. Capítulo 3 Neste é descrito o método utilizado, as etapas e delimitações. Capítulo 4 - Esse capítulo tem como função apresentar as informações sobre a modelagem do protótipo do plug-in desenvolvido.

19 19 Capítulo 5 - Desenvolvimento da aplicação e modelagem do plug-in de integração com os processos de modelagem da ferramenta Enterprise Architect E por fim o capítulo 6 que possui as conclusões da monografia e ideias para trabalhos futuros.

20 20 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Este capítulo dedica-se a apresentar a fundamentação teórica a respeito dos temas que cercam a Engenharia de Software, dentre eles serão abordados: ciclo de vida de software, rastreabilidade, qualidade de software, ferramentas e integração. 2.1 A ENGENHARIA DE SOFTWARE São apresentados alguns conceitos sobre engenharia de software: Engenharia de software significa usar princípios da engenharia nas fases de desenvolvimento de software, para melhorar a qualidade e reduzir os custos do software produzido (Jones, 1990). Engenharia de software é um tipo de engenharia que se aplica a princípios da ciência da computação e matemática para alcançar soluções com melhor custo-benefício para o problema do software (SEI, 1990) O termo ficou conhecido a partir da década de 60 e segundo Koscianski e Soares (2007) uma das primeiras vezes que se utilizou o tema Engenharia de Software, foi em uma conferência realizada em 1968, na Alemanha, por uma entidade que a princípio não possuía relação com a área e que se chamava Comitê de Ciência da NATO (North Atlantic Treaty Organisation Organização do Tratado do Atlântico Norte). Segundo Pressman (1995, p.31): A engenharia de software é um rebento da engenharia de sistemas e de hardware. Ela abrange um conjunto de três elementos fundamentais métodos, ferramentas e procedimentos que possibilita ao gerente o controle do processo de desenvolvimento do software e oferece ao profissional uma base para a construção de software de alta qualidade produtivamente. A fim de associar o termo Engenharia ao conceito de desenvolvimento das aplicações, o IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos), que é a maior associação profissional do mundo dedicada a avanços tecnológicos, no ano de 1990 destacou que a Engenharia de Software

21 21 possuía uma abordagem sistemática, disciplinada e quantificada ao desenvolvimento, operação e manutenção de software. Esta engenharia é dividida em camadas, que possuem como foco principal a qualidade final do produto. O meio para se chegar até este objetivo é o constante aperfeiçoamento do processo de desenvolvimento, que consiste na criação de documentos, artefatos e marcos que são capazes de representar o contexto do software, levando em consideração recursos, ferramentas, prazos, restrições, e outros aspectos que envolvem o desenvolvimento de um produto de software (PRESSMAN, 2002) Ciclo de vida de software Rezende (2005, p. 41) diz que normalmente um software tem um ciclo de vida de no máximo cinco anos, pois um software nunca está por acabado, sempre têm manutenções, correções e melhorias. Ele define algumas fases como sendo parte essencial do ciclo de vida do software: -concepção: quando a ideia do software surge, ou seja, as suas necessidades; -construção: quando são feitas as especificações, documentações e a programação; Implantação: onde o software é finalmente testado, corrigido e disponibilizado para o cliente; -maturidade e a utilização plena: quando o software tem suas melhorias, muda de aparência para uma interface mais amigável, agrega características e funcionalidades; -declínio: quando um software se torna difícil de ser continuado, adaptado ou restaurado. Quando um software chega a ser obsoleto; - manutenção: a última tentativa de sobrevivência do software, com adaptações, ajustes e mudanças. Rezende (2005, p. 41) também define que neste estado do software é possível que o ciclo de vida fique em espirou ou looping, retardando a morte e o declínio total; -morte: quando um software é finalmente abandonado pelos desenvolvedores e passa a se tornar um software finalizado e fechado. Existem sistemas que fogem a essas regras, que nunca morrem, por estar sempre a nível operacional, como folhas de pagamento, contabilidade, contas a pagar, pois esses sistemas

22 22 estão baseados em outros sistemas que foram formados e formatados há muito tempo e não devem mudar tão facilmente Tipos de ciclo de vida Pressman (2011, p. 58) define que os modelos de processo foram propostos para trazer ordem ao caos existente na área de desenvolvimento de software. Não existe uma forma única e padrão para a resolução dos problemas de se desenvolver um software, o que existe são vários modelos, estudos e métodos que abrangem todas as fases de desenvolvimento, que juntos e bem utilizados vão fazer a engenharia de software. Existe o clico de vida clássica, a prototipação e o modelo espiral. Figura 1- O Ciclo de vida clássico Fonte: Engenharia de Software 7 Edição, PRESSMAN,2011. O ciclo de vida clássico traz um modelo cascata (ilustrado na figura 1), onde o ciclo de vida está em um modelo sequencial, um paradigma clássico em que uma fase de desenvolvimento vem após a anterior ser concluída. As fases são: Análise de engenharia de sistemas, análise, projeto, codificação, testes e manutenção. Figura 2 - Prototipação

23 23 Fonte: Engenharia de Software 7 Edição, PRESSMAN, A prototipação é um modelo utilizado quando existe apenas uma ideia primária sobre o que o software deve fazer. Assim o analista ou o desenvolvedor não tem ideia de como serão as funcionalidades, trazendo assim três possíveis soluções: a)um protótipo escrito em papel, com uma ideia mais elaborada como respostas as ideias inicias; b)um protótipo em formato digital, apresentando pequenas funcionalidades possíveis e um subconjunto de propriedades; c)um programa já existente que pode ter parte ou total das funções básicas esperadas, mas como outras características que serão adaptadas pelo novo desenvolvedor para anteder o cliente. A prototipação apresenta um ciclo de desenvolvimento no qual o analista coleta a e refina os requisitos, elabora um projeto rápido e constrói um protótipo. Em seguida o cliente avalia o protótipo, e novamente o protótipo é refinado podendo voltar

24 24 para projeção do software ou continuar na engenharia. Quando o software sai do modo protótipo, ele recebe o numero das versões. Figura 3 Modelo Espiral Fonte: Engenharia de Software 7 Edição, PRESSMAN, O modelo espiral uniu o ciclo de vida clássico com a prototipação, trazendo um novo paradigma de analise. Ele possui cinco importantes atividades descritas na Figura 3: Comunicação, planejamento, modelagem, construção e emprego. Ou seja, nesse caso o cliente avalia o software somente após o mesmo ter passado pela engenharia, e os testes preliminares são realizados pelos desenvolvedores. Este é um paradigma usado em grandes sistemas, onde a experiência do grupo de desenvolvimento é grande e a avaliação do cliente não resulta em grandes alterações do software Rastreabilidade entre elementos de software Segundo o guia de implementação MPS.BR a rastreabilidade é definida como o grau em que o relacionamento pode ser estabelecido entre dois ou mais produtos de

25 25 desenvolvimento de software, especialmente produtos que tenham uma relação de predecessor sucessor ou de mestre subordinado com o outro; por exemplo, o grau em que os requisitos e projeto (design) de um determinado componente de software combinam (IEEE, 1990). Quando os requisitos são bem gerenciados, a rastreabilidade pode ser estabelecida, desde um requisito fonte, passando por todos os níveis de decomposição do produto até seus requisitos de mais baixo nível e destes até o seu requisito fonte. Tal rastreabilidade auxilia a determinar se todos os requisitos fonte foram completamente tratados e se todos os requisitos de mais baixo nível podem ser rastreados para uma fonte válida (SEI, 2010). Existem duas formas de acontecer a rastreabilidade bidirecional, da forma horizontal ou vertical. A horizontal estabelece dependência entre os requisitos de trabalho de um mesmo nível. Já a rastreabilidade vertical estabelece uma rastreabilidade desde um requisito fonte, passando pelos seus requisitos de mais baixo nível, até o nível de decomposição mais baixo do produto. A rastreabilidade é essencial para realização de análise de impacto de mudanças de requisitos, pois ela identifica o impacto nas mudanças dos requisitos do projeto e o responsável pela gerência do projeto é capaz de fazer a alterações necessárias no projeto para minimizar os riscos Qualidade de software Os conceitos de Qualidade têm evoluído por mais de cinquenta anos, criando um sentido mais amplo, dependente do ambiente onde é analisado. Tais conceitos continuam com sua validade e são utilizados mundialmente como direcionadores de projetos de Qualidade nas organizações (DANIELEWICZ, 2006). Alguns dos principais conceitos de qualidade são: "Qualidade é a totalidade das propriedades e características de um produto ou serviço que lhe conferem habilidade para satisfazer necessidades explícitas do cliente" (Norma ISO Vocabulário da Qualidade). "Qualidade é adequação ao uso" (JURAN, 1992). Segundo Juran (1992), a gerência da qualidade é realizada através de três processos, que constituem a chamada Trilogia Juran : - Planejamento da Qualidade: consiste na atividade de desenvolver

26 26 produtos e processos exigidos para satisfazer as necessidades dos clientes. Compreende uma série de passos, que resumidamente são: estabelecer metas de qualidade; identificar os clientes; determinar as necessidades dos clientes; desenvolver características do produto que atendam às necessidades dos clientes; desenvolver processos que sejam capazes de produzir aquelas características do produto; estabelecer controles de processos e transferir os planos resultantes para forças operacionais. - Controle da Qualidade: consiste nos passos de avaliar o desempenho real de qualidade; comparar o desempenho real com as metas da qualidade; agir a respeito da diferença. - Melhoramento da Qualidade: é o meio de elevar o desempenho da qualidade a níveis sem precedentes. Consiste nos passos: constituir uma infra-estrutura suficiente para garantir o melhoramento anual da qualidade; identificar as necessidades específicas de melhoras; estabelecer, para cada projeto, uma equipe com responsabilidades bem definidas para levá-lo a uma conclusão de sucesso; prover recursos, motivação e treinamentos de que as equipes necessitam para diagnosticar causas, estimular os estabelecimento de remédios e estabelecer controles para manter os ganhos. A figura 4 mostra as atividades desenvolvidas durante as etapas de cada um dos três processos para alcance da qualidade do produto através da trilogia Juan. Figura 4 - Processos da qualidade compreendidos pela trilogia Juan

27 27 Figura 4 Fonte: Trilogia Juan(1992) Um Produto de Software é definido pela norma ISO/IEC (ISO9126-1, 1997) como "uma entidade disponível para liberação a um usuário". Também segundo essa norma, Qualidade de Software é definida como "a totalidade das características de um produto que lhe confere a capacidade de satisfazer necessidades explícitas e implícitas". Tais necessidades explícitas são expressas na definição de requisitos elaborados pelo produtor e as necessidades implícitas são aquelas que podem não estar expressas nos documentos do produtor, mas que são necessárias ao usuário (GLADCHEFF, 2001). Segundo Jimenez (1999), produtos de software são largamente utilizados pela comunidade nos mais diversos setores, que envolvem desde aplicações simples até sistemas críticos e complexos, tais como sistemas de segurança militar, sistemas de controle aéreo e sistemas de controle financeiro. Com isso, a qualidade de um produto de software é uma questão fundamental, pois estes produtos têm um impacto significativo sobre a sociedade. Baseados nos autores citados pode-se compreender que a garantia da qualidade do produto de software é relevante durante o seu processo de produção, principalmente em se

28 28 tratando de domínios de aplicação críticos para a sociedade como: sistemas financeiros, de saúde e de controle de trânsito (aéreo ou terrestre, dentre outros). É possível perceber ainda que o controle da qualidade do software ao longo do processo de produção minimiza os custos, os riscos e favorece a manutenção contínua do produto. 2.2 FERRAMENTAS DE SUPORTE A ENGENHARIA DE SOFTWARE Nos últimos anos a tecnologia tem trazido consigo cada vez mais um salto no nível de complexidade no desenvolvimento de aplicações. Projetos que envolvem um alto grau de risco e que devem ser pontualmente planejados e otimizados para um resultado final satisfatório. Com isso entram em cena barreiras como prazo, qualidade e alta produtividade da equipe, sem a necessidade de grandes investimentos em mão de obra, tarefas que se tornam um grande desafio para a engenharia de software envolvida no projeto. Segundo Mian (2001): Cada vez mais engenheiros de software têm sido cobrados para realmente fazerem engenharia do produto de software: planejar, acompanhar, executar e controlar. Cresce, então, a necessidade de ferramentas para apoiar estas tarefas. Após se ter verificado que ferramentas isoladas podem oferecer apenas soluções parciais, o que se deseja é utilizar ferramentas de apoio ao longo de todo o processo de desenvolvimento de software. Neste contexto, é crescente a demanda por Ambientes de Desenvolvimento de Software (ADSs), que buscam combinar técnicas, métodos e ferramentas para apoiar o Engenheiro de Software na construção de produtos de software, abrangendo todas as atividades inerentes ao processo, tais como planejamento, gerência, desenvolvimento e controle da qualidade (MIAN, 2001, p. 2). Complexidades como estas levaram os engenheiros de software a pensar em alternativas viáveis para resoluções de problemas que impactavam diretamente o andamento do projeto. Assim o computador começa a ser utilizado como ferramenta para automação dos processos de engenharia de software, tendo em vista que seus recursos não eram aproveitados anteriormente em benefício dos requisitos exigidos pelos processos de planejamento e gerenciamento do projeto.

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