UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA JOSÉ FERNANDO MEYER JOÃO PAULO DOS SANTOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA JOSÉ FERNANDO MEYER JOÃO PAULO DOS SANTOS"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA JOSÉ FERNANDO MEYER JOÃO PAULO DOS SANTOS FERRAMENTA DE INTEGRAÇÃO DE PROCESSOS PARA APOIO AO GERENCIAMENTO DE CICLO DE VIDA DE APLICAÇÕES PALHOÇA 2014 JOÃO PAULO DOS SANTOS JOSÉ FERNANDO MEYER

2 FERRAMENTA DE INTEGRAÇÃO DE PROCESSOS PARA APOIO AO GERENCIAMENTO DE CICLO DE VIDA DE APLICAÇÕES Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Sistemas de Informação da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Sistemas de Informação. Orientador: Prof. Jean Carlo Rosa Hauck. PALHOÇA 2014 JOÃO PAULO DOS SANTOS JOSÉ FERNANDO MEYER

3 FERRAMENTA DE INTEGRAÇÃO DE PROCESSOS PARA APOIO AO GERENCIAMENTO DE CICLO DE VIDA DE APLICAÇÕES Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado à obtenção do título de Bacharel em Ciência da Computação e aprovado em sua forma final pelo Curso de Graduação em Ciência da Computação da Universidade do Sul de Santa Catarina.

4 Dedico esse trabalho aos meus pais que sempre me apoiaram, aos amigos e ao nosso orientador Jean que foi prestativo e nos ajudou em todos os momentos. João Paulo dos Santos Dedico, com muito carinho, essa monografia à minha família e a todos meus amigos que me apoiaram e me acompanharam na minha vida acadêmica. José Fernando Meyer

5 AGRADECIMENTOS João Paulo dos Santos agradece Essa monografia foi elaborada, acima de tudo, com muita dedicação e força de vontade minha e do meu amigo José; porém, muitas pessoas participaram direta ou indiretamente dela. Nesse espaço, quero agradecer a todos que ajudaram a concluí-la. Primeiramente, agradeço aos meus pais que sempre me apoiaram em toda a minha caminhada e que nesse momento foram fundamentais como ponto de equilíbrio e força. Meus agradecimentos sinceros ao amigo e parceiro dessa jornada, José, que me acompanhou em diversos trabalhos acadêmicos e na presente monografia. Ao nosso Orientador Prof. Jean Hauck pelo incentivo, simpatia e presteza no auxílio às atividades e discussões sobre o andamento desse projeto. Com certeza, seu apoio foi imprescindível e jamais esqueceremos. A Profª Maria Inês pela tarefa de multiplicar seus conhecimentos ministrando a disciplina que nos conduziu a essa obra. E, por fim, o meu muito obrigado aos membros da banca por terem aceito nosso convite, agregando seus conhecimentos.

6 José Fernando Meyer agradece A toda minha família pelo apoio dado nessa empreitada, principalmente, a meu pai e minha mãe que sempre me incentivaram e estiveram ao meu lado nos momentos difíceis. À meu colega e amigo João Paulo por ser tão paciente no desenvolvimento do trabalho e por estar sempre motivado ao longo dessa jornada. Ao Profº Orientador Jean Hauck, pelos ensinamentos, estímulo, apoio e dedicação nessa trajetória. Enfim, agradeço a todos que direta ou indiretamente participaram do desenvolvimento da presente monografia.

7 A maior invenção do mundo não é a minha tecnologia! É a morte! pois através dela, o velho sempre dará lugar para o novo! (Steve Jobs).

8 RESUMO Este trabalho tem como objetivo integrar informações entre as ferramentas EA e o Eclipse através de um plug-in. Esta integração vem como proposta de solução para problemas diariamente enfrentados por desenvolvedores em seu ambiente de trabalho, onde os mesmos necessitam gerenciar uma série de informações relativas ao projeto, porém fazendo uso de distintas ferramentas e com distintos processos, tornado improdutivo seu rendimento diário. Para alcançar o objetivo proposto, foram realizados ao longo desses 2 semestres de estudo: embasamentos teóricos, análise da modelagem de dados da ferramenta EA, análise da biblioteca do plug-in utilizado pela ferramenta Eclipse e pôr fim a criação da integração entre a ferramenta EA e o Eclipse. Os resultados obtidos indicam e contribuem com a melhoria do acesso as informações entre analista e programadores e um aumento de produtividade com o uso do plug-in. Palavras-chave: Plug-in, Integração, EA, Eclipse.

9 ABSTRACT This work aims to integrate information between EA and Eclipse tools via a plug-in. This integration comes as a proposed solution to daily problems faced by developers in their work environment, where they need to manage a lot of information regarding the project, but making use of different tools and different processes, unproductive become your daily income. To achieve the proposed objectives were achieved during these two semesters of study: theoretical bases, analysis of the data modeling tool from EA, analysis of the plugin library used by Eclipse tool and end the creation of integration between EA tool and Eclipse. The results obtained indicate and contribute to improving access to information between analyst and programmers and increased productivity using the plug-in. Keywords: Plug-in, Integration, EA, Eclipse.

10 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1- O Ciclo de vida clássico...22 Figura 2 - Prototipação...23 Figura 3 Modelo Espiral...24 Figura 4 Processos da qualidade compreendidos pela trilogia Juan...27 Figura 5 Evolução das ferramentas de apoio ao desenvolvimento de software...34 Figura 6 - Integração de processos em uma workbench...37 Figura 7 Etapas metodológicas...41 Figura 8 Proposta Solução...43 Figura 9 Diagrama de atores...46 Figura 10 - Diagrama de casos de uso Analista...48 Figura 11 Diagrama de Casos de Uso do Programador...49 Figura 12 Cadastrar Tarefas...50 Figura 13 Diagrama de Requisitos Funcionais...52 Figura 14 Diagrama dos Requisitos Não Funcionais...54 Figura 15 Diagrama de Domínio...55 Figura 16 Diagrama de Robustez - Analista...57 Figura 17 Diagrama de Robustez - Programador...58 Figura 18 Cadastrar Casos de uso...59 Figura 19 Cadastrar tarefa...60 Figura 20 Acompanhamento das tarefas...61 Figura 21 Cadastrar Programador...62 Figura 22 Cadastrar Bugs...63 Figura 23 Visualiza informações sobre Bugs...64 Figura 24 Visualiza informações das tarefas...65 Figura 25 Alterar Status da tarefa...66 Figura 26 Acompanhar bugs de tarefas...67 Figura 27 Alterar Status do Bug...68 Figura 28 Diagrama de Classe...69 Figura 29 Tela de Autenticação...77 Figura 30 Cadastros de Caso de Uso...78

11 Figura 31 Cadastro de tarefas...79 Figura 32 Cadastro de bugs...79 Figura 33 Lista de bugs...80 Figura 34 Lista de tarefas...81 Figura 35 Atualizar tarefa por caso de uso...81 Figura 36 Teste de associação de recurso para tarefa cadastrada no EA...83 Figura 37 Teste de associação de recurso para tarefa cadastrada no plug-in...83 Figura 38 Teste de atualizar cadastro de tarefa no plug-in...84 Figura 39 Teste de atualizar cadastro de tarefa no EA...85 Figura 40 Teste de cadastro de tarefas no plug-in...85 Figura 41 Teste de cadastro de tarefas no EA...86 Figura 42 Teste de associação de tarefa a programador no plug-in...87 Figura 43 Teste de associação de tarefa a programador no EA...87 Figura 44 Teste de cadastro de bug no plug-in...88 Figura 45 Teste de cadastro de bug no EA...89 Figura 46 Teste de associação de cadastro de bug...90 Figura 47 Teste de atualizar bug no plug-in...90 Figura 48 Teste de atualizar bug no EA...91

12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ALM Gerenciamento de ciclo de vida CASE Engenharia de software auxiliada por computador EA Enterprise Artchitect PDE Ambiente de Desenvolvimento Plug-in CMMI Integração de modelo de maturidade de capacidade TI Tecnologia da informação GUI Interface gráfica do utilizador IEEE Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos IDE Ambiente Integrado de Desenvolvimento UML Linguagem Unificada de Modelagem SGBD Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados ORM Mapeamento Objeto Relacional HTTP Protocolo de Transferência de Hipertexto

13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO PROBLEMÁTICA OBJETIVOS Objetivo geral Objetivos específicos JUSTIFICATIVA ESTRUTURA DA MONOGRAFIA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A ENGENHARIA DE SOFTWARE Ciclo de vida de software Tipos de ciclo de vida Rastreabilidade entre elementos de software Qualidade de software FERRAMENTAS DE SUPORTE A ENGENHARIA DE SOFTWARE Integração de ferramentas Ferramentas CASE Ambientes de desenvolvimento integrados MÉTODO CARACTERIZAÇÃO DO TIPO DE PESQUISA ETAPAS METODOLÓGICAS DELIMITAÇÕES PROPOSTA DE SOLUÇÃO MODELAGEM DA PROPOSTA DE SOLUÇÃO TECNICAS UTILIZADAS Unified modeling language (UML) Iconix DIAGRAMAS Atores Casos de uso Diagrama de requisitos Requisitos funcionais Requisitos não funcionais Modelo de Domínio Diagrama de Robustez Diagrama de Sequência Diagrama de Classe RESUMO DO CAPÍTULO DESENVOLVIMENTO TECNOLOGIA E FERRAMENTAS UTILIZADAS Enterprise Architect Eclipse MySQL Hibernate JBoss JAX-RS PROBLEMAS E SOLUÇÕES DESCRIÇÃO DO PLUG-IN... 76

14 5.4 VALIDAÇÃO Roteiro de teste Teste de associação de recurso para tarefa cadastrada Teste de atualização de tarefas Teste de cadastro de tarefa Teste de associação de tarefa a programador Teste de cadastro de bug Teste de associação de bug Teste de atualizar bug CONCLUSÕES E TRABALHOS FUTUROS CONCLUSÕES TRABALHOS FUTUROS REFERÊNCIAS APÊNDICES APÊNDICE A CRONOGRAMA... 98

15 15 1 INTRODUÇÃO O grande crescimento do mercado nos últimos anos tem trazido consigo a necessidade de inovações tecnológicas que buscam a inteligência que o negócio necessita para continuar e aumentar cada vez mais sua expansão. Com isso as empresas de Tecnologia da Informação estão assinando contratos de desenvolvimento de grandes projetos que envolvem inúmeras complexidades as quais podem ser citadas os prazos, a qualidade de desenvolvimento e o controle dos custos que este projeto irá consumir em seu escopo global. Com grandes projetos vem à necessidade de ferramentas que suportem os requisitos de desenvolvimento do mesmo. Assim tem-se uma crescente demanda de ferramentas CASE que apoiam os projetos como um todo, desde o planejamento e coleta de requisitos e modelagem, até o desenvolvimento. Estas variam entre as mais tradicionais como compiladores e depuradores, e ferramentas de construção de GUI s e geradores de consultas de base de dados. Segundo Watson (2000), ferramentas de engenharia de software em ambientes de desenvolvimento, estão se tornando cada vez mais importantes facilitadores para softwares que vem crescendo em níveis de complexidade como jamais se imaginava a alguns dezembros atrás. Com o mercado moderno crescendo em larga escala, a necessidade de produtos para o mercado de TI que não forneçam apenas soluções isoladas e sim ferramentas que promovam a integração de processos, tem sido uma tendência muito forte nas empresas. Integração de dados e serviços para a TI atual é uma necessidade quando se pensa em qualidade de desenvolvimento e centralização de dados. Poder acessar recursos de soluções distintas em uma única ferramenta, que promova um maior controle do ciclo de vida do projeto, e que, além disso, possa rastrear de maneira clara e objetiva os requisitos de negócio das aplicações, é um desejo de muitas empresas de desenvolvimento de software, porém pode-se dizer que as ferramentas CASE e ALM disponíveis no mercado, ainda possuem alguma carência de interoperabilidade de processos, devido muitas vezes ao tipo de suporte, ou dependências de fabricante, por exemplo, ou até mesmo a tecnologias aplicadas. Segundo IAN THOMAS (2000), o objetivo da integração de dados é para assegurar que toda a informação no ambiente é gerenciada de forma centralizada, independentemente da forma como as partes distintas são operadas e modificadas.

16 16 Automatizar processos com a integração de ferramentas pode trazer consigo muitos benefícios para projetos de software, se bem aplicados, estes modelos garantem vários dos requisitos de maturidade de projetos, inclusive atendendo a pontos chave de certificações como o CMMI, que em determinado grau, exige que a empresa tenha processos mapeados de forma que as ferramentas estejam integradas ao ponto de tornar o desenvolvimento totalmente rastreado pelos processos de modelagem dos requisitos, assim podemos garantir qualidade de desenvolvimento e uma manutenção do mesmo muito mais eficaz, pois ao longo do ciclo de vida do projeto, todos os processos poderão fornecer informações históricas que podem garantir a consistência do projeto. 1.1 PROBLEMÁTICA Atualmente se torna cada vez mais complexo o gerenciamento de grandes aplicações desde seu planejamento e modelagem, até o desenvolvimento de fato. Para isso têm-se como um grande aliado, as vertentes de mercado que vem focando em desenvolver soluções ALM (Gerenciamento de ciclo de vida), as quais vêm trazendo grandes benefícios para o acompanhamento por completo dos projetos desenvolvidos, soluções estas que vão desde as mais simples, até as que envolvem planejamentos de alto risco tanto para clientes como para empresas. Porém mesmo com inúmeras soluções no mercado, ainda existe uma carência de ferramentas que unam todas as informações reunidas em sistemas de modelagem de processos ao longo das etapas do projeto, com as ferramentas de desenvolvimento utilizadas pelas empresas. Essa integração poderia gerar inúmeros ganhos para a empresa, visto que através do ambiente de produção o desenvolvedor poderia observar como um todo o ambiente que engloba o desenvolvimento de suas tarefas, podendo analisar de forma detalhada os requisitos levantados para cada tarefa do projeto. Muito dos problemas na falta de qualidade de desenvolvimento se dá pela falta de um detalhamento completo dos requisitos, e na falta de rastreabilidade entre as diferentes tarefas desenvolvidas, sendo assim o desenvolvedor acaba trabalhando em curtos prazos de entrega e com um acesso restrito a informações de requisitos técnicos e de negócio do projeto, isto acarreta sem a menor dúvida em um grande falta de produtividade e em muitos casos

17 17 desmotiva o desenvolvedor que não consegue desenvolver seu trabalho de forma clara e direta. O acesso aos requisitos deve ser detalhado e deve estar disponível da maneira mais fácil e clara para que ganhos de prazo e qualidade sejam vistos na produção, sendo assim a integração entre ferramentas de desenvolvimento se torna cada vez mais um ponto de destaque para resolver estes problemas, centralizando assim da melhor maneira possível informações relevantes para a qualidade do produto final. 1.2 OBJETIVOS Serão apresentados a seguir os objetivos gerais e específicos desta monografia Objetivo geral Desenvolver um protótipo de plug-in para a ferramenta eclipse para integração com a solução de modelagem Enterprise Architect Objetivos específicos Os objetivos específicos estão descritos a seguir: Criar um protótipo de plug-in para o eclipse Conectar o plug-in desenvolvido com a ferramenta de modelagem de processos Enterprise Architect Gerenciar a modelagem do EA com o intuito de manter rastreabilidade entre o processo de modelagem e desenvolvimento

18 JUSTIFICATIVA A preocupação com a qualidade do software desenvolvido é uma realidade constante na vida dos desenvolvedores de software, principalmente os responsáveis pela entrega final do projeto, estes devem manter a qualidade que os clientes desejam e manter o registro de todas as alterações solicitadas. Após a instalação em produção é importante saber em qual versão o software se encontra, quais alterações ele sofreu, garantir que erros corrigidos não voltem a aparecer, que versões antigas não tomem o lugar de versões novas ou simplesmente não encontrar o código fonte de um sistema em produção. As tarefas, atividades e processos são necessários para que tenhamos uma gerência de qualidade de software implantada, e os autores desse trabalho pretendem apresentar um plug-in, com intuito de utilizá-lo para integrar as informações do EA com o Eclipse. O presente trabalho possui uma relevância tanto do ponto de vista pessoal para seus autores, uma vez que lhes agrega conhecimento a respeito de um tema que é do interesse de ambos, quanto para a empresa em que trabalham, pois irá aumentar a produtividade, qualidade dos projetos e melhorar a integração das ferramentas para que os utilizadores possam usufruir das vantagens de se utilizar de boas práticas. 1.4 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA O trabalho é apresentado sistematicamente na seguinte estrutura: Capítulo 1 Apresenta uma introdução do assunto com uma problemática, os objetivos e a justificativa. Capítulo 2 Contém uma revisão bibliográfica que possui o foco principal na área de engenharia de software e integração de ferramentas. Capítulo 3 Neste é descrito o método utilizado, as etapas e delimitações. Capítulo 4 - Esse capítulo tem como função apresentar as informações sobre a modelagem do protótipo do plug-in desenvolvido.

19 19 Capítulo 5 - Desenvolvimento da aplicação e modelagem do plug-in de integração com os processos de modelagem da ferramenta Enterprise Architect E por fim o capítulo 6 que possui as conclusões da monografia e ideias para trabalhos futuros.

20 20 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Este capítulo dedica-se a apresentar a fundamentação teórica a respeito dos temas que cercam a Engenharia de Software, dentre eles serão abordados: ciclo de vida de software, rastreabilidade, qualidade de software, ferramentas e integração. 2.1 A ENGENHARIA DE SOFTWARE São apresentados alguns conceitos sobre engenharia de software: Engenharia de software significa usar princípios da engenharia nas fases de desenvolvimento de software, para melhorar a qualidade e reduzir os custos do software produzido (Jones, 1990). Engenharia de software é um tipo de engenharia que se aplica a princípios da ciência da computação e matemática para alcançar soluções com melhor custo-benefício para o problema do software (SEI, 1990) O termo ficou conhecido a partir da década de 60 e segundo Koscianski e Soares (2007) uma das primeiras vezes que se utilizou o tema Engenharia de Software, foi em uma conferência realizada em 1968, na Alemanha, por uma entidade que a princípio não possuía relação com a área e que se chamava Comitê de Ciência da NATO (North Atlantic Treaty Organisation Organização do Tratado do Atlântico Norte). Segundo Pressman (1995, p.31): A engenharia de software é um rebento da engenharia de sistemas e de hardware. Ela abrange um conjunto de três elementos fundamentais métodos, ferramentas e procedimentos que possibilita ao gerente o controle do processo de desenvolvimento do software e oferece ao profissional uma base para a construção de software de alta qualidade produtivamente. A fim de associar o termo Engenharia ao conceito de desenvolvimento das aplicações, o IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos), que é a maior associação profissional do mundo dedicada a avanços tecnológicos, no ano de 1990 destacou que a Engenharia de Software

21 21 possuía uma abordagem sistemática, disciplinada e quantificada ao desenvolvimento, operação e manutenção de software. Esta engenharia é dividida em camadas, que possuem como foco principal a qualidade final do produto. O meio para se chegar até este objetivo é o constante aperfeiçoamento do processo de desenvolvimento, que consiste na criação de documentos, artefatos e marcos que são capazes de representar o contexto do software, levando em consideração recursos, ferramentas, prazos, restrições, e outros aspectos que envolvem o desenvolvimento de um produto de software (PRESSMAN, 2002) Ciclo de vida de software Rezende (2005, p. 41) diz que normalmente um software tem um ciclo de vida de no máximo cinco anos, pois um software nunca está por acabado, sempre têm manutenções, correções e melhorias. Ele define algumas fases como sendo parte essencial do ciclo de vida do software: -concepção: quando a ideia do software surge, ou seja, as suas necessidades; -construção: quando são feitas as especificações, documentações e a programação; Implantação: onde o software é finalmente testado, corrigido e disponibilizado para o cliente; -maturidade e a utilização plena: quando o software tem suas melhorias, muda de aparência para uma interface mais amigável, agrega características e funcionalidades; -declínio: quando um software se torna difícil de ser continuado, adaptado ou restaurado. Quando um software chega a ser obsoleto; - manutenção: a última tentativa de sobrevivência do software, com adaptações, ajustes e mudanças. Rezende (2005, p. 41) também define que neste estado do software é possível que o ciclo de vida fique em espirou ou looping, retardando a morte e o declínio total; -morte: quando um software é finalmente abandonado pelos desenvolvedores e passa a se tornar um software finalizado e fechado. Existem sistemas que fogem a essas regras, que nunca morrem, por estar sempre a nível operacional, como folhas de pagamento, contabilidade, contas a pagar, pois esses sistemas

22 22 estão baseados em outros sistemas que foram formados e formatados há muito tempo e não devem mudar tão facilmente Tipos de ciclo de vida Pressman (2011, p. 58) define que os modelos de processo foram propostos para trazer ordem ao caos existente na área de desenvolvimento de software. Não existe uma forma única e padrão para a resolução dos problemas de se desenvolver um software, o que existe são vários modelos, estudos e métodos que abrangem todas as fases de desenvolvimento, que juntos e bem utilizados vão fazer a engenharia de software. Existe o clico de vida clássica, a prototipação e o modelo espiral. Figura 1- O Ciclo de vida clássico Fonte: Engenharia de Software 7 Edição, PRESSMAN,2011. O ciclo de vida clássico traz um modelo cascata (ilustrado na figura 1), onde o ciclo de vida está em um modelo sequencial, um paradigma clássico em que uma fase de desenvolvimento vem após a anterior ser concluída. As fases são: Análise de engenharia de sistemas, análise, projeto, codificação, testes e manutenção. Figura 2 - Prototipação

23 23 Fonte: Engenharia de Software 7 Edição, PRESSMAN, A prototipação é um modelo utilizado quando existe apenas uma ideia primária sobre o que o software deve fazer. Assim o analista ou o desenvolvedor não tem ideia de como serão as funcionalidades, trazendo assim três possíveis soluções: a)um protótipo escrito em papel, com uma ideia mais elaborada como respostas as ideias inicias; b)um protótipo em formato digital, apresentando pequenas funcionalidades possíveis e um subconjunto de propriedades; c)um programa já existente que pode ter parte ou total das funções básicas esperadas, mas como outras características que serão adaptadas pelo novo desenvolvedor para anteder o cliente. A prototipação apresenta um ciclo de desenvolvimento no qual o analista coleta a e refina os requisitos, elabora um projeto rápido e constrói um protótipo. Em seguida o cliente avalia o protótipo, e novamente o protótipo é refinado podendo voltar

24 24 para projeção do software ou continuar na engenharia. Quando o software sai do modo protótipo, ele recebe o numero das versões. Figura 3 Modelo Espiral Fonte: Engenharia de Software 7 Edição, PRESSMAN, O modelo espiral uniu o ciclo de vida clássico com a prototipação, trazendo um novo paradigma de analise. Ele possui cinco importantes atividades descritas na Figura 3: Comunicação, planejamento, modelagem, construção e emprego. Ou seja, nesse caso o cliente avalia o software somente após o mesmo ter passado pela engenharia, e os testes preliminares são realizados pelos desenvolvedores. Este é um paradigma usado em grandes sistemas, onde a experiência do grupo de desenvolvimento é grande e a avaliação do cliente não resulta em grandes alterações do software Rastreabilidade entre elementos de software Segundo o guia de implementação MPS.BR a rastreabilidade é definida como o grau em que o relacionamento pode ser estabelecido entre dois ou mais produtos de

25 25 desenvolvimento de software, especialmente produtos que tenham uma relação de predecessor sucessor ou de mestre subordinado com o outro; por exemplo, o grau em que os requisitos e projeto (design) de um determinado componente de software combinam (IEEE, 1990). Quando os requisitos são bem gerenciados, a rastreabilidade pode ser estabelecida, desde um requisito fonte, passando por todos os níveis de decomposição do produto até seus requisitos de mais baixo nível e destes até o seu requisito fonte. Tal rastreabilidade auxilia a determinar se todos os requisitos fonte foram completamente tratados e se todos os requisitos de mais baixo nível podem ser rastreados para uma fonte válida (SEI, 2010). Existem duas formas de acontecer a rastreabilidade bidirecional, da forma horizontal ou vertical. A horizontal estabelece dependência entre os requisitos de trabalho de um mesmo nível. Já a rastreabilidade vertical estabelece uma rastreabilidade desde um requisito fonte, passando pelos seus requisitos de mais baixo nível, até o nível de decomposição mais baixo do produto. A rastreabilidade é essencial para realização de análise de impacto de mudanças de requisitos, pois ela identifica o impacto nas mudanças dos requisitos do projeto e o responsável pela gerência do projeto é capaz de fazer a alterações necessárias no projeto para minimizar os riscos Qualidade de software Os conceitos de Qualidade têm evoluído por mais de cinquenta anos, criando um sentido mais amplo, dependente do ambiente onde é analisado. Tais conceitos continuam com sua validade e são utilizados mundialmente como direcionadores de projetos de Qualidade nas organizações (DANIELEWICZ, 2006). Alguns dos principais conceitos de qualidade são: "Qualidade é a totalidade das propriedades e características de um produto ou serviço que lhe conferem habilidade para satisfazer necessidades explícitas do cliente" (Norma ISO Vocabulário da Qualidade). "Qualidade é adequação ao uso" (JURAN, 1992). Segundo Juran (1992), a gerência da qualidade é realizada através de três processos, que constituem a chamada Trilogia Juran : - Planejamento da Qualidade: consiste na atividade de desenvolver

26 26 produtos e processos exigidos para satisfazer as necessidades dos clientes. Compreende uma série de passos, que resumidamente são: estabelecer metas de qualidade; identificar os clientes; determinar as necessidades dos clientes; desenvolver características do produto que atendam às necessidades dos clientes; desenvolver processos que sejam capazes de produzir aquelas características do produto; estabelecer controles de processos e transferir os planos resultantes para forças operacionais. - Controle da Qualidade: consiste nos passos de avaliar o desempenho real de qualidade; comparar o desempenho real com as metas da qualidade; agir a respeito da diferença. - Melhoramento da Qualidade: é o meio de elevar o desempenho da qualidade a níveis sem precedentes. Consiste nos passos: constituir uma infra-estrutura suficiente para garantir o melhoramento anual da qualidade; identificar as necessidades específicas de melhoras; estabelecer, para cada projeto, uma equipe com responsabilidades bem definidas para levá-lo a uma conclusão de sucesso; prover recursos, motivação e treinamentos de que as equipes necessitam para diagnosticar causas, estimular os estabelecimento de remédios e estabelecer controles para manter os ganhos. A figura 4 mostra as atividades desenvolvidas durante as etapas de cada um dos três processos para alcance da qualidade do produto através da trilogia Juan. Figura 4 - Processos da qualidade compreendidos pela trilogia Juan

27 27 Figura 4 Fonte: Trilogia Juan(1992) Um Produto de Software é definido pela norma ISO/IEC (ISO9126-1, 1997) como "uma entidade disponível para liberação a um usuário". Também segundo essa norma, Qualidade de Software é definida como "a totalidade das características de um produto que lhe confere a capacidade de satisfazer necessidades explícitas e implícitas". Tais necessidades explícitas são expressas na definição de requisitos elaborados pelo produtor e as necessidades implícitas são aquelas que podem não estar expressas nos documentos do produtor, mas que são necessárias ao usuário (GLADCHEFF, 2001). Segundo Jimenez (1999), produtos de software são largamente utilizados pela comunidade nos mais diversos setores, que envolvem desde aplicações simples até sistemas críticos e complexos, tais como sistemas de segurança militar, sistemas de controle aéreo e sistemas de controle financeiro. Com isso, a qualidade de um produto de software é uma questão fundamental, pois estes produtos têm um impacto significativo sobre a sociedade. Baseados nos autores citados pode-se compreender que a garantia da qualidade do produto de software é relevante durante o seu processo de produção, principalmente em se

28 28 tratando de domínios de aplicação críticos para a sociedade como: sistemas financeiros, de saúde e de controle de trânsito (aéreo ou terrestre, dentre outros). É possível perceber ainda que o controle da qualidade do software ao longo do processo de produção minimiza os custos, os riscos e favorece a manutenção contínua do produto. 2.2 FERRAMENTAS DE SUPORTE A ENGENHARIA DE SOFTWARE Nos últimos anos a tecnologia tem trazido consigo cada vez mais um salto no nível de complexidade no desenvolvimento de aplicações. Projetos que envolvem um alto grau de risco e que devem ser pontualmente planejados e otimizados para um resultado final satisfatório. Com isso entram em cena barreiras como prazo, qualidade e alta produtividade da equipe, sem a necessidade de grandes investimentos em mão de obra, tarefas que se tornam um grande desafio para a engenharia de software envolvida no projeto. Segundo Mian (2001): Cada vez mais engenheiros de software têm sido cobrados para realmente fazerem engenharia do produto de software: planejar, acompanhar, executar e controlar. Cresce, então, a necessidade de ferramentas para apoiar estas tarefas. Após se ter verificado que ferramentas isoladas podem oferecer apenas soluções parciais, o que se deseja é utilizar ferramentas de apoio ao longo de todo o processo de desenvolvimento de software. Neste contexto, é crescente a demanda por Ambientes de Desenvolvimento de Software (ADSs), que buscam combinar técnicas, métodos e ferramentas para apoiar o Engenheiro de Software na construção de produtos de software, abrangendo todas as atividades inerentes ao processo, tais como planejamento, gerência, desenvolvimento e controle da qualidade (MIAN, 2001, p. 2). Complexidades como estas levaram os engenheiros de software a pensar em alternativas viáveis para resoluções de problemas que impactavam diretamente o andamento do projeto. Assim o computador começa a ser utilizado como ferramenta para automação dos processos de engenharia de software, tendo em vista que seus recursos não eram aproveitados anteriormente em benefício dos requisitos exigidos pelos processos de planejamento e gerenciamento do projeto.

Documentação de um Produto de Software

Documentação de um Produto de Software Documentação de um Produto de Software Versão 3.0 Autora: Profª Ana Paula Gonçalves Serra Revisor: Prof. Fernando Giorno 2005 ÍNDICE DETALHADO PREFÁCIO... 4 1. INTRODUÇÃO AO DOCUMENTO... 6 1.1. TEMA...

Leia mais

Engenharia de Software

Engenharia de Software Universidade São Judas Tadeu Profª Dra. Ana Paula Gonçalves Serra Engenharia de O Processo Uma Visão Genérica Capítulo 2 (até item 2.2. inclusive) Engenharia de - Roger Pressman 6ª edição McGrawHill Capítulo

Leia mais

Pós Graduação Engenharia de Software

Pós Graduação Engenharia de Software Pós Graduação Engenharia de Software Ana Candida Natali COPPE/UFRJ Programa de Engenharia de Sistemas e Computação FAPEC / FAT Estrutura do Módulo Parte 1 QUALIDADE DE SOFTWARE PROCESSO Introdução: desenvolvimento

Leia mais

Engenharia de Software

Engenharia de Software Engenharia de Software Requisitos de Software Prof. MSc. Edilberto Silva prof.edilberto.silva@gmail.com http://www.edilms.eti.br Requisito O que é um REQUISITO? Em software: É a CARACTERIZAÇÃO do que o

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA AULA 10 PROFª BRUNO CALEGARO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA AULA 10 PROFª BRUNO CALEGARO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA AULA 10 PROFª BRUNO CALEGARO Santa Maria, 10 de Outubro de 2013. Revisão aula anterior Documento de Requisitos Estrutura Padrões Template Descoberta

Leia mais

Palavras-Chaves: engenharia de requisitos, modelagem, UML.

Palavras-Chaves: engenharia de requisitos, modelagem, UML. APLICAÇÃO DA ENGENHARIA DE REQUISITOS PARA COMPREENSÃO DE DOMÍNIO DO PROBLEMA PARA SISTEMA DE CONTROLE COMERCIAL LEONARDO DE PAULA SANCHES Discente da AEMS Faculdades Integradas de Três Lagoas RENAN HENRIQUE

Leia mais

Programa do Módulo 2. Processo Unificado: Visão Geral

Programa do Módulo 2. Processo Unificado: Visão Geral 9.1 Programa do Módulo 2 Orientação a Objetos Conceitos Básicos Análise Orientada a Objetos (UML) O Processo Unificado (RUP) Processo Unificado: Visão Geral 9.2 Encaixa-se na definição geral de processo:

Leia mais

Na medida em que se cria um produto, o sistema de software, que será usado e mantido, nos aproximamos da engenharia.

Na medida em que se cria um produto, o sistema de software, que será usado e mantido, nos aproximamos da engenharia. 1 Introdução aos Sistemas de Informação 2002 Aula 4 - Desenvolvimento de software e seus paradigmas Paradigmas de Desenvolvimento de Software Pode-se considerar 3 tipos de paradigmas que norteiam a atividade

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO DE PROJETOS DE SOFTWARE - SGPS

SISTEMA DE GESTÃO DE PROJETOS DE SOFTWARE - SGPS SISTEMA DE GESTÃO DE PROJETOS DE SOFTWARE - SGPS Lilian R. M. Paiva, Luciene C. Oliveira, Mariana D. Justino, Mateus S. Silva, Mylene L. Rodrigues Engenharia de Computação - Universidade de Uberaba (UNIUBE)

Leia mais

SISTEMATIZAÇÂO DOS TIPOS DE INFORMAÇÂO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EMPRESARIAL E DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÂO E COMUNICAÇÂO

SISTEMATIZAÇÂO DOS TIPOS DE INFORMAÇÂO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EMPRESARIAL E DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÂO E COMUNICAÇÂO SISTEMATIZAÇÂO DOS TIPOS DE INFORMAÇÂO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EMPRESARIAL E DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÂO E COMUNICAÇÂO Danilo Freitas Silvas Sistemas de informação CEATEC danilofs.ti@gmail.com Resumo:

Leia mais

Sistema de Automação Comercial de Pedidos

Sistema de Automação Comercial de Pedidos Termo de Abertura Sistema de Automação Comercial de Pedidos Cabana - Versão 1.0 Iteração 1.0- Release 1.0 Versão do Documento: 1.5 Histórico de Revisão Data Versão do Documento Descrição Autor 18/03/2011

Leia mais

1 UML (UNIFIED MODELING LANGUAGE)

1 UML (UNIFIED MODELING LANGUAGE) 1 UML (UNIFIED MODELING LANGUAGE) Segundo Tonsig (2003), para conseguir desenvolver um software capaz de satisfazer as necessidades de seus usuários, com qualidade, por intermédio de uma arquitetura sólida

Leia mais

AUTOR: DAVID DE MIRANDA RODRIGUES CONTATO: davidmr@ifce.edu.br CURSO FIC DE PROGRAMADOR WEB VERSÃO: 1.0

AUTOR: DAVID DE MIRANDA RODRIGUES CONTATO: davidmr@ifce.edu.br CURSO FIC DE PROGRAMADOR WEB VERSÃO: 1.0 AUTOR: DAVID DE MIRANDA RODRIGUES CONTATO: davidmr@ifce.edu.br CURSO FIC DE PROGRAMADOR WEB VERSÃO: 1.0 SUMÁRIO 1 Conceitos Básicos... 3 1.1 O que é Software?... 3 1.2 Situações Críticas no desenvolvimento

Leia mais

Requisitos de Software

Requisitos de Software Requisitos de Software Prof. José Honorato F.N. Prof. José Honorato F.N. honoratonunes@gmail.com Requisitos de Software Software é o conjunto dos programas e dos meios não materiais que possibilitam o

Leia mais

Metodologias de Desenvolvimento de Sistemas. Analise de Sistemas I UNIPAC Rodrigo Videschi

Metodologias de Desenvolvimento de Sistemas. Analise de Sistemas I UNIPAC Rodrigo Videschi Metodologias de Desenvolvimento de Sistemas Analise de Sistemas I UNIPAC Rodrigo Videschi Histórico Uso de Metodologias Histórico Uso de Metodologias Era da Pré-Metodologia 1960-1970 Era da Metodologia

Leia mais

Tópicos em Engenharia de Software (Optativa III) AULA 2. Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com (81 )9801-6619

Tópicos em Engenharia de Software (Optativa III) AULA 2. Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com (81 )9801-6619 Tópicos em Engenharia de Software (Optativa III) AULA 2 Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com (81 )9801-6619 Engenharia de Software Objetivo da aula Depois desta aula você terá uma revisão sobre o

Leia mais

Uma proposta de um processo prático para apoiar o reuso de software

Uma proposta de um processo prático para apoiar o reuso de software Uma proposta de um processo prático para apoiar o reuso de software Rosangela Kronig (UNIP) rkronig.mes.engprod@unip.br Ivanir Costa (UNIP) icosta@unip.br Mauro Spínola (UNIP) mspinola@unip.br Resumo A

Leia mais

Profa. Celia Corigliano. Unidade IV GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE TI

Profa. Celia Corigliano. Unidade IV GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE TI Profa. Celia Corigliano Unidade IV GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE TI Agenda da disciplina Unidade I Gestão de Projetos Unidade II Ferramentas para Gestão de Projetos Unidade III Gestão de Riscos em TI Unidade

Leia mais

Introdução Engenharia de Software

Introdução Engenharia de Software Introdução Engenharia de Software Auxiliadora Freire Fonte: Engenharia de Software 8º Edição / Ian Sommerville 2007 Slide 1 EMENTA Parte 1 Conceitos de Engenharia de Software. Processo de desenvolvimento

Leia mais

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE. Modelos de Processo de Desenvolvimento de Software

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE. Modelos de Processo de Desenvolvimento de Software PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE Introdução Modelos de Processo de Desenvolvimento de Software Os modelos de processos de desenvolvimento de software surgiram pela necessidade de dar resposta às

Leia mais

Implantando um Programa de Melhoria de Processo: Uma Experiência Prática

Implantando um Programa de Melhoria de Processo: Uma Experiência Prática Implantando um Programa de Melhoria de Processo: Uma Experiência Prática Evandro Polese Alves Ricardo de Almeida Falbo Departamento de Informática - UFES Av. Fernando Ferrari, s/n, Vitória - ES - Brasil

Leia mais

05/05/2010. Década de 60: a chamada Crise do Software

05/05/2010. Década de 60: a chamada Crise do Software Pressman, Roger S. Software Engineering: A Practiotioner s Approach. Editora: McGraw- Hill. Ano: 2001. Edição: 5 Introdução Sommerville, Ian. SW Engineering. Editora: Addison Wesley. Ano: 2003. Edição:

Leia mais

Ciência da Computação ENGENHARIA DE SOFTWARE. Análise dos Requisitos de Software

Ciência da Computação ENGENHARIA DE SOFTWARE. Análise dos Requisitos de Software Ciência da Computação ENGENHARIA DE SOFTWARE Análise dos Requisitos de Software Prof. Claudinei Dias email: prof.claudinei.dias@gmail.com Roteiro Introdução Tipos de requisitos Atividades Princípios da

Leia mais

PDS - DATASUS. Processo de Desenvolvimento de Software do DATASUS

PDS - DATASUS. Processo de Desenvolvimento de Software do DATASUS PDS - DATASUS Processo de Desenvolvimento de Software do DATASUS Coordenação Geral de Arquitetura e Engenharia Tecnológica Coordenação de Padronização e Qualidade de Software Gerência de Padrões e Software

Leia mais

Palavras-Chaves: estoque, modelagem, requisitos, UML, vendas.

Palavras-Chaves: estoque, modelagem, requisitos, UML, vendas. UTILIZAÇÃO DA UML NO DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA DE CONTROLE DE VENDAS E ESTOQUE GILBERTO FRANCISCO PACHECO DOS SANTOS Discente da AEMS Faculdades Integradas de Três Lagoas JACKSON LUIZ ARROSTI Discente

Leia mais

Qualidade de. Software. Definições. Qualidade do Produto ISO 9126. Processo de. Software. Modelo de Processo de. Software CMM SPICE ISO 12207

Qualidade de. Software. Definições. Qualidade do Produto ISO 9126. Processo de. Software. Modelo de Processo de. Software CMM SPICE ISO 12207 Qualidade de : Visão Geral ISO 12207: Estrutura s Fundamentais Aquisição Fornecimento s de Apoio Documentação Garantia de Qualidade Operação Desenvolvimento Manutenção Verificação Validação Revisão Conjunta

Leia mais

PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL. Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil

PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL. Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil Projeto 914 BRA5065 - PRODOC-MTC/UNESCO DOCUMENTO TÉCNICO Nº 01 ASPECTOS DE MUDANÇA CULTURAL

Leia mais

Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software

Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE Curso Técnico em Informática ENGENHARIA DE SOFTWARE Prof.: Clayton Maciel Costa clayton.maciel@ifrn.edu.br Clayton Maciel Costa

Leia mais

Engenharia de Software

Engenharia de Software CENTRO UNIVERSITÁRIO NOVE DE JULHO Profº. Edson T. França edson.franca@uninove.br Software Sistemas Conjunto de elementos, entre os quais haja alguma relação Disposição das partes ou dos elementos de um

Leia mais

Engenharia de Software

Engenharia de Software Engenharia de Requisitos Cap. 06 e 07 Sommerville 8 ed. REQUISITOS DE SOFTWARE» Requisitos são descrições de serviços fornecidos pelo sistema e suas restrições operacionais. REQUISITOS DE USUÁRIOS: São

Leia mais

ARCO - Associação Recreativa dos Correios. Sistema para Gerenciamento de Associações Recreativas Plano de Desenvolvimento de Software Versão <1.

ARCO - Associação Recreativa dos Correios. Sistema para Gerenciamento de Associações Recreativas Plano de Desenvolvimento de Software Versão <1. ARCO - Associação Recreativa dos Correios Sistema para Gerenciamento de Associações Recreativas Versão Histórico da Revisão Data Versão Descrição Autor Página

Leia mais

Engenharia de Software na Prática Hélio Engholm Jr.

Engenharia de Software na Prática Hélio Engholm Jr. Engenharia de Software na Prática Hélio Engholm Jr. Novatec Sumário Agradecimentos... 17 Sobre o autor... 18 Prefácio... 19 Capítulo 1 Desenvolvimento de software para o valor de negócios... 20 1.1 Qualidade

Leia mais

O PROJETO DE PESQUISA. Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc. http://about.me/tilfrozza

O PROJETO DE PESQUISA. Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc. http://about.me/tilfrozza O PROJETO DE PESQUISA Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc. http://about.me/tilfrozza ROTEIRO Escolher um tema de pesquisa Por onde começar? Ler para aprender Estrutura do Projeto de Pesquisa A Definição

Leia mais

Fase 1: Engenharia de Produto

Fase 1: Engenharia de Produto Fase 1: Engenharia de Produto Disciplina: Análise de Requisitos DURAÇÃO: 44 h O objetivo principal da disciplina é realizar uma análise das necessidades e produzir um escopo do produto. Representará os

Leia mais

Requisitos de Software

Requisitos de Software Requisitos de Software Centro de Informática - Universidade Federal de Pernambuco Kiev Gama kiev@cin.ufpe.br Slides originais elaborados por Ian Sommerville e adaptado pelos professores Márcio Cornélio,

Leia mais

do grego: arkhé (chefe ou mestre) + tékton (trabalhador ou construtor); tekhne arte ou habilidade;

do grego: arkhé (chefe ou mestre) + tékton (trabalhador ou construtor); tekhne arte ou habilidade; 1 ARQUITETURA E DESIGN DE SOFTWARE O que é Arquitetura? do grego: arkhé (chefe ou mestre) + tékton (trabalhador ou construtor); tekhne arte ou habilidade; do dicionário: Arte de projetar e construir prédios,

Leia mais

Metodologia e Gerenciamento do Projeto na Fábrica de Software v.2

Metodologia e Gerenciamento do Projeto na Fábrica de Software v.2 .:: Universidade Estadual de Maringá Bacharelado em Informática Eng. de Software III :. Sistema de Gerenciamento de Eventos - Equipe 09 EPSI Event Programming System Interface Metodologia e Gerenciamento

Leia mais

Engenharia de Requisitos Estudo de Caso

Engenharia de Requisitos Estudo de Caso Engenharia de Requisitos Estudo de Caso Auxiliadora Freire Fonte: Engenharia de Software 8º Edição / Ian Sommerville 2007 Slide 1 Engenharia de Requisitos Exemplo 1 Reserva de Hotel 1. INTRODUÇÃO Este

Leia mais

O Modelo Processo de Software Brasileiro MPS-Br

O Modelo Processo de Software Brasileiro MPS-Br O Modelo Processo de Software Brasileiro MPS-Br Prof. Pasteur Ottoni de Miranda Junior Disponível em www.pasteurjr.blogspot.com 1-Estrutura do MPS-Br ( Softex, 2009) O MPS.BR1 é um programa mobilizador,

Leia mais

Sistemas Dinâmicos Baseados em Metamodelos

Sistemas Dinâmicos Baseados em Metamodelos Sistemas Dinâmicos Baseados em Metamodelos Diego Moreira 1, Marcelo Mrack 1 1 Setor de Informática Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) Av. Independência, 2293 Bairro Universitário 96.815-900 Santa

Leia mais

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ. Campus Ponta Grossa ANDRÉ LUIS CORDEIRO DE FARIA RELATÓRIO DE ESTÁGIO

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ. Campus Ponta Grossa ANDRÉ LUIS CORDEIRO DE FARIA RELATÓRIO DE ESTÁGIO UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ Campus Ponta Grossa ANDRÉ LUIS CORDEIRO DE FARIA RELATÓRIO DE ESTÁGIO Ponta Grossa 2012 ANDRÉ LUIS CORDEIRO DE FARIA RELATÓRIO DE ESTÁGIO Trabalho elaborado pelo

Leia mais

ITIL V3 (aula 2) AGENDA: GERENCIAMENTO DE MUDANÇA GERENCIAMENTO DE LIBERAÇÃO GERENCIAMENTO DE CONFIGURAÇÃO

ITIL V3 (aula 2) AGENDA: GERENCIAMENTO DE MUDANÇA GERENCIAMENTO DE LIBERAÇÃO GERENCIAMENTO DE CONFIGURAÇÃO ITIL V3 (aula 2) AGENDA: GERENCIAMENTO DE MUDANÇA GERENCIAMENTO DE LIBERAÇÃO GERENCIAMENTO DE CONFIGURAÇÃO Gerência de Mudanças as Objetivos Minimizar o impacto de incidentes relacionados a mudanças sobre

Leia mais

Engenharia de Software Introdução. Ricardo Argenton Ramos UNIVASF Engenharia de Software I - Aula 1

Engenharia de Software Introdução. Ricardo Argenton Ramos UNIVASF Engenharia de Software I - Aula 1 Engenharia de Software Introdução Ricardo Argenton Ramos UNIVASF Engenharia de Software I - Aula 1 Tópicos Apresentação da Disciplina A importância do Software Software Aplicações de Software Paradigmas

Leia mais

Automação do Processo de Instalação de Softwares

Automação do Processo de Instalação de Softwares Automação do Processo de Instalação de Softwares Aislan Nogueira Diogo Avelino João Rafael Azevedo Milene Moreira Companhia Siderúrgica Nacional - CSN RESUMO Este artigo tem como finalidade apresentar

Leia mais

44 Summit Road, Suite 101 Riverside, CT 06878 (800) 573-4756 (203) 698-9323

44 Summit Road, Suite 101 Riverside, CT 06878 (800) 573-4756 (203) 698-9323 oferece consistência de suporte entre grupos de desenvolvimento Michel Vrinat, Diretor de Programa, PLM, CAE/Europa; Don Brown, Presidente Medição do desafio confrontando o desenvolvimento do produto A

Leia mais

Processos de Software. 2007 by Pearson Education Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 4 Slide 1

Processos de Software. 2007 by Pearson Education Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 4 Slide 1 Processos de Software Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 4 Slide 1 Objetivos Apresentar modelos de processos de software Descrever três modelos genéricos de processo e quando

Leia mais

Qualidade de Software: Visão Geral

Qualidade de Software: Visão Geral Qualidade de Software: Visão Geral Engenharia de Software 1 Aula 05 Qualidade de Software Existem muitas definições de qualidade de software propostas na literatura, sob diferentes pontos de vista Qualidade

Leia mais

Plano de Projeto. 1. Introdução. 2. Escopo do Projeto. Projeto: Biblioteca Central da UFES. Versão: 2.0. Responsável: Ricardo de Almeida Falbo

Plano de Projeto. 1. Introdução. 2. Escopo do Projeto. Projeto: Biblioteca Central da UFES. Versão: 2.0. Responsável: Ricardo de Almeida Falbo Plano de Projeto Projeto: Biblioteca Central da UFES Versão: 2.0 Responsável: Ricardo de Almeida Falbo 1. Introdução Este documento apresenta a versão 2.0 do Plano de Projeto para o projeto de desenvolvimento

Leia mais

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE Prof. Dr. Ivanir Costa Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE Normas de qualidade de software - introdução Encontra-se no site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) as seguintes definições: Normalização

Leia mais

Engenharia de Sistemas de Computador

Engenharia de Sistemas de Computador Engenharia de Sistemas de Computador Sistema é um conjunto ou disposição de elementos que é organizado para executar certo método, procedimento ou controle ao processar informações. Assim, o que é um Sistema????????

Leia mais

Requisitos de Software

Requisitos de Software Requisitos de Software Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 6 Slide 1 Objetivos Apresentar os conceitos de requisitos de usuário e de sistema Descrever requisitos funcionais

Leia mais

Métricas de Software. Sistemas de Informação

Métricas de Software. Sistemas de Informação Métricas de Software Sistemas de Informação Objetivos Entender porque medição é importante para avaliação e garantia da qualidade de software Entender as abordagens principais de métricas e como elas são

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Engenharia de Software Orientada a Serviços (SOA)

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Engenharia de Software Orientada a Serviços (SOA) Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Engenharia de Software Orientada a Serviços (SOA) Apresentação O programa de Pós-graduação Lato Sensu em Engenharia de Software Orientada a Serviços

Leia mais

Gerenciamento de Serviços em TI com ITIL. Gerenciamento de Serviços de TI com ITIL

Gerenciamento de Serviços em TI com ITIL. Gerenciamento de Serviços de TI com ITIL Gerenciamento de Serviços de TI com ITIL A Filosofia do Gerenciamento de Serviços em TI Avanços tecnológicos; Negócios totalmente dependentes da TI; Qualidade, quantidade e a disponibilidade (infra-estrutura

Leia mais

UTILIZANDO ICONIX NO DESENVOLVIMENTO DE APLICAÇÕES DELPHI

UTILIZANDO ICONIX NO DESENVOLVIMENTO DE APLICAÇÕES DELPHI UTILIZANDO ICONIX NO DESENVOLVIMENTO DE APLICAÇÕES DELPHI Dr. George SILVA; Dr. Gilbert SILVA; Gabriel GUIMARÃES; Rodrigo MEDEIROS; Tiago ROSSINI; Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do

Leia mais

Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas (Versão 2.0)

Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas (Versão 2.0) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas (Versão 2.0) 1 Sumário 1Introdução... 5 1.1 Objetivo...

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS Agência Nacional de Vigilância Sanitária METODOLOGIA DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS GGTIN GESIS Brasília, julho de 2006. Página: 1 Histórico de Revisões Data Versão Descrição Autor 12/06/2006 1.0.00 Criação

Leia mais

VII SEGeT Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia 1

VII SEGeT Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia 1 VII SEGeT Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia 1 APLICACAO DE PADROES DE ENGENHARIA DE SOFTWARE NAS EMPRESAS DESENVOLVEDORAS DE SOFTWARE NA REGIAO METROPOLITANA DE RIO DO SUL Fábio Alexandrini

Leia mais

Plano de Projeto G Stock. G Stock. Plano de Projeto. Versão 1.0

Plano de Projeto G Stock. G Stock. Plano de Projeto. Versão 1.0 Plano de Projeto G Stock Plano de Projeto G Stock Versão 1.0 Histórico das Revisões Data Versão Descrição Autores 10/09/2010 1.0 Descrição inicial do plano de projeto Denyson José Ellís Carvalho Isadora

Leia mais

Engenharia de Software Introdução. Ricardo Argenton Ramos UNIVASF Engenharia de Software I - Aula 1

Engenharia de Software Introdução. Ricardo Argenton Ramos UNIVASF Engenharia de Software I - Aula 1 Engenharia de Software Introdução Ricardo Argenton Ramos UNIVASF Engenharia de Software I - Aula 1 Tópicos Apresentação da Disciplina A importância do Software Software Aplicações de Software Paradigmas

Leia mais

Introdução à Computação

Introdução à Computação Aspectos Importantes - Desenvolvimento de Software Motivação A economia de todos países dependem do uso de software. Cada vez mais, o controle dos processos tem sido feito por software. Atualmente, os

Leia mais

O que é software? Software e Engenharia de Software. O que é software? Tipos de Sistemas de Software. A Evolução do Software

O que é software? Software e Engenharia de Software. O que é software? Tipos de Sistemas de Software. A Evolução do Software O que é software? Software e Engenharia de Software Programas de computador Entidade abstrata. Ferramentas (mecanismos) pelas quais: exploramos os recursos do hardware. executamos determinadas tarefas

Leia mais

LEVANTAMENTO DE REQUISITOS SEGUNDO O MÉTODO VOLERE

LEVANTAMENTO DE REQUISITOS SEGUNDO O MÉTODO VOLERE LEVANTAMENTO DE REQUISITOS SEGUNDO O MÉTODO VOLERE RESUMO Fazer um bom levantamento e especificação de requisitos é algo primordial para quem trabalha com desenvolvimento de sistemas. Esse levantamento

Leia mais

UML - Unified Modeling Language

UML - Unified Modeling Language UML - Unified Modeling Language Casos de Uso Marcio E. F. Maia Disciplina: Engenharia de Software Professora: Rossana M. C. Andrade Curso: Ciências da Computação Universidade Federal do Ceará 24 de abril

Leia mais

! Introdução. " Motivação para Processos de Software. ! Processo Unificado (USDP) " Definições " RUP x USDP " Características do Processo Unificado

! Introdução.  Motivação para Processos de Software. ! Processo Unificado (USDP)  Definições  RUP x USDP  Características do Processo Unificado Agenda! Introdução " Motivação para Processos de Software! (USDP) " Definições " RUP x USDP " Características do! Descrição detalhada do! Processos Derivados! Templates simplificados! Conclusões 2 Processo

Leia mais

Engenharia de Software: conceitos e aplicações. Prof. Tiago Eugenio de Melo, MSc tiagodemelo@gmail.com

Engenharia de Software: conceitos e aplicações. Prof. Tiago Eugenio de Melo, MSc tiagodemelo@gmail.com Engenharia de Software: conceitos e aplicações Prof. Tiago Eugenio de Melo, MSc tiagodemelo@gmail.com 1 Objetivos da aula Apresentar os conceitos de Engenharia de Software e explicar a sua importância.

Leia mais

Estudo de Caso da Implantação do Nível G do MPS.BR em Uma Empresa

Estudo de Caso da Implantação do Nível G do MPS.BR em Uma Empresa Estudo de Caso da Implantação do Nível G do MPS.BR em Uma Empresa Dayana Henriques Fonseca 1, Frederico Miranda Coelho 1 1 Departamento de Ciência da Computação Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC)

Leia mais

CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 1 CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2011.1 BRUSQUE (SC) 2015 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 ARQUITETURA DE COMPUTADORES... 4 02 FILOSOFIA... 4 03 FUNDAMENTOS MATEMÁTICOS PARA COMPUTAÇÃO...

Leia mais

Engenharia de Software Processo de Desenvolvimento de Software

Engenharia de Software Processo de Desenvolvimento de Software Engenharia de Software Processo de Desenvolvimento de Software Prof. Edison A. M. Morais prof@edison.eti.br http://www.edison.eti.br Objetivo (1/1) Conceituar PROCESSO E CICLO DE VIDA, identificar e conceituar

Leia mais

Engenharia de Software Questionário sobre Engenharia de Requisitos Resolvido Prof. MSc Wagner Siqueira Cavalcante

Engenharia de Software Questionário sobre Engenharia de Requisitos Resolvido Prof. MSc Wagner Siqueira Cavalcante 1 - Q193183 ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 19ª Região (AL) - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação / Engenharia de Software / Análise de Requisitos; Engenharia de Requisitos; ) De acordo com Sommerville,

Leia mais

Notas de Aula 02: Processos de Desenvolvimento de Software

Notas de Aula 02: Processos de Desenvolvimento de Software Notas de Aula 02: Processos de Desenvolvimento de Software Objetivos da aula: Introduzir os conceitos de um processo de desenvolvimento de software Definir os processos básicos Apresentar as vantagens

Leia mais

METODOLOGIA DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS

METODOLOGIA DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIÃO SECRETARIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - SETI Versão 1.0 MANAUS-AM (2010) MDS Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas

Leia mais

SISTEMA DE WORKFLOW PARA MODELAGEM E EXECUÇÃO DE PROCESSOS DE SOFTWARE. Aluno: Roberto Reinert Orientador: Everaldo A. Grahl

SISTEMA DE WORKFLOW PARA MODELAGEM E EXECUÇÃO DE PROCESSOS DE SOFTWARE. Aluno: Roberto Reinert Orientador: Everaldo A. Grahl SISTEMA DE WORKFLOW PARA MODELAGEM E EXECUÇÃO DE PROCESSOS DE SOFTWARE Aluno: Roberto Reinert Orientador: Everaldo A. Grahl Roteiro de apresentação Introdução Objetivos Fundamentação Teórica Workflow Processo

Leia mais

Gerenciamento de Escopo na Gestão de Projetos

Gerenciamento de Escopo na Gestão de Projetos Gerenciamento de Escopo na Gestão de Projetos Airton Eustaquio Braga Junior aebjr@terra.com.br MBA Gestão de Projetos em Engenharia e Arquitetura Instituto de Pos-Graduação IPOG Goiania, GO, 02 de Setembro

Leia mais

Engenharia de Software. Parte I. Introdução. Metodologias para o Desenvolvimento de Sistemas DAS 5312 1

Engenharia de Software. Parte I. Introdução. Metodologias para o Desenvolvimento de Sistemas DAS 5312 1 Engenharia de Software Parte I Introdução Metodologias para o Desenvolvimento de Sistemas DAS 5312 1 Mitos do Desenvolvimento de Software A declaração de objetivos é suficiente para se construir um software.

Leia mais

REPROJETO DA ORGANIZAÇÃO COM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

REPROJETO DA ORGANIZAÇÃO COM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Capítulo 12 REPROJETO DA ORGANIZAÇÃO COM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 12.1 2003 by Prentice Hall OBJETIVOS De que forma o desenvolvimento de um novo sistema poderia mudar a maneira de uma organização trabalhar?

Leia mais

agility made possible

agility made possible RESUMO DA SOLUÇÃO Gerenciamento de ativos de software com o CA IT Asset Manager como posso administrar melhor os meus ativos de software e reduzir o risco de auditorias de conformidade? agility made possible

Leia mais

REVISÃO ENGENHARIA DO SOFTWARE. Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com

REVISÃO ENGENHARIA DO SOFTWARE. Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com REVISÃO ENGENHARIA DO SOFTWARE Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com Software Sequencia de Instruções a serem seguidas ou executadas Dados e rotinas desenvolvidos por computadores Programas

Leia mais

Projeto de Sistemas I

Projeto de Sistemas I Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo Projeto de Sistemas I Professora: Kelly de Paula Cunha E-mail:kellypcsoares@ifsp.edu.br Requisitos: base para todo projeto, definindo o

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ UFPR Bacharelado em Ciência da Computação

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ UFPR Bacharelado em Ciência da Computação SOFT DISCIPLINA: Engenharia de software AULA NÚMERO: 08 DATA: / / PROFESSOR: Andrey APRESENTAÇÃO O objetivo desta aula é apresentar e discutir conceitos relacionados a modelos e especificações. Nesta aula

Leia mais

2 Jogos Educacionais. 2.1.Visão Geral de Jogos Educacionais

2 Jogos Educacionais. 2.1.Visão Geral de Jogos Educacionais 2 Jogos Educacionais Jogos estão presentes como uma prática habitual, eles tem sido concebidos como uma atividade lúdica que é bastante motivadora no processo de ensinoaprendizado. É assim que jogos educacionais

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE

QUALIDADE DE SOFTWARE QUALIDADE DE SOFTWARE MODULO 3 SISTEMA DE GARANTIA DA QUALIDADE CONTEÚDO 3.1 A ABORDAGEM NBR ISO 9000 3.2 MODELOS DE QUALIDADE DE PRODUTO DE SOFTWARE 3.2.1 NBR ISO/IEC 9126 (SOFTWARE) 3.2.2 NBR ISO/IEC

Leia mais

Modelos de Sistema. 2007 by Pearson Education. Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 8 Slide 1.

Modelos de Sistema. 2007 by Pearson Education. Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 8 Slide 1. Modelos de Sistema Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 8 Slide 1 Objetivos Explicar por que o contexto de um sistema deve ser modelado como parte do processo de RE Descrever

Leia mais

Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504

Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504 Especialização em Gerência de Projetos de Software Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504 Prof. Dr. Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira srbo@ufpa.br Qualidade de Software 2009 Instituto

Leia mais

Avaliação e Melhorias no Processo de Construção de Software

Avaliação e Melhorias no Processo de Construção de Software Avaliação e Melhorias no Processo de Construção de Software Martim Chitto Sisson Centro Tecnológico Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Florianópolis SC Brasil martim@inf.ufsc.br Abstract. This

Leia mais

Documento de Requisitos

Documento de Requisitos UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE INFORMÁTICA GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO Documento de Requisitos Sistema Gerenciador de Atendimento de Chamados Técnicos Grupo: Luiz Augusto Zelaquett

Leia mais

Gerenciamento de Projetos Modulo I Conceitos Iniciais

Gerenciamento de Projetos Modulo I Conceitos Iniciais Gerenciamento de Projetos Modulo I Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha falecomigo@waltercunha.com http://waltercunha.com Bibliografia* Project Management Institute. Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento

Leia mais

COMPUTAÇÃO EM NUVEM: TENDÊNCIAS E OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS RELATÓRIO EXECUTIVO DE NEGÓCIOS

COMPUTAÇÃO EM NUVEM: TENDÊNCIAS E OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS RELATÓRIO EXECUTIVO DE NEGÓCIOS COMPUTAÇÃO EM NUVEM: TENDÊNCIAS E OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS TM RELATÓRIO EXECUTIVO DE NEGÓCIOS A visão da computação em nuvem por Aad van Schetsen, vicepresidente da Compuware Uniface, que mostra por que

Leia mais

2.Gerência de Projetos: Métricas de Software

2.Gerência de Projetos: Métricas de Software 2.Gerência de Projetos: Métricas de Software A seguir consideraremos os conceitos fundamentais que levam à administração efetiva de projetos de software. Vamos considerar o papel da administração e das

Leia mais

Qualidade de Software. Anderson Belgamo

Qualidade de Software. Anderson Belgamo Qualidade de Software Anderson Belgamo Qualidade de Software Software Processo Produto Processo de Software Pessoas com habilidades, treinamento e motivação Processo de Desenvolvimento Ferramentas e Equipamentos

Leia mais

Processo de Software

Processo de Software Processo de Software Uma importante contribuição da área de pesquisa de processo de software tem sido a conscientização de que o desenvolvimento de software é um processo complexo. Pesquisadores e profissionais

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO DO ESCOPO DE SISTEMA DE SOFTWARE A PARTIR DA UTILIZAÇÃO DA ENGENHARIA DE REQUISITOS

ESPECIFICAÇÃO DO ESCOPO DE SISTEMA DE SOFTWARE A PARTIR DA UTILIZAÇÃO DA ENGENHARIA DE REQUISITOS ESPECIFICAÇÃO DO ESCOPO DE SISTEMA DE SOFTWARE A PARTIR DA UTILIZAÇÃO DA ENGENHARIA DE REQUISITOS Rosiane da Silva Biscaia Discente do curso Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Faculdades

Leia mais

14 Os principais documentos de um projeto são: o termo de. 15 Elemento integrante do gerenciamento do escopo do projeto,

14 Os principais documentos de um projeto são: o termo de. 15 Elemento integrante do gerenciamento do escopo do projeto, De acordo com o comando a que cada um dos itens de 1 a 70 se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com

Leia mais

No que se refere a conceitos básicos do gerenciamento de projetos, segundo o PMBoK, julgue os itens a seguir.

No que se refere a conceitos básicos do gerenciamento de projetos, segundo o PMBoK, julgue os itens a seguir. De acordo com o comando a que cada um dos itens de 1 a 70 se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com

Leia mais

Automação de Bancada Pneumática

Automação de Bancada Pneumática Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus Pelotas - Curso de Engenharia Elétrica Automação de Bancada Pneumática Disciplina: Projeto Integrador III Professor: Renato Allemand Equipe: Vinicius Obadowski,

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO ALTO VALE DO ITAJAÍ CEAVI DIREÇÃO DE ENSINO DEN PLANO DE ENSINO

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO ALTO VALE DO ITAJAÍ CEAVI DIREÇÃO DE ENSINO DEN PLANO DE ENSINO Departamento: Disciplina: Pré-Requisitos: I D E N T I F I C A Ç Ã O Sistemas de Informação Engenharia de Software Aplicada (ESA) Engenharia de Software (ES) CH: 7 Curso: Bacharelado em Sistemas de Informação

Leia mais

Políticas de Qualidade em TI

Políticas de Qualidade em TI Políticas de Qualidade em TI Aula 05 MPS.BR (ago/12) Melhoria de Processo do Software Brasileiro Prof. www.edilms.eti.br edilms@yahoo.com Agenda Descrição sumária do MPS.BR - Melhoria de Processo do Software

Leia mais

Dicas para implantação do Autodesk Vault para pequenas e médias empresas

Dicas para implantação do Autodesk Vault para pequenas e médias empresas Dicas para implantação do Autodesk Vault para pequenas e médias empresas Rodrigo Tito Nova CS Informática Cristiano Oliveira ConsultCAD É sabido por todos que hoje, o processo de desenvolvimento do produto

Leia mais

Ambiente de workflow para controle de métricas no processo de desenvolvimento de software

Ambiente de workflow para controle de métricas no processo de desenvolvimento de software Ambiente de workflow para controle de métricas no processo de desenvolvimento de software Gustavo Zanini Kantorski, Marcelo Lopes Kroth Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) 97100-000 Santa Maria

Leia mais