Estatuto da Criança e do Adolescente

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1 Estatuto da Criança e do Adolescente Profa. Patricia Martinez O dever de cuidado

2 Garantias Fundamentais - Direito à Vida e à saúde (arts. 7o a 14) - Liberdade, respeito e dignidade (arts. 15 a 18) - Convivência familiar e comunitária (arts. 19 a 52) - Educação, cultura, esporte e lazer (arts. 53 a 59) - Profissionalização e à proteção no trabalho (arts. 60 a 69)

3 Direitos Fundamentais Consciência ética universal e ficando acima do ordenamento jurídico de cada Estado (COMPARATO, 2005, p. 61) Tem por função política primordial, como norteador de programas básicos de proteção e defesa da criança e do adolescente pelo Governo Central e pelo Estado (PEREIRA, 1990, p. 28)

4 Direitos Fundamentais Os direitos Humanos da criança e do adolescente, são verdadeiro direitos de alcance heterogêneo, ou seja, por alguma razão, não pertence à todos os seres humanos (MÔNACO, p. 245)

5 Direito à vida e à saúde O direito à vida das crianças e adolescentes exige maior atenção em razão da fase especial do desenvolvimento biopsicossocial. (TAVARES, 2001, p.85) A proteção é mais ampla, pois identifica o direito de viver: da fase embrionária à adolescência (FONSECA, 2012, p. 43)

6 Direito à vida e à saúde Direito de viver: da gestante à mãe, do nascituro ao nascido vivo, do nascido vivo à criança, da criança ao adolescente (FONSECA, 2012, pp. 43, 44) A intenção da lei estatutária é impedir que o nascituro pereça antes do nascimento, assim como garantir a vida após o nascimento (MÔNACO, 2005, p. 217)

7 Direito à vida e à saúde Direito à vida é principio essencial,condição da existência e da fruição de todos os outros direitos do homem (RIVERO; MOUTOUH, 2007, p. 347) O direito à saúde é corolário do direito à vida

8 Direito à vida e à saúde A saúde é um direito básico, entrelaçado com a vida, cuja efetivação exige uma atuação estatal, art. 227, 1º CF. Política de proteção diversa aos adultos, não podendo o Estado se escorar no princípio da reserva do possível ou falta de previsão orçamentária.

9 Direito à vida e à saúde Arts. 7o. a 14, ECA A ordem legal é no sentido de que as políticas públicas devam PRIORIDADE ABSOLUTA à criança e ao adolescente, art. 4º ECA

10 Direitos de maternidade Descreve o acompanhamento pré e pós natal da gestante e da criança, cujo objetivo é prevenir ou tratar doenças que possam afetar a saúde da mãe ou do menor, assegurando também um parto saudável. (BARCELOS, Ana Paula, 2010, p.811)

11 Direitos de maternidade Atendimento pré e perinatal, por intermédio do Sistema Único de Saúde SUS 1. O bebê nascer sadio: vida intrauterina com constante acompanhamento médico; 2. Acompanhamento psicológico da gestante: para prevenir ou minorar o estado puerperal; 3. Alimentos gravídicos: Lei 11804/2008, responsabilidade do apontado como pai.

12 Direitos de maternidade - Fornecimento de medicamentos e materiais de tratamento, habilitação e reabilitação. - Alojamento conjunto em caso de internação hospitalar - Maus- tratos (artigos relacionados: ECA, 56, 245, 262; CP, 136 e 154)

13 Direitos de maternidade O direito ao atendimento pelo SUS, garantindo o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde e engloba o atendimento médico, o fornecimento gratuito de medicamentos, prótesese outros recursos referentes ao tratamento, habilitação ou reabilitação, art. 11, 2º ECA.

14 Direitos de maternidade 4. Aleitamento materno: art. 9º ECA, art. 396 CLT, os empregadores devem propiciar condições adequadas ao aleitamento: 4.1. Licença maternidade duração 4 meses, 4.2. Aleitamento, inclusive das mães presas ou em cumprimento de medida socio-educativa, art. 5º, L, CF

15 Direitos de maternidade 5. Dever de Conservação dos prontuários por 18 anos, art. 10, II tipo penal art. 228, ECA. A norma visa a identificação da criança. Direito à busca da origem, inerente a todo ser humano: norma de segurança pública e integridade pessoal, ligada aos direitos da personalidade. (VIANA, Guaraci, 2004, p. 230)

16 Direitos de maternidade a) A problemática da troca de bebês: desorganização e descaso dos estabelecimentos; b) Constatação de anomalia ou irregularidade na saúde da gestante ou do neonato: os estabelecimentos são obrigados a proceder aos exames, indicar meios de tratamento do problema constatado.

17 Direitos de maternidade 6. Prioridade aos portadores de deficiência: É qualquer indíviduo que apresente uma limitação física e/ou mental, real ou imaginária, que desvie do modelo padrão fixado pelo grupo social a que pertence, dificultando sua vida emocional e social. (Elida Séguin, 1999, p. 16)

18 REFERÊNCIAS BARCELOS, Ana Paula de. O direito à prestação de saúde: complexidade, mínimo existencial e o valor das abordagens coletiva e abstrata. Apud Direitos sociais. Coord. Claudio Pereira de Souza Neto e Daniel Sarmento. Rio de Janeiro: Lumen Juris, BOBBIO, Noberto. A era dos Direitos. Rio de Janeiro: Campus, COMPARATO, Fábio Konder. Afirmação histórica dos Direitos Humanos. 4 ed. São Paulo: Saraiva, FONSECA, Antonio Cezar Lima da. Direitos da criança e do adolescente. 2 ed. São Paulo: Atlas, HUNT, Lynn. A invenção dos Direitos Humanos. Uma história. Trad. Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, MÔNACO, Gustavo Ferraz de Campos. A proteção da criança no cenário internacional. Belo Horizonte: Del Rey, 2005.

19 REFERÊNCIAS PAULA, Paulo Afonso Garrido de. Direito da criança e do adolescente e tutela jurisdicional diferenciada. São Paulo: RT, PEREIRA, Tania da Silva. Direito da criança e do adolescente. 2 ed. Rio de Janeiro: Renovar, Prefácio à obra O cuidado como valor jurídico. Rio de Janeiro: Forense, 2008 SÉGUIN, Elida. Justiça é diferente de direito. A vitimização do portador de necessidades especiais. In: O direito do deficiente. Rio de Janeiro: Lumen Juris, TAVARES, José de Farias. Direito da infância e da juventude. Belo Horizonte: Del Rey, VIANA, Guaraci. Direito infanto-juvenil. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2004.

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