Refinaria de Matosinhos. Data Book de Segurança, Saúde e Ambiente 2013

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1 Refinaria de Matosinhos Data Book de Segurança, Saúde e Ambiente

2 Refinaria de Matosinhos Data Book de Segurança, Saúde e Ambiente

3 Data Book de Segurança, Saúde e Ambiente A refinaria de Matosinhos num flash Mensagem da direção da refinaria Apresentação Enquadramento Política de Segurança, Saúde e Ambiente Apresentação da refinaria Descrição da atividade Atividades, ações e projetos Central de cogeração Custos e investimentos Formação em SSA Em foco desempenho energético da refinaria de Matosinhos Em detalhe o papel do técnico de Segurança no trabalho na refinaria de Matosinhos Em destaque certificação integrada Ambiente, Qualidade, Segurança e Energia Indicadores de atividade Nível de atividade Produção Parque da Boa Nova Desempenho em Ambiente Consumo de recursos Emissões atmosféricas Efluentes líquidos Resíduos Desempenho em Segurança e Saúde Sinistralidade Medicina do trabalho Sistema de Gestão de Segurança da Prevenção de Acidentes Industriais Graves (SGSPAIG) Verificação anual do SGSPAIG Exercícios de simulação e exercícios de treino OPAS Glossário Declaração de conformidade

4 1969 Ano de início de laboração 5.5 mt Crude/ano A refinaria de Matosinhos num flash 290 ha Área 470 Trabalhadores 6 refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente

5 01 Mensagem da direção da refinaria refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente 7

6 01 Mensagem da direção da refinaria Esta é a sétima edição do Data Book de Segurança, Saúde e Ambiente da refinaria da Matosinhos. Fazemos questão de vir anualmente junto dos nossos leitores fazer um balanço da nossa atividade, com enfoque nos aspetos de Segurança, Saúde e Ambiente, algo que, mais do que uma prioridade, faz parte dos nossos valores. Os valores dos indivíduos e das organizações estão acima das contingências. É o que nos faz tomar as decisões corretas quando somos confrontados com prioridades incompatíveis. A Galp Energia, grupo a que esta refinaria se orgulha de pertencer, numa reflexão recente sobre quais os valores que devem nortear a nossa atuação no mercado, elegeu um conjunto de 16 pilares entre os quais estão necessariamente a Segurança, o Ambiente e a Sustentabilidade que nos permitimos citar: Participar ativamente na melhoria dos níveis de Segurança. Minimizar o impacte das nossas operações no meio ambiente. Desenvolver sentido de responsabilidade e preocupação para com a comunidade. É com estes valores que norteamos não só as nossas decisões sempre que somos chamados a decidir sobre opções de investimento, sobre estratégias operacionais, ou sobre critérios de manutenção mas também, e não menos importante, como conduzimos as nossas viaturas, como utilizamos os equipamentos de proteção individual, como separamos o lixo ou ainda como evitamos gastos desnecessários de energia. O ano de foi caraterizado por uma envolvente macro- -económica difícil, que condicionou o nível de funcionamento do aparelho produtivo a níveis inferiores à sua capacidade nominal. Apesar disso, com 4,58 milhões de toneladas de carga tratada, dos quais 4,14 milhões correspondentes a petróleo bruto, processámos mais carga do que nos anos anteriores. Por esse facto, muitos dos indicadores que são indexados à carga tratada vêm impactados dessa realidade. Apesar da conjuntura adversa, a refinaria de Matosinhos atingiu, em, níveis de desempenho de segurança e de ambiente verdadeiramente notáveis. Se tivéssemos que resumir os resultados de em três frases, seriam: O primeiro ano na história da refinaria sem acidentes com baixa. A entrada em exploração normal da central de Cogeração a gás natural com a redução das emissões para a atmosfera. A certificação integrada da refinaria em Ambiente, Qualidade, Segurança e Energia. José Fonseca Fernandes, Diretor da refinaria de Matosinhos Em foram trabalhadas horas. No mês de maio decorreu a paragem setorial da fábrica de óleos base com horas trabalhadas. Tratou-se de uma intervenção complexa, que foi levada a cabo de uma forma exemplar em custos, em prazos e sobretudo sem acidentes. Em dezembro perfizemos horas sem acidentes com baixa, desde o último registo em agosto de. A central de Cogeração, há muito esperada, além de ter melhorado enormemente a eficiência energética do complexo, trouxe benefícios ambientais tremendos a nível da redução das emissões de compostos de enxofre e de partículas, além de nos posicionar entre as empresas europeias de referência no que toca às emissões de dióxido de carbono. Por último e não menos importante, a atribuição da certificação ao sistema de gestão integrado de Ambiente, Qualidade, Segurança e Energia enche-nos de orgulho, sabendo que estamos entre as primeiras empresas portuguesas a certificar um sistema com esta complexidade e abrangência. Temos que reconhecer e aqui deixar pública uma menção de apreço a todos os colaboradores da refinaria e a todos os prestadores de serviços que nos apoiaram e continuam a apoiar na nossa atividade, pelo excelente contributo. Sem eles os marcos alcançados não teriam sido possíveis. Pese embora os resultados anteriores, a nossa preocupação com a comunidade envolvente não pode ser descurada pelo que a monitorização da qualidade do ar ambiente na periferia da refinaria é contínua. Os resultados das campanhas realizadas são enviados regularmente, como protocolado, à Comissão de Coordenação de Desenvolvimento da Região Norte, à Câmara Municipal de Matosinhos e à Unidade de Saúde Pública de Matosinhos. De salientar, relativamente ao resultado das campanhas de, o valor alcançado para o parâmetro concentração de benzeno na atmosfera, o mais relevante em estudo, foi de 2,1 µg/m 3, menos de metade do limite legalmente estabelecido. 8 refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente

7 Mensagem da direção da refinaria 01 Também no que concerne à prevenção de acidentes industriais graves, porque a sua ocorrência é felizmente muito rara, não faz sentido falar de taxas anuais de acidentes. Importa no entanto referir que, em, a refinaria foi de novo e como é hábito, auditada por um verificador acreditado pela Agência Portuguesa do Ambiente, que mais uma vez atestou a conformidade do nosso sistema de prevenção de acidentes graves com os requisitos normativos e legais. A refinaria contou ainda em julho com uma visita inspetiva do IGAMAOT (Inspeção Geral do Ambiente, Mar, Agricultura e Ordenamento do Território) não tendo sido identificadas quaisquer inconformidades. Avaliar o desempenho passado é importante, não garante todavia bom desempenho futuro. É necessária grande humildade para assumirmos quando são cometidos erros mas é com eles que aprendemos e o essencial é que não se repitam no futuro. Assumimos as nossas especiais responsabilidades por operar um complexo industrial inserido numa malha urbana. Por isso, os nossos objetivos só podem traduzir-se em zero acidentes pessoais, materiais e ambientais. Por vezes não os alcançamos mas não é por isso que baixamos o nível de exigência. Os nossos acionistas, os nossos colaboradores, os nossos fornecedores, os nossos clientes, a comunidade em geral, além de o merecer, exige-o. Vamos assim continuar a trabalhar em 2014, para que nos possamos situar entre os melhores da Europa em termos de eficiência energética e emissões, sem acidentes industriais que perturbem as nossas operações e o meio ambiente, assegurando que todos os que cada dia fazem desta instalação o seu local de trabalho regressem sempre a casa sem acidentes que causem sofrimento aos próprios e às suas famílias. Queremos ser uma equipa que faz e continua a fazer parte de uma região que trabalha e que contribui para o desenvolvimento sustentável do tecido económico do Norte do País. A direção da refinaria de Matosinhos refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente 9

8 02 Apresentação 10 refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente

9 Apresentação 02 Caro Leitor, Esta é a sétima edição do Data Book de Segurança, Saúde e Ambiente da refinaria de Matosinhos. Com uma regularidade que temos vindo a respeitar desde 2007, chega agora a vez de apresentar o desempenho da refinaria de Matosinhos relativo a, nos seus indicadores de Segurança, Saúde e Ambiente mais relevantes. Surgem num formato que privilegia a facilidade de consulta dando ênfase à apresentação gráfica dos principais indicadores estatísticos. Os resultados da nossa atividade interna, que colocamos neste Data Book duma forma rigorosa, aberta e transparente, no fundo medem a dedicação e a paixão que todos os trabalhadores deste complexo industrial colocam ao serviço da Segurança e do Ambiente. Pretendemos que o Data Book seja um instrumento prático e de consulta rápida. Para isso damos preferência à apresentação dos dados sob a forma gráfica que é aquela que melhor permite ler, num relance, a evolução dos indicadores ao longo dos anos. A seleção dos indicadores, de entre as centenas de variáveis que monitorizamos ao longo do ano, foi feita atendendo principalmente à sua relevância para a comunidade diversificada de leitores. A entrada ou saída de indicadores, dada a importância do enquadramento histórico, é feita com alguma parcimónia. Contudo, nesta edição, optámos por iniciar uma nova série temporal, de um indicador que começámos a monitorizar em. Trata-se do indicador CO 2 /CWT que indexa a intensidade de emissões de dióxido de carbono (CO 2 ) ao nosso nível ponderado de atividade, duma forma comparável com a de outras refinarias. Por sua vez o indicador de emissões de CO 2 indexado à carga processada deixa de ser seguido. O Capítulo Em Detalhe é um tributo aos Técnicos de Segurança no Trabalho enquanto agentes determinantes na melhoria das condições de segurança e saúde em todas as atividades que são desenvolvidas na refinaria e, em particular, das ligadas à manutenção de equipamentos e instalações, quando sabemos que uma fração substancial dos acidentes decorrem durante a realização de trabalhos de manutenção. Por último, no Capítulo Em Destaque, fazemos uma incursão naquela que é uma das realizações com mais impacte no futuro do desempenho de ambiente, qualidade, segurança e energia. Referimo-nos, obviamente à obtenção da certificação integrada da refinaria de Matosinhos nestas quatro vertentes. Não queremos terminar sem reforçar que colocámos todo rigor e profissionalismo na produção da informação que disponibilizamos no Data Book. Os dados são fiáveis, fidedignos e rigorosos. São merecedores de toda a confiança que é atestada por um auditor externo e independente. Esta é a garantia que damos a todos, sejam eles nossos colaboradores, nossos acionistas, analistas e investidores em geral, entidades públicas, meio académico, comunicação social, clientes e fornecedores ou leitor anónimo. Estamos conscientes de que este Data Book só faz sentido se ele for do seu agrado e der respostas às suas necessidades. Ficamos-lhe imensamente gratos se nos fizer chegar as suas críticas, os seus comentários e sugestões para que, em próximas edições, possamos ir ao encontro de necessidades ou interesses específicos dos nossos leitores. Para tal, junto a cada exemplar encontra-se um inquérito no qual pode expressar a sua reação à leitura do Data Book. Tem ainda à sua disposição o endereço Aguardamos por si. Agradecemos-lhe a sua atenção e desejamos-lhe uma agradável leitura. Como já tem sido a prática nas duas últimas edições, os principais indicadores de desempenho referem-se aos últimos 5 anos de atividade ou seja, neste caso, ao período entre e. Cremos que assim encontramos a relação ideal entre a profundidade histórica das séries temporais e a legibilidade dos gráficos, sob cuja forma apresentamos a maior parte dos dados. Neste Data Book permitimo-nos dirigir a sua curiosidade para os temas em desenvolvimento. Procuramos, nesses apontamentos, aprofundar um pouco algumas das iniciativas que contribuíram, em, para uma refinaria mais segura e mais sustentável no futuro. Nomeadamente: No Capítulo Atividades, Ações e Projetos, como não podia deixar de ser no ano em que a Central de Cogeração a gás natural entrou em regime de pleno funcionamento, damos nota dos benefícios ambientais que foi possível alcançar com este importante ativo, especialmente no que se refere às emissões de dióxido de enxofre, óxidos de azoto e partículas. O assunto Em Foco traz-nos, desta vez, um desenvolvimento sobre o desempenho energético da refinaria, quais os principais contributos para a sua forte melhoria em e ainda um levantar do pano sobre o que se perspetiva para o futuro. refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente 11

10 03 Enquadramento Política de Segurança, Saúde e Ambiente Apresentação da refinaria Descrição da atividade 12 refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente

11 Enquadramento Política de Segurança, Saúde e Ambiente A Galp Energia entende que a proteção do Ambiente, a Segurança e a Saúde dos seus colaboradores, clientes e comunidade em geral, são valores essenciais para a sustentabilidade da Empresa e, nessa medida, está consciente da sua responsabilidade na gestão do impacte das suas atividades, produtos e serviços na sociedade em que se insere. Estabelece-se, assim, um compromisso de integrar a Segurança, Saúde e Ambiente (SSA) na estratégia e atividades da Empresa, bem como na melhoria contínua no seu desempenho, fazendo destes pilares da Gestão e contribuindo, dessa forma, para alcançar o desenvolvimento sustentável e a excelência empresarial. A Galp Energia compromete-se a: Consagrar a Segurança, Saúde e Proteção do Ambiente como valores fundamentais da Empresa; Assumir que a gestão da Segurança, Saúde e Ambiente é uma responsabilidade direta dos líderes e a prevenção de riscos uma responsabilidade de todos na Organização; Promover a formação de todos os colaboradores nesta matéria, envolvendo parceiros e demais partes interessadas, comprometendo-os com as questões de Segurança, Saúde e Ambiente para que atuem proativamente dentro e fora do ambiente de trabalho; Aplicar as melhores práticas de gestão e soluções técnicas disponíveis, para além do cumprimento da legislação, nas estratégias de prevenção contínua mediante a identificação, controlo e monitorização de riscos para garantir a Segurança, Saúde e proteção do Ambiente; Criar condições para que a Organização, como um todo, se mantenha permanentemente preparada para responder a emergências; Assegurar a sustentabilidade de projetos, empreendimentos e produtos ao longo do seu ciclo de vida, mediante a utilização de tecnologias, instalações, recursos e práticas que previnem ou minimizam consequências adversas; Estabelecer metas e objetivos desafiadores, medindo e avaliando os resultados obtidos e tomando as ações necessárias à sua prossecução; Assegurar a utilização eficiente da energia e recursos e a incorporação de tecnologias seguras e inovadoras na gestão das suas atividades, minimizando o impacte, de forma a garantir a sustentabilidade da Empresa e a proteção do Ambiente; Informar e divulgar a presente Política, de forma responsável e transparente, às partes interessadas, comunicando o desempenho da Empresa a nível de Segurança, Saúde e Ambiente. A Galp Energia assume-se, portanto, como uma Empresa social e ambientalmente responsável, constituída por uma equipa motivada, competente e inovadora, empenhada em proteger o Ambiente, a Segurança e a Saúde dos seus colaboradores, clientes, parceiros e da comunidade, contribuindo ativamente para o bem estar da Sociedade. 3.2 Apresentação da refinaria Dados do operador A refinaria de Matosinhos é um ativo da Petrogal, SA, empresa do grupo Galp Energia. O quadro seguinte apresenta os elementos relevantes: Refinaria de Matosinhos Leça da Palmeira, Apartado 3015 Matosinhos Leça da Palmeira Telefone: Fax: CAE: Fabricação de Produtos Petrolíferos Refinados Data de Constituição: 26 de Março de 1976 Sede social: Rua Tomás da Fonseca, Torre C Lisboa Telefone: Fax: Capital social: 516,750,000 Euros Número de Contribuinte: Número de matrícula na CRC de Lisboa: 523 refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente 13

12 03 Enquadramento Como anteriormente referido, trabalham na refinaria de Matosinhos 470 colaboradores, distribuídos por diferentes áreas, quer sejam processuais, quer de serviços técnicos de apoio, quer de gestão. O esquema seguinte evidencia a estrutura organizacional da refinaria: Estrutura organizacional Refinaria de Matosinhos Acompanhamento de Construção e Comissioning Projetos Transversais AQS Operações Integridade e Conservação de Ativos Técnica Performance e Planeamento de Produção Planeamento de Controlo e Serviços de Gestão Ambiente Qualidade Segurança Fábrica de Combustíveis Fábrica de Óleos Base Fábrica de Aromáticos Fábrica de Utilidades Paragens e empreitadas Conservação de ativos Fiabilidade Gestão de projetos e engenharia Movimentação de Produtos Importa também apresentar a estrutura da Organização Integrada de Segurança, Saúde e Ambiente (SSA) da refinaria. Através da Organização Integrada de SSA a refinaria de Matosinhos reitera o seu compromisso na procura da excelência no desempenho em SSA, assente no princípio fundamental da responsabilização da linha. A gestão de SSA Controlo processual Tecnologia Laboratório Inspeção Programação Análise de performance Processamento de dados Controlo de gestão Movimento comercial Serviços gerais é participativa, com o envolvimento de todos níveis hierárquicos e a responsabilidade hierárquica em SSA é definida e aplicada em todos os níveis e funções, assumindo os profissionais de SSA funções de assessoria técnica da organização. No esquema seguinte encontra-se representada a estrutura da organização integrada de SSA. Estrutura da organização de SSA CSSA GE Invest. Incid. GE Normas e Proc. Grupos de Trabalho SubCSSA Fab. Aromáticos SubCSSA Fab. Combustíveis SubCSSA Fab. Óleos SubCSSA Fab. Utilidades SubCSSA Movim. Produtos 14 refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente

13 Enquadramento 03 A Comissão de SSA (CSSA) da refinaria de Matosinhos é constituída pelos membros da Direção, responsáveis das Áreas de AQS e pelo Médico do Trabalho. Têm ainda assento na CSSA os responsáveis pela Fábrica de Lubrificantes e pelo Parque da Boa Nova de forma a garantir a adequada coordenação de ações e troca de informação com estas unidades. Dependendo diretamente da CSSA da refinaria funcionam as Subcomissões de SSA (SubCSSA) de cada uma das Fábricas e da Movimentação de Produtos, que asseguram a divulgação e alinhamento com a CSSA. As Subcomissões são normalmente constituídas pelo responsável da área, o Adjunto, um Chefe de Turno, dois Operadores (pelo menos 1 de exterior), o representante de Manutenção da zona, o representante da Inspeção da zona, o elemento SSA de apoio à zona, podendo participar outros elementos temporários ou permanentes. Os Grupos de Excelência são equipas constituídas com objetivos SSA específicos. Em foi constituído um Grupo de Excelência para implementação da norma NPI RM relativa à Gestão de Modificações. Além da estrutura acima representada, a refinaria de Matosinhos participa ainda em GE corporativos, nomeadamente no GE Segurança de Processo, o qual lidera, e no GE Prestadores de Serviço. No âmbito do GE de Segurança de Processo foi elaborada uma nova norma corporativa relativa à Revisão de Pré-Arranque um dos elementos estruturantes do Sistema de Gestão de Segurança Saúde e Ambiente da Galp Energia, o Sistema G+. Localização e envolvente A refinaria de Matosinhos localiza-se no Douro Litoral, entre a Boa-Nova e o Cabo do Mundo, nas freguesias de Leça da Palmeira e de Perafita, no concelho de Matosinhos. Ocupa uma área de aproximadamente 290 ha, a Noroeste da cidade do Porto e a cerca de 2 km do Terminal de Leixões. Espaços florestais e agrícolas e matos; Espaços dunares, com vegetação típica. Na envolvente à refinaria não existem áreas protegidas de conservação da Natureza. Enumeram-se de seguida os instrumentos de ordenamento de território em vigor na região que circunscreve a refinaria: Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Leça; Plano de Ordenamento da Orla Costeira Caminha-Espinho; Plano Regional de Ordenamento Florestal da área metropolitana do Porto e entre Douro e Vouga; Plano Regional de Ordenamento do Território para a Região Norte; Plano Diretor Municipal de Matosinhos; Plano de Urbanização entre a Rua de Belchior Robles e a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra em Leça da Palmeira. Ainda que concorram diversos operadores para a qualidade do ar e dos recursos hídricos na região sob influência da refinaria de Matosinhos, e atendendo a que a refinaria realiza monitorização das emissões líquidas e gasosas de forma a controlar o impacte da sua atividade, é relevante apresentar informação acerca da qualidade destes descritores na envolvente. O concelho de Matosinhos integra a rede de monitorização da qualidade do ar da Região Norte, e está incluído na aglomeração do Porto Litoral. Das 15 estações que compõem a aglomeração do Porto Litoral e que estão dispersas por Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Valongo e Vila do Conde, 5 encontram-se localizadas em Matosinhos. A refinaria conta com uma boa rede de acessos rodoviários e com uma ligação ao Terminal Petrolífero de Leixões e uma monobóia ao largo, através dos quais se processa a receção de matérias-primas e a expedição de produtos acabados. Na envolvente da refinaria merecem destaque as seguintes ocupações: Parque de Gás de Perafita, com armazenagem de GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) e enchimento de veículos cisterna e garrafas, situado a Nordeste da refinaria; Hospital Privado de Boa Nova; Fábricas de conservas, oficinas de reparação de veículos e garagens, a cerca de 150 m da vedação da refinaria; Espaços urbanos com núcleos populacionais, nomeadamente Leça da Palmeira e Matosinhos a sul, Aldeia Nova, Poupas e Telheira a norte e Almeiriga, Amorosa, Gonçalves e Avessada a este; refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente 15

14 03 Enquadramento Conforme é visível no gráfico abaixo o índice da qualidade do ar apresentou em uma evolução muito favorável, com 296 dias com a classificação bom ou muito bom, e zero com classificação de mau. Os dados referentes a ainda são provisórios na medida em que ainda não se encontram validados no site fonte da informação. Índice de qualidade do ar Porto litoral (n.º dias) Muito bom Bom Médio Fraco Mau Fonte: Link no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente: Nota: No índice apresentado anteriormente são considerados os seguintes poluentes: Dióxido de Azoto (NO 2 ), o Dióxido de Enxofre (SO 2 ), o Monóxido de Carbono (CO) e as partículas finas (PM10 diâmetro inferior a 10 µm). A informação apresentada é a disponível estatisticamente. A nível de águas superficiais, a região é de transição entre as bacias hidrográficas do Rio Leça e do Rio Onda. Os cursos de água são temporários, com escoamento natural apenas na sequência de pluviosidade significativa. Os recursos hídricos subterrâneos apresentam baixa vulnerabilidade à poluição. A Bandeira azul simboliza qualidade ambiental e consequentemente respeito pelos critérios de informação e educação ambiental, pela qualidade da água, pela gestão ambiental bem como pela segurança e serviços apresentados. A atribuição da Bandeira Azul é pois um indicador de qualidade Ambiental para o qual o excelente desempenho da refinaria tem contribuído fortemente, não apenas no domínio da Água mas também na vertente da Qualidade do Ar. É neste contexto que a refinaria de Matosinhos se integra e comprova que o seu compromisso com o Ambiente está para além das questões legais, procurando sempre uma integração sustentada na envolvente. As praias que acompanham a refinaria de Matosinhos, e que constituem uma grande parte da sua envolvente, com uma exceção, foram todas galardoadas em com a Bandeira Azul. Fonte: Link no sítio da Associação Bandeira Azul da Europa: 16 refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente

15 Enquadramento 03 Resenha histórica Resenha histórica Ano Evento 1966 Início do projeto de construção da refinaria do Porto, com uma capacidade de processamento de 2Mt/ano de petróleo bruto Início dos trabalhos de construção em setembro de Arranque progressivo das unidades processuais em setembro Inauguração oficial da refinaria do Porto, a 5 de junho Entre Setembro e Dezembro 1.º Revamping para 4,5 Mt/ano, que consistiu na transformação da unidade de viscorredução e craqueamento térmico numa nova unidade de viscorredução, tendo o equipamento entretanto disponível sido aproveitado para implantação de uma nova destilação atmosférica Segundo Revamping através da construção de uma nova linha de tratamento de petróleo bruto a 1981 Paragem de várias unidades de uma das linhas na sequência do choque petrolífero de 1973/74 e posterior arranque da refinaria de Sines, com diminuição drástica do tratamento de petróleo bruto na refinaria do Porto. Início da laboração na Fábrica de Aromáticos, com capacidade de 350 mil t/ano de Benzeno, Tolueno, Paraxileno, Ortoxileno e Solventes Aromáticos e Alifáticos A capacidade de processamento de petróleo bruto na refinaria passou a ser a de 4,5 Mt/ano Transformação de um Platforming semi-regenerativo num CCR Continuous Catalyst Regeneration, de forma a manter as unidades de reformação catalítica com produção adequada em qualidade e quantidade Alterações na Fábrica de Óleos Base, no sentido de aumentar a sua capacidade de produção de 100 mil para 150 mil t/ano de óleos base. A produção de parafinas e betumes passou de 5 mil e 30 mil para 10 mil e 130 mil t/ano, respetivamente Reativação das unidades de Unifining e Platforming, devido à contratação de terceiros para tratamento de petróleo bruto. Revamping da ETAR, em que a capacidade de tratamento aumentou de 150 para 450 m 3 /h Alterações para permitir a alimentação da unidade de Destilação de Vácuo com Resíduo Atmosférico proveniente do exterior Modificação das unidades de Unifining e Platforming, no sentido de aumento da sua capacidade e redução dos consumos energéticos. Paragem do Unifining da linha Modificações à Parex, devido às exigências do mercado internacional relativamente à pureza e crescimento do consumo, que levaram a um aumento da produção global da Fábrica de Aromáticos para 440 mil t/ano Modernização da unidade de destilação de Vácuo da Fábrica de Óleos de Base. 1996/7 Construção de Estação de Enchimento de Carros Tanque por Baixo com Unidade de Recuperação de Vapores (VRU), de uma nova unidade de Dessulfuração de Gasóleo e ainda das instalações associadas: unidade de produção de enxofre, Stripper de águas ácidas e Revamping de unidade de aminas. 1997/8 Instalação de monobóia ao largo do Porto de Leixões, no sentido de aumentar a operacionalidade da refinaria e a sua rentabilização Construção da unidade de hidrogenação de parafinas e ceras de petróleo Entrada em laboração de uma nova unidade de Purificação de Hidrogénio Modernização do Parque de Resíduos Emissão do título de emissão de Gases com Efeito de Estufa n.º Entrada em funcionamento dos novos pipelines de interligação da refinaria ao Terminal Petroleiro de Leixões. Entrada em funcionamento da monobóia Emissão da Licença Ambiental da refinaria do Porto. Entrada em funcionamento das novas bacias de tempestade da ETAR. Paragem geral Início das obras de reconfiguração da refinaria do Porto. Beneficiação das antigas bacias de tempestade. Conclusão da Inspeção e Reabilitação de toda a extensão da rede de dreno oleoso. Entrada em funcionamento do Precipitador Eletrostático, nas caldeiras G e H, para redução das partículas emitidas na Fabrica de Utilidades. Entrada em funcionamento do sistema de remoção de cloretos nas correntes de LPG dos dois reformings U1300 e U3300. Entrada em funcionamento do sistema de remoção de cloretos nas correntes ricas em hidrogénio dos dois reformings U1300 e U3300. Instalação de queimadores de baixo NO x na caldeira H. Instalação de uma nova unidade de produção de azoto na FOB. Substituição dos analisadores de fumos nas fontes fixas de emissão. Aumento de capacidade de destilação da refinaria para 5.5 Mton/ano adaptada ao tratamento de crudes ácidos e pesados na unidade de topping. Remodelação do trem de permuta e da fornalha H-3001 do topping (U-3000). Instalação da nova unidade de produção de azoto, na Fábrica de Aromáticos. Revamping da unidade de Dessulfuração de Gasóleo HDS II (aumento da capacidade da Unidade). Novos tanques de armazenagem de gasóleo, TK-6117 A e TK-6117 B. Aumento da capacidade de recuperação de água tratada da ETAR. Aumento da capacidade de Recuperação de Água. Novo filtro U Início de operação da nova unidade de destilação de vácuo com uma capacidade de tratamento de ton/dia de resíduo atmosférico. Início de operação da nova unidade visbreaker com uma capacidade de ton/dia de tratamento de resíduo de vácuo. Substituição dos reatores da unidade de reformação catalítica de regeneração contínua. Remodelação da unidade HDS I de dessulfuração de gasóleo e petróleo para permitir uma remoção mais profunda de enxofre dessas correntes. Instalação da conduta de gás natural de alta pressão para alimentação da refinaria e da nova central de cogeração. Atribuição da nova Licença Ambiental N.º 190/0.2/. Testes de performance da Cogeração. Instalação de uma rede de monitorização da qualidade do ar constituída por 3 estações de medição na periferia da refinaria. Arranque da nova unidade de recuperação de enxofre, UN 10800, com uma capacidade de tratamento diária de 50,8 ton de gás ácido e de recuperação de enxofre tratado de 27 ton, com uma eficiência total de 99.5%. Comissionamento e operação em contínuo da central de Cogeração. Obtenção da certificação do sistema integrado de gestão em Ambiente, Qualidade, Segurança e Energia. refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente 17

16 03 Enquadramento 3.3 Descrição da atividade Capacidade A refinaria de Matosinhos tem uma capacidade instalada de refinação de 5,5 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano, produzindo uma gama diversificada de produtos comerciais refinados, nomeadamente: PRODUÇÃO Gás de petróleo liquefeito Gasolinas Nafta Jet/petróleo Gasóleos Fuéis Óleos-base Óleos lubrificantes Parafinas Solventes alifáticos e aromáticos, benzeno, tolueno e xilenos Betumes A capacidade de armazenagem da refinaria é de m 3 de petróleo Bruto, perfazendo-se um total de m 3 de capacidade de armazenagem. A gestão e os planos de produção da refinaria, com impacte ao nível da gestão da armazenagem, consideram a necessidade de garantir a segurança do abastecimento do mercado de produtos petrolíferos. Descrição das principais matérias-primas A refinaria de Matosinhos processa dois tipos de crude: SOUR e SWEET, que se distinguem pelo seu teor de enxofre. O crude provém maioritariamente do Brasil, Angola, Arábia Saudita, Argélia, Camarões e Guiné equatorial. O quadro seguinte apresenta as proporções de utilização de cada rama, bem como as principais caraterísticas a estas associadas: Tipo de rama SWEET 1,70 1,58 1,90 1,84 1,89 Proporção de utilização (%) Enxofre (%m/m) 21,00 28,30 32, ,60 32,80 33,00 32,80 38,00 Densidade da carga (º API) O aprovisionamento dos crudes é subordinado a requisitos e fatores comerciais, técnicos e ambientais, como sejam: qualidade, disponibilidade no mercado, cotação internacional, planos de produção da refinaria e capacidade de armazenagem. Descrição dos processos A refinaria de Matosinhos desenvolve as seguintes atividades ao abrigo do diploma de Prevenção e Controlo Integrado de Poluição (PCIP): 43,40 Rubrica PCIP Descrição 1.1 Instalações de combustão com potência calorífica de combustão superior a 50 MW. 1.2 Refinarias de petróleo e fábricas de gás a) Instalações químicas destinadas à produção de produtos químicos orgânicos de base. Tipo de rama SOUR 0,12 0,13 0,32 0,37 0,38 40,69 40,35 33,90 30,91 30,7 62,00 56,61 65,38 71,7 79,0 Proporção de utilização (%) Enxofre (%m/m) Densidade da carga (º API) 18 refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente

17 Enquadramento 03 A figura seguinte ilustra a configuração da refinaria e as diversas atividades subjacentes à operação. Configuração da refinaria Matosinhos Movimentação de Produtos Expedições Movimentação de Produtos Fábrica de Lubrificantes Fábrica de Lubrificantes Expedições Flare da Fábrica de Aromáticos Flare da Fábrica de Aromáticos Fábrica de Aromáticos Fábrica de Aromáticos Fábrica de Combustíveis Fábrica de Combustíveis O esquema seguinte, por sua vez, ilustra simplificadamente o processo: Cogeração Novas unidades Vácuo/Visbreaker Cogeração Central Termoelétrica Novas unidades Vácuo/Visbreaker Central Termoelétrica Fábrica de Óleos base Fábrica de Óleos base Esquema simplificado do processo produtivo Arabian Light Arabian Light SB, EA, CPC, Forties,... SB, EA, CPC, Forties,... FOB d.a. FOB d.a. Destilação atmosférica de crude Destilação atmosférica de vácuo do de resíduo crude atmosférico Destilação de vácuo do resíduo atmosférico Tratamentos Tratamentos GPL Tratamentos Nafta GPL Gasóleo Tratamentos Nafta Fuel Gasóleo Fuel FAR FAR Betumes Parafinas Óleos base Betumes Parafinas GPL Óleos base Gasolinas Aromáticos GPL Gasóleos Gasolinas e Jet Fuéis Aromáticos Gasóleos e Jet Fuéis refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente 19

18 04 Atividades, ações e projetos Central de cogeração Custos e investimentos Formação em SSA 20 refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente

19 Atividades, ações e projetos Central de cogeração O ano de ficou marcado na refinaria de Matosinhos por mais uma milestone na evolução histórica e tecnológica da instalação. Com construção iniciada em e depois de em se terem efetuado com sucesso os test-run e o comissionamento da central de cogeração, no decorrer de já foi possível concluir acerca das suas vantagens e de como estas atestam a modernização da refinaria de Matosinhos no que concerne o seu desempenho operacional, a sua eficiência energética e as melhorias do sempre presente desempenho ambiental, pilar fulcral na política interna da instalação e da Galp Energia. Otimização do espaço: Devido a dificuldades no transporte de vapor, por inerentes perdas térmicas nas tubagens, o calor residual só pode ser eficientemente utilizado se estiver perto da câmara de combustão que o produz, assim as instalações de cogeração estão limitadas a unidades de dimensões mais reduzidas quando comparadas com as centrais térmicas convencionais; Facilidade de manutenção: A queima de gás natural é mais limpa que a de fuelóleo e consequentemente a manutenção dos equipamentos é mais simples, menos onerosa e mais espaçada no tempo; Maior aproveitamento energético global: Ao permitir a produção simultânea de energia térmica e elétrica, a cogeração representa um significativo aumento da eficiência energética, uma vez que utiliza menor quantidade de combustível para produzir a mesma quantidade de energia. Com efeito, a central de cogeração tem um forte impacto no desempenho energético da refinaria de Matosinhos, estimando-se uma redução do índice de intensidade energética de cerca de 5 pontos (cada ponto corresponde a uma poupança de cerca de 1M por ano) o que contribui fortemente para o objetivo de em 2015 posicionar a instalação no início do 1.º quartil do ranking de eficiência energética, juntamente com as melhores refinarias da Europa Ocidental; Central de cogeração A central de cogeração é parte integrante do complexo petroquímico industrial da refinaria de Matosinhos, sendo esta última o seu único cliente no fornecimento de energia térmica sob a forma de vapor e aquela que mais beneficia do acréscimo de fiabilidade no fornecimento de energia elétrica às suas unidades. Constituída por dois grupos geradores, com duas turbinas a gás natural e respetivos alternadores, e por duas caldeiras de recuperação dos gases de exaustão, a central de cogeração tem capacidade de produzir 260 ton/h de vapor e cerca de 82 MW de produção útil de eletricidade, operando em regime contínuo 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ao contrário da central termoelétrica convencional, onde o calor residual gerado no processo de aquecimento das caldeiras acaba por ser desperdiçado, na central de cogeração os gases quentes provenientes da queima do gás natural, além de efetivarem a rotação das turbinas e consequente produção de energia elétrica a partir do gerador, são ainda aproveitados pelas caldeiras de recuperação de calor para a produção de vapor. Este upgrade da central termoelétrica para a tecnologia de cogeração, em conformidade com as melhores práticas do setor, veio permitir uma forte aposta na queima de gás natural, substituindo na totalidade o regime de queima mista que vigorava anteriormente e que ainda utilizava a queima de fuelóleo para a produção de vapor nas caldeiras da central termoelétrica. Esta mudança de paradigma na produção de energia para a refinaria de Matosinhos, traz diversas vantagens não só para a instalação mas também para a sua envolvente: Redução das emissões poluentes: As vantagens ambientais de uma maior eficiência energética na produção combinada de eletricidade e vapor, através da queima de gás natural, foram já percetíveis durante o primeiro ano de operação da central de cogeração. No global da instalação, verificou-se uma redução de 75% no consumo de fuelóleo, em relação a. Tal facto refletiu-se diretamente em matéria de emissões poluentes de SO 2, NO x e Partículas, e as taxas de redução de emissões atmosféricas poluentes são inegáveis: 60%, 32% e 25% de redução comparativamente a, respetivamente. No capítulo específico das emissões poluentes provenientes da produção de energia, ou seja, comparando a situação anterior da central termoelétrica com a situação atual após upgrade com tecnologia de cogeração (situação vs situação ), a tabela seguinte mostra a evolução do indicador de quantidade de poluentes emitidos por tonelada de vapor produzido, e são notórias as melhorias alcançadas: Quantidade de emissões poluentes Ano Central g SO 2 /t g NO x /t g Part./t Termoelétrica Cogeração ,002 Em conclusão, os dados acima demonstram inquestionavelmente que a central de cogeração possibilitou a entrada numa nova realidade para a refinaria de Matosinhos, dotando a instalação de uma maior flexibilidade para o cumprimento dos mais rigorosos requisitos legais em matéria de desempenho ambiental e para a continuação do compromisso de uma sustentável integração com a envolvente. Ao permitir uma clara redução de emissões associadas à utilização de combustíveis e uma promoção da eficiência energética, a central de refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente 21

20 04 Atividades, ações e projetos cogeração da refinaria de Matosinhos alinha-se com a estratégia corporativa da Galp Energia, no âmbito da estratégia de combate às alterações climáticas, tema que assume particular relevância para todo o grupo empresarial. 4.2 Custos e investimentos No gráfico seguinte apresentam-se os principais custos e investimentos em Ambiente. De referir que o indicador proteção e gestão do ambiente engloba os custos e investimentos realizados em medidas de proteção contra ruído e vibrações, de proteção da biodiversidade e paisagem e de eficiência energética. Custos e investimentos em Ambiente (M ) 1,47 1,80 2,19 1,59 1,19 6,08 2,11 3,90 0,73 5,35 18,63 0,37 0,87 5,58 14,08 0,54 0,84 3,61 5,01 2,67 1,91 0,59 0,94 1,88 1,28 Proteção do recurso água Gestão de resíduos Proteção do solo e águas subterrâneas Gestão e proteção do ambiente (biodiversidade, eficiência energética, ruído e paisagem) Proteção da qualidade do ar e clima Os montantes reportados anualmente como investimentos de Ambiente refletem o ciclo dos projetos. A sua evolução, por conseguinte, deve ser vista de modo integrado, constituindo etapas sucessivas para a consolidação de planos de investimentos. Desde até a refinaria de Matosinhos já suportou mais de 85 milhões de euros, em custos e investimentos em ambiente. Os investimentos no capítulo de Segurança, no ano de, perfizeram um total de aproximadamente 1,2 milhões de Euros. Dos montantes apresentados anteriormente, o gráfico seguinte distingue custos de investimentos, evidenciando-se a preocupação da refinaria na renovação e na prevenção da poluição. Examinando o cariz dos investimentos em matéria de proteção e gestão ambiental, conclui-se que há um esforço substancial da refinaria na aposta em medidas que visam a redução dos impactes ambientais da atividade. Realça-se que a adoção de tecnologias de fim de linha deve-se maioritariamente à existência de limitações técnicas e estruturais que inviabilizam a implementação de tecnologias integradas, minimizadoras e preventivas da poluição. Cariz dos investimentos de em Ambiente Relação entre despesas operacionais e investimentos em Ambiente (M ) 12,00 2,75 24,70 2,18 Equipamentos em fim de linha Tecnologias integradas 61% 39% 10,77 18,55 4,75 2,94 3,33 3,26 Investimentos Custos 22 refinaria de Matosinhos data book de Segurança, Saúde e Ambiente

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