Prevenção de Riscos Profissionais

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1 Curso Técnico/a de Segurança e Higiene no Trabalho Prevenção de Riscos Profissionais Grupo I: Cátia Silva Carlos Dimas Conceição Reis Fátima Sacramento Eliana Silva Silves, 18 de Novembro de 2010

2 2 Índice Introdução... 5 Medicina do Trabalho... 7 Definição de Medicina do Trabalho:... 7 Objectivos gerais da Medicina no Trabalho:... 8 Doença profissional... 9 Acidentes de Trabalho Causas dos acidentes A classificação dos acidentes Custos directos e indirectos de acidentes de trabalho Absentismo Indicadores estatísticos de sinistralidade e doenças profissionais Indicadores de doenças profissionais Plano de Prevenção Razões para a Elaboração de um Plano de Prevenção Objectivos Gerais Objectivos Específicos Num plano de prevenção tem de constar: Auditorias e Inspecções Processo de Auditoria Relatório de Auditoria Objectivos de uma Auditoria Razões para uma auditoria Requisitos dos Auditores Responsabilidade dos Auditores Responsabilidade do Chefe da Equipa de Auditores Incidência e Tipos Incidência Tipos Como utilizar as listas de verificação Documentação Relatório da Auditoria Conteúdo... 36

3 Planeamento / Programação Condução da Auditoria Entrevista Reunião e Apresentação de Resultados Inspecções Autoridade das Condições no Trabalho (ACT) Objectivos Actividades de um Inspector Órgãos de Consulta e Participação dos Trabalhadores Medidas Organizacionais Arrumação e limpeza Medidas de Engenharia Processos por via húmida Ventilação Acústica Isolamento térmico Ambiente térmico Barreiras Amortecedores Manutenção Medidas de informação e Formação Medidas de Protecção Colectiva Manutenção e conservação dos equipamentos de protecção colectiva: Critérios de selecção Equipamento de Protecção Individual EPIs Ao adquirirmos os EPI s devemos ter em conta os critérios seguintes: Tipos de EPI s Exemplo de um inquérito de Boas Práticas no uso de EPI s Check List para Inspecções Sistemáticas de Segurança e Higiene do Trabalho nas Instalações Questões para inspecção Dias da inspecção Sinalização

4 Formas de sinalização: Comunicação verbal: Sinais de perigo Sinais de Proibição Sinais de obrigação Sinais de emergência Medidas de Prevenção e Protecção em situação de perigo grave e imediato Conclusão Anexo I Anexo II Anexo III Anexo IV Anexo V Anexo VI Anexo VII

5 Introdução A Prevenção consiste na adopção de um conjunto de medidas de protecção, de forma a impedir que a segurança física do trabalhador possa ser colocada em risco (mera probabilidade e incerteza da ocorrência de danos), durante a realização do seu trabalho. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a principal finalidade dos Serviços de Saúde Ocupacional consiste na promoção de condições de trabalho que garantam o mais elevado grau de qualidade de vida no local de trabalho, protegendo e promovendo a saúde dos trabalhadores, tal como, o seu bem-estar físico, mental e social, prevenindo as doenças e os acidentes profissionais. Como tal, podemos dizer que prevenir é ver antecipadamente, é chegar antes de o acidente ocorrer ou seja, adoptar todas as medidas possíveis para que o acidente não tenha a possibilidade de ocorrer. Objectivos gerais Prevenir e reduzir os riscos profissionais; Proteger e promover a saúde da população trabalhadora; Humanizar as condições de trabalho; Promover a satisfação profissional; Contribuir para melhores níveis de desempenho. De forma a prevenir e a reduzir riscos profissionais, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) instituiu o dia 28 de Abril Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças relacionadas com o Trabalho. Este dia, é relembrado devido ao facto de nessa data no ano de 1969 terem morrido 78 trabalhadores na explosão de uma mina no Estado da Virgínia nos Estados Unidos. Relativamente à legislação, a OIT criou a Convenção 155 (a fim de dispor de Políticas de segurança e saúde do trabalhado em todos os ramos de actividade, incluindo a Administração Pública). Desta convenção surgiu um quadro normativo de Segurança Higiene e 5

6 Saúde do Trabalho, surgindo leis que regulamentaram questões de higiene e segurança e higiene no trabalho que até então, sofriam de grande precariedade. Até surgir esta convenção a vida humana tinha muito pouco valor, os trabalhadores eram escravizados, o trabalho feminino desvalorizado, tal como, a gravidez, e o trabalho infantil era bastante frequente. Os operários em caso de acidente eram substituídos, como se de peças descartáveis se tratasse, até porque, não havia profissionalização, com toda a facilidade um fazia o trabalho do outro. A mudança de mentalidades e legislação fez com que nos dias de hoje, se reconhece-se o valor do trabalhador como ser humano, bem como, profissional qualificado. Consulta, Informação e Formação de Trabalhadores Conforme a Lei 102/ 2009 de 10 de Setembro no arts. 18º, 19º e 20º, a consulta, a informação e a formação aos trabalhadores são de fulcral importância para este tema pois só desta forma, foi possível ao longo dos tempos melhorar as condições de trabalho, prevenir riscos profissionais e reduzir o número de acidentes, nomeadamente, os graves e mortais. 6

7 Medicina do Trabalho Definição de Medicina do Trabalho: Medicina do Trabalho ou Medicina Ocupacional é uma especialidade médica que se ocupa da promoção e preservação da saúde do trabalhador. O médico do trabalho avalia a capacidade do candidato a determinado trabalho e realiza reavaliações periódicas da sua saúde dando ênfase aos riscos ocupacionais aos quais este trabalhador fica exposto. A par da Medicina do Trabalho está a Ergonomia (estuda o bemestar físico do indivíduo) e a Psicossociologia (estuda o bem-estar psíquico do indivíduo). Na sua secção VII, a Lei 102/2009 de 10 de Setembro Art. 108º (ver anexo V), prevê determinados exames, os quais passamos a abordar. EXAMES DE ADMISSÃO, antes do inicio da prestação de trabalho ou, quando a urgência da admissão o justificar, nos 15 dias úteis seguintes, à excepção das empresas que envolvam a utilização de géneros alimentares, cujo exame deve realizar-se antes do inicio da prestação do trabalho, com o objectivo de certificar a ausência de doença transmissíveis pela actividade. EXAMES PERIÓDICOS, anuais para os menores de 18 anos e para os maiores de 55 anos e, de 2 em 2 anos para os restantes trabalhadores; EXAMES OCASIONAIS, sempre que haja alteração das condições de trabalho, após ausência superior a 30 dias por motivo de doença ou acidente, a pedido da empresa, do trabalhador, ou do médico de trabalho; 7

8 EXAMES MÉDICOS COMPLEMENTARES, podem ser solicitados pelo médico do trabalho para completar a observação e parecer médico. Realização de análises laboratoriais de perfil habitual: Hemograma, Glicemia, Colesterol, Urina II; Medição da Tensão Arterial, Peso e Altura; Espirometria (exame aos pulmões); Electrocardiograma; Realização de rastreio visual; Realização de exames audiométricos mediante indicação do Médico do Trabalho e/ou análise do Relatório de Ruído Ocupacional, de acordo com a Legislação aplicável em vigor. Objectivos gerais da Medicina no Trabalho: A Medicina do Trabalho tem por objectivo criar e manter condições de trabalho que não prejudiquem a saúde dos trabalhadores e que sejam tanto quanto possível, as mais adequadas às características de cada um, contribuindo para a sua realização pessoal e profissional. Desde modo, ao promover as condições de saúde do trabalhador a entidade patronal vai obter uma maior satisfação do trabalhador maximizando a produtividade. Este objectivo, concretiza-se não só com a vigilância médica mas também, tendo em conta os procedimentos seguintes: Fornecendo apoio técnico à empresa que permita o controlo dos problemas de saúde, de modo, a aumentar a qualidade de vida dos trabalhadores, o bem-estar e a produtividade. Identificando e avaliando os factores de risco, recomendando as medidas necessárias para a sua eliminação ou redução. Promovendo a saúde, ao utilizar o local de trabalho como ponto de encontro com os trabalhadores e estabelecendo uma articulação com os médicos assistentes. 8

9 Avaliando, tratando e limitando a incapacidade resultante de acidente ou doença, procedendo à eventual reconversão profissional do trabalhador. Informando e formando os trabalhadores, estimulando a sua participação na melhoria das condições de trabalho. Doença profissional Doença profissional é toda a lesão resultante da exposição prolongada e repetida a riscos profissionais, habitualmente, só perceptíveis ao fim de algum tempo e difíceis de caracterizar" (Cardim, 1992: 42) Em suma, doença profissional é toda a lesão ou doença resultante da exposição directa, prolongada e repetida a riscos profissionais no âmbito do desempenho da actividade profissional do trabalhador. Podemos dividir as doenças profissionais em dois grupos: Doença profissional, específica de determinada profissão, por exemplo a silicose, vulgarmente designada pela doença dos pulmões, que tem origem na inspiração de poeiras por mineiros, trabalhadores de pedreiras, da construção civil e o processo de branqueamento da ganga. Doença do trabalho, toda a doença que ocorre no decorrer de uma actividade profissional, por exemplo, a lombalgia. Existem ainda doenças que o indivíduo já possui, por exemplo, lombalgia crónica ou hipertensão, mas que se agravam no decorrer da actividade profissional, estas não são consideradas doenças profissionais. 9

10 Acidentes de Trabalho Acidente é caracterizado por ser um acontecimento súbito e anómalo, produzido durante a realização de uma actividade económica originando na vítima, uma ou mais lesões, que podem implicar a morte, invalidez temporária ou permanente, ou a necessidade de tratamentos médicos e/ou medicamentos, podendo ser ocasionados por um conjunto diverso de factores de risco que fazem parte das condições de trabalho. Incidente de trabalho qualquer atitude que represente um desvio em relação às normas estabelecidas. É um acontecimento perigoso, que ocorre como resultado de uma acção ou inacção, mas que não origina quaisquer ferimentos ou morte. Causas dos acidentes Causa pessoal está relacionada com o conjunto de conhecimentos e habilidades que cada um possui para desempenhar uma tarefa num dado momento. A probabilidade de envolvimento em acidentes aumenta quando as condições psicológicas não são as melhores (problemas pessoais, depressão, etc), ou quando não existe preparação e treino suficiente). Causa mecânica diz respeito às falhas materiais existentes no ambiente de trabalho. Quando o equipamento não apresenta protecção para o trabalhador, quando a iluminação do ambiente de trabalho é deficiente ou quando não há boa manutenção do equipamento, dos riscos de acidente aumentam consideravelmente. A outra razão apontada está relacionada com motivos económicos, pois a eliminação total ou quase total de todos os riscos, teria custos extraordinariamente elevados o que poderia provocar uma diminuição da própria competitividade da empresa. 10

11 Acções perigosas Falta de cumprimento de ordens (não fazendo uso de EPIs) ligados à natureza do trabalho (erros de armazenagem) nos métodos de trabalho (trabalhador a ritmo anormal), a forma de manobra das máquinas (velocidade, distracções, brincadeiras, etc.). A classificação dos acidentes Os acidentes também podem ser classificados segundo a forma do acidente (quedas de pessoas/objectos, marcha, choque, pancada, entaladela, esforços excessivos ou em movimentos falsos, exposição a temperaturas altas, electricidade, substâncias nocivas ou radiação) ou segundo o agente material (máquinas, meios de transporte e de manutenção, ferramentas, materiais substâncias ou radiação, ambientes de trabalho) e, finalmente, segundo a natureza da lesão e localização da lesão (fracturas, luxações, entorses, amputações, queimaduras, envenenamento ou asfixia que podem ser na cabeça, membros, tronco ou coluna). (Miguel, 2004) A classificação dos acidentes varia em função das respectivas consequências das quais se destaca: Incapacidade Temporária é a perda da capacidade para o trabalho por um período limitado de tempo, após o qual o trabalhador retorna às suas actividades normais. Incapacidade Permanente Parcial - é a diminuição para toda a vida, da capacidade física total para o trabalho, por exemplo, quando ocorre a perda de um dedo ou de uma vista. Incapacidade Permanente Total - é a invalidez incurável para o trabalho. 11

12 Morte em último caso quando ocorre o acidente (que pode ser no trabalho e não ser acidente de trabalho). Outros casos: acidentes sem incapacidade, já que o tempo em que se fica lesado é inferior a um dia. Considera-se que ocorreu um acidente de trabalho nas seguintes circunstâncias: Quando decorre no local e horário de trabalho; No trajecto de ida e de regresso que o trabalhador faz para chegar e para sair do trabalho; Na execução de serviços mesmo que sejam prestados espontaneamente pelo trabalhador desde que os resultados tragam proveitos económicos para a entidade empregadora; Em reuniões que decorram no local de trabalho e em actividades de representação dos demais trabalhadores; No local de trabalho aquando da frequência de cursos de formação profissional; Fora do local de trabalho aquando da frequência de cursos de formação profissional desde que a entidade empregadora conceda a devida autorização; No término de contrato de trabalho quando o trabalhador procura um novo emprego nas horas que lhe são concedidas para esse fim; Lei 98/2009; SECÇÃO II; Delimitação do acidente de trabalho Artigo 8.º Conceito; Artigo 9.º Extensão do conceito. (ver anexo I) 12

13 Custos directos e indirectos de acidentes de trabalho Custos dos acidentes Desde os estudos levados a cabo por H. W. Heinrich em 1931, passaram a classificar-se os custos dos acidentes de trabalho em dois tipos: Os custos directos ou custos segurados são directamente imputados ao acidente e são quantificáveis com facilidade. Exemplo de custos directos: Salários Indemnizações Assistência médica e medicamentosa Estes custos normalmente estão cobertos pelos seguros de trabalho, e são representados pelo respectivo prémio. Os custos indirectos não são facilmente quantificáveis, nem normalmente cobertos. Estes custos por vezes são subtis, mas muito reais e infelizmente muito superiores aos directos. São os mais difíceis de identificar, têm, segundo autores, um custo de três a quatro vezes os custos directos, podendo nalguns casos ser 10 vezes. Exemplo de custos indirectos: Tempo perdido pelo acidentado e pelos outros trabalhadores; Tempo de investigação da(s) causa(s) do acidente; Tempo e gastos com o recrutamento, selecção e formação de um substituto quando necessário; Perdas de produção motivadas pela influência causada nos outros trabalhadores; Perdas por produtos defeituosos produzidos após o acidente; 13

14 Perdas com o aumento dos desperdícios na produção após o acidente; Perdas da eficiência e da produtividade do acidentado após recuperação; Perdas comerciais pela não satisfação dos prazos de entrega; Perdas resultantes da degradação do nome e da imagem da empresa no mercado; Perda de horas de trabalho pela vítima; Perda de horas de trabalho pelas testemunhas e responsáveis; Perda de horas de trabalho pelas pessoas encarregues do inquérito; Interrupções de produção; Danos materiais; Atraso na execução do trabalho; Custos inerentes às peritagens e acções legais eventuais; Diminuição do rendimento durante a substituição; A retoma de trabalho pela vítima. Estas perdas podem ser muito elevadas podendo representar quatro vezes mais o valor dos custos directos. 14

15 Tipo de Custos Custos de mão-de-obra directa Custos materiais de produção Custos Gerais Caracterização Incluem o tempo perdido (do acidentado e demais trabalhadores que dependem do trabalhador ou que o auxiliaram no momento do acidente). Compensação do tempo perdido durante o período do acidente sob a forma de horas extraordinárias. O pagamento do salário que não é assegurado pelo seguro. Custos inerentes aos danos causados nos equipamentos, matérias-primas ou produtos. Custo inerente ao material que possa substituir o que ficou danificado. Custos relativos a uma nova implementação de materiais/equipamentos. A colocação de um indivíduo com pouca experiência de trabalho no lugar do acidentado também pode trazer custos, uma vez, que pode não conseguir produzir as mesmas quantidades. Custos da menor produção e perda de rendimentos por desocupação do equipamento. Engloba o tempo dedicado ao acidente por parte do pessoal técnico, representante dos trabalhadores, manutenção, serviço médico e administrativo., apoio jurídico. Gastos materiais dos centros médicos e do transporte do acidentado. Gastos associados a eventuais incêndios, perdas de mercado, atrasos nas entregas. 15

16 Absentismo Absentismo é entendido como o não comparecimento ao trabalho, designando falta por motivos alheios à previsão da chefia do serviço. Pode ser decorrente de diversos factores como doenças efectivamente comprovadas e não comprovadas, razões de carácter familiar, faltas voluntárias por motivos pessoais, problemas financeiros e de transporte, baixa motivação para trabalhar, além da supervisão precária da chefia e de políticas inadequadas da organização. O elevado índice de absentismo, além do custo financeiro para as instituições, traz dificuldades para o trabalho em equipa, decorrente da sobrecarga dos presentes e prejuízo para os utentes dos serviços quando caso disso. Bases em que se fundamenta a Medicina do Trabalho: Baseia-se na Lei 102/2009, 10 de Setembro Secção VII Serviço de Saúde no Trabalho. (ver anexo I) 16

17 Indicadores estatísticos de sinistralidade e doenças profissionais Indicadores de sinistralidade: Tabela 1- Número de mortes por acidentes de trabalho entre 2000 e Ano Mortes Acidentes de trabalho mortais Fig 1. Gráfico referente a acidentes de trabalho mortais Fonte: Jornal da Tarde (SIC) Baseado nestas informações podemos concluir: Que os indicadores de sinistralidade, relativos a Portugal Continental, revelam uma tendência para a diminuição da sinistralidade global de forma moderada. Têm sido postas em prática as medidas de prevenção e protecção, bem como, a consulta, a informação e a formação aos trabalhadores. As leis têm estado a ser implementadas, 17

18 tem havido mais inspecções e auditorias. A mentalidade aos poucos tende a mudar. Todos estes factores são determinantes para a diminuição da sinistralidade. Tabela 2 Evolução do número total de acidentes por actividade económica entre 2000 e Número total de acidentes Mortais Com baixa Número de dias perdidos Acidentes trabalho contabilizados Nº total de acidentes Mortais Baixa médica Fonte: Manual_TSHT_1 18

19 Actividades Económicas CAE VER. 2 A Agricultura, Silvicultura e Pesca B Pesca C Indústrias Extractivas D Indústrias Transformadoras E Electricidade, Gás e Água F Construção G Com. Gr/Ret. Rep V. Auto Moto H Alojamento e Restauração I Transportes, Armazenagem e Comunicações J Actividades Financeiras K Activ. Imob. Alug. Serv. Pr. Emp. L Adm. Publ. Defesa e Seg. Social M Educação N Saúde e Acção Social O Outros Serv. Colectividade, Sociais e Pessoais P Famílias c/ Empreg. Domésticos Q Org. Inter. e Out. Inst. Ext-Territ Ignorada Fonte: Manual_TSHT_1 Baseado nesta tabela podemos concluir: Que no ano 2000, a área com maior número de acidentes de trabalho foram a das indústrias transformadoras, seguida da área da 19

20 construção. Os acidentes mortais diminuíram entre 2000 e 2004, a indústria transformadora foi aquela onde mais diminuíram os acidentes de trabalho, também é este o sector onde ocorrem mais acidentes de trabalho. Os casos mortais também diminuíram. Indicadores de doenças profissionais Em 2008, foram certificados novos casos de doença profissional dos quais se referem a trabalhadores do Regime Geral e 431 a trabalhadores do Regime da Administração Pública. Doenças Profissionais Regime Geral Regime Administração Pública Fig. 2 Gráfico referente a Doenças Profissionais em 2008 Fonte: Podemos concluir que: Os trabalhadores do regime geral são muitíssimo mais afectados pelas doenças profissionais, do que, os do regime da administração pública. 20

21 Numero de Casos Curso Técnico de Segurança e Higiene do Trabalho Doenças Profissionais Mulheres Homens Fig. 3 Gráfico referente a doenças profissionais entre género. Fonte: Podemos concluir que: As mulheres continuam a ser mais atingidas pela doença profissional com casos, enquanto que, os homens registaram

22 Manifestação Clínica Músculo-Esqueléticas Hipoacúsia Mortes Fig. 4 Manifestação clínica de doenças profissionais Fonte: Manual de SHT 2010 Podemos concluir que: Em termos de manifestação clínica, as doenças com maior incidência são as Músculo-Esqueléticas, que no seu conjunto representam 66,32% (2925 doenças), seguidas dos casos de Hipoacúsia (surdez), que representam 12,97% (572 Casos) do total. Número de mortes relacionadas com doença profissional é de 132. De acordo com o Código do Trabalho, Artigo 283.º, Artigo 284.º Regulamentação da prevenção e reparação O disposto neste capítulo é regulado em legislação específica. (ver anexo I) 22

23 Plano de Prevenção Plano de Prevenção Visa identificar, prevenir e reduzir os riscos de ocorrência e desenvolvimento de incêndios, definindo regras de segurança, de exploração e de comportamento a adoptar. Razões para a Elaboração de um Plano de Prevenção Identifica os riscos e permite minimizar os seus efeitos; Estabelece cenários de acidentes para os riscos identificados; Define princípios, normas e regras de actuação face aos cenários possíveis; Organiza os meios e prevê missões para cada um dos intervenientes; Permite desencadear acções oportunas para limitar as consequências do sinistro; Evita confusões, erros e a duplicação de actuações; Prevê e organiza antecipadamente a intervenção e a evacuação; Permite treinar procedimentos que poderão ser testados através de exercícios. 23

24 Objectivos Gerais a) Dotar o estabelecimento de um nível de Segurança eficaz; b) Limitar as consequências de um acidente; c) Sensibilizar para a necessidade de conhecer e rotinizar procedimentos de autoprotecção a adoptar, por parte dos professores, funcionários e alunos em caso de acidente; d) Co-responsabilizar toda a população trabalhadora no cumprimento das normas de segurança; e) Preparar e organizar os meios humanos e materiais existentes, para garantir a salvaguarda de pessoas e bens, em caso de ocorrência de uma situação perigosa. 2. Objectivos Específicos a) Conhecimento real e pormenorizado das condições e Segurança do Estabelecimento; b) Correcção pelos Órgãos de Gestão da empresa, das carências e situações disfuncionais detectadas; c) Sensibilização, organização e treino dos meios humanos internos, tendo em vista a situação de emergência; 24

25 d) Maximização das possibilidades de resposta dos meios da primeira intervenção; e) Elaboração do Plano de Evacuação (parcial ou total) das instalações; f) Elaboração do Plano de Intervenção. Num plano de prevenção tem de constar: Identificação do edifício (morada, telefone e nome do superior hierárquico); Caracterização do espaço (localização geográfica, Norte, Sul, Este e Oeste); a. Tipo de Estabelecimento (Público ou Privado) b. Tipo de Ocupação de edifício (Residencial, comércio, escolar ) c. Descrição das instalações (Edifício único/nº de pisos, pavilhões/nº total) d. Localização das fontes de energia Identificação de riscos e. Internos f. Externos Levantamento de Meios e Recursos g. Equipamentos de 1ª Intervenção (Localização de Bocas de incêndio interiores) 25 h. Extintores (Localização)

26 i. Sinalização e Iluminação j. Meios de Alarme e Alerta k. Vigilância Acesso a Viaturas de Socorro Organismos de Apoio (Bombeiros, Protecção Civil ) Plano de emergência Plano de Evacuação Plano de Actuação Instruções de Segurança Segurança aos Sismos Cheias e Inundações 26

27 Auditorias e Inspecções Auditoria Processo sistemático, independente e documentado, realizado com o propósito de obter evidência de auditoria e avaliar a mesma de forma objectiva para determinar o cumprimento das políticas, procedimentos ou requisitos utilizados como referencia (critérios de auditoria). (De acordo com as referências: ISO 19011: 2003) Auditado Todos os aspectos e sistemas que consistem numa empresa a serem auditados. Auditor Pessoa qualificada e mandatada para planear, executar, relatar e seguir uma acção de auditoria. Chefe da Equipa Auditora Auditor encarregue de preparar a auditoria nos seus vários aspectos, nomeadamente, a pesquisa e divulgação de informação especializada. Processo de Auditoria Acções realizadas de acordo com um plano estabelecido para assegurar que as actividades relevantes para Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (SHST) são realizadas e mantidas com um nível de eficácia apropriado. 27

28 Relatório de Auditoria Documento descritivo das constatações efectuadas durante o processo de auditoria, no qual, deve constar a identificação das áreas carecidas de acções correctivas e respectivas recomendações de melhoria. Objectivos de uma Auditoria Estabelecer a conformidade dos elementos do sistema com os requisitos específicos; Dar oportunidades de melhorias no sistema; Avaliar a eficácia do sistema de gestão; Averiguar se o sistema de gestão implementado está a cumprir com a política e com os objectivos definidos pela organização; Reconhecimento do sistema Razões para uma auditoria Legal obrigatório a realização de uma auditoria conforme prevista na lei; Económicas ou estruturais quando os objectivos são melhorar as condições de segurança dos trabalhadores ao mesmo tempo que beneficia de rentabilidade económica; Sociais quando o objectivo é transmitir uma informação a singulares e/ou empresas que tenham interesse naquele determinado assunto. 28

29 Requisitos dos Auditores Saber ouvir; Possuir espírito aberto maturidade e tenacidade; Ser objectivo a analisar; Manter a independência relativamente às empresas auditadas; Conduzir-se com descrição; Manter confidencialidade em todos os assuntos relacionados com a auditoria; Actuar de forma objectiva e razoável em todas as vertentes da sua intervenção; Possuir conhecimentos especializados nos domínios a auditar; Dominar as directivas, normas, regulamentos, prescrições, requisitos, processos e procedimentos aplicáveis; Expressar-se de forma simples e objectiva de forma a assegurar que os procedimentos e boas práticas aconselhados, são bem compreendidos pelos trabalhadores envolvidos. Responsabilidade dos Auditores As actividades e as responsabilidades dos auditores são as seguintes: Seleccionar o procedimento de auditoria aplicável; Identificar e analisar os documentos normativos e/outros aplicáveis; Sensibilizar os trabalhadores contactados para o cumprimento das prescrições de SHST; Propor acções correctivas; Elaborar os relatórios de auditoria. 29

30 Responsabilidade do Chefe da Equipa de Auditores As principais responsabilidades e atribuições do chefe da equipa auditora são: Promover e conduzir a reunião inicial; Informar e orientar a equipa; Coordenar o processo de auditoria; Estabelecer o ritmo da auditoria; Estabelecer e manter a comunicação dentro da equipa e com a entidade auditada; Coordenar a preparação e emissão de relatórios; Promover e conduzir a reunião final; Verificar a implementação e eficácia das acções correctivas, se para tal for solicitado. Incidência e Tipos Incidência As auditorias de Segurança incidem na generalidade dos aspectos relacionados com as condições de SHST das instalações e dos trabalhos. Instalações Sociais e Escritório Compreende as condições específicas do escritório da empresa e de cada uma das instalações de apoio aos trabalhadores, tais como, refeitório, dormitório, balneário, instalações sanitárias, etc. Trabalhos em Execução Compreende as condições específicas de cada tipo de trabalho em execução na empresa. 30

31 Organização da Segurança Engloba a atitude e empenho dos trabalhadores e chefias perante as exigências da segurança no trabalho tais como a utilização de Equipamentos de Protecção Individual (EPI s), planos de emergência, primeiros socorros, acidentes de trabalho, entre outros. Higiene e Segurança Engloba os problemas relacionados com a exposição aos agentes físicos, químicos e biológicos e a promoção e a vigilância da saúde dos trabalhadores. A relação das situações a auditar em cada um destes grupos encontra-se discriminada nas listas de verificação. Esta relação deve ser actualizada/adaptada na fase de preparação da auditoria desde que tal se justifique. Tipos Auditorias Gerais que abrangem a globalidade da empresa. Auditorias Específicas dirigidas a determinados aspectos concretos, nomeadamente: Auditoria Técnica Tem por objectivo a avaliação da eficácia dos meios técnicos adoptados face aos riscos inerentes às actividades ou equipamentos. 31

32 Auditoria de Gestão Tem por objectivo a avaliação e o controlo do grau de cumprimento da regulamentação, métodos e procedimentos de trabalho. Meios Documentais Para que o diagnóstico seja o mais preciso, objectivo e exaustivo possível, a equipa auditora deve estar munida de meios documentais que a auxiliem na preparação. Condução e apresentação de resultados. Regulamentação A legislação/regulamentação/normalização constitui a principal fonte de informação acerca dos riscos e respectivos métodos de prevenção e controlo. A documentação usualmente utilizada, é constituída pela legislação nacional e comunitária, normas portuguesas e europeias, regras técnicas do Instituto de Seguros de Portugal, notas técnicas do Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e manuais de segurança, procedimentos e instruções de trabalho. Listas de Verificação/Check List São listas em formato de tabela que discriminam os diversos requisitos a controlar dentro de cada área. Analisam-se os requisitos e estabelece-se a conformidade/não conformidade avaliando de forma objectiva, de acordo com o estipulado na legislação e normalização aplicável. 32

33 Como utilizar as listas de verificação Para cada item existem oito colunas, a primeira (N/A Não Aplicável) serve para indicar se o item se aplica ao objecto da auditoria. Se não se aplicar, colocar um (x) nesta coluna. As duas colunas seguintes (C Conforme) e (NC Não Conforme) servem para indicar a conformidade do item. Se não houver necessidade de efectuar melhorias, assinalar com uma cruz a coluna (C Conforme). Se pelo contrário, o item necessitar de correcção, colocar a cruz na coluna (NC Não Conforme). Neste caso, é necessário avaliar qualitativamente os níveis de incumprimento em função dos riscos que são gerados e escalonar as intervenções necessárias à sua correcção através da opção por uma das três possíveis pontuações: (L) Ligeira (G) Grave (C) Crítica Pouco risco para pessoas e instalações. Risco para pessoas e instalações. Deve ser programada de imediato a sua resolução. Risco elevado para pessoas e instalações. Requer a suspensão imediata dos trabalhos. Intervenção no prazo máximo de 30 dias. Intervenção no prazo máximo de 5 dias. Intervenção imediata 33

34 Assinalar com um (x) numa das colunas (L), (G) ou (C) a opção que foi tomada. A coluna seguinte, indica uma medida correctiva tipo que deve ser considerada como meramente indicativa, a medida correctiva que deve ser aconselhada pelo auditor, em consonância com a equipa técnica do estaleiro e tendo em consideração os meios disponíveis (humanos e materiais) existentes nas instalações e deverá ser anotada na coluna Medidas Recomendadas. Deste modo, existem tantas Listas de Verificação quantas os aspectos a auditar, salientando-se que os itens integrados em cada Lista, apesar de terem sido considerados os mais representativos dentro de cada tema, não esgotam o conjunto de disposições e prescrições de segurança inerentes a esse tema, pelo que devem ser também actualizados pela equipa auditora se tal se julgar necessário. Nas linhas para comentários, existentes no final de cada lista, os auditores deverão indicar os bons exemplos ou boas práticas encontradas assim como outras anotações de interesse. O registo das observações constituirá a prova objectiva que servirá de base ao relatório de auditoria. É conveniente consultar os relatórios de auditorias anteriores na fase de preparação, devendo dar maior atenção à observação dos itens (NC - Não Conforme) que foram detectados anteriormente. Antes de concluir, deve certificar-se de que para todos os itens da lista os espaços correspondentes às colunas (NA) ou (C), (NC) estão preenchidos. No caso de a coluna (NC) estar assinalada, uma das colunas (L), (G) ou (C) também deve estar preenchida, bem como, a respectiva medida recomendada. 34

35 Documentação Para uma correcta avaliação das condições de segurança, é necessário que a equipa auditora tenha acesso a toda a documentação relativa à empresa tais como: Plano de segurança e saúde ou fichas de procedimentos de segurança; Peças de projecto com relevância para a prevenção de riscos profissionais; Lay-out / Plano de Emergência; Organograma da empresa com definição responsabilidades; Plano de trabalhos; Planos de pormenor dos trabalhos com riscos especiais; Fichas de inquérito de acidentes de trabalho; de funções e Cópia das apólices e último recibo do seguro de acidentes de trabalho; Cópia das apólices e último recibo do seguro de máquinas e equipamentos; Cópia do plano e registos de manutenção de máquinas e equipamentos; Relatórios de auditorias e/ou inspecções de avaliação das condições de segurança da empresa. Relatório da Auditoria O relatório final da auditoria é o culminar de todo o trabalho desenvolvido, pois é nele que se irão apresentar os erros e defeitos, assim como, os bons exemplos encontrados na empresa auditada e as propostas de melhoria necessárias. Devido à importância que tem na fase de pós-auditoria, a sua elaboração deve ser cuidada e, o coordenador não deve ultrapassar um prazo máximo de 10 dias para o remeter ao Proprietário/responsável da empresa. 35

36 O aspecto do relatório é importantíssimo, tal como no relacionamento humano, o primeiro contacto é fundamental para a sua aceitação. As várias partes que o compõem, devem estar separadas facilitando a sua leitura e consulta. Na folha de rosto devem constar a data de realização da auditoria, quem a realizou, a localização e caracterização sucinta do objecto auditado. Deve concluir elaborando um resumo das principais deficiências detectadas, bem como as medidas de prevenção aconselhadas. Conteúdo O texto do relatório deve ser objectivo e directo, redigido em linguagem acessível e não ser extenso nem demasiado resumido. O relatório deverá conter: A identificação dos auditores; O programa (horário das visitas e entrevistas); A incidência e o tipo de auditoria; Comentários relativos ao desenvolvimento da auditoria (consultas bibliográficas, agradecimentos, etc. ); O resumo da avaliação, contendo a apreciação global dos auditores; A apresentação dos resultados, contendo o conjunto de observações e percepções adquiridas e os riscos identificados; As recomendações, contendo propostas de resolução dos problemas identificados, na forma de medidas de prevenção. A parte descritiva deve ser iniciada com o realce dos bons exemplos encontrados, apresentando-se depois os itens que carecem de correcção e respectivas propostas de solução, de forma sistematizada, por ordem de prioridades e não de forma avulsa. Por cada não conformidade identificada, deverá ser aberta uma Ficha de Registo de Não Conformidade e Acções Correctivas. O seu 36

37 preenchimento poderá ser efectuado pela equipa auditora, pelo coordenador de segurança e saúde ou por outrem designado pelo responsável da entidade. O Coordenador de Segurança e Saúde na fase de execução deverá efectuar as modificações ao Plano de Segurança e Saúde (PSS) ou Fichas de Procedimento de Segurança que as conclusões da auditoria revelem ser necessárias e acompanhar a resolução das deficiências detectadas. Planeamento / Programação É nesta fase, que se determina e calendariza o conjunto de actividades, que compõem a auditoria, nomeadamente: Contactos preliminares entre auditores e auditados; Preparação da auditoria o Âmbito o Elaboração das listas de verificação o Compilação da legislação, normalização e outras prescrições aplicáveis; Condução da auditoria; Preparação e redacção do relatório; Reunião para apresentação dos resultados. Condução da Auditoria A auditoria deve-se iniciar por uma reunião na empresa com a finalidade de informar o director e os responsáveis do objectivo e âmbito da mesma e solicitar a sua colaboração. 37

38 O chefe da equipa auditora deverá explicar o planeamento e a programação previstos. Deverá também esclarecer todas as dúvidas que surjam. Finda a reunião segue-se a observação e a avaliação dos parâmetros listados seguindo a sequência programada: Verificação de todos os itens das listas de verificação; Obtenção da evidência objectiva, tendo por base as observações directas e as entrevistas efectuadas; Identificação das não conformidades e sua avaliação; Formulação das acções correctivas; Comunicação ao auditado das conclusões da auditoria. Entrevista Quando se revelar necessário completar a inspecção visual com informações que impliquem entrevistar trabalhadores ou dirigentes, a fim de avaliar as atitudes, a participação, o empenhamento e os conhecimentos dos trabalhadores nos vários aspectos da segurança e a responsabilidade imputada às hierarquias, a objectividade obriga a certas regras, de forma, a obter do entrevistado as respostas pretendidas. As perguntas devem revestir-se de um aspecto informal e objectivo: 38 Porquê Quando Onde Quem Qual Como Geralmente têm respostas curtas e objectivas. As entrevistas deverão ser realizadas próximo do local de trabalho habitual do entrevistado, a fim de, não o colocar num ambiente desconhecido e hostil que o poderá inibir.

39 No decorrer da entrevista, o auditor deverá abster-se de comentar as observações feitas ou de manifestar os seus próprios pontos de vista. Reunião e Apresentação de Resultados É aconselhável que o chefe da equipa auditora promova uma reunião final com o responsável da entidade, onde dará a conhecer as principais conclusões da auditoria e escutará as reacções dos auditados a essas conclusões, esclarecerá algumas dúvidas que surjam e aconselhará quanto às acções pós-auditoria que deverão ser tomadas. Inspecções Autoridade das Condições no Trabalho (ACT) A ACT é um serviço administrativo de acompanhamento e de controlo do cumprimento das normas relativas às condições de trabalho, emprego, desemprego e pagamento das contribuições para a segurança social. A ACT exerce a acção inspectiva com a finalidade de assegurar o cumprimento das disposições integradas no seu âmbito de competência e com vista a promover a melhoria das condições de trabalho, prestando às entidades patronais e aos trabalhadores, ou às respectivas associações representativas, nos locais de trabalho ou fora deles, informações, conselhos técnicos ou recomendações sobre o modo mais adequado de observar essas disposições. 39

40 Objectivos Promover e controlar o cumprimento das disposições legais, regulamentares e convencionais respeitantes às condições de trabalho, designadamente as relativas a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho; Sugerir as medidas adequadas em caso de falta ou inadequação de normas legais ou regulamentares; Promover e controlar o cumprimento das normas relativas ao apoio, ao emprego e à protecção no desemprego, bem como o pagamento das contribuições para a segurança social; Promover acções e prestar informações, com vista ao esclarecimento dos sujeitos das relações laborais e das respectivas associações, relativamente à interpretação e à observância eficaz das normas aplicáveis, incluindo as relativas à Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho e à organização das actividades de prevenção; Organizar o registo individual dos sujeitos responsáveis pelas infracções laborais, conforme o disposto na lei. Actividades de um Inspector O inspector do trabalho desenvolve a sua actividade com a finalidade de assegurar o cumprimento das disposições integradas no âmbito da competência da ACP, com vista a promover a melhoria das condições de trabalho, podendo: 40 Prestar às entidades patronais, trabalhadores e seus representantes, nos locais de trabalho ou nos serviços da ACP, informações e conselhos técnicos sobre o modo mais adequado de observarem essas disposições; Desenvolver as acções necessárias à avaliação das condições de trabalho; Notificar para que, dentro de um prazo fixado, sejam realizadas nos locais de trabalho as modificações necessárias para

41 assegurar a aplicação das disposições relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores; Promover processos de contra-ordenação, levantando autos de notícia, elaborando participação ou procedendo a inquérito prévio; Notificar, para que sejam adoptadas medidas imediatamente executórias, incluindo a suspensão de trabalhos em curso, em caso de risco grave ou probabilidade séria da verificação de lesão da vida, integridade física ou saúde dos trabalhadores; Realizar vistorias conjuntas e dar pareceres no âmbito de processos de licenciamento relativos à instalação, alteração e laboração de estabelecimentos, tendo em vista a prevenção de riscos profissionais; Realizar inquéritos em caso de acidentes de trabalho mortais ou que evidenciem situações particularmente graves, ou de doenças profissionais que provoquem lesões graves, sem prejuízo, neste caso, das competências de outras entidades, com vista ao desenvolvimento de medidas de prevenção adequadas nos locais de trabalho; Promover a colaboração de outras entidades com competência no âmbito das condições de trabalho. 41

42 Órgãos de Consulta e Participação dos Trabalhadores As entidades patronais devem consultar os trabalhadores e/ou os seus representantes e devem possibilitar a sua participação em todas as questões relativas à segurança e saúde no trabalho. Esta obrigação implica: A consulta dos trabalhadores; O direito dos trabalhadores e/ou seus representantes apresentarem propostas; A participação equilibrada de acordo com a legislação e/ou práticas nacionais O empregador deve consultar por escrito e, pelo menos, duas vezes por ano, previamente ou em tempo útil, os representantes dos trabalhadores ou, na sua falta, os próprios trabalhadores. Além disso, as consultas, respectivas respostas e propostas, devem constar de registo em livro próprio organizado pela empresa. Os representantes dos trabalhadores ou, na sua falta, os próprios trabalhadores, devem ser consultados sobre um leque variado de matérias que vão desde as Medidas de Prevenção e Protecção a adoptar pelo empregador até aos programas de formação no domínio da SHST (Caixa nº1). A participação dos trabalhadores é um elemento essencial do sistema de gestão da SHST. Os trabalhadores e os seus representantes eleitos para a SHST têm direito, no mínimo, a formação e consulta em todas as matérias relacionadas com a SHST e com o seu posto de trabalho. Para uma participação activa nas diferentes fases do processo de gestão da SHST (concepção, planeamento, organização, 42

43 execução, avaliação, correcção e melhoria), os trabalhadores e/ou seus representantes precisam não só de tempo como de outros recursos (financeiros, técnicos, humanos, logísticos). O mandato dos representantes dos trabalhadores é de três anos. A sua substituição só é admitida em caso de renúncia ou impedimento definitivo. Daí, haver suplentes nas listas de candidatura. Para o exercício das suas funções, os representantes dos trabalhadores deverão dispor de um crédito mensal de cinco horas, que não é acumulável com outros de que o titular eventualmente beneficie. 43

44 Caixa n.º 1 - Matérias relativas à SHST que devem ser objecto de consulta Medidas de prevenção e protecção empregador; a adoptar pelo e iminente; Medidas e instruções a adoptar em caso de perigo grave Medidas de primeiros socorros, de combate a incêndios e de evacuação do pessoal em caso de sinistro; Medidas que pelo seu impacto nas tecnologias bem como no conteúdo, organizações e demais condições de trabalho, tenham repercussão sobre a SHST; Designação e exoneração dos responsáveis pelas actividades e serviços de SHST (ex., Médico do Trabalho ou Técnico Superior de Higiene e Segurança no Trabalho com funções de coordenação); Designação e exoneração dos trabalhadores encarregues de pôr em prática as medidas de primeiros socorros, combate a incêndios e evacuação de pessoal; Programa e organização da formação em SHST. 44

45 Caixa nº 2 - Outras matérias que podem e devem ser objecto de consulta Definição de estratégias e planos de acção em matéria de SHST, incluindo uma política escrita, anual ou plurianual, no domínio específico da saúde dos trabalhadores; Afectação de recursos (humanos, técnicos e financeiros, etc.) para as actividades e serviços de SHST; Avaliação periódica de resultados em matéria de melhoria das condições de SHST; Relatório anual da actividade dos serviços de SHST; Elaboração de relatórios específicos sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais ou outros documentos a remeter às autoridades competentes em matéria de SHST (por ex., Inspecção do Trabalho, Autoridade de Saúde). De acordo com as Leis: Portaria 1532/2008, 29 de Dezembro, Artigos 202.º, 203.º Lei n.º 102/2009 de 10 de Setembro, Artigos 8.º, 18.º, 21.º, 25.º, 26.º, 77.º, 101.º, 102.º, 111.º, 112.º. Lei n.º59/2008, 226.º, 228.º. Convenção 155. Lei 35/2004, 29 de Julho, Artigo 8.º. Lei 220/2008, 12 de Novembro, Artigo 16.º. (ver anexo II) 45

46 Medidas Organizacionais As medidas organizacionais prevêem a organização do trabalho. Uma das principais envolve, a qualidade de vida dos trabalhadores, que deve ser garantida tendo por base, entre outros aspectos, a formação profissional, a rotatividade dos postos de trabalho, a implementação de pausas, a adequação da carga física e mental do trabalho atribuído a cada indivíduo e a garantia de exposição mínima a factores de risco. A Autoridade para Condições de Trabalho (ACT) apresenta um esquema similar, prevendo nove princípios gerais de prevenção que passam a ser enumerados: Evitar riscos; Avaliar riscos; Combater os riscos na origem; Adaptar o trabalho ao Homem; Ter em conta o estado da evolução técnica; Substituir o que é perigoso pelo que é isento de perigo ou menos perigoso; Planificar a prevenção com um sistema coerente; Dar prioridade às medidas de protecção colectiva em relação às medidas de protecção individual; Dar instruções adequadas aos trabalhadores. Estes pontos podem ser traduzidos pelas acções de análise propriamente ditas, valorização do risco e controlo do risco. Assim, para evitar os riscos, deve-se proceder a uma avaliação a qual, se constitui como o epicentro da gestão da segurança e saúde no trabalho, permitindo uma configuração das acções de controlo e gestão subjacente, devidamente legislada para que haja uma normalização efectiva dos procedimentos e metodologias de trabalho. 46

47 Contudo, não convém esquecer que os riscos dependem das condições em que se verifica o desempenho da actividade e variam de acordo com a actividade profissional exercida, sendo tão diversa que se impõe conhecer cada sector de actividade; porém não carece que se estabeleçam estratégias adequadas a todo e qualquer tipo de risco. A avaliação envolve a identificação dos riscos para se poder intervir convenientemente, bem como das pessoas que são mais susceptíveis de serem atingidas. Deve também estimar a probabilidade de ocorrência, a forma de eliminar ou reduzir os riscos, o estabelecimento de prioridades relativamente às medidas a tomar, a sua aplicação e controlo e, finalmente, a selecção de trabalhadores para facilitarem o fornecimento de informações relativas aos resultados obtidos. Estas componentes da avaliação de riscos promovem um processo dinâmico entre os trabalhadores, a empresa e a técnico responsável pelo processo já que procedem a um levantamento de todos os factores do Sistema de Trabalho (Homem/Máquina/Ambiente). As organizações devem possuir nas suas dependências o serviço de higiene e segurança a cargo de um técnico devidamente qualificado que deve actuar em conjunto com um serviço de medicina do trabalho e com a manutenção assegurando diversas funções, das quais se destacam em primeiro lugar a identificação prévia e controlo de uma forma sistematizada dos riscos e perigos ocupacionais. Destacando-se neste grupo, técnicos e técnicos superiores de segurança higiene e saúde no trabalho ou ergonomistas, psicólogos, engenheiros de segurança. Estes procedimentos referem que deve existir, numa primeira instância, uma investigação prévia dos acidentes, de maneira a que se possa conhecer em detalhe as circunstâncias que o provocaram. Esta medida confere uma visão que fornece informações úteis aquando do desenho das medidas preventivas de modo que no futuro 47

48 estas situações não se voltem a repetir, daí a importância das estatísticas do trabalho, para identificar os perigos, listar os agentes causais e caracterizar as respectivas condições de exposição. Este departamento deve possuir a informação técnica de todos os trabalhadores, quadros e empregadores, bem como, a vizinhança que se encontre nas imediações, não só durante a instalação da empresa, como também, durante a sua laboração para que se possam efectuar observações planeadas com o intuito de controlar o modo de operação de cada trabalhador, além das características que lhe estão associadas (portadores de deficiência, idade, gravidez, trabalho temporário), de uma forma sistemática e metódica, uma vez que, estas observações permitem que se determine os níveis de segurança com que se realiza o trabalho. O mesmo departamento deve ainda verificar os ensaios dos materiais e sistemas de protecção, nos quais se incluía protecção individual, além de efectuar uma promoção no sentido de adaptar os trabalhadores às diferentes tarefas inerentes a cada trabalho, bem como, adaptar o trabalho às características anatomo-fisiológicas de cada trabalhador. Este princípio, aplica-se aos locais de trabalho, aos equipamentos e aos procedimentos, com a finalidade de respeitar as capacidades físicas, psíquicas e mentais de cada um, em especial dos mais vulneráveis, evitando que o trabalho seja monótono e isolado, sem esquecer que os ritmos biológicos são diferentes em cada um, bem como, o ritmo de trabalho. Em último lugar, este departamento da empresa deve igualmente visar a elaboração de um programa de prevenção dos riscos profissionais além de fixar os objectivos inerentes à protecção e controlo de resultados. 48

49 Exemplo: Recurso ao trabalho com produtos químicos. O trabalho com produtos químicos pode apresentar um risco para os trabalhadores. A avaliação de riscos do produto químico implica a identificação dos perigos inerentes e o cálculo dos riscos que lhe estão implícitos. O risco calcula-se mediante a probabilidade do perigo provocar alguma lesão real, assim como, a potencial gravidade que isso acarreta para as pessoas que com ele trabalham. Neste sentido, a avaliação de riscos é uma peça central no puzzle que compõe a gestão da segurança laboral, na medida em que promove a formação de conhecimentos que permitem uma tomada de decisão consciente que tem em conta, segundo a Autoridade para Condições de Trabalho (ACT), o seguinte: O grau de exposição e o número de trabalhadores; As prioridades de intervenção; As necessidades de formação e informação; As medidas técnicas e organizativas; O controlo periódico das condições de trabalho; As necessidades de vigilância da saúde dos trabalhadores. Segundo a mesma fonte, para se proceder à avaliação, existe um momento adequado, que de acordo com o código do trabalho é na fase do projecto, quer este se encontre no processo de licenciamento da actividade da empresa quer na escolha dos processos e metodologias de trabalho. Posteriormente, durante o desenvolvimento das actividades propriamente ditas deve-se proceder igualmente a uma avaliação, não só na fase inicial mas também depois, de uma forma periódica ou ocasional. Esta reavaliação que se faz posteriormente é que permite um reajuste das medidas preventivas que foram seleccionadas e implementadas ajustando-as de acordo com o contexto e evolução da actividade 49

50 laboral, uma vez que, esta não é um processo estático, pelo contrário evoluem constantemente de acordo com o desenvolvimento das investigações e das situações de trabalho, devendo contar, tal como, já foi referido com o empregador, trabalhador e profissionais de segurança. O conteúdo da avaliação deve visar todos os locais e postos de trabalho permanentes (escritórios) e os locais sujeitos a mudanças constantes (construção civil), além dos trabalhos de curta duração não rotineiros (manutenção), considerando todos os riscos de uma forma global inclusive as possíveis interacções, hierarquizando-os de forma a evidenciar as situações de perigo grave e iminente, sem esquecer os equipamentos e produtos. A avaliação deve considerar as avaliações feitas em momentos anteriores e a evolução das técnicas de evolução dos riscos (ACT). Apesar de não existir uma metodologia única para se proceder à avaliação do trabalho, esta deve possuir regras para o seu desenvolvimento, as quais são conferidas pelos regulamentos jurídicos, pelas normas técnicas, código do trabalho, manuais de procedimentos e nos guias dos fabricantes. Todavia devem considerar-se dois procedimentos gerais que visam, por um lado, uma estruturação das operações para que não sejam esquecidos alguns factores de risco e, pelo outro lado, uma interrogação sobre a possibilidade do risco poder ser eliminado. A ACT alerta para as formalidades da avaliação, facto que vai de encontro aos procedimentos apontados, ou seja, os resultados da avaliação de risco devem ser objecto de registo sob a forma de mapas globais com todos os dados dos trabalhadores expostos, relatórios das inspecções internas que se realizaram tendo em vista a segurança, relatórios da avaliação dos riscos específicos, bem como dos exames médicos, acidentes de trabalho e das estatísticas da sinistralidade, que segundo o código do trabalho devem permanecer em arquivo, pelo menos, cinco anos. 50

51 Os relatórios do acidente baseiam-se no preenchimento de um impresso que deve conter: Dados relativos à identificação da vítima (nome, idade, profissão, antiguidade na empresa); Dados relativos ao acidente (hora, local, dia da semana e classificação de acordo com cada item que já foi referido - tipo da lesão, o que ocasionou, localização, etc.). Sistematizando, a planificação coerente dos sistemas de segurança implica que se integre "a técnica, a organização do trabalho, as condições de trabalho, as relações sociais e a influência dos factores ambientais", tal como já tínhamos visto o que leva a que a avaliação, o controlo e a gestão de riscos não se desenvolva de uma forma desintegrada dos contextos reais de trabalho e dos objectivos traçados, os quais, contam com as políticas da empresa e as dimensões do trabalho que ela comporta, bem como, as relações internas e externas que lhe estão inerentes. A partir da avaliação procede-se a implementação de medidas de prevenção, protecção e controlo dos riscos. De acordo com a Lei 102/2009 de 10 de Setembro, CAPÍTULO VI, SECÇÃO I, Artigo 73.º, Artigo 74.º. (Ver o anexo III) 51

52 Arrumação e limpeza Não é suficiente que a construção dos locais de trabalho esteja de acordo com as regras de segurança e de higiene, é necessário também que a arrumação reine no local de trabalho. A "arrumação pode ser definida como a organização das coisas no cómodo. Pode ser subdividida em dois componentes: ordem e limpeza. A ordem é a disposição no espaço segundo uma categorização das coisas. A limpeza é o produto da acção empreendida a partir de uma classificação do sujo e da eliminação deste. Ordem, Limpeza e Higiene não são conceitos "vazios" nos locais de trabalho. Infelizmente, ainda existe quem pensa que estes conceitos apenas dizem respeito à equipa de limpeza da empresa, e todos os anos as estatísticas revelam acidentes com origem em escorregões, tropeções e quedas, perfeitamente evitáveis. É uma necessidade básica que faz parte integrante do ambiente de trabalho, a ordem e a limpeza desses locais proporciona um ambiente mais agradável e saudável, reforça a atitude positiva dos trabalhadores, aumenta a produção e diminui os riscos de acidentes. É imperativo que cada empresa, regida pela segurança, faça prevalecer na sua cultura organizacional que a ordem e limpeza sejam uma responsabilidade de todos. A limpeza dos locais não é menos importante, sobretudo no que diz respeito à saúde dos trabalhadores contra as infecções, as infestações, os acidentes de trabalho e as doenças profissionais. As operações de limpeza e desinfecção devem ser feitas de forma a não levantar poeiras, fora do horário de expediente ou durante as horas de trabalho quando as exigências particulares a tal, obriguem e possam ser feitas sem inconvenientes para o trabalhador com produtos não tóxicos ou irritantes. Os resíduos devem ser colocados em recipientes próprios de acordo com o seu grau de perigosidade. Quando necessárias, devem ser tomadas medidas especiais para exterminar os roedores, os insectos e outros vermes, que podem ser 52

53 condutores de doenças epidémicas. Para evitar o aparecimento destes riscos também a OIT aconselha que é necessário limpar cuidadosamente todos os dias os locais de trabalho. Cada colaborador é responsável por manter limpo e ordenado o seu ambiente de trabalho, de modo que cada equipamento ou ferramenta de trabalho esteja no seu devido lugar, não haja lixo e materiais espalhados no local. Vantagens da Arrumação e Limpeza: Elimina as causas prováveis de quedas e de incêndios; Diminui o risco de acidente; Melhora o aproveitamento do espaço; Diminuição dos custos de manutenção de máquinas, equipamentos, utensílios; Proporciona um ambiente mais agradável e saudável; Aumenta a produtividade; Reforça a atitude positiva e encoraja a melhores hábitos de trabalho; Promove a boa imagem da empresa. 53

54 Medidas de Engenharia As Medidas de Engenharia iniciam-se desde a construção dos edifícios, quer sejam para habitação ou para locais de trabalho. As medidas construtivas/técnicas visam a construção de estruturas que actuam de modo a minimizar ou até mesmo a anular o risco que determinado agente acarreta para a saúde e são consideradas quando se projectam as infra-estruturas de suporte à organização, ou posteriormente, quando se determina a sua necessidade mediante uma reavaliação dos riscos. Estas passam pelo isolamento (impedir que o contaminante passe para o ambiente onde se encontra o trabalhador), substituição das substâncias ou processos perigosos por outros menos agressivos, captação do contaminante no ponto da sua formação e ventilação geral das áreas de trabalho. As medidas construtivas começam pela construção do local de trabalho. Relativamente à construção das infra-estruturas de suporte de um edifício, há a considerar factores básicos. Assim, de um modo sintético e focando só os aspectos que são mais ilustrativos de como devem ser concebidos os locais de trabalho de acordo e em conformidade com a Portaria nº 987/93, de 6 de Outubro: Os edifícios onde existam locais de trabalho devem estar construídos de forma a assegurar as necessárias condições de estabilidade, resistência e salubridade, garantindo a segurança compatível com as características e os riscos das actividades que neles sejam exercidas; O pé direito mínimo dos edifícios onde existam locais de trabalho é de 3 m; A área mínima por trabalhador é de 1,80 m 2, depois de deduzidos os espaços ocupados por móveis, máquinas, entre outros; 54

55 A instalação eléctrica não pode comportar risco de incêndio ou de explosão; As vias normais de emergência têm de estar permanentemente desobstruídas e em condições de utilização; Os meios de detecção e combate contra incêndios devem ser definidos em função das dimensões e do tipo de utilização dos edifícios onde estão instalados os postos de trabalho, das características físicas e químicas das matérias e das substâncias neles existentes, bem como, o n.º máximo de pessoas que neles possam encontrar-se; Os locais de trabalho fechados devem dispor de ar puro em quantidade suficiente para as tarefas a executar, atendendo aos métodos de trabalho e ao esforço físico exigido; A temperatura e humidade dos locais de trabalho devem ser adequadas ao organismo humano; Os locais de trabalho devem dispor, na medida do possível, de iluminação natural adequada; Os locais de trabalho que não possam dispor de iluminação natural adequada devem implementar iluminação artificial, complementar ou exclusiva, que garanta idênticas condições de segurança e de saúde aos trabalhadores; Os postos de trabalho devem estar instalados em locais com isolamento térmico compatível com o tipo de actividade desenvolvida e o esforço físico exigido aos trabalhadores; Os pavimentos dos locais de trabalho devem ser fixos, estáveis, antiderrapantes sem inclinações perigosas saliências e cavidades; As janelas, as clarabóias e os dispositivos de ventilação devem estar instalados e ter as características que permitam o seu funcionamento em segurança; 55

56 A posição, o número, a dimensão e os materiais das portas e portões devem atender à natureza e tipo de utilização dos locais de trabalho; As vias de circulação, incluindo escadarias e escadas fixas, devem permitir a circulação fácil e segura das pessoas e para que os trabalhadores na sua proximidade não corram qualquer risco; As escadas e passadeiras rolantes devem estar equipadas com dispositivos de segurança e de paragem de emergência, acessíveis e facilmente identificáveis; Sempre que a segurança ou a saúde dos trabalhadores o exija, deve existir um local de descanso facilmente acessível. Depois da descrição sumária dos vários conceitos fundamentais ligados à concepção de locais de trabalho, importa referir alguns métodos de prevenção em relação, aos Processos por Via Húmida, Ventilação, Acústica, Isolamento térmico, Ambiente térmico, Barreiras, Amortecedores e Manutenção. 56

57 Processos por via húmida São todos aqueles processos utilizados para diminuir poeiras e processos de refrigeração. Exemplo: Na área da pedreira, prevê-se o aumento da concentração de poeiras em consequência da movimentação local de terras, da própria exploração e do tráfego de máquinas e viaturas efectuada nos acessos não pavimentados. As medidas de prevenção: utilização do processo por via húmida e a rega dos acessos. Esta profissão pode originar pneumoconioses, a mais frequente é a silicose, esta é considerada uma doença profissional, pois afecta essencialmente as pessoas que desenvolvem as suas tarefas quotidianas nas indústrias e em actividades onde são utilizados elementos que contêm sílica (quartzo, areia, granito). De acordo com a Decreto-Lei n.º 162/90 de 22 de Maio Artigo 152.º. (Ver o anexo IV) 57

58 Ventilação A ventilação dos locais de trabalho é muito importante, pois esta vai melhorar o nível de qualidade do ar interior, o que vai baixar o nível de poluentes, dar mais conforto térmico, logo, garantir mais conforto para os trabalhadores, os espaços ficarem mais arejados e frescos. Nos locais de trabalho deve privilegiar-se a ventilação natural. Os locais de trabalho fechados devem possuir um volume suficiente de ar puro (caudal médio de 30 a 50 m 3 por hora e por trabalhador), em função dos métodos de trabalho e das condições físicas. Os equipamentos mecânicos de ventilação devem garantir um funcionamento eficaz e possuir mecanismos de detecção de avarias. Os trabalhadores não podem ser expostos a correntes de ar nocivas, devendo ser rapidamente eliminada a poluição do ar respirável. O nível de concentração das substâncias nocivas não pode ultrapassar os limites definidos em legislação específica. A sua captação deverá ser, sempre que possível, efectuada no seu ponto de formação. As instalações de ar condicionado ou ventilação mecânica devem assegurar que é efectuado o controlo da velocidade do ar, a limpeza das condutas e a renovação periódica do ar nos espaços de trabalho. De acordo com a Portaria n.º 702/80 de 22 de Setembro, Artigo22.º e o Artigo 23.º. (Ver anexo IV) 58

59 Acústica A acústica é o ramo da física que estuda o som. Quando nos encontramos num ambiente de trabalho e não conseguimos ouvir perfeitamente a fala das outras pessoas no mesmo recinto, é uma primeira indicação de que o local é demasiado ruidoso. Os especialistas no assunto definem o ruído como todo o som que causa sensação desagradável ao homem. O ruído é pois, um agente físico que pode afectar de modo significativo a qualidade de vida do trabalhador. Este mede-se utilizando um instrumento denominado medidor de pressão sonora (sonómetro), e a unidade usada como medida é o decibel ou abreviadamente db, no entanto, este precisa de um filtro normalizado A, de forma a medir o ruído no ouvido humano, ou seja, db(a) (unidade de medição do ruído do ouvido humano). Assim sendo, as perdas de audição são derivadas da frequência e intensidade do ruído, transmitidas através de ondas sonoras (tanto pelo ar como por materiais sólidos). Quanto maior for a densidade do meio condutor, maior será a velocidade de propagação do ruído. Consoante os valores de ruído a que o trabalhador está sujeito, a organização deverá actuar da seguinte forma: 59

60 Nível de Exposição pessoal ao ruído durante o trabalho (8 horas) Lep, d >= 80 db(a Lep, d>= 85 db(a) Lep, d >= 87 db(a) Medidas a tomar Disponível protecção auditiva individual. Vigilância da saúde de 2 em 2 anos. Informação e Formação. Obrigatoriedade de utilização dos protectores de ouvido, devidamente sinalizada. Vigilância da saúde anualmente. Proibição de trabalhadores expostos a estes níveis de ruído, sem protecção. Sem qualquer medida de controlo ou protecção o excesso de intensidade do ruído acaba por afectar o desempenho do trabalhador na execução da sua actividade laboral, pois provoca distúrbios ao nível do cérebro e do sistema nervoso. Inclusive, em condições de exposição prolongada ao ruído por parte do aparelho auditivo, os efeitos podem resultar na surdez profissional. Surdez é a segunda doença profissional com maior incidência em Portugal. As sequelas referentes ao ruído têm impactos no trabalhador a todos os níveis, tais como, dificuldades para se relacionar com os colegas e família, dificuldades acrescidas em se aperceber da movimentação de veículos ou máquinas, agravando desta forma, as condições de risco de acidente físico. 60

61 As medidas de protecção que se podem tomar de forma a eliminar ou minimizar os efeitos nocivos de exposição ao ruído: Formação e informação dos trabalhadores; Sinalização e limitação de acesso das zonas muito ruidosas; Vigilância médica e audiométrica da função auditiva dos trabalhadores expostos; Encapsulamento de máquinas; Barreiras acústicas; Montagem de elementos absorventes do som; Limitação da duração do trabalho em ambientes muito ruidosos; Organização da rotatividade de mudanças nos postos de trabalho; Utilização de protectores de ouvido. Existem alguns materiais que se podem utilizar para minimizar a exposição do trabalhador, efectuando uma actuação sobre a fonte produtora de ruído: Substituição de engrenagens metálicas por engrenagens plásticas (redução do atrito); Diminuição da velocidade de rotação dos ventiladores. Utilização de materiais amortecedores de choques e vibrações; Utilização de silenciadores nas saídas de jactos de ar ou gases; Substituição e ajustamento de partes do equipamento soltas ou desequilibradas; Quando não é possível o controlo do ruído na fonte ou quando a redução conseguida não é suficiente, pode-se actuar sobre as vias de propagação. 61

62 Actuação sobre as vias de propagação Isolamento anti-vibrações; Diminuição da transmissão das vibrações produzidas por uma máquina através de elementos sólidos adjacentes à fonte de ruído; Utilização de suportes adequados (borracha, cortiça, resinas sintéticas) que permitem a redução dos níveis de ruído em locais mais ou menos afastados. Encapsulamento Pode constituir uma medida muito eficaz se projectada e executada adequadamente. Deve conferir um bom isolamento (através de materiais densos e compactos) e uma boa absorção sonora (através de materiais porosos e pouco densos); Painéis anti-ruído Não tão eficientes como o encapsulamento, mas permitem o controlo da propagação do ruído numa determinada direcção. Devem ser construídos por materiais isolantes revestidos por materiais absorventes do lado em que se encontra a fonte de ruído. Tratamento acústico das superfícies Permite a redução da repercussão no interior de um local de trabalho. As superfícies lisas e duras, que reflectem o ruído, devem ser evitadas e, quando existam, devem ser revestidas por placas de material absorvente; Não é eficaz na protecção de trabalhadores próximos das fontes de ruído. 62

63 Cabinas Em vez de encapsular as máquinas, protegem-se as pessoas, estas medidas são sobretudo úteis quando existem muitas fontes de ruído cuja protecção seria impossível ou demasiado dispendiosa. Deve evitar-se que as paredes opostas tenham superfícies vidradas, para evitar ondas sonoras estacionárias. Quando o nível sonoro a que o trabalhador está exposto, ultrapassa os valores admissíveis e não é viável qualquer uma das soluções anteriores, é necessário recorrer à protecção individual. De acordo com a Lei 182/2006 de 6 de Setembro. (ver anexo IV) 63

64 Isolamento térmico O isolamento térmico consiste na utilização de materiais que dificultam a dissipação de calor na construção de edifícios, caracterizado pela sua alta resistência térmica. Estabelece uma barreira à passagem do calor entre dois meios que naturalmente tenderiam rapidamente a igualarem as suas temperaturas. O isolamento térmico permite: Realização de economias de energia, ao diminuir as perdas de calor / frio. A protecção do edifício, reduzindo os riscos de condensação (humidades) em alguns casos e melhorando as suas qualidades térmicas noutros. Aumento do conforto, ao reduzir o "efeito de parede fria" (troca de calor por radiação entre as paredes e os ocupantes da habitação), que ocorre geralmente nas paredes exteriores, obtendo um menor custo na manutenção do edifício e aumentando a vida útil da estrutura. Proporciona um ambiente mais confortável, produtivo e uma estrutura mais habitável. O melhor isolante térmico é o vácuo, mas devido à grande dificuldade para se obterem e manterem condições de vácuo, é empregue em muito poucas ocasiões, limitadas em escala. Na prática utiliza-se ar, que graças à sua baixa condutividade térmica e a um baixo coeficiente de absorção da radiação, constitui um elemento muito resistente à passagem de calor. Entretanto, o fenómeno de convenção que se origina nas câmaras-de-ar aumenta sensivelmente a sua capacidade de transferência térmica. Além disso, o ar deve estar seco, sem humidade, (o difícil de conseguir nas câmaras-de-ar). Por estas razões, são utilizados como isolamento térmico materiais porosos ou fibrosos, capazes de imobilizar o ar seco e confiná-lo no 64

65 interior de células mais ou menos vedadas. Ainda que na maioria dos casos o gás enclausurado seja ar comum, em isolantes de células fechadas (formados por bolhas não comunicantes entre si, como no caso do poliuretano projectado), o gás utilizado como agente espumante é o que fica finalmente enclausurado. Também é possível utilizar outras combinações de gases distintas, mas o seu emprego é muito pouco extenso. Há vários tipos de materiais sólidos que podem ser bons isolantes, isso depende da utilidade dada, da temperatura de trabalho, do local de instalação entre outros. Podem-se utilizar como isolantes térmicos: Lã de rocha; Fibra de vidro; Vidro celular; Poliestireno expandido; Poliestireno extrudado; Espuma de poliuretano; Aglomerados de cortiça; Entre outros. Um mau isolamento térmico pode provocar calor ou frio, afectando assim o desempenho dos trabalhadores. De acordo com a Portaria nº 987/93, de 6 de Outubro; 9.. (ver anexo IV) 65

66 Ambiente térmico A temperatura e a humidade ambiental influenciam directamente o desempenho humano. Já se realizaram alguns estudos em vários contextos, dos quais, mostraram e comprovaram essas influências, não só ao nível da produtividade, como também, ao nível dos riscos de acidentes. As temperaturas elevadas no ambiente de trabalho podem causar vários sintomas, de onde se destaca o cansaço, a transpiração excessiva, cardiopatias, abatimento térmico, cãibras, dor de cabeça, mal-estar, tonturas, náuseas e vómitos. As temperaturas baixas também provocam desconforto, este sintoma no organismo exige uma maior actividade cardiovascular, provocando a diminuição da sensibilidade táctil, podendo levar a resfriados, à redução da capacidade motora, tornando os movimentos mais lentos. Esses factores irão favorecer a ocorrência de incidentes ou acidentes de trabalho. Nos ambientes onde há a necessidade do uso de equipamentos, como fornos e maçaricos, associados ao tipo de material utilizado e às características das construções (insuficiência de janelas, portas ou outras aberturas necessárias a uma boa ventilação) a sensação de calor que sentimos é proveniente da temperatura existente no local de trabalho e do esforço físico que fazemos para executar uma tarefa, e pode provocar aquilo que designo de Stress Térmico. O conceito de Stress Térmico está relacionado com o desconforto do trabalhador em condições de trabalho em que a temperatura ambiente é muito elevada, podendo conjugar-se com humidade baixa e com circulação de ar deficiente. A temperatura registada, estabelece-se em função dos seguintes factores: Humidade relativa do ar; Velocidade e temperatura do ar; 66

67 Calor radiante (produzido por fontes de calor do ambiente, como fornos, maçaricos, luzes intensas); a temperatura ideal situa-se entre 21ºC e 26ºC enquanto a humidade relativa do ar deve estar situada entre 55% a 65%, e a velocidade do ar deve ser cerca de 0,12 m/s. Podem ainda ser tomadas medidas de carácter mais geral que passam por: Alterações de layout; Implementação de sistemas de ventilação; Implementação de turnos com menor carga horária em situações onde ocorre a exposição a ambientes hostis; Adoptar de medidas de protecção colectiva (como o enclausuramento ou arrefecimento de máquinas) e/ou medidas de protecção individual (viseiras, vestuário térmico especial). As medidas de minimização de impactos passam pela promoção de: Uma correcta dieta alimentar de modo a fortalecer o organismo; Implementação de turnos com menor carga horária em situações onde ocorre exposição a ambientes hostis; Não ingestão de álcool; Adopção de medidas de protecção individual (luvas, vestuário térmico especial). De acordo com a Portaria n.º 702/80, de 22 de Setembro, Artigo 24.º. (Ver anexo IV) 67

68 Barreiras Existem vários tipos de barreiras, como os exemplos que se seguem: Barreiras acústicas: Impedem que a propagação da onda sonora ou ruído passe de um lugar para outro, recorrendo a estas quando se deseja que um ruído não alcance o homem. Estas vão minimizar a reflexão sonora das ondas num mesmo ambiente, ou seja, diminui ou elimina o nível de reflexão (que é a variação do eco) num mesmo ambiente. Neste caso, o objectivo é reduzir os níveis de pressão sonora no local e melhorar o nível acústico. Barreiras de protecção de radiações: Devem ser especificadas em função da frequência ou comprimento de onda da radiação. Estas barreiras podem ser, desde blocos maciços até grelhas de fios metálicos, e devem ser desenhadas por especialistas. Barreiras primárias: Barreira é um sistema que combina aspectos construtivos, equipamentos e métodos operacionais que procuram o controlo das condições ambientais das áreas fechadas e a minimização das probabilidades de contaminações. Barreiras secundárias: São componentes de edificação que incluem: piso, paredes, tecto, portas, janelas, entre outros. Paredes - em alvenaria estrutural reforçada, com acabamentos sem juntas nem reentrâncias, com cantos arredondados, impermeáveis a líquidos e resistentes a desinfectantes químicos e gasosos. 68

69 Pisos - antiderrapantes, em resina epoxi, de alta resistência, com acabamento sem juntas, sem reentrâncias, com cantos arredondados, impermeáveis a líquidos e resistentes a desinfectantes químicos e gasosos. Tectos devem ser de uma estrutura lisa, sem juntas e reentrâncias, com cantos arredondados e com acabamentos resistentes a desinfectantes químicos e gasosos. Portas devem ser confeccionadas em material retardante a fogo, à prova de insectos e roedores, nas dimensões de 1,00 X 2,00m (no mínimo) e, com dispositivo de abertura sem a utilização das mãos. Deverão possuir uma placa de protecção, com altura mínima de 0,40m em relação ao piso, para evitar fuga de roedores. Janela - não é recomendável a instalação de janelas com projecção ao exterior, pois podem alterar as condições climáticas. 69

70 Amortecedores Os amortecedores são utilizados para diminuir as vibrações das máquinas e ferramentas. A utilização destes é feita quando medidas como: A manutenção periódica dos equipamentos; A substituição peças gastas; Os alinhamentos; Os ajustamentos; Outras operações aos órgãos mecânicos. Já não surtem efeito de forma a reduzir não só as vibrações como os ruídos. Fazendo a montagem das máquinas e dos equipamentos em sistemas antivibratórios, estes diminuem a transmissão das vibrações. Estas provocam vários efeitos sobre o organismo como, lombalgias, lombociática, lesões raquidianas, distúrbio osteoarticulares. De acordo com o Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de Fevereiro. (ver anexo IV) 70

71 Manutenção É um conjunto de tratamento e cuidados técnicos, indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas, equipamentos, ferramentas e instalações. Esses cuidados envolvem a conservação, a adaptação, a reparação, a substituição e a prevenção. Existem vários tipos de manutenção. Manutenção Preventiva: A manutenção preventiva corresponde um conjunto de acções ponderadas e ordenadas que se desenvolvem independentemente da ocorrência de qualquer avaria, falha ou ruptura de um equipamento, sistema ou construção, que têm como objectivo, prolongar a respectiva vida útil, reduzir as eventualidades e a duração dos períodos de indisponibilidade e garantir as condições de serviço em operação. Deve-se proceder a inspecções, reposições de consumíveis e substituições de componentes de desgaste rápido, evitando assim, a realização de acções de maior envergadura e com maiores repercussões negativas no serviço. Manutenção correctiva É efectuada somente após a ocorrência de uma avaria ou falha. Desta forma, o principal objectivo é reparar ou corrigir o funcionamento de máquinas, equipamentos, ferramentas e instalações. Manutenção Periódica Consiste no planeamento antecipado das intervenções correctivas, a partir da aplicação sistemática de uma ou mais técnicas de monitorização. De acordo com a Lei n.º 102/2009 de 10 de Setembro, SECÇÃO V, Artigo 98.º. (Ver anexo IV) 71

72 Medidas de informação e Formação Devido ao longo dos anos ter existido sempre uma grande sinistralidade e termos entrado na U.E, houve a obrigação de melhorar as condições de trabalho e tomar medidas necessárias para alterar o comportamento dos trabalhadores de maneira a que interiorizem práticas seguras nas suas actividades. O mercado de trabalho também está sempre em constante evolução, novos métodos de produção, novas máquinas e novos aperfeiçoamentos tecnológicos além da crescente mobilidade e flexibilidade nas situações de trabalho que origina problemas desadequação profissional dos trabalhadores, por isso, é da responsabilidade das empresas dar formação e informação aos seus trabalhadores de modo a melhorar a vida aos trabalhadores. Formação A formação é um factor essencial para prevenir lesões e doenças profissionais, isto é, permite que os trabalhadores aprendam a desempenhar as suas funções em segurança, adquirindo novas ideias e reforçando as suas existências, permitindo implantando coerentemente e ajustando as suas necessidades. Objectivos: A acção de formação tem como objectivo alertar os trabalhadores das empresas dos conhecimentos adequados: Ao desempenho profissional mais eficaz mediante a adopção de comportamentos e práticas seguras; 72

73 À adaptabilidade às novas tecnologias e formas de organização do trabalho. Há que salientar que para a redução da sinistralidade não é suficiente criar melhores condições de trabalho sem que em simultâneo se promovam mudanças comportamentais dos trabalhadores. Informação A empresa é responsável por fornecer informação actualizada aos seus trabalhadores sobre: Riscos existentes para a sua saúde e segurança, medidas de prevenção e protecção e respectivas aplicação, tanto em termos de postos de trabalho como gerais da empresa; Actuação em caso de perigo grave ou iminente; Medidas de primeiros socorros, combate a incêndios e evacuação das instalações em caso de emergência e respectivas constituições das equipas intervenientes em cada uma delas. É da responsabilidade da empresa informar os trabalhares sobre valores de análise ambiental (concentração de determinadas substancias, níveis de ruídos, etc.), assim como, na admissão de novos colaboradores, mudança de postos de trabalho ou das funções desempenhadas e na alteração no processo, quer se trate de introdução de novos equipamentos, alteração dos existentes ou da introdução de novas substâncias no processo fabril. De acordo com a Lei 120/2009, Capítulo III, Artigo 20.º, Artigo 19.º, Artigo 18.º. (ver anexo V) 73

74 Medidas de Protecção Colectiva Equipamentos de Protecção Colectiva ou EPC, têm como objectivo, proteger um grupo de pessoas enquanto realiza determinada tarefa ou actividade no seu posto de trabalho. Deve-se: Usá-los apenas para a finalidade a que se destina; Responsabilizar-se por sua guarda e conservação; Comunicar qualquer alteração que o torne impróprio para o uso; Adquirir o tipo adequado a actividade do empregado; Treinar o trabalhador sobre seu uso adequado; Tornar obrigatório seu uso; Substituí-lo quando danificado ou extraviado. 74

75 Manutenção e conservação dos equipamentos de protecção colectiva: As medidas de Protecção Colectiva, através dos Equipamentos de Protecção Colectiva (EPC), devem ter prioridade em relação aos Equipamentos de Protecção Individual (EPI), conforme determina a legislação, uma vez que, beneficiam todos os trabalhadores, indistintamente. Os EPC s devem ser mantidos nas condições que os especialistas em segurança estabelecerem, devendo ser reparados sempre que apresentarem qualquer deficiência. Vejamos alguns exemplos de aplicação de EPCS: Sistema de exaustão que elimina gases, vapores ou poeiras contaminantes do local de trabalho; Enclausuramento de máquina ruidosa para livrar o ambiente do ruído excessivo; Comando bimanual, que mantém as mãos ocupadas, fora da zona de perigo, durante o ciclo de uma máquina; Cabo de segurança para conter equipamentos suspensos sujeitos a esforços, caso venham a se desprender. Quando não for possível adoptar medidas de segurança de ordem geral para garantir a protecção contra os riscos de acidentes e doenças profissionais, devem-se utilizar os equipamentos de protecção individual, conhecidos pela sigla EPI. 75

76 Critérios de selecção Autoclave: Gera a esterilização de equipamentos termo resistentes, através de calor húmido (vapor) e pressão. Cabine para histologia: A cabine deverá ser construída em aço inox, com exaustão por duto. É específica para trabalhos histológicos (trabalhos de analise de DNA e RNA das células. HOTTE: A cabine deverá ser construída de forma aerodinâmica, de maneira que o fluxo de ar ambiental não cause turbulências e correntes, reduzindo assim, o perigo de inalação e a contaminação do operador e do ambiente. 76

77 Manta ou cobertor: É utilizado para abafar ou envolver a vítima de incêndio, devendo ser confeccionado em lã ou algodão grosso, não sendo admitido tecidos com fibras sintéticas. Vaso de areia ou balde de areia: É utilizado sobre o derramamento de álcalis para neutralizá-lo. Mangueira ou extintor de incêndio: O modelo padrão, comprimento e localização são fornecidos pelas normas do Corpo de Bombeiros, e são utilizados em caso de incêndio. 77

78 Sprinkle: É o sistema de segurança que, através da elevação de temperatura, produz fortes borrifos de água no ambiente (borrifador de tecto em caso de incêndio). Luz Ultra Violeta: São lâmpadas germicidas, cujo comprimento da onda eficaz é de 240 nm. O seu uso em cabine de segurança biológica não deve exceder 15 minutos. O tempo médio de uso é de 3000 horas. Dispositivos de pipetagem: São os dispositivos de sucção para pipetas. Ex. pipetador automático, pêra de borracha e outros. 78

79 Protecção do sistema de vácuo: São filtros do tipo cartucho, que impedem a passagem de aerossóis. Também é usado o frasco de transbordamento, que contém desinfectante. Anteparo para microscópio de imunofluorescência: É o dispositivo acoplado ao microscópio, que impede a passagem de luz ultravioleta, que poderá causar danos aos olhos, até mesmo, levar o operador à cegueira. Kit para limpeza em caso de derrame biológico, químico ou radioactivo: É composto pelo fato de protecção, luvas, máscara, máscara contra gases, óculos ou protector facial, botas de borracha, touca, pás para recolher o material, pinça para estilhaços de vidro, panos de esfregão e papel toalha para o chão, baldes, soda cáustica ou bicarbonato de sódio para neutralizar ácidos, areia seca para cobrir álcalis, detergente não inflamável, vaporizador de formaldeído, desinfectantes e sacos plásticos. Kit de primeiros socorros: É composto por analgésicos/ antipiréticos (dores / febre), antidiarreicos (diarreia), antihistamínicos (alergias), antieméticos (perturbações gástricas), colírio ocular, desinfectante tópico para tratamento de feridas, termómetro, seringas e agulhas várias, material de desinfecção e tratamento de feridas (compressas, pensos rápidos, ligaduras, suturas adesivas). 79

80 Chuveiro de emergência e lava-olhos: O chuveiro de emergência e os lava-olhos são utilizados para descontaminação de produtos químicos nocivos. Chuveiro de aproximadamente 30cm de diâmetro, accionado por alavancas de mão, cotovelo ou pé. Deve ser de fácil acesso e receber manutenção constantemente. Redes de segurança: As redes de segurança servem para proteger pessoas de quedas e acidentes, assim como na queda de objectos. Guarda corpos: Elemento que serve para proteger pessoas de quedas e acidentes, em função de desnível de piso ou de ambientes mais altos em relação aos outros. É o mesmo que parapeito. Rodapé: Faixa de protecção ao longo das bases das paredes, junto ao piso. Os rodapés podem ser de madeira, cerâmica, pedra, mármore, etc. 80

81 Andaimes: São construções provisórias auxiliares, munidas de plataformas horizontais elevadas, suportadas por estruturas de secção reduzida, e que se destinam a apoiar a execução de trabalhadores de construção, manutenção, reparação ou demolição de estruturas. Bailéus: Cestos de protecção para gruas. Plataformas multifunções, de elevação para 2 pessoas, suspensa, estes bailéus são a solução ideal para a realização de trabalhos em altura em que nenhum outro processo ou equipamento se mostre mais seguro e eficiente. De acordo com o Decreto-lei 50/2005 de 25 de Fevereiro, Capítulo III, Secção I, Artigo 30.º, Artigo 31.º, Capítulo II, Secção II, Artigo 19.º, Artigo 37.º. (ver anexo V) 81

82 Equipamento de Protecção Individual (EPI s) Os equipamentos de protecção individual (EPI) devem ser utilizados quando os riscos existentes, não podem ser evitados ou suficientemente limitados por meios técnicos de protecção colectiva ou por medidas, métodos ou processos de organização do trabalho. Como o próprio nome indica, os equipamentos de protecção individual (EPI) são utilizados para prevenir os trabalhadores de riscos específicos a que possam estar expostos prejudicais para a sua saúde e bem-estar. Os equipamentos de protecção individual devem ser pessoais e intransmissíveis, ou seja, cada trabalhador deverá ter os seus (EPI). Caso não seja possível cada trabalhador ter o seu próprio EPI, o mesmo deverá ser descontaminado entre cada utilização. 82

83 Ao adquirirmos os EPI s devemos ter em conta os critérios seguintes: Normas aplicáveis à sua concepção e fabrico; Riscos a prevenir e condições do local de trabalho; Exigências ergonómicas e de saúde do trabalhador; Parte do corpo a proteger; Características do próprio trabalhador; Usado de acordo com as instruções do fabricante; Cómodos, leves, robustos e adaptáveis. Directiva nº89/686/cee, do Conselho, de 21 de Dezembro. (ver anexo VI) Os equipamentos de Protecção Individual devem ser utilizados quando os riscos existentes não podem ser evitados, quando não são suficientemente limitados por meios técnicos de protecção colectiva ou por medidas/ métodos ou processos de organização do trabalho: Condições do trabalhador; Proporcionam uma protecção eficaz; Não ocasionam riscos adicionais nem danos desnecessários; Serem compatíveis entre si, no caso de uma utilização simultânea de vários equipamentos. 83

84 Tipos de EPI s Cabeça: Capacete: O uso é pessoal e obrigatório e deve ser utilizado sempre que as condições de trabalhos o obriguem, quer pela existência de perigo de queda do trabalhador ou de materiais sobre ele. No geral o trabalhador protege-se de: Quedas de objectos; Cortes na cabeça; Projecção violenta de objectos; Choques eléctricos; Choques térmicos. Capuz : O uso é pessoal com a finalidade da protecção do crânio contra riscos das seguintes origens: Origem térmica; Salpicos de produtos químicos; Contacto com partes móveis de máquinas. 84

85 Ouvidos Protector para os ouvidos: Os protectores de concha envolvem todo o pavilhão auditivo externo no seu conjunto, a fim de proteger do ruído. Tampões auditivos: são inseridos no canal auditivo externo.com a finalidade de proteger o trabalhador do ruído que está acima do limite de tolerância, 87 db. Protecção ocular Óculos: A sua finalidade é de proteger os trabalhadores contra possiveis acidentes que possam acontecer, tais como: Contra partículas; Luz intensa; Radiação; Salpicos de produtos químicos. 85

86 Protecção do rosto Mascaras: Vias respiratórias; Protecção do sistema respiratório contra gases tais como: Vapores; Névoas; Poeiras. Pés e pernas Botas: Este tipo de calçado visa proteger os pés, dedos dos pés e pernas contra riscos de: Origem térmica; Humidade; Produtos químicos; Quedas e perfurações. 86

87 Mãos e braços Luvas de proteção,mangas, manguitos, dedeiras: Devem ser utilizadas em trabalhos que haja perigo de lesão provocado por: Materiais corrosivos; Escoriastes; Abrasivos; Cortantes ou perfurantes; Produtos químicos; Cáusticos; Alérgicos; Solventes orgânicos e derivados do petróleo. 87

88 Pele Cremes protectores: Protecção da pele contra a acção de produtos químicos em geral. Grupos de cremes: Grupo 1 - creme água resistente, é aquele que,quando na pele do usuário,não é facilmente removível com água. Grupo 2 - creme óleo resistente, são aqueles que, quando aplicado na pele do usuário, não é facilmente removível na presença de óleos ou substâncias apolares. Grupo 3 - cremes especiais são aqueles com indicações e usos definidos e bem especificados pelo fabricante. Tronco e abdómen Aventais, capas, jaquetas: Equipamentos especiais de protecção para evitar os riscos tais como: Riscos de origem térmica; Riscos de origem radioactiva; Riscos de origem mecânica; Agentes químicos; Agentes meteorológicos 88

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