Estratégia 2013 // 2015

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1 Estratégia 2013 // 2015 setembro 2014

2 [I. Enquadramento] A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) foi criada pelo Decreto-Lei n.º 326- B/2007, de 28 de setembro e incorpora, desde 1 de outubro de 2007, as atribuições da ex Inspeção-Geral do Trabalho (IGT) e do ex Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (ISHST). Com a entrada em funções do XIX Governo Constitucional, a ACT é integrada no Ministério da Economia e do Emprego pelo Decreto-Lei nº 86-A/2011, de 12 de julho. Na lei orgânica do MEE, Decreto-Lei nº 126-C/2011, de 29 de dezembro, é estabelecida à ACT a missão de: promoção da melhoria das condições de trabalho, através da fiscalização do cumprimento das normas em matéria laboral e o controlo do cumprimento da legislação relativa à segurança e saúde no trabalho, bem como a promoção de políticas de prevenção dos riscos profissionais, quer no âmbito das relações laborais privadas, quer no âmbito da Administração Pública. O Decreto Regulamentar n.º 47/2012 de 31 de julho publica a nova lei orgânica da ACT. Neste contexto foi definida em setembro de 2012 uma Estratégia para o período , agora objeto de 2ª revisão 1, na sequência da 4ª alteração à lei orgânica do XIX Governo constitucional, aprovada por DL n.º119/2013 de 21 de agosto, que operou a alteração da tutela da ACT para o Ministério da Solidariedade, do Emprego e da Segurança Social (MSESS), mantendo-se as atribuições anteriormente estabelecidas à ACT 2. O presente documento constitui, assim, a Estratégia revista, definindo as orientações estratégicas, valores, objetivos e programas-base de ação que irão nortear a atividade da ACT. 1 1ª revisão em junho de 2013, na sequência de nomeação de nova equipa dirigente 2 DL n.º167-c/2013, de 31 de dezembro aprova a lei orgânica do MSESS 2

3 O quadro de crise, com excesso de procura de emprego, agudiza o trabalho precário, sob as mais diversas vertentes: trabalho a termo, e trabalho temporário sem fundamentação fáctico-jurídica adequada, trabalho não declarado, subdeclarado e até falso trabalho independente e, ainda, o aumento dos salários em atraso. Agudiza também a exposição dos trabalhadores a riscos profissionais, dado o controlo de custos nas empresas com impacto neste domínio, com potenciais repercussões nos acidentes de trabalho. As alterações na legislação do trabalho, em particular a flexibilização da gestão dos tempos de trabalho, as inúmeras cessações de contratos de trabalho, que apresentam, muitas vezes, irregularidades processuais, requerem da ação inspetiva uma intervenção mais exigente e concertada. A Estratégia para identifica dois grandes Objetivos Estratégicos a partir desta realidade redução dos acidentes de trabalho e intensificação do acompanhamento das situações de crise empresarial para a concretização dos quais são fixados seis grandes Programas, quatro correspondendo à ação externa da ACT e dois ao desenvolvimento das condições internas. Explicitam-se ainda, dentro de cada Programa, as grandes linhas de ação que serão concretizadas nos Planos de Atividades e com os objetivos/indicadores do Quadro de Avaliação e Responsabilização (QUAR) a fixar anualmente. O presente documento visa garantir a coerência da ação da ACT até 2015, dando os referenciais necessários ao planeamento das ações a desenvolver e à definição dos indicadores para a sua monitorização. 3

4 [II. Caraterização da ACT] A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) é um serviço central da administração direta do Estado, dotado de autonomia administrativa. A ACT tem sede em Lisboa e exerce competências em todo o território continental. Em termos orgânicos, a ACT é dirigida por um inspetor-geral, coadjuvado por dois subinspetoresgerais. É ainda órgão da ACT o conselho consultivo para a promoção da segurança e saúde no trabalho. A estrutura nuclear da ACT integra os Serviços Centrais, sediados em Lisboa e respetivas delegações com uma área territorial de jurisdição correspondente às unidades de nível III das nomenclaturas das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS). A estrutura descentralizada, visa assegurar uma presença em todo o território continental, de forma a garantir uma atuação caracterizada pela proximidade relativamente aos trabalhadores, empresas e cidadãos. A ACT encontrase organizada de acordo com a seguinte estrutura: 4

5 Represen tações Segurança e Saúde no Trabalho Relações Laborais As atribuições da ACT encontram-se expressas, de forma detalhada no artigo 2º do Decreto regulamentar nº 47/2012 de 31 de julho lei orgânica da ACT e artº 11º do DL n.º167-c/2013, de 31 de dezembro No quadro seguinte sintetizam-se as referidas atribuições expressas na lei orgânica, de modo a permitir uma perceção rápida das áreas e formas de intervenção: Áreas de atuação / Formas de intervenção Promover Controlar Fiscalizar Participar / Colaborar Gerir Processos / Coordenar Comunicar, Informar e Sensibilizar Apoiar organizações Sindicais e Patronais Cumprimento das disposições legais regulamentares e convencionais * * * Relações laborais (incluindo trabalho de estrangeiros e trabalho de menores) * * * * * Contra ordenações * Conhecimentos científicos e técnicos sobre SST * * * * Politicas SST * * * * Formação SST * * * Sistema de prevenção de riscos profissionais * * Funcionamento dos serviços de Segurança e Saúde no Trabalho * * * Representação nacional do Sistema Internacional de alertas para SST * * * Sistema Industrial responsável * * Representação / Colaboração Internacional * * 5

6 [III. Diagnóstico] A ACT, enquanto organismo responsável pelo controlo do cumprimento da legislação em matéria de relações laborais e de segurança e saúde no trabalho, tem desenvolvido nos últimos anos, um conjunto de iniciativas conducentes ao desempenho do seu papel na regulação das condições de trabalho, à modernização dos seus recursos, à promoção da eficiência e qualidade da prestação de serviços. Esta evolução é tanto mais importante quanto o contexto de crise socioeconómica que o país atravessa tende a agravar as condições de trabalho, pelo que importa adaptar a organização às novas exigências, prosseguindo simultaneamente o caminho da melhoria de desempenho e de eficiência. Como indicadores das condições de trabalho salientam-se por exemplo os salários em atraso em situações de crise empresarial e os acidentes de trabalho. No quadro seguinte podemos constatar que no período quer o total de acidentes de trabalho, quer o número de acidentes de trabalho mortais registaram uma tendência decrescente. Acidentes de trabalho e taxas de incidência Acidentes de trabalho Total de acidentes de trabalho Acidentes de trabalho mortais Taxa Incidência dos Acidentes de trabalho Total de acidentes de trabalho 5.546, , , , , , , , , , ,0 Acidentes de trabalho mortais 8,7 8,3 8,1 7,1 7,0 7,0 5,8 6,3 5,3 5,1 5,0 Fonte: GEP/MSSS, Acidentes de Trabalho 6

7 A taxa de incidência de acidentes de trabalho, isto é, o indicador que relativiza as ocorrências relativamente à população em risco, era de acidentes de trabalho por cada trabalhadores, sendo a região Norte a que detinha maior índice imediatamente seguida da região Centro. Tratava-se, aliás das duas únicas regiões com valores acima da média nacional. Taxa de incidência de acidentes de trabalho (por trabalhadores) Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira Fonte: GEP/MSSS, Acidentes de Trabalho Apesar da tendência decrescente assinalada, em 2012 foram objeto de ação inspetiva da ACT 149 acidentes de trabalho mortais. Nº de Acidentes Mortais Tipo de acidente Nas instalações In itinere Em viagem, transporte ou circulação Total

8 No que se refere ao acompanhamento de situações de crise empresarial, a pedido ou por iniciativa da ACT, em 2012 foram objeto de intervenção empresas abrangendo um total de trabalhadores tendo dado origem a autos de notícia. Àquela ação corresponderam verificações da legalidade procedimental em situações de redução ou suspensão temporária dos contratos de trabalho por facto respeitante ao empregador e foram objeto de maior número de verificações, situações de salários em atraso, extinção de postos de trabalho, pedidos de retribuição em mora, despedimento coletivo, encerramento definitivo e lay off, fundo de garantia salarial, de acordo com o mapa seguinte: Matérias objeto de Verificações em situações de crise empresarial Matérias Total de verificações Salários em atraso Extinção de posto de trabalho 809 Pedido de declaração de retribuição em mora 579 Despedimento colectivo 385 Encerramento definitivo 335 Lay off 229 Fundo de Garantia Salarial 216 Insolvência 196 Pedido de modelo de FGS 123 Encerramento temporário 44 Total geral A situação de crise faz recear o aumento destes números, exigindo assim um maior esforço de atuação por parte da ACT. 8

9 A atuação da ACT está naturalmente condicionada pela envolvente, sendo imprescindível, na formulação da estratégia, diagnosticar a nível externo as oportunidades e ameaças que se apresentam e, a nível interno, os pontos fortes que fortalecem a atuação da ACT e os pontos fracos que constituem constrangimentos à sua ação. Complementarmente, a elaboração da Estratégia tem ainda em consideração os referenciais estratégicos de nível internacional e nacional, em vigor, e que se revestem influentes das condições de trabalho, nomeadamente: 9

10 Convenções da Organização Internacional do Trabalho e referencial sobre Políticas e Estratégias para Agenda do Trabalho Digno da OIT; Diretiva-Quadro 89/391/CE e respetiva transposição pela Lei nº 102/2009, de 10 de Setembro., e Diretivas especiais dela decorrentes e Diretivas de Serviços e de Reconhecimento das Qualificações Profissionais; Lei n.º 3/2014 de 28 de janeiro e Lei nº 35 /2014, de 20 de Junho organização dos serviços de SST; Estratégia Comunitária e Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho; Estratégia Europa 2020 e Plano Nacional de Reformas crescimento inteligente, verde e sustentável; Compromisso para o crescimento, a competitividade e Emprego de Janeiro de 2012; Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN); IV Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação ; II Plano Nacional contra o Tráfico de Seres Humanos ; O II Plano Nacional para a Integração de Imigrantes ; Legislação nacional relativa as relações e condições de trabalho; Referenciais relativos à gestão de riscos de corrupção e infrações conexas, à igualdade de género, à sustentabilidade e à redução de custos na Administração Pública. Princípios orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos,

11 Salienta-se, em especial, o Compromisso para o crescimento, a competitividade e Emprego de Janeiro de 2012, que afirma a necessidade de garantir que, a par da redução do défice orçamental em percentagem do PIB, sejam criadas as condições para uma recuperação forte e duradoura do crescimento económico, multiplicando as oportunidades para o investimento, para a criação de emprego e manutenção e melhoria da sua qualidade, apresentando assim como objetivo a criação de empregos de qualidade. Mais diretamente ligados à missão da ACT são de relevar os objetivos de combate à economia informal (II.K.) e o Cap. relativo à legislação laboral, subsídio de desemprego e relações laborais (IV), explicitando medidas em matéria de organização do tempo de trabalho, regime de feriados e férias, despedimento, regime jurídico das compensações em caso de cessação do contrato de trabalho e criação do fundo de compensação do trabalho, promoção da mediação e da arbitragem laboral, fiscalização das condições de trabalho, criação do centro de relações laborais tripartido e subsídio de desemprego e negociação coletiva. De referir, em particular, o ponto IV.H. pela explicitação da Fiscalização das Condições de Trabalho e Comunicações à Autoridade para as Condições do Trabalho, que estabelece um conjunto de simplificações com dispensas de comunicação à ACT e deferimentos tácitos ou autorizações por via eletrónica, o que cria, necessariamente, um conjunto de desafios de eficácia e eficiência na sua ação. Neste ponto é ainda salientado que deve ser reforçada a atuação da ACT para garantir o cumprimento da Lei, nomeadamente por organização de campanhas em todos os casos em que são visíveis violações da lei, na verificação das situações solicitadas pelos Parceiros Sociais em todos os encerramentos ilegais de empresas ou situações de salários em atraso e, em geral, nos casos que ponham em causa a concorrência leal. É ainda relevante o referencial da OIT de Políticas e Estratégias para (adotado pelo Conselho de Administração da OIT na sua 304ª sessão, em março de 11

12 2009), que serve de base ao atual plano de ação da OIT para o período de (adotado pelo Conselho de Administração da OIT na sua 307ª sessão, em março de 2010) e tem por objetivo melhorar a situação da segurança e saúde do trabalho em todo o mundo, incentivando os responsáveis para a tomada de decisões e elaboração e aplicação de políticas e programas de ação nacionais que visam introduzir melhorias no sistema nacional de saúde e segurança do trabalho, por forma a alcançar o maior grau de efetividade das normas internacionais referidas (Convenção nº 155 da OIT, do seu Protocolo 2002, e da Convenção n.º 187). 12

13 [IV. Modelo de formulação estratégica] A instituição de uma lógica de gestão por objetivos faz parte integrante de uma abordagem moderna à gestão pública preocupada com os resultados/efeitos da sua ação sobre as necessidades a que responde. A definição clara de objetivos e a avaliação rigorosa de resultados constituem marcos essenciais no ciclo de gestão dos organismos públicos e são requisitos indispensáveis à sua prestação de contas perante a sociedade. O processo de elaboração da Estratégia da ACT adota, assim, uma formulação assente numa gestão por objetivos de acordo com o SIADAP, nível 1, concretizável em Planos de Atividades e avaliações anuais.

14 A estratégia da ACT está subordinada às orientações superiores da tutela, e incorpora também os referenciais atrás referidos, sendo ainda influenciada pela conjuntura económica, financeira e social do País. O modelo de gestão preconizado é constituído por 6 etapas, que conduzem da estratégia à avaliação passando pela sua operacionalização. 14

15 1. Definição da estratégia A estratégia preconizada para o período assenta em três patamares: 1.1 Missão e Visão A missão de uma organização reflete a sua razão de ser, concretizada nas atividades que desenvolve. É o quadro de referência para a sua ação. A missão da ACT decorre da sua lei orgânica: Promoção da melhoria das condições de trabalho através da a fiscalização do cumprimento das normas em matéria laboral e o controlo do cumprimento da legislação relativa à segurança e saúde no trabalho, bem como a promoção de políticas de prevenção dos riscos profissionais, quer no âmbito das relações laborais privadas, quer no âmbito da Administração Pública. A partir da missão, considera-se como Visão: Consolidação da ACT como a entidade pública de referência na promoção da segurança, saúde e bem-estar no trabalho e da garantia de elevados padrões de cumprimento dos normativos em matéria laboral, num quadro de uma globalização justa e de um desenvolvimento sustentável, e de igualdade de oportunidades. 15

16 A visão e a missão criam, não só o enfoque, mas também o suporte à ação a qual, por sua vez, exige uma agenda de adaptação interna à ACT, de forma a garantir sustentadamente uma resposta eficaz e eficiente aos problemas e desafios que se lhe colocam Objetivos estratégicos Entende-se como objetivos estratégicos os resultados a alcançar, traduzidos na alteração do estado das condições de trabalho, enquanto objeto de atuação da ACT, constituindo-se como referencial para o conjunto da sua ação e passíveis de serem avaliados. Os objetivos estabelecidos têm assim natureza transversal e concretizam a sua missão. Constituem grandes objetivos para o período : Objetivo estratégico (OE1) Promover a redução dos acidentes de trabalho Objetivo estratégico (OE2) Reforçar o acompanhamento das situações de crise empresarial Para a concretização dos objetivos estratégicos concorrem um conjunto de programas de caráter substantivo ligados às áreas de atuação da ACT, bem como programas de suporte técnico e organizacional à preparação e avaliação de políticas e ao desenvolvimento de condições internas à prossecução da ação prevista, tendo em conta os recursos mobilizados. Assim, do ponto de vista operacional, no tocante às áreas de atuação da ACT, são definidos os seguintes programas: 16

17 Regulação das Condições de Trabalho conjunto de ações visando a aplicação da legislação laboral através de campanhas em setores prioritários e de ações inspetivas no domínio das condições de trabalho em geral, numa perspetiva preventiva e de controlo; Auto regulação pelas Empresas conjunto de ações que contribuem para que os agentes económicos garantam por si próprios condições de trabalho adequadas nomeadamente pela aplicação da legislação em vigor, através da disponibilização de informação técnica, instrumentos de trabalho, realização de eventos e estabelecimento de parcerias Sistema de saúde e segurança no trabalho conjunto de ações necessárias ao funcionamento com qualidade dos serviços de saúde e segurança no trabalho nas empresas, através da certificação das entidades prestadoras de serviços e da promoção da formação técnica em saúde e segurança no trabalho, bem como da dinamização da rede de prevenção de riscos profissionais Atendimento resposta às solicitações das empresas e dos trabalhadores e seus representantes em matéria informativa e de reclamações relativas à aplicação da legislação laboral e outras condições de trabalho, nomeadamente em matéria de SST. Do ponto de vista do suporte técnico e organizacional, visando as adequadas condições de funcionamento interno: Políticas de trabalho - conjunto de ações visando o conhecimento do mercado laboral, nas suas caraterísticas e tendências, contribuir para as políticas de trabalho, na sua conceção e na avaliação da sua implementação, e assegurar as representações internas e externas, nos organismos internacionais e europeus. Desenvolvimento Organizacional medidas conducentes à evolução da ACT em função da sua Estratégia e Planos de Ação, através de processos de modernização administrativa, do controlo orçamental e do desenvolvimento de competências dos seus trabalhadores 17

18 18

19 O diagrama estratégico resulta, assim, numa visão global do caminho para o período e estará na base dos exercícios de planeamento anuais, onde se procederá à confirmação e ajuste das iniciativas previstas para esse horizonte temporal Princípios orientadores A estratégia preconizada assenta em cinco princípios ou valores que devem nortear toda a atuação da ACT em linha com os objetivos do SIADAP/QUAR: Criação de Valor Valor acrescentado para os destinatários (Estado Governo Parceiros Sociais Empresas Cidadãos) em consonância com a estratégia definida e com o alinhamento de todos os ativos, tangíveis e intangíveis Eficácia Garantir a obtenção dos resultados (impactos) da implementação da estratégia e planos de ação ao nível das áreas nucleares que compõem a essência das suas atribuições Eficiência Garantir a otimização da utilização dos recursos através de uma melhor aplicação dos meios, nomeadamente da modernização de processos e adequação dos modelos organizativos Pessoas e Qualidade Investir no desenvolvimento profissional e na motivação dos colaboradores de forma a garantir a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados pela ACT nas áreas inspetiva e da promoção das condições de trabalho Sustentabilidade Gestão sustentável no desenvolvimento das condições de trabalho numa perspetiva económica, social e ambiental 19

20 A operacionalização da Estratégia da ACT para o triénio articulará os Princípios Orientadores da Ação com os Objetivos Estratégicos, procurando assim melhorar o comportamento e desempenho em todos os níveis da organização. Os Objetivos Estratégicos e os Princípios Orientadores manter-se-ão ao longo do período como linhas de orientação para novas iniciativas ou necessidade de revisão das identificadas, e correspondem ao compromisso da ACT com as propostas formuladas. 2. Operacionalização da estratégia Como se referiu, os Objetivos são concretizados através de 4 grandes Programas, que se desdobram agora em Linhas de Ação, a partir das quais serão explicitados os projetos e atividades de cada Plano Anual de Atividades, apoiados ainda por 2 Programas de suporte. Entende-se por Programa a área de atuação da ACT tendo em conta os diferentes tipos de necessidades e de população alvo em matéria de condições de trabalho e por Linhas de Ação as formas de intervenção adotadas pela ACT naquelas áreas de atuação, tendo sempre presente os objetivos fixados. Nos quadros seguintes apresenta-se uma interligação entre os Programas e Linhas de Ação que deverão nortear os projetos/atividades a desenvolver anualmente e que conduzam à concretização dos objetivos estratégicos da ACT. 20

21 Programas Linhas de ação Assegurar o cumprimento da legislação laboral, através de uma abordagem equilibrada entre fiscalização e promoção do cumprimento voluntário Desenvolver campanhas setoriais com stakeholders Regulação das Condições de Trabalho Identificar necessidades de alteração do quadro legislativo de forma a promover um mercado de trabalho laboral justo e equitativo Garantir a coerência, celeridade e eficácia dos processos de contraordenação laboral Avaliar e atualizar metodologias de atuação dos inspetores do trabalho garantindo a eficácia da sua ação Programas Linhas de ação Desenvolver e disponibilizar instrumentos de auto-avaliação que facilitem o cumprimento da legislação laboral Aprofundar parcerias estratégicas e de cooperação com parceiros sociais Auto-regulação pelas Empresas Garantir a produção e difusão de informação técnica especializada em matéria laboral, incluindo SST Aprofundar metodologias de prevenção dos acidentes de trabalho e doenças profissionais em setores com maior incidência de sinistralidade Promover o debate e troca de informações e experiências em matéria de condições de trabalho 21

22 Programas Linhas de ação Assegurar uma Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho Dinamizar a rede de prevenção de riscos profissionais, através do desenvolvimento de parcerias estratégicas Sistema de SST Assegurar a certificação das empresas prestadoras de serviços de SST Garantir o sistema de formação dos técnicos de SST Apoiar estudos e projetos na área de SST Avaliar e atualizar metodologias de ação para os técnicos de promoção da SST Programas Linhas de ação Garantir uma resposta efetiva às solicitações dos públicos-alvo Atendimento Melhorar os meios online e dinamizar a sua utilização, aproximando a ACT dos cidadãos e das empresas Simplificar o acesso aos serviços da ACT, nomeadamente através da intensificação do recurso às novas tecnologias Promover a satisfação dos clientes externos da ACT 22

23 Programas Linhas de ação Acompanhar a evolução do mercado laboral para adequação da atuação da ACT, reforçando a capacidade de recolha e tratamento da informação Acompanhar a evolução das políticas laborais a nível nacional e preparar a sua implementação nos domínios de ação da ACT Políticas de trabalho Desenvolver de parcerias estratégicas geradoras de um maior envolvimento com os parceiros sociais e institucionais e com a comunidade técnico-científica. Participar na elaboração de políticas europeias em matéria de trabalho Garantir as representações em instituições internacionais e europeias congéneres Acompanhar e implementar a nível nacional os trabalhos da Agência Europeia de SST Desenvolver novos serviços, inovadores, capazes de responder à evolução das necessidades, do conhecimento, das tecnologias e dos recursos Programas Linhas de ação Desenvolver uma cultura de melhoria contínua dos processos de trabalho e de gestão interna através da harmonização de procedimentos e partilha de informação Promover ações de melhoria da satisfação e motivação dos colaboradores da ACT Desenvolvimento Organizacional Promover a melhoria das condições de bem-estar, saúde e segurança no trabalho na ACT Rever os conteúdos de comunicação num plano integrado, tendo em conta os novos meios de comunicação, novos objetivos e novos públicos-alvo, articulando estreitamente a área de comunicação e as restantes áreas funcionais na sua elaboração. Promover ações de otimização dos recursos numa ótica de sustentabilidade Promover o aumento das competências dos trabalhadores 23

24 Criação de Valor Eficácia Eficiência Pessoas e Qualidade Sustentabilidade 3. Alinhar a organização A concretização da estratégia exige uma organização orientada pelos valores/princípios identificados. Assim, estes princípios devem estar presentes na concretização dos Programas, com maior ou menor envolvimento de acordo com a natureza destes conforme mapa seguinte: Relação dos programas com os princípios orientadores Princípios orientadores Programas Regulação das condições de Trabalho Auto-regulação pelas Empresas Sistema de SST Atendimento Políticas de trabalho Desenvolvimento organizacional -- relação principal relação secundária 24

25 As Unidades Orgânicas (Serviços Centrais e Delegações) concretizam, na sua esfera de ação específica, objetivos alinhados com os grandes Objetivos Estratégicos, tendo em conta os Programas definidos e a complementaridade das ações interserviços. A matriz seguinte estabelece o contributo mais relevante de cada unidade orgânica para a concretização dos Programas que garantem os Objetivos Estratégicos. Programas Direção DSAAI DPSST DSAG Delegações Regulação das Condições de Trabalho Auto regulação pelas -- Empresas Sistema de SST Atendimento Políticas de Trabalho -- Desenvolvimento Organizacional Concretização Acompanhamento/contributo 25

26 4. Planeamento das ações A concretização da Estratégia a partir da Linhas de Ação definidas exige a fixação de objetivos operacionais concretizados sob a forma de Projetos e/ou Atividades. A sua realização permitirá responder às exigências do Sistema de Avaliação de Desempenho da Administração Pública (SIADAP), designadamente no que respeita à performance organizacional ensaiada em sede de Quadro de Avaliação e Responsabilização (QUAR) e apoiará o processo de formulação dos objetivos e avaliação dos próprios funcionários. Assim, os Objetivos Estratégicos deverão ser desdobrados e alinhados com objetivos de nível intermédio (das várias unidades orgânicas que integram a ACT), refletindo o seu contributo para a estratégia global. O Plano Anual de Atividades, instrumento operacional indispensável, será elaborado tendo presente os Objetivos Estratégicos e as Linhas de Ação, contendo, para além dos Projetos/Atividades correntes, novas iniciativas a desenvolver. Serão definidos objetivos das direções, projetos/atividades, indicadores e metas a atingir, atribuindo-se recursos e controlando-se os resultados. 5. Monitorização Através da monitorização da Estratégia pretende-se uma gestão ativa e dinâmica que permita uma atuação atempada sempre que ocorram desvios que comprometam ou inviabilizem o cumprimento dos Objetivos Estratégicos definidos. Durante a fase de implementação da estratégia é importante a existência de um processo gerador informação, isto é, que assegure a recolha de dados que permitam avaliar a execução dos objetivos planeados e comunique os resultados de modo a que sejam tomadas decisões sempre que se vislumbre desalinhamento ao planeado. 26

27 O processo de monitorização decorre, essencialmente, da avaliação do cumprimento dos objetivos anuais inseridos nol Planos de Atividades, tendo em conta o grau de realização dos Projetos e Atividades e a evolução dos indicadores associados aos Objetivos Estratégicos de médio prazo. Define-se o período semestral para a monitorização ao nível dos objetivos e reporte da monitorização das atividades e projetos dos planos anuais. 6. Avaliar e Ajustar O modelo de gestão definido possibilita que a estratégia seja um elemento dinâmico capaz de se adaptar às mudanças e condicionalismos internos e externos. Identificamos como elementos internos suscetíveis de terem impactos na estratégia: Os resultados da monitorização dos objetivos Alterações nos projetos/atividades previstas Baixo grau de execução dos objetivos ou projetos Falta dos recursos necessários ao desenvolvimento das atividades Mas a execução da Estratégia também pode ser condicionada por fatores externos como as restrições orçamentais, que podem condicionar o normal desempenho da atividade. Em suma: 27

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