ÁREA: GESTÃO DE PESSOAS Acidentes de Trabalho: Um Velho Desafio

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1 ÁREA: GESTÃO DE PESSOAS Acidentes de Trabalho: Um Velho Desafio AUTORES DAYANNE MARCIANE GONÇALVES Universidade Estadual do Centro - Oeste Unicentro SILVIO ROBERTO STEFANO Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná - Unicentro ANA CRISTINA LIMONGI FRANÇA Universidade de São Paulo Resumo Sob o lema Minha vida, meu trabalho, meu trabalho seguro, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou sua campanha para marcar o 28 de abril de 2008, em torno do tema geral A gestão do risco no ambiente de trabalho. O acidente de trabalho impacta negativamente diversos segmentos da sociedade contemporânea inclusive a sociedade brasileira. Este estudo tem como objetivo principal apresentar uma análise quantitativa dos registros oficiais de acidentes de trabalho no Brasil. A partir dos dados históricos, de fonte secundária, pode-se conhecer com melhor clareza conseqüências dos acidentes de trabalho. Os domínios de análise foram a legislação vigente no Brasil relacionadas às ações de prevenção, controle e eliminação dos acidentes de trabalho. Dentre os achados observa-se que na década de 90 houve redução nos índices de acidentes. Porém a partir do ano 2000, acidentes de trabalho voltaram a aumentar a ocorrência, ratificando a necessidade de fortalecer políticas e práticas de gestão por parte das organizações e órgãos fiscalizadores. Entre as necessidades de fortalecimento da gestão destacam-se medidas preventivas organizacionais de melhorias ergonômicas, qualificação em todos os níveis de ação: operação, média gerência, especialistas e alta direção, reforçadas pela correta aplicação dos mecanismos legais de fiscalização e controle governamentais. Palavras-Chave: Acidente de Trabalho, conseqüências, medidas preventivas. Abstratc Under the motto My life, my work, my safe place of work, the International Labor Organization (ILO) launched its campaign in order to mark that 28 of April of 2008, around the general subject The risk management in the environment of labor. The labor accident has impacted negatively several segments of the contemporary society including the Brazilian society. This study intends to present a quantitative analysis of the official registers of labor accident in Brazil. From the historical data, of secondary source, it is possible to know with better clarity consequences of the labor accident. The scope of analysis has been the legislation in force in Brazil related to the actions of prevention, control and elimination of the labor accident. Among the finds it is noticed that in the 90 s there have been reduction in the rates of accidents. However from the 2000 year on, labor accidents increased again, ratifying the needs of strengthening politics and practices of management for part of the organizational and supervisory organs. Between the needs of strengthening of the organizational management of improvements are outstanding: preventive ergonomics measures, qualification in all the levels of action: operation, middle management, specialists and top direction,

2 2 reinforced by the correct application of the legal government mechanisms of inspection and control. Key-words: labor accident, consequences, writs of prevention. 1 INTRODUÇÃO Segundo dados publicados no Portal da Fundacentro (www.fundacentro.org.br) o Brasil perde, por ano, o equivalente a 4% do PIB por causa dos acidentes de trabalho. Segundo dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho, publicado em janeiro de 2008, foram registrados em 2006, em todo o País, acidentes de trabalho. A incidência de acidentes aumentou em relação a 2005 e 2004 e é muito expressiva, devido às condições precárias de trabalho, do uso de máquinas obsoletas e processos inadequados, entre outros fatores. As organizações são constituídas de pessoas e dependem delas para atingir seus objetivos, razão pela qual busca-se proteger a integridade física e mental de seus colaboradores. Sendo assim, a Área de Recursos Humanos visando prevenir (reduzir e eliminar) a ocorrência de acidentes apresenta um tópico específico que diz respeito à Higiene, Segurança e Medicina do trabalho. Assim, a atividade de Higiene e Segurança no Trabalho, à luz da gestão de Recursos Humanos, refere-se a uma série de normas e procedimentos visando, essencialmente, proteger a saúde física e mental do empregado, buscando resguardá-lo dos riscos de saúde relacionados com o exercício de suas funções e com o ambiente físico onde o trabalho é executado (CARVALHO; NASCIMENTO, 2002). De acordo com esses autores, o acidente de trabalho pode ser definido como lesão corporal, perturbação ou doença profissional, determinantes de incapacidade, gerados pelo exercício do trabalho. Esses podem ser classificados como: típicos, atípicos, e de trajeto. Eles são originários de problemas referentes ao sistema de higiene e segurança do trabalho, uma vez que gerados por condições inseguras ou até mesmo por um ato inseguro do próprio empregado ao exercer sua atividade de trabalho. Os indicadores de acidentes do trabalho são utilizados para mensurar a exposição dos trabalhadores aos níveis de risco inerentes à atividade econômica, permitindo o acompanhamento das flutuações e tendências históricas dos acidentes e seus impactos nas empresas e na vida dos trabalhadores. Além disso, fornecem subsídios para o aprofundamento de estudos sobre o tema e permitem o planejamento de ações nas áreas de segurança e saúde do trabalhador (ANUÁRIO ESTATÍSTICO DE ACIDENTES DE TRABALHO, 2006)". Além de causarem danos, algumas vezes irreparáveis, os acidentes no ambiente de trabalho podem gerar prejuízo material e moral para as empresas, uma vez que afetam a produtividade, geram custos e denigrem a sua imagem perante os consumidores. Assim, realizou-se a análise dos registros oficiais de acidentes de trabalho nos últimos anos no Brasil, traçando um paralelo entre a teoria e a realidade, demonstrando a importância do assunto abordado pelo estudo diante dos dados levantados no decorrer da pesquisa, com foco na prevenção. 2 PROBLEMA DE PESQUISA E OBJETIVO Este estudo tem como objetivo principal apresentar uma análise quantitativa dos registros oficiais de acidentes de trabalho no Brasil, a partir dos dados históricos, de fontes secundárias, podendo-se conhecer com clareza as conseqüências dos acidentes de trabalho. Observa-se que o problema do presente estudo se baseia nas seguintes questões: i) Qual a situação dos acidentes de trabalho nos últimos 36 anos no Brasil? ii) Eles estão reduzindo ou aumentando? iii) Qual Região do Brasil apresenta o maior índice de acidentes de trabalho? iv) Quais as partes do corpo mais atingidas?

3 3 3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Desde os anos setenta, quando começaram os registros sobre acidentes do trabalho, sabe-se que as estatísticas oficiais brasileiras são limitadas, pois não incluem os trabalhadores informais, mesmo assim os dados são graves. A jornalista Maisa Naercio (Fundacentro, 2008), relata que : [...] cerca de 30% dos acidentes atingem mãos, dedos e punhos, e poderiam ser evitados com investimentos em máquinas mais modernas, com dispositivos de segurança, capacitação dos trabalhadores e processos de produção mais adequados.e os acidentes de trabalho são responsáveis uma perda econômica anual da ordem de 2,3% do PIB brasileiro. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que, no mundo, trabalhadores morrem a cada dia devido a acidentes e doenças relacionadas com o trabalho, cifra que está aumentando. Além disso, a cada ano ocorrem 270 milhões de acidentes de trabalho não fatais (que resultam em um mínimo de três dias de falta ao trabalho ) e 160 milhões de casos novos de doenças profissionais. A OIT estima que o custo total destes acidentes a doenças equivale a 4 por cento do PIB global. Segundo Zocchio (2001) prevenir acidentes de trabalho é dever de todos, uma vez que todos têm obrigações a cumprir com relação à prevenção de acidentes como: as autoridades de todos os escalões; os empresários e dirigentes de empresa de todos os tamanhos e ramos de atividade; as entidades patronais e de trabalhadores; os profissionais de todas as categorias e artes; e, todos como simples cidadãos. Com relação ao tema há diversas áreas que abordam o assunto sob diversos enfoques, como: Higiene e Segurança do Trabalho (enfoque em ARH); Acidentes de trabalho (definição jurídica); Conseqüências dos acidentes de trabalho; prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, que são apresentados a seguir. 3.1 Higiene e Segurança do Trabalho O subsistema da Área de Recursos Humanos denominado manutenção envolve uma série de cuidados visando manter o empregado na organização. Entre os cuidados especiais despendidos em favor do empregado sobressaem os planos de compensação monetária, de benefícios sociais, higiene e segurança do trabalho e relações sindicais. Sendo que esses processos influem de maneira preponderante na permanência das pessoas na organização, e sua motivação para o trabalho e para o alcance dos objetivos organizacionais (MARTOS; STEFANO; GOMES FILHO, 2004). Em contrapartida, Marras (2000) entende que a Higiene e Segurança no Trabalho não faz parte do subsistema de manutenção de Recursos Humanos, mas é um subsistema especifico que compõe a Área de Recursos Humanos devido sua relevância para as organizações. Para Marras (2000) o subsistema de higiene e segurança do trabalho é a área responsável pela segurança industrial, pela higiene e medicina do trabalho relativamente aos empregados da empresa, atuando tanto na área de prevenção quanto na de correção, em estudos e ações constantes que envolvam acidentes no trabalho e a saúde do trabalhador. O autor estabelece ainda as três linhas mais importantes desse subsistema que são: segurança do trabalho, higiene do trabalho e medicina do trabalho. Seguindo o caráter preventivo Marras (2000) enfatiza que a segurança do trabalho envolve: a prevenção de acidentes no trabalho e a eliminação das causas de acidentes no trabalho. Tanto que afirma ser a prevenção de acidentes no Trabalho um programa de longo prazo com o objetivo de conscientizar o trabalhador a proteger a sua própria vida e a de seus companheiros. A higiene no trabalho, segundo Carvalho e Nascimento (2002) trata das condições físicas de trabalho as quais influenciam o comportamento humano. Os autores classificam

4 como condições básicas de Higiene do Trabalho: a temperatura, a iluminação e os ruídos no local de trabalho. A preocupação com a temperatura é fruto de estudos físicos e biológicos os quais demonstraram que, exposto por muito tempo a temperaturas elevadas, o ser humano pode sofrer danos graves à sua saúde. Os recursos naturais utilizados pelo homem com vistas a aumentar a circulação periférica para melhor dissipar o calor interno do organismo, obriga o sistema cardiovascular a um trabalho forçado, o que pode vir a causar cardiopatias sérias. Além disso, sob altas temperaturas o corpo humano tente a perder água e sal por meio do suor, ocorrendo por conseqüência um desequilíbrio orgânico (CARVALHO; NASCIMENTO, 2002). Quanto à iluminação do ambiente de trabalho, o artigo 175 da CLT obriga a empresa a manter condições mínimas de iluminação nos locais de trabalho apropriada à natureza da atividade. A iluminação deverá ser uniformemente distribuída, geral e difusa, a fim de evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. A ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas) determina os níveis de iluminação dos locais de trabalho, em função de cada tipo de atividade. Ou seja, depende do desempenho visual e do conforto visual (CARVALHO; NASCIMENTO, 2002). Também existe uma preocupação com a intensidade dos ruídos que são suportados pelos trabalhadores e que podem causar deficiência auditiva com o decorrer do tempo. No que tange a higiene e medicina do trabalho, Marras (2000) entende que esta pode se relacionar direta e indiretamente com a proteção à saúde do trabalhador no que diz respeito à aquisição de patologias tipicamente relacionadas ao trabalho ou a agentes resultantes dele. Segundo o autor trata-se de questões ligadas à saúde ocupacional do trabalhador podendo-se citar como exemplos: ergonomia, insalubridade, toxicologia e controles clínicos. A ergonomia refere-se a um conjunto de regras e estudos que visa à organização saudável e produtiva do trabalho. Ela é responsável pelas relações entre a máquina e o homem dentro de determinado ambiente de trabalho, visando o bem- estar, a saúde e o bom rendimento do trabalhador (MICHAEL, 2000). Segundo Marras (2000) a ergonomia se propõe a estudar a relação entre o homem e o ambiente que o rodeia no trabalho sob o ponto de vista da medicina, da psicologia e da engenharia. Em seus estudos o autor faz referência a sigla DORT (Doenças Osteomusculares Esqueléticas Relativas ao Trabalho), sob a qual encontra-se um grupo de doenças que se adquire no trabalho, em função do seu exercício. Sendo que o conjunto dessas doenças é estudado pela ergonomia. Dentro do conjunto de patologias provenientes da DORT estão as lesões por esforços repetitivos (LER) causadas por posturas, métodos ou condições inadequadas de trabalho. Por isso, a Consolidação das Leis do Trabalho, artigo 199, prescreve como obrigatória à colocação de assentos que garantam a postura correta ao trabalhador na execução de seu trabalho. Com relação ao assento, o gestor da organização deve considerar a necessidade de se prever um banco ou cadeira para o empregado que permita-lhe: uma postura adequada e estável durante a execução de seu trabalho; conforto por meio do relaxamento de músculos não exigidos para a execução das tarefas; e, aliviar o peso dos pés do operador. Além disso, a Medicina do Trabalho reconhece os riscos de aparecimento de varizes, aumento acentuado da fadiga, e a queda na produtividade àqueles funcionários que permanecem em pé, praticamente imóvel, muitas horas seguidas (CARVALHO; NASCIMENTO, 2002). Ressaltam os autores que há outros aspectos das instalações referentes ao espaço de trabalho que devem merecer atenção e os cuidados do gestor, tais como: as bancadas, mesas, superfícies de trabalho horizontais e verticais e a localização e o arranjo físico de controles, instrumentos e materiais. 4

5 5 Quanto à toxicologia Carvalho e Nascimento (2002) a classificam como distúrbio referente à saúde mental na empresa, a qual se refere a relação entre a saúde mental e o trabalho. Assim, o alcoolismo, o consumo de drogas, o surgimento de fobias e doenças psicossomáticas são alguns dos distúrbios que podem se manifestar em função de desajustes mentais do indivíduo em seu ambiente de trabalho. Os autores citam entre as causas destes distúrbios: a dificuldade de relacionamento entre os vários níveis hierárquicos da empresa; posições ambíguas dos funcionários- poder sobre os subordinados e submissão aos superiores; e, limitação da criatividade no trabalho. Marras (2000) relata sobre o Programa de Controle Médico- Ocupacional, pelo qual a empresa é obrigada por Lei a avaliar periodicamente os seus trabalhadores por meio de exames clínicos que se classificam em exames: admissionais, demissionais, de retorno ao trabalho, periódicos, complementares, e de mudança de cargo. Observa-se que a segurança do trabalho envolve uma engenharia, um conhecimento de legislação específica, cujo sucesso é função direta da habilidade de vender o programa à gerência e aos trabalhadores (MICHAEL, 2000). Logo, o subsistema de Higiene e Segurança do trabalho visa proteger a higidez - Hígido: [Do gr. hyg(iés), 'são', 'saudável', + -ido1.] Adj. 1. Respeitante à saúde. 2. Que tem higidez; sadio, são. (FERREIRA, 1999). física e mental dos empregados de acordo com as legislações e normas vigentes que estabelecem regras e procedimentos relacionadas à saúde do trabalhador. 3.2 Acidentes de Trabalho Zocchio (2001) conceitua o acidente de trabalho como ocorrências anormais e indesejáveis no exercício do trabalho que interrompem a atividade onde ocorrem; interferem negativamente também em outras atividades; agridem os trabalhadores com pequenas lesões, ou até grandes mutilações e, às vezes, com a morte; causam diversos e consideráveis prejuízos às empresas; e, contribuem para o desequilíbrio socioeconômico do país. Ayres e Corrêa (2001) consideram acidente do trabalho como infortúnio decorrente do trabalho, que se enquadre na definição legal, tendo em vista que para os autores o fato que não se enquadrar nas disposições legais, não será considerado como acidente de trabalho. No âmbito jurídico Diniz (2007) define o acidente de trabalho como sendo um evento danoso, resultado do exercício do trabalho, que provoca no empregado, direta ou indiretamente, lesão corporal, perturbação funcional ou doença que determine morte, perda total ou parcial, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. A Lei n de 24 de abril de 1991 visa consolidar a legislação que dispõe sobre os Planos de Benefícios e Custeio da Previdência Social e sobre a organização da Seguridade Social. A referida Lei define o acidente de trabalho sob o ponto de vista meramente social, conforme verifica-se em seu artigo 19 o qual assim dispõe: Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Além da definição típica prevista no artigo 20 da referida Lei, ainda considera-se acidente de trabalho: i) doença profissional, ou seja, aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante de relação elaborada pelo MPAS; ii) doença do trabalho, ou seja, aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relaciona diretamente, constante de relação do Ministério da Previdência e Assistência Social (ÁVILA; CASTRO; MAYRINK, 2002).

6 6 A doença profissional pode ocorrer com pessoas que realizam determinado tipo de trabalho, e a doença do trabalho resulta das condições do exercício da função e do meio ambiente do trabalho, podendo atingir todos que trabalhem nas mesmas condições adversas à saúde (AYRES; CORRÊA, 2001). Diniz (2007) classifica o acidente de trabalho em típico e atípico. O primeiro se refere aos acidentes de trabalho que advêm de um acontecimento súbito, violento e involuntário na prática do trabalho, que atinge a integridade física ou psíquica do empregado. A segunda classificação considera atípico o acidente de trabalho oriundo de doença profissional, peculiar a certo ramo de atividade, ou seja, a moléstia é uma deficiência sofrida pelo operário, em razão de sua profissão, que o obriga a estar em contato com substâncias que debilitam seu organismo ou ao exercer sua tarefa, que envolve fato insalubre. Com relação aos acidentes atípicos tem-se o art. 21 da Lei o qual equipara à acidente de trabalho àqueles que contribuem para agravar o estado de saúde do empregado e que ocorrem de forma paulatina. Quando a Lei se refere ao acidente sofrido no percurso da residência para o local de trabalho ou vice-versa, tem-se caracterizado o acidente in itinere - Dispõe o 2 do art. 58 da CLT que in itinere se refere ao tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para seu retorno (MARTINS, 2004). E, ainda, traz as hipóteses de acidente que ocorre no trajeto, ou seja, que se referem ao sofrido fora do local e horário de trabalho, mas no exercício do trabalho. 3.3 Conseqüências dos Acidentes do Trabalho Para Zocchio (2002) o acidente de trabalho e as doenças ocupacionais acarretam conseqüências nem sempre percebidas pelos empresários e responsáveis legais das empresas. Assim, o referido autor enumera como conseqüências para a empresa e para os empregados as seguintes: i) agressões que impingem aos trabalhadores; ii) danos materiais que causam ao patrimônio; iii) montante de custo que acrescentam ao custo operacional. Para o trabalhador os efeitos que decorrem de um acidente de trabalho são mais traumáticos, pelo fato de causar lesões que acarretam a perda total ou parcial, temporária ou permanente, de sua capacidade, podendo inclusive gerar a morte. Assim, as conseqüências para o trabalhador, segundo Marras (2000) são: i) sofrimento físico; ii) incapacidade para o trabalho; e, iii) desamparo à família. Nesse mesmo sentido, entendem Gomes e Gottschalk (2004, p. 275) ao enumerarem as conseqüências que os acidentes do trabalho produzem para trabalhador afetado, que são: a) morte; b) incapacidade total e permanente; c) incapacidade parcial e permanente; d) incapacidade temporária. Segundo os autores a morte pode ser imediata, ou sobrevir após um período de incapacidade. A incapacidade permanente se caracteriza pela inabilitação total do trabalhador para toda espécie de serviço, tornando-o inválido. Exemplo de incapacidade permanente total é cegueira total, a alienação mental ou a paralisia dos membros superiores ou inferiores. O acidente pode, ainda, gerar a incapacidade permanente parcial, configurando-se quando há redução da capacidade de trabalho, por toda a vida do trabalhador. E, a incapacidade temporária ocorre quando o empregado perde totalmente a capacidade de trabalhar por um período limitado de tempo (GOMES; GOTTSCHALK, 2004). Entre as conseqüências que a empresa pode sofrer, segundo Marras (2000) estão: dificuldades burocráticas com as entidades oficiais e desgaste da imagem da empresa perante o mercado; gastos com primeiros socorros e transporte do acidentado até o local de atendimento; perda de tempo produtivo de outros empregados ao socorrerem o acidentado ou paradas de produção para comentar o assunto; danos ou perdas de material, ferramentas, equipamentos ou máquinas.

7 7 Quando o acidente agride o trabalhador causando-lhe ferimento leve, caso em que o acidentado faz o curativo e retorna ao trabalho, afeta a empresa, pois: perde tempo; tem gastos com curativos; o trabalho do acidentado é interrompido; ao retornar ao trabalho pode produzir menos devido ao incômodo do curativo; o curativo pode vir a ser um risco adicional para o empregado; se for mudado temporariamente de função pode ter sua produtividade comprometida. Quando o acidente causa lesão mutilante ou morte do trabalhador, além das conseqüências enumeradas, pode causar efeitos emocionais negativos em colegas da vítima, e a notícia pode se espalhar pela comunidade em versão distorcida e contra a imagem da empresa (ZOCCHIO, 2002). Verifica-se que entre as conseqüências do acidente de trabalho para o empregador está o prejuízo gerado pelo infortúnio - Infortuna: [De in-2 + fortuna.] S. f. 1. V. infortúnio. 2.Aparição de um astro a que se atribuía desgraça. Desgraça, desdita, infortúnio (FERREIRA, 2005). Tanto que Marras (2000) estima que o problema gera à comunidade industrial mais de 5,8 bilhões em prejuízo anuais que, se somados a mais 1,4 bilhão custo estimado da Previdência nesses mesmos acidentes -, proporciona um acúmulo de mais de sete bilhões de prejuízo no período de um ano de trabalho. Segundo Michael (2000) existe uma fórmula para o cálculo dos custos dos acidentes de trabalho que se apresenta da seguinte maneira: CT (custo total) = CD (custo direto) + CI (custo indireto) O custo direto é determinado pelo custo do seguro de acidentes do trabalho que o empregador deve pagar ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) ou para o trabalhador, e o custo indireto é inerente à própria atividade da empresa e não representam uma retirada de caixa imediata. Como exemplo de custo indireto para a empresa tem-se: as despesas decorrentes da substituição de peça danificada ou manutenção e reparos de máquinas e prejuízo decorrentes de danos causados ao produto em processo entre outros (MICHAEL,2000). Assim, cabe aos empregadores (visando reduzir os prejuízos) fazer um levantamento dos riscos inerentes ao exercício do trabalho, a fim de eliminá-los ou minimizá-los por meio da adoção de medidas preventivas. Uma maneira de prevenir acidentes de trabalho é reunir um conjunto de estatísticas confiáveis, as quais permitam calcular e acompanhar a evolução dos riscos de acidentes e doenças no local de trabalho, traçando, assim, políticas de prevenção mais eficientes (ÁVILA; CASTRO; MAYRINK, 2002). De acordo com os mesmos autores, os empregadores podem se utilizar de meios estatísticos para analisar as causas dos acidentes de trabalho. Entre os indicadores de acidentes de trabalho e suas conseqüências estão: índice de gravidade e o índice de freqüência de acidentes. Esses indicadores permitem verificar, respectivamente, a intensidade de cada acidente ocorrido, a partir da duração do afastamento do trabalho, obtendo uma indicação da perda laborativa devido à incapacidade, e medir o número de acidentes que geraram algum benefício, ocorridos para cada (um milhão) de horas-homem trabalhadas. Portanto, os cálculos destes índices podem indicar as conseqüências que os acidentes podem trazer para o empregador em termos de custos e produtividade, servindo como base de conscientização das empresas de que vale a pena prevenir os acidentes ao invés de arcar com os custos deles provenientes. 3.4 Prevenção de Acidentes e Doenças Ocupacionais Michael (2000) apresenta a teoria de Heinrich segundo a qual os acidentes e consequentemente lesões são causados por alguma coisa anterior, alguma coisa onde se encontra o homem, defendendo que todo acidente é causado, ou seja, ele não acontece. Esta teoria entende que o acidente é causado porque o homem não se encontra devidamente preparado e comete atos inseguros, ou então existem condições inseguras que comprometem a

8 segurança do trabalhador. Assim, os atos inseguros e as condições inseguras constituem o fator principal na causa de acidentes. O autor explica que Heinrich idealizou, partindo da personalidade, demonstrar a ocorrência de acidentes e lesões com o auxílio de cinco pedras de dominós: a primeira representando a personalidade; a segunda as falhas humanas, no exercício do trabalho; a terceira as causas de acidentes (atos e condições inseguras); a quarta, o acidente e a quinta, as lesões. Desde que não se consiga eliminar os traços negativos da personalidade, surgirão em conseqüência, falhas no comportamento do homem no trabalho, de que podem resultar atos inseguros e condições inseguras, as quais poderão levar ao acidente e às lesões; quando isso ocorrer, tombando a pedra personalidade ela ocasionará a queda em sucessão de todas as demais, concretizando o efeito dominó ou cascata. Entre as principais causas de acidentes de trabalho no país são: a falta de conscientização dos empresários e trabalhadores para a importância da prevenção dos infortúnios do trabalho; formação profissional inadequada; jornadas de trabalho prolongadas; longos períodos de transporte incômodo e fatigante (nas grandes cidades); alimentação do trabalhador imprópria e insuficiente; prestação de serviço insalubre em jornadas de trabalho destinadas às atividades normais; grande quantidade de trabalhadores sem o devido registro como empregados; alta rotatividade da mão-de-obra e abuso na terceirização de serviços (AYRES; CORRÊA, 2001). Michael (2000) entende que a melhor forma de prevenção de acidentes é eliminando os atos e condições inseguras no ambiente de trabalho. Entre as medidas preventivas sugeridas por Michael (2000) estão: eliminar os atos inseguros por meio de seleção profissional, exames médicos adequados, treinamento, comunicação interna e reforço positivo; e eliminar as condições inseguras por meio do mapeamento de áreas de risco, análise profunda dos acidentes e apoio irrestrito da alta administração. Também a legislação relaciona diversos programas relativos à prevenção de acidentes, dentre eles: PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) NR-9, segundo a qual o empregador deve controlar a ocorrência de riscos ambientais existentes ou que possam surgir no ambiente de trabalho; De acordo com a NR-09 da Portaria 3.214/78, fica estabelecida a obrigatoriedade da elaboração e implementação por parte de todos os empregados e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do PPRA, visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, por meio da antecipação, reconhecimento, avaliação, conseqüente e controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que possam vir a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. De acordo com a NR-05 da Portaria 3.214/78, deverá ser efetuado o levantamento de riscos ambientais (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes), sendo estes representados em planta baixa. PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) A Norma Regulamentadora 7 estabelece o objetivo do PCMO (Programa de controle médicoocupacional) como sendo a promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) que contém todo o histórico funcional, a descrição das atividades desenvolvidas, os riscos envolvidos, os equipamentos de proteção oferecidos pela empresa, etc. Seu preenchimento e entrega são obrigatórios, no momento do desligamento do colaborador da empresa. PCMAT Programa de Controle do Meio Ambiente de Trabalho. A NR 18, Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, traz em seu item 18.3 a necessidade do PCMAT em obras de construção, fato que todos os profissionais 8

9 9 intervenientes em um processo de construção deveriam dominar e dele ter pleno conhecimento. PPR Programas de Proteção Respiratória. Implantação e manutenção obrigatória de acordo com a Instrução Normativa 01/94 do Mte. PCA Programas de Conservação Auditiva. De acordo com a NR-01 da Portaria 3.214/78, cabe ao empregador adotar medidas para eliminar ou neutralizar a insalubridade e as condições inseguras de trabalho, a partir de níveis de ação de acordo com a NR-09, níveis de exposição de acordo com o Anexo I da NR-15 e parâmetros de avaliação de acordo com o Anexo I da NR-07 PCP - Programas de Prevenção e Controle de Perdas. Portanto, observa-se que a legislação apresenta programas que visam a prevenção de acidentes de trabalho, bem como estabelecendo normas e técnicas, relacionadas à higiene e segurança no trabalho, que devem ser aplicadas com a finalidade precípua de proteger a vida. 3.5 Responsabilidade Civil e Penal Primeiramente, é preciso verificar as características jurídicas da relação de emprego. Entre os elementos que caracterizam esta relação são: pessoalidade, onerosidade, permanência ou não-eventualidade, subordinação (GAGLIANO; PAMPLONA FILHO, 2004). Estas características do contrato de trabalho são importantes para determinar a responsabilidade civil decorrente de acidente de trabalho, a qual se restringirá ao trabalho subordinado. Segundo Gagliano e Pamplona Filho (2004) existem três tipos de responsabilização que podem decorrer do acidente do trabalho, que são: responsabilização contratual, com eventual suspensão do contrato e o reconhecimento da estabilidade acidentária prevista no art. 118 da Lei n 8.213/91; o benefício previdenciário do seguro de acidente de trabalho, financiado pelo empregador, mas adimplido pelo Estado; e, a responsabilidade subjetiva, de natureza puramente civil, de reparação de danos, prevista no artigo 7, XXVIII da Constituição Federal que assim dispõe: XXVIII- seguro contra acidentes de trabalho a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa. Segundo DINIZ (p.41, 2007) O dolo é a vontade consciente de violar o direito, dirigido à consecução do fim ilícito e a culpa abrange a imperícia, a negligência e a imprudência. Há críticas ao sistema de responsabilidade civil do empregador em relação ao trabalhador, tanto que os Tribunais têm aplicado a responsabilidade pelo risco da atividade ou ainda pela culpa presumida, conforme a situação apresentada, o que libera a vítima de provar a culpa do causador do dano. Assim, diversos julgados vêm aplicando a responsabilidade objetiva do empregador com o fim de salvaguardar o hipossuficiente, no caso o trabalhador. Além da responsabilidade civil que determina a indenização em casos de dano moral e material, existe, ainda, a responsabilidade penal que impõe sanções ao empregador que praticar algumas das condutas típicas previstas no Código Penal e na legislação. Assim, o empregador que não adotar as medidas de segurança e higiene do trabalho, visando proteger seus empregados contra riscos de acidentes do trabalho e/ou doenças profissionais e do trabalho, seja por meio de medidas de proteção coletiva e/ou de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além das sanções legais por não cumprir as Normas Regulamentadoras da Portaria n 3.214/78, do Ministério do Trabalho e Emprego, responderá por crimes de homicídio, lesões corporais, ou crimes de perigo comum, previstos nos arts. 129, 132, 135 e 203 do Código Penal, além das cominadas nos arts. 250 a 259 do mesmo Código (AYRES; CORRÊA, p. 28, 2001). 4 METODOLOGIA

10 10 Esse artigo caracteriza-se como pesquisa descritiva que proporciona informações resumidas dos dados contidos em amostras estudadas e apresentadas através de gráficos, tabelas e dados obtidos mediante levantamento de campo, e o exploratório que visa prover o pesquisador de maior conhecimento sobre o tema ou problema de pesquisa em perspectiva Mattar (2001, p. 18). Ainda, segundo Mattar (2001), o método de pesquisa exploratória compreende o levantamento em fontes secundárias que foram utilizadas nesse artigo, ou seja, levantamentos bibliográficos, documentais, estatísticos e de pesquisas realizadas, e levantamentos de experiências, uma vez que (...) grande parte das experiências e dos conhecimentos não está escrita. Muitas pessoas, em função da posição profissional privilegiada que ocupam, acumulam experiências e conhecimentos sobre um tema ou problema em estudo (MATTAR, 2001, p.21). Os dados referentes aos índices levantados no Brasil foram coletados do Anuário Brasileiro de Proteção (2006) e Anuário Estatístico da Previdência Social (2005, 2006), efetuando-se uma análise com relação ao aumento e redução de acidentes conforme o contexto histórico e econômico vivido no país. As informações utilizadas na pesquisa foram obtidas por meio de revistas e trabalhos acadêmicos realizados sobre o mesmo assunto em anos anteriores. Assim, a pesquisa realizada baseou-se numa perspectiva quantitativa, evolutiva e comparativa no período de 1970 a 2006 (Brasil), portanto, uma abordagem longitudinal dos dados de acidentes (típicos, trajeto e doenças) do trabalho e óbitos. 5 ANÁLISE DOS RESULTADOS Os resultados analisados dizem respeito aos índices de acidentes ocorridos no Brasil mediante uma análise comparativa. 5.1 Indicadores de acidentes de trabalho no Brasil A tabela 1 apresenta os índices de acidentes ocorridos nos últimos 36 anos compreendendo as décadas de 70, 80, 90 até o ano de TABELA 1: ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NO BRASIL NOS ÚLTIMOS 36 ANOS Ano Trabalhadores Acidentes de Trabalho Óbitos Típico Trajeto Doenças Total Média anos Média anos Média anos Sem dados Sem dados Média FONTE: Anuário Estatístico da Previdência Social (2006) Os acidentes de trabalho representam um dos maiores agravos à saúde dos trabalhadores brasileiros. Os registros de acidentes de trabalho no Brasil aparecem desde a década de 70, desse período até agora foram registrados mais de 30 milhões de acidentes e 100 mil mortes provocadas por acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

11 11 A década de 1970 apresenta o maior número total de acidentes de trabalho ocorridos no Brasil. Os registros de acidentes de trabalho aparecem desde a década de 70, observandose que desse período até agora foram registrados mais de 30 milhões de acidentes e 100 mil mortes provocadas por acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Na década de 1980 pode-se observar que houve redução de 29% nos índices de acidentes registrados no Brasil. Verifica-se que esse período foi marcado por uma intensa evolução política, que culminou na criação do Estado democrático de Direito com a Constituição Federal de 1988, a qual trouxe os Direitos Sociais em seus artigos 6º e 7º. A nova ordem constitucional altera, em alguns aspectos, o universo jurídico das relações trabalhistas (JORGE NETO; CAVALCANTI, 2004, p. 34). Há autores como Lucca e Mendes (1993) que defendem a redução do número de acidentes de trabalho na década de 90 à sonegação da notificação por parte das empresas, decorrente de vários fatores, entre os quais as freqüentes mudanças de legislação da época, como sendo o principal argumento sustentado para explanar tal fato. Na década de 1990 houve uma redução significativa de 42,05% em relação à década de 80. Historicamente, foi na década de 90 que o Brasil abriu seu mercado sob a presidência de Fernando Mello Collor, com a influência da Globalização. As empresas brasileiras, no entanto, não estavam aptas para enfrentar um mercado altamente qualificado e competitivo. Com isso, muitas empresas vieram a falir, e fecharam suas portas. Diante disso, foi preciso adaptar-se a uma nova realidade, surgindo então a terceirização (JORGE NETO; CAVALCANTI, 2004). A terceirização é incongruente com o Direito do Trabalho, uma vez que os trabalhadores, devido a intermediação e o contrato por prazo determinado, estão perdendo a vinculação jurídica com as empresas tomadoras de serviço e, por conseqüência, os direitos mínimos previstos em lei e mais benefícios. Em razão disso estabeleceu-se a responsabilidade subsidiária da empresa tomadora de serviços em relação aos empregados terceirizados. Assim, cabe às empresas fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas da empresa prestadora de serviço (JORGE NETO; CAVALCANTI, 2004). Observa-se que no ano de 2004, houve aumento significativo dos acidentes e das mortes do que em relação ao ano anterior. Os segmentos com maiores índices de acidentes registrados foram, respectivamente, produtos alimentares e bebidas, agricultura, outras indústrias de transformação, saúde e serviços sociais, construção e comércio varejista. Sobre as partes do corpo mais afetadas conforme a Classificação Internacional de Doenças (CID) chama atenção os casos de sinovites e tenosinovites, dorsalgias e lesões no ombro que juntos representam quase a metade do número total das doenças do trabalho. 5.2 Indicadores de acidentes de trabalho por Regiões do Brasil Com relação ao número de acidentes de trabalho por região do Brasil, verifica-se que o maior número de acidentes ocorridos em 2004 encontra-se registrado na região Sudeste. Nesta região destaca-se, negativamente, São Paulo pelo número de acidentes, uma vez que só na Indústria de transformação apresentou acidentes em 2004, não registrados oficialmente. Esse total representa mais que o quádruplo em relação ao número de acidentes ocorridos nos outros Estados da região, referente atividade econômica da Indústria de Transformação. Por exemplo, em Minas Gerais a Indústria de transformação apresentou acidentes de trabalho não registrados, no Rio de Janeiro este número cai para casos, e no Espírito Santo a ocorrência de acidentes na Indústria de Transformação foi de casos (ANUÁRIO BRASILEIRO DE PROTEÇÃO, 2006). GRÁFICO 1: ACIDENTES DE TRABALHO REGISTRADOS NAS REGIÕES

12 12 6,50% 10,40% SUDESTE NORTE SUL 22,00% 4,00% 57,10% CENTRO- OESTE NORDESTE FONTE: Anuário Estatístico da Previdência Social (2006) De acordo com o gráfico 1, os registros oficiais apontam que a Região Sudeste apresentou o maior número de Acidentes de Trabalho, no ano de 2006, ou seja, mais da metade do total de acidentes do país, com 57,10%. O menor número de ocorrência de acidentes foi na região Norte do país. O Estado do Acre teve 100 casos de acidentes de trabalho registrados na Indústria de transformação e 86 casos no Comércio e Veículos, em No Amapá este número reduz em 51% na Indústria de transformação e em 34,88% no Comércio e Veículos em O Brasil registrou casos de mortes decorrentes de acidentes de trabalho no ano de Maior que em 2003, quando foram registradas mortes. Em 2005 foram acidentes fatais (AEAT, 2006). O maior número de mortes ocorreu em São Paulo, com 670 ocorrências, seguido por Minas Gerais com 351 e Paraná com 206 em Dados da AEAT (2005) apontam que foram registrados casos de acidentes de trabalho pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio da Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). Destes, a maioria foi ferimento do punho e da mão, com casos, seguido por fratura do nível do punho e da mão, com e traumatismo superficial do punho e da mão, com ocorrências. No ano de 2005, cerca de 492 mil acidentes do trabalho foram registrados no INSS. Comparado com o ano anterior, o número de acidentes de trabalho registrados aumentou 5,6%. Os acidentes típicos representaram 80,1% do total de acidentes, os de trajeto 13,7% e as doenças do trabalho 6,2%. As mulheres participaram com 23% no total de acidentes registrados, 19,5% nos típicos, 31,7% nos de trajeto e 48,4% nas doenças do trabalho. A faixa etária decenal com maior incidência de acidentes era a constituída por pessoas de 20 a 29 anos, com 38,3% do total de acidentes. As pessoas entre 20 e 39 anos de idade participaram com 67,8% do total de acidentes: 68,3% dos típicos, 68,9% dos de trajeto e 57,9% das doenças do trabalho (AEAT, 2005). Em 2005, o setor agrícola participou com 7,3% do total de acidentes registrados, o setor industrial com 47,3% e o setor de serviços com 45,4%, excluídos os dados de atividade ignorada. Nos acidentes típicos, os sub-setores com maior participação nos acidentes foram agricultura com 8,4% e produtos alimentares e bebidas, com 10% do total. Nos acidentes de trajeto, os sub-setores com maior participação foram os serviços prestados principalmente a empresas e o comércio varejista, com 12,4% e 11,9%, respectivamente. Nas doenças de trabalho, os sub-setores mais representativos foram intermediários financeiros, com 10,8% e comércio varejista, com 8,4%. No ano de 2005, os códigos de CID mais incidentes foram ferimento do punho e da mão (S61), fratura ao nível do punho ou da mão (S62) e traumatismo superficial do punho e da mão (S60) com, respectivamente, 13,8%, 6,9% e 5,5% do total. Nas doenças do trabalho os

13 CID s mais incidentes foram sinovite e tenossinovite (M65), lesões no ombro (M75) e Dorsalgia (M54), com 24,3%, 13,7% e 7,5%, do total. No motivo típico, as partes do corpo com maior incidência de acidentes foram os dedos, mão (exceto punho ou dedos) e pé (exceto artelhos) com, respectivamente, 29,3%, 9,5% e 7,3% do total. No motivo acidentes de trajeto, as partes do corpo foram o pé (exceto artelhos), joelho e perna, com 8,6%, 8,2% e 6,3%, respectivamente. Nas doenças do trabalho, as partes do corpo mais incidentes foram o ombro, dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal) e o ouvido (externo, médio, interno, audição e equilíbrio), com 14,4%, 12% e 11,9%, respectivamente. Em 2006, os casos de doença ocupacionais cresceram de forma expressiva. A área de serviços assumiu a primeira posição e os registros mais comuns são relacionados à doenças de lesão por esforço repetitivo (LER) e distúrbios ósteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). O segundo colocado no ranking de acidentes de trabalho é a indústria de alimentos. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS O acidente de trabalho deve ser visto como um inimigo que vem preocupando diversos segmentos da nossa sociedade desde que seus malefícios passaram a ser identificados e avaliados no Brasil e no mundo, de tal forma que esses malefícios são suficientes para entender que os acidentes do trabalho devem ser combatidos eficazmente (ZOCCHIO, 2001). A ocorrência de um acidente de trabalho envolve mais prejuízos do que aqueles que podem ser revertidos em custos para a empresa. Isto porque os acidentes envolvem pessoas que estão comprometidas com o alcance dos objetivos propostos pela empresa, e que se desrespeitadas pode afetar o seu comprometimento e a sua produtividade. Em razão disso, pode-se afirmar que os acidentes de trabalho vão contra os objetivos da empresa. Ayres e Corrêa (2001) observaram em suas diligencias periciais que as deficiências das medidas de proteção ao trabalhador contra os riscos existentes no ambiente de trabalho ocorriam mais por desconhecimento e falta de acesso a normas, legislação, técnicas e tipos de equipamentos de proteção, que por dolosa intenção de fraude. Em razão disso, este artigo trouxe a análise da legislação vigente no país abordando o sistema de higiene e segurança no trabalho, demonstrando quais as medidas legais que devem ser tomadas e respeitadas para evitar acidentes no ambiente de trabalho. Seguindo essa linha de raciocínio, apresentou-se a definição de acidente de trabalho sob o enfoque jurídico determinando as responsabilidades civil e penal do empregador em relação aos danos causados ao empregado, trazendo as conseqüências que os sinistros podem gerar tanto para o empregado quanto para o empregador. Um dos objetivos principais deste artigo foi analisar os registros oficiais de acidentes de trabalho nos últimos anos no Brasil. Assim, verificou-se que os resultados apontaram a redução dos acidentes na década de 1990, seguida de um aumento significativo dos índices de acidentes a partir de Com relação ao número de acidentes de trabalho por região do Brasil, verifica-se que o maior número de acidentes ocorridos em 2004 encontra-se registrado na região Sudeste, representando mais da metade de acidentes ocorridos no país, com 57,10%. As partes do corpo mais atingidas estão diretamente relacionadas ao tipo de acidente de trabalho: típico, trajeto ou doenças. De qualquer maneira, pode-se afirmar de forma geral que as partes mais atingidas são os membros superiores, incluindo as mãos, dedos, punhos e pés. Em âmbito mundial, quanto aos acidentes totais, vários países do chamado Primeiro Mundo apresentam números maiores que o Brasil. Ou seja, em primeiro lugar figuram os E.U.A., seguidos pela Alemanha, onde mesmo o acidente em trabalhador à procura de emprego é registrado. Em relação à taxa de incidência, a Alemanha ocupa a primeira posição e a Espanha, a segunda. Países como Inglaterra, E.U.A. e México situam-se antes do Brasil (MACHADO; GOMEZ, 1994). 13

14 14 São necessárias medidas preventivas que envolvem a higiene do ambiente de trabalho, como os cuidados com a iluminação adequada, a temperatura, os ruídos e a ergonomia que interferem direta e indiretamente na saúde mental e física do trabalhador e, por conseqüência, na sua produtividade. Em razão dos dados levantados por meio desta pesquisa, observa-se que os empregadores devem, como medida principal de prevenção aos acidentes, investir na educação de seus empregados visando estabelecer melhor comunicação e conscientização destes em relação a sua própria segurança no ambiente de trabalho. Carvalho e Nascimento (2002) enumeram os objetivos, os quais devem ser praticados, da Higiene do Trabalho de caráter preventivo, que são: eliminação das causas das doenças profissionais; redução dos efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho em pessoas doentes ou portadores de defeitos físicos; prevenção do agravamento de doenças e de lesões; e, manutenção da saúde dos trabalhadores e aumento da produtividade por meio de controle do ambiente de trabalho. Tais objetivos podem ser alcançados por meio: da educação dos operários, capatazes, gerentes etc., indicando os perigos existentes e ensinando como evitálos; mantendo constante estado de alerta contra riscos existentes na fábrica; e pelos estudos e observações dos novos processos ou materiais a serem utilizados. Acidentes de trabalho são fatos graves, diante da exuberância da explosão tecnológica, educacional e econômica no planeta Terra. Há dados sobre a gravidade e urgência deste tema. Ratificando os dados publicados no portal da Fundacentro que transcrevemos: Sob o lema Minha vida, meu trabalho, meu trabalho seguro, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou sua campanha em torno do tema geral A gestão do risco no ambiente de trabalho. Na Suécia, a Confederação de Sindicatos LO Sweden planeja realizar a partir de 11 de abril uma série de conferências sobre saúde e segurança em torno do tema da análise de risco no trabalho solitário, para marcar a data de homenagens. As conferências têm como objetivo ampliar o conhecimento dos profissionais da área de segurança no trabalho sobre as análises de risco do trabalho solitário. Na Dinamarca, os sindicatos escolheram, para marcar a data em 2008, o slogan Safe & Healthy Work for All" (Trabalho Seguro e Saudável para todos) (in Fundacentro, 2008). As políticas nacionais e internacionais promovidas por órgãos tradicionais e de grande impacto na sociedade brasileira e sociedade global clamam por maior consciência social e política nas ações de redução e eliminação de acidentes do trabalho. E, por fim, considerandose a restrição do tema abordado na pesquisa, verificou-se no decorrer do estudo diversas possibilidades de futuras pesquisas nessa área, tais como: acidentes de trabalho não comunicados oficialmente; acidentes de trabalho na economia informal: a ausência de comunicação de acidente de trabalho (CAT); a caracterização do vínculo empregatício; ausência do pagamento de seguro ao INSS; e Programas destinados à prevenção de acidentes de trabalho: sua aplicação ao estudo de caso. Este é um longo e contínuo caminho a percorrer, desenvolvimento humano, social e econômico só se concretiza com conscientização, dados e ações em todos os segmentos da sociedade. REFERÊNCIAS ANUÁRIO BRASILEIRO DE PROTEÇÃO Revista Proteção. MPF Publicações Ltda. Novo Hamburgo/RS, AEAT Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho (2005). Ministério da Previdência Social. Disponível em: <http://www.mpas.gov.br/aeps2005/14_01_20_01.asp>. Acesso em: 14 maio 2007.

15 AEAT Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho (2006). Ministério da Previdência Social. Disponível em: <http://www.mpas.gov.br/ >. Acesso em: 26 abril ÁVILA, Josefa Barros Cardoso; CASTRO, Márcia Caldas de; MAYRINK, André Luiz Valente. Ranking das Atividades econômicas segundo a freqüência, gravidade e custos dos acidentes de trabalho.ministério da Previdência e Assistência Social MPAS,Secretaria de Previdência Social SPS, Coordenação Geral de Estatística e Atuária CGEA. Brasília: Abril, AYRES, Dennis de Oliveira; CORRÊA, José Aldo Peixoto. Manual de prevenção de acidentes do trabalho: aspectos técnicos e legais. São Paulo: Atlas, CARVALHO, Antonio Vieira de; NASCIMENTO, Luiz Paulo do. Administração de recursos humanos. V.1. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil: responsabilidade civil. v 7. 21ª ed.. São Paulo: Saraiva: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio Século XXI. Versão 3.0. Nova Fronteira, FUNDACENTRO. Ministério do trabalho e emprego. Disponível em: <http:// >. Acesso em: 28 abril GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo curso de Direito Civil: Responsabilidade Civil. v.3. 2 ª ed. São Paulo: Saraiva, GOMES, Orlando; GOTTSCHALK, Elson. Curso de Direito do Trabalho. Rio de Janeiro: Forense, GOMEZ, Carlos Minayo; MACHADO, Jorge M. H. Acidentes de trabalho: uma expressão da violência social. Cadernos de Saúde Pública. Print ISSN X. vol.10, suppl.1 Rio de Janeiro, JORGE NETO, F. F; CAVALCANTE, J. Q. P. Recursos no processo do trabalho. Lumen Júris, LUCCA, S. R.; MENDES, R. Epidemiologia dos acidentes de trabalho fatais em área metropolitana da região Sudeste do Brasil, Revista de Saúde Pública, 27: , MARRAS, Jean Pierre; Administração de recursos humanos: do operacional ao estratégico. 3.ed. São Paulo: Futura, MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. 19ª ed. São Paulo: Atlas, MARTOS, S. R.; STEFANO, S.R.; GOMES FILHO, A. C. APEART: uma proposta de implantação da área de recursos humanos. Estratégias para o Desenvolvimento e Inserção Global. In: Congresso Latino-Americano de Estratégia, 18., 2004, Itapema. Anais... (Itapema: s.n., 2004). MATTAR, Fauze Najib. Pesquisa de marketing: Edição Compacta. 3ª ed. São Paulo: Atlas, MICHAEL, Osvaldo. Acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. São Paulo: LTr, OIT. Organização Internacional do Trabalho. Disponível em: <http:// >. Acesso em: 28 abril ZOCCHIO, Álvaro. Segurança e saúde no trabalho como entender e cumprir as obrigações pertinentes. São Paulo: LTr, ZOCCHIO, Álvaro. Prática da prevenção de acidentes: ABC da segurança do trabalho. 7. ed. rev. e ampl. São Paulo: LTr,

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