O COMPORTAMENTO DA VOGAL ÁTONA /E/ DE CLÍTICOS PRONOMINAIS E OS PROCESSOS DE SÂNDI

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1 Anais do 6º Encontro Celsul - Círculo de Estudos Lingüísticos do Sul O COMPORTAMENTO DA VOGAL ÁTONA /E/ DE CLÍTICOS PRONOMINAIS E OS PROCESSOS DE SÂNDI Luciene Bassols BRISOLARA (FURG/PUCRS) Carmen Lúcia Barreto MATZENAUER (UCPel) ABSTRACT: This paper presents a study on the behavior of the weak vowel /e/ and the clitics me, te, se e lhe, in proclitic position, which have the verb as a host, as well as it investigates the sandhi processes which occur in the border clitic plus host. This study aimed at discussing the variable use of the elevation rule applied to the vowel of clitics in the city of Bagé, located near the border with Uruguay. The results obtained with the variationist analysis made it possible the discussion on the prosodic status of the clitics in the community studied. KEYWORDS: prosodic hierarchy; elevation rule of the weak vowel /e/; clitics 0. INTRODUÇÃO O presente estudo investiga os processos de sândi que ocorrem na fronteira clítico + verbo. A pesquisa consiste na análise dos clíticos pronominais -me, -te, -se e -lhe, em posição proclít ica. A vogal /e/ dos referidos clíticos, em contato com o hospedeiro, pode sofrer dois tipos de processos de sândi: ditongação e degeminação. O objetivo da pesquisa foi discutir o uso variável da regra de elevação aplicada a vogais de clíticos e os processos de sândi que podem ocorrer entre o clítico e o hospedeiro, na cidade de Bagé, RS, com localização próxima à fronteira com o Uruguai, focalizando apenas a análise de fatores de natureza lingüística. A opção por investigar uma cidade fronteiriça com o Uruguai deve-se ao fato de, na língua espanhola, a regra de elevação da vogal átona final não ser aplicada. Os resultados estatísticos foram analisados com base em teorias fonológicas (Clements & Hume, 1995; Vieira, 1994, 1997; Bisol, 2002; Nespor & Vogel, 1986, Selkirk, 1984) e na Teoria da Variação (Labov 1982, Mollica 1992; Vieira, 2002). O presente estudo constitui-se em um recorte da análise lingüística proposta em Brisolara (2004), realizada sob orientação de Carmen Matzenauer. 1. REFERENCIAL TEÓRICO Utilizamos como bases teóricas a Fonologia Autossegmental, pois foi preciso descrever a regra de elevação vocálica do Português, uma vez que na fronteira clítico + verbo sendo este o hospedeiro pode ou não haver a elevação da vogal átona final /e/. Além disso, apresentamos sucintamente a proposta de estrutura prosódica de Nespor & Vogel (1986), visto que o clítico pode integrar ou a palavra prosódica ou um Grupo Clítico, pelo fato de ser átono. Também referimos os processos de degeminação e ditongação, pois podem estar presentes na fronteira clítico + hospedeiro. 1.1 Fonologia Autossegmental: a regra de elevação vocálica A regra de elevação vocálica no Português ocorre condicionada prosodicamente, uma vez que depende do acento primário da palavra; é regra que atinge o sistema de vogais da língua no parâmetro relativo à altura. De acordo com a Fonologia Autossegmental, as distinções de altura das vogais são representadas através de traços de abertura. As sete vogais do português, segundo Wetzels (1992), têm a caracterização quanto à altura mostrada em (1). (1) abertura i/u e/o E/ a aberto aberto aberto (Wetzels, 1992, p.22)

2 As vogais médias altas e baixas distinguem-se apenas pelo traço [aberto 3], sendo que para /e/ e /o/ é atribuído o valor [-aberto] e para /E/ e / / [+aberto]. Há três tipos de regras de elevação vocálica em sílabas átonas na língua: a) elevação da pretônica por essa regra neutraliza -se a oposição entre vogais médias baixas e médias altas, manifestando-se apenas vogais médias altas. Exemplo: f[e]rro? f[e]rreiro b) elevação da postônica não-final por essa regra neutralizam-se as vogais labiais médias e altas, manifestando-se a labial alta. Exemplo: abób[o]ra? abób[u]ra c) elevação da postônica final por essa regra neutralizam-se as vogais médias e altas, manifestando-se vogais altas. Exemplo: bol[o]? bol[u] É relevante salientar que, no Rio Grande do Sul, região em que foi realizado este estudo, as regras de elevação da postônica final e da postônica não final são variáveis (Amaral, 2002; Vieira, 2002). Como, na presente pesquisa, investigamos o uso variável da regra de elevação aplicada à vogal dos clíticos pronominais -me, -te, -se e -lhe, considerando-os morfemas independentes, aqui caracterizamos somente a regra de elevação da átona final, que se constitui, portanto, no foco deste trabalho. A regra de elevação da vogal postônica em final de palavra, de acordo com Wetzels (1992, p.27), tem a representação mostrada em (2). (2) X )w [+vocóide] + [+aberto2] Essa regra faz com que não haja distinção entre vogais médias e vogais altas, pois desassocia o [aberto2] da vogal átona em posição final de palavra. De acordo com Wetzels (1992), há, no caso da regra de elevação das átonas, uma regra de redundância, a qual atribui o valor (-) ao traço desassociado. Vejamos essa regra de redundância em (3): (3) [Ø aberto x ]? [- aberto x] 1 Por serem os clíticos formas independentes na língua, embora não sejam portadores de acento, estão também sujeitos à regra variável de elevação da vogal átona final. É importante também referirmos que, pelo fato de não portarem acento, os clíticos podem integrar outra palavra prosódica. Por essa razão, seu comportamento precisa ser olhado à luz de modelos prosódicos. 1.2 A proposta de estruturas prosódicas de Nespor & Vogel (1986) Nespor & Vogel (1986), com base em Selkirk (1978, 1980), desenvolvem uma proposta para a organização da estrutura prosódica das línguas. Nesse modelo, a estrutura prosódica corresponde a um subsistema do componente fonológico da gramática e interage, segundo elas, de forma interessante com os demais subsistemas representados pela teoria auto-segmental, teoria métrica e fonologia lexical (Leiria, 1999, p. 36). De acordo com essa proposta teórica, há, na fonologia, constituintes prosódicos que estão organizados de forma hierarquizada. Para Nespor & Vogel (1986), os constituintes prosódicos correspondem a domínios de aplicação de regras fonológicas e é esse fato que os torna integrantes da estrutura hierárquica da Fonologia Prosódica. 1 O símbolo Ø representa desassociação e o x indica qualquer traço.

3 Para as autoras, a hierarquia prosódica é composta por sete unidades: a sílaba, o pé, a palavra fonológica, o Grupo Clítico, a frase fonológica, a frase entonancional e o enunciado. Essa hierarquia é representada por um diagrama arbóreo, conforme aparece em (4): (4) Nesse diagrama arbóreo podemos observar que i) cada unidade da hierarquia prosódica é composta de uma ou mais unidades de categoria imediatamente mais baixa; ii) cada unidade está exaustivamente contida na unidade imediatamente superior de que faz parte; iii) os constituintes são estruturas n-árias; iv) a relação de proeminência relativa, que se estabelece entre nós irmãos, é tal que a um só nó se atribui o valor forte (S) e a todos os demais o valor fraco (W) (Bisol, 1999, p ). Cabe salientar que, para Nespor & Vogel, não é obrigatório que a fonologia de uma língua inclua todos esses constituintes. Nessa proposta teórica, uma seqüência de clítico + hospedeiro pode integrar diferentes constituintes ou uma palavra fonológica ou um Grupo Clítico, dependendo de ser ou não domínio de aplicação de regras fonológicas. O trabalho aqui realizado tem, portanto, implicações em dois níveis da hierarquia prosódica: o da palavra fonológica (ω) e o do Grupo Clítico (C), mas esse aspecto não será explorado no presente estudo uma análise sobre tal fato da fonologia do Português já foi apresentada em Brisolara (2004). O foco deste trabalho é exclusivamente a aplicação da regra de elevação nos clíticos que antecedem o hospedeiro e os processos de sândi ocorrentes na fronteira clítico + hospedeiro. É importante lembrar que Câmara Júnior (1970) já alertava sobre a possibilidade de as partículas átonas se incorporarem ao vocábulo fonológico seguinte e, também, sobre o fato de tanto partículas pospostas como as antepostas ao hospedeiro poderem sofrer a regra de elevação. Os clíticos, ao sofrerem regras de sândi, integram-se a seu hospedeiro; devido a esse fato, optamos por apresentar os dois processos dessa natureza que foram investigados em nossa pesquisa: a degeminação e a ditongação. Vejamos, a seguir, um breve comentário sobre cada uma dessas regras. 1.3 Processos de Sândi É importante salientar que, se o Grupo Clítico forma uma unidade com o hospedeiro, pode sofrer processos de sândi, como degeminação, elisão e ditongação. Pelo contexto que caracteriza a elisão a exigência de que a primeira de duas vogais em contato seja uma vogal baixa, somente as regras de degeminação e ditongação podem ocorrer no corpus da presente pesquisa e, portanto, têm interesse para este trabalho.

4 1.3.1 Degeminação O processo de degeminação ocorre quando as duas vogais que se encontram são foneticamente iguais, devendo a segunda vogal não apresentar acento primário. Esse processo de sândi difere da regra de elisão, uma vez que abrange não somente a vogal baixa, como toda seqüência de vogais idênticas. Vejamos, a seguir, exemplos de degeminação, tanto com a manutenção da vogal /e/, como com a elevação desta vogal para [i]. Os exemplos, em (5), foram retirados do corpus da presente pesquisa. (5) Ex.: me esquece? m[e]squece ~ m[i]squece te ensina? t[?]nsina ~ t[i]nsina Em Bisol (1996), verificamos como ocorrem processos de sândi. A autora cita um exemplo em que há duas vogais idênticas próximas uma a outra e refere que, nesse contexto, é comum haver o processo de degeminação. Há uma série de caminhos que levam à construção dessa regra. Primeiramente, é necessário operar o Princípio do Contorno Obrigatório (OCP), o qual proíbe segmentos adjacentes iguais. Vejamos, em (6), um exemplo de degeminação retirado de Bisol (1996, p.67). (6) Bisol (op. cit.) salienta que o choque de núcleos silábicos faz com que haja a perda de um núcleo; após essa perda, há o processo de ressilabação, depois o OCP atua e uma regra de encurtamento gera a saída desejada. A autora também destaca que há restrições rítmicas, as quais impedem haver o processo de degeminação. Verificamos em (7) exemplos retirados de Bisol (1996, p.68). (7) a. Ambas as vogais tônicas (sem aplicação) araçá ácido * ara[sá]cido b. A segunda acentuada (sem aplicação) imensa área * imen[sá]ria c. A primeira acentuada (com aplicação) Obriga os dedos a ficá amontoados fi[ká]montoados

5 d. Ambas átonas (com aplicação) Frutas que eu nunca havia visto nun[ka]via visto De acordo com Bisol (op. cit, p.68), se duas vogais forem acentuadas, a degeminação é banida (7a) pela Condição de Boa Formação. Em (7b) também não há possibilidade de ocorrer degeminação, pois a segunda vogal possui acento. No exemplo em (7c) a primeira vogal porta acento, mas essa localização do acento não impede de aplicar-se essa regra de sândi. Conforme a autora, o contexto mais adequado para a regra é quando as duas vogais iguais são átonas, porque obedece à condição de atonocidade máxima. 2 Essa condição desempenha a função de proibir estruturas de sândi malformadas Ditongação É o processo de formação de ditongos com a vogal final de um vocábulo e a inicial de outro, sendo que uma das vogais deve necessariamente ser alta e átona. Esse processo é o mais relevante para a presente pesquisa, pois os resultados de nosso trabalho mostraram ser o mais freqüente nos dados da comunidade de Bagé, aqui estudada. Em (8) mostramos alguns exemplos de ditongação retirados do corpus de nossa pesquisa. (8) Ex.: me acorda? m[ja]corda se arrependeu? s[ja]rrependeu Em Bisol (1996, p. 61) verificamos um exemplo no qual se manifesta a regra de ditongação. Este exemplo está reproduzido em (9). (9) A ressilabação, de acordo com Bisol (op. cit., p.62), executa duas operações. A primeira é a que forma o ataque através da incorporação da consoante perdida à sílaba remanescente; em seguida, 2 Condição de Ressilabação i. Atonicidade máxima:ambas as vogais da seqüência VV são átonas. ii. Atonicidade mínima: a)uma das vogais é alta e átona b) a da direita não é portadora de acento principal. (Bisol, 1996, p.64)

6 reassocia a V ao núcleo. Estando o núcleo já preenchido, aplica-se o Princípio de Sonoridade Sequencial (PSS), que coloca a vogal /u/ em posição de coda e a vogal /a/ passa a ocupar a posição de núcleo, pois esta possui maior grau de sonoridade. É importante referir que /u/ só vai para a coda porque é uma soante, condição indispensável para ocupar essa posição na sílaba. Essa vogal, ao preencher a coda, transforma-se em glide; a partir daí forma-se o ditongo cami[zaw]sada. Há duas possibilidades de output: cami[zu]sada e cami[zaw]sada e essas opções, de acordo com a autora, ocorrem em nível pós-lexical, pois é nesse nível que são admitidas opções, isto é, variações lingüísticas. 2. METODOLOGIA Para a investigação do comportamento da vogal átona /e/ de clíticos pronominais e dos processos de sândi na cidade de Bagé RS, utilizamos o Banco de Dados Sociolingüístico da Fronteira e da Campanha Sul-Rio-Grandense BDS PAMPA, desenvolvido na Universidade Católica de Pelotas. O corpus foi composto por 6 entrevistas realizadas na cidade de Bagé. Não foram controlados fatores extralingüísticos, apenas foi homogeneizada a idade dos entrevistados: o presente trabalho, analisando apenas a regra de elevação em dados da fala de pessoas com idade a partir de 50 anos, apresenta recorte de pesquisa mais ampla, realizada por Brisolara (2004). Essas 6 entrevistas foram transcritas foneticamente e, após sua codificação, utilizou-se o Pacote VARBRUL para o tratamento estatístico do corpus. Por fim, descreveram-se os resultados obtidos com base na Teoria da Variação, de William Labov. Encontramos, na amostra, um total de 275 ocorrências dos clíticos -me, -te, -se e -lhe com seu hospedeiro, no caso, o verbo. Desses, em 118 casos houve a elevação da vogal /e/ do clítico. Nos 157 casos restantes, os informantes não elevaram a vogal átona final. Definição das Variáveis 1. Variável Dependente: elevação ou não da vogal átona /e/ dos clíticos pronominais -me, -te, -se e -lhe. 2. Variáveis Independentes Lingüísticas: 2.1 Contexto Precedente: [m] [t] 3 [s] [ ] 2.2 Contexto Seguinte: Consoante Onset da Sílaba Seguinte quanto a Ponto de Articulação labial coronal dorsal Não pertinente Tipo de Segmento Vocálico da Sílaba Seguinte ao Clítico 4 [i] [e] [E] 3 Quando ocorre a elevação da vogal média /e/ para [i], há, conseqüentemente, a palatalização, mas essa palatalização no clítico é dependente dessa elevação, por isso o [ts] não foi colocado como variável no contexto precedente. 4 Quando na sílaba subseqüente existia um ditongo, consideramos como vogal seguinte, nesse caso, a vogal base do ditongo, por isso não consideramos [j] e [w] como variáveis no trabalho os ditongos da sílaba seguinte são decrescentes.

7 [ ] [o] [u] [a] 3 Distância (do Clítico) da Sílaba Tônica do Hospedeiro 1 sílaba 2 sílabas 3 sílabas 4 sílabas 4 Tipo de Juntura ditongação degeminação hiato com consoante seguinte Essas variáveis foram definidas levando-se em consideração as variáveis relevantes em pesquisas sobre o comportamento de vogais no Português Brasileiro (PB), como as de Amaral (2002), Bisol (2002) e Vieira (2002). 3. ANÁLISE DOS DADOS Numa primeira rodada, o programa VARBRUL detectou knockouts nas variáveis contexto precedente, consoante onset da sílaba seguinte quanto ao ponto de articulação, tipo de segmento vocálico da sílaba seguinte, distância (do clítico) da sílaba tônica do hospedeiro e tipo de juntura, por isso foi preciso excluir algumas variantes desses grupos de fatores. Após a exclusão de algumas variantes da pesquisa, o programa estatístico selecionou como pertinentes duas variáveis: tipo de juntura e vogal da sílaba seguinte ao clítico quanto ao ponto. Em se considerando a variável tipo de juntura, primeira selecionada pelo VARBRUL, apresentamos inicialmente, na Tabela 1, os resultados obtidos para cada variante, com os percentuais registrados por esse sistema operacional. Tabela 1: Registro da ocorrência da regra de elevação da vogal átona final /e/ segundo a variável tipo de juntura (sem amalgamações) Variantes Ocorrência/Total Percentual Com Consoante 45/195 23% Seguinte Hiato 0/3 0% Ditongação 49/49 100% Degeminação 24/28 86% Total 118/275 43% A Tabela 1 indica que os processos de sândi, ou seja, a degeminação (86%) e a ditongação (100%), favorecem a elevação das vogais finais. Já nos casos em que aparece uma consoante seguinte ao clítico ou naqueles em que a vogal do clítico forma um hiato com a vogal que está na borda esquerda do hospedeiro, há um desfavorecimento da regra em estudo. Em rodada subseqüente do VARBRUL, os grupos de fatores mostrados na Tabela 1 foram amalgamados em junturas com processos de sândi e junturas sem processos de sândi. Os resultados obtidos são mostrados na Tabela 2. Tabela 2: Registro da ocorrência da regra de elevação da vogal átona final /e/ segundo a variável tipo de juntura

8 Variantes Ocorrência/Total Percentual Peso Relativo Com processos 73/77 95%.96 de sândi Sem processos 45/198 23%.23 de sândi Total 118/275 43% Significância.032 Input.49 Apresentamos, em (10), exemplos de realizações lingüísticas pertencentes ao corpus da pesquisa que mostram os tipos de juntura. (10) - Com processos de sândi: t[?]nsinou / m[ja]mou - Sem processos de sândi: m[e] conheceu ~ m[i] conheceu / m[ea]mou Na Tabela 2, podemos observar que o tipo de juntura considerado relevante pelo VARBRUL foi o intitulado com processos de sândi, o qual apresenta peso relativo.96. Esse tipo de juntura mostrou-se altamente favorecedor da elevação da vogal átona /e/ dos clíticos pronominais analisados neste estudo. Essa tabela também mo stra o desfavorecimento desta regra nos casos em que não há processos de sândi (PR.23). Os resultados dessa Tabela poderiam também receber interpretação por outro enfoque: permitiriam concluirmos que a elevação da vogal do clítico é que favorece processos de sândi. Essa interpretação seria única e categórica, se levássemos em conta os dados relativos à ocorrência de ditongação, nos resultados mostrados na Tabela 1 esses resultados registram que em 100% dos casos de ditongação houve elevação, o que implica que sempre que foi aplicada a regra de elevação vocálica, havendo contexto para a regra de ditongação, esta também foi aplicada. O mesmo comportamento praticamente categórico já não pode ser atribuído ao outro processo de sândi também registrado nos dados o processo de degeminação, já que houve degeminação tanto com a manutenção da vogal média do clítico, como com a sua realização como vogal alta, conforme aparece nos exemplos em (11): (11) te ensinou t[?]nsinou me encontrou m[i]ncontrou Portanto, não é possível generalizar que a elevação vocálica implica processos de sândi, mas é possível dizer, pelos resultados da pesquisa, que processos de sândi favorecem a elevação de vogais dos clíticos, especialmente quando dessa elevação pode decorrer u m ditongo. A segunda variável selecionada pelo VARBRUL foi o tipo de segmento vocálico da sílaba seguinte ao clítico, cujos dados aparecem na Tabela 3. Tabela 3: Registro de ocorrência da regra de elevação da vogal átona final /e/ segundo a variável tipo de segmento vocálico da sílaba seguinte ao clítico Variantes Ocorrência/Total Percentual Peso Relativo [o] 57/140 41%.41 [a] 33/78 42%.58 [i] 9/30 30%.42 [u] 19/27 70%.76 Total 118/275 43% Significância.032 Input.49 Apresentamos, em (12), exemplos referentes à variável tipo de segmento vocálico da sílaba seguinte ao clítico.

9 (12) [o] [a] [i] [u] s[e] t[o]rnou t[e] f[a]lei m[i] d[i]sse s[i] m[u]dou Na Tabela 3, verificamos que a vogal [a] favorece a regra de elevação (PR.58), enquanto as vogais [o] e [i] se mostram desfavorecedoras da regra aqui estudada (PR.41 e.42). Não podemos considerar que a vogal [u] favoreça a regra de elevação, pois exis tem poucos casos dessa vogal no corpus da pesquisa. Ao analisarmos os resultados relativos à Tabela 3, é relevante salientarmos que essa variável foi controlada no presente estudo porque tínhamos a hipótese de que a presença da vogal alta [i], na sílaba seguinte ao clítico, seria fator que favoreceria a elevação da vogal média /e/ do clítico em razão de harmonia vocálica. Segundo Bisol (1981), a vogal [i] em sílaba subseqüente a uma vogal átona pretônica média alta é o maior condicionador de sua elevação, configurando um caso de harmonia. No entanto, no presente estudo, com esse pequeno grupo de informantes, nossa hipótese não foi confirmada. Houve poucos dados que mostraram a vogal alta [u] subseqüente ao clítico como favorecedora da elevação de /e/ e que poderiam encaminhar conclusões em direção à nossa expectativa, mas contrariam a conclusão de Bisol (1981) de que a vogal alta [i] é que é o gatilho por excelência da elevação, por harmonia, das pretônicas médias altas /e/ e /o/, sendo que, segundo a autora, a vogal alta [u] seria gatilho para a elevação apenas da média alta labial /o/, uma vez que a vogal [u], por ser [+posterior], é menos alta do que a vogal alta [i], que é [-posterior]. Os resultados da Tabela 3, ao mostrarem a vogal baixa [a] como favorecedora da aplicação da regra de elevação da vogal dos clíticos, contrariam nossa hipótese inicialmente proposta, podendo conduzir à conclusão de que estamos diante de um caso de dissimilação, o que não constitui uma operação fonológica freqüente no sistema do Português. Em virtude desse fato, consideramos recomendável a observação cautelosa desse resultado, e optamos por apresentar afirmações mais conclusivas apenas após estudo mais amplo, com maior número de dados. 4. CONCLUSÃO Como todos os indivíduos estudados neste trabalho tinham 50 anos ou mais, verificamos que a regra de elevação da vogal /e/ dos clíticos pronominais investigados é pouco aplicada na fala dos indivíduos com essa idade, na cidade de Bagé-RS. Esse fato talvez se deva à influência do espanhol, pois nessa língua a regra de elevação das vogais átonas finais não é aplicada. A manutenção da vogal média alta /e/ em posição átona final identificada no presente estudo vem confirmar os resultados da pesquisa de Vieira (1984), particularmente em se tratando de falantes da região de fronteira do Rio Grande do Sul. Pela aplicação do programa VARBRUL aos dados deste trabalho, os contextos favorecedores da regra em estudo foram os processos de sândi e o tipo de segmento vocálico da sílaba seguinte ao clítico. Desses dois contextos, os casos de sândi chamam especial atenção, porque poderiam permitir a interpretação de que a elevação é que favorece o sândi, especialmente em se tratando do tipo de juntura em que ocorre ditongação. Embora os resultados tenham revelado que a elevação da vogal do clítico, quando ocorre, é lingüisticamente condicionada, a presente pesquisa comprova que, na região do Rio Grande do Sul estudada, a regra tem aplicação minoritária entre as pessoas de mais idade nessa comunidade. O comportamento predominante mostrou-se ser o da manutenção da vogal média alta dos clíticos, como mostram os exemplos em (13). (13) m[e] conheceu s[e] mudou Com a não aplicação da regra em foco nas vogais, os clíticos passam a integrar a palavra prosódica seguinte e, obrigatoriamente, temos de levantar a hipótese de que é questionável, nessa comunidade, o fato de o Grupo Clítico ser domínio para regra fonológica. A confirmar-se essa conclusão, poderíamos hipotetizar que a gramática da maioria das pessoas com idade acima de 50 anos, na cidade de Bagé, não apresenta o Grupo Clítico em sua hierarquia prosódica. Um estudo maior precisa ser realizado para que tais hipóteses sejam adequadamente avaliadas.

10 RESUMO: O presente trabalho apresenta um estudo do comportamento da vogal átona /e/ dos clíticos pronominais me, te, se e lhe, em posição proclítica, que têm o verbo como hospedeiro, bem como investiga os processos de sândi que ocorrem na fronteira clítico + verbo. O objetivo da pesquisa foi discutir o uso variável da regra de elevação aplicada a vogais de clíticos, na cidade de Bagé, RS, com localização próxima à fronteira com o Uruguai. Os resultados obtidos com a análise variacionista permitiram o encaminhamento de discussão relativa ao status prosódico dos clíticos na comunidade investigada. PALAVRAS-CHAVE: hierarquia prosódica; regra de elevação da vogal átona /e/; clíticos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMARAL, Marisa Porto do. A síncope em proparoxítonas: uma regra variável. In: BISOL, Leda; BRESCANCINI, Cláudia Regina (orgs.) Fonologia e variação: recortes do português brasileiro. Porto Alegre: EDIPUCRS, p BISOL, Leda. Harmonia vocálica. Rio de Janeiro, Tese de Doutorado UFRJ.. Sândi vocálico externo: degeminação e elisão. Cadernos de Estudos Lingüísticos. Campinas: UNICAMP, n.23, p , O sândi e a ressilabação. Letras de Hoje. Porto Alegre: PUC-RS, v.31, n.2, p , 1996a.. Sândi externo: o processo e a variação. In: Kato, Mary. A. (org.) Gramática do português falado: convergências. Volume V. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, São Paulo: FAPESP, 1996b.. Os constituintes prosódicos. In: (org.) Introdução a estudos de fonologia do português brasileiro. Porto Alegre: EDIPUCRS, p A degeminação e a elisão no VARSUL. In: BISOL, Leda; BRESCANCINI, Cláudia Regina (orgs.) Fonologia e variação: recortes do português brasileiro. Porto Alegre: EDIPUCRS, p BRESCANCINI, Cláudia Regina. A análise de regra variável e o programa Varbrul 2S. In: BISOL, Leda; BRESCANCINI, Cláudia Regina (orgs.) Fonologia e variação: recortes do português brasileiro. Porto Alegre: EDIPUCRS, p BRISOLARA, Luciene Bassols. A prosodização dos clíticos pronominais no Sul do Brasil: uma análise variacionista com base na elevação da vogal átona /e/. Dissertação (Mestrado em Letras), Universidade Católica de Pelotas, VIEIRA, Maria José Blaskovski. As vogais médias postônicas: uma análise variacionista. In: BISOL, Leda; BRESCANCINI, Cláudia Regina (orgs.) Fonologia e variação: recortes do português brasileiro. Porto Alegre: EDIPUCRS, p WETZELS, W. L. Mid vowel neutralization in Brazilian Portuguese. Cadernos de Estudos Lingüísticos, Campinas, n. 23, p , 1992.

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