Sumário. Comitê Executivo da ANBIMA. Boa leitura!

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1 Iniciativas 2014

2 Apresentação Este relatório tem o objetivo de apresentar a nossos diretores e associados um panorama das principais atividades desenvolvidas ao longo de 2014, especialmente no que diz respeito às prioridades estratégicas. Para facilitar a consulta, o documento está dividido em três partes. No primeiro bloco, mostramos um resumo do que aconteceu no ano, consolidando as informações por temas. A segunda parte traz os destaques da atuação dos comitês, e a terceira, as estatísticas da supervisão de mercados, apresentadas em forma de gráficos e tabelas. Boa leitura! Sumário Comitê Executivo da ANBIMA Prioridades Estratégicas... 3 Associados e Aderentes... 5 Agenda do Mercado de Capitais... 6 Pleitos Atendidos... 8 Relacionamento Eventos Autorregulação Informações Certificação e Treinamento Educação do Investidor Atuação Internacional Conferência Iosco Selic Empresas Agregadas Comunicação Gestão Interna Mapas dos Comitês Planejamento Estratégico Rede de Envolvimento Estatísticas da Supervisão Organismos da Supervisão... 37

3 Prioridades Estratégicas Apoiar a evolução dos mercados financeiro e de capitais, ampliando sua participação no financiamento da economia e atendendo às necessidades dos investidores Fortalecer o Mercado de Capitais As ações que desenvolvemos ao longo de 2014 procuraram contribuir para criar um ambiente que incentive as companhias a obter financiamento privado por meio do mercado de capitais e estimule os investidores a adotar uma cultura de investimentos adequada a suas necessidades. Para aumentar o número de emissões e de companhias emissoras, colaboramos com o aperfeiçoamento das regras que norteiam o mercado primário. Um exemplo disso foi a inclusão das ofertas de renda variável na Instrução nº 476, que permite a distribuição de ativos por meio de esforços restritos, medida que atendeu a um de nossos pleitos. Também participamos das discussões técnicas sobre as Instruções n os 400 e 480, que tratam das ofertas públicas de valores mobiliários e do registro de emissores. A busca por mais transparência e liquidez é essencial para o desenvolvimento do mercado secundário. Dentre as principais iniciativas do ano, destaca-se a formação de um grupo de trabalho interdisciplinar que irá propor diretrizes para a padronização das escrituras de debêntures, a fim de facilitar sua precificação. Além disso, foi ampliada a amostra de debêntures. Com a inclusão de 69 ativos na lista de papéis precificados, passamos a divulgar preços de 208 séries, o que representa 92,5% do total de operações. Na frente de regulação, enviamos ao Banco Central estudo com propostas para o aumento da liquidez dos títulos de dívida corporativa, dentre os quais sua inclusão como lastro de operações de mercado aberto. Colaboramos com a revisão da Instrução nº 409 da CVM, que regula os fundos de investimento, procurando preservar e fortalecer o papel da indústria de fundos como um importante veículo de canalização da poupança financeira para o financiamento de longo prazo. Também participamos das discussões da audiência pública que trouxe propostas de alteração do conceito de investidor qualificado, de criação da categoria investidor profissional e de eliminação das regras de investimento mínimo nas instruções da CVM. Outro trabalho em andamento é a elaboração de diretrizes que dispõem sobre o processo de suitability, com o objetivo de aprimorar as práticas de adequação dos produtos, serviços e operações de investimento ao perfil do investidor. Promover o aperfeiçoamento tributário nos mercados Foi retomada a agenda de aproximação com o Ministério da Fazenda para endereçar as principais preocupações sobre a pauta tributária do mercado de capitais. Destacam-se a necessidade de diminuição ou eliminação das assimetrias entre os produtos de investimento, como é o caso da antecipação de arrecadação provocada pelo come-cotas, cuja incidência sobre os fundos de investimento acaba gerando distorções. Também foram tomadas iniciativas para estreitar o relacionamento com a Receita Federal, o que incluiu o encaminhamento de sugestões de aperfeiçoamentos na regulamentação tributária do mercado de capitais. Para auxiliar no endereçamento dos assuntos, foi elaborado um estudo com o mapeamento dos temas tributários em andamento, segregados por mercado. O documento servirá de subsídio para propostas de melhoria que propiciem um ambiente regulatório e fiscal mais transparente e eficiente, diminuam as assimetrias e contribuam para o aperfeiçoamento da tributação dos investimentos. 3

4 Prioridades Estratégicas Apoiar a evolução dos mercados financeiro e de capitais, ampliando sua participação no financiamento da economia e atendendo às necessidades dos investidores Fortalecer a representação e a coordenação dos interesses dos associados local e internacionalmente Para melhor representar os interesses dos associados, iniciamos um processo de reestruturação dos organismos de representação institucional que culminou na redução de número de subcomitês e na criação de grupos de trabalho interdisciplinares. Com isso, alinhamos os debates e demos mais agilidade e foco às discussões. Reforçamos a comunicação entre os comitês e a divulgação dos trabalhos em andamento, com a criação do Relatório de Iniciativas Comitês de Representação, que tem periodicidade trimestral e é divulgado exclusivamente para os associados. Também foi lançada a nova versão do site exclusivo do associado, que permite acesso ilimitado a informações fechadas ao público em geral, como as calculadoras e séries históricas de índices e taxas médias de títulos públicos e debêntures. A busca pela melhora da interlocução com os órgãos públicos também permeou nossa atuação ao longo do ano. Foram realizadas diversas reuniões, algumas com a presença de membros da Diretoria e autoridades de alto nível hierárquico e outras com representantes do corpo técnico da Associação, buscando maior aproximação técnica e institucional. Na frente internacional, foi criado o GTRI - Fundos (Grupo Técnico de Regulação Internacional de Fundos de Investimento), para promover alinhamento e troca de informações sobre os efeitos das mudanças de regras internacionais. Também foi organizado evento da ICMA (Organização Internacional do Mercado de Capitais), em São Paulo, e a Conferência Anual da Iosco, no Rio de Janeiro. O superintendente geral, José Carlos Doherty, começou a participar, como membro observador, das reuniões de diretoria da Iosco (Organização Internacional das Comissões de Valores Mobiliários), e foi reeleito à presidência do AMCC (Comitê Consultivo de Membros Afiliados). Promover a educação financeira A partir do entendimento de que a educação financeira é uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento pleno e sustentável do mercado de capitais, estabelecemos agenda que contempla desde a capacitação dos profissionais até a disseminação de informações aos investidores, de forma a ajudá-los a tomar decisões de investimento mais conscientes. O Comitê de Certificação começou uma ampla discussão sobre a adequação da atual arquitetura das certificações da Associação às necessidades do mercado, realizando levantamento com as instituições associadas sobre o papel e responsabilidades dos profissionais que atuam nas redes de distribuição. Adicionalmente, uma pesquisa com gerentes e investidores buscou determinar o papel das certificações e seu impacto para os profissionais do mercado e os clientes. Os resultados foram apresentados em workshop com os associados e serão considerados no projeto de revisão da arquitetura das certificações. O projeto piloto do programa Como Investir em Você, voltado para os estudantes universitários e realizado em parceria com a FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), foi concluído no primeiro semestre. Após os primeiros resultados e ajustes realizados com base na experiência do piloto, foram lançadas novas turmas. A segunda edição ocorre em quatro campi da universidade. Em 2015 o programa será estendido a outras instituições de ensino. 4

5 Associados e Aderentes Associados Pluralidade e representatividade no perfil dos associados Distribuição por segmento Representatividade em comitês ASSOCIADOS 55 Assets 70 Assets 123 Bancos Comerciais 11 Bancos Múltiplos 70 Bancos de Investimento 8 CTVMs 37 DTVMs 38 Demais instituições associados, 136 participam de comitês 35 Banco Múltiplo Total de associados Banco Comercial Banco de Investimento CTVM DTVM Demais instituições Associados com participação em comitês Distribuição Geográfica 2 93% SUDESTE 4% SUL 1% NORDESTE 1% CENTRO-OESTE 1% NORTE Filiações Seis novas instituições se filiaram à ANBIMA. São elas: Ibirapuera Performance Investimentos Ltda. Ápice Securitizadora Imobiliária S.A. Maximizar Gestão de Recursos Ltda. Vintage Investimentos Ltda. São João Gestora de Recursos Ltda. BREI Brazilian Real Estate Investments Ltda. (dados até novembro/2014) Adesões No ano, 199 instituições passaram a seguir as regras dos códigos de autorregulação. Certificação e Fundos de Investimento foram os códigos que tiveram mais novos participantes. Confira o número total de instituições participantes de cada código: Código Número de instituições Certificação 805 FIP/FIEE 269 Fundos - Administração e Gestão 645 Fundos - Distribuição 119 Gestão de Patrimônio 25 Negociação 150 Ofertas Públicas 298 Private 20 Serviços Qualificados 47 Varejo 82 5

6 Agenda do mercado de capitais O fortalecimento do mercado de capitais passa por um conjunto de iniciativas que buscam atingir três objetivos: o aumento do número de investidores, a elevação do número de companhias emissoras e o estímulo à liquidez no mercado secundário. Aumento do número de emissores Avanços: Extensão, até 2030, do prazo de vigência do benefício fiscal a investidores estrangeiros e residentes pessoa física em aplicações em ativos de infraestrutura ou vinculados a projetos de investimento (Lei nº , antiga Lei nº ). Emissões de renda variável com esforços restritos, à luz da experiência bem sucedida para renda fixa (ICVM nº 551). Apoio ao projeto de ofertas menores e à distribuição de ações por meio de esforços restritos. No radar: Audiência de oferta pública do COE. Ampliação da janela para distribuição dos ativos em ofertas públicas, com a eliminação da necessidade de análise do material publicitário das ofertas e do blackout period. Ampliação da base de investidores Avanços: Formação de grupo para desenvolver uma visão de longo prazo para a indústria de fundos de investimento. Revisão da regulamentação de fundos de investimento (ICVM nº 409) e do conceito de investidor qualificado. Adequação e homogeneização das regras de suitability. No radar: Aprimoramento das estatísticas sobre fundos de investimento. Nova classificação de fundos. Reforma da regulação de FIP. Interlocução sobre aprimoramentos na regulação das entidades de previdência. Transparência no ambiente de negócios Avanços: Elaboração de estudo sobre o papel dos intermediários financeiros. Acompanhamento da adequação das instituições às novas regras para a infraestrutura de mercado. Elaboração de estudo com propostas de mecanismos para o aumento da liquidez de títulos de dívida corporativa. Aumento da amostra da precificação de debêntures. No radar: Estímulo a plataformas de negociação. Padronização das escrituras de debêntures. Governança de precificação e índices. continua 6

7 Agenda do mercado de capitais O fortalecimento da interlocução com o governo, especialmente Ministério da Fazenda e Receita Federal, foi um objetivo prioritário na atuação da ANBIMA em Foram realizadas diversas reuniões com a presença da diretoria e de autoridades, visando a debater a agenda da Associação para o fortalecimento do mercado de capitais. Confira alguns dos pontos dessa agenda e as medidas tomadas para apresentá-la às autoridades. Pauta tributária O incentivo ao investimento passa também pela simplificação da estrutura de impostos, com a eliminação gradual de assimetrias e subsídios. Agenda tributária no planejamento estratégico Objetivo 1: Aprimoramento das regras tributárias, com foco na simplificação e redução das assimetrias entre produtos e investidores Mapeamento das assimetrias tributárias Pleitos enviados: Reuniões com governo 11/02 Secretaria de Política Econômica 19/02 Ministério da Fazenda 31/03 Ministério da Fazenda 15/05 Receita Federal 28/07 Ministério da Fazenda Extinção do come-cotas Fundos com ativos isentos para pessoas físicas Fundos com ativos isentos para não residentes Extinção do IOF em ADRs Prorrogação da Lei nº Objetivo 2: Maior efetividade na articulação da pauta tributária Estruturação da pauta tributária no grupo de fundos Fortalecimento da interlocução com Ministério da Fazenda e Receita Federal Outros avanços em 2014 Alterações na regulamentação tributária nacional para adaptação à Lei Fatca MP nº 651: pleitos sobre tributação de fundos continua 7

8 Pleitos Atendidos Sugestões e propostas enviadas pela Associação neste ano e nos anos anteriores resultaram em 16 aperfeiçoamentos nas normas de regulação durante Alíquota zero de IOF sobre American Depository Receipt O Ministério da Fazenda alterou o Decreto nº 6.306, reduzindo a zero a alíquota de 1,5% do IOF títulos incidente na cessão de ações admitidas à negociação em bolsa de valores localizada no Brasil, com o fim específico de lastrear a emissão de depositary receipts negociados no exterior papéis de empresas brasileiras, os ADRs (American Depository Receipt). A nova regra, editada no final de 2013, atende a pleito enviado em 2011 solicitando a eliminação do imposto. O objetivo era inibir estruturas que evitassem a incidência do IOF de câmbio no ingresso de recursos de investidores estrangeiros para investimento em renda variável. Distribuição das letras financeiras Em janeiro, a CVM divulgou a Instrução nº 546, que alterou o PDC (Programa de Distribuição Contínua) das letras financeiras e incorporou propostas dos Comitês de Tesouraria e de Finanças Corporativas. A principal mudança é a possibilidade de as instituições financeiras transmitirem algumas informações apenas no momento do registro da distribuição, isto é, quando ocorrer efetivamente a emissão. Não recolhimento pelos fundos de IR na fonte ao pagar prestadores de serviço pessoas jurídicas A Receita Federal publicou, em janeiro, a Solução de Consulta nº 9, que esclarece que os fundos de investimento não devem efetuar recolhimento de imposto de renda na fonte ao pagar seus prestadores de serviço pessoas jurídicas. No documento, o órgão reitera que a retenção do imposto de renda só pode ser feita por pessoas jurídicas, qualificação na qual não se enquadram os fundos de investimento. A norma atende ao pleito formulado pelo Comitê de Assuntos Fiscais e Contábeis no início de Revogação da Instrução Normativa nº A Receita Federal revogou, em janeiro, a Instrução Normativa nº O documento instituía o Informe de Operações em mercados organizados de valores mobiliários e estabelecia, para fins de apuração do imposto de renda, normas para emissão e envio do informe contendo dados relativos a operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros e em mercados de balcão organizado. A Instrução, que foi publicada em 25 de abril de 2013, entraria em vigor em janeiro. A possibilidade de revogação esteve em discussão em grupo de trabalho formado por membros do Comitê de Assuntos Fiscais e Contábeis, Serviços Qualificados e Mercados, além de representantes da BM&FBovespa e da Cetip. O debate gerou três ofícios que solicitaram a prorrogação do prazo e apresentaram dúvidas e considerações sobre a Instrução. Dispensa de publicação em jornal dos avisos obrigatórios em ofertas e de impressão do prospecto Divulgada, em maio, a Instrução CVM nº 548 que dispensa a publicação em jornal de anúncio sobre início de distribuição e de aviso ao mercado nas ofertas públicas, bem como a impressão do prospecto. Essas informações poderão ser divulgadas por meio de páginas na internet da emissora, do ofertante, das instituições intermediárias do consórcio de distribuição, da CVM e da entidade administradora do mercado organizado, nos quais os valores mobiliários da emissora sejam admitidos à negociação. O objetivo é diminuir os custos de acesso ao mercado de capitais. A edição da norma foi resultado da Audiência Pública SDM nº12/13, para qual o Comitê de Finanças enviou sugestões. Equiparação de imposto de ativos e fundos para não residentes A Lei nº /2014, publicada em maio, iguala impostos sobre investimento dos não residentes em ativos e fundos, em linha com os pleitos da Associação. Os investidores estrangeiros que aplicam em cotas de fundos de investimento no Brasil passam a ter o benefício de alíquota zero sobre os rendimentos dessas aplicações, nos casos regulamentados pelo artigo 97. O benefício é concedido a todos os estrangeiros (exceto de paraísos fiscais) que apliquem em fundos cujas carteiras sejam integradas por ativos sujeitos a alíquota zero ou a isenção do imposto nas aplicações diretas dos não residentes. continua 8

9 Pleitos Atendidos Mercado de acesso A Instrução CVM nº 549, publicada em junho e que alterou pontos da Instrução CVM nº 409, passou a permitir a criação e difusão de estruturas que alavanquem a demanda por ativos de companhias menores. As mudanças estão em linha com o projeto conduzido pelo Comitê Técnico de Ofertas Menores, do qual a ANBIMA fez parte. Além disto, contemplam comentários encaminhados pela Associação durante a Audiência Pública SDM nº 13/13. Entre as sugestões acatadas está o alinhamento do prazo de enquadramento das carteiras entre os fundos abertos e fechados, que passou de 60 para 180 dias; a participação no processo decisório da companhia investida nos mesmos moldes da Instrução CVM nº 391; e a possibilidade de contratação de formadores de mercado para o fundos fechados, visando a garantir liquidez das cotas desses fundos. Projeto Ofertas Menores (Lei nº ) Divulgada, em novembro, a Lei nº que incorporou as medidas de estímulo ao desenvolvimento do mercado de capitais, incluindo as propostas do Projeto de Ofertas Menores, que contou com a colaboração do Comitê de Finanças Corporativas. As ações buscam facilitar a abertura de capital das empresas de porte médio. Os investidores pessoa física que adquirirem ações (diretamente ou por meio de fundos) de empresas listadas em segmento especial da bolsa de valores passam a ter isenção de IR sobre ganho de capital. Um dos requisitos é a empresa ter valor de mercado inferior a R$ 700 milhões e receita bruta no exercício anterior ao IPO menor que R$ 500 milhões. A medida vale desde junho e ficará em vigor até Normatização do mercado de fundos de índice de renda fixa O pacote de ações da Medida Provisória nº 651, anunciado em junho, incluiu a normatização do mercado de fundos de índice (ETFs) de renda fixa. Estes produtos acompanharão índices de carteiras teóricas do IMA (Índice de Mercado ANBIMA), calculados e divulgados diariamente pela Associação, e terão cobrança de imposto de renda sobre os ganhos apenas no resgate das aplicações. A Associação participou, junto com a BM&FBovespa, de discussões prévias à divulgação da medida, propondo sugestões sempre em linha com as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Fazenda e pelo Tesouro Nacional. Apesar de apoiar a criação do produto, foi ressaltada a preocupação com o fim da tributação semestral ( come-cotas ) de todos os fundos, incluindo os de renda fixa. Segurança jurídica dos administradores na integralização com ativos Com a divulgação da Medida Provisória nº 651, os administradores passaram a ter a responsabilidade fiscal pelo recolhimento do imposto sobre a renda incidente na integralização de cotas de fundos ou clubes de investimentos. Antes o recolhimento do imposto devido era de responsabilidade do investidor. A norma contemplou sugestões apontadas pela Associação, para garantir segurança jurídica mínima para os administradores cumprirem com mais esta obrigação acessória. Uma delas é que caberá ao investidor disponibilizar previamente ao administrador os recursos necessários para o recolhimento do imposto sobre a renda. Extensão de prazo de escrituração Foi atendida a solicitação, em julho, de extensão do prazo, por mais seis meses, para escrituração de estoque de CRIs emitidos antes da data da Instrução CVM nº 543, de julho de As instituições passaram a contar com esse prazo adicional para adotar as medidas necessárias e providenciar a contratação de escriturador registrado na CVM para a prestação desses serviços. Dispensa do envio de informações de fundos negociados Em outubro, a CVM divulgou uma nova versão da Instrução CVM nº 301, que trata de identificação, cadastro, registro, operações, comunicação, limites e responsabilidades referentes aos crimes de lavagem de dinheiro. A norma dispensou os fundos negociados em mercado organizado do envio das informações previstas no 2º artigo, 2º parágrafo do Anexo I, já que esses procedimentos não fazem parte da dinâmica do produto. A mudança está em linha com solicitação do Comitê de Compliance, que analisou o edital. As alterações sugeridas pela autarquia tiveram por objetivo realizar modificações pontuais para adequar a regulamentação da CVM às recomendações internacionais propostas pelo Gafi (Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo). continua 9

10 Pleitos Atendidos Emissão de ações com esforços restritos Divulgada, em setembro, a Instrução CVM nº 551, que permite a realização de ofertas públicas por meio de esforços restritos para ativos de renda variável, COE, e outros produtos. Pela nova regulamentação, foi ampliado de 20 para 50 o máximo de subscritores que podem participar de operações restritas. O número de investidores que podem ser procurados durante o processo também aumentou de 50 para 75. Além disso, a norma formalizou as regras para ofertas públicas iniciais de emissores em fase pré-operacional. A edição da Instrução foi resultado da Audiência Pública SDM nº 1/14 e faz parte do Projeto de Acesso de Pequenas e Médias Empresas ao Mercado de Capitais. O Comitê de Finanças Corporativas, em conjunto com o Subcomitê de Renda Variável e os Comitês de Produtos Estruturados, enviou sugestões à autarquia em março de Alteração de critérios de cálculo para notificação de atos de concentração econômica Em outubro, o Cade editou a Resolução nº 09, alterando alguns pontos da Resolução nº 02, que estabelece quais operações de fusão, aquisição ou incorporação devem ser submetidas a avaliação. A alteração da Resolução foi resultado da Consulta Pública nº 1/14, e mudou a definição de grupos econômicos para cotistas, em linha com a proposta do Comitê de Fundos de Investimento em Participações. A norma passou a estabelecer que a participação igual ou superior a 50% das cotas do fundo deverá ser observada com relação aos atos de concentração econômica; antes o percentual era de 20%. Ampliação do prazo para emissão de debêntures de infraestrutura na Lei nº Em novembro, com a publicação da Lei nº , que alterou a Lei nº , foi prorrogado o prazo para emissão de debêntures de infraestrutura de 2015 para dezembro de A nova lei incorporou os dispositivos previstos anteriormente na MP nº 651. Alteração de prazo para registro de títulos e valores mobiliários em câmaras registradoras A Circular nº do Banco Central, publicada em novembro, alterou o prazo para entrada em vigor da Circular nº de 31 de dezembro de 2014 para 2 de março de 2015, quando as instituições financeiras devem passar a registrar os títulos e valores mobiliários em sistemas de registro e de liquidação financeira ( câmaras registradoras ). Esse registro vale apenas para emissões em uma mesma data, em favor de um mesmo detentor, cujo somatório seja inferior a R$ 5 mil, com a identificação do CPF ou CNPJ, em sistemas de registro e de liquidação financeira ( câmaras registradoras ). Também estendeu o prazo para que as operações contratadas antes da data de entrada em vigor da norma alteradora e não resgatadas até 31 de agosto de 2015 serem complementadas com as novas informações até esta mesma data o prazo anterior era 30 de abril de Com a postergação, as instituições financeiras e as câmaras terão mais tempo para se adequar às novas exigências, uma vez que alteram o fluxo operacional e os sistemas de captura, registro, controle e processamento. O pedido de alteração das datas foi enviado ao Banco Central e é resultado das discussões dos comitês de Produtos de Tesouraria e de Representação do Selic, além de estar alinhado com as câmaras registradoras. 10

11 Relacionamento Confira a interlocução que a ANBIMA manteve com órgãos reguladores e outras entidades de mercado ao longo do ano. Ministério da Fazenda Interlocução entre a Diretoria e o primeiro escalão do Ministério da Fazenda para apresentação da agenda de mercado de capitais da Associação e condução de pauta institucional. Entre os assuntos, destacam-se a sensibilização do governo para a eliminação do tratamento diferenciado entre produtos, incluindo propostas como a extinção do come-cotas, e medidas para desenvolver os mecanismos de financiamento de longo prazo. CVM Coordenação das diversas pautas em discussão com a entidade. Análise, discussão e comunicação de grandes grupos de reformas regulatórias (depósito centralizado e custódia, nova 409, qualificação do investidor) por meio da interlocução entre equipes, grupos de trabalho multidisciplinares e workshops. Discussão conjunta com BC na Frente de Racionalização. Contribuições para aprimoramentos regulatórios em audiências públicas (voto a distância, fundos imobiliários e ofertas restritas de ações) e por meio de pleitos, principalmente referentes à implementação coordenada de novas regras. Reuniões periódicas para tratar de aprimoramentos nas informações de ofertas públicas e propostas para segmento de dívida corporativa. Aproximação na discussão e no encaminhamento de questões relacionadas à prevenção e combate a lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. Celebração de convênios: (i) análise de fundos imobiliários (registro, constituição e oferta) e (ii) desenvolvimento para a CVM do SRE (Sistema de Registro Eletrônico). Reuniões periódicas: acompanhamento da supervisão de distribuição de fundos de investimento e convênio de ofertas públicas. Receita Federal Retomada de interlocução técnica para discussão de ajustes e melhorias na regulamentação tributária, buscando consolidar entendimentos e maior segurança jurídica para os participantes. Destaca-se a discussão sobre aprimoramentos nas regras do Imposto de Renda de ativos e operações financeiras (IN nº e Lei nº ), sobre novos produtos (COE, ETF) e sobre a Lei Fatca. Previc Realização de encontros no âmbito do Convênio ANBIMA/Previc. Realização de workshops para alinhar conhecimentos e discutir propostas de alteração nas regras de composição das carteiras das entidades, abordando temas como COE e valores mobiliários emitidos por SPE. Interlocução para esclarecimento de dúvidas sobre arquivo padrão para envio de informações à entidade. Banco Central Agenda periódica com a Secretaria Executiva para coordenação das interlocuções junto à autarquia. Discussão de aprimoramentos regulatórios (COE, investimento de não residentes, cadastro de clientes, precificação de instrumentos financeiros) e de mudanças no registro de ativos financeiros. Discussão conjunta com a CVM na Frente de Racionalização. Acompanhamento do grupo de estudo de reformulação do segmento de intermediação. Entrega de propostas para mercado de operações compromissadas e de empréstimos de títulos. BNDES Reuniões para discussão de projetos para desenvolvimento do mercado de debêntures. Tesouro Nacional Participação nas discussões sobre Benchmarks da ANBIMA, incluindo ETF de Renda Fixa. Parceria para o cálculo do IMA (Índice de Mercado ANBIMA). CRSFN Aproximação institucional com este órgão, conhecido como Conselhinho, que integra a estrutura do Ministério da Fazenda e tem como objetivo julgar os recursos das decisões do Banco Central, da CVM e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Disponibilização de estrutura de apoio ao conselheiro indicado pela Associação, trazendo mais celeridade para as análises e julgamento. Susep Discussões no âmbito da Comissão de Investimento criada pela autarquia. continua 11

12 Relacionamento BM&FBovespa Reuniões com diretores da entidade para alinhamento das diversas interlocuções e coordenação de iniciativas conjuntas. Participação em fóruns conjuntos (segmento de intermediação e de fundos imobiliários, entre outros), e, como convidada, em grupos da Associação, como o GT Oferta Pública de COE e o GTRI Tesouraria. Iniciativas conjuntas: propostas de aprimoramento da ICVM nº 472 e de apoio ao mercado na implementação das novas regras de custódia, depósito centralizado e escrituração de valores mobiliários. Participação nas câmaras consultivas de listagem de companhias e do mercado imobiliário. BSM Interlocução com a Supervisão de Mercados sobre questões relacionadas ao monitoramento de operações e seus aspectos práticos. Participação em fóruns conjuntos, como o do segmento de intermediação e o GT Iosco. Cetip Reuniões entre superintendentes da Associação e diretores da entidade para discussão de pautas de interesse comum e alinhamento de iniciativas. Discussão sobre a implementação de melhorias e mudanças regulatórias e seus respectivos impactos, tais como processos operacionais do segmento de debêntures e de CRI e adaptações decorrentes das novas regras de infraestrutura. Participação em fóruns conjuntos, como o do segmento de intermediação, e, como convidada, em grupos da Associação, como o GT Oferta Pública de COE e o GTRI Tesouraria. Encontros para debate sobre temas de interesse comum, como túneis de preços de ativos e negociação de debêntures na plataforma eletrônica. Abrapp Reforço ao relacionamento institucional entre as duas entidades, com destaque para a participação da Associação nos encontros regionais, técnicos, seminários e Congresso da Abrapp, bem como para a interlocução sobre o modelo de autorregulação da ANBIMA. Criação de grupo de trabalho ANBIMA/ Abrapp para alinhamento dos pleitos regulatórios para a Previc. CNF Parceria para condução de questões envolvendo o encaminhamento de emendas legislativas junto ao Congresso Nacional. Articulação em assuntos de interesse do mercado, como o estudo sobre capital empreendedor realizado pelo Cedes. CAF Participação no Conselho de Administração e Supervisão, em conjunto com a Amec, a BM&FBovespa e o IBGC, e indicação de membro para compor equipe técnica que dá apoio à entidade. Comissão Brasileira de Padronização para Produtos e Serviços Financeiros Participação nas reuniões mensais para acompanhar questões relacionadas à padronização internacional como a adoção do código LEI (Legal Entity Identifier) nos mercados internacionais. Abrasca Participação no Conselho de Autorregulação da entidade. Codim Participações periódicas nas respectivas reuniões para avaliação de Pronunciamentos de Orientação ao Mercado. Cedes Acompanhamento do projeto sobre Capital Empreendedor. Fipecapi Realização de reuniões sobre contabilização de produtos híbridos. Ibracon Iniciativa conjunta para aprimoramento de normas sobre cartas de conforto (NPA 12) nas ofertas públicas Apoio em estudo sobre distribuição de rendimentos dos fundos imobiliários. Apimec Participação no Conselho de Supervisão da entidade. Ancord Participação nas atividades do grupo de estudo de reformulação do segmento de intermediação. CIP Alinhamento sobre os desenvolvimentos do Sistema C3 com os custodiantes de FIDC. 12

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