MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA USINA HIDRELÉTRICA SÃO SIMÃO

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1 MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA RELATÓRIO 2007 USINA HIDRELÉTRICA SÃO SIMÃO Água e Terra Planejamento Ambiental Ltda. PATOS DE MINAS, MARÇO DE

2 RESPONSABILIDADE TÉCNICA Água e Terra Planejamento Ambiental Ltda. Equipe Técnica Técnico Responsável pela elaboração do Relatório Regina Célia Gonçalves Bióloga CRBio /4D Equipe técnica colaboradora Elisa Queiroz Garcia Bióloga CRBio /04D Erika Fernandes Araújo Vita Bióloga CRBio /04P Helber Moreira Machado Químico CRQ/MG Alex Luiz de Andrade Melo Biólogo CRBio /01D ENDEREÇO: Av. Padre Almir Neves de Medeiros, Sobradinho Patos de Minas - MG (034) / /

3 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 4 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO INTRODUÇÃO Área de estudo OBJETIVOS MATERIAL E MÉTODOS Locais e freqüência de coleta Coletas Análise do material Apresentação dos dados Equipe executora dos trabalhos RESULTADOS Condições climáticas Composição ictiofaunística Autoecologia das espécies amostradas Abundância Análise de captura por unidade de esforço (CPUE) em número e biomassa Avaliação da atividade reprodutiva Diversidade Ictiofaunística (H ) e Equitabilidade Análise de Similaridade Monitoramento da existência de atividade profissional no reservatório Coleta qualitativa CONSIDERAÇÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

4 APRESENTAÇÃO O presente relatório reporta atividades desenvolvidas no mês de outubro pela equipe técnica da Água e Terra Planejamento Ambiental Ltda para o contrato n /510 que se refere ao Monitoramento da Ictiofauna do Reservatório da Usina Hidrelétrica São Simão, da CEMIG Geração e Transmissão SA. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO Empreendedor: CEMIG Geração e Transmissão SA CNPJ/MF: / Endereço: Av. Cel José Teófilo Carneiro, Bairro São José Uberlândia - MG Empreendimento: Usina Hidrelétrica São Simão Empresa Elaboradora: Água e Terra Planejamento Ambiental Contato: Bióloga Regina Célia Gonçalves Avenida Padre Almir Neves de Medeiros, 650 Bairro: Sobradinho Patos de Minas / MG CEP: Tel/Fax: (34)

5 1. INTRODUÇÃO A fauna de peixes de água doce da América do Sul é diversificada e complexa, com numerosas lacunas no seu conhecimento biológico (VARI & MALABARBA, 1998). Está distribuída por numerosas correntes de água, incluindo pequenos afluentes de cabeceira e rios caudalosos. A regulação do fluxo dos rios acompanha a história humana. Registros históricos sobre a regulação de grandes rios, visando os seus aproveitamentos para múltiplos usos, remontam há mais de 5000 anos. A partir dos anos 80, em termos mundiais, o represamento de grandes rios para a construção de reservatórios artificiais intensificou-se (ALLAN, 1995; PETRERE JR., 1996). Com o represamento dos rios, ocorre a destruição da vegetação ripária e a inundação das lagoas marginais, além da transformação do antigo ecossistema lótico para um novo ecossistema lêntico ou semi-lêntico, implicando em grandes alterações físicas, químicas, limnológicas e ambientais (TUNDISI, 1988; NOGUEIRA, 1996). Outro aspecto bem definido nos represamentos é a interrupção dos ciclos migratórios alimentares e reprodutivos de algumas espécies de peixes reofílicas de alto valor comercial e a presença de uma ictiofauna menos complexa que dos seus rios formadores. Existe um predomínio de espécies de pequeno porte, já presentes na fase rio (nativas), que conseguiram suportar tais impactos e, portanto, são pré-adaptadas às novas condições lacustres (CASTRO & ARCIFA, 1987; LOWE-MCCONNELL, 1987; FERNANDO & HOLCIK, 1991; WOYNAROVICH, 1991; PETRERE JR., 1996). A introdução de espécies exóticas tem causado problemas de super populações e competição por nichos ecológicos irreparáveis. Devido aos sucessivos barramentos de rios, as espécies tendem a se adequar às novas situações ecológicas, para poder realizar satisfatoriamente o ciclo reprodutivo (SUZUKI & AGOSTINHO, 1997). O presente programa de monitoramento da ictiofauna justifica-se pelo fato de implementar o conhecimento técnico e a formação de um banco de dados sobre a situação da ictiofauna e pesca profissional no rio Paranaíba, a montante e jusante da usina, bem como, o atendimento aos programas e projetos estabelecidos no Sistema Ambiental da instalação. 5

6 1.1. Área de estudo A Usina Hidrelétrica São Simão situa-se a 280 km de Uberlândia, no município de São Simão, GO. O reservatório estende-se até a barragem de Cachoeira Dourada, GO, abrangendo os municípios de Bom Jesus de Goiás, Cachoeira Dourada, Gouvelândia, Inaciolândia, Paranaiguara e Quirinópolis (GO) e Cachoeira Dourada, Capinópolis, Gurinhatã, Ipiaçu, Ituiutaba e Santa Vitória (MG). Situada no rio Paranaíba, a UHE iniciou sua operação em Apresenta uma potência instalada de 1710 MW, operando com 06 unidades geradoras e seu reservatório apresenta um volume útil de 5,54 bilhões de m 3. 6

7 2. OBJETIVOS O presente estudo tem como objetivo demonstrar a composição e a diversidade da ictiofauna em três pontos de coletas de peixes do reservatório da UHE São Simão e em um ponto, no rio Paranaíba, a jusante de tal instalação. 7

8 3. MATERIAL E MÉTODOS A metodologia ora descrita consiste naquela descrita na Especificação Técnica GA/PA-UAT nº 003/2007, elaborada pela equipe técnica da Cemig, bem como o documento nº RE-M Manuais de operação de Meio Ambiente Capítulo 6 Monitoramento da Ictiofauna e Cuidados na Operação UHE Miranda Locais e freqüência de coleta Entre os dias 03 e 08 de outubro de 2007, foram realizadas as coletas de peixes no reservatório da Usina Hidrelétrica São Simão. As coletas foram realizadas em quatro pontos, conforme descrito na tabela a seguir: Ponto Descrição Coordenadas SSI- 01 Reservatório da UHE São Simão, a jusante da UHE Cachoeira Dourada, nas proximidades do município de Cachoeira Douradas 18º28 38 S e 49º30 16 W SSI- 02 Rio dos Bois, no braço do reservatório, próximo ao município de Gouvelândia 18º46 44 S e 49º58 37 W SSI- 03 Montante da barragem da UHE São Simão 19º00 59 S e 50º29 01 W SSI- 04 Jusante da barragem da UHE São Simão, nas imediações do vertedouro e do canal de fuga da Usina 19º01 09 S e 50º29 49 W Tabela 1: Pontos de coleta Figura 01. Ponto SSI-01 8

9 Figura 02. Braço do reservatório, no Rio dos Bois (Ponto SSI-02). Figura 03. Montante da barragem da UHE São Simão (Ponto SSI-03). Figura 04. Região logo a jusante da barragem de São Simão, nas imediações do vertedouro e do canal de fuga da Usina (Ponto SSI-04). 9

10 3.2. Coletas Equipamentos e procedimentos Para a atividade de coleta foi utilizado barco marujo de 5 metros de comprimento e 150 cm de largura registrado na Capitania Fluvial do São Francisco em Pirapora através do número de registro 941M e motoneiro devidamente registrado. Foi elaborada Análise de Risco pela equipe de campo e obtido porte da Autorização para Utilização de Embarcação (APUE) emitida pela coordenação da Usina Hidrelétrica Emborcação. Foi obtida Licença de Pesca Científica junto ao Instituto Estadual de Florestas (IEF) para coleta de material ictiológico no rio Paranaíba, bacia do rio Paraná, no reservatório de São Simão. Esta licença apresentou validade até 03 de dezembro de Capturas quantitativas Para as capturas quantitativas, utilizaram-se redes de malhas com 10 e 20 metros de comprimento e altura média de 1,6 metros com malhas variando de 3 a 16 centímetros, medidos entre nós opostos. Foi empregado esforço amostral de 760 metros lineares no total por ponto de amostragem, 20 metros para as malhas 3, 4 e 5 e 100 metros para as demais. As redes foram armadas à tarde e retiradas na manhã seguinte, permanecendo aproximadamente de 14 horas de exposição (Figura 05). Nos pontos SSI-01 e SSI-02, as redes foram armadas no dia 07 de outubro e retiradas no dia 08 e, nos demais, no dia 03 e retiradas no dia 04 de outubro. 10

11 Figura 05: Rede sendo armada para captura quantitativa Capturas qualitativas Para as amostragens qualitativas, foram utilizados os seguintes petrechos: rede de arrasto tipo picaré com malha 10 mm; tela mosqueteira com abertura de 2,0 mm através de 4 arrastos por ponto ao longo de cerca de 10 metros da linha de margem; tarrafa e peneiras Acondicionamento e transporte Os indivíduos capturados foram acondicionados em sacos plásticos etiquetados e separados por ponto amostral (Figura 06), material de pesca e tamanho de malha. Em campo os exemplares coletados foram fixados em solução de formol 10% e acondicionados em bombona plástica. 11

12 Figura 06. Acondicionamento dos peixes capturados em saco plástico Análise do material Em laboratório, os peixes foram lavados e conservados em solução de álcool etílico a 70 GL. Em seguida, procedeu-se a triagem, etiquetação, identificação taxonômica, obtenção do diagnóstico definitivo do sexo e de maturação gonadal e dos dados relacionados a biometria (peso corporal em gramas e comprimento total em cm). Figura 07. Triagem dos peixes capturados no Laboratório de Zoologia da Água e Terra Laboratórios. 12

13 3.4. Apresentação dos dados Abundância Foram apresentadas as abundâncias absolutas, relativas e total para as espécies encontradas na campanha de 2007 no reservatório da UHE São Simão. A abundância absoluta é considerada a quantidade de indivíduos encontrados por espécie e a abundância relativa, a relação entre a abundância absoluta da espécie e abundância total de todos os indivíduos coletados na amostragem Análise de captura por unidade de esforço (CPUE) em número e biomassa As produtividades em número e biomassa foram estimadas através da captura por unidade de esforço (CPUE), com base nos dados obtidos através das redes de espera. O cálculo da CPUE foi efetuado através das seguintes equações: e, 16 CPUE (n) = (Nm / EPm ) x 100 m=3 16 CPUE (b) = (Bm / EPm ) x 100 m=3 Onde: CPUEn = captura em número por unidade de esforço; CPUEb = captura em biomassa (peso corporal) por unidade de esforço; Nm = número total dos peixes capturados na malha m; Bm = biomassa total capturada na malha m; EPm = esforço de pesca, que representa a área em m 2 das redes de malha m; m = tamanho da malha (3, 4, 5, 6, 7, 8, 10, 12, 14 e 16 cm). 13

14 Avaliação da atividade reprodutiva MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA Para a avaliação da atividade reprodutiva, os peixes foram submetidos à incisão ventral para determinação do sexo e do diagnóstico macroscópio de maturação gonadal. Esta análise baseou-se principalmente no volume relativo da gônada na cavidade abdominal, integridade da rede sanguínea (machos e fêmeas), presença e tamanho dos diversos tipos de ovócitos (ovócitos I, II, III e IV) e integridade das lamelas ovarianas (fêmeas). Foram considerados os seguintes estádios de maturação, seguindo-se as características propostas por VONO et al. (2002), com algumas adaptações: Repouso 1: ovários delgados e íntegros, translúcidos, sem ovócitos visíveis a olho nu; testículos delgados e íntegros, predominantemente hialinos; Maturação inicial 2A: ovários com discreto aumento de volume e poucos ovócitos vitelogênicos (ovócitos II, III e IV) evidentes; testículos com discreto aumento de volume e com aparência leitosa; Maturação intermediária 2B: ovários com maior aumento de volume, grande número de ovócitos IV evidentes, porém ainda com áreas a serem preenchidas; testículos com maior aumento de volume, leitosos; Maturação avançada 2C: ovários com aumento máximo de volume, ovócitos vitelogênicos distribuídos uniformemente; testículos com aumento máximo de volume, túrgidos, leitosos; Esgotado (desovado ou espermiado) 3: ovários flácidos e sanguinolentos, com número variável de ovócitos vitelogênicos remanescentes; testículos flácidos e sanguinolentos. Em laboratório, para os diagnósticos duvidosos, foram coletados fragmentos de uma das gônadas, os quais foram fixados em líquido de Bouin e conservados em álcool 70 GL após 24 horas para posterior processamento histológico Diversidade ictiofaunística (H ) e Equitabilidade Para o cálculo da diversidade de espécies foram empregados os dados quantitativos obtidos através das capturas com redes de malhas (CPUE). Utilizou-se o índice de diversidade de Shannon-Weaver (MAGURRAN, 1991), descrito pela equação: 14

15 S H' = - (π) x (log n π), onde: i = 1 Onde: S = número total de espécies na amostra; i = espécie 1, 2, 3...i na amostra; π = proporção do número de indivíduos da espécie i na amostra, através da CPUE em número. A equitabilidade (E) de distribuição das capturas pelas espécies, estimada para cada período de captura, foi calculada através da equação de Pielou (1975). Onde: H = Índice de Diversidade de Shannon; N = número de espécies. E = H / log N Os valores da diversidade e da equitabilidade foram calculados para cada uma das estações de coleta separadamente Análise de Similaridade As composições das comunidades dos diferentes pontos de coletas foram comparadas através do Índice de Similaridade de Sorensen (MAGURRAM, 1991) utilizando a seguinte fórmula através do Programa BiodiversityPro: IS = 2j / (a+b) Onde: IS = Índice de similaridade; j = número de espécies em comum; a + b = número de espécies em dois pontos. 15

16 Monitoramento da pesca profissional no reservatório Realizaram-se inspeções no reservatório e em seu entorno visando à identificação de atividade de pesca profissional como a presença de embarcações, concentração de pescadores e locais de comercialização de pescado. Obtiveram-se ainda informações sobre esta atividade junto ao Destacamento da Polícia Ambiental e IEF s da região Equipe executora dos trabalhos Todas as etapas supracitadas foram realizadas pela seguinte equipe técnica: Nome Formação Função Alex Luiz de Andrade Melo Biólogo Taxonomia / Autoecologia / Elaboração de Relatório Elisa Queiroz Garcia Bióloga Coleta Erika Fernandes Araújo Vita Bióloga Biometria / Análise gonadal Gabriela Silva Moura Bióloga Biometria Helber Moreira Machado Químico Coleta Regina Célia Gonçalves Bióloga Biometria / Análise gonadal / Elaboração de Relatório Ubaldo José Magalhães - Arraiz / Aquaviário 16

17 4. RESULTADOS 4.1. Condições climáticas Conforme mencionado anteriormente, as coletas foram realizadas no período de 03 a 08 de outubro de Nesse período, o tempo manteve-se bom, sem a ocorrência de chuvas e com poucas nuvens. Em alguns dias, foi verificada a ocorrência de ventos fracos Composição ictiofaunística Foram coletados 628 indivíduos distribuídos em 27 espécies, 15 famílias e quatro ordens nas coletas realizadas nos quatro pontos no reservatório da UHE São Simão, em 2007 (Tabela 02). Tabela 02. Composição ictiofaunística do reservatório da Usina Hidrelétrica São Simão, em Ordem Família Espécie Nome comum Characiformes Cynodontidae Raphiodon vulpinus cachorra Anostomidae Leporellus vittatus Timburé Leporinus friderici piau-branco Leporinus obtusidens Piau-amarelo Leporinus octofasciatus flamenguinho Characidae Astyanax altiparanae lambari do rabo amarelo Salminus hilarii tabarana Serrasalmus spilopleura pirambeba Erythrinidae Hoplias lacerdae Trairão Hoplias malabaricus Traíra Parodontidae Apareiodon piracicabae canivete Prochilodontidae Prochilodus lineatus curimba ou papa-terra Crenuchidae Characidium aff. zebra canivete Perciformes Cichlidae Cichla piquiti tucunaré azul Crenicichla sp. Jacundá brasiliensis Cará Cará Sciaenidae corvina Gymnotiformes Sternopygidae Eigenmannia virescens Espada 17

18 Siluriformes Loricariidae Hypostomus sp. cascudo Loricaria lentiginosa cascudo viola Callichthydae Hoplosternum littorale tamboatá Pimelodidae Pimelodus maculatus mandi amarelo Pinirampus pirinampu mandi aluminio Pseudoplatystoma corruscans Pintado Heptapteridae Rhamdia quelen Bagre Doradiade Rhinodoras dorbignyi armau amarelo Figura 08. Cachorra (Rhaphiodon vulpinus), indivíduo coletado no ponto SSI-04, malha 12, na coleta de outubro de 2007 na UHE São Simão. Figura 09. Curvina ( ), indivíduo coletado no ponto SSI-02, malha 6, na coleta de outubro de 2007 na UHE São Simão. 18

19 Figura 10. Tucunaré (Cichla sp.), indivíduo coletado no ponto SSI-03, malha 12, na coleta de outubro de 2007 na UHE São Simão. Figura 11. Traíras (Hoplias malabaricus) coletadas no ponto SSI-04, malha 7, na coleta de outubro de 2007 na UHE São Simão. Figura 12. Curimba (Prochilodus lineatus), indivíduo coletado no ponto SSI-02, malha 16, na coleta de outubro de 2007 na UHE São Simão. 19

20 Figura 13. Acarás ( ) e traíra (Hoplias malabaricus), indivíduo coletado no ponto SSI-02, malha 6, na coleta de outubro de 2007 na UHE São Simão. Figura 14. Traíra (Hoplias malabaricus) predando indivíduo de ( ) e no ponto SSI-03, malha 7, na coleta de outubro de 2007 na UHE São Simão. Nas figuras 15 a 18, a seguir, é apresentada a composição ictiofaunística de cada um dos pontos de amostragem. 20

21 Figura 15: Composição ictiofaunística do ponto SSI-01. Figura 16: Composição ictiofaunística do ponto SSI-02 21

22 Figura 17: Composição ictiofaunística do ponto SSI-03 Figura 18: Composição ictiofaunística do ponto SSI-04 De acordo com as figuras anteriormente apresentadas, verifica-se que as espécies Cichla sp. (Tucunaré), brasiliensis (cará), Hoplias malabaricus (traíra), Leporinus friderici (piau 22

23 branco), Pimelodus maculatus (mandi-amarelo), (corvina) e Rhapiodon vulpinus (cachorra) foram encontradas em todos os pontos de amostragem. Com relação à razão sexual observada nesses indivíduos, verificou-se: 61 fêmeas; 521 machos; 17 indivíduos juvenis; 29 indivíduos sem identificação. Diante desses resultados, verificou-se uma razão sexual de aproximadamente 8 machos para cada fêmea. A figura 19, apresenta a distribuição dos sexos dos indivíduos coletados na UHE São Simão. Figura 19. Distribuição dos sexos dos peixes coletados no reservatório da UHE São Simão Autoecologia das espécies amostradas A seguir, são feitos comentários sobre as preferências ecológicas, dieta e comportamento das espécies encontradas durante o levantamento de campo. 23

24 Apareiodon piracicabae Espécie amplamente distribuída na porção superior da bacia do rio Paraná. Habita as águas rasas e correntosas, geralmente com o fundo rochoso ou com vegetação. É uma espécie predominantemente herbívora, recolhendo o alimento, composto principalmente por algas (verdes e azuis), diatomáceas e fragmentos de plantas vasculares, diretamente do solo durantes longos períodos de pastagem diurna. É uma espécie migratória, com ovos do tipo adesivo. Geralmente larvas são encontradas na superfície de remansos em ambientes lóticos de baixa ordem, principalmente após as enchentes do período chuvoso (entre novembro e março). Astyanax altiparanae A espécie em questão foi separada recentemente de Astyanax bimaculatus, espécie que possuí ampla distribuição na região Neotropical, ocorrendo desde o Panamá até a bacia do Prata. Apresenta uma grande importância comercial, sendo pescado como alimento e para ser vendido como isca viva para grandes peixes carnívoros. É classificado, de acordo com sua dieta alimentar, como onívoro, com tendência a insetivoria. Não são reofílicos, mas podem ser encontrados com freqüência em corredeiras moderadas. A reprodução é através de desovas múltiplas, em geral, entre julho e janeiro. Characidium aff. zebra Esta espécie habita trechos de corredeiras moderadas, onde permanece apoiada sobre os raios rígidos das nadadeiras peitorais e pélvicas junto ao substrato duro e vegetação submersa. São peixes diurnos, que se alimentam de pequenos organismos bentônicos (larvófagos). Cichla piquiti O tucunaré em questão, conhecido popularmente como tucunaré azul, foi descrito recentemente para a bacia dos rios Araguaia-Tocantins, sendo encontrado hoje em praticamente todos os reservatórios da bacia do Paraná. Como espécie exótica, a espécie apresenta alta capacidade de adaptação nos sistemas lênticos originários pelo represamento da água pelas barragens hidrelétricas, exercendo importante papel na regulação e limitação de outros organismos aquáticos, utilizados na sua dieta carnívora, com tendência à piscivoria. Pode apresentar desovas múltiplas entre os meses de janeiro e setembro. Apresenta elevado potencial para pesca comercial e esportiva. 24

25 Crenicichla sp. Ciclídeo de médio porte comum nas áreas lênticas, em meio à vegetação submersa de rios e riachos do Alto Paraná. São piscívoros, e pouco se sabe sobre sua reprodução, a não ser que possuem ovos adesivos e cuidado parental. Eigenmannia virescens Espécies de ampla distribuição geográfica, formando grupos gregários junto a vegetação marginal ou flutuante. São peixes de hábito tipicamente noturno, se alimentando principalmente de insetos autóctones. São poucos os trabalhos envolvendo aspectos reprodutivos destas espécies, relatando o período reprodutivo compreendido de agosto a janeiro. brasiliensis Espécie de ampla distribuição, habitando trechos lênticos ou remansos de rios. Adapta-se bem à zona litorânea de reservatórios, principalmente em áreas de pedras ou com vegetação aquática densa. A reprodução envolve cuidado parental e defesa de território, sendo freqüente avistar grande cardumes de jovens nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Tem importância para pesca informal. Pequeno ciclídeo comum nas áreas lênticas, em meio à vegetação submersa. É uma espécie exótica originaria da bacia amazônica. Alimenta-se de sementes de frutos, crustáceos e insetos, encontrados no substrato. A reprodução envolve cuidado parental e defesa de território, sendo freqüente avistar grande cardumes de jovens nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Tem importância para pesca informal. Hoplias malabaricus e Hoplias lacerdae Com ampla distribuição geográfica, as traíras possuem hábito sedentário, e ocupam porções do rio onde a velocidade da corrente é menor, buscando abrigo nas margens dos rios e remansos, bem como lagoas marginais. São predominantemente piscívoras na fase adulta, e insetívoras quando jovens. As traíras não realizam migração reprodutiva, depositando massas de ovos adesivos que são guardados pelos pais, ao longo do período de incubação. O período reprodutivo esperado para este grupo varia de agosto a dezembro, sendo os meses de outubro e novembro com a maior incidência de exemplares em reprodução. São muito resistentes a 25

26 hipóxia, podendo sobreviver em ambientes com baixa concentração de oxigênio dissolvido. Apresentam importância pesqueira, por possuir carne muito apreciada e atingir porte médio, mas apesar de ser coletado com freqüência, não é uma espécie abundante. As traíras apresentam potencial para piscicultura, sendo criada em consórcio com outras espécies de reprodução rápida, como as tilápias, controlando super-populações. Podem infestar tanques de criação através da introdução acidental, com grandes prejuízos para a aqüicultura. Hoplias cf. lacerdae é provavelmente espécie exótica à bacia, sendo sua introdução derivada da prática da aqüicultura regional. Hoplosternum littorale O tamboatá é uma espécie favorecida por represamentos. A preferência por ambientes lênticos, associada à rusticidade da espécie, sugere a justificativa para o aumento verificado nas populações em muitas áreas. Sua introdução na bacia do Paraná é cogitada, mas também é possível que a freqüentes coletas estejam associadas à adaptação da espécie em ambientes modificados. A espécie apresenta dimorfismo sexual e complexo ritual reprodutivo. Não apresenta importância para a pesca. Hypostomus sp. Espécie amplamente distribuída no Alto Paraná, com grande resistência à poluição e modificação da fisiografia do curso original de seu habitat. Alimentam-se fundamentalmente de algas. Leporellus vittatus Peixe de ampla distribuição geográfica, habitando a calha rochosa dos grandes rios neotropicais. A biologia da espécie não é clara ainda, sendo necessário um grande esforço para seu conhecimento. Sabe-se apenas que a espécie não realiza grandes deslocamentos reprodutivos. Assim como os demais anostomídeos, a dieta é predominantemente herbívora, com tendência a onivoria. Leporinus friderici, Leporinus obtusidens e Leporinus octofasciatus O gênero Leporinus compreende um grande número de espécies de status taxonômico inserto, sendo necessário um estudo minucioso da literatura atual corrente, e séries grandes para uma boa identificação. Em geral, o gênero compreende espécies de piracema, sendo algumas 26

27 migradoras facultativas, e outras desovam em ambientes lênticos. Sua alimentação é composta principalmente de um número grande de grupos de invertebrados, restos de peixes e vegetais. Loricaria lentiginosa Os cascudos do gênero Loricaria geralmente ocorrem em áreas de corredeiras fortes, fundo de areia ou pedras, e água limpa. Estas características sugerem razoáveis motivos para a adoção deste grupo como um possível bioindicador de qualidade ambiental. Alimenta-se fundamentalmente de algas e detritos removidos do perifíton. A espécie em questão é endêmica da bacia do alto rio Paraná, e dados completos sobre a sua biologia reprodutiva ainda são escassos. Pimelodus maculatus Assim como a maioria das espécies de Pimelodus, a espécie em questão é onivora, alimentando-se preferencialmente de invertebrados, além de frutos e pequenos peixes. Reproduz-se duranta a enchente, entre os meses de novembro a março. Pinirampus pirinampu A espécie apresenta ampla distribuição geografia em rios neotropicais. É um bagre de elevado interesse para pesca comercial, esportiva e de subsistência. A dieta é predominantemente carnívora, com preferência por peixes e crustáceos apresados junto ao substrato. A espécie apresenta abundância relativa em reservatórios, mas a reprodução ocorre em ambientes lóticos. Espécie introduzida da bacia amazônica. É predominantemente carnívoro, com tendência à piscivoria quando adulto. A reprodução não é bem definida, não sendo possível afirmar sua sazonalidade. Assim como os tucunarés, as corvinas apresentam interesse para pesca e interesse ecológico, como espécie exótica. Prochilodus lineatus Os proquilodontídeos são considerados peixes de elevada importância pesqueira em regiões de influência de grandes rios. Todas as espécies de Prochilodus se alimentam de lodo acumulado no fundo dos rios, possuindo para esta dieta uma série de adaptações, como uma boca suctorial e um longo tubo digestivo. Adultos formam grandes cardumes que se 27

28 movimentam na parte central de grandes rios, próximos ao fundo, e jovens, freqüentemente, abundam em lagoas ao longo das margens dos rios. Os peixes deste gênero também são conhecidos pelos grandes deslocamentos migratórios reprodutivos, realizando para isso, grandes saltos, vencendo obstáculos e a correnteza. Pseudoplatystoma corruscans Espécie de grande porte e interesse pesqueiro, devido ao elevado valor comercial e aceitação da carne. Apresenta ampla distribuição geográfica, habitando a calha de grandes rios nas bacias do rio Paraná e São Francisco. A dieta é primariamente carnívora, com tendência a piscivoria na fase adulta. Os pintados, como popularmente são conhecidos, são migradores reprodutivos, fato que, em associação à pressão de pesca, diminui suas populações em decorrência das alterações observadas nos empreendimentos hidrelétricos. Ramdia quelen Os bagres identificados como Rhamdia quelen apresentam-se amplamente distribuído nas bacias Neotropicais, desde o sul do México até o centro da Argentina. Esta espécie vive associada ao ambiente lótico, possui hábitos noturnos, passando parte do dia junto à vegetação marginal. São onívoros, alimentando-se de peixes, crustáceos, restos vegetais, insetos alóctones e autóctones. A reprodução se dá em picos esparsos durante todo ano, com várias desovas nesse período. Rhanphiodon vulpinus Amplamente distribuída na bacia Amazônica e do Paraná, esta espécie de peixe-cachorro é exclusivamente piscívora, alimentando-se de pequenos peixes apanhados nadando, com sua imensa boca oblíqua com numerosos dentes caniniformes. Rhinodoras dorbignyi É uma das poucas espécies representantes da Família Doradidae na bacia do alto rio Paraná. A espécie é predominantemente carnívora, com preferência por invertebrados capturados entre pedras e galhos presentes em trechos lóticos e lênticos da bacia. Salminus hilarii Espécie de grande distribuição geográfica, com preferências por corredeiras moderadas ao longo da calha de rios de médio e grande porte, mas freqüentemente encontrado também, 28

29 principalmente na fase jovem, em lagoas marginais. Apresenta hábito carnívoro com tendência à piscivoria. O período reprodutivo ocorre entre novembro e março. Apresenta relativa importância para a pesca esportiva, apesar de apresentar baixa abundância. Serrasalmus spilopleura As piranhas são caracterizadas por uma dieta carnívora, com especializações para predação de escamas, nadadeiras, ou outras regiões corpóreas. São gregárias, habitantes de ambientes lênticos, onde se reproduzem, com cuidado parental Abundância De acordo com Lowe-McConnell (1999), a dominância de Ostariophysi, principalmente de Siluriformes e Characiformes, é comum em rios neotropicais. Conforme pode ser observado na figura a seguir, os resultados obtidos demonstraram a predominância de Acanthopterygii, com as ordens Perciformes (n=301) e Siluriformes (n=117). A ordem Characiformes foi a segunda mais abundante, apresentando 209 indivíduos. Figura 20. Distribuição da porcentagem de abundância das ordens de peixes coletados no reservatório da UHE São Simão, em

30 A família dominante no estudo foi Cichlidae, representada por 206 indivíduos (32,8%), seguida por Sciaenidae e Anostomidae (n=95; 15,1%, cada uma), conforme representado na Figura 21. Figura 21. Ranque de abundância das famílias de peixes encontradas no reservatório da UHE São Simão, em A espécie mais abundante durante o estudo foi () com 143 indivíduos coletados, perfazendo aproximadamente 22,8% dos indivíduos coletados. Tabela 03. Abundâncias absolutas e relativas da composição ictiofaunística da UHE São Simão, em Espécie Nome comum Abundância Abundância Absoluta Relativo Leporellus vittalus Solteira 1 0,002 Leporinus friderici piau três pintas 86 0,137 Leporinus obtusidens Piapara 7 0,011 Leporinus octofasciatus Ferreirinha 1 0,002 Astyanax bimaculatus lambari do rabo amarelo 6 0,010 30

31 Salminus hilarii Tabarana 22 0,035 Serrasalmus spilopleura Pirambeba 21 0,033 Characidium aff.zebra Canivetinho 4 0,006 Rhaphiodon vulpinus Cachorra 17 0,027 Hoplias lacerdae Trairão 3 0,005 Hoplias malabaricus Traíra 22 0,035 Apareiodon piracicabae Canivete 14 0,022 Prochilodus lineatus Curimba 5 0,008 Eigenmannia virescens peixe espada 1 0,002 Cichla sp. Tucunaré 35 0,056 Crenicichla sp. chico das pedras 2 0,003 brasiliensis Acará 26 0,041 Acará 143 0,228 Hoplosternum littorale Tamboatá 2 0,003 Rhinodoras dorbignyi Abotoado 4 0,006 Ramdia quelen Bagre 2 0,003 Hypostomus sp. cascudo 63 0,100 Loricaria lentiginosa Acari 1 0,002 Pimelodus maculatus mandi amarelo 36 0,057 Pinirampus pinirampu Barbado 1 0,002 Pseudoplatystoma corruscans surubim ou pintado 8 0,013 Curvina 95 0,151 Total 628 1,000 31

32 Figura 22. Ranque de abundância das espécies de peixes encontradas, no reservatório da UHE São Simão, em

33 O ponto que apresentou a maior abundância em indivíduos coletados foi o ponto referente montante da barragem da UHE São Simão (Ponto SSI-03), onde foram coletados 239 indivíduos (23,7%) (Tabela 04). Tabela 04. Abundâncias absolutas (N) totais das espécies e nos pontos coletados na UHE São Simão, em 2007 Espécie Nome comum N Pontos SSI-01 SSI-02 SSI-03 SSI-04 Leporellus vittalus Solteira 1 N.E N.E 1 N.E Leporinus friderici piau três pintas Leporinus obtusidens Piapara N.E N.E Leporinus octofasciatus Ferreirinha 1 1 N.E N.E N.E Astyanax bimaculatus lambari do rabo amarelo 6 N.E N.E 3 3 Salminus hilarii Tabarana 22 1 N.E 21 N.E Serrasalmus spilopleura Pirambeba N.E Characidium aff.zebra Canivetinho 4 N.E N.E 1 3 Rhaphiodon vulpinus Cachorra Hoplias lacerdae Trairão N.E N.E Hoplias malabaricus Traíra Apareiodon piracicabae Canivete 14 1 N.E N.E 13 Prochilodus lineatus Curimba N.E 1 Eigenmannia virescens peixe espada 1 N.E N.E 1 N.E Cichla sp. Tucunaré Crenicichla sp. chico das pedras 2 1 N.E 1 N.E brasiliensis Acará Acará 143 N.E Hoplosternum littorale Tamboatá 2 N.E 2 N.E N.E Rhinodoras dorbignyi Abotoado 4 N.E 2 2 N.E Ramdia quelen Bagre 2 1 N.E 1 N.E Hypostomus sp. cascudo N.E N.E 34 Loricaria lentiginosa Acari 1 1 N.E N.E N.E Pimelodus maculatus mandi amarelo Pinirampus pinirampu Barbado 1 N.E N.E N.E 1 Pseudoplatystoma corruscans surubim ou pintado N.E Curvina Total N.E = Não encontrado 33

34 Figura 23. Abundância relativa dos pontos de amostragem 4.5. Biometria O indivíduo com maior comprimento corporal coletado foi um espécime de ( ) com 59 cm de comprimento (Figura 24). Já um indivíduo de brasiliensis () foi o menor espécime coletado apresentando 7,5 cm de comprimento corporal total (Tabela 05). Tabela 05. Comprimento corporal máximo, mínimo, médio e desvio padrão das espécies encontradas na UHE São Simão. Espécie Nome comum N Comprimento corporal (cm) Máximo Mínimo Média Desvio Padrão Leporellus vittalus Solteira ,000 0,000 Leporinus friderici piau três pintas ,135 7,098 Leporinus obtusidens Piapara ,571 4,995 Leporinus octofasciatus Ferreirinha ,000 0,000 Astyanax bimaculatus lambari do rabo amarelo ,5 9,333 0,876 Salminus hilarii Tabarana ,182 2,090 Serrasalmus spilopleura Pirambeba ,000 5,320 Characidium aff.zebra Canivetinho ,5 13,375 1,493 Rhaphiodon vulpinus Cachorra 17 46, ,618 4,948 Hoplias lacerdae Trairão ,000 8,000 Hoplias malabaricus Traíra ,6 27,345 4,460 34

35 Apareiodon piracicabae Canivete 14 18, ,964 2,144 Prochilodus lineatus Curimba ,400 8,678 Eigenmannia virescens peixe espada 1 20,5 20,5 20,500 0,000 Cichla sp. Tucunaré 35 41,5 11,5 26,314 7,478 Crenicichla sp. chico das pedras ,5 16,250 5,303 brasiliensis Acará ,5 13,731 4,403 Acará ,629 2,554 Hoplosternum littorale Tamboatá ,500 0,707 Rhinodoras dorbignyi Abotoado ,250 2,217 Ramdia quelen Bagre ,500 3,536 Hypostomus sp. cascudo ,302 5,287 Loricaria lentiginosa Acari ,000 0,000 Pimelodus maculatus mandi amarelo ,514 4,744 Pinirampus pinirampu Barbado ,000 0,000 Pseudoplatystoma corruscans surubim ou pintado ,5 31,063 6,265 Curvina ,5 27,258 7,849 Total 628 * - espécie singleton espécie que foi coletada apenas um indivíduo na amostra. Foi coletado um total de gramas em material ictiológico na coleta de outubro de 2007 no reservatório da UHE São Simão. A espécie com maior biomassa total coletada foi ( ) com mais de 32 kg coletados, enquanto que Eigenmannia virescens (peixe espada) foi a espécie coletada com a menor biomassa total (17 gramas). O indivíduo com maior biomassa coletado foi um espécime de ( ) com gramas (Figura 24). Já um indivíduo de Leporinus friderici (piau três pintas) foi o espécime coletado com menor biomassa apresentando 5 gramas (Tabela 06). 35

36 Tabela 06. Biomassa corporal total, máxima, mínima, média e desvio padrão das espécies encontradas na UHE São Simão. Biomassa corporal (gramas) Espécie Nome comum N Total Máximo Mínimo Média Desvio Padrão L. vittalus solteira ,000 0,000 L. friderici piau três pintas , ,611 L. obtusidens piapara , ,810 L. octofasciatus ferreirinha ,000 0,000 A. bimaculatus lambari do rabo amarelo ,000 4,243 S. hilarii tabarana ,591 69,998 S. spilopleura pirambeba ,095 94,347 C. aff.zebra canivetinho ,000 6,683 R. vulpinus cachorra , ,108 H. lacerdae trairão , ,848 H. malabaricus traíra , ,091 A. piracicabae canivete ,929 18,723 P. lineatus curimba , ,720 E. virescens peixe espada ,000 0,000 Cichla sp. tucunaré , ,089 Crenicichla sp. chico das pedras ,500 98,288 G. brasiliensis ,231 57,128 G ,217 38,220 H. littorale tamboatá ,000 14,142 R. dorbignyi abotoado ,250 26,005 R. quelen bagre , ,269 Hypostomus sp. cascudo , ,322 L. lentiginosa acari ,000 0,000 P. maculatus mandi amarelo , ,959 P. pinirampu barbado ,000 0,000 P. corruscans surubim ou pintado , ,791 P , ,927 Total * - espécie singleton espécie que foi coletada apenas um indivíduo na amostra. 36

37 Figura 24. Curvina ( ), indivíduo coletado no ponto SSI-03, malha 12, com maior biomassa e comprimento corporais encontrado Análise de captura por unidade de esforço (CPUE) em número e biomassa As figuras a seguir (Figuras 25 a 28), apresentam as capturas totais, através da CPUE em número, para as malhas utilizadas no reservatório da UHE São Simão, em cada um dos pontos amostrados. Figura 25. Captura total por unidade de esforço em número por tamanho de malha no ponto SSI-01 37

38 Figura 26. Captura total por unidade de esforço em número por tamanho de malha no ponto SSI-02 Figura 27. Captura total por unidade de esforço em número por tamanho de malha no ponto SSI-03 38

39 Figura 28. Captura total por unidade de esforço em número por tamanho de malha no ponto SSI-04 Nos pontos SSI-01, SSI-03 e SSI-04, observou-se que o tamanho de malha que obteve maior sucesso em número de indivíduos capturados na coleta foi a malha 04. Já no ponto SSI- 02, a malha de maior sucesso foi a malha 07. As Figuras 29 a 32, que se seguem, apresentam as capturas totais, através da CPUE em biomassa, para as malhas utilizadas em cada um dos pontos de coleta. Figura 29. Captura total por unidade de esforço em número por biomassa, por tamanho de malha no ponto SSI-01 39

40 Figura 30. Captura total por unidade de esforço em número por biomassa, por tamanho de malha no ponto SSI-02 Figura 31. Captura total por unidade de esforço em número por biomassa, por tamanho de malha no ponto SSI-03 40

41 Figura 32. Captura total por unidade de esforço em número por biomassa, por tamanho de malha no ponto SSI-04 Nos pontos SSI-02 e SSI-03, o tamanho de malha que obteve maior sucesso em biomassa capturada na coleta foi a malha 08, enquanto que nos demais pontos (SSI-01 e SSI- 04) foi a malha Avaliação da atividade reprodutiva A maioria das fêmeas e machos das espécies capturadas no presente estudo estava no estágio 3, (86,9% - fêmeas; 95,9% - machos). As Tabelas a seguir apresentam as distribuições das abundâncias absolutas (Tabela 07 e 08) e as Figuras 33 e 34 demonstram a distribuição das freqüências. 41

42 Tabela 07. Distribuição da abundância absoluta (N) dos estágios de maturação gonadal para as fêmeas adultas das espécies capturadas na UHE São Simão, em Espécie Nome comum N Leporellus vittalus solteira 0 Estágio gonadal 1 2A 2B 2C 3 Leporinus friderici piau três pintas 4 4 Leporinus obtusidens piapara 0 Leporinus octofasciatus ferreirinha 0 Astyanax bimaculatus lambari do rabo amarelo 3 3 Salminus hilarii tabarana 0 Serrasalmus spilopleura pirambeba 2 2 Characidium aff.zebra canivetinho 0 Rhaphiodon vulpinus cachorra 0 Hoplias lacerdae trairão 0 Hoplias malabaricus traíra Apareiodon piracicabae canivete 6 6 Prochilodus lineatus curimba 0 Eigenmannia virescens peixe espada 0 Cichla sp. tucunaré 2 2 Crenicichla sp. chico das pedras 1 1 brasiliensis Hoplosternum littorale tamboatá 0 Rhinodoras dorbignyi abotoado 0 Ramdia quelen bagre 0 Hypostomus sp. cascudo Loricaria lentiginosa acari 0 Pimelodus maculatus mandi amarelo 0 Pinirampus pinirampu barbado 0 Pseudoplatystoma corruscans surubim ou pintado Total

43 Figura 33. Distribuição freqüência (%) dos estágios de maturação gonadal para as fêmeas adultas das espécies capturadas na UHE São Simão, em

44 Tabela 08. Distribuição da abundância absoluta (N) dos estágios de maturação gonadal para os machos adultos das espécies na UHE São Simão, em Espécie Nome comum N Estágio gonadal 1 2A 2B 2C 3 NI Leporellus vittalus solteira 1 1 Leporinus friderici piau três pintas Leporinus obtusidens piapara Leporinus octofasciatus ferreirinha 1 1 Astyanax bimaculatus lambari do rabo amarelo 3 3 Salminus hilarii tabarana Serrasalmus spilopleura pirambeba Characidium aff.zebra canivetinho 4 4 Rhaphiodon vulpinus cachorra Hoplias lacerdae trairão Hoplias malabaricus traíra Apareiodon piracicabae canivete 7 7 Prochilodus lineatus curimba Eigenmannia virescens peixe espada 0 Cichla sp. tucunaré Crenicichla sp. chico das pedras 1 1 brasiliensis Hoplosternum littorale tamboatá 2 2 Rhinodoras dorbignyi abotoado 4 4 Ramdia quelen bagre 2 2 Hypostomus sp. cascudo Loricaria lentiginosa acari 1 1 Pimelodus maculatus mandi amarelo Pinirampus pinirampu barbado 1 1 Pseudoplatystoma corruscans surubim ou pintado Total

45 Figura 34. Distribuição freqüência (%) dos estágios de maturação gonadal para os machos adultos das espécies capturadas na UHE São Simão, em

46 4.8. Diversidade Ictiofaunística (H ) e Equitabilidade O índice de Shannon assume que os indivíduos foram amostrados ao acaso e que todas as espécies estão representadas na amostra (MAGURRAN, 1988). Como posto na metodologia, a análise leva em conta dois fatores, a riqueza absoluta de espécies e suas abundâncias relativas ou a equitabilidade. Desta forma, quanto mais equitativa a distribuição do número de indivíduos por espécie, maior a diversidade. Por outro lado, quanto menos equitativa, menor o índice, o que pode indicar uma condição de estresse ou alteração ambiental a partir da condição original (ODUM, 1980) (Tabela 09). De acordo com o calculado, os valores estimados para os índices de diversidade, o ponto no reservatório da UHE São Simão, a jusante da UHE Cachoeira Dourada nas proximidades do município Cachoeira Dourada (SSI-01) apresentou a maior diversidade e maior equitabilidade dentre os estudados. Tabela 09. Índice de diversidade de Shannon (H ) e o índice de equitabilidade (E) para os locais de coleta. Parâmetros SSI -01 SSI -02 SSI -03 SSI -04 H 1,013 0,898 0,896 0,954 E 0,508 0,417 0,376 0, Análise de Similaridade Segundo o índice de similaridade utilizado, baseando-se nas abundâncias das coletas, o Ponto SSI-02 e o Ponto SSI-03 são mais similares onde apresenta 61,8% de similaridade, quando comparados com os demais. 46

47 Figura 35. Fluxograma de similaridade entre os pontos amostrados na coleta realizada em outubro de Considerando a abundância das espécies, foram encontrados três grupos com similaridade de 100%: Eigenmannia virescens (peixe espada) e Leporellus vittalus (solteira); Ramdia quelen (bagre) e Crenicichla sp. (chico das pedras); e Loricaria lentiginosa (acari) e Leporinus octofasciatus (ferreirinha). 36. Fluxograma de similaridade entre as espécies encontradas na coleta realizada em outubro de

48 4.10. Monitoramento da existência de atividade profissional no reservatório Durante as vistorias realizadas, não foi constatada atividade de pesca profissional na região sob influência do reservatório da UHE São Simão. Apresenta-se alta diversidade de pesca amadora, principalmente nos finais de semana, praticada especialmente nos pontos próximos a municípios, onde se encontra um grande número de ranchos, sendo esta atividade amplamente praticada. Nas proximidades de Cachoeira Dourada e Chaveslândia, encontram-se duas colônias de pescadores. Os principais métodos de pesca utilizados na região são vara, anzol e molinetes. Segundo alguns pescadores, as espécies mais pescadas são os piaus (Leporinus spp.) e as traíras (Hoplias spp.) Coleta qualitativa Ressalta-se que, na campanha de amostragem realizada, foram utilizados alguns petrechos para as coletas qualitativas. No entanto, nenhum individuo foi coletado com o auxílio dos mesmos e, por esse motivo, o relatório não apresenta resultados com relação a este item. 48

49 5. CONSIDERAÇÕES Foram coletados 628 indivíduos distribuídos em 27 espécies no Rio Paranaíba no reservatório da UHE São Simão na coleta realizada em outubro de Esta alta abundância e diversidade de espécies ocorreram devido a diversidade de habitats encontrados no reservatório e à jusante do empreendimento. Dentre as espécies coletadas, sete foram encontradas nos nove estudos realizados no Rio Paranaíba (Godinho et al. 1991; Bazzoli et al. 1991; Alves & Santos, 1997; Dergam et al. 1999; Santos, 1999; Vono, 2002; Alves et al e 2006), a saber: Astyanax bimaculatus (=A. altiparanae), Hoplias malabaricus, Leporinus friderici, Leporinus octofasciatus, Pimelodus maculatus, Prochilodus lineatus e espécies do gênero Hypostomus. Ressalta-se que nessa campanha de amostragem, não foram evidenciadas espécies ameaçadas e/ou em extinção. Com relação a espécies exóticas, foi evidenciada a presença de duas espécies: Cichla sp. e. Cichla sp. (tucunaré) e () são espécies exóticas à bacia do Rio Paraná e registrada continuamente deste 1997, no estudo de Alves & Santos. O tucunaré é predominantemente piscívora de origem amazônica. A alta ocorrência desta espécie predadora é motivo potencial de preocupação como desestabilizadora da comunidade de peixes que aí se estabelece, sugerindo adoção de freqüentes monitoramentos de dinâmica e estrutura populacionais. Curvina é uma espécie originária do nordeste do Brasil. Esta espécie foi registrada desde 1999 por Dergam et al. e citada em 2005 e 2006 por Alves et al na bacia do Rio Paraná. A maioria das espécies catalogadas neste estudo é carnívora piscívora ou de pequenos animais: solteira, pirambeba, cachorra, trairão, traíra, surubim ou pintado, canivetinho, peixe espada, tucunaré,, e tamboatá. As espécies onívoras encontradas foram: piau três pintas, piapara, lambari do rabo amarelo, abotoado, bagre, mandi amarelo, barbado. Ferreirinha é uma espécie herbívora e canivete, curimba, cascudo e acari são espécies detritívoras. Espécies como piau três pintas, piapara, pirambeba, cachorra, trairão, traíra, peixe espada, bagre, mandi amarelo, barbado, lambari do rabo amarelo,, e cascudo têm importância econômica relacionada a pesca na região. Ferreirinha, canivetinho, canivete, tamboatá, abotoado, acari, lambari do rabo amarelo,, cascudo são consideradas espécies ornamentais. Piau três pintas, piapara, curimba e tucunaré são espécies utilizadas em piscicultura. 49

50 Neste estudo, houve predominância de machos coletados. Entre os fatores que poderiam influenciar na razão sexual, o suprimento alimentar da população foi considerado por Nikolskii (1969) como fator importante. Assim, segundo este autor, nas represas e rios oligotróficos há predominância de machos. As fêmeas predominam quando o alimento disponível é abundante. Houve predominância de indivíduos com comprimentos corporais abaixo de 20 cm (46,7%) e biomassa abaixo de 200 gramas (64,4%). No total foi coletado mais de 135 kg de material ictiológico. A maioria dos peixes encontrados apresenta médio e grande porte. As espécies de médio porte foram: piau três pintas, piapara, ferreirinha, tabarana, cachorra, chico das pedras, abotoado, acari e mandi amarelo. Já as espécies solteira, trairão, traíra, curimba, peixe espada, tucunaré, bagre, barbado, surubim ou pintado e foram as espécies encontradas no estudo que apresentaram grande porte. Dentre as espécies consideradas como de pequeno porte, destacaram-se: lambari do rabo amarelo, pirambeba, canivetinho, canivete,,, tamboatá e cascudo. A família mais abundante, Cichlidae teve sua dominância consagrada devido a abundância da espécie () dominante sobre as demais espécies. O ponto mais abundante foi o localizado na montante da barragem da UHE São Simão. Esta região caracteriza-se por áreas preservadas e de restrito acesso ao público. De acordo com o índice calculado, os valores estimados para os índices de diversidade, o ponto no reservatório da UHE São Simão, a jusante da UHE Cachoeira Dourada nas proximidades do município Cachoeira Dourada (SSI-01) apresentou a maior diversidade e maior equitabilidade dentre os estudados. Foram encontrados indivíduos em quase todos os estágios gonadais, exceto em repouso (estágio 1). A maioria dos indivíduos analisados encontrava-se em estágio de esgotamento. As fêmeas apresentavam os ovários flácidos e sanguinolentos, com número variável de ovócitos vitelogênicos remanescentes; enquanto que nos machos, os testículos apresentavam se flácidos e sanguinolentos. De acordo com o índice de similaridade utilizado, baseando-se nas abundâncias das coletas, os pontos no Rio dos Bois e a montante da barragem da UHE São Simão (SSI-02 e SSI-03) apresentaram-se mais similares. Já quando consideradas as abundâncias das espécies, foram encontradas três grupos com similiaridade de 100%: Eigenmannia virescens (peixe espada) e Leporellus vittalus (solteira); Ramdia quelen (bagre) e Crenicichla sp. (chico das pedras); e Loricaria lentiginosa (acari) e Leporinus octofasciatus (ferreirinha). Esta 50

51 similaridade está no fato destas espécies serem singletons, ou seja, apresentarem somente um indivíduo das espécies registrado. Durante as vistorias realizadas, não foi constatada atividade de pesca profissional na região sob influência do reservatório da UHE São Simão. Entretanto, apresenta-se alta diversidade de pesca amadora, principalmente nos finais de semana. É importante destacar a existência de duas colônias de pescadores, nas proximidades de Cachoeira Dourada e Chaveslândia. 51

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