Definido o contexto: monitoramento pós-liberação comercial de plantas geneticamente modificadas. Paulo Augusto Vianna Barroso

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1 Definido o contexto: monitoramento pós-liberação comercial de plantas geneticamente modificadas Paulo Augusto Vianna Barroso

2 Experimentação com OGM Regulada pela Lei de Biossegurança (11.105/2005)

3 Experimentação com OGM Regulada pela Lei de Biossegurança (11.105/2005) Separou decisões em duas etapas: Parte técnica: Pesquisa Avaliação de risco ambiental, saúde Avaliação de risco ambiental, saúde humana e animal

4 Experimentação com OGM Regulada pela Lei de Biossegurança (11.105/2005) Separou decisões em duas etapas: Parte técnica: Pesquisa Avaliação de risco ambiental, saúde humana e animal Decisão de Estado: Questões sociais Questões econômicas

5 CTNBio Colegiado contendo membros escolhidos na comunidade científica Especialistas em seis diferentes áreas Membros indicados por nove Ministérios 27 membros titulares 27 membros suplentes

6 CTNBio Funções Normatizar Credenciar instituições i Definir níveis de biossegurança Autorizar ações de pesquisa Emitir decisões técnicas (incluindo liberações comerciais)

7 Conselho Nacional de Biossegurança Formado por 11 ministros Fixa diretrizes para órgãos federais Analisa conveniência e oportunidades sócio-econômica e do interesse nacional Decide em última instância

8 Liberação Comercial Instituição solicita parecer técnico Dossier contendo: 1) Informações sobre evento 2) Informações sobre potenciais efeitos à saúde 3) Informações sobre relações com o meio ambiente Organismos não alvo Fluxo gênico Plano de monitoramento pós-liberação comercial

9 Realizada audiência pública Liberação Comercial

10 Liberação Comercial Pareceres: Membros - pelo menos oito Ad hoc - pelo menos quatro Pareceres consolidados Votação em plenário

11 Liberação Comercial Início do Monitoramento t Pós-Liberação Comercial Parte integrante do processo de avaliação de biossegurança

12 Monitoramento no Brasil 1998 soja Roundup Ready 2007 RN 03, CTNBio Normas de monitoramento de milho geneticamente modificado em uso comercial 2008 RN 05, CTNBio Normas para liberação comercial de OGM Art. 10 Obrigatoriedade para todos eventos

13 Projeto de Lei 4809/2005 Dep. Edson Duarte (PV/BA) Dispõe sobre o monitoramento dos efeitos dos organismos geneticamente modificados d e de seus derivados d no ambiente e na saúde humana e animal. ANVISA e IBAMA

14 Projeto de Lei 4809/2005 Dep. Edson Duarte (PV/BA) Dispõe sobre o monitoramento dos efeitos dos organismos geneticamente modificados d e de seus derivados d no ambiente e na saúde humana e animal. ANVISA e IBAMA Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Parecer favorável unanimidade

15 Projeto de Lei 4809/2005 Dep. Edson Duarte (PV/BA) Dispõe sobre o monitoramento dos efeitos dos organismos geneticamente modificados e de seus derivados no ambiente e na saúde humana e animal. ANVISA e IBAMA Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Parecer favorável unanimidade Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural Parecer contrário unanim. (Lei ) Art. 14. Compete à CTNBio: III estabelecer, no âmbito de suas competências, critérios de avaliação e monitoramento de risco de OGM e seus derivados; d

16 Monitoramento Pós-Liberação Dois tipos com importância i complementar Tecnológico Biossegurança

17 Tecnológico Objetivo: confirmar efeitos agronômicos esperados em maior escala e estabilidade da ação ao longo do tempo

18 Tecnológico Objetivo: confirmar efeitos agronômicos esperados em maior escala e estabilidade da ação ao longo do tempo Questões: inseto continua susceptível? Questões: inseto continua susceptível? há biótipos de plantas daninhas resistentes?

19 Tecnológico Objetivo: confirmar efeitos agronômicos esperados em maior escala e estabilidade da ação ao longo do tempo Questões: inseto continua susceptível? há biótipos de plantas daninhas resistentes? Impacto: agronômicos e econômicos ajustes no manejo lavouras, valor da taxa tecnológica, descontinuação da tecnologia

20 Tecnológico Objetivo: confirmar efeitos agronômicos esperados em maior escala e estabilidade da ação ao longo do tempo Questões: inseto continua susceptível? há biótipos de plantas daninhas resistentes? Impacto: agronômicos e econômicos ajustes no manejo lavouras, valor da taxa tecnológica, descontinuação da tecnologia Importância: capital para o país

21 Tecnológico Dificuldade: complexidade do país - tamanho - perfis agricultores - Níveis tecnológicos

22 Tecnológico Dificuldade: complexidade do país - tamanho - perfis agricultores - Níveis tecnológicos Facilidades - Processos conhecidos - Metodologias relativamente bem definidas

23 Tecnológico Dificuldade: complexidade do país - tamanho - perfis agricultores - Níveis tecnológicos Facilidades - Processos conhecidos - Metodologias relativamente bem definidas Público - Obtentores - Agricultores - Agroindústrias

24 Biossegurança Conjunto de processos para acompanhamento de efeitos decorrentes da liberação comercial do OGM e seus derivados sobre o ambiente e a saúde humana e animal (RN 05, CTNBio)

25 RN05 Continuação da avaliação da biossegurança Mínimo de cinco anos

26 RN05 Referenciais Caso a caso Observância do princípio da precaução, da transparência e da independência científica Metodologia científica reconhecida internacionalmente Desenhos experimentais adequados às inferências

27 Análise de risco Risco: combinação da probabilidade bilid d da ocorrência de algum potencial problema e da intensidade esperada de seu dano (efeito adverso)

28 Análise de risco Risco: combinação da probabilidade bilid d da ocorrência de algum potencial problema e da intensidade esperada de seu dano (efeito adverso) Análise de risco probabilístico - Grau de certeza sobre a segurança muito elevado - Grau de incerteza muito pequeno

29 Análise de Risco Realizada a luz dos conhecimentos atuais

30 Análise de Risco Realizada a luz dos conhecimentos atuais Considera Dados secundários Experimentos Experiência com cultura e tecnologias similares

31 Análise de Risco Realizada a luz dos conhecimentos atuais Considera Dados secundários Experimentos Experiência com cultura e tecnologias similares Conhecimentos inexistentes suficientes? Provavelmente sim Ocasionalmente não

32 Objetivos 1) Validação da análise de risco 2) Detecção de eventuais efeitos não esperados 3) Determinação do balanço ambiental

33 Validação da Análise de Risco Confirmar se os pressupostos acerca da possibilidade de ocorrência e dos potenciais efeitos adversos do OGM na análise de risco estavam corretos Europa: sem risco ou risco negligenciáveis ge e desnecessário validação Brasil: toda análise de risco deve ser seguida de Brasil: toda análise de risco deve ser seguida de monitoramento

34 Validação da Análise de Risco Acurácia das conclusões Adequação das medidas preventivas preconizadas Insuficientes Adequadas Excessivas Desnecessárias Verificação de eventuais alterações no ambiente decorrentes da mudança das práticas agrícolas

35 O que avaliar? Potenciais problemas detectados na análise de risco Introgressão em espécies aparentadas Invasivibilidade de plantas GM Efeitos em não alvo Efeitos ambientais diretos

36 Desafios Pequena experiência mundial Soja RR Brasil Milho Bt Espanha Quantidade de informações prévias (baselines) Biota do solo em áreas agrícolas Quais fatores ecológicos são importantes - indicadores Tipo de Cultura Tipo de Evento

37 Desafios Quais parâmetros são representativos Indicadores escolhidos Definir referenciais Ambiente natural? Que tipo de sistema agrícola? Escala Representatividade geográfica Escala temporal Procedimento amostral Tamanho, número

38 Detecção de eventuais efeitos não esperados Identificar a ocorrência de efeitos adversos do OGM ou Identificar a ocorrência de efeitos adversos do OGM ou de seu uso que não tenham sido antecipados na análise de risco ambiental

39 Detecção de eventuais efeitos não esperados Identificar a ocorrência de efeitos adversos do OGM ou de seu uso que não tenham sido antecipados na análise de risco ambiental Desafios: Detectar o inesperado Estabelecer rede de informação Avaliar efeito de cada evento isoladamente? Informações de base estão disponíveis?

40 Detecção de eventuais efeitos não esperados Sistema de contato Agricultores Consumidores Indústria Extensionistas Modo Questionários 0800 Atendimento online Responsável Obtentores Produtores de sementes Governo CTNBio, fiscalizadores

41 Detecção de eventuais efeitos não esperados A i Averiguações Alterações são importantes? Estabelecer relação causa-efeito Estudos para confirmação

42 Balanço ambiental População de um predador d é afetado negativamente t

43 Balanço ambiental População de um predador d é afetado negativamente t Benefícios para conjunto de insetos benéficos

44 Balanço ambiental População de um predador d é afetado negativamente t Benefícios para conjunto de insetos benéficos Ocorre fluxo gênico para silvestres

45 Balanço ambiental População de um predador d é afetado negativamente t Benefícios para conjunto de insetos benéficos Ocorre fluxo gênico para silvestres Menor intensidade que convencional

46 Balanço ambiental População de um predador d é afetado negativamente t Benefícios para conjunto de insetos benéficos Ocorre fluxo gênico para silvestres Menor intensidade que convencional Efeitos benéficos Interações negativas Interações positivas

47 Conclusões Parte integrante do processo de avaliação de biossegurança Retroalimentar novas análises de risco Percepção pública Agricultura é impactante - Sistemas agrícolas diferem em relação ao nível de impacto Separar interessante do importante

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