DIREITO PROCESSUAL CIVIL CAPÍTULO XIX FASE DECISÓRIA DO PROCESSO

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1 0 FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES FACELI CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO APARECIDA DE DEUS JULIÃO FLÁVIA DO NASCIMENTO LONARDELLI GISELE TEIXEIRA ELISIARIO DIREITO PROCESSUAL CIVIL CAPÍTULO XIX FASE DECISÓRIA DO PROCESSO LINHARES 2011

2 1 APARECIDA DE DEUS JULIÃO FLÁVIA DO NASCIMENTO LONARDELLI GISELE TEIXEIRA ELISIARIO DIREITO PROCESSUAL CIVIL CAPÍTULO XIX FASE DECISÓRIA DO PROCESSO Trabalho apresentado no colegiado do curso de Graduação em Direito da FACELI Faculdade de Ensino Superior de Linhares, na turma do 8º período B, sob a disciplina de Práticas Jurídicas II, orientado pela Prof.ª Rosinete Cavalcante da Costa. LINHARES 2011

3 2 "A sabedoria dos homens é proporcional não à sua experiência, mas à sua capacidade de adquirir experiência." Bernard Shaw

4 3 SUMÁRIO 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO A LEI E O PROCESSO A SENTENÇA ESTRUTURA, CLASSIFICAÇÃO E FORMALIDADES A COISA JULGADA E SUAS PECULIARIDADES CONSIDERAÇÕES FINAIS...10 REFERÊNCIAS...11

5 4 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Este capítulo tem por objetivo abordar os aspectos relevantes que deram origem e nortearam o estudo. Nele encontram-se noções introdutórias do tema abordado e aprofundado no segundo capítulo. 1.1 INTRODUÇÃO O tema central deste trabalho gira em torno do Direito Processual Civil, que em poucas palavras é um ramo do Direito que estabelece como nasce e cresce a relação jurídica entre autor e juiz, representante da vontade do Estado, solucionando conflitos que surgem no cotidiano da vida em sociedade. As regras, noções e procedimentos estabelecidos nos códigos processuais ditam como a relação jurídica processual se angulariza, e determina a seqüência de atos, o respeito a princípios, como ocorre ou se permite a introdução de outras pessoas no processo, como se regulam as atividades até se chegar à sentença, quando e como se permitem os recursos, e como se produz a coisa julgada. Neste estudo, argumentaremos e abordaremos especificamente a estrutura do processo civil, mais especificamente os atos e conceitos que compõem a fase decisória do processo no rito ordinário. É relevante observar que a maioria dos conceitos e atos importantes no Direito Processual Civil surgiram naturalmente no contexto da história, vindos da relação entre a comunidade e os homens, seja por ajustamento ou inspiração da relação humana, por resultado da experiência de vida, ou por necessidade do Estado desempenhar sua função. A natureza do processo e as técnicas processuais são armas do poder público para a proteção dos interesses da coletividade e dos bens jurídicos dos indivíduos, já que sua função é regular as atividades dos cidadãos e dos órgãos do poder público.

6 5 2 DESENVOLVIMENTO A temática central deste estudo baseia-se no resultado do processo que segue o rito ordinário, mais precisamente na sentença, desde sua estrutura, natureza, função, classificação e formalidades, até seus efeitos. Abordaremos a coisa julgada, seus conceitos e limites. 2.1 A LEI E O PROCESSO A lei atribui aos sujeitos bens da vida, e provê à criação e conservação da ordem jurídica. Nela refletem-se a evolução humana, política e econômica, as circunstâncias do domínio dos homens pelos outros homens, e o Estado. O ramo do direito que regula o processo, chamada lei processual, é literalmente formal, refere-se quase sempre à forma ou a prazos, fato que não impede a geração de direitos de ordem material, dentro da sua formalidade fundamental. As normas processuais dirigem-se, de ordinário, ao juiz, que preside ao processo e vai adjudicar, representando o Estado, a prestação jurisdicional pretendida. O Estado, por ser amplo, cria órgãos especializados para exercer a função jurisdicional. Mas estes órgãos não podem atuar de forma discricionária ou livremente, devido à própria natureza da atividade que lhes compete, eles precisam ser provocados. Dependem, por isso, a um método ou sistema de atuação, que vem a ser o processo, que segue a um procedimento determinado em lei que pode ser ordinário ou sumário. Segundo Theodoro Júnior (2010, pp ), processo é o método, isto é, o sistema de compor a lide em juízo através de uma relação jurídica vinculativa de direito público, enquanto procedimento é a forma material com que o processo se realiza em cada caso concreto. Para Maximilianus, processo é uma seqüência de atos interdependentes, destinados a solucionar um litígio, com a vinculação do juiz e das partes a uma série de direitos e obrigações, e procedimento é o modo pelo qual o processo anda, e o rito ou a maneira pelo qual se encadeiam os atos do processo (FÜHRER, 2006) 2.2 A SENTENÇA ESTRUTURA, CLASIFICAÇÃO E FORMALIDADES O processo, dotado de conteúdo e finalidade para compor o litígio e realizar a prestação

7 6 jurisdicional, tem que atender a determinados requisitos e certas condições que asseguram a observância da lei, e garantam a aplicação do direito à situação concreta exposta pelas partes. Desta forma, através do processo o órgão judicial examina os fatos concretos demonstrados pelas partes e o direito como vontade abstrata da lei. A conclusão é dada em sentença. Sentença nada mais é que a manisfetação concreta da vontade da lei para solucionar o litígio, o conflito (THEODORO JUNIOR, 2010). Maximilianus vai além e diz que com a com a sentença, o juiz entrega a sua prestação jurisdicional e põe fim ao processo, decidindo ou não o mérito da questão, acolhendo ou não o pedido formulado pelo autor. Tendo, portanto a sentença força de lei, nos limites da demanda e das questões decididas (FÜHRER, 2006). Para a lei, sentença "é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. 267 e 269 do mesmo código" (BRASIL, Lei 5.869/73, art. 162, 1º). Mas, teórica e praticamente, há que se distinguir, dada a completa diversidade de efeitos, entre os provimentos que solucionam a lide e os que não a alcançam. Assim, as sentenças são tradicionalmente classificadas em sentenças terminativas e sentenças definitivas. As sentenças terminativas extinguem o processo sem julgamento do mérito, podendo ser mais resumida (BRASIL, Lei 5.869/73, art. 459). As definitivas extinguem o processo com julgamento do mérito, e de acordo com as ações em que é proferida, sua força e por seu efeito imediato, podem ser meramente declaratórias (decidem apenas sobre a autenticidade de documento ou sobre a existência de relação jurídica) (BRASIL, Lei 5.869/73, Art. 4 º), condenatórias (são as que, além de declarar o direito, impõem também ao réu uma obrigação), ou constitutivas (são as que, além de declarar o direito criam, modificam ou extinguem uma relação jurídica). Em contra partida, Câmara escreve que a definição contida na lei não é a das mais precisas do ponto de vista da técnica processual. Para demonstrar a impropriedade da definição ele afirma que a sentença não é, nem nunca foi capaz de extinguir o processo, uma vez que é possível a interposição de recursos contra a mesma, fazendo com que o processo continue a se desenvolver (CÂMARA, 2008). O doutrinador alega que o processo só se encerra com o trânsito em julgado da sentença. Assim sendo o doutrinador prefere definir sentença como sendo o provimento judicial que põe termo ao oficio de julgar do magistrado, com a sentença o juiz cumpre seu oficio de julgar (CÂMARA, 2008, p 410). Destaca ainda que o ofício de julgar estará encerrado quer tenha o juiz

8 7 proferido sentença que contenha resolução de mérito, quer não tenha, ou seja, não resta dúvida que a sentença é um ato final. É importante ressaltar que a sentença é um ato jurídico da fase decisória do processo, e que deste e de outros atos nascem à relação jurídica processual, com todas as suas conseqüências. Durante as primeiras fases do processo, desenvolvem-se os argumentos e questões, sobre a matéria de fato e a matéria de direito. Cada parte procura provar o que afirmou, o juiz examina tudo, emite decisões transitórias, interlocutórias e sentencia. Assim, as palavras sentenciadas, terão seu sentido e alcance clareados pelo que na inicial o autor demandou. Se houver alguma imprecisão na linguagem do sentenciante, a fixação do real sentido do comando jurisdicional será encontrada por meio de sua relação com o pedido. A sentença não pode abranger o que não era objeto do processo, daí a necessidade de ela resumir todo o processo, a partir da pretensão do autor, a defesa do réu, os fatos alegados e provados, o direito aplicável e a solução final dada à controvérsia (THEODORO JUNIOR, 2010). O doutrinador Maximilianus C. A. Fuhrer afirma que a sentença compõe-se de três partes: relatório, fundamentação e dispositivo, sendo o relatório um resumo do processo; a fundamentação a análise dos fatos e do direito aplicável, onde o juiz também pode ir resolvendo questões preliminares e prejudicais; e o dispositivo ou conclusão onde o juiz ressalta sua decisão (FÜHRER, 2006). Ele também afirma que nula é a sentença que não tem relatório, fundamentação e dispositivo, e que a sentença não pode decidir além do que foi pedido (ultra petita), nem aquém (infra ou citra petita), nem fora da questão proposta na inicial (extra petita) (FÜHRER, 2006, p. 109). De acordo com o art. 458 do novo Código de Processo Civil, os requisitos essenciais e intrínsecos da sentença são: o relatório, os fundamentos de fato e de direito (motivação) e o dispositivo (conclusão). As formalidades prescritas pelo Código são essenciais, sua inobservância leva à nulidade da sentença. Na verdade o correto não seria chamá-los de requisitos, mas de elementos, uma vez que requisito é algo pré-existente, algo que deveria existir antes da sentença, como pressuposto, e não é isso que o artigo citado que traduzir. O dispositivo ou conclusão é o fecho da sentença, a decisão da causa. Trata-se do elemento substancial do julgado. Sua falta acarreta mais do que a nulidade da decisão. Pois sentença sem dispositivo é ato inexistente (THEODORO JUNIOR, 2010, p. 501).

9 8 Câmara (2008, p. 414), traz que os três elementos devem obrigatoriamente compor a sentença, e que a ausência de qualquer um deles vicia a decisão. O doutrinador ainda ressalta que embora os elementos sejam freqüentemente dispostos na ordem apresentada na lei, não há necessidade de colocá-los obrigatoriamente nessa ordem no texto da sentença, nada impede, por exemplo, que o juiz inicie sua sentença pelo dispositivo, passando depois pela motivação, e encerrando com o relatório. Para ele o que realmente importa é que a ausência de qualquer dos elementos, implica vício. A falta de relatório ou de motivação importa nulidade absoluta da sentença, como entende a unanimidade da doutrina. Já a falta de dispositivo implica inexistência jurídica da sentença. Isto porque a ausência de dispositivo torna o ato irreconhecível como sentença, visto que o mesmo não contém decisão (o que como parece óbvio, é elemento constitutivo mínimo da sentença). Considera-se, também, inexistente a sentença não assinada pelo juiz que a prolatou. [...] razão pela qual só se pode considerar existente a sentença a partir do momento em que é subscrita. Nesse momento, a sentença passará a existir (CÂMARA, 2008, p. 416). A partir do momento que a sentença se encontra subscrita, esta deverá ser publicada, a sentença pode ser considerada publicada ao ser proferida, ou em outras circunstâncias. Segundo o art. 463 do Código Processo Civil, uma vez publicada, a sentença torna irretratável, só podendo ser modificada pelo juízo que a prolatou para correção de erros materiais ou se forem opostos embargos de declaração. 2.3 A COISA JULGADA E SUAS PECULIARIDADES Proferida a sentença, ainda é possível a interposição de recurso para que outro órgão jurisdicional reexamine o que foi objeto da decisão, porém a possibilidade de recursos é limitada a cabimento e prazos, tornando-se num determinado momento, irrecorrível a decisão judicial. A partir daí, ocorre o trânsito em julgado, surgindo então, a coisa julgada, que passamos agora a analisar. Theodoro Junior traz na sua obra que os efeitos próprios da sentença só ocorrerão no momento em que não mais seja suscetível de reforma por meio de recursos. Ocorrerá, então, o trânsito em julgado, tornando o decisório imutável e indiscutível - art. 467 do Código Processo Civil (THEODORO JUNIOR, 2010). Câmara (2008, p. 457) de forma preliminar conceitua coisa julgada ou caso julgado como a decisão judicial que não caiba mais recurso. Com base no art. 52, XXXVI, da CF; art. 6, 32, da LICC, Führer (2006, p. 110) diz que coisa julgada é a qualidade que a

10 9 sentença adquire de ser imutável, depois que dela não couber mais recurso. A coisa julgada pode ser formal - imutabilidade da sentença dentro do processo em que foi proferida, ou material - impedimento de ser a lide novamente discutida em outro processo (ou no mesmo), por estar à questão definitivamente julgada. O Código de Processo Civil, no art. 467, limitou-se a definir a coisa julgada material, afirmando que: Denomina-se coisa julgada material a eficácia, que torna imutável e indiscutível a sentença, não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário. Mas existe, também, a coisa julgada formal, que se difere daquele fenômeno descrito no Código e que é tradicionalmente tratada pelos processualistas como fato relevante em matéria de eficácia da sentença. Na verdade a diferença entre a coisa julgada material e a formal é apenas de grau de um mesmo fenômeno. Ambas decorrem da impossibilidade de interposição de recurso contra a sentença. (THEODORO JUNIOR, 2003). No caso de extinção do processo sem julgamento do mérito há coisa julgada formal e não material, já que a sentença dentro daquele processo se torna inalterável, mas a questão pode ser reaberta em outro processo. Conforme arts. 469 e 470 do Código Processo Civil atual, não fazem coisa julgada material: a motivação ou a fundamentação da sentença de mérito; a apreciação de questão prejudicial salvo no caso da declaratória incidental, as sentenças que extinguem o processo sem julgamento do mérito; as proferidas em jurisdição voluntária ou em processo cautelar, além de outros casos particulares, previstos na legislação e na doutrina (FÜHRER, 2006, p. 111). Mas qual o principal fundamento da coisa julgada. O doutrinador Theodoro Junior, defende que ao instituir a coisa julgada, o legislador não teve nenhuma preocupação de valorar a sentença diante da verdade dos fatos ou dos direitos. Mas sim somente cumprir uma exigência de ordem prática, trivial, mas muito importante, de não mais permitir que se volte a discutir acerca das questões já decididas pelo Poder Judiciário. Ele termina dizendo que apenas a preocupação de segurança nas relações jurídicas e de paz na convivência social é que explicam a res iudicata (THEODORO JUNIOR, 2010). A coisa julgada faz a sentença imutável e indiscutível entre as partes, mas tal indiscutibilidade e imutabilidade não podem atingir terceiros, estranhos ao processo que originou aquela decisão (CÂMARA, 2008, p 472).

11 10 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS A tutela jurisdicional é concedida pela Constituição e pela lei aos sujeitos de pretensões insatisfeitas, algo amplamente significativo na vida das pessoas, pois garanti o direito de ação, independentemente de terem ou não terem razão. Claro que como tudo no Direito, a ação precisa possuir os requisitos legais para que o juiz possa dispor a respeito. Portanto, o destaque dado ao direito de ação alimenta o sistema processual. Mas não basta o enunciado de uma sentença bem estruturada, é preciso que o que ela dispõe se projete utilmente na vida dos envolvidos, eliminando a descontentamento que o levou a litigar e proporcionando a sensação de justiça com clareza, ou seja, o processo deve propiciar a quem tem um direito tudo aquilo que lhe é de direito, sob pena de não ter utilidade e legitimidade social. O processo, a ação, a sentença e a coisa julgada produzem resultados na vida das pessoas, e conseqüentemente da sociedade (THEODORO JUNIOR, 2003). Em relação ao campo jurisdicional, destaca-se a soma de poderes que possui o juiz no exercício nobre de remover a sensação de injustiça, e de fazer cumprir o conteúdo da sentença, garantindo que a obrigação seja realizada no mundo concreto. No momento em que o juiz profere a sentença não está definitivamente entregue a prestação jurisdicional. Tanto assim que as leis permitem reexames das sentenças proferidas, ou pelo próprio juiz, ou por outro juiz ou tribunal, desde que respeitados condições de cabimentos e respeito a prazos legais. Temos aí a noção de recurso, não aprofundada neste estudo. Mas o exercício da jurisdição exige que seus resultados fiquem preservados contra novos questionamentos, porque uma total vulnerabilidade desses resultados comprometeria gravemente a finalidade de pacificação entre as pessoas no convívio social. Por isso, o direito consagra o instituto da coisa julgada, destinado a preservar a estabilidade dos efeitos da sentença de mérito e impedir que novas leis ou novas sentenças destruam ou restrinjam a utilidade pacificadora do exercício da ação no processo. Diante do exposto conclui-se que o efeito constitutivo, o efeito declaratório, e o efeito condenatório ficam consolidados por força da coisa julgada e em princípio não podem ser desfeitos, salvo em situações excepcionais e dentro dos prazos prescricionais. O resultado é então a satisfação do que tem razão, pela obtenção do bem pretendido, e aplicação da justiça refletindo no cotidiano da vida em sociedade.

12 11 REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de Brasília: Senado Federal, Subsecretaria de Edições Técnicas, Lei nº 5.869, de 11 de Janeiro de Institui o Código de Processo Civil e dá outras providências. Brasília, Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em 02 de out. de Lei nº , de 10 de janeiro de Institui o Código Civil e dá outras providências. Brasília, Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em 02 de out. de CÂMARA, A. F. Lições de Direito Processual Civil, vol. I, 18 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, FÜHRER, M. C. A. Resumo de Processo Civil, 31 ed. São Paulo: Malheiros, THEODORO JÚNIOR, H. Curso de Direito Processual Civil, vol. I, Rio de Janeiro, Ed. Forense, 2003 THEODORO JUNIOR, H. Curso de Direito Processual Civil. Vol. I. Rio de Janeiro: Forense, 2010.

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