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2 PRAGAS DOMÉSTICAS L P Baçan Direitos exclusivos para língua portuguesa: Copyright 2014 L P Baçan Reprodução e divulgação proibidas sem expressa autorização do autor. Londrina PR Brasil 2014

3 ÍNDICE Introdução As Pragas Urbanas Como Prevenir Pragas Domésticas Aranha Barata Cupim Formiga Lagarta Mosca Mosquito Percevejo Pombo Pulga Rato Traça

4 INTRODUÇÃO Os insetos surgiram na terra há centenas de milhões de anos, quando a flora era rica e não tinham dificuldade para alimentar-se. Tudo nascia e crescia naturalmente. O homem ainda não havia surgido, portanto não existiam plantas cultivadas. Como todas as espécies na face da terra, com o decorrer das eras geológicas, muitas espécies de insetos desapareceram, enquanto que outras evoluíram, adaptandose às novas condições, tudo em perfeito equilíbrio com as leis da natureza: insetos comiam plantas e outros insetos, pássaros comiam insetos, animais maiores comiam os pássaros e assim por diante. Isso prosseguiu durante milhões e milhões de anos até o surgimento do homem, quando começou uma nova era não apenas para os insetos e outras pragas agrícolas, mas para toda a humanidade. No início, o homem obtinha sua alimentação da caça praticada com armas rudimentares. Com o tempo, o homem aprendeu a cultivar a terra e, então, o problema começou. Para plantar, era preciso abrir clareiras, limpar áreas,

5 queimar e proteger sua lavoura contra a vegetação que teimava em retomar o terreno perdido e os insetos, privados de suas fontes de alimentação e locais de reprodução. Começava aí uma batalha que se tornaria constante. O que havia de mais importante na natureza havia sido quebrado: o equilíbrio. Os insetos se voltaram para as plantas cultivadas, tornando-se aptos a atacá-las e a destruílas indistintamente, propiciando ambiente favorável à expansão de muitas doenças vegetais até então pouco danosas. Esse período não apenas marcou o início de uma guerra constante entre o homem e os insetos, mas fez com que certos animais, expulsos de seu habitat pelas derrubadas e queimadas, buscassem mais tarde refúgio nas terras cultivadas em busca do alimento que, outrora, era natural e fácil. Isso ocorreu particularmente com os roedores, pássaros granívoros, cobras, serpentes, aracnídeos e outros, que passaram a atacar os animais criados pelo homem.

6 AS PRAGAS URBANAS Quando uma determinada espécie vive uma situação em que alimentação farta combina-se com ausência de predadores naturais, reproduz-se livremente, aumentando em número de uma forma descontrolada. Os centros urbanos produzem refugos dos mais diversos tipos, principalmente os orgânicos, favorecendo o crescimento desordenado das espécies nocivas, aumentando os riscos para a saúde das pessoas e de seus animais. Para tentar quebrar esse ciclo, o homem tem utilizado, ao longo do tempo, meios de ataque que têm conseguido muitas vezes manter essa relação em um equilíbrio precário. Não raras vezes, os meios empregados para combater as pragas acabam se revelando agentes de um desequilíbrio maior pelo poder de agressão ao meio ambiente, como é o caso de certos inseticidas e herbicidas. Um exemplo clássico desse produto é o DDT, de alto poder tóxico, capaz de provocar danos graves à saúde. A princípio usado indiscriminadamente, o DDT, que deu origem ao termo dedetização como sinônimo de desinsetização, hoje se encontra banido do mercado em

7 muitas nações pelo mundo todo. Seus riscos e seus danos eram maiores que os benefícios proporcionados. Esse produto começou a ser utilizado na década de 60. Pertencente ao grupo dos produtos organoclorados, foi largamente utilizado. Impregnava e permanecia no ambiente por um longo tempo, garantindo a desaparecimento dos insetos por até um ano. Em seu lugar, passaram a ser utilizados produtos chamados piretróides, formulados a partir do piretro, um inseticida extraído do crisântemo. Sua permanência é menor no meio ambiente e, em consequência, o prazo de ação é proporcional a isso. Assim, apesar de toda a tecnologia do homem, ainda é impossível falar-se na erradicação de qualquer praga. Ratos, cupins e insetos em geral disseminam-se por vias tão diversas que podem ser eventualmente controlados, mas jamais exterminados. Grandes empresas, condomínios e centros habitacionais estão aprendendo a utilizar um controle integrado de pragas que contrariam o que é constantemente apregoado nas campanhas publicitárias das empresas fornecedoras de inseticidas e raticidas, que enfatizam a ideia de que o produto químico elimina radicalmente as pragas. Este conceito acabou enraizado e confunde o consumidor. A ideia do controle pode ser mais bem

8 entendida quando se lembra da prática que se disseminou na agricultura, a partir da década de 50, de manejar as pragas, valendo-se de técnicas, produtos químicos e produtos da natureza. A ideia é integrar todos os meios disponíveis de combate às pragas de maneira racional, de forma a causar o mínimo de transtornos para o homem, animais e alimentos. É importante, inclusive, nesse ponto, frisar algo que deve ser muito bem observado por todo aquele que se dispuser a combater qualquer tipo de praga. Os produtos específicos para a agricultura devem ser utilizados unicamente para fins agrícolas. Jamais deverão ser usados em habitações ou ambientes urbanos. Seu poder tóxico é muito elevado e, além disso, empregam-se em sua formulação solventes que emprestam um cheiro excessivamente forte ao ambiente, inadequado ao ser humano e animais domésticos em geral. Um controle integrado de pragas deve ser constituído não apenas da utilização de substâncias químicas nas áreas de risco, mas também da remoção frequente de resíduos nas áreas de alta probabilidade de infestação. Um detalhe que deve ser entendido, quando se trata de controle de pragas, é que a proliferação delas ocorre quando alguns fatores fundamentais se juntam concorrendo para isso. Todo ser precisa de água, calor, alimento e abrigo para viver e proliferar. Quando se quebra esse conjunto de

9 fatores, se ganha pontos importantes na batalha contra as pragas.

10 COMO PREVENIR AS PRAGAS DOMÉSTICAS Considerando que os modernos produtos exterminam ou expulsam temporariamente as pragas, mas não evitam uma nova infestação, é bastante claro que não basta somente utilizar um inseticida, quando se quer combater qualquer tipo de inseto ou animais nocivos. Uma vez que fatores devem concorrer para a proliferação desses incômodos seres, são necessárias providências que dificultem sua invasão, permanência e proliferação. Para se entender a necessidade desses cuidados, basta rever um cálculo assustador feito por C. F. Hodge, em Segundo ele, se um único par de moscas procriasse durante a primavera e o verão e todos os seus descendentes sobrevivessem, teríamos no fim do verão cerca de moscas, quantidade suficiente para cobrir a superfície terrestre com uma camada de 14,3 metros. Algumas medidas podem e devem ser adotadas em qualquer residência sem maiores custos ou dificuldades. Vejamos quais são elas

11 Portas, Janelas e Esgotos Estas são áreas extremamente vulneráveis a baratas e moscas. As janelas e portas devem ser protegidas com tela. Nos Estados Unidos, e isso pode ser visto em qualquer filme norte-americano, todas as casas têm uma porta de tela, além da porta normal. Isso permite que, no verão ou nos dias quentes, a porta principal fique aberta, mas impede a entrada de qualquer tipo de inseto. Outra prática que está se tornando muito comum, principalmente em chácaras ou residências afastadas dos centros habitacionais, são as armadilhas luminosas que atraem e fulminam insetos voadores de qualquer espécie. Nos tratamento dos esgotos, é recomendado o uso de inseticidas apropriados, manutenção dos ralos e limpeza constante. A nebulização é uma das técnicas mais recomendadas, mas isso deve ser feito de preferência por um profissional. A Luz Insetos alados diurnos ou noturnos são atraídos por emissões de luz branca, fluorescente ou mercúrio, por isso é recomendável trocar a iluminação externa de mercúrio por lâmpadas de vapor de sódio que não atraem insetos. É comum em certas residências ainda hoje observar-se lâmpadas instaladas acima das portas, prática que deve ser

12 evitada, pois provoca uma concentração de insetos ali, facilitando sua entrada na casa. Abrigo Insetos buscam abrigo para pôr seus ovos. Eliminar os pontos de postura é uma forma eficiente de evitar a proliferação. Se for usada tela nas portas e janelas, dificilmente haverá problemas com uma infestação por parte de moscas. O mesmo já não se pode dizer em relação às baratas, que são resistentes e escondem-se facilmente. Elas procuram abrigo em fendas, rachaduras, azulejos quebrados ou mal assentados, sob pias, dentro de motores, na tubulação elétrica, em forros, nas divisórias, nos revestimentos de madeira, nas portas, atrás das molduras de alumínio e milhares de outros esconderijos. Seu combate exige manutenção cuidadosa e inspeção periódica de todos os seus prováveis esconderijos. Frestas devem ser seladas com massa vedante ou silicone e azulejos quebrados devem ser trocados assim que forem detectados. Esse cuidado evita também problemas com ratos, aranhas e escorpiões. A Higiene A manutenção da higiene em qualquer habitação é fator preponderante para a saúde familiar. Sujeira e lixo acumulados são atrativos para insetos e animais daninhos como os ratos, transmissores de doenças.

13 Armários, quadros na parede, guarda-comida, despensas, móveis, objetos decorativos, tudo deve ser periodicamente verificado e limpo de forma a impedir que se formem neles ambientes propícios às infestações. A Defesa Natural A busca por produtos naturais de combate às pragas tem consumido anos de estudos e observações. Sabe-se que os insetos respondem a estímulos e influências, tais como cor, cheiro, luz, umidade, movimento e forma. Em função disso, podem ser atraídos ou repelidos por um ou vários destes estímulos. Sua resposta costuma ser involuntária e pode ser até de autodestruição. Um exemplo disso é a atração que uma chama exerce sobre as mariposas. Os insetos utilizam diversos estímulos para se comunicar entre si. Exemplos disso são a dança das abelhas indicando a localização e direção da fonte do pólen, usando cheiro e movimento, e a trilha aromática depositada pelas formigas durante sua busca por comida. Em ambos os casos o cheiro é produzido por substâncias químicas naturais chamadas feromônios, que são substâncias químicas ou misturas de substâncias liberadas por um inseto que provocam uma resposta em outro inseto da mesma espécie. Estudos avançados na análise química levaram à identificação e à produção de feromônios semelhantes

14 àqueles produzidos pela natureza. Esses feromônios podem se tornar uma arma eficiente a ser usada pelo homem nessa guerra que já dura milhares de anos. Muitas práticas poderão ser adotadas a partir dessa descoberta. Entre elas destacam-se: 1ª - atrair insetos para pontos onde possam ser identificados, contados e eventualmente exterminados. 2ª - atrair uma determinada espécie, levando-a para um lugar onde não cause danos. 3ª - levar uma determinada espécie a um ponto onde sua proliferação possa ser controlada por seus predadores naturais. 4ª - impedir ou interromper o acasalamento entre espécies nocivas. A grande vantagem no uso dos feromônios é que eles são individuais, específicos para cada espécie, enquanto que os inseticidas comuns matam todas as espécies, inclusive os predadores naturais, pois não são seletivos. O feromônio, no entanto, pode atrair para uma armadilha fatal apenas uma determinada espécie, sem possibilidade de afetar qualquer outra. Com certeza será uma importante arma a ser utilizada nessa guerra que já dura tanto tempo.

15 Embora os insetos sejam as pragas domésticas mais comuns e incômodas, não se deve esquecer que outras ameaças rodeiam o homem, trazendo doenças e problemas específicos: ratos, pombos e aranhas, por exemplo, têm provocado muitas e doenças e tirado a tranquilidade de muitas famílias. Prevenir essas pragas todas não é apenas uma necessidade, é uma questão de sobrevivência. Veja quais são elas e o que pode ser feito para proteger seu lar e sua família contra essas ameaças sempre constantes.

16 ARANHA Ecológica e politicamente correto falando, a aranha é um animal benéfico ao homem, importante no controle de pragas, pois se alimenta de insetos. Já foram catalogadas aproximadamente espécies de aranhas. A aversão a elas vem muito mais de sua aparência assustadora do que de sua periculosidade. A maioria das espécies não é perigosa para o homem, mas isso não significa que se deva permitir ou contribuir para sua proliferação dentro das residências. Algumas delas como a aranha marrom, de hábitos domésticos, podem causar terríveis danos. De modo geral, a presença da aranha indica também a presença de suas presas. O instrumento utilizado pelas aranhas para apanhar suas presas é a teia, tecida com a ajuda de órgãos especializados chamados de fiandeiras. Os fios entram em contato com o ar e dão origem a um único fio leve e fino. Se observarmos o corpo de uma aranha, veremos que possui os chamados pelos tácteis, que permitem que perceba a presença da vítima em sua teia. Ao capturar um inseto, a aranha descarrega nele uma dose de seu veneno, sem matá-

17 lo, depois o envolve em uma bolsa de seda e o armazena para uma próxima refeição. A aranha usa seus ferrões, ou quelíceras, para apanhar e segurar a presa, liberando nela uma grande quantidade de sucos digestivos. Isso dissolve os órgãos internos do inseto, permitindo que suas entranhas sejam sugadas. Apesar de algumas poucas espécies perigosas, a aranha é útil para o equilíbrio ecológico, sendo um importante degrau na cadeia alimentar. Sem ela, os prejuízos ao homem causados pelos insetos seriam muito maiores. Aranhas venenosas Segundos os técnicos do Instituto Butantã do Brasil, dos milhares de espécies existentes no Brasil, poucas oferecem perigo ao homem. No entanto, algumas espécies podem provocar envenenamento, com acidentes eventualmente fatais principalmente em crianças. São elas: A Armadeira - Phoneutria sp As aranhas armadeiras possuem cor cinza ou castanho escuro e pelos curtos no corpo e nas pernas. Próximo aos ferrões, os pelos são vermelhos. Quando adultas, chegam a atingir até 17 cm de comprimento, incluindo as pernas. O corpo tem de 4 a 5 cm. Não fazem teias. São errantes e solitárias, podendo ser encontradas em lugares escuros, vegetação e cachos de bananas, por exemplo.

18 Podem entrar por debaixo das portas das residências, escondendo-se dentro de calçados. Geralmente à noite saem para caçar. São muito agressivas e assumem postura ameaçadora, armando o bote, de onde vem seu nome. São comuns os acidentes, podendo ser graves para crianças menores de sete anos. O sintoma predominante é uma dor intensa no local da picada. O tratamento em geral consiste de aplicação local de anestésico e, em casos graves, de aplicação do soro antiaracnídico. Aranha Marrom - Loxosceles sp. Esta aranha possui cor amarelada, sem manchas. Chega a atingir de 3 a 4 cm, incluindo as pernas. O corpo atinge de 1 a 2 cm. Os pelos são poucos, curtos, quase invisíveis. Vivem em teias irregulares semelhantes a um lençol de algodão, construídas em tijolos, telhas, tocos de bambu, barrancos, cantos de parede, garagens, geralmente lugares escuros. Não são agressivas e os acidentes são raros, porém geralmente graves. Os primeiros sintomas de envenenamento são uma sensação de queimadura e formação de ferida no local da picada. O tratamento é feito com soro antiaracnídico ou antiloxoscélico. Aranha de grama - Lycosa sp.

19 A aranha de grama possui cor acinzentada ou marrom, com pelos vermelhos perto dos ferrões e uma mancha escura em forma de flecha sobre o corpo. Atinge até cinco cm de comprimento incluindo as pernas. O corpo atinge de 2 a 3 cm. Vive em gramados e residências. Os acidentes são frequentes, porém não são graves, não necessitando de tratamento com soro. Caranguejeiras As caranguejeiras são aranhas geralmente grandes, com pelos compridos nas pernas e no abdômen. Embora sejam muito temidas, os acidentes com elas são raros e sem gravidade e por isso não se produz soro contra seu veneno. Viúva Negra - Latrodectus sp. A viúva negra possui cor preta, com manchas vermelhas no abdômen e às vezes nas pernas. São aranhas pequenas: a fêmea tem de 2,5 a 3 cm (o corpo com 1 a 1,5 cm) e o macho é de 3 a 4 vezes menor. Vivem em teias que constroem sob a vegetação rasteira, em arbustos, plantas de praia, barrancos e em lugares escuros. Conhecem-se no Brasil apenas alguns acidentes de pequena e média gravidade, não se produzindo soro contra as espécies brasileiras. O Tratamento

20 As aranhas que constroem teias aéreas de forma geométrica (circular, triangular, etc.), como as espécies de Nephila e outras, não oferecem perigo, mesmo quando são de tamanho grande. Não há muito com que se preocupar com sua picada. Nos acidentes por aranhas que provocam dor intensa, espremer ou sugar o local da picada é de pouca eficácia. O melhor é o tratamento sintomático, à base de anestésicos e analgésicos, a menos que o acidentado seja menor de sete anos. Nesses casos, recomenda-se que se consulte de imediato um Posto de Saúde, levando, sempre que possível, o animal que causou a picada para facilitar o diagnóstico e propiciar o tratamento correto. Controle e Prevenção Algumas medidas podem e devem ser adotadas para evitar acidentes com aranhas. Entre elas, recomendam-se: 1ª - manter limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico. 2ª - aparar a grama dos jardins e recolher as folhas caídas. Evitar formar montes e deixar expostos ao tempo. 3ª - vedar soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha. 4ª - colocar telas nas janelas.

21 5ª - vedar ralos de pia, de tanque e de chão com tela ou válvula apropriada. 6ª - colocar o lixo em sacos plásticos. Se usar latões ou outros recipientes, mantê-los fechados para evitar o aparecimento de baratas, moscas e outros insetos que são o alimento predileto das aranhas. 7ª - examinar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-los. 8ª - andar calçado e usar luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha, lixo, etc. 9ª - inspecionar frequentemente quadros pendurados nas paredes, atrás dos móveis, cortinas e outros objetos de decoração. O Uso de Inseticidas Para eliminar ou evitar aranhas, o uso constante de inseticidas não tem se mostrado a melhor solução. Essa prática esbarra no alto custo dos produtos, tendo em vista a área a ser coberta. Além disso, essas aplicações têm efeito temporário e podem provocar intoxicações em seres humanos e animais domésticos. O melhor a fazer é coletar as aranhas e remover o material acumulado onde estavam alojados, prevenindo novas infestações. O Instituto Butantã de São Paulo instrui sobre como fazer isso e ainda troca espécies coletadas por soro.

22 Seguindo as medidas recomendadas acima, seguramente as chances de um acidente com elas passam a ser muito remotas.

23 BARATA Uma das pragas urbanas mais nojentas e asquerosas de todas e, sem dúvida, a barata. Suas espécies danificam mercadorias e alimentos, tecido, papel, contribuindo para a transmissão de doenças. Segundo os estudiosos, as baratas existem na face da terra há cerca de 350 milhões de anos, tendo surgido no período Carbonífero. Naquele tempo, existiam em grande número e eram gigantescas. Com a evolução e por serem ativas à noite desenvolveram fototropismo negativo, preferindo a escuridão à luz. Além disso, evitam a presença das pessoas. Assim, à noite elas se sentem à vontade para passear pela casa à caça de alimentos expostos, caminhando sobre pratos, copos, talheres, bandejas, panelas, mesas, camas e armários, espalhando bactérias que serão ingeridas no dia seguinte pelas pessoas que usarão esses utensílios. Durante o dia, escondem-se satisfeitas com o passeio noturno. Se a proliferação desses insetos estiver fora de controle, porém, será fácil vê-las também durante o dia. Isso significa que a infestação é grande e que a praga tende a fugir ao controle, exigindo medidas drásticas para isso.

24 Há espécies de baratas predominantes em nosso meio. A Periplaneta Americana, a Periplaneta Australasiae, a Blatta Orientalis e a Blattella Germanica. As três primeira são as maiores e medem de 2 a 4 cm de comprimento. São mais arredias e vivem em ambientes amplos. Entre essas espécies estão as voadoras que proliferam nos esgotos, nas canaletas de cabos, nas caixas de inspeção, nas galerias de águas pluviais e nas tubulações elétricas. Podem ser encontradas também em áreas pouco frequentadas, como depósitos em geral. A Blatella Germanica é a menor das espécies, mas uma das mais problemáticas por ser altamente prolífica. Mede no máximo 2 cm de comprimento na sua forma adulta e um milímetro como ninfa. Escondem-se nos lugares mais acanhados e podem passar facilmente despercebidas. São encontradas em azulejos quebrados, batentes de portas, armários de madeira, vãos e cavidades em geral, motores de equipamentos de cozinha, atrás e debaixo de pias e balcões, de móveis e em qualquer fresta disponível na casa. Origem das Baratas Segundo os estudiosos do assunto, a barata é originária da África e de lá se espalharam pela Europa a bordo dos navios fenícios. Na semelhança climática entre o Brasil e a África, encontraram aqui todas as condições para sua sobrevivência e proliferação. Daqui, nos navios que levavam nossas riquezas, viajaram pela Europa, adaptando-

25 se às novas regiões e climas. Com suas parentes daquelas regiões, retornaram mais tarde nos móveis e utensílios dos imigrantes e nas mercadorias importadas. As baratas entram em sua casa de diversas maneiras: através dos canos elétricos, das canalizações das águas pluviais, dos esgotos, pelas frestas das portas, janelas e paredes. Isso ocorre porque as baratas se movimentam muito. Numa noite, chegam a andar alguns quilômetros, enquanto que as espécies voadoras podem se mover com maior facilidade ainda. A espécie mais móvel é a Periplaneta Americana e os esgotos são sua via preferida. De lá elas se deslocam para todos os lugares onde haja alimento ou outro atrativo. Outra forma de infestação muito comum é através das caixas de papelão ou de madeira usadas no transporte de alimentos, onde as baratas se escondem ou colam seus ovos. Um único ovo pode dar origem a quarenta e oito baratinhas. Roupas e outras bugigangas, ainda que em menor escala, podem levar e trazer baratas de sua casa ou para sua casa. A Reprodução O padrão de desenvolvimento das baratas é conhecido como metabólico, ou seja, através de metamorfoses. Nascem de ovos acomodados dentro de uma bolsa chamada ooteca e cada espécie vai produzir um número diferente de descendentes. Nessa etapa, calor e umidade são importantes

26 para a eclosão dos ovos e a presença de água e alimento serão fundamentais no seu desenvolvimento. Após a eclosão, surgem pequenas ninfas que chegam a passar por seis ou sete estágios de mutação até atingirem a fase adulta. A cada passagem de uma fase para outra, elas perdem o esqueleto externo ou casca e, durante um período de aproximadamente vinte e quatro horas, permanecem com uma aparência esbranquiçada até que o novo esqueleto enrijeça. Após completar as diversas fases e chegar à fase adulta, as baratas estão prontas para iniciar um novo clico reprodutivo. As Baratas são altamente prolíficas. A Blattella Germanica é a mais prolífica de todas. Uma única cápsula pode conter 48 ninfas, que amadurecem em um mês no máximo. Uma fêmea pode produzir em torno de descendentes em um ano. Outro detalhe importante é que as baratas podem reproduzir-se partogeneticamente. Ovos postos por fêmeas que não tiveram contato com o macho da espécie produzem novas gerações unicamente de fêmeas. Confundida normalmente com filhotes por ser menor que as outras espécies, a Blatella Germanica é a inimiga número um das residências por ter grande resistência a alguns inseticidas e serem difíceis de combater. Habita as

27 áreas de guarda ou manipulação de alimentos como cozinhas, guarda-comidas e despensas. Os Perigos Um dos males iniciais das baratas é que elas podem morder. Em locais de grande infestação e escassez de alimento, elas saem durante a noite à procura de comida, podendo roer cílios, unhas, ferimentos expostos e lábios de crianças e adultos indefesos. Ao fazer isso e em seus passeios noturnos, espalham doenças na forma de bactérias. A rede de esgotos é abrigo ideal para as baratas. Ali elas encontram alimento, abrigo, água e calor. Além disso, rede de esgotos é a grande via de comunicação desses insetos com o mundo exterior através de uma série de saídas, invadindo novas áreas em busca de novos alimentos e novas condições de sobrevivência. Movendo-se de um lugar para outro, percorrem locais propícios à multiplicação de bactérias, espalhando-as indiscriminadamente. Em pesquisas realizadas, foram encontrados coliformes na maioria das baratas examinadas. A espécie Blatella Germanica é normalmente portadora de Escherichia coli, o que indica que tiveram contato com material fecal humano ou passearam por sobre materiais contaminados com fezes humanas. Baixos níveis de salmonella foram encontrados nas espécies Blatta Orientalis

28 e Periplaneta Americana. Na Blattella Germanica foram encontrados médios a altos níveis de staphylococcus. Outra ameaça representada pela barata é o medo e a repulsa que provoca nas pessoas, desencadeando reações histéricas, mexendo com o subconsciente e com a imaginação de cada um. Esse medo pode assumir uma dimensão de neurose semelhante a uma fobia. Segundo estudiosos do assunto, a barata simboliza tudo que o indivíduo abomina. Como a linguagem mental utiliza símbolos, a barata representa tudo o que é nojento, repulsivo e odioso na mente humana, muito embora essa nada tenha a ver com a sua periculosidade. Uma descoberta nos Estados Unidos provou que mais um provável fator desencadeante de crises alérgicas, inclusive da asma alérgica, é a barata, capaz de irromper no organismo dos mais sensíveis essas crises. São por demais conhecidas as reações alérgicas provocadas por picadas de insetos como vespas, pulgas, abelhas e mosquitos. As reações variam de um pequeno inchaço na pele até a morte, dependendo da gravidade e intensidade do ataque, mas em fevereiro de 1964, os especialistas americanos Dr. Harry S. Bernton e Dr. Halla Brown apresentaram uma tese para a Academia Americana de Alergia mostrando pela primeira vez o potencial alergênico das Baratas. Estudos posteriores, feitos por

29 outros estudiosos igualmente comprovaram essas descobertas. Como Eliminar Dentro do conceito apresentado no capítulo inicial de controle integrado de pragas, diversas práticas devem ser levadas a cabo para se conseguir resultados positivos nessa guerra: 1ª - Higienização. O sucesso desse controle depende, inicialmente, de manter uma perfeita e total higienização das residências, interna e externamente, com a constante remoção de restos de alimento, lixo e materiais que possam servir de abrigo às baratas, principalmente caixas de papelão. 2ª - Cuidados Antipragas Cuidados simples como a colocação de telas em portas e janelas e os cuidados com azulejos, ralos e frestas impedem em muito a entrada dessas pragas. 3ª - Armadilhas Biológicas No caso das baratas, armadilhas adesivas têm-se mostrado eficientes, especialmente aquelas dotadas de dispositivo de atração que aumenta a sua eficiência. Esse tipo de armadilha pode ser encontrado em lojas especializadas, acompanhada das instruções de uso.

30 Utilizam atualmente os feromônios específicos da barata, atraindo esses insetos que são mortos por produtos químicos apropriados. Outra alternativa combina o uso feromônio com armadilhas adesivas que atraem e aprisionam os insetos. 4ª - A Flambagem A flambagem rápida no interior de móveis também é recomendada pelos bons resultados. Para fazê-la, use uma mecha de algodão embebida em álcool e presa a um pedaço de arame. Passe sob e no interior dos móveis, tomando todo o cuidado para não tocar a madeira nem aproximar a chama de materiais de fácil combustão. 5ª - Bórax Usar bórax em pó, misturado a algum tipo de alimento, também dá grande resultados. 6ª - Inseticidas e Produtos Químicos Se optar pelo uso de produtos químicos, deixe o trabalho todo a cargo de um profissional ou de uma empresa especializada, que saberá a melhor maneira de fazê-lo e como fazê-lo para não provocar danos maiores do que a própria infestação. 7ª - Iscas

31 Outra ferramenta de combate a essa praga, usada por profissionais, é uma isca à base de hidrametilnona, que pode ser usada com a presença de pessoas e animais no ambiente, pois não libera odores ou emanações tóxicas, sendo aplicada com um revólver aplicador calibrável.

32 CUPIM Existem cerca de espécies de cupins no planeta, 500 delas localizadas na região Neotropical. Essa praga vem causando o maior transtorno no meio urbano, provocando prejuízos de ordem econômica fora e dentro das casas. Com o desequilíbrio ecológico e a ausência de seus predadores naturais, sua reprodução tem sido muito grande, principalmente durante o verão. Sua fonte alimentar básica são os materiais celulósicos e lignocelulósicos sob diferentes formas, representados pela madeira viva ou morta, raízes, sementes e outros. As espécies mais comuns são o Coptotermes havilandi, ou cupim subterrâneo, e o Criptotermes brevis, o cupim de madeira seca. Apesar de terem como alimento a madeira e seus derivados, são sociedades diferentes em termos de aperfeiçoamento. Os cupins de madeira seca vivem e alimentam-se única e exclusivamente em madeira com pouca umidade. Sua presença pode ser notada pelo pó granulado, constituído de fezes e restos de madeira roída, que os operários jogam para fora do cupinzeiro. Internamente, o cupinzeiro de madeira seca é limpo,

33 podendo-se observar as escavações feitas pelos operários. Reúnem-se em pequenas sociedades escondidas atrás de uma película de madeira que mantém o micro clima e evita a entrada da luz dentro. Os cupins subterrâneos constituem-se em grupos sociais extremamente organizados e são muito determinados. Constroem o cupinzeiro no solo, próximo de fontes de celulose como árvores, arbustos, árvores mortas, troncos e outras. Precisam de umidade e formam uma verdadeira cidade cuja população pode chegar a insetos. Altamente organizados em termos de sociedade, dividem as tarefas da colônia entre as diversas castas. Os operários executam a maioria das tarefas e são os mais prejudiciais e que mais danos causam. Os soldados defendem a colônia contra os predadores, não comem madeira e são alimentados pelos operários. Tanto os soldados quanto os operários são cegos. Na primavera, os insetos adultos alados, os reprodutores, saem do cupinzeiro num voo nupcial. É a única oportunidade de serem vistos fora de seu habitat. Cada casal de cupins procura um novo local, onde iniciará um novo cupinzeiro. A fêmea escolhe o lugar e o macho a acompanha. Ali passarão a ser o rei e rainha, reproduzindo por um período aproximado de quinze anos.

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