Contrato de Mediação Imobiliária

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1 Contrato de Mediação Imobiliária (Nos termos da Lei n.º 15/2013, de 08.02) Entre: ESTAMO PARTICIPAÇÕES IMOBILIÁRIAS, S.A., com sede na Av. Defensores de Chaves, n.º 6 4.º, em Lisboa, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa com o número único de matrícula e de pessoa colectiva , com o capital social de ,00, neste ato representada pelos seus administradores com poderes para a mesma, adiante designada por Proprietária ou Primeira Contratante ; e [, Sociedade de Mediação Imobiliária, Lda.], com sede em [ ], com capital social de,, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de [ ] com o número único de matrícula e de pessoa colectiva [.. ], titular da Licença AMI nº [ ], emitida pelo Instituto da Construção e do Imobiliário (InCI), neste ato representada pelos seus administradores com poderes para o ato, adiante designada por Segunda Contratante ; é celebrado o presente Contrato de Mediação que se rege pelas seguintes cláusulas: Cláusula 1ª (Identificação do Imóvel) A Primeira Contratante é dona e legítima proprietária do imóvel sito em [ ], descrito na Conservatória do Registo Predial de [ ] sob o número [ ], da referida freguesia, e inscrito na respectiva matriz sob o artigo [ ] da mesma freguesia, para o qual foi emitida a Licença de Utilização nº [ ], em [ / / ], pela Câmara Municipal de [ ] (ou, o qual corresponde a uma construção legal anterior a 07/08/1951, pelo que, está isento de licenciamento), adiante abreviadamente designado por Imóvel.

2 Cláusula 2.ª (Ónus ou Encargos) O imóvel objecto do presente contrato encontra-se, nesta data, livre de quaisquer ónus e/ ou encargos. [Caso existam ónus/ encargos, devem estes ficar especificados no contrato, nos termos do art.º 16.º, n.º 2, alínea a), da Lei15/2013, de 08.02]. Cláusula 3.ª (Objecto) Pelo presente, a Segunda Contratante apresenta à Primeira Contratante uma cliente para a aquisição do imóvel melhor identificado na cláusula 1ª supra em troca de remuneração, caso a sua cliente venha a ser a efectiva adquirente do Imóvel. Cláusula 4.ª (Regime de Contratação) 1. A Primeira Contratante contrata a Segunda Contratante em regime de não exclusividade, ou seja, a Primeira Contratante pode contratar outros mediadores ou promover a alienação do imóvel diretamente junto de qualquer entidade, com exceção da cliente da Segunda Contratante, não sendo responsável por qualquer eventual ação dos outros mediadores contratados junto da cliente da Segunda Contratante. 2. A Segunda Contratante, no âmbito deste contrato, não poderá subcontratar. Cláusula 5.ª (Remuneração) 1. A remuneração, que será devida à Segunda Contratante pela venda do imóvel à sua cliente, será o equivalente a [ %] do valor da venda, acrescido de IVA à taxa legal em vigor.

3 2. A Segunda Contratante não tem direito a qualquer remuneração, caso seja celebrado um Contrato Promessa de Compra e Venda com outra entidade que não seja a cliente referido na cláusula 3.ª. O direito à remuneração da Segunda Contratante nasce apenas com a formalização do Contrato Promessa de Compra e Venda entre a sua cliente e a Primeira Contratante para o imóvel referido na cláusula 1.ª. 3. O pagamento da comissão da Segunda Contratante é efetuado na proporção do recebimento efetivo pela Primeira Contratante do sinal, de eventuais reforços de sinal e do remanescente do preço e até ao máximo de 10 dias úteis após o recebimento efetivo de tais importâncias pela Primeira Contratante. 4. A remuneração da Segunda Contratante nunca abrangerá juros ou outras compensações moratórias ou indemnizatórias devidas pela compradora à Primeira Contratante. Cláusula 6.ª (Garantias da Actividade de Mediação) Para garantia da responsabilidade emergente da sua actividade profissional, a Segunda Contratante apresentou um contrato de seguro obrigatório de responsabilidade civil no valor de [ ], com a apólice nº [ ], da Companhia de Seguros [ ]. Cláusula 7.ª (Caducidade) O presente contrato caduca com a assinatura do Contrato Promessa de Compra e Venda com outra entidade que não seja a cliente da Segunda Contratante ou no prazo máximo de 9 meses desde a assinatura do presente contrato. Cláusula 8.ª (Deveres da Segunda Contratante) Na prossecução do objecto do presente contrato, a Segunda Contratante obriga-se para com a Primeira Contratante a:

4 1. Apresentar-se desde logo devidamente mandatado pela sua cliente; 2. Cumprir as disposições previstas no Regulamento e Condições de Venda da Primeira Contratante. Cláusula 9.ª (Deveres da Primeira Contratante) A Primeira Contratante com vista a possibilidade as melhores condições de comercialização, obriga-se para com a Segunda Contratante a: 1. Facultar todos os elementos matriciais e prediais referentes ao Imóvel; 2. Facultar as certidões, alvará e quaisquer outros elementos do Imóvel, necessários à preparação da documentação de venda. Não respondendo a Primeira Contratante por qualquer desconformidade entre a realidade física e a documental do Imóvel. 3. Comunicar à Segunda Contratante a celebração do Contrato Promessa de Compra e Venda com outra entidade que não seja a cliente da Segunda Contratante, nos 5 dias úteis seguintes à outorga do mesmo. Cláusula 10.ª (Confidencialidade) 1. As partes deverão considerar obrigatoriamente como confidencial toda a informação a que tenham acesso ou de que por qualquer motivo tome conhecimento, no âmbito do presente contrato. 2. Para efeitos da relação entre as partes signatárias do presente contrato, considera-se informação confidencial toda e qualquer informação técnica ou não técnica, comercial ou não, escrita ou em qualquer suporte, incluindo a forma verbal de que as partes tenham tido conhecimento no exercício das suas funções. 3. As partes abster-se-ão de utilizar, em circunstância alguma, a informação a que tiverem acesso, para quaisquer outros fins que não os inerentes aos direitos e obrigações inerentes ao presente contrato.

5 4. Com excepção do estritamente necessário para a execução do presente contrato, as partes abster-se-ão de copiar, reproduzir ou de por qualquer meio ceder ou transferir a informação a que tiverem acesso. 5. Cessa o dever de confidencialidade sempre que se verifique uma das seguintes situações: a) A informação em causa entre no domínio público por força de uma acção à qual a parte vinculada ao dever de confidencialidade não deu causa; b) A divulgação da informação seja expressamente autorizada por quem obriga e vincula a outra parte; c) A informação em causa seja divulgada no âmbito do procedimento e natureza legal ou judicial, sem prejuízo de eventual segredo de justiça. 6. A exclusão referida no número anterior não abrange a informação mais detalhada e pormenorizada que desenvolva uma outra mais abrangente e geral, em relação à qual tal excepção se verifique. 7. A violação do dever de confidencialidade previsto no presente contrato poderá constituir causa de rescisão do mesmo, para além de eventual indemnização. 8. A cessação do presente contrato não faz cessar a obrigação de confidencialidade dele emergente, que se manterá em vigor, no que a este dever especificamente respeita. Cláusula 11.ª (Branqueamento de Capitais) 1. A Segunda Contratante declara e garante que cumprirá com as disposições legais aplicáveis em Portugal de natureza preventiva e repressiva contra o branqueamento de capitais, no que concerne a todos os actos e operações abrangidas pelo presente contrato, com especial atenção aos deveres de identificação dos contraentes e conhecimento do objecto da transacção realizada por esta. 2. Mediante solicitação da Primeira Contratante, a Segunda Contratante obriga-se a cooperar na disponibilização de informação relevante sobre a identidade dos contraentes e objecto da transacção por estes a realizar, em momento anterior ao do vínculo contratual.

6 Cláusula 12.ª (Notificações) Todas as comunicações e notificações contratuais deverão ser feitas, por fax ou carta registada com aviso de recepção, para as seguintes moradas: Primeira Contratante Morada: Av. Defensores de Chaves, n.º 6 4.º Lisboa Fax: Segunda Contratante Morada: [ ] Fax: [ ] Cláusula 13.ª (Alterações) 1. Nada foi convencionado entre as Partes directa ou indirectamente relacionado com a matéria do presente contrato para além do que fica escrito nas suas cláusulas. 2. Quaisquer alterações ou aditamentos ao presente Contrato deverão ser celebrados por escrito e assinados por ambas as Partes. Cláusula 14.ª (Foro Competente) Para dirimirem quaisquer litígios emergentes da execução do presente contrato, as partes acordam entre si, estabelecer como competente o foro da Comarca de Lisboa, com expressa renúncia a qualquer outro.

7 O presente contrato é feito em duplicado, ficando um exemplar em poder de cada Contratante. Lisboa, [ ] de [ ] de 2014 Primeira Contratante, Segunda Contratante,

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