E-books PCNA. Vol. 1 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 CINÉTICA QUÍMICA

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2 2 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 APRESENTAÇÃO... 4 CAPÍTULO INTRODUÇÃO VELOCIDADE MÉDIA DA REAÇÃO A VELOCIDADE E A ESTEQUIOMETRIA DAS REAÇÕES TEORIA DAS COLISÕES ENERGIA DE ATIVAÇÃO (EA) FATORES QUE ALTERAM A VELOCIDADE DA REAÇÃO CONCENTRAÇÃO TEMPERATURA SUPERFÍCIE DE CONTATO PRESSÃO PRESENÇA DE LUZ INIBIDORES CATALISADORES REAÇÃO EXOTÉRMICA REAÇÃO ENDOTÉRMICA Página 2

3 3 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 7. LEI CINÉTICA DA VELOCIDADE DAS REAÇÕES OS MECANISMOS DA REAÇÃO ORDEM DAS REAÇÕES REAÇÃO DE ORDEM ZERO REAÇÃO DE PRIMEIRA ORDEM REAÇÃO DE SEGUNDA ORDEM EXERCÍCIOS PROPOSTOS GABARITO Página 3

4 4 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 APRESENTAÇÃO Ao chegar à UFPA, você tem a possibilidade de cursar gratuitamente cursos de nivelamento em Ciências Básicas (Física, Química e Matemática). Assistindo às aulas no próprio ambiente em que cursará sua graduação, isso auxiliará você a adquirir o conhecimento necessário para enfrentar melhor o programa curricular do seu curso. Então seja bem-vindo ao Curso de Nivelamento em Química Elementar do PCNA. Este é o sétimo de uma série de dez E-books que vão lhe acompanhar durante o curso, o professor utilizará este material como apoio às suas aulas e é fundamental que você o leia e acompanhe as atividades propostas. A série E-books PCNA-Química foi desenvolvida com o propósito de apresentar o conteúdo do curso de Química Elementar. Neste fascículo você irá encontrar o conteúdo de Cinética Química. É bom lembrar que não se pode aprender Química sem alguns pré-requisitos, que muitas vezes não valorizamos por acharmos simples e descomplicados, todavia, atenção e compreensão se fazem necessária. Página 4

5 5 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Capítulo 7 1. Introdução O conhecimento e o estudo da velocidade das reações, além de ser muito importante em termos industriais, também estão relacionados ao nosso dia-a-dia, verificamos que há algumas mais lentas e outras mais rápidas. Veja: Figura 7.1- Exemplos de reação química. Formação da ferrugem Fe (s) + O 2(g) Fe 2O 3(s) Combustão C (n)h (n) + O 2 CO 2 + H 2O Fonte - geocities.ws e Softonic 1.1. Velocidade Média da reação Em Física, o estudo da velocidade diz respeito ao deslocamento de um corpo na unidade de tempo. Se um automóvel percorre 160 km em duas horas, dizemos que sua velocidade média é 80 km/h. Página 5

6 6 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Figura 7.2 Velocidade média na física Fonte Física não é só pra loucos Porém na química o interesse é medir a quantidade de reagente que desaparece ou a quantidade de produto que se forma, por unidade de tempo. Não existe uma obrigatoriedade com relação às unidades, no entanto a melhor maneira de medir a quantidade de uma substância é usando a unidade mol ( 6,02 x átomos, moléculas ou íons). Diremos que, no estudo da cinética química, é interessante o emprego da quantidade de mols da substância por litro de mistura de reagente, a qual é denominada molaridade (mol/l). A velocidade média de uma reação química é o quociente da variação da molaridade de um dos reagentes (ou produtos) da reação pelo intervalo de tempo em que essa variação ocorre. Assim: Velocidade média = (variação na quantidade) (intervalo de tempo) (7.1) Página 6

7 7 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Obs.: a variação da quantidade deverá ser sempre um valor positivo. Então, ela deverá ser em módulo. EXERCÍCIO RESOLVIDO 1: Para a reação: N 2 + 3H 2 2NH 3 À proporção que a reação caminha, os reagentes N2 e H2 são consumidos e o produto NH3 vai sendo produzido. Se a reação for completa e em quantidades estequiométricas, a representação gráfica do andamento dessa reação será a seguinte: Figura Representação das quantidades de produtos e reagentes em uma reação Fonte - Ebah Neste caso, a equação da velocidade média é: Página 7

8 8 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 V m = [NH 3] t (7.2) Nessa expressão, [NH 3 ] é a diferença entre a molaridade final e a molaridade inicial do NH 3 no intervalo de tempo t. Supondo que a reação N 2 + 3H 2 2NH 3 forneça os seguintes resultados experimentais: Figura 7.4 Variação da concentração da NH3 com o tempo. Tempo de Variação da reação molaridade do (min) NH 3 (mol/l) , , , ,0 Fonte - Autores Página 8

9 9 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Utilizando os dados da tabela, obtemos de acordo com a definição, as seguintes velocidades médias: No intervalo de 0 a 5 min: V m = = 4,0 mol L. min No intervalo de 5 a 10 min: V m = 32, No intervalo de 15 a 20 min: = 2,5 mol L. min V m = = 0,6 mol L. min Obs.: Como ficou claro acima a velocidade média está intimamente ligada com intervalo de tempo adotado para a análise A velocidade e a estequiometria das reações Página 9

10 10 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Assumindo os dados do Exemplo 1 percebemos que para as duas primeiras linhas da tabela conclui-se que nos primeiros 5 min, essa reação produziu 20 mol/l de NH 3 quantidade esta que, pelos cálculos já apresentados, corresponde a uma velocidade média de 4,0 mol/l min de NH 3. Acontece que o NH 3 é produzido a partir de N2 e H2, logo pela estequiometria: 1N 2 + 3H 2 2NH 3 10 mol/l 30 mol/l 20 mol/l Concluímos, portanto, que são necessários 10 mol/l de N 2 e 30 mol/l de H 2 para produzir os citados 20 mol/l de NH 3. Sendo assim, naqueles 5 min iniciais da reação, teríamos as seguintes velocidades médias: Em relação ao N2: V m = 10 5 = 2,0 mol/l. min Em relação ao H2: V m =? Página 10

11 11 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Para evitar essa confusão, convencionou-se dividir cada um desses valores pelo coeficiente estequiométrico da substância na equação química considerada, ou seja: Em relação ao N2: V m = = 2,0 mol/l. min Em relação ao H2: V m = = 2,0 mol/l. min Em relação ao NH3: V m = = 2,0 mol/l. min Com isso, a equação geral, utilizando por convenção os sinais (-) para o coeficiente dos reagentes, uma vez que suas concentrações diminuem com o tempo, e (+) para o Página 11

12 12 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 coeficiente dos produtos, pois a concentração do produto aumenta ao longo da reação, é: V m = 1 1. [N 2] t = 1 3. [H 2] t = [NH 3] t (7.3) 2. Teoria das Colisões Em todas as reações, os átomos que formam os reagentes se rearranjam originando os produtos. No entanto, nem todos os choques entre as partículas que compõem os reagentes dão origem a produtos (choques não-eficazes). Os choques que resultam em quebra e formação de novas ligações são denominados eficazes ou efetivos. No momento em que ocorre o choque em uma posição favorável, forma-se uma estrutura intermediária entre os reagentes e os produtos denominada de complexo ativado. Complexo ativado: é o estado intermediário (estado de transição) formado entre reagentes e produtos, em cuja estrutura existem ligações enfraquecidas (presentes nos reagentes) e formação de novas ligações (presentes nos produtos) conforme ilustrado abaixo: Figura 7.5 Complexo ativado Fonte Mundo educação Página 12

13 13 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Para que ocorra a formação do complexo ativado, as moléculas dos reagentes devem apresentar energia suficiente além da colisão em geometria favorável. Essa energia denominamos energia de ativação (Ea). 3. Energia de ativação (Ea) É a menor quantidade de energia necessária que deve ser fornecida aos reagentes para a formação do complexo ativado e, consequentemente, para a ocorrência da reação. 4. Fatores que alteram a velocidade da reação 4.1. Concentração Concentração está relacionada à quantidade de soluto e de solvente de uma substância. Aumentando a concentração de reagentes, aumenta o número de moléculas dos reagentes, aumentando o número de colisões e aumentando também a velocidade da reação. Está associada à Lei Cinética (Lei de Guldber-Waage). Quando se aumenta a concentração de oxigênio numa queima, a combustão acontece mais rápido. Aumento da concentração dos reagentes. Aumento do n de moleculas dos reagentes por unidade de volume. Aumento das colisões eficazes 4.2. Temperatura A temperatura está ligada à agitação das moléculas. Quanto mais calor, mais agitadas ficam as moléculas. Aumentando a temperatura, aumenta a energia cinética das Página 13

14 14 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 moléculas (movimento). Se as moléculas se movimentam mais, elas se chocam mais e com mais energia, diminuindo a energia de ativação e, em consequência, aumenta o número de colisões efetivas e, portanto, a velocidade da reação também aumenta. Maior temperatur a Maior velocidade da reação química 4.3. Superfície de Contato A área de contato entre os reagentes também interfere na velocidade das reações químicas. Quanto maior a superfície de contato, maior o número de moléculas reagindo, maior o número de colisões eficazes e, portanto, aumenta a velocidade da reação. Uma substância em pó reage mais rápido do que uma substância inteira porque possui maior superfície de contato. Página 14

15 15 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Figura 7.6 Influência da superfície de contato Fonte Brasil escola UOL Aument o da superfic ie de contato Aumenta a frequênci a das colisões Maior quantida de de colisões efetivas Mais rápida a reação 4.4. Pressão Pressão é a razão entre força e área, ou seja, fazer força sobre uma determinada área. Com o aumento da pressão em um recipiente, diminui o volume e desta forma aumenta a concentração dos reagentes. As moléculas se chocam mais, aumentando o número de colisões e, portanto, aumenta a velocidade da reação. Página 15

16 16 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Aumento da pressão Diminui o volume Reação mais rápida Figura 7.7 Variação de pressão 4.5. Presença de Luz Fonte Brasil Escola UOL Algumas reações químicas ocorrem com maior velocidade quando estão na presença de luz. A luz influencia na velocidade das reações porque é uma energia em forma de onda eletromagnética que ajuda a quebrar a barreira da energia de ativação. A reação química que ocorre na presença de luz é representada pela letra grega λ (Lambda) Inibidores São substâncias que, ao contrário dos catalisadores, aumentam a energia de ativação e, como consequência, Página 16

17 17 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 diminuem a velocidade da reação química. Pode ser chamado também de veneno de catalisador ou anticatalisador. Antigamente era chamado de catalisador negativo. Presença de inibidor Aumenta a energia de ativação Diminui a velocidade da reação química 4.7. Catalisadores Os catalisadores são substâncias que aumentam a velocidade de uma reação sem serem consumidos durante o processo. Quando a substância diminui a velocidade de uma reação é denominada de inibidor. Presença de catalizador Diminui a energia de ativação Aumenta a velocidade da reação química 5. Reação exotérmica É toda a reação química em que a energia dos produtos é menor do que a energia dos reagentes, ou seja, há diminuição de energia no sistema em que ocorre a reação (variação de entalpia menor que zero, ΔH<0). Página 17

18 18 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Figura 7.8 Reação exotérmica. Onde: E1 = energia dos reagentes (r) E2 = energia do complexo ativado E3 = energia dos produtos (p) b = energia de ativação da reação direta c = variação de entalpia ( H= Hp Hr) 6. Reação endotérmica É toda a reação química em que a energia dos produtos é maior do que a energia dos reagentes, ou seja, há aumento de energia no sistema em que ocorre a reação (variação de entalpia menor que zero, ΔH>0). Página 18

19 19 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Figura 7.9 Reação endotérmica. Onde: E1 = energia dos reagentes (r) E2 = energia do complexo ativado E3 = energia dos produtos (p) b = energia de ativação da reação direta c = variação de entalpia ( H= Hp Hr) 7. Lei Cinética da velocidade das reações Considere a reação: Página 19

20 20 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 aa + bb produtos A velocidade da reação será dada pela fórmula: v = k. [A] x. [B] y (7.4) Sendo: v = velocidade de reação k = constante de velocidade [A] = concentração molar de A [B] = concentração molar de B x e y = valores determinados experimentalmente Esta fórmula traduz, então, a conhecida Lei de Guldberg e Waage: A velocidade de reação é proporcional ao produto das concentrações molares dos reagentes, estando cada concentração elevada a um expoente igual a um valor determinado experimentalmente. Página 20

21 21 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Obs.: Esta lei se aplica à velocidade instantânea e não a uma velocidade média. Para cada reação, k depende somente da temperatura. A lei de Guldberg e Waage também foi denominada de Lei da Ação das Massas. A etapa mais lenta é a que comandará a velocidade total. 8. Os mecanismos da reação As reações químicas não ocorrem em apenas uma etapa, porém em duas ou mais. Cada etapa é denominada reação elementar e ocorre pelo choque direto das moléculas participantes. Por exemplo, uma reação que ocorre por um simples mecanismo de duas etapas, é a reação do monocloreto de iodo com o hidrogênio: 1ª Etapa: 2 ICl (g) + H 2(g) 2 HCl (g) + I 2 (g) ICl + H 2 HI + HCl Página 21

22 22 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 2ª Etapa: ICl + HI I 2 + HCl O início da segunda etapa no momento em que se formam uma molécula de cada produto proveniente da primeira etapa. Mecanismo de uma reação: é o conjunto das reações elementares pelas quais passa a reação global. 9. Ordem das reações Ordem de uma reação é a soma dos expoentes das concentrações que aparecem na Lei de Guldberg e Waage (lei da velocidade). A ordem em relação a uma espécie é o expoente da concentração dessa espécie na equação. Os expoentes são determinados experimentalmente, entretanto para reações elementares esses expoentes coincidem com os menores coeficientes estequiométricos inteiros de suas equações químicas. EXEMPLO RESOLVIDO 2: Para a reação: Página 22

23 23 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 NO 2(g) + CO (g) NO (g) + CO 2(g) Sua lei de velocidade: v = k. [NO 2 ] 2 Dizemos que: A ordem em relação ao NO2 é dois; A ordem em relação ao CO é zero A ordem global da reação é = 2 Obs.: o valor de k e da ordem de reação são obtidos experimentalmente. Para fins didáticos, em alguns casos, diz-se que a lei da velocidade pode ser obtida a partir da equação elementar e, diante desta situação, os expoentes usados na equação correspondem aos coeficientes estequiométricos. EXEMPLO RESOLVIDO 3: Determine a ordem da reação e a constante de velocidade K abaixo: Dados: A Produtos Página 23

24 24 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Experiência nº [A] (mol/l) Velocidade (mol/l.s) 1 0,6 6, ,4 4, ,2 2, ,1 1, V = k. [A] a a) Ordem da reação V 1 = k. [A] a 1 (1) V 2 = k. [A] a 2 (2) Dividindo a equação (1) pela (2), uma vez que a k permanece constante, pois se trata de uma mesma reação, temos: V 1 V 2 = [A]a 1 [A] a 2 Página 24

25 25 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 6, ,6a 4, = 0,4 a 1,5 = 1,5a a = 1 Obs.: Verifique que usando outros pares de experimentos a sua ordem não se altera (a=1) b) Constante de velocidade V 1 = k. [A] a 1 6, = k. 0,6 1 k = 10, s 9.1. Reação de Ordem Zero A reação é de zero ordem quando a velocidade da reação química é independente da concentração do reagente. ordem: Lei da velocidade integrada para a reação de zero [M] = [M] 0 kt (7.5) Página 25

26 26 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 A forma integrada da lei de velocidade mostra que a reação de zero ordem dá uma linha reta em uma figura se os valores medidos das concentrações do reagente [M] forem colocados na figura em função do tempo. A inclinação da reta será a constante da velocidade de zero ordem aparente. Esta constante de velocidade de zero ordem deve ter a mesma unidade que a velocidade da reação, a qual é em mol. m -3 s -1. Figura 7.10 Reação de ordem zero. Fonte - SciElo A lei de velocidade de zero ordem para uma reação química significa que a velocidade da reação é independente da concentração de qualquer reagente. A lei de velocidade de zero ordem pode ser observada apenas se as concentrações atuais dos reagentes não puderem variar à medida que a reação se desenvolve, o que é incomum, e estas reações não são encontradas facilmente Reação de Primeira Ordem Página 26

27 27 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Reações de primeira ordem são aquelas nas quais a velocidade da reação química é proporcional à concentração de um reagente. A lei da velocidade de primeira ordem é uma das formas mais comuns da lei da velocidade, sendo ela descrita a seguir: ln[m] ln[m] 0 = k. t ln ( [M] [M] 0 ) = k. t (7.6) Uma reação de primeira ordem apresenta uma linha reta se valores medidos tanto de ln[m] ou ln([m]/[m]0) forem colocados em uma figura em função do tempo como mostrado na figura abaixo. A figura fornece uma linha reta porque [M]0 é uma constante. A inclinação da reta será a constante da velocidade de primeira ordem aparente k, a qual tem a unidade em s- 1 (ou mol 0 s- 1 ). Figura 7.11 Reação de primeira ordem Fonte - ScieElo Página 27

28 28 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Observa-se pela figura que a concentração do reagente, M, diminui à medida que a reação se desenvolve. Quando se trabalha com reações de primeira ordem é mais conveniente o uso de meia vida ao invés de constante de velocidade. A meia vida de uma substância reagente é simplesmente o tempo necessário para que metade da quantidade original presente reaja. Ao final de uma meia vida, 50% dos átomos ou moléculas originais permanecem. A meia vida está diretamente relacionada com a constante da velocidade para uma reação de primeira ordem. Através da equação geral: ln ( [M] [M] 0 ) = kt (7.7) ln(0,5) = kt1 2 k = ln(0,5) t 1 2 = 0,693 t 1 2 t1 = 0,693 (7.8) 2 k Página 28

29 29 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Para qualquer outro tipo de reação que não seja a de primeira ordem, a meia vida não é constante, porém se altera dependendo da extensão na qual a reação tenha ocorrido. Devido a isto, meia vida geralmente é usada para descrever apenas reações de primeira ordem Reação de Segunda Ordem Reações de segunda ordem são aquelas nas quais a velocidade da reação química é proporcional ao produto das concentrações de dois reagentes. Para uma reação envolvendo apenas um tipo de reagente, a lei da velocidade integrada para uma reação de segunda ordem será: 1 [M] = kt + 1 (7.9) [M] 0 Uma reação de segunda ordem envolvendo dois reagentes idênticos, os quais, neste caso, significa o mesmo reagente duas vezes, irá dar uma linha reta se tanto 1/[M] ou [M]0/[M] for colocado em função do tempo, como mostrado na figura a seguir: Página 29

30 30 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Figura 7.12 Reação de segunda ordem. Fonte SciElo A inclinação da reta será a constante da velocidade de segunda ordem aparente k, o qual tem unidade em mol -1 m 3 s- 1 Página 30

31 31 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 Figura 7.13 Tabela com as fórmulas integrais e meia vida de cinética química Fonte - ElmoChem Página 31

32 32 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 EXERCÍCIOS PROPOSTOS Aqui estão questões relacionadas ao capítulo estudado. É importante o esforço para resolver todas as questões. Em caso de dúvidas os monitores do programa estão prontos para lhe ajudar. Bons estudos! 1) Aplique a equação de Gulberg-Waage (lei da ação das massas) às reações apresentadas: a) 2N2(g) + 3O2(g) 2N2O3(g) b) 2NO2(g) N2O4(g) 2) Em determinada experiência, a reação de formação de água está ocorrendo com o consumo de 4 mols de oxigênio por minuto. Consequentemente, a velocidade de consumo de hidrogênio é de? 3) Assinale a alternativa que apresenta agentes que tendem a aumentar a velocidade de uma reação: a) calor, obscuridade, catalisador. b) calor, maior superfície de contato entre reagentes, ausência de catalisador. c) calor, maior superfície de contato entre reagentes, catalisador. d) frio, obscuridade, ausência de catalisador. e) catalisador e congelamento dos reagentes. Página 32

33 33 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 4) A reação hipotética 2X + 2Y P + Q poderá ocorrer segundo o seguinte mecanismo: X+Y Z+W...V1 X+Z P...V2 W+Y Q...V3 (soma): 2X+2Y P+Q...V4 onde V são as velocidades das reações expressas em mol. l -1. s -1. Admitindo que V1 = V3> V2, a velocidade global, V4, deverá ser mais próxima de: a) V1 + V2. b) V2. c) V3. d) V3 V2. e) 2V1 + V2. Página 33

34 34 QUÍMICA ELEMENTAR CAPÍTULO 7 GABARITO 1. a) K[N2] 2.[O2] 3 b) K[NO2] mol/l 3. C 4. B Página 34

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