O Arroio e o Valão uma APP, Diferentes Situações

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1 O Arroio e o Valão uma APP, Diferentes Situações Júlio Celso Borello Vargas Arquiteto e Urbanista, Mestre em Planejamento Urbano e Regional pelo PROPUR/UFRGS, Professor Titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Ritter dos Reis, Coordenador do Convênio UniRitter e Prefeitura Municipal de Cachoeirinha Leonardo Marques Hortencio Arquiteto e Urbanista, Mestre em Planejamento Urbano e Regional pelo PROPUR/UFRGS, Professor Adjunto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Ritter dos Reis Tiago Holzmann da Silva Arquiteto e Urbanista, Mestre pela ETSAB/UPC, Professor Titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Ritter dos Reis Resumo O presente artigo tem como objetivo apresentar uma situação real de planejamento, trato legal e implementação de ações concretas sobre o entorno de um curso d água, o Arroio Passinho, localizado na área urbana do município de Cachoeirinha/RS. A problemática centra-se sobre as diferentes condições e interfaces com a ocupação urbana, demandando tratamentos diferenciados e levando a um zoneamento longitudinal de seu curso com distintas soluções de preservação, recuperação e canalização. As soluções adotadas são de três tipos e estão determinadas através do zoneamento e dos regimes urbanísticos adotados no Plano Diretor de Cachoeirinha. O tipo 1 - arroio canalizado - caracteriza-se pela manutenção da situação consolidada. O tipo 2 - trecho da APP ocupada por habitação irregular tem como proposição no Plano Diretor sua definição como Área Especial de Interesse Social, com população a ser removida e realocada em área regular, com infraestrutura adequada e a realização posterior de programa de recuperação ambiental da área da APP em questão. Já a solução do tipo 3 trecho do arroio ainda intacto - prevê a manutenção como área de preservação ambiental, com a consolidação do ambiente natural. Palavras-Chave: APP urbana, Arroio Passinho, Ocupações Irregulares, Plano Diretor Abstract The present article aims to present a real situation of planning, legal treatment and implementation of concrete actions on the surroundings of a watercourse, the Passinho creak, located in the urban area of the city of Cachoeirinha/RS. The problem centers on the different conditions and interfaces between the water and the urban occupation, demanding different treatments and leading to a longitudinal zoning of its course. The solutions are of three types and are determined through the adopted legal instruments of the Master Plan of Cachoeirinha. The type 1 - canalized stream - is characterized for the maintenance of the consolidated situation. Type 2 the occupied part of the APP by irregular housing - has as proposal in the Master Plan its definition as Special Area of Social Interest, with population to be removed and resettled in regular area, with adequate infrastructure and the posterior accomplishment of an environmental program of area recovery. The type 3 solution - the still undamaged creak - foresees the maintenance as a natural area, keeping the virgin environment preserved. Key-words: Urban Natural Preservation Areas, Passinho Creak, Irregular Settlements, Urban Master Plan

2 Introdução A problemática está posta: um mesmo curso d água, cujas diferentes condições e interfaces com a ocupação urbana demandam tratamentos diferenciados, e que levaram a um zoneamento longitudinal de seu curso com distintas soluções de preservação, recuperação e canalização. O trabalho foi desenvolvido a partir de pesquisa de campo, fontes primárias dados da FEPAM, METROPLAN, imagens de satélite e de um processo de participação comunitária, através de oficinas, audiências públicas e seminários. Assim foi encarada a questão da APP do arroio Passinho, no município de Cachoeirinha, cujas soluções adotadas foram discutidas pelos técnicos exaustivamente, antes de serem apresentadas a comunidade, e por fim incorporadas ao Plano Diretor. 1. Contextualização 1.1. Caracterização do território Cachoeirinha é um município bastante singular. É, ao mesmo tempo, pequeno e novo. Emancipou-se em meados do século passado, um pouco antes do boom das periferias metropolitanas no Brasil. Teve origem no caminho de Santo Antônio da Patrulha, o qual já originara a cidade de Gravataí. É uma situação um pouco diferente do grosso da periferia metropolitana de Porto Alegre, estruturada majoritariamente sobre os vetores norte (BR-116, em direção ao Vale do Sinos) e leste (Viamão e Alvorada, praticamente conurbadas com a Capital). FIGURA 1: município de Cachoeirinha na Região Metropolitana de Porto Alegre.

3 Tem um nível de integração com Porto Alegre muito alto, apesar de desfrutar de relativa autonomia espacial" devido à presença do Rio Gravataí e de sua área de várzea e à conexão através do final da Avenida Assis Brasil, região ainda pouco ocupada da capital. Ou seja, do ponto de vista físico, está bem separada de Porto Alegre - apesar dos parcos 15 km que as separam - assemelhando-se mais a uma "cidade do interior" à qual se chega após uma viagem do que uma cidade-satélite colada ao pólo. Mais do que a conurbação, o grau de integração guarda relação com as relações sociais e, especialmente, econômicas, identificadas pelos dados de pendularismo, quais sejam, a dependência das pessoas e empresas em relação ao pólo para o desempenho de suas atividades cotidianas. Sua área territorial é pequena (43,7 km2), sendo o segundo menor município do Estado, maior apenas que o vizinho Esteio. Faz fronteira com Canoas (a oeste), Gravataí (a leste), Esteio (a norte) e Porto Alegre e Alvorada (a sul) dos quais está separado pelo Rio Gravataí. Está imersa em uma densa malha rodoviária federal e estadual, localizando-se praticamente no centro da rede metropolitana. Do ponto de vista do processo de formação da cidade, a lógica é bastante clara: diversas propriedades rurais orientadas perpendicularmente à estrada foram paulatinamente loteadas e ocupadas por residências e estabelecimentos comerciais à medida que o fluxo aumentava. Assim, disparou-se o fenômeno de constituição de um novo núcleo urbano apartado do centro de Gravataí, o qual obviamente tornouse gradativamente autônomo e, finalmente, demandou sua emancipação. Esta situação de necessidade da estrada para a emergência da cidade evoluiu até sua ocupação e adensamento totais. Este é o impasse vivido hoje por Cachoeirinha: no início, a estrada virou rua por meio da uma permanente constituição urbana; hoje a rua voltou a ser estrada devido à demanda dos fluxos metropolitanos. É a triste dialética das cidades de beira-de-estrada, corriqueira em se tratando do padrão de urbanização brasileiro: a exploração urbana do eixo viário aumenta até o ponto de saturação e o que era dependência vira repulsa à estrada por estragar a cidade. Se o processo formativo da cidade tem sua âncora espacial na rodovia e seus fluxos, o pano de fundo sócio-econômico foi sem dúvida a conjuntura das décadas de 1960 e 1970, quando a forte atração exercida pelas metrópoles em função do potencial de concentração de oportunidades econômicas e sociais catalisou a explosão urbana do Brasil. Aliado a este macro fenômeno, a conjuntura local também contribuiu para o crescimento e consolidação de Cachoeirinha, pois o momento histórico das décadas de 1960/70 foi de afirmação da legislação e da prática urbanística de Porto Alegre. A regulamentação mais rígida de uso e apropriação de seu espaço - expressão do fato econômico de que a capital se tornara complexa, cara e sofisticada, sendo preciso, portanto, regulá-la com rigor contribuíram para o redirecionamento de grandes contingentes populacionais para espaços adjacentes, integrados e com boa acessibilidade, mas mais baratos e menos restritivos do ponto de vista do regramento urbano. Assim, estabeleceu-se uma conjunção de fatores que levou ao crescimento da periferia da capital gaúcha como um todo e de Cachoeirinha em particular, até atingir seu ápice no período de explosão do êxodo rural e do inchaço populacional da década de Atualmente conta com cerca de habitantes, estimativa do IBGE a partir dos habitantes recenseados em Possuía um Plano Diretor datado de 1986 e um sistema de gestão estruturado basicamente em torno de um Conselho Municipal, os quais davam claros sinais de esgotamento e não atendimento aos atuais requisitos urbanos e sociais do município.

4 1.2. O Processo de Elaboração do Plano Diretor Participativo de Cachoeirinha Para tratar desta complexa realidade, a municipalidade, com o apoio do Programa de Fortalecimento à Gestão Urbana do Ministério das Cidades e o financiamento da Caixa Federal, disparou o processo participativo em dezembro de Buscou o auxílio do Centro Universitário Ritter dos Reis, reconhecida instituição de ensino superior com tradição na área do planejamento urbano, credenciada junto ao Ministério como ente capacitador de equipes técnicas e comunitárias, e estruturou os trabalhos em 04 etapas (Etapa 1 Documento Metodológico, Etapa 2 Leituras da Cidade, Etapa 3 Pactuação e definição de Propostas e Etapa 4 Anteprojeto de Lei do Plano Diretor Participativo) Todo o processo foi desenvolvido da forma mais democrática e transparente possível, envolvendo a comunidade desde a criação de instrumentos de mobilização, divulgação e capacitação - os quais deram a partida no processo de participação popular e permitiram à comunidade apropriar-se da questão e manifestar-se de forma abalizada e efetiva - até as oficinas, reuniões, discussões, consultas, comunicações, seminários e audiências públicas, as quais promoveram a discussão aberta e oficial, angariaram sugestões e legitimaram os trabalhos. Foram utilizados diversos métodos de mobilização e capacitação comunitária no processo: Etapa 2 Leituras da Cidade Leitura Comunitária Oficinas regionais de capacitação e reconhecimento da cidade Etapa 3 Pactuação e Definição de Propostas Oficinas Temáticas Etapa 4 Anteprojeto de Lei Assembléia de eleição de delegados da Comissão de Acompanhamento do Plano Diretor Reuniões Técnicas com delegados Questionários e entrevistas estruturadas Seminário do Plano Diretor 1ª Audiência Pública 2ª Audiência Pública Conferência do Plano Diretor Como resultado, almejava-se dotar o município de Cachoeirinha de uma nova legislação urbanística básica, acompanhada de diretrizes para o sistema de monitoramento e gestão sócio-político do desenvolvimento urbano atualizadas. Este conjunto de documentos pretendia-se tecnicamente consistente e socialmente democrático, atualizado com os preceitos contemporâneos de regulação dos territórios municipais, considerando as questões ambientais, sociais, econômicas e culturais consoantes com o marco estabelecido pelo Estatuto da Cidade. O conteúdo conceitual, construído mediante um processo aberto de debate com participação do maior número possível dos diferentes agentes e interesses, fundamentou-se nos lineamentos mais recentes relativos ao desenvolvimento urbano, organizados sob a Lei Federal de A questão ambiental na leitura da cidade de Cachoeirinha Quando se trata de levantar e sistematizar informações relativas ao ambiente natural com o objetivo de subsidiar e balizar um novo Plano Diretor, percebe-se a falta de referências quanto a o quê deve ser contemplado e como tratar os dados. O paradigma ambiental de planejamento urbano é relativamente recente - especialmente no Brasil - e suas bases disciplinares ainda não se encontram suficientemente formalizadas no sentido de orientar com segurança as equipes técnicas e as instâncias de participação popular. Assim, tomando por base a visão

5 interdisciplinar da equipe técnica e as diferentes metodologias de planejamento contemporâneas, optou-se pela descrição do ambiente natural a partir de algumas de suas variáveis mais simples e de vinculação mais direta com o ambiente construído: o sub-solo, a geomorfologia genérica, as bacias e sub-bacias hidrográficas, os recursos hídricos (rios, arroios e cursos d água) e a cobertura do solo, e as áreas de banhado e/ou alagadiças. De forma complementar, foram estudados tópicos básicos relativos ao clima: regime de chuvas, ventos predominantes e temperaturas médias ao longo do ano. Estes temas têm importância pequena na determinação de diretrizes de ordenamento territorial, especialmente no caso geral do Brasil e específico de Cachoeirinha por não apresentarem especificidades marcantes tais como monções, secas periódicas, tufões ou ventos excessivos. O que se pode perceber a partir da descrição do ambiente natural de Cachoeirinha é uma situação de grande alteração das condições originais: ampla área urbanizada com poucos vestígios da vegetação nativa, cursos d água com margens ocupadas e leitos canalizados em muitos trechos e tendências de manutenção do processo de antropização total do território. O incêndio de uma indústria química em junho de 2006, com derramamento de líquidos tóxicos em chamas no Arroio Passinho e, a seguir, no Rio Gravataí, é emblemático de uma cultura de expoliação e descaso com a natureza. A incapacidade do poder público e a inconsciência da sociedade permitem a implantação de plantas industriais com potencial poluidor às margens de Arroios, bem como sua ocupação por tecido residencial denso e sem rede de esgoto, sem maior consideração ao menos para com a faixa legal de APP - Área de Preservação Permanente. Isto certamente não é exclusividade de Cachoeirinha, e sim o retrato da visão de desenvolvimento urbano que consolidou o padrão excludente, predatório e destrutivo da urbanização brasileira, especialmente na periferia das regiões metropolitanas. No entanto, o grau de transformação humana ainda não atingiu níveis irreversíveis, podendo ser qualificado, de forma quase paradoxal, como um pouco menor do que o da maioria das grandes metropolitanas do Brasil e, até mesmo, daquele das cidades integrantes do núcleo central da Região Metropolitana de Porto Alegre. A história bastante recente de ocupação do município é, em grande parte, a responsável por esta situação de manutenção de uma relativa qualidade ambiental em nível macro. Os processos sociais e econômicos de transformação do campo em cidade ainda não tiveram o tempo de evolução histórica necessário para sua consumação total nos 40 anos do município. É exatamente o caso do chamado Mato do Júlio, antiga área de produção primária que, apenas recentemente, durante a sucessão familiar da propriedade, começou a sofrer as pressões para seu parcelamento e ocupação Os recursos hídricos Cachoeirinha tem seu sistema hídrico dividido em 4 bacias (figura 2). A região norte contribui para a sub-bacia do Arroio Sapucaia, em um vale mais aberto, com planícies largas e diversas áreas alagadiças e de banhado. A região oeste contribui para a sub-bacia do Arroio Brigadeiro / Águas Mortas, com características semelhantes. Já no centro e no leste, as águas convergem para o vale do Arroio Passinho / Passo Grande, em uma sub-bacia mais côncava e bastante alterada pela ocupação humana. Estas duas últimas sub-bacias têm seu deságüe no Rio Gravataí, um rio de planície, cheio de meandros e de correr lento, com cotas ao redor de 4m e amplas várzeas das quais as inúmeras lavouras de arroz do entorno

6 se aproveitam para a construção de canais de irrigação irregulares. Isto tem ocasionado freqüentes problemas nos meses de verão, pois ali também existem diversos pontos de captação de água para consumo da cidade de Cachoeirinha e vizinhas. No Gravataí, em sua porção mais à montante, está localizado o chamado Banhado Grande, um grande ecossistema que vem sendo alvo da luta de ambientalistas pela instituição de uma Unidade de Conservação do tipo APA (Área de Proteção Ambiental). FIGURA 2: sub-bacias hidrográficas do município de Cachoeirinha. 2. O caso do Arroio Passinhos O foco central do presente trabalho é apresentar as diferentes soluções adotadas para tratamento da APP que localiza-se ao longo do Arroio Passinho, que corta a cidade de Cachoeirinha, O Arroio Passinho pode ser dividido em 4 trechos de acordo com a sua configuração física e ambiental. O Trecho 1 está canalizado e fechado em condutos de concreto, em área densamente urbanizada, entre a Vila Anair e Fátima, e com ocupação regularizada ou em processo de regularização fundiária. O Trecho 2 está a céu aberto e mantém o traçado original do seu leito, mas com ocupação irregular das margens por área favelizada, da Vila Navegantes e outras. O Trecho 3 está canalizado porém a céu aberto e com vias em ambos os lados do canal e em área urbanizada e com meda a alta densidade construtiva. O Trecho 4 éstá preservado e inserido na área do Mato do Júlio que apresenta alta qualidade ambiental com mata ciliar e sem urbanização do entorno.

7 FIGURA 3: Arroio Passinho e trechos com diferentes características. O Arroio Passinho apresenta diferentes níveis de preservação e situações: de dano concreto - trecho com a canalização do arroio e arruamento na área que seria da

8 APP (tipo 1) referentes aos trechos 1 e 3, ocupada irregularmente por habitação (tipo 2) mas passível de recuperação, através de um trabalho do poder público de remoção e reassentamento das famílias e de posterior recuperação ambiental da área localizado no trecho 2, e totalmente preservada (tipo 3), na área chamada de Mato do Júlio, localizado no trecho 4 do referido arroio. FIGURA 4: trechos e perfis característicos do Arroio Passinho. 3. As propostas do Plano Diretor participativo de Cachoeirinha O Plano Diretor de Cachoeirinha parte dos princípios e objetivos gerais que norteiam o desenvolvimento da cidade, amplamente discutidos e construídos em conjunto com a sociedade, poder público e técnicos. Passa pela definição de um modelo territorial que orienta de forma genérica os padrões de uso e ocupação dos diferentes âmbitos do município e pelas estratégias que tratam de temas específicos como mobilidade e qualificação ambiental e chegam ao zoneamento e aos instrumentos de regulamentação e indução do desenvolvimento urbano, aos

9 instrumentos de financiamento da política urbana, aos instrumentos de regularização fundiária e aos instrumentos de democratização da gestão urbana. Nos itens a seguir, trataremos daqueles que dizem respeito à temática do presente trabalho, de forma a demonstrar a relação dos mesmos com as soluções adotadas para o tratamento da APP urbana do Arroio Passinho Os Princípios, Objetivos e Estratégias Quanto aos princípios do Plano Diretor que consubstanciam as questões vinculadas a este trabalho, cabe-se destacar: Art. 1.º A política urbana do Município reger-se-á pelos seguintes princípios: I - inclusão social e territorial: a cidade deve garantir aos cidadãos a justa distribuição de moradia e suporte público (infra-estrutura e serviços urbanos), visando erradicar a segregação espacial e contribuir para diminuir a pobreza e reduzir as desigualdades sociais, através do uso racional dos recursos socioambientais, com a finalidade de promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade, necessidades especiais e quaisquer outras formas de discriminação, devendo os instrumentos de direito urbanístico devem ser utilizados visando atender a estas necessidades; II - direito à cidade: a cidade, seus recursos naturais e seus equipamentos devem ser de acesso de todos, e preservados para as presentes e futuras gerações, a política de regularização fundiária deve levar em consideração a existência de tais condições, a garantia do direito à moradia deve ser efetivada preferencialmente em áreas já urbanizadas e os aglomerados urbanos de menor renda devem ser integrados a cidade, mediante inclusão na malha viária e transporte público de qualidade, devendo ser garantidos em todas as zonas a cultura e o lazer, funções que são da cidade, III - função social da cidade e da propriedade: a cidade e a propriedade urbana devem ser utilizadas de maneira a contribuir para o bem comum, respeitados os direitos individuais e o meio ambiente, nos termos deste plano diretor, o instrumento básico para a determinação da função social da cidade e da propriedade é o zoneamento urbano, o qual deve promover o adequado aproveitamento dos vazios urbanos ou terrenos subutilizados ou ociosos e sancionar a sua retenção especulativa, devendo o direito de construir ser atribuído de maneira a gerar recursos para o atendimento da demanda de infra-estrutura e de serviços públicos provocada pelo adensamento, pela verticalização das edificações e pela impermeabilização do solo; IV - preservação e recuperação do ambiente natural: o meio ambiente ecologicamente equilibrado é bem de uso comum do povo, sendo direito e dever de todos colaborar na sua preservação, proteção e recuperação para as presentes e futuras gerações, as políticas de educação, trânsito, transporte e desenvolvimento econômico devem considerar a preservação e proteção dos recursos ambientais existentes, bem como a adequada destinação dos resíduos residenciais, comerciais, hospitalares e industriais; (Cachoeirinha, 2006) Dentre os objetivos estabelecidos no Plano Diretor, para a consolidação dos princípios propostos, destacamos: Art. 2.º (...)

10 II - elevar a qualidade física, funcional e simbólica do ambiente urbano, contribuindo para a elevação da qualidade de vida da população; III - desenvolver a cidade de forma sustentável, atendendo às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades; (...) V - democratizar o acesso a terra e à habitação, promovendo projetos e ações de produção de moradia e de regularização fundiária; VI - prevenir distorções e abusos no aproveitamento econômico da propriedade urbana, coibindo seu uso especulativo ou nocivo ao meioambiente e à eficiência do sistema urbano; (Cachoeirinha, 2006) Já em relação às estratégias adotadas, destacamos três vinculadas diretamente: a estratégia de qualificação urbano-ambiental (figura 5), a estratégia de mobilidade e acessibilidade e a estratégia de inclusão sócio-territorial (figura 6). FIGURA 5: Estratégia de Qualificação Urbano-Ambiental

11 Art. 7.º A estratégia de qualificação urbano-ambiental compõe-se de: I elementos relativos ao modelo territorial: a) tratamento das interfaces com Municípios vizinhos, estabelecendo limites de expansão; (...) c) criação dos Corredores Verdes e Áreas de Preservação e Proteção Ambiental; (...) g) estruturação e complementação viária; h) ampliação da rede de espaços públicos de cultura e lazer; i) remoções e reassentamentos; j) regularização fundiária. (Cachoeirinha, 2006) FIGURA 6: Estratégia de Inclusão Sócio-Territorial Art. 8.º A estratégia de mobilidade e acessibilidade compõe-se de: I elementos relativos ao modelo territorial: a) estruturação e complementação viária;

12 (...) Art. 9.º A estratégia de inclusão sócio-territorial compõe-se de: I elementos relativos ao modelo territorial.: a) remoções de aglomerados irregulares incipientes em áreas de restrição ambiental, com reassentamento em áreas com acessibilidade e suporte público com redes, equipamentos e serviços; b) regularização fundiária de aglomerados irregulares consolidados em áreas sem restrição ambiental; c) ampliação da rede de espaços públicos de cultura e lazer; d) estruturação e complementação viária; e) definição de Áreas Especiais de Interesse Social; (Cachoeirinha, 2006) 3.2. O Modelo Territorial, os Regimes e programas específicos O modelo territorial (ver figura 7) determinado no Plano Diretor de Cachoeirinha propõe algumas soluções para as temáticas relacionadas ao Arroio Passinho, detalhadas a seguir: FIGURA 7: Modelo Territorial do Plano Diretor de Cachoeirinha.

13 - Corredores Verdes (áreas de preservação e proteção ambiental): garantia da qualidade ambiental, respeito à legislação e manutenção de corredores ecológicos com continuidade territorial - Áreas de Transição Urbano e Ambiental (ATA): amortecimento do contato entre ás áreas de ocupação e os corredores verdes e áreas de proteção e preservação. estímulo a atividades de baixo impacto e baixa densidade, preferencialmente nãoresidenciais (turismo, pesquisas, espaços de lazer e educação ambiental). - Novas zonas predominantemente residenciais: espaço para empreendimentos do mercado imobiliário tradicional e projetos de habitação social, voltados prioritariamente ao reassentamento da população removida das áreas irregulares com alta restrição ambiental. - Rede de espaços públicos de lazer: suprimento das carências através da retomada de áreas públicas invadidas (como parte dos processos de regularização fundiária), exigências mais rígidas para os novos loteamentos (doação da área, construção e equipamento das praças) e aproveitamento das reservas de área desocupadas, destinando-as em parte para a implantação de parques. - Sistema viário otimizado e aperfeiçoado: proposição de uma nova hierarquia viária contemplando as perimetrais, retornos, acessos e o projeto da RS-010, buscando eliminar os problemas de articulação interna da cidade, com melhores possibilidades de conexão entre os bairros e minimizar o tráfego da avenida Flores da Cunha. Quanto as áreas ambientais, o Plano Diretor adotou uma postura de consolidação de áreas com valor no município, conforme redação transcrita a seguir, além de sugerir novas Áreas Especiais de Interesse Ambiental: Art As Áreas de Especial Interesse Ambiental são áreas naturais ainda preservadas, as quais podem ser tornadas Unidades de Conservação nos termos da Lei Federal nº , de 18 de julho de 2000, de acordo com os procedimentos previstos na mesma, quais sejam, estudo técnico e consulta popular, conforme indicativo da participação popular no processo de elaboração desta Lei. Art São Áreas de Especial Interesse Ambiental, que devem ser objeto de procedimento para criação de Unidades de Conservação de Proteção Integral, conforme indicativo da participação popular no processo de elaboração desta Lei, num prazo de até 3 (três) anos: I o Parque Municipal Tancredo Neves; II - a área conhecida como Banhado do Shopping; III a área conhecida como Fazenda Guajuviras; IV o Horto Florestal. Parágrafo único. Conforme indicativo da participação popular no processo de elaboração desta Lei, a área conhecida como Mato do Júlio, Área de Especial Interesse Ambiental, deve ser objeto de estudos técnicos e consulta pública, de iniciativa do Poder Executivo, visando determinar as características da área, para verificar a viabilidade de criação de Unidade de Conservação de Proteção Integral ou de Uso Sustentável, no prazo de um ano da publicação desta Lei.. (Cachoeirinha, 2006) No diagrama (figura 8) destacamos a síntese da estratégia ambiental do Plano Diretor, onde vê-se claramente o sistema formado pelo arroio Passinho, configurando um corredor verde urbano, (áreas de preservação e proteção

14 ambiental, com garantia da qualidade ambiental, respeito à legislação e manutenção de corredores ecológicos com continuidade territorial), através da unificação do Mato do Júlio área definida no Plano como Área Especial de Interesse Ambiental (AEIA), onde a APP do Arroio se mantém integralmente, a construção de uma Avenida- Parque (seguindo parte do leito do Arroio), que passará junto ao Paque Tancredo Neves, ligando-se a ATA Parque Norte (área de Transição Urbana Ambiental) e a APP do Arroio Águas Mortas. (ver também figura XY estratégia de qualificação urbano-ambiental) Legenda: G - Rio Gravataí S - Arroio Sapucaia B/AM - Arroio Brigadeiro e Arroio Águas Mortas P - Arroio Passinho MJ - Mato do Júlio MG - Mato Guajuviras FC - Av. Flores da Cunha PQ - Av. Parque (proposta) U - Zona Urbanizada FIGURA 8: Diagrama da Estratégia Ambiental. Corredores Ecológicos. Com relação às Áreas Especiais de Interesse Social, o Plano Diretor assumiu uma postura flexível ao trabalhar com o leito do Arroio Passinho de forma diferenciada em seus diferentes trechos. Onde existem ocupações totalmente consolidadas e estruturadas, foram gravadas AEIS do tipo 1, destinadas à regularização fundiária, conforme redação a seguir: Art (...) I - Áreas Especiais de Interesse Social 1 (AEIS I): áreas que exijam ações de regularização fundiária e/ou jurídica tais como: a) assentamentos auto-produzidos por população de baixa renda; b) loteamentos públicos ou privados irregulares ou clandestinos que atendam às condições mínimas de habitabilidade, nos termos do 7.º deste artigo; 1.º Ficam desde já estabelecidas como Áreas Especiais de Interesse Social 1 (AEIS 1): Canarinho II, parte do Jardim do Bosque, Jardim Conquista, Quadra 204 na Vila Vista Alegre, Vila Anair, Granja Esperança, Vila da Paz, parte do Parque da Matriz, parte da Beija-Flor, parte da Vila Cohab, parte da Bethânia e trechos da Vila Fátima, conforme mapa do zoneamento. 4.º As áreas instituídas como Áreas Especiais de Interesse Social 1 (AEIS I) integrarão os programas de regularização fundiária e urbanística, com o objetivo da manutenção de Habitação de Interesse Social, sem a remoção dos moradores, exceção feita às moradias em situação de risco e em casos de excedentes populacionais. 7.º Consideram-se condições de habitabilidade o atendimento a padrões de qualidade de vida e o equacionamento dos equipamentos urbanos e comunitários, circulação e transporte, limpeza urbana e segurança, conforme regulamentação específica. (Cachoeirinha, 2006)

15 Algumas dessas áreas localizam-se às margens do Arroio Passinho e o processo de regularização lançará mão de instrumentos jurídicos recentemente introduzidos no marco legal brasileiro, notadamente a resolução 369 do CONAMA, a qual diz, entre outras coisas, que: Art. 2 O órgão ambiental competente somente poderá autorizar a intervenção ou supressão de vegetação em APP, devidamente caracterizada e motivada mediante procedimento administrativo autônomo e prévio, e atendidos os requisitos previstos nesta resolução e noutras normas federais, estaduais e municipais aplicáveis, bem como no Plano Diretor, Zoneamento Ecológico Econômico e Plano de Manejo das Unidades de Conservação, se existentes, nos seguintes casos: I- utilidade pública II- interesse social III- intervenção ou supressão de vegetação eventual e de baixo impacto ambiental, observados os parâmetros desta Resolução. Da regularização fundiária sustentável de área urbana Art.9 A intervenção ou supressão de vegetação em APP para regularização fundiária sustentável de área urbana poderá ser autorizada pelo órgão ambiental competente, observado o disposto na Seção I desta Resolução, além dos seguintes requisitos e condições: I- ocupação de baixa renda predominantemente residências II- ocupações localizadas em área urbana declarada como ZEIS no Plano Diretor ou outra legislação municipal III- ocupação inserida em área urbana que atenda aos seguintes critérios: a) possuir no mínimo três dos seguintes itens de infra-estrutura: malha viária, captação de águas pluviais, esgotamento sanitário, coleta de resíduos sólidos, rede de abastecimento de água, rede de distribuição de energia; b) apresentar densidade demográfica superior a cinqüenta habitantes por hectare. Art.10 O órgão ambiental competente poderá autorizar em qualquer ecossistema a intervenção ou supressão de vegetação, eventual e de baixo impacto ambiental, em APP. Em outros casos, a comunidade e os técnicos foram, por assim dizer, bastante corajosos ao subverter a figura da chamada AEIS III, propondo a seguinte redação: Art (...) III - Áreas Especiais de Interesse Social 3 (AEIS III): áreas ocupadas com fins de uso habitacional por população de baixa renda que exijam ações de remoção e realocação em função de sua localização caracterizada por: a) inexistência de infra-estrutura e equipamentos públicos; b) áreas de risco como proximidade a arroio e rede de alta tensão; c) ocupação de área de preservação permanente; d)ocupação de áreas públicas destinadas a praças ou equipamentos públicos. 3.º Ficam desde já estabelecidas como Áreas Especiais de Interesse Social 3 (AEIS III): Vila Olaria, Vila Navegantes na área sob a rede de alta tensão e Área de Preservação Permanente do Arroio Passinhos, Meu Rincão, Bethânia

16 na área sob a rede de alta tensão, área próxima ao Campo da SEC, área do Parque da Matriz, próximas ao Arroio Passinhos (Rua Santos) e áreas de Área de Preservação Permanente entre o dique e o Rio Gravataí, conforme mapa do zoneamento. (Cachoeirinha, 2006) A proposta de determinar no plano as áreas para remoção de ocupações irregulares á primeira vista parece contrariar o próprio espírito da AEIS, orientado prioritariamente à regularização. No entanto, a política da aceitação dos aglomerados sub-normais não pode extrapolar os limites do bom-senso e das mínimas condições de habitabilidade e dignidade de vida, permitindo que populações permaneçam alojadas em habitações precárias agarradas às barrancas de um arroio sujeito a inundações. E mais, o prejuízo não se restringe apenas àquela população ali instalada, mas a toda a comunidade da cidade e da região, pois sua presença fatalmente leva á presença de resíduos e dejetos no leito e nas margens do curso d água, contribuindo para a degradação geral do sistema. Nesta porção do Arroio, uma solução de canalização aliada à regularização das habitações não se mostrou adequada nem viável dada a ocupação muito recente e as condições totalmente incipientes de urbanização. É fundamental assinalar que a aparente solução conservadora de remoção vem amarrada à expressão reassentamento, garantida pela simultânea gravação no PD de áreas em quantidade e qualidade de localização suficientes para a instalação da população que hoje ocupa a região de risco do Arroio Passinho e também para novos contingentes que eventualmente venham a necessitar de oferta habitacional. Isto está consubstanciado na figura das AEIS do tipo 2, conforme a redação dada pelo Plano Diretor: Art (...) II - Áreas Especiais de Interesse Social 2 (AEIS II): áreas não-edificadas, localizadas em Zonas Predominantemente Residenciais, que serão destinadas, prioritariamente, à implantação de Habitação de Interesse Social, devendo incidir nestas áreas o direito de preempção; 2.º Fica desde já estabelecida como Área Especial de Interesse Social 2 (AEIS II) a área do Loteamento Chico Mendes, conforme mapa do zoneamento. 5.º A delimitação e localização de áreas destinadas à produção de Habitação de Interesse Social, dar-se-á pela instituição de Áreas Especiais de Interesse Social 2 (AEIS II) pelo Poder Executivo, considerado o déficit anual da demanda habitacional prioritária e os imóveis subutilizados das Zonas Preferencialmente Residenciais (ZPRs), permitida a promoção de parcerias, incentivos ou outras formas de atuação para a consecução dos objetivos. 6.º Na produção e implantação de parcelamento do solo ou edificações destinados a suprir a demanda habitacional prioritária originária de remoção de Áreas Especiais de Interesse Social 3 (AEIS III), ou ainda na regularização de parcelamentos do solo enquadrados como tal, será admitido o ente privado, que será o responsável pelo empreendimento nos termos do loteamento popular, com as responsabilidades previamente definidas em projeto específico. (Cachoeirinha, 2006)

17 4. Considerações Finais Especificamente para a APP em curso, foram adotadas três soluções diferenciadas: Área 1 arroio canalizado manutenção da situação consolidada. Área 2 trecho da APP ocupada por habitação irregular proposição no Plano de área especial de Interesse social - população a ser removida e realocada em área regular, com infra-estrutura adequada e programa de recuperação ambiental da área da APP em questão. Área 3 trecho da APP ainda preservado: no interior da área conhecida como Mato do Júlio, a ser tratada como área verde de alto valor ambiental, localizada na área mais densa e central da cidade, e que deve servir obrigatoriamente para a manutenção de fragmentos do ambiente original, garantindo à cidade um bolsão de natureza em meio à ocupação humana. Assim, o arroio e sua APP seriam integralmente preservados. Entretanto esta solução foi a mais polêmica no processo de aprovação do Plano (em tramitação na Câmara de Vereadores), em função do alto valor comercial da área, apesar da pressão da comunidade para a manutenção integral da área como reserva para o município.

18 Bibliografia Brasil. Lei Federal n o 4.771, de 15 de setembro de Brasil. Lei Federal n o 9.985, de 18 de julho de Brasil. Lei Federal n o , de 10 de Julho de Brasil. Resolução CONAMA n o 303, de 20 de março de Brasil. Resolução CONAMA n o 369, de 28 de março de BONDUKI, Nabil. Habitat: As práticas bem-sucedidas em habitação, meio ambiente e gestão urbana nas cidades brasileiras. 2ª ed. São Paulo: Studio Nobel, Cachoeirinha. Projeto de Lei Complementar n o 2.625, de 10 de outubro de CAMPOS FILHO, Cândido Malta. Reinvente seu bairro: Caminhos para você poder participar do planejamento de sua cidade. São Paulo: Editora 34, FRANCO, Maria Assunção Ribeiro. Desenho ambiental: uma introdução a arquitetura da paisagem com o paradigma ecológico. São Paulo: Annablume, INSTITUTO PÓLIS. Estatuto da Cidade: guia para a implementação pelos municípios e cidadãos. 2ª edição. Brasília: Instituto Pólis /Laboratório de desenvolvimento local, IPEA. Instrumentos de planejamento e gestão urbana: Porto Alegre - Gestão do uso do solo e disfunções do crescimento urbano: v.6. Brasília: IPEA, MARCHESAN, Ana Maria Moreira. Preservação ambiental e ocupação do espaço urbano à luz do Estatuto da Cidade. Revista do Ministério Público, Porto Alegre: Ciência Jurídica, n. 46, p , JAN/MAR/2002. ROLNIK, Raquel; PINHEIRO, Otilie Macedo. Plano Diretor Participativo: Guia para elaboração pelos municípios e cidadãos. Brasília: Ministério das Cidades; CONFEA, VARGAS, Júlio Celso; HORTENCIO, Leonardo; SILVA, Tiago Holzmann da; CANTO, Maria José A.; WALDMAN, Ricardo. Construção com a comunidade- Plano Diretor Participativo de Cachoeirinha, vol. 1. Porto Alegre: UniRitter, VARGAS, Júlio Celso; HORTENCIO, Leonardo; SILVA, Tiago Holzmann da; CANTO, Maria José A.; WALDMAN, Ricardo. A Cidade que Queremos - Plano Diretor Participativo de Cachoeirinha, vol. 2. Porto Alegre: UniRitter, 2006.

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