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1 Cloud Services Saiba o que a nuvem pode fazer pelo seu negócio Maio de 2010

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3 Índice Sumário Executivo Página 4 Cloud services: uma breve história Páginas 5 7 O que é a nuvem? Páginas 8 9 Pés no chão, cabeça nas nuvens Páginas Virtualização - Um caminho para a transformação de sua empresa? Página 13 Cloud Services: o processo de tomada de decisão do CIO Páginas O futuro Página 16 8 Primeiros passos em direção à nuvem Páginas

4 1 Sumário Executivo À medida que as tecnologias de TI evoluem, cresce a importância do conceito de serviços na nuvem ou cloud services. Um conceito que teve origem na década de 1960, começou a ser levado a sério 30 anos depois, e, com o início do século 21, se apresenta como uma tendência inquestionável. Com este texto, queremos ajudar os CIOs a tomar decisões sobre a adoção de cloud services, analisando sua evolução até o modelo que conhecemos hoje. Contamos aqui uma breve história, que dá conta de toda a confusão que ainda persiste em torno da terminologia, dos conceitos e de sua utilização. É partindo de uma perspectiva histórica que analisamos as promessas exageradas que cercaram este assunto nos últimos anos, e procuramos avaliar até que ponto ele pode realmente trazer vantagens às organizações. Exploramos também a ideia da virtualização, uma vez que o surgimento do conceito de datacenter virtual é essencial para o modelo de cloud services. Com um olhar crítico, analisamos passo a passo os itens que um CIO precisa levar em conta ao considerar os benefícios que esse modelo tem a oferecer. 4

5 2 Cloud services: uma breve história Do conceito à realidade Normalmente se associa cloud services ao conceito de consumo de recursos de TI como serviço - comparando-se o modelo de distribuição via web ao da comercialização de energia elétrica e de outros serviços públicos. Um primeiro passo seria a oferta de software como serviço (SaaS Software as a Service). Uma noção clara de como esses conceitos se relacionam exige uma reflexão sobre a história dos serviços de TI em rede. A ideia de que recursos de computação poderiam ser fornecidos por meio de uma rede global tem origem na revolução da informática ocorrida na década de A concepção de uma rede intergaláctica de computadores foi apresentada, na época, por Joseph Carl Robnett Licklider, responsável pelo desenvolvimento da ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network) em Na visão de Licklider, todas as pessoas no mundo estariam interconectadas, acessando programas, serviços e dados a qualquer momento, em qualquer lugar uma visão que, anos mais tarde, começaria a se tornar realidade com a Internet e agora se traduz no que chamamos de cloud services. Quando, na década de 1990, passamos a dispor de serviços de Internet em banda larga, as empresas e investidores começaram a considerar seriamente a nuvem como algo viável e capaz de trazer benefícios significativos às pessoas e aos negócios. Da grade à nuvem Antes dos anos 1990, os computadores eram agrupados em cluster para formar um único computador maior. Essa técnica era muito utilizada pelas organizações de TI e permitia configurar os computadores para que se comunicassem entre si usando protocolos projetados especialmente para equilibrar a carga de processamento entre as máquinas. Como usuário, você não precisava saber em que CPU estava sendo executado seu programa, ou qual o software de gerenciamento de cluster estava sendo utilizado na escolha da melhor CPU para executar determinado código. No início da década de 1990, Ian Foster e Carl Kesselman apresentaram um novo conceito: o de grade (grid em inglês), termo empregado em analogia à rede elétrica (em inglês, power grid). No caso da eletricidade, os usuários estão ligados a uma rede que oferece um serviço público e pagam apenas pelo que utilizam. Se as empresas podem comprar energia elétrica, em vez de gerarem o que consomem, por que não fazer o mesmo com os recursos de TI? Conectar-se a uma rede de computadores e pagar pelo uso. Havia obstáculos à ideia. Armazenamento, segurança e tráfego de dados eram algumas das principais preocupações que impediam as empresas de adotar esse tipo de serviço. As empresas, compreensivelmente, queriam (e ainda querem) se sentir seguras de que quem quer que esteja armazenando ou manipulando os dados críticos para seus negócios tenha perfeita consciência do impacto que qualquer problema teria sobre seus acionistas, empregados, fornecedores e clientes. Enquanto os provedores de serviços buscavam meios de solucionar essas questões, o conceito de uma rede para oferta de serviços de TI evoluía para a ideia da nuvem, em que serviços prestados a partir de datacenters são distribuídos em rede. Os usuários acessam, via rede, os dados e aplicações hospedados em datacenters e pagam pelos serviços de acordo com a utilização. 5

6 2 Confronto com a realidade A contribuição mais importante para que se firmasse o modelo de cloud services foi o surgimento de novas aplicações. A partir da oferta de serviços confiáveis e de fácil utilização por empresas como Google e Apple, disseminou-se a utilização de serviços on-line - o que ganhou impulso com a disponibilidade de banda larga de alta velocidade e desenvolvimento de padrões de interoperabilidade de software. É nesse momento que começam a se disseminar informações desordenadas, com muitos exageros. O que nos dizem é que apenas podemos começar a imaginar todo o alcance da nuvem. Fomos informados pela mídia de que o conceito de cloud computing está mudando o mundo 1 ; de que cloud computing é uma mudança de paradigma 2 ; e de que cloud computing é a última moda 3 em tecnologia. Mas permanecem ainda muitas das preocupações iniciais, especialmente no que diz respeito a segurança e confiabilidade. Alguns exemplos que, nos últimos anos, justificam essas preocupações são a paralisação das negociações na Bolsa de Londres por falha de sistemas, a danificação de cabos de dados submarinos que conectam os países do Golfo Pérsico, espionagem na Lituânia e queda de serviço na data farm da Amazon. Apesar das vantagens, amplamente divulgadas e discutidas sobre a nuvem, ainda persiste um grau de incerteza, que impede uma adoção mais ampla por parte das empresas. Em certo sentido, apostar totalmente neste modelo seria uma profissão de fé - o que está fora de questão no mundo dos negócios. 1970: Em dezembro, Steve Croker finaliza o protocolo Host-to-Host inicial de ARPANET, chamado Protocolo de Controle de Rede (NCP Network Control Protocol). Isso levou ao protocolo TCP/IP que é a linguagem que a Internet utiliza hoje. 1986: O backbone de 56 Kbps entre os centros da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NSF - National Science Foundation) inaugura a criação de redes regionais JVNCNET, NYSERNET, SURANET, SDSCNET e BARRNET entre outras. Com o backbone, essas redes começam a construir uma infraestrutura de hub e spoke. 1989: O número de hosts aumenta de , em janeiro, para em julho, e para mais de em novembro. Austrália, Alemanha, Israel, Itália, Japão, México, Holanda, Nova Zelândia e Reino Unido se juntam à Internet. 1991: Continua o surpreendente crescimento da rede, e a NSF elimina as restrições ao uso comercial. 1997: A NetCentric tenta registrar cloud computing, mas desiste em abril de O número de série da patente solicitada é : O New York Times publica um artigo de John Markoff sobre a plataforma de serviços.net lançada pela Microsoft, denominada Hailstorm. O texto utiliza a expressão nuvem de computadores. 2006: A Amazon lança a sua Elastic Compute Cloud (EC2) como um serviço web, permitindo que pequenas empresas ou indivíduos executem e testem os programas que desenvolvem, pagando somente pela capacidade utilizada : Supercomputadores, sistemas de armazenamento em massa e acesso por usuários remotos a sistemas localizados em qualquer lugar começam a se tornar possíveis quando a ARPANET estabelece a primeira conexão de rede host-tohost, em 29 de outubro de : O computador é escolhido pela revista Time como Homem do Ano. 1987: O protocolo TCP/IP torna-se disponível para estações de trabalho e PCs, como o recém-lançado computador portátil Compaq. A Ethernet passa a ser um padrão de fato para conexão no interior de prédios e em campi. 1990: A ARPANET formalmente para de funcionar. Em 20 anos, a rede cresceu de quatro para mais de hosts. Surgem ferramentas de busca como ARCHIE, Gopher e WAIS. 1992: A Internet já integra o establishment da computação. Cria-se a Internet Society (ISOC), com Vint Cerf e Bob Kahn entre seus fundadores. O que começou como um experimento da ARPA se tornou, em apenas 30 anos, parte da cultura popular. 1999: A Salesforce.com é pioneira no conceito de entrega de aplicativos a empresas pela Internet. 2002: Lançamento da Amazon Web Services, que fornece um conjunto de serviços baseados na nuvem, incluindo armazenamento, computação e até inteligência humana através do Amazon Mechanical Turk. 2006: Eric Schmidt, do Google, fala de seu conceito de SaaS como a computação em nuvem numa conferência sobre mecanismos de busca. O termo, que pela primeira vez é utilizado em relação a Saas, ganha enorme visibilidade nessa ocasião. O último gráfico Hype Cycle do Gartner descreve como ensurdecedor o barulho que se faz hoje em torno de cloud computing : O Google e outras empresas começaram a oferecer aplicações baseadas na Web 2.0, por meio de serviços como o Google Apps

7 2 De acordo com Jackie Fenn, vice-presidente e membro do Gartner, e também coautor do livro Mastering the Hype Cycle (publicado pela Harvard Business Press), no que diz respeito a grandes expectativas com tecnologia, estiveram em alta em 2009 principalmente cloud computing, e-books e TV por Internet, enquanto as expectativas em relação a sites de redes sociais e microblogs começam a declinar, indicando que em breve os usuários corporativos deverão começar a se desiludir com eles 5. Seria este então o grande momento para cloud services? Ou será este um teste de conceito ou mesmo um momento de confronto com a realidade, em que se trata de verificar até que ponto as promessas podem se transformar de benefícios conceituais em vantagens tangíveis? 1 Business Week, agosto de CNET, dezembro de CNET, agosto de Gartner, Inc. Hype Cycle for Emerging Technologies por Jackie Fennetal, 21 de julho de Gartner, Inc. Press Release, Gartner s 2009 Hype Cycle Special Report Evaluates Maturity of Technologies, 11 de agosto de

8 3 O que é a nuvem? Como uma metáfora para a Internet, a nuvem vem sendo utilizada há muito tempo, e é um símbolo com que estamos familiarizados. Mas quando se combinam as palavras nuvem e computação, o significado se torna mais difuso. Em sua formulação mais simples, este modelo corresponde a uma nova maneira de consumir os serviços tradicionalmente executados em uma infraestrutura de propriedade da empresa, fisicamente localizada em suas instalações. No ambiente da nuvem, a infraestrutura, a plataforma, o software e os processos chegam à empresa por uma rede, que pode ser a Internet. Os serviços - como, por exemplo, armazenamento de dados ou software de CRM - estão na nuvem, ou seja, são operados e mantidos por um provedor, e estão disponíveis para os clientes que adquiriram o direito de usá-los. O modelo de cloud services pode ser classificado enquanto infraestrutura como serviço, plataforma como serviço, software como serviço e processos de negócio como serviço. O que isso significa para o CIO está detalhado na página 14. Embora seja difícil, do ponto de vista corporativo, contar com recursos de TI que estão em algum lugar na nuvem, no nível individual, qualquer pessoa que use algum tipo de webmail, como o Hotmail ou o Gmail, está de fato utilizando um serviço que é hospedado em um ambiente desconhecido. Com o webmail, os dados são armazenados e processados em algum lugar, provavelmente longe do computador de onde você normalmente acessa suas mensagens. O modelo de cloud services parte do princípio de alugar recursos de TI, em oposição a comprá-los. Assim, potencialmente, elimina a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura de TI para a execução de aplicações empresariais, não importa onde esteja sua empresa. O termo potencialmente está, na realidade, no centro dos obstáculos a uma adoção mais ampla de cloud services. Até que esse potencial se traduza em benefícios reais, os argumentos em favor deste modelo podem ser questionados. Analisando a questão Cloud services seria o que há de mais moderno em termos de serviços de TI em rede. Mas, independentemente das razões concretas para essa afirmação, essa terminologia passou a designar, de modo vago, qualquer tipo de serviço de TI que utilize uma combinação de ambientes públicos e privados. Um dos erros mais comuns nas discussões sobre cloud services e suas vantagens é encarar a Internet como único meio para o tráfego dos serviços. Existe na realidade uma série de ambientes em nuvem que podem ser utilizados pela empresa. O importante é decidir qual o tipo de serviço (e, portanto, qual o processo de negócios) que deve ser prestado por que tipo de nuvem. Economia seria o grande atrativo. Mas há, além de custos, questões importantes, como saber onde estão armazenados os dados, onde estão sendo executadas as aplicações e quais os níveis de serviço com que se pode contar. Além disso, muitas empresas são obrigadas por lei a manter os dados em suas instalações e, algumas vezes, dentro das fronteiras do país - nesse caso, este modelo tem sido sumariamente descartado. Porém, começam a surgir ambientes em nuvem em que se pode garantir onde estão baseados os dados e aplicações e que fronteiras serão atravessadas na prestação de determinado serviço. Muitas empresas com as quais a BT se relaciona preferem uma nuvem privada, em que transformamos os recursos de TI existentes na empresa para que sejam utilizados nesse tipo de ambiente. 8

9 3 Hoje, a maioria das ofertas de cloud services parte do princípio de que o cliente estaria disposto a abrir mão da garantia de níveis de serviço em segurança e disponibilidade em troca dos recursos humanos e tecnológicos (tanto de hardware como de software) com os quais passariam a contar. A dimensão desses recursos justificaria correr alguns riscos. Esse modelo em geral é aceito porque, como na Internet, é raro haver falhas comprometedoras. Os serviços do Google, por exemplo, têm sofrido poucas interrupções, e a empresa garante 99,9% de uptime para os usuários corporativos do Gmail, sob pena de multa 6. Embora esteja claro que o serviço pode eventualmente sofrer uma queda, essa probabilidade é tão remota que o cliente normalmente confia na disponibilidade. No entanto, quanto mais complexo o ambiente das aplicações - quanto mais críticas ou sujeitas a regulamentações legais forem as informações, por exemplo - maior a resistência às atuais ofertas de cloud services. Esse tipo de questão representa hoje a maior barreira à sua adoção. Queremos aqui esclarecer de forma objetiva o que cloud services pode realmente oferecer hoje, e o que poderá oferecer em um futuro próximo. O que dizem os analistas: Os cinco atributos de cloud computing: De acordo com o Gartner, os cinco atributos de cloud computing são: 1. Baseada em serviços: Interfaces de serviço ligam o provedor ao cliente. 2. Escalável e flexível: Os serviços prestados são escaláveis (para maior ou menor volume) de acordo com as necessidades do cliente, de modo automático e imediato - o que pode significar segundos para alguns serviços e horas para outros. 3. Compartilhada: O compartilhamento de recursos gera economia de escala. 4. Quantificada segundo a utilização: Métricas de quantificação do uso dos serviços permitem estabelecer diversos modelos de cobrança. 5. Utiliza tecnologias de Internet: Os serviços são entregues utilizando identificadores, formatos e protocolos Internet - como URLs, HTTP, IP - e arquitetura REST (Representational State Transfer). Os provedores e potenciais clientes de serviços de cloud computing devem considerar esses atributos para definir se os serviços que pretendem oferecer ou adquirir serão capazes de proporcionar os resultados esperados. Daryl Plummer Vice-Presidente administrativo e membro do Gartner Fonte: Gartner, Inc. Press Release, Gartner Highlights Five Attributes of Cloud Computing, 23 de junho de Ver 9

10 4 Pés no chão, cabeça nas nuvens Independentemente de qualquer opinião, cinco tendências deverão apressar a adoção de aplicações baseadas na web e cloud services: 1. O consumidor determina o ritmo da inovação. Antes da disseminação da banda larga, as inovações tecnológicas surgiam no ambiente de trabalho. Hoje, com a queda dos preços do hardware e maior acesso à banda larga, as inovações ocorrem mais frequentemente na esfera do consumo. As empresas hoje têm que se manter atualizadas com as necessidades do usuário final e responder a essas demandas. 5. Redução do consumo de energia. Os objetivos de diminuir as emissões de carbono e cortar custos levam à necessidade de reduzir o consumo de energia. O modelo de cloud services proporciona mais eficiência na utilização de recursos de TI, reduzindo o consumo de energia nos datacenters - que não precisam mais contar com capacidade excedente. Por suas características de escalabilidade, esta modalidade também diminui gastos com energia e custos operacionais de TI. 2. O advento da colaboração. O modelo de cloud services permite que os usuários trabalhem em tempo real, e para isso deve ser agnóstica em relação a sistemas operacionais e outros elementos-chave da tecnologia. As pessoas não devem se preocupar com o sistema operacional que utilizam: devem poder acessar uma aplicação a partir de qualquer plataforma ou dispositivo. 3. Uma nova economia de escala para a TI. Se você considerar que, em determinado momento, software e serviços de TI serão em sua maioria entregues via nuvem, você deve se preparar para contar com uma fantástica escalabilidade para o desafio de hospedar todos os dados. O Google vem construindo datacenters em todo o mundo, preparando-se para essa nova realidade. É possível que hoje alguns de seus projetos esbarrem na questão da escalabilidade. Que projetos você poderia realizar se contasse com escalabilidade praticamente ilimitada? 4. O imperativo da inovação. Numa economia global, a busca por inovação - por novas ideias para a mais rápida comercialização de produtos e serviços, e pelo uso da tecnologia para maior eficiência - talvez seja o maior incentivo para a adoção de cloud services, capaz de oferecer serviços a custo razoável onde e quando forem necessários. Você acredita nas pesquisas? Existe na web uma série de pesquisas sobre a maneira como as empresas avaliam cloud services e suas vantagens. O problema é que os resultados dessas pesquisas são conflitantes. De acordo com pesquisa da empresa de consultoria Information Technology Intelligence Corp., 38% dos entrevistados se sentiam inseguros quanto à adoção de cloud services e 47% não considerariam esses serviços nos próximos 12 meses. Em contraste com esses resultados, em pesquisa da fabricante F5 Networks, 82% dos entrevistados disseram estar em estágio de testes, implementação ou uso de cloud services por redes públicas ou privadas. Uma pesquisa recente da CIO.com revela ceticismo quanto ao efetivo crescimento na adoção de cloud services. Apenas 8% dos entrevistados haviam implementado esses serviços, embora 60% tenham declarado que estavam pesquisando ou pelo menos considerando a possibilidade de adoção. E 29% responderam que não tinham qualquer interesse nesta modalidade de serviço. 10

11 4 A necessidade de diminuir o consumo de energia: o caminho para a virtualização Nossa capacidade de gerar e consumir dados cresce cada vez mais. Continuamos a criar planilhas eletrônicas, apresentações e outros documentos, mas raramente os eliminamos. Podemos arquivá-los fora de nossos computadores pessoais, mas isso não diminui a demanda corporativa, que se torna ainda maior, se considerarmos novos tipos de arquivos, principalmente de áudio e vídeo. Não se trata aqui de jovens baixando arquivos de música ou de seus shows favoritos. Os arquivos de vídeo e áudio vêm sendo cada vez mais utilizados no mundo dos negócios. Os CEOs vêm se comunicando por meio de vodcasts com os funcionários, seja para aumentar sua motivação ou atualizá-los sobre informações corporativas; os CFOs e suas equipes têm divulgado demonstrações financeiras por audiocasts ao vivo e podcasts dos quais se pode fazer download. Mais do que nunca os datacenters estão hoje sobrecarregados. E a demanda só crescerá nos próximos anos - as organizações cada vez mais manipulam um maior volume de dados, se não for encontrado um novo caminho haverá sérias consequências econômicas e ambientais. A prática mais comum no gerenciamento de datacenters tem sido compactar o máximo de poder computacional num mínimo de espaço. Mas os modernos servidores de alta densidade em geral consomem muita energia, e, além disso, geram calor. Portanto, é preciso energia para mantê-los em funcionamento e para seu resfriamento - uma combinação que eleva vertiginosamente os níveis de consumo e pode prejudicar seriamente o desempenho da empresa. Em 2006, analistas alertavam para a possibilidade de que, até , 50% dos datacenters não dispusessem da necessária capacidade de resfriamento. Isso não chegou a acontecer, mesmo porque os provedores de datacenters perceberam a gravidade do problema e conseguiram contornar a situação, buscando tecnologias e desenvolvendo sistemas que pudessem evitar prejuízos para as empresas e aliviar o impacto ambiental. As quatro primeiras medidas tomadas foram bastante objetivas: 1. Utilização de energia renovável no datacenter A energia verde cada vez mais se torna disponível tanto para residências como para empresas, a preços competitivos. O Grupo BT, por exemplo, estabeleceu com a npower e a British Gas um dos maiores acordos de energia verde em todo o mundo, que possibilitou evitar um volume de emissão de carbono equivalente ao gerado por residências do Reino Unido Utilização do ar ambiente para resfriamento As necessidades de resfriamento dos datacenters normalmente geram um enorme consumo de energia. Em alguns dos novos datacenters, canaliza-se para o interior o ar que circula fora do prédio, para ajudar a manter os níveis adequados de temperatura. 3. Transformação de Corrente Alternada em Corrente Contínua Os computadores operam em corrente contínua (CC), enquanto a energia é distribuída pelas empresas na forma de corrente alternada (CA), de voltagem mais alta que a exigida pelos computadores. Transformar a corrente alternada em corrente contínua reduz imediatamente o consumo de energia. 7 Gartner Inc. Press Release, Gartner Says 50 Percent of Data Centers Will Have Insufficient Power and Cooling Capacity by 2008, 29 de novembro de

12 4 4. Adoção dos processadores multicore Umas das soluções adotadas pelos novos datacenters verdes são os processadores multicore, que permitem a utilização de um número menor de servidores, com menor consumo de energia. Porém, uma quinta evolução tecnológica tem sido mencionada como capaz de oferecer extraordinários resultados na redução dos custos de energia e de emissão de carbono: a virtualização, por meio da cloud computing. Seria isto mais uma superpromoção em torno do conceito? Comparação: Emissões de carbono típicas em um conjunto de 200 servidores Windows Esta comparação mostra o enorme impacto da virtualização e do uso eficiente da energia em um datacenter sobre as emissões de CO2. 1. Impacto da virtualização Não virtualizado: 130 KW (~610 toneladas de CO2) Virtualizado: KW (~ toneladas de CO2) A virtualização pode reduzir o consumo de energia em níveis de até 66% a 82% (Pressuposto: eficiência média do uso de energia* no datacenter de 2,4) 2. Impacto da eficiência do datacenter A diferença no consumo de energia chega a 50% se compararmos datacenters eficientes e ineficientes. (Pressuposto: a faixa da PUE* varia de 3,2 a 1,6) 3. Impacto combinado Cenários de emissão de CO2 no melhor e pior caso Toneladas de CO Não virtualizado PUE = 3,2 Economia potencial de energia/emissão de CO2 de ~91% * Nota: A PUE - Power Usage Effectiveness - é a medida de eficiência padrão para datacenters Fonte: BT 75 Virtualizado PUE = 1,6 8 À época da elaboração deste documento, o Governo do Reino Unido estava promovendo consultas públicas sobre a melhor maneira de as organizações, no país, medirem e informarem sobre suas emissões de gases de efeito estufa, conforme exigido pela Lei de Mudanças Climáticas (Climate Change Act), o que poderia acarretar mudanças no modo de declarar as emissões resultantes de tarifas verdes. Para mais informações, visite: index.htm 12

13 5 Virtualização Um caminho para a transformação de sua empresa? Durante anos a virtualização prometeu maior eficiência no armazenamento de dados, na distribuição de serviços de rede e na utilização de recursos de computação - e, portanto, redução de custos. Independentemente de se questionar essas promessas, existem dois fortes argumentos em favor da capacidade transformadora da virtualização: As perspectivas para o futuro são animadoras. O desenvolvimento tecnológico da mesma forma que levou aos problemas hoje enfrentados pelos datacenters, também será capaz de resolvê-los a demanda por armazenamento aumentou rápida e significativamente nos últimos anos, e continua a aumentar de maneira exponencial a tecnologia de virtualização foi suficientemente aprimorada para influenciar as mudanças que ocorrem atualmente A virtualização permite o uso ágil e flexível dos recursos de TI. O fato de os serviço virtualizados se situarem na nuvem - e não em uma estrutura física, dentro de sua empresa - permite que rapidamente sejam ajustados à demanda, quer ela aumente ou diminua. E isso significa mais rapidez na redução de custos e mais agilidade na prestação de serviços. Virtualização para o datacenter À medida que a tecnologia se desenvolve, multiplicam-se os benefícios econômicos e ambientais. E os administradores de datacenters poderão obter, com rapidez e precisão, uma completa visão de todos os recursos de banda, armazenamento, memória e processamento disponíveis. A virtualização implica também um maior grau de automação. Ao eliminar, em grande parte, a necessidade de intervenção humana em gerenciamento e monitoração, os datacenters poderão se situar em locais onde a energia seja mais barata e o clima mais fresco duas maneiras de reduzir o consumo de energia, e, portanto, de cortar custos. 13

14 6 Cloud Services: o processo de tomada de decisão do CIO Até que ponto as promessas da virtualização e de cloud services são realmente capazes de atender às demandas dos CIOs? Adotar este modelo não é uma decisão simples. Os 60% 9 que afirmaram estar pesquisando ou considerando a adoção de cloud computing, devem, em primeiro lugar, analisar as características destes serviços e quais seriam os reflexos em suas empresas. Decisão 1: Minha organização se beneficiará do modelo de cloud service? Para examinar se a adoção do modelo é apropriada ou não, é preciso formular - e responder - as perguntas relevantes para o caso específico de cada organização. Essas perguntas podem ser agrupadas em quatro áreas, relacionadas a quatro dos principais atributos de cloud services: Atributo Pagamento pelo uso Flexibilidade Contratações de duração variável Consumo de serviços por meio de interfaces on-line (portal Web ou API) As perguntas que o CIO deve responder Para minha empresa, é melhor que a infraestrutura de TI represente uma despesa operacional ou uma despesa de capital? Estamos preparados para arcar com custos que variam de acordo com a demanda? Em nosso modelo de negócios, necessitamos de maiores ou menores recursos de TI em momentos diferentes? Se nossa demanda é estável, podemos esperar redução de custos com a contratação de cloud services? Queremos trabalhar com contratações por horas, dias ou meses em vez de contratos de longa duração, com preço fixo? As normas jurídicas e de relacionamento com fornecedores da empresa permitem esse tipo de contratação? Estamos preparados para acessar os serviços por meio de um portal Web, sem intervenção humana? Estamos treinados e temos sistemas capazes de suportar a compra de serviços em bases mensais? Decisão 1: Se o CIO responder sim a grande parte dessas perguntas, deve analisar que tipo de cloud service sua organização necessita. Decisão 2: Temos clareza quanto aos serviços de que precisamos? Esses serviços podem ser agrupados em quatro categorias: 1. Infraestrutura como serviço 2. Plataforma como serviço 3. Software como serviço 4. Processos de negócio como serviço A categoria de cloud service que o CIO escolher - e isso depende, em grande parte, do tipo de função que ele está preparado para colocar em mãos de terceiros - pode condicionar os resultados em termos de disponibilidade e de retorno sobre o investimento. O potencial impacto de cada grupo de serviços sobre a organização pode ser avaliado conforme o quadro a seguir. Cloud Service Infraestrutura Plataforma Exemplo de como o CIO pode usar o serviço Aluguel de servidores virtuais, espaço em disco, equipamentos de rede e recursos de datacenter Aluguel de infraestrutura e, ainda, de sistemas operacionais e aplicações Benefícios potenciais Eliminação de despesas de capital; impacto positivo em relação ao meio ambiente Além de todos os benefícios do aluguel de infraestrutura, oferece upgrade automático de aplicações e sistemas operacionais e facilita rapidez em desenvolvimento Riscos potenciais Eventual perda de controle sobre a estratégia de investimentos; perda do controle direto sobre níveis de serviço A plataforma pode não ser flexível o suficiente para atender as necessidades de mudança da empresa; problemas em uma eventual troca de fornecedores 9 14

15 6 Cloud Service Software Processos de Negócio Exemplo de como o CIO pode usar o serviço Aluguel de aplicações com pagamento pelo uso Pagamento pela entrega de processos de negócio Benefícios potenciais Permite ampliar ou reduzir de imediato operações que dependem de determinada aplicação; oferece níveis de serviço para aplicações Foco no negócio, e não na TI; pode melhorar desempenho e controle de custos Riscos potenciais O upgrade automático de software pode não estar disponível ou, ao contrário, ter um impacto negativo sobre usuários; pode haver problemas de latência Risco de atraso no projeto se não houver inicialmente uma definição precisa; não se aplica a processos relativos ao core business da empresa Decisão 2: Se, depois de uma análise detalhada, o CIO já sabe qual seria o melhor uso de cloud service para sua empresa, ele deve considerar o impacto cultural da mudança. Decisão 3: Quais as adaptações necessárias para que a organização obtenha o máximo de eficiência no uso de cloud services? O CIO precisa levar em conta questões legais e culturais, assim como a capacidade de adaptação de suas políticas organizacionais a essa modalidade de serviços. Embora seja necessário examinar especificamente cada caso, as perguntas básicas a serem respondidas dizem respeito, basicamente, a: Questões legais e culturais Atitudes internas Atitudes externas Segurança As perguntas que o CIO deve responder A diretoria concordará com a ideia de que dados e aplicações críticas estejam fora do controle direto da empresa? Os usuários finais aceitarão a mudança e a nova experiência, seja ela melhor ou pior que a anterior? Existe algum risco de problemas com os clientes? Há restrições regulatórias quanto a onde e como armazenar e gerenciar os dados que utilizamos para nossos negócios? Se por erro, os nossos dados forem tornados públicos, isso ameaçaria a sobrevivência de nossos negócios? Podemos estar certos de que o nosso serviço será tratado como prioridade no caso de um ataque à rede? Decisão 3: Se o CIO tomou todas as medidas necessárias para preparar a empresa, tanto interna como externamente, e se o nível de segurança for aceitável, a empresa estará pronta para cloud services. 15

16 7 O futuro Na medida em que o mercado se torne mais sofisticado, graças ao desenvolvimento dos provedores de cloud services, a questão já não será adotar ou não esses serviços. As perguntas passarão a ser, por exemplo: que serviços devo usar?, que fornecedor devo escolher? ou posso contar com múltiplos serviços através de um único ponto de contato? Essa nova visão apresenta problemas complexos. Uma vez que os diversos serviços podem apresentar características diferentes, corre-se o risco de comprometer a estabilidade ao tentar passar de um serviço para outro, ou ao executar determinado serviço em múltiplos domínios. É de fundamental importância, portanto, dispor de um sistema que permita gerenciar múltiplos serviços em múltiplos domínios, como um sistema BRMS - Business Rule Management System. Um provedor de serviço que ofereça esse recurso permite que o CIO trabalhe com diferentes fabricantes e soluções, combinando-os para criar um serviço sob medida, que responda às exigências de seus negócios. Quando se utiliza um BRMS, pode-se reunir diferentes aspectos de cloud services para oferecer melhores níveis de qualidade do que os proporcionados individualmente pelos fornecedores dos serviços. O sistema identificará situações limite, e automaticamente buscará a alternativa necessária à manutenção dos serviços. 16

17 8 Primeiros passos em direção à nuvem Há dois enfoques principais quando se trata de adotar cloud services, e a primeira coisa que o CIO precisa fazer é definir sua opção. A primeira abordagem é a mais comum. Típica de mercados ainda relativamente imaturos, assemelha-se aos procedimentos para a compra de um automóvel, por exemplo, e consiste em: Identificar os provedores de serviço no mercado Refinar a lista, levando em conta a capacitação dos provedores e as necessidades da empresa Escolher o fornecedor Embora essa abordagem seja ideal para muitas empresas, o mercado de cloud services ainda se encontra em um estágio inicial de desenvolvimento e algumas organizações preferem trabalhar com um parceiro estratégico que lhes ofereça, em um só ponto de contato, uma série de serviços - incluindo serviços de terceiros. As vantagens desse segundo enfoque são: Serviço customizado Compartilhamento do risco entre os fornecedores e o parceiro O escopo de serviços pode aumentar gradativamente com o parceiro, à medida que novos serviços sejam disponibilizados Estudo de caso: Multinacional do setor farmacêutico Uma empresa global do setor farmacêutico decidiu adotar cloud services para as principais funções de TI na pesquisa de novos medicamentos, com o objetivo de cortar custos e melhorar a colaboração. Oportunidade de negócio: O ritmo de desenvolvimento dessas pesquisas muitas vezes limita a capacidade de inovação da indústria farmacêutica, e a colaboração entre empresas seria um modo de incrementar a velocidade e reduzir os custos no que diz respeito à inovação. A cloud computing foi a maneira encontrada para atingir essas finalidades. Solução BT: A BT utilizou um sistema BRMS (Business Rule Management System) para oferecer sob demanda, por meio de aplicações em nuvem, recursos de infraestrutura de rede, computação e armazenamento de dados, sempre em linha com as necessidades de negócios do cliente. Resultados: O sistema BRMS possibilitou à BT uma total visibilidade de toda a infraestrutura e plataforma de serviços, independentemente de quem estivesse gerenciando cada um deles. Foram acordados níveis de serviço relativos ao desempenho da pesquisa, e não à disponibilidade dos serviços de TI. Nesse caso, o cliente trabalhou com diferentes fornecedores de serviços de cloud computing, selecionados com base no seu perfil, nível de segurança oferecido, desempenho e custos. 17

18 8 Expertise da BT Na medida em que aumenta, nas empresas, a pressão para o maior retorno sobre os crescentes investimentos em TI, a utilização gradativa de cloud services representa um meio de aprimorar o desempenho financeiro. O Datacenter Virtual da BT pode ser um primeiro passo para que o CIO ingresse com segurança no mundo da cloud computing. Para obter mais informações sobre o Datacenter Virtual da BT e como você poderá com nossos serviços aprimorar o ROI de seus ativos de TI, visite o site bt.com/globalservices ou entre em contato com Gabriel Adonaylo O Datacenter Virtual da BT oferece uma abordagem orientada a serviços para a hospedagem de aplicações. Utilizando as mais recentes metodologias de entrega de serviços e as mais modernas tecnologias de automação na oferta de serviços de rede, computação e armazenamento de dados, podemos ajudá-lo a: Cortar custos: oferecemos infraestrutura em sistema pay as you grow (pague à medida que cresce). Você elimina despesas de capital e reduz significativamente as despesas operacionais. Aumentar a agilidade do negócio: utilize o nosso portal web self-service para efetuar você mesmo as mudanças necessárias em seus serviços, respondendo rapidamente às necessidades de seus negócios. Melhorar o serviço: no ambiente virtualizado, as correções são realizadas automaticamente. Assim, se ocorrer, por exemplo, um problema físico, seus serviços são automaticamente movidos para fora da área afetada. Simplificar a infraestrutura: uma infraestrutura virtual otimiza o seu ambiente de TI e torna mais eficiente a utilização de recursos, oferecendo um melhor retorno sobre o investimento. Reduzir o impacto ambiental: uma infraestrutura virtual consome menos energia e produz menor volume de emissões de carbono que uma infraestrutura tradicional de TI. 18

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20 Escritórios em todo o mundo Os serviços descritos nesta publicação estão sujeitos a disponibilidade e podem sofrer modificações. Serviços e equipamentos são fornecidos de acordo com as condições contratuais da British Telecommunications plc. Nada na presente publicação faz parte de qualquer contrato. British Telecommunications plc Newgate Street, Londres EC1A 7AJ Registrado na Inglaterra nº: PHME: 58800

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