GESTÃO DE CONTINUIDADE DOS NEGÓCIOS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

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1 Número da Norma Complementar Revisão Emissão Folha ICMBio Instituto Chico Mendes De Conservação da Biodiversidade Diretoria de Planejamento, Administração e Logística ORIGEM GESTÃO DE CONTINUIDADE DOS NEGÓCIOS EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COTEC - Coordenação de Tecnologia REFERÊNCIA NORMATIVA Lei Nº , de 18 de novembro de 2011; Decreto nº 3.505, de 13 de junho de 2000; Instrução Normativa GSI/PR nº 01, de 13 de junho de 2008; Instrução Normativa GSI/PR nº 02, de 5 de fevereiro de 2013; Instrução Normativa GSI/PR nº 03, de 06 de março de 2013; Norma Complementar nº 07/IN01/DSIC/GSIPR, de 06 de maio de 2010; (revogada) Norma Complementar nº 12/IN01/DSIC/GSIPR, de 10 de fevereiro de 2012; Norma Complementar nº 04/IN01/DSIC/GSIPR (Revisão 01), de 15 de fevereiro de 2013; e Norma Complementar nº 09/IN01/DSIC/GSIPR (Revisão 01), de 15 de fevereiro de 2013, atualizada pela Portaria nº 10, de 20 de março de 2013; Norma Complementar nº 10/IN01/DSIC/GSIPR, (revisão 00) de 30 de janeiro de 2012; ABNT NBR ISO/IEC 27001:2006; ABNT NBR ISO/IEC 27002:2005; ABNT NBR ISO/IEC 27005:2011; O ITIL - Information Technology Infrastructure Library; CoBIT - Control Objectives for Information and related Technology) POSIC Política de Segurança da Informação e Comunicações, do ICMBio, publicada por meio da Portaria nº 222, de 23 de agosto de 2013, em seu Capítulo VII, Art. 30, Inciso VIII e Art. 31, Inciso IV; Portaria Normativa Nº 271, de , Capitulo I, Seção I, Artigo II, Inciso II-B. Página: 1/11

2 CAMPO DE APLICAÇÃO Esta NORMA COMPLEMENTAR se aplica no âmbito do ICMBio, em sua sede administrativa em Brasília e nas Unidades de Conservação do ICMBio. SUMÁRIO 1. Objetivos 2. Fundamento Legal desta Norma Complementar 3. Conceitos e Definições 4. Princípios e Diretrizes 5. Procedimentos 6. Responsabilidades 7. Vigência 8. Anexo INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES Esta Norma Complementar, tratará da Gestão de Continuidade dos Negócios e de Tecnologia da Informação e Comunicação no ICMBIO, embasada por uma metodologia complementar de aplicação e uso dos controles e modelos elaborados. APROVAÇÃO ROBERTO RICARDO VIZENTIN Presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) Página: 2/11

3 1 OBJETIVOS A Gestão de Continuidade dos Negócios e de Tecnologia da Informação e Comunicação busca fornecer uma estrutura adequada para identificação de ameaças potenciais à organização, além de nortear a construção da capacidade para tratamento de ameaças. O processo de Gestão de Continuidade dos Negócios está orientado em conformidade com a atual Norma ISO 22301, a qual estabelece os princípios e a terminologia de gestão. O processo de Gestão de Segurança da Informação e Comunicações é aplicável à rede de dados e ao ambiente organizacional que a mantém, visando assegurar a Integridade, a Disponibilidade, a Autenticidade e a Confidencialidade aos dados e, por consequência, ao ambiente corporativo. Entretanto, se esses elementos que constituem os pilares da segurança da informação falharem ou seguirem rumos adversos, ocorre a ruptura do fluxo operacional da Organização. Esta Norma Complementar tem por objetivo estabelecer diretrizes para orientar a condução de políticas de Gestão Continuidade atreladas a Segurança da Informação já existentes ou a serem implementadas no ICMBio, em conformidade com o estabelecido na POSIC, publicada por meio da Portaria nº 222, de 23 de agosto de 2013, em seu Capítulo VII, Art. 30, Inciso VIII e Art. 31, Inciso IV. 2 FUNDAMENTO LEGAL DESTA NORMA COMPLEMENTAR 2.1 POSIC A POSIC Política de Segurança da Informação e Comunicações, do ICMBio, em seu Capítulo VII, Art. 30 e Art. 31 estabelece: Art. 30 Compete ao Gestor de Segurança da Informação e Comunicações do ICMBio: I - Promover cultura de segurança da informação e comunicações; II - Acompanhar as investigações e as avaliações dos danos decorrentes de quebras de segurança; III - Propor recursos necessários às ações de segurança da informação e comunicações; Página: 3/11

4 IV - Coordenar o Comitê de Segurança da Informação e Comunicações e a Equipe de Tratamento e Resposta a Incidentes em Redes Computacionais; V - Coordenar as ações de segurança da informação e comunicações; VI - Realizar e acompanhar estudos de novas tecnologias, quanto a possíveis impactos na segurança da informação e comunicações; VII - Manter contato permanente e estreito com o Departamento de Segurança da Informação e Comunicações do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República para o trato de assuntos relativos à segurança da informação e comunicações; VIII - Propor Normas e procedimentos relativos à segurança da informação e comunicações no âmbito do ICMBio; IX - Providenciar a divulgação interna desta POSIC. Art. 31 Compete ao Comitê de Segurança da Informação e Comunicações (CSIC), no âmbito da POSIC: I - Promover cultura de segurança da informação e comunicações; II - Assessorar na implementação das ações de segurança da informação e comunicações no ICMBio; III - Constituir grupos de trabalho para tratar de temas e propor soluções específicas sobre segurança da informação e comunicações; IV - Propor Normas e Procedimentos internos relativos à segurança da informação e comunicações, em conformidade com as legislações existentes sobre o tema. 2.2 Portaria Normativa nª 271 Portaria Normativa Nº 271, de , Capitulo I, Seção I, Artigo II, Inciso II-B que estabelece: Instrução Normativa: instrumento interno pelo qual se disciplina a aplicação de planos de ação, procedimentos técnicos e operacionais e expede normas complementares a outras normativas, necessárias à execução dos trabalhos, com o intuito de orientar no desempenho das atribuições que lhes são afetas e assegurar a unidade de ação. 3 CONCEITOS E DEFINIÇÕES Página: 4/11

5 Para os efeitos desta Norma Complementar são estabelecidos os seguintes conceitos e definições: 3.1. Atividade: processo ou conjunto de processos executados por um órgão ou entidade, ou em seu nome, que produzem ou suportem um ou mais produtos ou serviços; 3.2. Atividades Críticas: atividades que devem ser executadas de forma a garantir a consecução dos produtos e serviços fundamentais do órgão ou entidade de tal forma que permitam atingir os seus objetivos mais importantes e sensíveis ao tempo Análise de Impacto nos Negócios (AIN ou BIA): visa estimar os impactos resultantes da interrupção de serviços e de cenários de desastres que possam afetar o desempenho dos órgãos ou entidades da APF, bem como as técnicas para quantificar e qualificar esses impactos. Define também a criticidade dos processos de negócio, suas prioridades de recuperação, interdependências e os requisitos de segurança da informação e comunicações para que os objetivos de recuperação sejam atendidos nos prazos estabelecidos; 3.4. Ativos de informação: os meios de armazenamento, transmissão e processamento, os sistemas de informação, bem como os locais onde se encontram esses meios e as pessoas que a eles têm acesso; 3.5. Continuidade de Negócios: capacidade estratégica e tática de um órgão ou entidade de se planejar e responder a incidentes e interrupções de negócios, minimizando seus impactos e recuperando perdas de ativos da informação das atividades críticas, de forma a manter suas operações em um nível aceitável, previamente definido; 3.6. Desastre: Evento repentino e não planejado que causa perda para toda ou parte da organização e gera sérios impactos em sua capacidade de entregar serviços Página: 5/11

6 essenciais ou críticos por um período de tempo superior ao tempo objetivo de recuperação; 3.7. Estratégia de Continuidade de Negócios: abordagem de um órgão ou entidade que garante a recuperação dos ativos de informação e a continuidade das atividades críticas ao se defrontar com um desastre, uma interrupção ou outro incidente maior; 3.8. Gestão de Continuidade: processo abrangente de gestão que identifica ameaças potenciais para uma organização e os possíveis impactos nas operações de negócio, caso estas ameaças se concretizem. Este processo fornece uma estrutura para que se desenvolva uma resiliência organizacional que seja capaz de responder efetivamente e salvaguardar os interesses das partes interessadas, a reputação e a marca da organização, e suas atividades de valor agregado; 3.9. Incidente: evento que tenha causado algum dano, colocado em risco, algum ativo de informação crítico ou interrompido a execução de alguma atividade crítica por um período de tempo inferior ao tempo objetivo de recuperação; Plano de Continuidade de Negócios: documentação dos procedimentos e informações necessárias para que os órgãos ou entidades da APF mantenham seus ativos de informação críticos e a continuidade de suas atividades críticas em local alternativo num nível previamente definido, em casos de incidentes; Plano de Gerenciamento de Incidentes (PGI): plano de ação claramente definido e documentado, para ser usado quando ocorrer um incidente que basicamente cubra as principais pessoas, recursos, serviços e outras ações que sejam necessárias para implementar o processo de gerenciamento de incidentes; Plano de Recuperação de Negócios/Desastres (PRD ou PRN): documentação dos procedimentos e informações necessárias para que o órgão ou entidade da APF operacionalize o retorno das atividades críticas a normalidade; Página: 6/11

7 3.13. Programa de Gestão da Continuidade de Negócios: processo contínuo de gestão e governança suportado pela alta direção e que recebe recursos apropriados para garantir que os passos necessários estão sendo tomados de forma a identificar o impacto de perdas em potencial, manter estratégias e planos de recuperação viáveis e garantir a continuidade de fornecimento de produtos e serviços por intermédio análises críticas, testes, treinamentos e manutenção; Tempo Objetivo de Recuperação: é o tempo pré-definido no qual uma atividade deverá estar disponível após uma interrupção ou incidente; Resiliência: poder de recuperação ou capacidade de uma organização resistir aos efeitos de um desastre. 4 PRINCÍPIOS E DIRETRIZES 4.1 A Gestão de Continuidade dos Negócios em Segurança da Informação e Comunicações devem constituir de processos eficazes orientados ao monitoramento e ao direcionamento gerencial que assegure o bom uso da tecnologia da informação. 4.2 O processo de Gestão de Segurança da Informação e Comunicações (TIC) segue o modelo proposto pela metodologia PDCA (Plan-Do-Check-Act), conforme definido na Norma Complementar nº 02/DSIC/GSIPR, publicada no Diário Oficial da União nº 199, Seção 1, de 14 de outubro de 2008, de modo a fomentar a melhoria contínua em todo âmbito operacional. 5 PROCEDIMENTOS 5.1 A elaboração do Programa de Gestão da Continuidade de Negócios envolve os seguintes procedimentos: Desenvolver documento com as diretrizes do Programa de Continuidade (Metodologia corporativa); Definir as atividades críticas do órgão ou entidade; Avaliar os riscos a que estas atividades críticas estão expostas; Página: 7/11

8 5.1.4 Definir as estratégias de continuidade para as atividades críticas; Desenvolver e implementar os Planos previstos no Programa de Gestão da Continuidade de Negócios para respostas tempestivas a interrupções; Realizar exercícios, testes e manutenção periódica dos Planos, promovendo as revisões necessárias; e Desenvolver a cultura de continuidade de negócios no órgão ou entidade. 5.2 Os procedimentos previstos no Programa de Gestão da Continuidade de Negócios são executados em conformidade com os requisitos de segurança da informação e comunicações necessários à proteção dos ativos de informação críticos, tratando as atividades de forma abrangente, o que inclui as pessoas, os processos, a infraestrutura e os recursos de tecnologia da informação e comunicações; 5.3 Recomenda-se que o Programa de Gestão de Continuidade de Negócios do ICMBIO seja composto, no mínimo, pelos seguintes Planos, de acordo com as suas necessidades específicas, de forma a assegurar a disponibilidade dos ativos de informação e a recuperação das atividades críticas: Plano de Gerenciamento de Incidentes (PGI); Plano de Continuidade de Negócios/Operacional (PCN ou PCO); e Plano de Recuperação de Negócios/Desastres (PRN ou PRD). 5.4 Cada um dos Planos deve conter, no mínimo: Plano de Gerenciamento de Incidentes: a) Objetivo e escopo; b) Papéis e responsabilidades; c) Condições para a ativação de Planos; d) Autoridade responsável; e) Detalhes de contato; f) Lista de tarefas e ações; g) Atividades das pessoas; h) Comunicação à mídia; e Página: 8/11

9 i) Localização para o gerenciamento de incidentes Plano de Continuidade de Negócios/Operacional: a) Objetivo e escopo; b) Papéis e responsabilidades; c) Autoridade responsável; d) Detalhes de contato; e) Lista de tarefas; e f) Recursos necessários Plano de Recuperação de Negócios/Desastres: a) Objetivo e escopo; b) Papéis e responsabilidades; c) Autoridade responsável; d) Detalhes de contato; e) Lista de tarefas; e f) Recursos necessários. 5.5 Os Planos são exercitados e testados periodicamente, bem assim os resultados documentados de forma a garantir a sua efetividade. 5.6 A revisão dos Planos é realizada nas seguintes situações: No mínimo, uma vez a cada 2 (dois) anos, podendo ser postergados por até mais 1 (um) ano; Em função dos resultados dos testes realizados; ou Após alguma mudança significativa nos ativos de informação, nas atividades ou em algum de seus componentes. 5.7 Sugere-se que os contratos firmados com empresas terceirizadas que suportem atividades críticas contenham cláusula segundo a qual as referidas empresas possuam Planos de Continuidade dos Negócios, bem como as evidências dos testes realizados. Página: 9/11

10 6 RESPONSABILIDADES 6.1 Para a Alta Administração do ICMBIO, no âmbito de suas atribuições, recomenda-se que sejam adotadas as seguintes responsabilidades: Aprovar as diretrizes estratégicas que norteiam a elaboração do Programa de Gestão de Continuidade de Negócios; Avaliar a relação custo e benefício das estratégias de continuidade propostas e dos Planos que compõem o Programa de Gestão da Continuidade de Negócios e decida sobre sua implementação; Garantir os recursos necessários para estabelecer, implementar, operar e manter o Programa de Gestão da Continuidade de Negócios. 6.2 As seguintes atribuições devem ser conferidas ao comitê responsável pela Gestão da Continuidade de Negócios, ou de Segurança da Informação e Comunicações, no caso do ICMBIO não possuir o Gestor de Continuidade de Negócios: Propor as diretrizes estratégicas do Programa de Gestão da Continuidade de Negócios; Avaliar o plano de tratamento de riscos; Realizar, periodicamente, a Análise de Impacto nos Negócios (AIN/BIA); Propor melhorias na implantação de novos controles relativos ao Programa de Gestão de Continuidade de Negócios; Supervisionar a elaboração, implementação, testes e atualização dos Planos; Desenvolver a cultura de Gestão de Continuidade de Negócios; 6.3 As seguintes atribuições devem ser conferidas aos responsáveis pelos setores ou processos onde foram identificadas atividades críticas para o ICMBIO: Elaborar os Planos previstos no Programa de Gestão da Continuidade de Negócios relacionados às atividades críticas; Realizar os testes e exercícios dos Planos; Avaliar e aprimorar os Planos a partir dos resultados dos testes e exercícios; Administrar a contingência quando da interrupção de atividades, com base nos Planos desenvolvidos; Página: 10/11

11 6.3.5 Propor os recursos necessários para a implantação e o desenvolvimento das ações relacionadas à continuidade das atividades, bem como para a realização dos testes e dos exercícios dos Planos. 7 VIGÊNCIA 7.1 Esta Norma entra em vigor na data de sua publicação, gerando seus efeitos a partir de XX de XXXX de ANEXOS 8.1. Metodologia de Gestão de Riscos e Continuidade dos ICMBIO; 8.2. Modelo de Análise de Impacto nos Negócios (BIA/AIN); 8.3. Modelo de Planos de Continuidade; 8.4. Modelo de Estratégia de Continuidade; e 8.5. Modelo de Plano de Teste e Validação. Página: 11/11

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