Integrada de Química. Prof. Dr. Carlos Eduardo Bonancêa

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1 Integrada de Química Prof. Dr. Carlos Eduardo Bonancêa

2 Agora veremos a uma Apresentação sobre Relações CTS no Ensino de Química. Ao seu final, espera-se que você aprenda sobre relações existentes entre o movimento CTS e a educação em química, seus métodos, objetos e objetivos, operando na configuração do mundo contemporâneo. Como sabemos, o objetivo maior dessa disciplina é integrar todos os conceitos já trabalhados com vocês nas disciplinas já cursadas. Por isso, as atividades relacionadas a esse módulo terão como base os conteúdos didáticos com os quais vocês já trabalharam.

3 Movimento CTS Ensino de química A tecnologia no movimento CTS para o ensino das ciências O movimento CTS no ensino médio do Brasil Formação de professores O papel Social da Química ABORDAGEM CTS NA PERSPECTIVA DE LICENCIADOS EM QUÍMICA Relações CTS no Ensino de Química Interdisciplinaridade e contextualização

4 O que é um ensino crítico? O que é necessário para promover um ensino crítico? Quais os sentidos de cidadania e inclusão social? De que ciência e tecnologia estamos falando? Que ciência e tecnologia queremos ensinar? Em que sociedade? Em que contexto? Que sentidos de apropriação social da C e T estamos construindo? Para quê? Até que ponto a educação formal e não formal contribuem para essa apropriação?

5 possibilitar uma formação para maior inserção social das pessoas para se tornarem aptas a participar dos processos de tomadas de decisões conscientes e negociadas em assuntos que envolvam CeT. favorecer um ensino de/sobre ciência e tecnologia que vise à formação de indivíduos com a perspectiva de se tornarem cônscios de seus papéis como participantes ativos da transformação da sociedade em que vivem. (LINSINGEN, 2007)

6 visa à formação de um cidadão consciente, onde a participação é um elemento de emancipação e mudança social. Mas essas idéias possuem implicações que vão muito além do desejo de construção de inserção social para um consumo consciente e para a sustentabilidade. Essas questões remetem para a polissemia de CTS e a importância de refletir sobre educação CTS no Brasil.

7 A ESCOLA contribui para a manutenção dos modelos hegemônicos de entendimento da CeT e suas relações com a sociedade; Os conhecimentos/conteúdos ensinados, que partem de um currículo histórica e socialmente construído, sedimentam-se nessas percepções de CeT; Esses conhecimentos apresentam um grande distanciamento dos tempos entre a produção desses sentidos de/sobre CeT e a circulação e socialização dos mesmos.

8 De que forma as histórias de leituras dos estudantes e professores influenciam em sua constituição enquanto leitores? Como os estudantes e professores se percebem enquanto leitores? Que sentidos os estudantes estabelecem para a linguagem nas ciências e sua leitura?

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11 Ler não basta. Precisamos compreender o que se foi lido e para isso precisamos também debater sobre. No caso, obtemos dois textos de gêneros diferentes, um com criações que nos levam a pensar além e outro científico e por assim ser, direto. Creio que expandir conhecimentos, não seria somente ler um texto quimicamente correto, sem dificuldades, mas sim ler algo que proporciona a pessoa buscar novos horizontes, saber interpretar e ter a consciência de que, assim como um texto repleto de conclusões, com um único objetivo é a sociedade capitalista de hoje.

12 Romper com a forma tradicional de ensino Ensino-aprendizagem não é transmissão de conhecimentos Romper a visão de ciência e tecnologia neutra, higienizada de conflitos, polêmicas, erros, etc e, fragmentada, feita por cientistas geniais) Repensar currículo (no seu sentido amplo) Formas - problematizações Conteúdos romper tradição seletiva dos conteúdos, enfatizar que os conceitos têm uma história) avaliação levar em conta mecanismo de antecipação temas (ligados ao cotidiano dos estudantes) A linguagem não é transparente! Olhar para o seu funcionamento Há sempre interpretação em qualquer fato observado.

13 Que ciência e tecnologia queremos ensinar? Quais temas são relevantes para uma comunidade? Como trabalhar numa perspectiva em que os seres humanos também fazem parte do ambiente? Como fazer uma discussão de forma problematizadora? O que é um problema? É possível trabalhar sem a fragmentação existente na produção da ciência? Como movimentar as concepções alternativas dos educandos?

14 Superar a visão instrumental da linguagem. É preciso perder a ingenuidade da transparência da linguagem e de sua neutralidade, em nosso caso o foco no discurso científico, seja no cerne da produção da ciência, seja no seu ensino. Olhar para a escola como local de resistência a estas práticas. Além disso, outros ambientes onde circulam os discursos da CeT possam ser abordados e problematizados. Repensar a leitura e escrita, em escolas públicas com crianças das classes populares.

15 Questionar as possibilidades de sentidos de um texto e como este pode produzir sentidos diferenciados para a formação de um leitor crítico que continue a ler mesmo fora da escola. Enfatizar os processos, os contextos, as histórias, as expectativas, mais que os produtos da ciência. Proporcionar reflexões aos estudantes sobre seu papel enquanto leitores em aulas de ciências e para que sejam autores de seu próprio dizer. Os professores precisam repensar seus modelos de ser professor e seus modelos de leitura.

16 Responsável pelo Conteúdo: Prof. Dr. Carlos Eduardo Bonancêa : Obrigado e bons estudos! Campus Liberdade R. Galvão Bueno, São Paulo SP Brasil Tel: (55 11)

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