Hermann Blumenau - Complexo Educacional Curso Técnico em Saúde Bucal. Materiais Dentários. Professora: Patrícia Cé

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1 Hermann Blumenau - Complexo Educacional Curso Técnico em Saúde Bucal Materiais Professora: Patrícia Cé

2 Introdução AULA I Vernizes Cimento de hidróxido de Cálcio Cimento de Ionômero de Vidro Cimento de Fosfato de Zinco Cimento de Polixarboxilato de Zinco Cimento de Óxido de Zinco e Eugenol Cimento resino Restaurador provisório Resina acrílica ativada quimicamente Gesso

3 Introdução AULA II Materiais de Moldagem Alginato Polissulfeto Poliéter Silicone de condensação Silicone de adição Pasta zinco-eugenólica Godiva Cera

4 Introdução AULA III Agente hemostático Anestésicos (Alvogil) Porcelana Materiais Restauradores Amálgama Resina composta Ácido Adesivo

5 Introdução Para conhecermos os materiais dentários necessitamos de conhecimentos básicos da matéria, em particular sobre os sólidos e seu comportamento durante o manuseio e uso na cavidade oral. Philips 1996

6 Introdução As propriedades físicas de um material são determinadas pelas forças de uniões interatômicas. Quanto maior for a energia de superfície maior a capacidade de adesão. A adesão depende da atração entre duas superfícies. A energia de superfície e as qualidades adesivas podem ser diminuídas por impurezas. Adesão é atração entre moléculas diferentes, pode ser química ou mecânica.

7 Introdução PROPRIEDADES FÍSICAS DOS MATERIAIS DENTÁRIOS Tensão: É a reação interna de um corpo, igual em intensidade e com direção contrária a força externa aplicada. Resistência: Mede a tensão necessária para causar fratura ou deformação plástica de um material. Flexibilidade: É a deformação experimentada por um material no seu limite proporcional, por ação de pequenas tensões. Resiliência: É a resistência de um material a deformação permanente. A dentina é muito resiliente, quando não suporta mais, fratura. Fadiga: É uma injúria, fratura, progressiva sob cargas repetidas.

8 Vernizes O verniz cavitário tem o objetivo de isolar os túbulos dentinários expostos durante o preparo cavitário. Para se conseguir uma camada uniforme e contínua sobre todas as paredes do preparo cavitário, deve-se aplicar idealmente 02 camadas. É contra-indicado quando materiais adesivos, como e resina composta, são utilizados como materiais restauradores. É indicado sob restauração de amálgama.

9 Vernizes Reduz infiltrações; Forma barreira contra ácidos; Forma barreira contra corrosão de outros materiais; Minimiza pigmentação do dente; Baixa solubilidade; Diminui sensibilidade; Evita choque galvânico.

10 Hidróxido de Cálcio Hidróxido de Cálcio Material de proteção pulpar, sendo o mais utilizado para forramento de cavidades. O forramento não possui uma resistência mecânica suficiente ou uma capacidade de isolamento térmico, no entanto pode neutralizar ácidos que migram para a polpa, além de induzir a formação de dentina reparadora. Apresenta-se nas formas de: - Pó de hidróxido de cálcio; - Pasta de hidróxido de cálcio; - Cimento de hidróxido de cálcio.

11 Hidróxido de Cálcio Hidróxido de Cálcio INDICAÇÕES Capeamento pulpar direto (diretamente sobre a polpa); Forramento de cavidades profundas e médias; Obturação canal radicular em endodontia; Apicectomia (remoção ápice do dente);

12 Cimento de Ionômero de Vidro () Na busca de um material que apresentasse as características do Cimento de Óxido de Zinco e Eugenol, a resistência do Cimento de Fosfato de Zinco, a estética e a capacidade anticariogênica do Silicato e a adesividade do Cimento Policarboxilato, surgiu um novo material chamado Ionômero de Vidro. Indicações Tipo I - Cimentação Tipo II - Restauração Tipo III - Forração ( selante )

13 Cimento de Ionômero de Vidro () Os cimentos de ionômero de vidro são os materiais de escolha no Tratamento Restaurador Atraumático (TRA) como materiais restauradores adesivos ativados quimicamente. Essa técnica consiste na remoção superficial da dentina cariada com instrumentos manuais e posterior restauração da cavidade e selamento de fissuras e pontos associados. (GOMES, BIELLA, MASTRANTONIO, 2003)

14 Cimento de Ionômero de Vidro () Através da liberação de íons flúor, o cimento de ionômero de vidro consegue manter ao seu redor um ambiente propício à remineralização, pois o flúor interfere no metabolismo das bactérias, se liga ao esmalte tornando-o mais resistente aos ácidos e diminui a desmineralização. A utilização do flúor, além de melhorar as propriedades de manipulação e a resistência, confere ao material uma propriedade anticariogênica, prevenindo a instalação de novas lesões cariosas. (MARTINS et al, 2006)

15 Cimento de Fosfato de Zinco Substância formada pela reação entre o pó de fosfato de zinco e o líquido de ácido fosfórico, pode ser usado tanto como base como agente cimentante. É o mais antigo dos agentes cimentantes, portanto é o agente com mais longo tempo de vida clínica. Serve como padrão para que novos sistemas sejam comparados.

16 Cimento de Fosfato de Zinco INDICAÇÕES Cimentação Forramento com Hidróxido de Cálcio ou adesivo dentinário e cimentação com fosfato de zinco. Forramento Primeiro com Hidróxido de Cálcio, Segundo com Fosfato de Zinco.

17 Cimento de Policarboxilato de Zinco O cimento de policarboxilato de zinco possui uma relativa biocompatibilidade, que pode se dever ao fato de que as moléculas do ácido poliacrílico são amplas e possui as seguintes características: Exibe a adesão especifica as estruturas dentárias; Alta viscosidade; Tempo de trabalho é mais curto do que o do fosfato de zinco.

18 Cimento de Policarboxilato de Zinco Fixação de coroas e inlays, revestimento de cavidades; Coroas, pontes, inlays e braquetes ortodônticos; Preenchimento de cavidades debaixo de todos os tipos de materiais de restauração ou em tratamento de canal; Obturações provisórias e obturações em dentes de leite.

19 Cimento de Óxido de Zinco e Eugenol O cimento de Óxido de Zinco e Eugenol (ZOE) é utilizado principalmente para restaurações intermediárias e temporárias, por causa das suas propriedades físicas e biológicas; Baixa resistência: possibilita a remoção de restaurações temporárias sem causar injurias ao material dental. Efeito sedativo e propriedades biológicas, que ajudam a recuperar a polpa injuriada, fazem com que este seja um cimento ideal para restaurações intermediárias (a restauração definitiva é realizada depois da recuperação pulpar).

20 Cimento de Óxido de Zinco e Eugenol INDICAÇÕES Cimentações temporárias e restaurações indiretas; Agentes cimentantes de restaurações permanentes; Restauração temporária e base; Forramentos (espessura).

21 Cimento Resinoso A composição dos cimentos resinos dual, que associa a fotoativação e a polimerização química, proporcionam propriedades físicas e mecânicas como a força de união, resistência ao desgaste e a compressão, superiores aos demais materiais de cimentação.

22 Cimento Resinoso É o material de escolha para a cimentação de inlays cerâmicos e restaurações do tipo onlays, restaurações de resina composta indireta, coroas cerâmicas, bem como facetas de porcelana e pinos intraradiculares.

23 Restaurador provisório Fácil manipulação. Adere-se ao instrumento e às paredes do dente tendo rápido endurecimento na temperatura bucal. Possui presa química através da salivação. Quanto maior a taxa de salivação maior a velocidade do endurecimento do produto Cavitec. Selamento hermético perimetral, impedindo as infiltrações marginais. Discreto desgaste oclusal. Muito utilizado na endodontia.

24 Restaurador provisório Composto de aglutinantes hidrófilo, Óxido de Zinco e Sulfato de cálcio. É indicado para todos os procedimentos não concluídos ou emergenciais na endodontia, na dentística e na prótese, contando que a intervenção subsequente, para conclusão do trabalho ou troca do curativo ocorra em curto espaço de tempo.

25 Resina acrílica ativada quimicamente É um material plástico, que após sua polimerização torna-se rígido. A resina deve ser insípida, inodora, não irritante aos tecidos bucais. Deve ser completamente insolúvel na saliva ou em qualquer outro fluído da boca, e deve ser impermeável aos fluídos orais a ponto de não se tornar anti-higiênica, ou com gosto ou odor desagradáveis.

26 Resina acrílica ativada quimicamente Deve possuir adequada resistência à compressão ou às forças mastigatórias, forças de impacto e desgaste excessivo que pode ocorrer na cavidade oral. É indicado para confecção de base de prótese total, aparelho ortodôntico, moldeira individual, guia cirúrgico. prótese próvisória (fixa e removível),

27 Gesso É usado na odontologia para obtenção de modelos de estudo das estruturas orais e maxilo-faciais e como importante auxiliar nas fases laboratoriais para construção de próteses. A gipsita é um mineral encontrado em várias partes do mundo. É também obtida como subproduto de alguns processos químicos. Quimicamente, este mineral, usado para fins odontológicos, é basicamente um sulfato de cálcio diidratado (CaSO4 2H2O). Vários tipos de gesso são utilizados na odontologia;

28 Gesso Gesso Comum (Tipo I): Estes materiais são compostos de gesso Paris, ao qual foram adicionados modificadores para regular o tempo de presa e a expansão de presa.

29 Gesso Gesso Comum (Tipo II): Usado principalmente para preencher a mufla na construção de uma dentadura, quando a expansão de presa não é crítica e a resistência é adequada.

30 Gesso Gesso-Pedra (Tipo III): Indicado para a construção de modelos, na confecção de próteses totais que se ajustam aos tecidos moles, pois apresentam uma resistência adequada para este propósito e é fácil remover a prótese após sua conclusão.

31 Gesso Gesso-Pedra de Alta Resistência (Tipo IV): Os principais requisitos de um troquel são resistência, dureza e um mínimo de expansão de presa. A dureza deste gesso aumenta mais rapidamente que a resistência à compressão, uma vez que a secagem da superfície é mais rápida. Esta é uma vantagem pois a superfície resiste mais a abrasão enquanto o corpo do troquel é menos sujeito a uma fratura acidental.

32 Gesso Gesso-Pedra, Alta Resistência, Alta Expansão (Tipo V): Tem uma resistência à compressão superior à do gesso tipo IV. Este aumento é conseguido pela diminuição da relação água:pó. A razão para aumento da expansão de presa é que certas ligas novas, com a base de metal, apresentam uma grande contração de solidificação diferente das ligas de metais nobres.

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