UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS UNISINOS MBA EM GESTÃO EMPRESARIAL FABIO WILKENS O PERFIL DOS CONSUMIDORES DO SEGMENTO FOOD TRUCK NO BRASIL

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1 UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS UNISINOS MBA EM GESTÃO EMPRESARIAL FABIO WILKENS O PERFIL DOS CONSUMIDORES DO SEGMENTO FOOD TRUCK NO BRASIL Gravataí 2014

2 FABIO WILKENS O PERFIL DOS CONSUMIDORES DO SEGMENTO FOOD TRUCK NO BRASIL Trabalho de Conclusão de Curso MBA em Gestão Empresarial apresentado à Universidade do Vale do Rio dos Sinos Unisinos Orientador: Profª. Ms. Juliana Suzin Gravataí 2014

3 AGRADECIMENTOS Aos meus pais, Carlos Antônio e Marinêz, por tudo que são, fizeram e fazem por mim. Às minhas avós, que torcem e rezam constantemente pelo meu sucesso. A todos aqueles que apostaram em mim, acreditando no meu trabalho, provendo-me e creditando novos desafios diariamente. Aos grandes amigos sempre presentes, que me proporcionam bons momentos e me dão forças para atingir mais este objetivo. Em especial a Juliane Karoly Ely, amiga, companheira, namorada e futura esposa que muitas vezes dedicou seu tempo para estar presente comigo, me auxiliando, discutindo e dando boas sugestões. Aos colegas que estiveram presentes durante todo o período do MBA e professores, em especial o coordenador de curso Rafael Teixeira. À minha orientadora Juliana Suzin, por acreditar no meu trabalho, que no início não foi nada fácil, mas descomplicou com suas orientações. Enfim, a todos aqueles que, junto comigo, contaram página por página e torceram pelo fim desse trabalho com mérito.

4 RESUMO Este estudo fundamenta-se numa pesquisa quantitativa que teve por objetivo identificar qual o perfil do comportamento de consumo dos clientes de food truck. Tem como propósito contribuir para o estudo do comportamento de compra do consumidor, apresentando análises que buscam pontos de corelação entre a fundamentação teórica e os dados resultantes dos questionários fechados aplicados no que diz respeito aos fatores de influência do comportamento, sendo eles culturais, sociais, pessoais e psicológicos. Os resultados revelaram que o consumo em food truck está relacionado a vivência de uma experiência, estando associado a um momento de lazer, desta forma a principal motivação de consumo é proveniente de uma necessidade social. Após uma vez consumido, a satisfação e aprendizagem vivida fazem com que o consumidor se torne fiel e defensor deste modelo de negócios, indicando para seus grupos de afinidade. Os fatores que mais influenciaram no comportamento foram os sociais referente a estilo de vida, ocupação e circunstância econômica. Os fatores culturais como, renda e grau de instrução, também foram outros fatores que contribuiram para a definição do perfil dos consumidores. Palavras-chave: comportamento do consumidor, food truck, fatores de influência.

5 ABSTRACT This study is based on a quantitative research which aimed to identify the consumption behavior profile of food truck customers. Its purpose is to contribute to the consumers purchase behavior study, presenting analyses that confront points of correlation between the theoretical framework and the data resulting from the closed questionnaires applied in regard to cultural, social, personal or psychological behavior influencing factors. The results showed that food truck consumption is related to an experience, being associated with a moment of leisure; thus, the main motivation for consumption derives from a social need. Once the experience has been consummated, the satisfaction and learning gained make the consumer loyal and a fan of this type of business, ultimately indicating it to friends. The factors which most influenced on behavior were those social ones that are connected to lifestyle, occupation, and economic circumstance. Cultural factors like income and schooling also contributed to the definition of the customers profile. Key-words: consumers behavior, food truck, influencing factors

6 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO DEFINIÇÃO DO PROBLEMA OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos JUSTIFICATIVA 9 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA MODELOS DE NEGÓCIOS SEGMENTAÇÃO DE MERCADO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR 15 3 METODOLOGIA DELINEAMENTO DA PESQUISA UNIDADE-CASO INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS TÉCNICAS DE ANÁLISE DE DADOS LIMITAÇÕES DO ESTUDO/MÉTODO 28

7 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS O NEGÓCIO DE FOOD TRUCK O QUESTIONÁRIO APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS 34 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 48 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 50 7 ANEXO 52

8 7 1. INTRODUÇÃO Hoje o público consumidor está podendo consumir mais e exigindo mais também de cada oferta a fim de extrair o maior número de benefícios e vantagens que satisfaçam desde suas necessidades mais básicas até seus desejos. Porém, contestando a teoria de Maslow (KOTLER, KELLER, 2006, p. 184) o consumidor torna uma motivação corriqueira uma necessidade de pertencimento e status, causando um mix nas camadas da pirâmide. Esta motivação corriqueira que se transforma em uma busca social e de estima está imersa neste trabalho, e se trata da necessidade de comer. Entretanto, tantos outros fatores psicológicos, pessoais e sociais estão certamente ligados e influenciam o comportamento de compra do consumidor. Para isto, iremos aprofundar os estudos em torno de uma determinação mais próxima e fidedigna a descobrir as reações do consumidor, mais especificamente, de estabelecimentos identificados como food truck - estrangeirismo utilizado para chamar as comidas de rua vendidas em pequenos caminhões, vans ou trailers.- que só nos EUA, país de origem deste estilo de gastronomia, espera-se alcançar o patamar de U$ 2,7 bilhões de faturamento em 2017, segundo o SINDAL. Quais as principais motivações e percepções que os fazem consumir em food truck? Quem são eles e o que valorizam neste novo modelo de negócio que converge mobilidade, preço acessível e vivência de experiências? Estas são algumas das indagações que este trabalho se propõem a desvendar através de um pesquisa exploratório quantitativa. Para o desenvolvimento do tema, este estudo será estruturado em três capítulos teóricos: modelos de negócios, segmentação de mercado e comportamento do consumidor. O primeiro capítulo apresenta alguns conceitos centrais sobre os modelos de negócios, abordando os diferentes focos e diretrizes que estruturam os negócios, o

9 8 que está atrelado e se relaciona fortemente com o capítulo que o sucede, sobre segmentação de mercado. Neste capítulo, sobre segmentação de mercado, procura-se apresentar de forma breve a importância do reconhecimento do público para desenvolvimento de um negócio e de sua proposta de valor no mercado. Neste mesmo capítulo, é abordada a relevância das características de segmentação do público para identificação dos mercados-alvo de atuação. O último capítulo teórico carrega a abordagem sobre o comportamento do consumidor e as diversas variáveis racionais e emocionais que impactam as pessoas até o processo de compra. A metodologia utilizada nesse estudo é, inicialmente, o método de pesquisa bibliográfica através da técnica de levantamento bibliográfico a partir de autores referência em cada um dos assuntos específicos. Além de livros, os dados secundários são coletados em portais da internet, meio onde há mais informações sobre o tem food truck. Após o levantamento, uma pesquisa de abordagem quantitativa de caráter exploratório é realizada a fim de se obter uma visão geral acerca do tema. Para isso, será utilizado o método de levantamento ou Survey, A análise dos dados ocorre através de estatísticas a fim de responder aos objetivos deste trabalho DEFINIÇÃO DO PROBLEMA Tendo em vista os aspectos anteriormente citados, o problema que este trabalho tem a função de investigar é: Qual é o perfil dos consumidores do segmento food truck?

10 OBJETIVOS Objetivo Geral truck. Identificar qual é o perfil do comportamento de consumo dos clientes de food Objetivos Específicos Identificar as motivações de consumo dos clientes de food truck; Entender as preferências dos frequentadores; Identificar as principais similaridades entre os pesquisados; Avaliar as possíveis influências para o consumo JUSTIFICATIVA A importância deste estudo dá-se pelo fato da grande aceitação e início da consolidação deste segmento de consumo no país e que, em contra partida, não possui base de informação trabalhada e formal que investigue e averigue o perfil de compra dos consumidores e características valorizadas neste novo e aquecido mercado no Brasil. Saber quem, quando, por quê, quanto pagam, com que frequência e qual a percepção de valor no consumo em food trucks é de extrema valia para o enriquecimento e afirmação do segmento, através de insumos intangíveis como o comportamento do consumidor e tangíveis, por meio de norteadores advindos do mercado.

11 10 Este trabalho poderá ajudar empresas e profissionais empreendedores a conhecerem o mercado consumidor de food truck a fim de possibilitar a definição de estratégias e planos para investimento e entrada neste segmento através de abertura e adequação de novos negócios. Empresas já atuantes no segmento também se beneficiam deste estudo como forma de aprofundar o conhecimento sobre seu público possibilitando análise de aderência e possível replanejamento para a sustentação do negócio. O estudo é também de importância pessoal para o autor que se interessa pelo tema abordado e que pretende, no futuro, investir em um food truck em sua região.

12 11 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1. MODELOS DE NEGÓCIOS Um Modelo de Negócios descreve a lógica de criação, entrega e captura de valor por parte de uma organização. Está é a definição descrita por Osterwalder (2011, p. 14). Existem diversos Modelos de Negócios onde cada um deles pode incorporar outros inúmeros padrões baseados em conceitos como, por exemplo, de Desagregação, Cauda Longa, Plataformas Multilaterais, Grátis e Modelos Abertos. É certo que ao longo do tempo novos padrões irão surgir, fundamentados em outros conceitos de negócios que atenderão a novas necessidades dos consumidores. Segundo o Modelo de Negócios Desagregado há três tipos diferentes e básicos de negócios: inovação de produto, gestão do relacionamento com clientes e gerenciamento de infraestrutura. Cada um dos tipos de negócios possui diferentes imperativos econômicos, competitivos e culturais bem marcantes que empregam pessoas diferentes e orientam a empresa, a fazendo se concentrar em uma das três disciplinas de valor: liderança de produto, intimidade com o cliente ou excelência operacional. Abaixo os papéis de cada tipo de negócio: Inovação de produto: desenvolvimento de produtos e serviços novos e atraentes. Relacionamento com Clientes: descoberta e aquisição de clientes e construção de um relacionamento com elas. Infraestrutura: construção e gerenciamento de plataformas para tarefas repetitivas e de alto volume. (HAGEL; SINGER, 1999 apud OSTERWALDER, 2011) Segundo Hagel e Singer (1999 apud OSTERWALDER, 2011), os três tipos até podem coexistir dentro de uma única empresa (modelo agregado), porém os autores

13 12 argumentam a favor do modelo desagregado, onde as companhias devem separar os negócios e se concentrar em apenas um dos três, internamente, já que cada tipo é guiado por fatores diferentes e podem entrar em conflito uns com os outros ou produzir perdas indesejadas dentro da mesma organização. (HAGEL; SINGER, 1999 apud OSTERWALDER, 2011, p. 58). Outro ponto que vale destaque quanto a construção do modelo de negócio é a importância de se levar em consideração os insights do público consumidor. Para projetar produtos e serviços não se pode negligenciar a perspectiva do cliente, método o qual pode levar à descoberta de oportunidades completamente novas, independente do investimento pesado em pesquisa de mercado. Assim pensa Osterwalder (2011), que defende o desenvolvimento de Modelo de Negócios centrado no cliente, de forma a aplicar os seguintes questionamentos como matriz de construção de uma iniciativa inovadora: Quais serviços nossos clientes precisam e como podemos ajudar? Quais são as aspirações de nossos clientes e como podemos ajudá-los a alcançá-las? Como nossos clientes preferem ser atendidos? Como nós podemos nos encaixar melhor nas suas rotinas? Que relação nossos clientes esperam ter conosco? Por quais calores nossos clientes estão realmente dispostos a pagar? (OSTERWALDER, 2011, p. 129) É esta compreensão dos consumidores e de seu ambiente, rotina, preocupações e aspirações que possibilitam fazer as escolhas certas em relação a proposta de valor, canais de distribuição, relacionamento com cliente e fluxo de receita do negócio. Porém, em contra partida, não pode-se fechar os olhos para o novo, conforme segue trecho:

14 13 Mas o desafio da inovação é desenvolver uma compreensão mais profunda dos clientes e não simplesmente perguntar o que eles querem. (...) Outro desafio é saber quais clientes ouvir e quais clientes ignorar. (...) Assim sendo, inovadores devem evitar se concentrar exclusivamente nos segmento de clientes existentes e se direcionar para segmentos novos ou ainda não atendidos. (OSTERWALDER, 2011, p. 129) Escutar novos segmentos é a probabilidade de gerar muitas e novas ideias, o que pode acarretar, consequentemente, no desenvolvimento de um novo e inovador modelo de negócio. Entretanto, é crucial que a viabilidade do negócio seja levada em consideração neste processo de ideação 1, a final hoje existem muito mais opções ao projetar um novo Modelo de Negócio, onde diferentes modelos competem nos mesmos mercados e as fronteiras entre eles se misturam ou acabam por desaparecer (OSTERWALDER, 2011). Um Modelo de Negócio inovador requer ignorar o passado e tudo aquilo que já tenha se estabelecido, como por exemplo a concorrência. Afinal, conforme Osterwalder (2011, p. 129), inovar não é copiar ou comparar, mas criar novos mecanismos de criação de valor e receitas, desafiando as ortodoxias para construir modelos originais que supram a necessidade de consumidores insatisfeitos, novos ou que nem haviam sido cogitados. Esta movimentação de inquietude nos modelos expandem as possibilidades e os limites dos negócios, acabando por melhorar a competitividade e a quantidade de opções para os consumidores e o mercado como um todo. 2.2 SEGMENTAÇÃO DE MERCADO Segundo Osterwalder (2011, p. 20), Um Modelo de Negócios pode definir um ou vários segmentos, pequenos ou grandes. A organização deve tomar uma decisão 1 Ideação é como o autor Osterwalder (2011) denomina o processo criativo para gerar um grande número de ideias e isolar as melhores.

15 14 consciente sobre quais segmentos servir e quais ignorar. Para isso é fundamental saber para quem a empresa está criando valor e quais são os consumidores mais importantes os quais o esforço e proposta de valor serão adaptados. Por isso é fundamental identificar e traçar o perfil de cada segmento, ou grupo de compradores, pois cada um deles representa uma necessidade, preferência, comportamentos e atributos distintos. Ainda, de acordo com Osterwalder (2011, p. 20), um grupo de clientes representam segmentos diferentes se: Suas necessidades exigem e justificam ofertas diferentes; São alcançados por canais de distribuição diferentes; Exigem diferentes tipos de relacionamento; Têm lucratividades substancialmente diferentes; Estão dispostos a pagar por aspectos diferentes da oferta. Existem diferentes níveis de segmentação de mercado, e Kotler e Keller (2006) apresentam como sendo os seguintes: marketing de massa, de segmento, de nicho, local e individual. O marketing de massa é defendido como aquele para um mercado potencial maior, com dedicação à produção, distribuição e promoção de um produto para todos os compradores, o que gera custos mais baixos, e por sua vez, preços também mais baixos ou margens mais altas. O marketing de segmento se caracteriza por um grande grupo de consumidores que possuem as mesmas preferências, de forma que permite a empresa planejar, definir preços, divulgar e fornecer o produto para melhor satisfazer os clientes. O marketing de nicho é voltado para um grupo definido mais estritamente que procura por um mix de benefícios distinto e concordam em pagar um preço mais alto à empresa que melhor suprir suas necessidades. O marketing local é direcionado para grupo de clientes locais como áreas comerciais, bairros e até mesmo lojas, de forma que a empresa fique tanto quanto possível próxima e pessoalmente relevante para cada cliente. Conhecido também como marketing umpara-um ou individual, o último nível de segmentação é a customerização, que combina

16 15 a customização em massa com o marketing customizado, dando aos consumidores autonomia para desenhar o produto e o serviço de sua escolha, através de plataformas e ferramentas. Segundo Kotler e Keller (2006) algumas características são utilizadas para segmentar mercados consumidores, sendo elas geográficas, demográficas, psicográficas e comportamental. Cada um desses tipos de segmentação permite examinar de forma mais específica as diferentes necessidades ou reações das pessoas em relação ao produto, facilitando o reconhecimento das diferenças entre clientes. Após analisar o cenário e identificar os segmentos de mercado potenciais, é preciso decidir quantos e quais mercados alvo é de interesse da empresa focar e, assim trabalhar a proposta de valor do modelo de negócio para melhor atender este público. 2.3 COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR É dos desejos e necessidades dos consumidores que os negócios, e suas marcas, vivem. Para que esse relacionamento, consumidores x negócios se perpetue, é obrigação das empresas manterem-se próximas desses consumidores ou potenciais clientes a ponto de entender o que eles fazem, pensam e dizem, ou não dizem, como ressalta Troiano (2009). Enfim, é fundamental compreender o comportamento dos consumidores estando inserido no seu contexto. Além da forte influência sofrida a partir dos estímulos de marketing (Produto, Preço, Praça e Promoção) e do ambiente externo, temos como principais influenciadores do comportamento de compra os fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos, de acordo com Kotler e Keller (2006). O autor Jaime Troiano (2009) retrata bem os consumidores atuais que sofreram mudanças nestes quatro aspectos, construindo um novo perfil de comportamento e atitudes que estão imersos em

17 16 emoções. Segundo Lipovetsky (2007), o motivador de compra se desprende do produto tangível e de seus atributos e funcionalidades, como diz o trecho: Nada de objeto desejável em si, nada de atrativo das coisas por si mesmas, mas sempre exigências de prestígio e de reconhecimento, de status e de integração social. Estrutura de intercâmbio social sustentada pela lógica da posição e das competições por status, o consumo na fase II é definido como um campo de símbolos distintivos, procurando os atores não tanto gozar de um valor de uso quanto exibir uma condição, classificar-se e serem superiores em uma hierarquia de signos concorrentes. Nessa perspectiva, a corrida aos bens mercantis é inesgotável apenas na medida em que se apoia em lutas simbólicas com vista à apropriação dos signos diferenciais. As estratégias distintivas e as lutas de concorrência opondo as classes sociais é que estão no principio da excrescência gigantesca do consumo e da impossibilidade de chegar a um limiar de saturação das necessidades. (LIPOVETSKY, 2007, pg. 24) Frente a essa busca simbólica, encontra-se um público cada vez mais exigente, que ao primeiro sinal de insatisfação muda sua escolha de compra e, ainda, espalha pra quem quiser ouvir a sua frustração. De acordo com Lipovetsky (2007), um público consumidor em busca de experiências afetivas, imaginárias e cada vez mais sensoriais, que faz com que a fria funcionalidade seja deixada de lado, para a atratividade sensível e emocional tome a vez. Diferentemente do marketing tradicional, que valorizava argumentos racionais e a dimensão funcional dos produtos, muitas marcas agora jogam a carta da sensorialidade e do afetivo (LIPOVETSKY, 2007, pg. 28). É assim que Gilles explica o comportamento emocional do consumidor e a reação do marketing sensorial que procura melhorar as qualidades sensíveis, táteis e visuais, sonoras e olfativas dos produtos e dos locais de venda para atender novas exigências. Os quatro fatores influenciadores do comportamento de compra abordados por

18 17 Kotler e Keller, foram impactados pela sensorialidade aguda dos consumidores retratados por Lipovetsky, porém, é a cultura, aspectos sociais, pessoais e psicológicos que complementam a fotografia do consumidor, seu cotidiano, mudanças e anseios. Figura 1 - Modelo do comportamento do consumidor. Fonte: Kotler e Keller (2006) Fatores Culturais A cultura é o fator mais determinante do comportamento de compra e dos desejos de uma pessoa. Presente em cada ser humano deste seu nascimento, a cultura é um fator de origem herdado pelo grupo de referência mais importante, a família. Esta que é responsável por formatar valores, percepções, preferências e comportamentos que serão carregados, mesmo de forma intrínseca, pelo resto da vida. Imerso nos fatores culturais estão dois itens influenciadores que acrescentam mais características ao individuo, sendo eles as subculturas e classe social. As subculturas dão aos consumidores mais identificação e socialização entre integrantes

19 18 de um mesmo grupo, como por exemplo, as nacionalidades e religiões. A classe social é fruto da estratificação social apresentada por praticamente todas as sociedades, conforme alegam Kotler e Keller (2006). A estratificação algumas vezes toma a forma de um sistema de castas.(...) No entanto, com mais frequência, a estratificação toma a forma de classes sociais, divisões relativamente homogêneas e duradouras de uma sociedade, que são hierarquicamente ordenadas e cujos integrantes possuem valores, interesses e comportamentos similares. (KOTLER; KELLER, 2006, pg. 176) Para os autores, os membros pertencentes a uma mesma classe social tendem a se comportar de maneira mais semelhante do que em comparação a pessoas de classes diferentes, fazendo com que este comportamento se reflita no vestuário, padrões de linguagem, preferências de atividades e lazer, entre tantas outras características que são capazes de indicar de forma nítida produtos e marcas em diversas áreas. E para se definir a classe social pertencente, um grupo de variáveis é atribuído a cada indivíduo como, ocupação, renda, propriedades, grau de instrução, orientação para valores Fatores Sociais Outro fator de influência sobre o comportamento do consumidor é o social, composto pelos grupos de referência, família, papéis sociais e status. Os grupos de referência, de acordo com Kotler e Keller (2006, p. 177), são aqueles que exercem alguma influência direta ou indireta sobre as atitudes ou o comportamento de uma pessoa. Ainda segundo os autores, os grupos expõem as pessoas a novos comportamentos e estilos de vida, influenciando suas atitudes e autoimagem, fazendo pressões que podem afetar nas escolhas dos consumidores. Os grupos de influência direta são chamados de grupos de afinidade, onde se

20 19 dividem em primários, como família, amigos vizinhos e colegas, e secundários, como demais grupos de convívio porem de menor interação contínua e mais formal como, grupos religiosos, profissionais ou associações de classe. Há ainda, os grupos os quais os consumidores não pertencem, mas de certa forma exercem influência, como os grupos de aspiração, onde existe o desejo de fazer parte, e os grupos de dissociação, cujos valores ou comportamentos são rejeitados. Como foi dito anteriormente, a família, parte do grupo de referência com influência direta, é também o mais influente, independente do período de vida do comprador. Afinal, existem dois tipos de família que impactam no comportamento diário do comprador: a de orientação, formada pelos pais e irmãos, e mais tarde, de procriação, constituída pelo cônjuge e os filhos. O papel assumido por cada um nestas duas fases da vida e a influência dos membros da família são decisivos na escolha por produtos e marcas. Visto esta variedade de grupos de relação e interação que cada indivíduo integra, fica evidente que dentro de cada um deles os papéis e status assumidos podem ser diversos, de acordo com a necessidade e interesse. A seguir os autores, Kotler e Keller (2006), explicam como a posição de cada pessoas em cada grupo pode ser definida em termos de papéis e status: Um papel consiste nas atividades esperadas que uma pessoa deve desempenhar. Cada papel carrega um status.(...) As pessoas escolhem produtos que comunicam seu papel e status, real ou desejado, na sociedade. (...) Por tudo isso, os profissionais de marketing precisam ter consciência dos símbolos de status potenciais de cada produto ou marca. (KOTLER;KELLER, 2006, pg. 179)

21 Fatores Pessoais Muitas características pessoais tem um impacto direto sobre o comportamento do consumidor, como idade e estágio no ciclo de vida, ocupação, circunstâncias econômicas, personalidade, auto-imagem, estilo de vida e valores. Padrões de consumo podem ser moldados entre os consumidores a partir das suas particularidades em semelhantes, fazendo com que as pessoas comprem diferentes produtos e serviços durante a vida. Idade e estágio de vida, considerando transições e mudanças, passagens e transformações, são um exemplo de atributos que influenciam as decisões e perfil dos consumidores ao longo de toda uma vida. A ocupação também diz respeito ao padrão de consumo, influenciando fortemente nas escolhas dos compradores, afinal as pessoas tendem a consumir produtos mais aderentes ao seu cotidiano, conforme exemplifica os autores: "Um operário comprará roupas de trabalho, sapatos de trabalho e marmitas. Um presidente de empresa comprará ternos caros, passagens de avião, títulos de clubes exclusivos. (KOTLER; KELLER, 2006, pg 180). Já as circunstâncias econômicas de um consumidor colocam em cheque as suas escolhas e desejos, tornando mais racional o comportamento de compra de determinado produto ou serviço, pois leva em consideração renda disponível (nível, estabilidade e periodicidade), economias e bens, débitos, capacidade de endividamento e atitude em relação a gastar e economizar. Quando economicamente o consumidor está apto para o consumo, os fatores intangíveis ganham espaço, como a personalidade, definida por Kotler e Keller por traços psicológicos distintos que levam a reações relativamente coerentes e contínuas a um estímulo do ambiente. (KOTLER; KELLER, 2006, pg 181). Assim a personalidade de uma pessoa se torna uma variável útil para interpretar as suas escolhas e moldar produtos, marcas e negócios de forma que estas combinem ou com sua auto-imagem real (como a pessoa se vê), ou com sua auto-imagem ideal (como essa pessoa gostaria

22 21 de se ver), ou com sua auto-imagem de acordo com os outros (como ela pensa que os outros a veem). Fazendo forte relação com o dito acima, o estilo de vida de uma pessoa está também ligado às escolhas feitas por elas a respeito de produtos e marcas, estabelecendo uma conexão mais duradoura. O estilo de vida tem a capacidade de fazer as pessoas se desprenderem da similaridade entre membros de uma mesma subcultura, classe social e ocupação, constituindo um novo padrão de consumo peculiar àquilo que represente a pessoa por inteiro e valores centrais, conforme afirmam os autores Fatores Psicológicos Para Kotler e Keller (2006, pg. 182), um conjunto de fatores psicológicos combinado a determinadas características do consumidor leva a processos de decisão e decisões de compra. Assim, são quatro os fatores psicológicos que influenciam a reação do consumidor: motivação, percepção, aprendizagem e memória. a) Motivação De acordo com os autores, um motivo é uma necessidade que é suficientemente importante para levar a pessoa a agir. (KOTLER;KELLER, 2006, pg 183). Três conhecidas, e diferentes, teorias explicam melhor a motivação humana: as teorias de Freud, Maslow e Herzberg. i) Teoria de Freud: Freud defende que ninguém é capaz de entender por completo as próprias motivações, devido às forças psicológicas inconscientes que formam o comportamento dos indivíduos. Fazendo assim com que uma pessoa reaja a sinais menos conscientes e mais profundos, baseados no estímulo de certas associações e

23 22 emoções. ii) Teoria de Maslow: De modo menos irracional, Maslow explica que os indivíduos são motivados por necessidades, estas dispostas em uma hierarquia, seguindo o grau de urgência e importância, fazendo com que as mais urgentes e importantes sejam resolvidas em primeiro lugar, conforme aponta a famosa pirâmide da hierarquia das necessidades de Maslow. Figura 2 - Hierarquia das necessidades de Maslow. Fonte: Kotler e Keller (2006) iii) Teoria de Herzberg: Herzberg alicerça sua teoria em dois fatores: insatisfatores (aqueles que causam insatisfação) e satisfatores (aqueles que causam a satisfação), onde concentra duas implicações: primeiro, devem-se evitar os fatores que causam a insatisfação; depois, identificar os fatores que causam a satisfação e agregá-los ao produto, gerando diferenciação.

24 23 b) Percepção Kotler e Keller (2006, p.184) diz que percepção é a forma pela qual uma pessoa seleciona, organiza e interpreta as informações para criar um quadro significativo do mundo. Porém, a percepção não depende apenas de estímulos físicos para ocorrer, como também da reação com o ambiente e condições pessoais. Fazendo com que estas sejam algo muito particular, variando de pessoa para pessoa mesmo que expostas a uma mesma realidade. Conforme, cita os autores: no marketing, as percepções são mais importantes que a realidade, visto que é a percepção que de fato influencia o comportamento de compras do consumidor (KOTLER; KELLER, 2006, pg 148). São três os processos de percepção, de acordo com os autores (2006, p.185): i) Atenção seletiva: Em casos quando a maioria dos estímulos é filtrada, chamamos de atenção seletiva. Isso ocorre nos seguintes casos: a. é mais provável que as pessoas notem estímulos que se relacionem com uma necessidade atual; b. é mais provável que as pessoas notem estímulos que consideram previsíveis; c. é mais provável que as pessoas notem estímulos cujos desvios são maiores em relação a um estímulo normal. ii) Distorção seletiva: Tendência de transformar a informação em significados particulares a cada indivíduo de forma a interpretá-la de modo que se adapte a um prejulgamentos pessoais. iii) Retenção seletiva: Propensão a lembrar apenas os pontos mencionados que são de agrado pessoal, esquecendo os demais.

25 24 c) Aprendizagem Quando as pessoas agem, elas aprendem (2006, pg 185), é isto que Kotler e Keller defendem a respeito da influência no comportamento de consumo através da aprendizagem, onde as mudanças consistem de experiências vividas e nascidas da interação entre impulsos, estímulos, sinais, respostas e reforços. d) Memória Cada indivíduo pode armazenar informações e experiências acumuladas ao longo da vida em sua memória, tanto de curto quanto de longo prazo. No caso de memórias de longo prazo, onde há um repositório mais permanente de informações verbais, visuais, abstratas ou contextuais, ocorre um processo chamado de rede associativa, onde estas informações se conectam, ou associam, pro meio de ligações para que haja a sua ativação e recuperação. As associações de marca recuperadas, consistem em todos os pensamentos, sentimentos, percepções, imagens, experienciais, crenças, atitudes, e assim por diante. (KOTLER; KELLER, 2006, pg 186). Após o consumidor sofrer a influência de inúmeros estímulos, internos ou externos, ele caminha para o processo de decisão de compra onde os estudiosos do marketing representar em um modelo de cinco estágios, sendo eles:

26 25 Figura 3 - Hierarquia das necessidades de Maslow. Fonte: Kotler e Keller (2006)

27 26 3. METODOLOGIA 3.1. DELINEAMENTO DA PESQUISA Este estudo é de natureza básica por se tratar de uma pesquisa com intuito de aprofundar os conhecimentos gerais sobre o comportamento do consumidor de food truck no Brasil, tema hoje pouco abordado formalmente. Desta forma, este trabalho encontra-se dividido em dois momentos de pesquisa. Inicialmente foi feito um levantamento bibliográfico a partir de dados secundários de autores referência em cada uma das teorias abordadas e em portais de notícias na internet, fonte a qual são encontradas a maior parte das informações atualizadas sobre o recente assunto de food truck. Esta investigação permitiu de forma mais rápida compreender o contexto geral no qual o tema está diretamente envolvido. (MALHOTRA, 2005) Após imersão no cenário citado, foi realizada pesquisa de abordagem quantitativa de caráter exploratório a fim de obter uma visão geral acerca do tema. Para isso, foi utilizado o método de levantamento ou Survey, o qual, conforme Gil (2002, p.50), caracteriza-se pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Sendo assim possível, mediante análise quantitativa, obter as conclusões correspondentes dos dados coletados. Os questionários foram disponibilizados durante 24 dias (27/09 à 20/10/2014). O instrumento de pesquisa (modelo base) está em anexo neste estudo. A convergência do método com o objetivo da pesquisa permitiu um importante conhecimento sobre o ponto de vista de uma amostra ligada a sua experiência, facilitando a familiarização com o tema.

28 UNIDADE-CASO Para realização deste estudo, foi compreendida uma amostra de 50 pessoas que tenha consumido em estabelecimento food truck no Brasil ou exterior INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS As técnicas utilizadas para coleta de dados foram duas, pertinentes aos momentos de entendimento do cenário e aprofundamento das informações, sendo elas documental, a partir de documentos escritos, impressos e digitais, coletados pós ocorrência dos fatos; e questionário objetivo e limitado em extensão, elaborado por uma série de perguntas que devem ser respondidas sem a presença do pesquisador. O questionário foi construído através da ferramenta on-line Survey Monkey (www.surveymonkey.com.br) e disponibilizado na página do Facebook Food Truck Brasil, que reúne adoradores deste segmento gastronômico TÉCNICA DE ANÁLISE DE DADOS Os recursos utilizados para a análise e interpretação dos dados levantados será através de estatísticas apresentadas com gráficos, quadros e tabelas, acompanhados de explicação descritiva, a fim de responder os objetivos deste estudo.

29 LIMITAÇÕES DO ESTUDO / MÉTODO As limitações encontradas para o desenvolvimento deste estudo foram atribuídas a quantidade reduzida de pesquisa coletadas frente ao universo de consumidores. Além disso, pode haver erro de interpretação das questões por se tratar de pesquisa online e não presencial.

30 29 4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS 4.1. NEGÓCIO DE FOOD TRUCK Consagrado nos Estados Unidos, o negócio de Food Truck se tornou um fenômeno popular que espalha cada vez mais adeptos pelo mundo atrás de comida boa a preços acessíveis. Estes pequenos caminhões, furgões, carrinhos e até barracas desmontáveis, que podem carregar dentro de si sofisticadas cozinhas industriais e oferecer ao público uma vasta gama de experiências gastronômicas em vias e áreas públicas, atrai o interesse de investidores tanto de grandes redes de restaurantes e fast foods, quanto dos pequenos empresários. Nas cidades norte-americanas o food truck se tornou uma mania nacional proveniente dos feitos de famosos chefs, jovens empreendedores ou desempregados pela crise financeira que assolavam o país e que apostaram em uma nova forma de ganhar dinheiro para se destacarem e deixarem o momento inoportuno para trás. Foi a partir de uma fase adversa que os americanos construíram uma nova cultura, agregando uma maneira de comer diferente, onde a rua é a nova sala de jantar e ali são apreciadas culinárias de todo o mundo: tacos, comida chinesa, donuts, goulash, sorvetes artesanais, cupcakes, sucos, churrasco... como aponta o jornal Estadão. Segundo o SINDAL, o segmento de "food trucks" registrou um crescimento de 8,4% entre 2007 e 2012 no mercado norte-americano, e hoje acumula mais de 3 milhões de unidades espalhadas pelo país. Tendência chegada recentemente no Brasil, ao qual ganhou mais espaço e interessados na capital paulista, devido ao ritmo frenético da cidade e seus moradores o que potencializa a busca por culinárias que oferecem comida boa e rapidamente. Assim, o futuro do negócio de food truck em São Paulo passou pelas mãos de mais de 50 mil pessoas, as quais participaram de um abaixo-assinado na internet para a liberação da

31 30 comida de rua, de acordo com o SINDAL, Entidade sindical patronal da indústria do Estado de São Paulo. Após a aprovação e decreto da lei pelo prefeito Fernando Haddad no dia 06 de maio deste ano, empresários e franqueados estimam que São Paulo, a capital brasileira da gastronomia, se tornará a metrópole do "food truck", segundo o G1. Abaixo algumas regras do decreto da Lei da Comida de Rua - Lei Municipal n , de 26 de dezembro de 2013, Decreto Municipal n , de 6 de maio de Figura 4 Regras do decreto da Lei da Comida de Rua Fonte: Folha de São Paulo

32 31 Em reportagem para o Portal Exame, é destacado que Antes mesmo do decreto, o negócio já tem apoio de chefs e restaurantes da cidade. Em São Paulo, a chef Andrea Kauffman, do AK Vila, por exemplo, instalou uma barraca na porta do seu restaurante para vender pratos rápidos e com preços mais em conta. Os chefs Jorge Gonzalez e Marcio Silva foram além. Ao invés de abrir um restaurante e lidar com os altos custos, resolveram criar o Buzina Brasil, um veículo que vende de lanches a massas em pontos estratégicos. A ideia surgiu pela questão do investimento que não é tão alto e da nossa vontade de ter mais contato com os clientes, diz Gonzalez. Como pode se ver na reportagem, atualmente as barreiras de entrada do negócio não são tão altas, onde o investimento financeiro não se configura como um dos maiores esforços frente à oportunidade de mobilidade e interação com o mercado consumidor, características que formatam este tipo de negócio. Gonzales, o truckeiro do Buzina Brasil, afirma ainda que esse contato direto faz da experiência gastronômica algo mais prazeroso, principalmente para quem faz a comida: [Em restaurante] você fica na cozinha o tempo todo, só serve prato, faz prato, e não sabe para onde a sua comida vai. Figura 5 Buzina Brasil Fonte: Hypeness

33 32 Assim como o Buzina Brasil, já são vistos dezena de outros food trucks em São Paulo, que antes mesmo da liberação legal já ocupavam as ruas com suas culinárias originais e gourmets como o La Buena Station, inspirado na cozinha mexicana e o Rolando Massinha, com sua tradicional comida italiana, na icônica kombi. Figura 6 La Buena Station Fonte: Hypeness Figura 7 - Rolando Massinha Fonte: Hypeness

34 33 Junto dos food trucks, iniciou o aparecimento de feiras, parques e eventos de comidinhas específicos para a concentração deste tipo de restaurantes, que atraem aqueles que querem comer bem sem gastar muito e ainda se divertir. Segundo a Veja Comer & Beber 2013 entre os mais badalados estão o Butantan Food Park, com uma área de metros quadrados e expectativa de público de até mil pessoas em uma semana e o Pátio Gastronômico, que abre apenas nos finais de semana. O Chefs na Rua é outro evento, porém itinerante sem programação fixa, onde ao todo 20 barracas com chefs renomados são convidados oferecendo pratos de R$ 5,00 a R$ 15, O QUESTIONÁRIO O questionário elaborado foi estruturado sobre 19 questões, onde grande parte delas é fechada. Foram utilizados os tipos de questão múltipla escolha, na maioria das vezes, permitindo múltiplas respostas, a fim de enriquecer o banco de informações para análise. Outro tipo usado com mais frequência no questionário, foi a escala Likert para se obter a opinião a partir do grau de concordância dos consumidores pesquisados em diversos casos. Dentre as questões, três delas eram abertas, questionando os pontos positivos e negativos, ocupação (trabalho) e cidade na qual o pesquisado costuma consumir em food truck, a fim de levanta o maior número de dados genuínos para posteriormente serem trabalhados. As questões abordam atitudes dos pesquisados frente ao consumo em food truck a fim de se conhecer melhor o comportamento do consumidor deste segmento e responder aos objetivos específicos deste trabalho.

35 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS Foram respondidos 51 questionários em um período de 24 dias (27/09 à 20/10/2014), sendo todos eles 100% completos. Os respondentes basearam-se em suas próprias experiências de consumo em food truck, relembrando o que Kotler e Keller defendem sobre o fator psicológico referente a memória. Desta forma, eles alegaram que as cidades onde costumam consumir foram em metade dos casos São Paulo (50%), seguida de Porto Alegre (22%) e demais cidades conforme gráfico abaixo. 60,0 50,0 Cidades onde os pesquisados costumam consumir em food truck (Questão 19) 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 9,3 22,2 3,7 1,9 1,9 7,4 1,9 1,9 Parte das características pessoais (KOTLER; KELLER, 2006), a faixa etária dos pesquisados é muito homogênea, de forma que quatro faixas obtivessem a mesma porcentagem de 19,6%, sendo que há uma constância dos 20 aos 35 anos.

36 35 25,0% Qual sua idade? (Questão 11) 20,0% 19,6% 19,6% 19,6% 19,6% 15,0% 10,0% 9,8% 9,8% 5,0% 0,0% 2,0% 15 à 19 anos 20 à 25 anos 26 à 30 anos 31 à 35 anos 36 à 40 anos 41 à 45 anos Acima de 45 anos Dos pesquisados 54,9% são homens e 45,1% são mulheres, destes apenas 3,9% são homosexuais. 45,1 % são casados, 29,4% estão namorando, 23,5% estão solteiros e, apenas 2% são divorciados.

37 36 Sexo (Questão 12) x Estado civíl (Questão 16): Masculino Feminino Solteiro Namorando Casado Divorciado Viúvo De acordo com os fatores culturais (KOTLER;KELLER, 2006), a escolaridade de 43% dos pesquisados é referente ao ensino superior completo, seguida de 37% com pós-graduação, ficando bem atrás, com 13%, o próximo nível de instrução da maioria dos entrevistados - superior incompleto.

38 37 Escolaridade (Questão 14) 50,0% 45,0% 40,0% 35,0% 30,0% 25,0% 20,0% 15,0% 10,0% 5,0% 0,0% 0,0% 2,0% 3,9% 13,7% 43,1% 37,3% 0,0% De acordo com o critério do IBGE 2 para definição de classes sociais, é possível dividir em cinco classes sociais considerando o salário mínimo de R$ 724,00. A identificação da renda pode ser um indicativo de preferências por atividades e modo de agir, segundo já abordado por Kotler e Keller (2006). Desta forma, os entrevistados, conforme suas respostas quanto a renda familiar, obtiveram a representação abaixo, demonstrando que, apesar da grande parcela da classe C (51%), o food truck comporta também as classes de maior volume na sociedade, por isso a sensibilidade do público ao preço praticado. 2 IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístia

39 38 Renda familiar (Questão 15) Classe E Classe D Classe C Classe B Classe A 8% 2% 17% 22% 51% Figura 8 - Tabela Critério IBGE de classes sociais. Fonte: IBGE (2014) Encontramos 96,1% dos pesquisados atualmente empregados, provavelmente impactando a forma de consumo e moldando a categoria, conforme Kotler e Keller (2006). A maior parte deles atua no segmento da comunicação e marketing, como publicitários, designers, fotógrafos, jornalistas, assessores de imprensa, entre outros. Outra parcela pode ser categorizada como do segmento de serviços, como advogados, consultores, fisioterapeutas, nutricionistas, arquitetos, bancários... Empresários e representantes comerciais também aparecem na pesquisa. Entretanto, há um grupo que merece destaque, que são do próprio segmento de food truck e alimentício,

40 39 composto por chef de cozinha, administrador de página no Facebook sobre food truck (Food Truck Brasil), integrante do Feira Gastronômica feira de comida de rua em São Paulo e responsáveis por plataforma online de venda de alimentos e projetos sobre alimentação fora de casa (Projeto Alimentação Fora de Casa). Quando questionado quanto a frequência de consumo em food trucks, a grande maioria dos pesquisados responderam que consomem raramente (49%) e 25% tem costume de consumir uma vez por mês. Enquanto nenhum dos pesquisados consome mais de 2 vezes por semana. Com qual frequência você consome em food trucks? (Questão 1) 0,0% 13,7% 49,0% 25,5% 11,8% Mais de 2 vezes por semana Ao menos 1 vez por semana Quinzenalmente Mensalmente Raramente Ainda sobre frequência de consumo, porém se tratando de dias da semana, 74% dos pesquisados consome mais nos finais de semana.

41 40 Você consome mais em: (Questão 2) 25,5% Dias de semana (dias úteis) Finais de semana 74,5% Mesmo co-relacionando a frequência de consumo com dias da semana, confirmamos que o consumo de final de semana também é raro. Frequência (Questão 1) x Dias da semana (Questão 2) Finais de semana 8 21 Dias de semana (dias úteis) Mais de 2 vezes por semana Quinzenalmente Ao menos 1 vez por semana Raramente

42 41 A fim de entender os períodos do dia com maior consumo em food trucks e assim compreender estilo de vida e ocupação, foi obtido como resultado que o almoço é a refeição do dia com maior recorrência, sendo a decisão de consumo de 56% dos pesquisados. Lanche da tarde e happy hour ficaram quase empatados, com 33% e 31%, respectivamente. O consumo no café da manhã também foi citado, porém com a menor parcela de recorrência (5%). 60,0% Qual o melhor momento do dia para consumir em food truck? (Questão 3) 56,9% 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 33,3% 31,4% 23,5% 21,6% 10,0% 0,0% 5,9% Café da manhã Almoço Lanche da tarde Happy Hour Janta Madrugada Para entender quais foram um dos principais motivadores de consumo, foi questionado de forma direta aos pesquisados o que fez você consumir em food truck?. A resposta da maioria dos participantes, seguindo uma linha teórica Freudiana, foi a indicação de amigos, colegas e familiares (41%), seguido das Redes Sociais (39%) e por oportunidade do momento (37%). 2% dos respondentes, alegaram outros motivos que o fizeram consumir, como por curiosidade e por trabalhar no segmento.

43 42 O que fez você consumir em food truck? (Questão 4) Mídia (revista, jornal, TV) Internet (site, blog) Redes Sociais (facebook, instagram, twitter) Indicação (amigos, colegas, familiares) Por oportunidade (estar no local certo, na hora certa) Outro (especifique) 5% 8% 24% 11% 25% 27% Quando questionado sobre o estilo de vida dos consumidores de food truck, aquele que mais se destacou foi o moderno com 49%, havendo quase um empate entre o criativo (37%) e o tradicional (35%), conforme aponta o gráfico:

44 43 Quais perfis de estilo de vida você mais se identifica? (Questão 5) 60,0% 50,0% 40,0% 30,0% 35,3% 29,4% 37,3% 49,0% 20,0% 10,0% 0,0% 7,8% 0,0% Para entender um pouco melhor o por quê do consumo em food truck foram feitas cinco perguntas a fim de saber o grau de concordância dos respondentes. As questões mesclavam motivações racionais e inconscientes, dependendo da percepção, aprendizagem e memória dos consumidores para entender o seu comportamento (KOTLER;KELLER, 2006). A questão com maior grau de concordância, foi o fato do consumo ocorrer pela experiência de comer ao ar livre e sair da rotina. Seguida, do gosto dos consumidores pelo tipo de comida que é oferecido.

45 44 Por que você consome em food truck? (Questão 6) É uma forma rápida de comer. 3,67 Pela experiência de comer ao ar livre e sair da rotina. 4,41 Gosto do tipo de comida que é oferecido. 4,08 Por praticidade, afinal fica mais próximo que as demais opções. O preço da comida é mais acessível que em outros lugares. 3,29 3,27 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 Sobre o modo de consumir em food truck, foi abordado o impacto dos grupos de referência. Assim as formas as quais a maior parte dos entrevistados concorda são: acompanhado ou com os amigos. Sozinho, foi a opção com mais negativas. A melhor forma de consumir em food truck é... (Questão 7) Com a família 3,98 Acompanhado (namorado(a)/conjugê...) 4,37 Com os colegas de trabalho 3,92 Com os amigos 4,31 Sozinho 2,73 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00

46 45 Os food trucks oferecem diversos tipos de gastronomia, o que os diferenciam um dos outros. Para saber quais os tipos com maior preferência foi questionado aos entrevistados. Como sendo a maior preferência, com 66% está a comida tradicional e jungle food, como pastel, hot dog, e hambúrguer, em segundo lugar, aparece a gastronomia gourmet, com 56%, e em terceiro lugar, os doces, com 35%. Três dos entrevistados optaram por outras preferências as quais não haviam sido citadas, sendo elas: brasileira, novidades e oriente médio. 80,0% 70,0% 60,0% 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 10,0% 0,0% 66,7% Tradicional jungle food (pastel, hot dog, hamburgu er...) Qual sua preferência por tipo de gastronomia em food truck? (Questão 8) 56,9% Gourmet 25,5% Contempo rânea 7,8% 23,5% 9,8% 29,4% 7,8% 2,0% 35,3% Japonesa Italiana Árabe Mexicana Natural Fitness Doces Outro (especifiqu e) Série1 66,7% 56,9% 25,5% 7,8% 23,5% 9,8% 29,4% 7,8% 2,0% 35,3% 5,9% 5,9% O jeito de consumir trás muitas informações importantes sobre o comportamento do consumidor, devido isso, foi questionado aos entrevistados o seu grau de concordância frente a alguns comportamentos e circunstâncias. As afirmações com maior grau de concordância entre os entrevistados foram sobre comprar e consumir no local, o gosto por conhecer food trucks novos e a comida ser o fator determinante para escolha do food truck, conforme pode ser observado abaixo:

47 46 4,50 4,00 3,50 Avalie as seguintes afirmações quanto o seu jeito de consumir em food truck: (Questão 9) 3,00 2,50 2,00 1,50 1,00 0,50 0,00 Eu compro e consumo no local Prefiro me sentar para comer Gosto de comprar e pedir para viagem Vou sempre no mesmo food truck Gosto de conhecer food trucks novos mesmo que precise me deslocar alguns quilômetro s Acompanh o periodicam ente a agenda de programaç ão Costumo ir a parques e eventos de comida de rua Tenho costume de seguir as páginas dos food trucks (instagram, facebook... ) É a comida que determina em qual food truck que vou. Série1 4,31 3,76 2,57 2,43 4,16 3,59 3,92 3,94 4,04 Para saber de forma não indutiva e mais focada sobre a opinião dos questionados quanto os food trucks, foram questionados de forma aberta os pontos positivos e negativos dos food trucks. Os pontos positivos citados de modo geral foram: diversidade de comidas de qualidade e pessoas, ambiente diferenciado, interação com a cozinha, bom preço, praticidade, experiência vivida, formato itinerante, inovador e temporário e permitir a possibilidade de fazer experimentar algo novo sem um grande

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