Demonstrações financeiras em 31 de dezembro 2012 e 2011

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1 31 de dezembro 2012 e 2011 KPMG Auditores Independentes Abril de 2013 KPDS 59154

2 Conteúdo Relatório da Administração 3 Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 4 Balanços patrimoniais 6 Demonstrações de resultados 7 Demonstrações de resultados abrangentes 8 Demonstrações das mutações do patrimônio líquido 9 Demonstrações dos fluxos de caixa 10 Notas explicativas às demonstrações financeiras 11 2

3 Relatório da Administração Em atendimento às disposições legais e estatuárias, submetemos à apreciação dos senhores acionistas as Demonstrações Financeiras, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012 e Tais informações vêm acompanhadas pelo relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras, que foi discutido e revisado pela Administração. Estas demonstrações são elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e refletem a posição patrimonial e os resultados apurados. A Administração São Paulo, 23 de abril de

4 KPMG Auditores Independentes Avenida Presidente Vargas, Salas 1401 a 1405, 1409 e Jardim América Edifício Times Square Business Ribeirão Preto - SP - Brasil Caixa Postal Ribeirão Preto - SP - Brasil Central Tel 55 (16) Fax Nacional 55 (16) Internet Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Conselheiros e Acionistas da Galvão Energia Participações S.A. São Paulo - São Paulo Examinamos as demonstrações financeiras da Galvão Energia Participações S.A. ( Companhia ), individuais e consolidadas, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e pela adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. 4 KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative ( KPMG International ), uma entidade suíça. KPMG Auditores Independentes, a Brazilian entity and a member firm of the KPMG network of independent member firms affiliated with KPMG International Cooperative ( KPMG International ), a Swiss entity.

5 Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Galvão Energia Participações S.A. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase Conforme apresentado na nota explicativa 17 às demonstrações financeiras, a Companhia adquiriu a totalidade das ações da São Bento Energia, Investimentos e Participações S.A. da controlada Dreen Brasil Investimentos e Participações S.A. pelo valor de R$ mil e as revendeu para as partes relacionadas G&P Investimentos e Participações S.A. e Galvão Participações S.A. pelo mesmo valor de compra, por meio de instrumentos particulares de compra e venda de ações para posterior registro dessas transferências em livro de transferência de ações nominativas. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Conforme apresentado na nota explicativa nº 17 às demonstrações financeiras, a Companhia mantém relações e operações em montantes significativos com partes relacionadas. Consequentemente, os resultados de suas operações podem ser diferentes daqueles que seriam obtidos de transações efetuadas apenas com partes não relacionadas. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Ribeirão Preto, 23 de abril de 2013 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 Marcos Roberto Bassi Contador CRC 1SP217348/O-5 5

6 Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em milhares de Reais) Consolidado Controladora Consolidado Controladora Ativo Nota Passivo Nota Caixa e equivalentes de caixa Fornecedores e outras contas a pagar Outros investimentos Empréstimos e financiamentos Impostos e contribuições a recuperar Provisões e encargos trabalhistas Outros ativos Obrigações fiscais Total ativo circulante Total passivo circulante Outros ativos Fornecedores e outras contas a pagar Ativo fiscal diferido Empréstimos e financiamentos Investimentos Imobilizado Total passivo não circulante Intangível Patrimônio líquido 17 Capital social Total ativo não circulante Prejuízos acumulados (35.364) (20.598) (35.364) (20.598) Patrimônio líquido atribuível aos controladores Participação de não controladores Total do patrimônio líquido Total do passivo Total do ativo Total do passivo e patrimônio líquido As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 6

7 Demonstrações de resultados Exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em milhares de Reais) Consolidado Controladora Nota Despesas operacionais Despesas administrativas 18 (20.768) (17.700) (403) - Outras receitas (despesas) (1.062) Resultado de equivalência patrimonial - - (14.363) (10.048) (20.768) (11.693) (14.766) (11.110) Resultado antes das receitas (despesas) financeiras líquidas e impostos (20.768) (11.693) (14.766) (11.110) Receitas financeiras Despesas financeiras (306) (82) - - Receita (despesas) financeiras líquidas (134) Resultado antes dos impostos (20.902) (11.281) (14.766) (11.110) Imposto de renda e contribuição social diferido Resultado do exercício (17.865) (11.281) (14.766) (11.110) Resultado atribuído para: Acionistas controladores (14.766) (11.110) (14.766) (11.110) Acionistas não controladores (3.099) (171) - - Resultado do exercício (17.865) (11.281) (14.766) (11.110) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 7

8 Demonstrações de resultados abrangentes Exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em milhares de Reais) Consolidado Controladora Resultado do exercício (17.865) (11.281) (14.766) (11.110) Resultado abrangente total (17.865) (11.281) (14.766) (11.110) Resultado abrangente atribuível aos: Acionistas controladores (14.766) (11.110) (14.766) (11.110) Acionistas não controladores (3.099) (171) - - Resultado abrangente total (17.865) (11.281) (14.766) (11.110) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 8

9 Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em milhares de Reais) Atribuível aos acionistas controladores Capital Participação de Total do subscrito Prejuízos acionistas não patrimônio Nota e integralizado acumulados Total controladores líquido Saldos totais em 1º de janeiro de (9.488) Resultado do exercício - (11.110) (11.110) (171) (11.281) Aquisição de controlada com participação de não controladores Saldos totais em 31 de dezembro de (20.598) Resultado do exercício - (14.766) (14.766) (3.099) (17.865) Saldos totais em 31 de dezembro de (35.364) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 9

10 Demonstrações dos fluxos de caixa Exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em milhares de Reais) Nota Consolidado Controladora Fluxo de caixa decorrente das atividades operacionais Resultado do exercício (17.865) (11.281) (14.766) (11.110) Ajustes para: Resultado equivalência patrimonial Impostos diferidos 9 (3.037) Juros provisionados de empréstimos e financiamentos Depreciação e amortização Valor residual do permanente baixado Resultado na venda de ativos intangíveis Resultado na venda de ativos imobilizados (Aumento) redução em outros ativos 667 (232) (420) - (Redução) aumento em fornecedores e outras contas a pagar (2.443) (11.239) - Aumento em obrigações fiscais Aumento nos estoques 207 (10) - - Aumento em impostos e contribuições a recuperar (206) (117) - - (Redução) aumento em despesas antecipadas (119) (Redução) aumento em provisões e encargos trabalhistas (53) (3) - - Aumento em participações de acionistas não controladores Juros pagos de empréstimos e financiamentos (306) (84) - - Fluxo de caixa decorrente das atividades operacionais (14.349) (12.062) Fluxos de caixa decorrente de atividades de investimento Aquisição de ativo imobilizado 22 b) (53.791) (45.041) - - Aquisição de ativo intangível (3.619) (24.220) - - Outros investimentos 22 c) (84.597) Alienação de participação em controladas, líquido de caixa Fluxo de caixa decorrente das atividades de investimento ( ) (64.733) - - Fluxo de caixa decorrente de atividades de financiamento Empréstimos e financiamentos tomados Pagamentos de empréstimos e financiamentos (248) (180) - - Partes relacionadas - ingressos ativos e passivos (1.437) (7.737) Partes relacionadas - pagamentos e recebimentos Caixa proveniente de atividades de financiamento (6.007) Aumento (redução) líquido em caixa e equivalentes de caixa (14.198) 63 - Caixa e equivalentes de caixa em 01 de janeiro Caixa e equivalentes de caixa em 31 de dezembro 22 a) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 10

11 Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de Reais) 1 Contexto operacional A Companhia é uma das holdings do grupo Galvão Participações S.A., no segmento de energia, localizada na Rua Gomes de Carvalho, nº 1.510, 19º andar, São Paulo - SP tem por objeto a participação em outras sociedades. Desde a constituição até a presente data, suas controladas encontram-se em fase de desenvolvimento de projetos das fontes eólicas e hídricas (Pequenas Centrais hidrelétricas Pequenas Usinas e Centrais Eólicas). As operações da Companhia são representadas substancialmente pela sua participação nas controladas a seguir relacionadas: i. Dreen Brasil Investimentos e Participações S.A., cujo objeto social é o desenvolvimento, execução e operação de projetos de energia e a gestão de participações societárias em sociedades que desempenhem essas mesmas atividades. Controlada, consolidada e avaliada pelo método de equivalência patrimonial com participação de 100%. Também possui investimento nas empresas abaixo, com seus respectivos percentuais de participação abaixo em 2012 e 2011: Cutia Empreendimentos Eólicos SPE S.A. - 50,10%; São Domingos Geração SPE S.A. - 88,26%; Dreen Mundo Novo Geração SPE S.A. - 90,87%. ii. G&P Investimentos e Participações S.A., cujo objeto social é a administração de bens próprios, e a participação em outras sociedades, comerciais ou civis, como sócia ou quotista ou acionista. Controlada, consolidada e avaliada pelo método de equivalência patrimonial com participação de 50,1%. Também possui investimento nas empresas abaixo, com seus respectivos percentuais de participação abaixo: São Bento Energia, Investimentos e Participações S.A. - 50,10%; Possui controladas em fase pré-operacional de desenvolvimento de projetos de fontes eólicas (Centrais Eólicas). As operações da Companhia são representadas substancialmente pela sua participação nas controladas a seguir relacionadas em 2012 e 2011: GE Olho D Água S.A % GE Boa Vista S.A % GE Farol S.A % GE São Bento do Norte S.A % 11

12 2 Entidades do grupo Participação acionária Participação acionária Controlada direta País Dreen Brasil Investimentos e Participações S.A. Brasil 100,0% 100,0% G&P Investimentos e Participações S.A. Brasil 50,1% 50,1% 3 Base de preparação a. Declaração de conformidade (com relação às normas do CPC) As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil que seguem os pronunciamentos contábeis emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). A emissão das demonstrações financeiras individuais e consolidadas foi autorizada pela Administração em 23 de abril de b. Base de mensuração As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas com base no custo histórico, com exceção dos instrumentos financeiros não derivativos designados por meio do resultado que são mensurados pelo valor justo. c. Moeda funcional e moeda de apresentação Estas demonstrações financeiras individuais e consolidadas são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Companhia e de suas controladas. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. d. Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as normas CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados. As informações sobre incertezas sobre premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão incluídas nas seguintes notas explicativas: Nota 9 - Utilização de ativos fiscais diferidos Nota 11 - Recuperabilidade de ativo imobilizado Nota 12 - Recuperabilidade de ativo intangível 12

13 4 Principais políticas contábeis As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nestas demonstrações financeiras individuais e consolidadas. a. Base de consolidação i. Controladas As demonstrações financeiras de controladas são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir da data em que o controle, se inicia, até a data em que o controle, deixa de existir. As políticas contábeis de controladas estão alinhadas com as políticas adotadas pela Companhia. Nas demonstrações financeiras individuais da Companhia as informações financeiras de controladas são reconhecidas através do método de equivalência patrimonial. ii. iii. Sociedades de propósito específico (SPEs) A Companhia estabeleceu sociedades de propósito específico (SPEs) para propósitos mercantis e de investimento. A Companhia tem participação acionária indireta nessas sociedades. As SPEs controladas indiretas pela Companhia foram abertas em conformidade com as condições que impõem limitações rígidas sobre os poderes de tomada de decisão da administração das SPEs e que resultam no fato da controlada receber a maioria dos benefícios relacionados às operações e ao patrimônio líquido das SPEs, da controlada estar exposta a maioria dos riscos inerentes às atividades das SPEs, e no fato da controlada reter a maioria dos riscos residuais ou de titularidade relacionados às SPEs ou a seus ativos. Transações eliminadas na consolidação Saldos e transações entre empresas do grupo, e quaisquer receitas ou despesas derivadas de transações entre empresas, são eliminados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas. Ganhos não realizados oriundos de transações com investidas registrados por equivalência patrimonial são eliminados contra o investimento na proporção da participação da Companhia nas investidas. b. Instrumentos financeiros i. Ativos financeiros não derivativos Ativos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia e suas controladas se tornam uma das partes das disposições contratuais do instrumento. A Companhia e suas controladas desreconhecem um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Companhia e suas controladas transferem os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Companhia e suas controladas nos ativos financeiros transferidos e reconhecidas como um ativo ou passivo individual. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, somente quando, a Companhias e sua controladas detenham o direito legal 13

14 de compensar os valores e tenham a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. A Companhia e suas controladas classificam os ativos financeiros não derivativos na seguinte categoria: empréstimos e recebíveis e outros ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio de resultado Um ativo financeiro é classificado como mensurado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação, ou seja, designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os custos da transação são reconhecidos no resultado conforme incorridos. Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado são mensurados pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos, os quais levam em consideração qualquer ganho com dividendos, são reconhecidas no resultado do exercício. Ativos financeiros classificados como mantidos para negociação são ativamente gerenciados para atender às necessidades de liquidez da Companhia e de suas controladas. Ativos financeiros designados como pelo valor justo por meio do resultado compreendem cotas de fundo de investimento de renda fixa registrados em outros investimentos. Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os empréstimos e recebíveis abrangem caixa e equivalentes de caixa e outros recebíveis. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor e são utilizados na gestão das obrigações de curto prazo. ii. Passivos financeiros não derivativos A Companhia e suas controladas reconhecem passivos financeiros não derivativos inicialmente na data em que são originados. Os outros passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Companhia e suas controladas se tornam partes das disposições contratuais do instrumento. A Companhia e suas controladas baixam um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou vencida. A Companhia e suas controladas classificam os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. 14

15 A Companhia e suas controladas têm os seguintes passivos financeiros não derivativos: fornecedores e outras contas a pagar e empréstimos e financiamentos. iii. Capital social Ações ordinárias As ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios conforme definido no Estatuto da Companhia são reconhecidos como passivo. Veja nota explicativa 17d. c. Imobilizado i. Reconhecimento e mensuração Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas, quando aplicável. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. O custo de ativos construídos pela própria Companhia e suas controladas incluem: Custo de materiais e mão de obra direta; Quaisquer outros custos para colocar o ativo no local e condição necessários para que esses sejam capazes de operar da forma pretendida pela Administração; Custos de desmontagem e de restauração do local onde estes ativos estão localizados; Custos de empréstimos sobre ativos qualificáveis. Obras em andamento representam os custos incorridos na construção e instalação das usinas eólicas até o momento em que entrarem em operação, quando serão reclassificadas para as contas correspondentes de bens em operação. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado (apurados pela diferença entre os recursos advindos da alienação e o valor contábil do imobilizado), são reconhecidos em outras receitas/despesas operacionais no resultado. ii. Custos subsequentes Gastos subsequentes são capitalizados na medida em que seja provável que benefícios futuros associados com os gastos serão auferidos pela Companhia e suas controladas. Gastos de manutenção e reparos recorrentes são registrados no resultado. 15

16 iii. Depreciação Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da data em que são instalados e estão disponíveis para uso, ou em caso de ativos construídos internamente, do dia em que a construção é finalizada e o ativo está disponível para utilização. A depreciação é calculada para amortizar o custo dos itens do ativo imobilizado utilizando o método linear baseado na vida útil econômica estimada dos itens. A depreciação é geralmente reconhecida no resultado, a menos que o montante esteja incluído no valor contábil de outro ativo. Terrenos não são depreciáveis. As vidas úteis médias estimadas para o exercício corrente e os comparativos são as seguintes: Móveis e utensílios 10 anos Veículos 5 anos Torres de medição de vento 5 anos Instrumentos de medição de vento 5 anos Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais serão revistos a cada encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis. d. Intangível i. Ágio O ágio resultante do aumento de participação em controladas é apresentado com os ativos intangíveis nas demonstrações financeiras consolidadas. ii. Pesquisa e desenvolvimento Gastos em atividades de pesquisa, realizados com a possibilidade de ganho de conhecimento e entendimento científico ou tecnológico, são reconhecidos no resultado conforme incorridos. Atividades de desenvolvimento envolvem um plano ou projeto visando a produção de produtos novos ou substancialmente aprimorados. Os gastos de desenvolvimento são capitalizados somente se os custos de desenvolvimento puderem ser mensurados de maneira confiável, se o produto ou processo forem técnica e comercialmente viáveis, se os benefícios econômicos futuros forem prováveis, e se a Companhia tiver a intenção e os recursos suficientes para concluir o desenvolvimento e usar ou vender o ativo. Os gastos capitalizados incluem o custo de materiais, mão de obra direta, e outros custos que são diretamente atribuíveis à preparação do ativo para seu uso proposto. Outros gastos são reconhecidos no resultado conforme incorridos. O montante dos custos incorridos no desenvolvimento de projetos eólicos e hídricos são reconhecidos inicialmente ao custo, sendo posteriormente reduzido ao seu valor recuperável, se aplicável. O ativo é reconhecido por ocasião quando houver evidências claras e objetivas da viabilidade econômica. Essas condições são analisadas, individualmente ou em conjunto, considerando fatos e circunstâncias. 16

17 Os gastos subsequentes são capitalizados somente quando eles aumentam os futuros benefícios econômicos incorporados no ativo específico ao quais se relacionam. Outros gastos de desenvolvimento capitalizados são mensurados pelo custo, deduzido da amortização acumulada e perdas por redução ao valor recuperável. iii. Os gastos de desenvolvimento capitalizados são mensurados pelo custo, deduzido de perdas por redução ao valor recuperável. e. Redução ao valor recuperável (impairment) i. Ativos financeiros Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo por meio do resultado é avaliado a cada data de apresentação para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não-pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, a reestruturação do valor devido a Companhia sob condições que a Companhia não consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Ativos financeiros mensurados pelo custo amortizado A Companhia e suas controladas consideram evidência de perda de valor de ativos mensurados pelo custo amortizado para recebíveis tanto no nível individualizado como no nível coletivo. Ativos individualmente significativos são avaliados quanto à perda de valor específico. Todos os recebíveis e títulos de investimentos mantidos até o vencimento individualmente significativos identificados como não tendo sofrido perda de valor individualmente são então avaliados coletivamente quanto a qualquer perda de valor que tenha ocorrido, mas não tenha sido ainda identificada. Ativos individualmente importantes são avaliados coletivamente quanto à perda de valor por agrupamento conjunto desses títulos com características de risco similares. Ao avaliar a perda de valor recuperável, a Companhia e suas controladas utilizam tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto às premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas. Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo financeiro medido pelo custo amortizado é calculada como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos futuros fluxos de caixa estimados descontados à taxa de juros efetiva original do ativo. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão contra recebíveis, quando aplicável. Os juros sobre o ativo que perdeu valor continuam sendo reconhecidos através da reversão do desconto. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. 17

18 A Administração da Companhia e de suas controladas não identificou qualquer evidência que justificasse a necessidade de provisão para recuperabilidade em. ii. Ativos não financeiros Os valores contábeis dos ativos não financeiros da Companhia e de suas controladas, que não o imposto de renda e contribuição social diferidos, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é testado anualmente. Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou unidade geradora de caixa - UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa a partir de seu uso contínuo e que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou UGCs. Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. As perdas de valor recuperável são revertidas somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida. A Administração da Companhia e de suas controladas não identificou qualquer evidência que justificasse a necessidade de provisão para recuperabilidade em 31 de dezembro de 2012 e f. Benefícios a empregados iii. iv. Planos de contribuição definida Um plano de contribuição definida é um plano de benefícios pós-emprego sob o qual uma entidade paga contribuições fixas para uma entidade separada (fundo de previdência) e não terá nenhuma obrigação legal ou construtiva de pagar valores adicionais. Contribuições pagas antecipadamente são reconhecidas como um ativo mediante a condição de que haja o ressarcimento de caixa ou que a redução em futuros pagamentos esteja disponível. As contribuições para um plano de contribuição definida, cujo vencimento é esperado para 12 meses após o final do período no qual o empregado presta o serviço, são descontadas aos seus valores presentes. As obrigações de pagamento para planos de contribuição definida são reconhecidas como uma despesa no resultado à medida que são incorridas. A Companhia e suas controladas não possuem outros benefícios pós-empregos. Benefícios de curto prazo a empregados Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. 18

19 O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago sob os planos de bonificação em dinheiro ou participação nos lucros de curto prazo se a Companhia e suas controladas têm uma obrigação legal ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável. g. Provisões Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se a Companhia e suas controladas têm uma obrigação legal ou construtiva que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. h. Receitas financeiras e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos, a menos que ela seja decorrente de investimento temporário de fundos investidos elegíveis à capitalização em ativo qualificável. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos e financiamentos. Custos de empréstimo que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. i. Imposto de renda e contribuição social O Imposto de Renda e a Contribuição Social do exercício corrente e diferido são calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ 240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro tributável anual. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende as parcelas corrente e diferido. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados a combinação de negócios ou itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido ou em outros resultados abrangentes. O imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber esperado sobre o lucro ou o prejuízo tributável do exercício, a taxas de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na data de apresentação das demonstrações financeiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios anteriores. O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias e créditos tributários entre os valores contábeis de ativos e passivos e os correspondentes valores usados para fins de tributação. O imposto diferido é mensurado pelas alíquotas que se espera serem aplicadas às diferenças temporárias quando elas forem revertidas, baseando-se nas alíquotas que foram decretadas ou substantivamente decretadas até a data de elaboração das demonstrações financeiras. Os ativos e passivos fiscais diferidos são compensados caso haja um direito legal de compensar passivos e ativos fiscais correntes, e sejam referentes a impostos cobrados pela mesma autoridade tributária sobre a mesma entidade sujeita à tributação, ou sobre entidades tributáveis distintas, mas que exista a intenção de liquidar os impostos correntes passivos e ativos em uma base líquida ou os ativos e passivos fiscais serão realizados simultaneamente. 19

20 Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido em relação aos prejuízos fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas na extensão em que seja provável que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferidos são revisados a cada data de elaboração das demonstrações financeiras e serão reduzidos na extensão em que sua realização não seja mais provável. j. Novas normas e interpretações ainda não adotadas Diversas normas, emendas a normas e interpretações emitidas pelo CPC ainda não entraram em vigor para o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, sendo essas: i. CPC 36 (R3) - Demonstrações consolidadas, CPC 19 (R2) - Negócios em conjunto e CPC 45 - Divulgação de participações em outras sociedades O CPC 36 (R3) introduziu novo conceito de controle para determinar qual investida deve ser consolidada. O objetivo do Pronunciamento Técnico CPC 36 (R3) é estabelecer princípios para apresentação e elaboração de demonstrações contábeis consolidadas quando uma entidade controla uma ou mais outras entidades. A administração da Companhia e de suas controladas concluiu não haver impactos nestas demonstrações financeiras decorrente da adoção desse pronunciamento. Pelo CPC 19 (R2), a estrutura de negócios em conjunto, embora ainda seja uma importante consideração, não é o principal fator na determinação do tipo de negócio em conjunto e da subsequente contabilização: Operação em conjunto (joint operation), quando as partes integrantes têm direitos sobre os ativos e têm obrigações pelos passivos relacionados ao negócio, é contabilizada de acordo com os interesses das partes nos ativos, passivos, receitas e despesas. Empreendimento controlado em conjunto (joint venture), quando as partes integrantes têm direitos sobre os ativos líquidos do negócio, é contabilizado pelo método da equivalência patrimonial, tendo sido eliminada a consolidação proporcional de empreendimento controlado em conjunto. O objetivo desse pronunciamento é estabelecer princípios para o reporte financeiro por entidades que tenham interesses em negócios controlados em conjunto (negócios em conjunto). A seguir são demonstrados os principais efeitos da adoção dessas normas nas demonstrações financeiras consolidadas de 31 de dezembro de 2012, a serem representadas no comparativo das demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2013, decorrente de não consolidação da controlada Cutia Empreendimentos Eólicos SPE S.A.: Impactos - Novas normas CPC Total do ativo (62) Total do passivo 62 Despesas 467 Financeiras líquidas (17) Resultado equivalência (450) 20

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