Painel IAS 19 Benefícios Pós Emprego

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1 Painel IAS 19 Benefícios Pós Emprego Rua Marquês de Itu, 61 1º São Paulo SP Tel

2 UMA VISITA À HISTÓRIA... CONTABILIDADE E ATUÁRIA Sempre muito próximas Ambas tem origem na Matemática

3 CONTABILIDADE 7000 ac-1202 ERA ANTIGA A Contabilidade do Império Romano era estruturada e desenvolvida. O Contador-Geral do Estado, era um cargo muito importante e que cuidava não só da contabilidade, mas também da gestão administrativa do império. Os romanos já mantinham os livros auxiliares para cada atividade: Codex Accepti et Expensi registrava o caixa e contas correntes Ratio Pecoris era para os rebanhos Ratio Vinaria para o movimento vinícola Ratio Olearia para a produção de azeite Ratio Acceptorum et Datorum para os balanços e prestações de contas Ratio Operum Publicorum para as obras públicas Ratio Aquariorum para os serviços de água etc.

4 CONTABILIDADE 1202 a 1494 ERA DA SISTEMATIZAÇÃO OU MEDIEVAL Leonardo Fibonacci (Matemático) Ábaco Algarismos arábicos - Calculos

5 CONTABILIDADE 1494 a 1840 ERA DA LITERATURA Summa de Arithmetica, Geometria proportioni et propornalità Particulario de computies et scripturis. MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS Luca Bartolomeo de Pacioli (Matemático)

6 CONTABILIDADE ERA CIENTÍFICA La Contabilità Applicatta alle Amministrazioni Private e Pubbliche» Franscesco Villa

7 ATUÁRIA ANO 200 DC IMPÉRIO ROMANO TÁBUA DE MORTALIDADE E SOBREVIVÊNCIA DE ULPIANO Eneo Domitius Ulpianus, (Tiro, 150 Roma, 223) PREFEITO DE ROMA PRIMEIRO ATUÁRIO DA HISTÓRIA

8 ATUÁRIA TEORIA DAS PROBABILIDADES

9 ATUÁRIA TEORIA DAS PROBABILIDADES Blaise Pascal (Matemático) em 1654, estabeleceu, juntamente com De Fermat as bases da TEORIA DAS PROBABILIDADES. 2 PLANOS DE RENDAS DAS COROAS No século XVII, Inglaterra e Holanda instituíram programas de Governo para vender aos súditos TÍTULOS PÚBLICOS DE RENDA VITALÍCIA. Para proteger as Coroas de prejuízos, determinaram que as contraprestações deveriam ser estabelecidas por modelos e profissionais matemáticos

10 ATUÁRIA SÉCULO XVIII ERA MODERNA WILLIAM MORGAN Inglês Médico e Atuário Em 1775 foi o primeiro matemático oficialmente chamado de ATUÁRIO PROFISSIONAL, ao assumir o posto na The Equitable Life Assurance Society.

11 Em Foi oficializado, através de Decreto, o Diploma de Guarda Livros expedido pela aula de Comércio da Corte. Em 1916 surge o Instituto Brasileiro de Contabilidade. Em A ATUÁRIA formalizou-se através de um Decreto-Lei que a introduziu como técnica especializada e necessária no Ministério do Trabalho, Industria e Comércio. Em 1944 foi fundado o IBA Instituto Brasileiro de Atuária.

12

13 IAS 19 / CPC 33 / CVM MARCOS FUNDAMENTAIS: Registros e Demonstrações Contábeis em linguagem globalizada 2 Permitir aos ACIONISTAS uma avaliação de longo prazo sobre as obrigações das empresas com programas de benefícios. Evitar transferências de ônus ou rendas entre diferentes gerações de acionistas 3

14 IAS 19 / CPC 33 / CVM 695 Benefícios a Empregados 1 AS DIFERENTES FORMAS DE REMUNERAÇÃO 2 OS BENEFÍCIOS DE CURTO E LONGO PRAZOS 3 BENEFÍCIOS DEFINIDOS E CONTRIBUIÇÕES DEFINIDAS 4 REGRAS DE AVALIAÇÃO E REGISTRO DO IAS 19

15 IAS 19 / CPC 33 / CVM 695 Benefícios a Empregados Exemplos de Benefícios a Empregados: ü Habitação fornecida pelo empregador ü Participação nos lucros ü Seguro-Saúde, Seguro de Vida e Acidentes ü Plano de Saúde/Odontológico ü Creche ü Licença Médica ü Férias ü Aposentadoria (Normal, Invalidez e Pensões) ü Educação ü Veículo em finais de semana ü Vale-Refeição ü Outros...

16 IAS 19 / CPC 33 / CVM 695 Benefícios a Empregados As obrigações pós emprego são geradas: Por programas formais planos de saúde, de aposentadoria, decorrentes de acordos ou contratos coletivos ou individuais; Por requisitos legais por lei, acordos sindicais, setoriais; Por práticas internas da empresa (obrigações construtivas), que se tornam usuais e irreversíveis em favor dos empregados.

17 IAS 19 / CPC 33 / CVM 695 Benefícios a Empregados Os benefícios são geralmente concedidos a empregados ativos, Mas podem ser estendidos ao PERIODO PÓS EMPREGO. E existem, igualmente, os benefícios demissionais

18 O TEMPO DOS BENEFÍCIOS IAS 19 / CPC 33 / CVM 695 Benefícios a Empregados ü BENEFÍCIOS DE CURTO PRAZO: salários, férias anuais remuneradas, auxílio doença, participação nos lucros e bonus, assist. médica, odontológica, habitação, veículos e outros, sempre pagáveis dentro de doze meses. ü BENEFÍCIOS DE LONGA DURAÇÃO: licenças e outros a empregados ativos, cujo prazo de liquidação ultrapassa a 12 meses. ü BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO: pensões, aposentadorias, seguros de vida e acidentes, assist. médica e odontológica e outros, pagáveis após o término do vínculo empregatício. ü BENEFÍCIOS DEMISSIONAIS: aqueles adquiridos e pagos em função da dispensa do trabalho (demissão ou PDV).

19 IAS 19 / CPC 33 / CVM 695 Benefícios Pós Emprego São benefícios (ou verbas ou remunerações, etc.) que o indivíduo receberá após o período laboral, como fruto de direitos adquiridos durante o mesmo, e pagos com recursos garantidos (ou acumulados) pela empresa, DIRETA OU INDIRETAMENTE

20 IAS 19 / CPC 33 / CVM 695 BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO Planos de Aposentadorias e Pensões Planos de Seguros continuados Planos de Saúde Planos de Pecúlios

21 IAS 19 / CPC 33 / CVM 695 BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO Planos de Aposentadorias e Pensões Planos de Seguros continuados Planos de Saúde Planos de Pecúlios

22 IAS 19 / CPC 33 / CVM 695 BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO Nem sempre os benefícios pós-emprego resultam em obrigação para a empresa. Para saber se existe a obrigação, é preciso classificá-los em: PROGRAMAS DE BENEFÍCIOS DEFINIDOS OU PROGRAMAS DE CONTRIBUIÇÕES DEFINIDAS

23 IAS 19/CPC 33/CVM 695 PLANOS DE PREVIDENCIA DE BENEFÍCIOS DEFINIDOS Na conceituação clássica da previdência complementar... têm características COLETIVAS durante a fase de acumulação de direitos Na conceituação das normas contábeis nacionais e internacionais, tem características INDIVIDUAIS, sempre.

24 IAS 19/CPC 33/CVM 695 PLANOS DE CONTRIBUIÇÕES DEFINIDAS OU VARIÁVEIS Na legislação previdenciária são assim chamados mesmo quando mistos Sob os conceitos das normas contábeis, só é considerado Plano CD, para efeito de dispensa de avaliação, aquele em que a empresa não assume qualquer natureza de risco. Os planos mistos, como os que garantem rendas vitalícias sem novas contribuições dos pensionados, ou que garantem rendas mínimas (morte, invalidez, etc.) ou rentabilidade mínima para as cotas, são classificados como de benefícios definidos e devem ser avaliados.

25 IAS 19/CPC 33/CVM PLANOS BD Perfil genérico das empresas de energia elétrica: Política de valorização da mão de obra das empresas públicas e de economia mista Aposentadorias e pensões garantidas em nível próximo aos salários da ativa Redução da pressão sobre o Estado (Previdência Social) Adaptação aos modelos sociais bem avaliados (Welfare State) Eliminação de riscos com nova legislação reguladora (Lei 6435/77) Incentivo à poupança e ao investimento institucional de interesse do Governo.

26 IAS 19/CPC 33/CVM 695 PLANOS BD Perfil genérico das empresas de energia elétrica: 1970 Extrema sensibilidade dos planos às variações salariais e aos juros Estabilidade econômica Controle de gastos públicos com limitação de aportes extraordinários Nova tendência externa com derretimento das políticas do Welfare State Migração das empresas para o setor privado 1990

27 PLANOS CD MISTOS 1990 IAS 19/CPC 33/CVM 695 Perfil genérico das empresas de energia elétrica: Expectativa de benefícios iguais ou superiores aos do BD Benefícios nivelados à poupança feita na fase ativa Eliminação de déficits e de riscos elevados, com contribuições paritárias entre empresa e futuros beneficiários Grande confiança nas remunerações das poupanças Portabilidade Garantia para casos de Invalidez e Morte. Eventual remuneração mínima das poupanças acumuladas

28 IAS 19/CPC 33/CVM 695 PLANOS CD MISTOS Perfil genérico das empresas de energia elétrica: 1990 Inscrição de passivos mais abrangentes nos balanços das empresas Reconhecimento de obrigações indiretas Maiores riscos e instabilidades no mercado financeiro 2010

29 PLANOS CD PUROS 2010 IAS 19/CPC 33/CVM 695 Perfil genérico das empresas de energia elétrica: Expectativa de benefícios restritas ao mercado financeiro Benefícios nivelados à poupança feita na fase ativa, mas temporários Eliminação de todos os riscos, com contribuições paritárias entre empresa e futuros beneficiários Inexistência de garantias de qualquer espécie. Sem qualquer remuneração mínima nas poupanças acumuladas

30 IAS 19/CPC 33/CVM 695 Perfil genérico das empresas de energia elétrica: 1970 PLANOS BD 1990 PLANOS CD MISTOS PLANOS CD PUROS 2010

31 IAS 19/CPC 33/CVM PLANOS BD Perfil genérico das empresas de energia elétrica: Toda a população Migrações 1990 PLANOS BD PLANOS SALDADOS PLANOS CD MISTOS Nova população 2010 Parte da antiga população PLANOS CD PUROS Nova população

32 IAS 19/CPC 33/CVM 695 Perfil genérico das empresas de energia elétrica: PLANOS PREVIDENCIÁRIOS 1970 A existência de uma legislação específica para os planos de previdência privada, com a exigência de capitalização de fundos, embora admitindo modelos de acumulação diferenciados, ajudou as empresas a tomarem conhecimento das suas obrigações de longo prazo com os programas, mas sem formalizar registros contábeis completos. 2010

33 IAS 19/CPC 33/CVM 695 PLANOS DE SAÚDE Perfil genérico das empresas de energia elétrica: 1970 A inexistência de uma legislação específica para os planos de saúde, cujos modelos não preveem capitalização de fundos, ocultou das empresas o conhecimento das suas obrigações de longo prazo com os programas e obstou registros contábeis completos. O IAS 19 impôs impactos repentinos àquelas com extensão do programa ao período pós-emprego. 2010

34 IAS 19/CPC 33/CVM 695 DIREITOS DE APOSENTADOS LEI A ANS Agência Nacional de Saúde Suplementar, regulamentou ao art. 30 e 31 da Lei 9656/98, definindo os direitos dos aposentados em relação aos Planos de Saúde das empresas. Todo aposentado (e seus dependentes) que tenha contribuído ao plano de saúde de sua empresa durante a atividade, tem direito de nele continuar, desde que pague a totalidade da contraprestação. Esse vínculo será vitalício, se contribui ao plano por, no mínimo, 10 anos. A empresa é obrigada a oferecer FORMALMENTE a continuidade.

35 IAS 19/CPC 33/CVM 695 DIREITOS DE APOSENTADOS LEI 9656 O custo de um programa médico é crescente de acordo com a idade do beneficiário. Mas as mensalidades têm dois limites legais importantes: a idade de 59 anos um múltiplo de seis vezes a menor delas Portanto, na grande maioria dos programas, as pessoas com mais de 59 anos são subsidiadas, mesmo que paguem integralmente as mensalidades. O subsídio é maior quando o programa é contratado a preço único (ou médio) para toda a população, como ocorre geralmente nas apólices de seguros.

36 IAS 19/CPC 33/CVM 695 R$ PROGRAMAS DE SAÚDE CUSTO EFETIVO TABELAS ANS IDADES

37 ATUAL IAS 19/CPC 33/CVM 695 PLANOS DE PREVIDENCIA: Perfil genérico das empresas de energia elétrica: BD em curso BD Fechados em extinção CD Mistos CD Puros Planos Saldados PLANOS DE SAÚDE: Planos Próprios da Empresa Planos Contratados

38 AVALIAÇÕES ATUARIAIS IAS 19/CPC 33/CVM 695

39 IAS 19 / CPC 33 / CVM 695 AS AVALIAÇÕES ATUARIAIS SOB AS NORMAS DO IFRS, CVM, CFC 1. NÃO SE APLICAM À ENTIDADE ADMINISTRADORA (Fundo de Pensão ou OPS). 2. Tem maior amplitude sob o prisma empresarial. 3. Não interferem nas avaliações procedidas no Fundo de Pensão ou OPS. 4. Não estabelecem critérios de avaliações para dos Fundos de Pensão ou OPS. 5. Não limitam a função e responsabilidade do atuário do Fundo de Pensão ou OPS. 6. Incentivam a independência profissional.

40 IAS 19 / CPC 33 / CVM 695 Planos de Aposentadorias/Pensões e de Saúde para Inativos AS AVALIAÇÕES SÃO DE LONGO PRAZO DURABILIDADE DEPENDE DE TÁBUAS BIOMÉTRICAS MEDIÇÃO DEPENDE DE HIPÓTESES TÉCNICAS E FINANCEIRAS AVALIAÇÕES ATUARIAIS

41 IAS 19/CPC 33/CVM 695 AS AVALIAÇÕES SÃO DE LONGO PRAZO Método de Avaliação Atuarial: UCP Unidade de Crédito Projetada = Valor atual dos direitos futuros, já acumulados desde a admissão até a data da avaliação

42 IAS 19/CPC 33/CVM 695 O indivíduo adquire cotas de direitos durante seu período de atividade. Ao final de cada ano completado, adquire 1/n do direito total, sendo n o tempo que permanecerá em atividade na empresa, desde a idade de admissão até a idade de retirada/aposentadoria.

43 IAS 19/CPC 33/CVM 695 Os diferentes métodos atuariais chegam aos mesmos resultados finais, no momento de concessão dos benefícios. Êles diferem, todavia, no momento temporal da formação de reservas e de demonstração de equilíbrio.

44 IAS 19/CPC 33/CVM 695 AVALIAÇÕES DEPENDENTES DE TÁBUAS BIOMÉTRICAS Tábua de Sobrevivência/Mortalidade Tábua de Entrada em Invalidez Tábua de Mortalidade de Inválidos Tábua de Morbidez

45 IMPÉRIO ROMANO 200 DC TÁBUA DE MORTALIDADE E SOBREVIVÊNCIA DE ULPIANO Eneo Domitius Ulpianus, (Tiro, 150 Roma, 223) PREFEITO DE ROMA PRIMEIRO ATUÁRIO DA HISTÓRIA

46 IAS 19/CPC 33/CVM 695 AVALIAÇÃO DEPENDE DE HIPÓTESES TÉCNICAS: INCREMENTO REAL DE SALÁRIO NO LONGO PRAZO ROTATIVIDADE DE PESSOAL COMPOSIÇÃO FAMILIAR E FINANCEIRAS: INFLAÇÃO DE CURTO PRAZO TAXA DE DESCONTO DE LONGO PRAZO EVOLUÇÃO DE CUSTOS MÉDICOS

47 TAXA DE INCREMENTO SALARIAL IAS 19/CPC 33/CVM 695 Fator importante na geração de Perdas/ Ganhos ENTRADA APOSENTADORIA MORTE

48 IAS 19/CPC 33/CVM 695 TAXA DE DESCONTO Fator importante na geração de Perdas/ Ganhos ENTRADA MOMENTO APOSENTADORIA MORTE ATUAL

49 IAS 19/CPC 33/CVM 695 DURATION DAS OBRIGAÇÕES Pagamentos Taxa Média Taxa de Mercado

50 IAS 19/CPC 33/CVM 695 Cada indivíduo adquire cotas de direitos durante seu período de atividade. Ao final de cada ano completado, adquire 1/n do direito total, sendo n o tempo que permanecerá em atividade na empresa, desde a idade de admissão até a idade de retirada/aposentadoria. = CUSTO BRUTO DO SERVIÇO

51 IAS 19/CPC 33/CVM 695 INCREMENTO ANUAL DAS OBRIGAÇÕES Custo Adicional Custo Normal ENTRADA ANO ANO APOSENTADORIA MORTE X X+1

52 IAS 19/CPC 33/CVM 695 ANO X ANO X+1 CONTRIBUIÇÕES CUSTO DO SERVIÇO JUROS LÍQUIDOS CUSTO NORMAL = RESULTADO

53 IAS 19/CPC 33/CVM 695 ANO X ANO X+1 Cresc. Salarial Imprevisto Mudança de Juros Alteração de Tábuas Alteração de Custos Médicos Mudança Populacional Flutuação Inflacionária CUSTO ADICIONAL = PATRIMONIO LÍQUIDO Resultado dos Investimentos

54 FIM IAS 19/CPC 33/CVM 695

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