MOEDA, TAXAS DE JUROS E TAXAS DE CÂMBIO TÓPICOS DO CAPÍTULO

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MOEDA, TAXAS DE JUROS E TAXAS DE CÂMBIO TÓPICOS DO CAPÍTULO"

Transcrição

1 MOEDA, TAXAS DE JUROS E TAXAS DE CÂMBIO R e f e r ê n c i a : C a p. 15 d e E c o n o m i a I n t e r n a c i o n a l : T e o r i a e P o l í t i c a, 1 0 ª. E d i ç ã o P a u l R. K r u g m a n e M a u r i c e O b s t f e l d, M. M e l i t z. E c o n o m i a I n t e r n a c i o n a l I I 2017 P r o f. M a r i a A n t o n i e t a D e l T e d e s c o L i n s TÓPICOS DO CAPÍTULO Introdução Definição de moeda: Uma breve revisão A demanda individual por moeda Demanda agregada por moeda A taxa de juros de equilíbrio: A interação entre a oferta de moeda e a demanda por moeda A oferta de moeda e a taxa de câmbio no curto prazo Moeda, nível de preços e taxa de câmbio no longo prazo Inflação e dinâmica da taxa de câmbio Resumo 2 1

2 INTRODUÇÃO Os fatores que afetam a oferta de moeda e a demanda por moeda de um país estão entre os determinantes mais fortes da taxa de câmbio de sua moeda em relação às moedas estrangeiras. Este capítulo combina o mercado de câmbio com o mercado monetário para determinar a taxa de câmbio no curto prazo. Ele analisa os efeitos de longo prazo das mudanças monetárias e as taxas de câmbio futuras esperadas. 3 DEFINIÇÃO DE MOEDA: BREVE REVISÃO Moeda como meio de troca Um meio de pagamento amplamente aceito Moeda como unidade de conta Uma medida de valor amplamente reconhecida Moeda como reserva de valor Uma transferência do poder de compra do presente para o futuro 4 2

3 DEFINIÇÃO DE MOEDA: BREVE REVISÃO O que é moeda? Meios de pagamento amplamente aceitos. A moeda é muito líquida, mas paga pouco ou nenhum retorno. Todos os demais ativos são menos líquidos, mas pagam um retorno mais alto. Oferta de moeda (M s ) M s = moeda + depósitos correntes 5 AGREGADOS MONETÁRIOS NO BRASIL Os agregados monetários, segundo determinação da autoridade monetária brasileira, são definidos da seguinte forma M1 = Papel Moeda em Poder do Público (PMPP) + Depósitos à vista M2 = M1 + depósitos para investimento + Depósitos em poupança + Títulos privados (emissões de alta liquidez por inst. depositárias) M3 = M2 + Quotas de fundos de renda fixa + Operações compromissadas com títulos federais M4 = M3 + Títulos federais (Selic) + Títulos estaduais e municipais 6 3

4 AGREGADOS MONETÁRIOS MEIOS DE PAGAMENTOS: M1, M2, M3, M4 (BCB) São adotados conceitos/definições internacionalmente aceitos e fundamentados na Teoria Econômica. Os detentores dos meios de pagamentos no sentido amplo compõem-se do setor nãofinanceiro da economia e das instituições financeiras que não emitem instrumentos considerados como moeda. Sob o aspecto de ordenamento de seus componentes, definemse os agregados por seus sistemas emissores. M1 compreende os passivos de liquidez imediata. É composto pelo Papel-moeda em Poder do Público (PMPP) e pelos Depósitos à Vista (DV). O PMPP é o resultado da diferença entre o Papel-moeda Emitido pelo Banco Central do Brasil e as disponibilidades de "caixa" do sistema bancário. Os DV são aqueles captados pelos bancos com carteira comercial e transacionáveis por cheques ou meios eletrônicos. Portanto, as instituições emissoras incluem os bancos comerciais, os bancos múltiplos e as caixas econômicas. Os depósitos do setor público estão incluídos nos depósitos à vista, com exceção dos recursos do Tesouro Nacional, depositados no Banco do Brasil. 7 AGREGADOS MONETÁRIOS MEIOS DE PAGAMENTOS: M1, M2, M3, M4 (BCB) M2 engloba, além do M1, os depósitos para investimento e as emissões de alta liquidez realizadas primariamente no mercado interno por instituições depositárias. M3 inclui o M2 mais as captações internas por intermédio dos fundos de investimento classificados como depositários e a posição líquida de títulos registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), decorrente de financiamento em operações compromissadas. O M4 engloba o M3 e os títulos públicos de alta liquidez. Observe-se que, dentre os títulos federais, apenas os registrados no Selic são considerados nos meios de pagamento. Apesar da alta liquidez dos instrumentos de captação do Tesouro Nacional, entendeu-se que o reconhecimento de tais emissões como quase-moeda nos conceitos de meios de pagamento deva ser o mais restrito possível, dado que aquele Órgão não integra o Sistema Financeiro Nacional (SFN). 8 4

5 DEFINIÇÃO DE MOEDA: BREVE REVISÃO Como a oferta da moeda é determinada A oferta de moeda de uma economia é controlada por seu banco central. O banco central Regula diretamente o montante de moeda existente Controla indiretamente o montante de depósitos à vista emitidos por bancos privados 9 DEMANDA INDIVIDUAL POR MOEDA Três fatores influenciam a demanda por moeda: Retorno esperado Risco do retorno Liquidez do ativo Retorno esperado A taxa de juro mede o custo da oportunidade de reter o dinheiro em vez de investi-lo em títulos que rendem juros Um aumento na taxa de juros causa eleva o custo de reter moeda e faz com que a demanda por moeda caia. 10 5

6 DEMANDA INDIVIDUAL POR MOEDA Risco Reter moeda é arriscado. Um aumento inesperado nos preços dos bens e serviços pode reduzir o valor de sua moeda em termos das mercadorias consumidas. As mudanças no risco de reter moeda não precisam fazer com que os indivíduos reduzam sua demanda por moeda. Qualquer mudança no risco da moeda gera uma mudança igual no risco dos títulos. 11 DEMANDA INDIVIDUAL POR MOEDA Liquidez A principal vantagem da moeda é sua liquidez. Famílias e firmas retêm moeda porque é a maneira mais fácil de financiar suas compras cotidianas. Um aumento no valor médio das transações de uma família ou firma faz com que sua demanda por moeda se eleve. 12 6

7 DEMANDA AGREGADA POR MOEDA Demanda agregada por moeda A demanda total por moeda por parte de todas as famílias e firmas na economia. Ela é determinada por três fatores principais: Taxa de juros Reduz a demanda por moeda. Nível de preços Aumenta a demanda por moeda. Renda nacional real Aumenta a demanda por moeda. 13 DEMANDA AGREGADA POR MOEDA A demanda agregada por moeda pode ser expressa por: M d = P x L(R,Y) (15-1) onde: P é o nível de preço Y é a renda nacional real L(R,Y) é a demanda agregada real por moeda A equação (14-1) também pode ser expressa como: M d /P = L(R,Y) (15-2) 14 7

8 DEMANDA AGREGADA POR MOEDA Figura 15-1: A demanda agregada por moeda real e a taxa de juros Taxa de juros, R L(R,Y) Demanda agregada por moeda real 15 Demanda agregada por moeda Figura 15-2: Efeito de um aumento da renda real sobre a curva de demanda agregada por moeda real Taxa de juros, R Aumento da renda real L(R,Y 2 ) L(R,Y 1 ) Demanda agregada por moeda real 16 8

9 TAXA DE JUROS DE EQUILÍBRIO: INTERAÇÃO ENTRE A OFERTA DE MOEDA E A DEMANDA POR MOEDA Equilíbrio no mercado de moeda (=monetário) A condição de equilíbrio no mercado monetário é: M s = M d (15-3) A condição de equilíbrio no mercado monetário pode ser expressa em termos de demanda agregada por moeda real como: M s /P = L(R,Y) (15-4) 17 TAXA DE JUROS DE EQUILÍBRIO: INTERAÇÃO ENTRE A OFERTA DE MOEDA E A DEMANDA POR MOEDA Figura 15-3: Determinação da taxa de juros de equilíbrio Taxa de juros, R Oferta de moeda real R 2 2 R 1 1 R 3 3 Demanda agregada por moeda real, L(R,Y) Q 2 M S P ( = Q1 ) Q 3 Saldos em moeda real 18 9

10 TAXA DE JUROS DE EQUILÍBRIO: INTERAÇÃO ENTRE A OFERTA DE MOEDA E A DEMANDA POR MOEDA Taxa de juros e a oferta de moeda Um aumento (queda) na oferta de moeda diminui (eleva) a taxa de juros, dado o nível de preço e o produto. O efeito da oferta de dinheiro a um dado nível de preço está ilustrado na Figura TAXA DE JUROS DE EQUILÍBRIO: INTERAÇÃO ENTRE A OFERTA DE MOEDA E A DEMANDA POR MOEDA Figura 15-4: Efeito de um aumento da oferta de moeda sobre a taxa de juros Taxa de juros, R Oferta de moeda real Oferta de moeda real aumenta R 1 1 R 2 2 L(R,Y) M 1 P M 2 P Saldos em moeda real 20 10

11 TAXA DE JUROS DE EQUILÍBRIO: INTERAÇÃO ENTRE A OFERTA DE MOEDA E A DEMANDA POR MOEDA Produto e a taxa de juros Um aumento (queda) do produto real eleva (diminui) a taxa de juros, dado o nível de preços e a oferta de moeda. A Figura 14-5 mostra o efeito do aumento no nível do produto sobre a taxa de juros, dada a oferta de moeda e o nível de preços. 21 TAXA DE JUROS DE EQUILÍBRIO: INTERAÇÃO ENTRE A OFERTA DE MOEDA E A DEMANDA POR MOEDA Figura 15-5: Efeito de um aumento da renda real sobre a taxa de juros Taxa de juros, R Oferta de moeda real R 2 R 1 1 Aumento na renda real 2 1' L(R,Y 1 ) L(R,Y 2 ) M S P (= Q1 ) Q 2 Saldos em moeda real 22 11

12 A OFERTA DE MOEDA E A TAXA DE CÂMBIO NO CURTO PRAZO Análise do curto prazo O nível de preço e o produto real são dados. Análise de longo prazo O nível de preço é perfeitamente flexível e sempre ajustado imediatamente para manter o pleno emprego. 23 A OFERTA DE MOEDA E A TAXA DE CÂMBIO NO CURTO PRAZO A relação entre moeda, taxa de juros e taxa de câmbio O mercado monetário norte-americano determina a taxa de juros do dólar, que por sua vez afeta a taxa de câmbio que mantém a paridade dos juros. A Figura 15-6 liga o mercado monetário dos Estados Unidos (parte inferior) e o mercado de câmbio (parte superior)

13 A OFERTA DE MOEDA E A TAXA DE CÂMBIO NO CURTO PRAZO Figura 15-6: Equilíbrio simultâneo no mercado monetário dos Estados Unidos e no mercado de câmbio Taxa de câmbio dólar/euro, E US$/ Retorno dos depósitos em dólar Mercado de câmbio E 1 US$/ 1' 0 R 1 US$ Retorno esperado dos depósitos em euro L(R US$, Y EUA ) Taxas de retorno (em termos de dólar) Mercado monetário M S EUA P EUA (aumentando) 1 Oferta de moeda real dos Estados Unidos Saldos em moeda real dos Estados Unidos 25 A OFERTA DE MOEDA E A TAXA DE CÂMBIO NO CURTO PRAZO Figura 15-7: A relação entre mercado monetário e taxa de câmbio Estados Unidos Federal Reserve System (Fed) Europa Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC) M S (Oferta de moeda dos EUA M S (Oferta de moeda E Estados Unidos) européia) Mercado monetário dos Estados Unidos Mercado monetário europeu R US$ (Taxa de juros do dólar) Mercado de câmbio R (Taxa de juros do euro) E US$/ (Taxa de câmbio dólar/euro) 26 13

14 A OFERTA DE MOEDA E A TAXA DE CÂMBIO NO CURTO PRAZO Oferta de moeda nos Estados Unidos e a taxa de câmbio dólar/euro O que acontece quando o Federal Reserve altera a oferta de moeda dos Estados Unidos? Um aumento (redução) na oferta de moeda de um país faz com que sua moeda se deprecie (aprecie) no mercado de câmbio. 27 A OFERTA DE MOEDA E A TAXA DE CÂMBIO NO CURTO PRAZO Figura 15-8: Efeito de um aumento na oferta de moeda dos Estados Unidos sobre a taxa de câmbio dólar/euro e a taxa de juros do dólar Taxa de câmbio dólar/euro, E US$/ Retorno em dólar E 2 US$/ 2' E 1 US$/ 1' Retorno esperado em euros 0 R 2 US$ R 1 US$ L(R US$, Y EUA ) Taxas de retorno (em termos de dólar) M 1 EUA P EUA M 2 EUA P EUA 2 1 Aumento da oferta de moeda real dos Estados Unidos Saldos em moeda real dos Estados Unidos 28 14

15 A OFERTA DE MOEDA E A TAXA DE CÂMBIO NO CURTO PRAZO Oferta de moeda da Europa e a taxa de câmbio dólar/euro Um aumento na oferta de moeda da Europa causa uma depreciação do euro (i.e., apreciação do dólar). Uma redução na oferta de moeda da Europa causa uma apreciação do euro (i.e., uma depreciação do dólar). A mudança na oferta de moeda da Europa não afeta o equilíbrio do mercado monetário americano. 29 A OFERTA DE MOEDA E A TAXA DE CÂMBIO NO CURTO PRAZO Figura 15-9: Efeito de um aumento na oferta de moeda europeia sobre a taxa de câmbio dólar/euro Taxa de câmbio dólar/euro, E US$/ E 1 US$/ 1' E 2 US$/ 2' Retorno em dólar Aumento na oferta de moeda européia 0 R 1 US$ Retorno esperado em euro L(R US$, Y EUA ) Taxas de retorno (em termos de dólar) M S EUA P EUA 1 Oferta de moeda real dos Estados Unidos Saldos em moeda real dos Estados Unidos 30 15

16 MOEDA, NÍVEL DE PREÇOS E TAXA DE CÂMBIO NO LONGO PRAZO Equilíbrio no longo prazo Os preços são perfeitamente flexíveis e sempre ajustados imediatamente para preservar o pleno emprego. Moeda e preços monetários O equilíbrio do mercado monetário [M s /P = L(R,Y)] pode ser rearranjado para dar o nível de preços de equilíbrio no longo prazo: P = M s /L(R,Y) (15-5) Um aumento na oferta de moeda de um país causa uma aumento proporcional em seu nível de preços. 31 MOEDA, NÍVEL DE PREÇOS E TAXA DE CÂMBIO NO LONGO PRAZO Efeitos de longo prazo das mudanças na oferta de moeda Uma mudança na oferta de moeda não tem nenhum efeito sobre os valores de longo prazo da taxa de juros ou do produto real. Um aumento permanente na oferta de moeda causa um aumento proporcional no valor de longo prazo do nível de preços. Essa predição baseia-se na condição de equilíbrio do mercado monetário: M s /P = L ou P = M s /L. Essa condição significa que P/P = M s /M s - L/L. A taxa de inflação é igual à taxa de crescimento monetário menos a taxa de crescimento da demanda por moeda

17 MOEDA, NÍVEL DE PREÇOS E TAXA DE CÂMBIO NO LONGO PRAZO Constatações empíricas sobre oferta de moeda e nível de preços Em dados de cortes dos países, mudanças de longo prazo nas ofertas de moeda e nos níveis de preços mostram uma correlação positiva clara. 33 MOEDA, NÍVEL DE PREÇOS E TAXA DE CÂMBIO NO LONGO PRAZO Figura 15-10: Crescimento monetário e mudança no nível de preços nos países em desenvolvimento,

18 MOEDA, NÍVEL DE PREÇOS E TAXA DE CÂMBIO NO LONGO PRAZO Moeda e taxa de câmbio no longo prazo Um aumento (uma diminuição) permanente na oferta de moeda de um país causa uma depreciação (apreciação) de longo prazo proporcional de sua moeda em relação às moedas estrangeiras. 35 INFLAÇÃO E DINÂMICA DA TAXA DE CÂMBIO Inflação Uma situação em que o nível de preços de uma economia se eleva. Deflação Uma situação em que o nível de preços de uma economia cai. Rigidez de preços no curto prazo versus flexibilidade de preços no longo prazo A rigidez dos níveis de preços no curto prazo está ilustrada na figura

19 INFLAÇÃO E DINÂMICA DA TAXA DE CÂMBIO Figura 15-11: Variabilidade mês a mês da taxa de câmbio dólar/iene e da relação entre os níveis de preços dos Estados Unidos e do Japão, INFLAÇÃO E DINÂMICA DA TAXA DE CÂMBIO Uma mudança na oferta de moeda cria pressões de demanda e custo que levam a aumentos futuros oriundos de três fontes principais: Excesso de demanda por produto e trabalho Expectativas inflacionárias Preços das matérias-primas 38 19

20 INFLAÇÃO E DINÂMICA DA TAXA DE CÂMBIO Mudanças permanentes na oferta de moeda e a taxa de câmbio Como a taxa de câmbio dólar/euro se ajusta a um aumento permanente na oferta de moeda americana? A Figura mostra tanto os efeitos de curto prazo e longo prazo no aumento da oferta de moeda norte-americana. 39 INFLAÇÃO E DINÂMICA DA TAXA DE CÂMBIO Figura 15-13: Efeitos de curto e longo prazos de um aumento na oferta de moeda dos Estados Unidos (dado o produto real, Y) Taxa de câmbio dólar/euro, E US$/ E US$/ E 2 US$/ 2' 3' E 1 US$/ 1' Retorno em dólar Retorno esperado em euro E 2 US$/ 2' E 3 US$/ Retorno em dólar 4' Retorno esperado em euro Taxas de retorno 0 (em termos 0 R 2 M 1 US$ R 1 US$ de dólar) EUA L(R M 2 US$, Y EUA ) EUA P 1 EUA M 2 EUA 1 P 2 EUA M 2 EUA P 1 EUA 2 P 1 EUA 2 R 2 US$ 4 R 1 US$ L(R US$, Y EUA ) Oferta de moeda real dos EUA Saldos em moeda real dos Estados Unidos Saldos em moeda real dos Estados Unidos (a) Efeitos de curto prazo (b) Ajuste para o equilíbrio de longo prazo 40 20

21 21

22 INFLAÇÃO E DINÂMICA DA TAXA DE CÂMBIO Figura 15-14: Trajetórias temporais das variáveis econômicas dos Estados Unidos após um aumento permanente na oferta de moeda (a) Oferta de moeda dos Estados Unidos, M EUA (b) Taxa de juros do dólar, R US$ M 2 EUA R 1 US$ M 1 EUA R 2 US$ t 0 (c) Nível de preço dos Estados Unidos, P EUA Tempo E 2 E US$/ US$/ t 0 Tempo (d) Taxa de câmbio dólar/euro, P 2 EUA E 3 US$/ P 1 EUA E 1 US$/ t 0 Tempo t 0 Tempo 43 INFLAÇÃO E DINÂMICA DA TAXA DE CÂMBIO Ultrapassagem (ou superação, de overshooting em inglês) da taxa de câmbio Diz-se que a taxa de câmbio ultrapassou quando sua resposta imediata a uma perturbação é maior do que sua resposta de longo prazo. Isso ajuda a explicar por que as taxas de câmbio oscilam tão abruptamente de um dia para outro. Este é o resultado direto de um ajuste moroso do nível de preços no curto prazo e da condição de paridade do juros

23 RESUMO A moeda é retida por causa de sua liquidez. A demanda agregada por moeda depende negativamente do custo da oportunidade de reter moeda e positivamente do volume de transações na economia. O mercado monetário está em equilíbrio quando a oferta de moeda real é igual à demanda agregada por moeda real. Ao diminuir a taxa de juros doméstica, um aumento na oferta de moeda faz com que a moeda doméstica se deprecie no mercado de câmbio. 45 RESUMO Mudanças permanentes na oferta de moeda empurram o nível de preços do equilíbrio de longo prazo proporcionalmente na mesma direção. Essas mudanças não influenciam os valores de longo prazo do produto, da taxa de juros ou de quaisquer preços relativos. Um aumento na oferta de moeda pode fazer com que a taxa de câmbio ultrapasse o nível de longo prazo no curto prazo

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Introdução: economias abertas Problema da liquidez: Como ajustar desequilíbrios de posições entre duas economias? ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Como o cada tipo de ajuste ( E, R,

Leia mais

PRINCIPAIS FATORES DE ANÁLISES. INVESTIMENTOS e RISCOS

PRINCIPAIS FATORES DE ANÁLISES. INVESTIMENTOS e RISCOS PRINCIPAIS FATORES DE ANÁLISES INVESTIMENTOS e RISCOS RENTABILIDADE A rentabilidade é a variação entre um preço inicial e um preço final em determinado período. É o objetivo máximo de qualquer investidor,

Leia mais

CURSO ON-LINE PROFESSOR: FRANCISCO MARIOTTI. Questão 33 Prova de Inspetor (Questão 29 Prova de Analista de Mercado de Capitais)

CURSO ON-LINE PROFESSOR: FRANCISCO MARIOTTI. Questão 33 Prova de Inspetor (Questão 29 Prova de Analista de Mercado de Capitais) Questão 33 Prova de Inspetor (Questão 29 Prova de Analista de Mercado de Capitais) A lógica da composição do mercado financeiro tem como fundamento: a) facilitar a transferência de riscos entre agentes.

Leia mais

Aula 06: Moedas e Bancos

Aula 06: Moedas e Bancos Aula 06: Moedas e Bancos Macroeconomia Agregados Monetários. As contas do Sistema Monetário. Gilmar Ferreira Janeiro 2010 Moeda Conceitualmente, o termo moeda é usado para denominar tudo aquilo que é geralmente

Leia mais

RELATÓRIO DE INVESTIMENTOS

RELATÓRIO DE INVESTIMENTOS RELATÓRIO DE INVESTIMENTOS 1 Trimestre RESULTADOS OBTIDOS Saldos Financeiros Saldos Segregados por Planos (em R$ mil) PGA PB TOTAL CC FI DI/RF FI IRFM1 FI IMAB5 SUBTOTAL CC FI DI/RF FI IRFM1 FI IMAB5 SUBTOTAL

Leia mais

3.1 Estrutura Cambial Brasileira e Mundial

3.1 Estrutura Cambial Brasileira e Mundial 3.1 Estrutura Cambial Brasileira e Mundial DISCIPLINA: Negócios Internacionais FONTES: VAZQUEZ, José Lopes. Comércio Exterior Brasileiro. São Paulo, Atlas, 2003. SILVA, Luiz Augusto Tagliacollo. Logística

Leia mais

LFG MAPS. 2 - ( Prova: CESPE - 2012 - Polícia Federal - Agente da Polícia Federal / Contabilidade Geral / Contabilidade -

LFG MAPS. 2 - ( Prova: CESPE - 2012 - Polícia Federal - Agente da Polícia Federal / Contabilidade Geral / Contabilidade - Escrituração Contábil 05 questões Noções Gerais; Escrituração Contábil ) Considere os eventos de I a V listados abaixo. I aquisição de veículo à vista para uso na atividade operacional II baixa de bem

Leia mais

Aula 8 21/09/2009 - Microeconomia. Demanda Individual e Demanda de Mercado. Bibliografia: PINDYCK (2007) Capítulo 4

Aula 8 21/09/2009 - Microeconomia. Demanda Individual e Demanda de Mercado. Bibliografia: PINDYCK (2007) Capítulo 4 Aula 8 21/09/2009 - Microeconomia. Demanda Individual e Demanda de Mercado. Bibliografia: PINDYCK (2007) Capítulo 4 Efeito de modificações no preço: Caso ocorram modificações no preço de determinada mercadoria

Leia mais

Regulamento básico: finanças e controladoria

Regulamento básico: finanças e controladoria Regulamento básico: finanças e controladoria Diretoria de Administração e Planejamento Abril de 2002 Este regulamento estabelece as diretrizes a serem adotadas pela RNP na gestão de seus recursos financeiros,

Leia mais

Economia Brasileira: da estabilidade macroeconômica ao crescimento sustentado

Economia Brasileira: da estabilidade macroeconômica ao crescimento sustentado Economia Brasileira: da estabilidade macroeconômica ao crescimento sustentado Junho de 2010 Wilson R. Levorato Diretor Geral Brasil e a crise internacional: porque nos saímos tão bem? Onde estamos? Cenário

Leia mais

Certificado de Recebíveis Imobiliários CRI

Certificado de Recebíveis Imobiliários CRI Renda Fixa Certificado de Recebíveis Imobiliários CRI Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI O produto O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título que gera um direito de crédito ao

Leia mais

Boletim Informativo de Crédito Imobiliário e Poupança

Boletim Informativo de Crédito Imobiliário e Poupança Boletim Informativo de Crédito Imobiliário e Poupança D A T A A B E C I P A B R I L, 2 0 1 6 D E S T A Q U E S D O M Ê S São Paulo, 27 de maio de 2016 Crédito imobiliário alcança R$ 3,5 bilhões em abril

Leia mais

Custo de Oportunidade do Capital

Custo de Oportunidade do Capital Custo de Oportunidade do Capital É o custo de oportunidade de uso do fator de produção capital ajustado ao risco do empreendimento. Pode ser definido também como a taxa esperada de rentabilidade oferecida

Leia mais

BPI αlpha O FEI que investe em Produtos Estruturados.

BPI αlpha O FEI que investe em Produtos Estruturados. O FEI que investe em Produtos Estruturados. UMA NOVA FORMA DE INVESTIR O BPI Alpha é o primeiro Fundo Especial de Investimento (FEI) do BPI e tem como objectivo principal dar aos clientes o acesso a uma

Leia mais

Macroeconomia. Diagrama do Fluxo Circular. Entendendo a Economia. Renda e Gastos de Uma Economia. Métodos Para Contar a Economia

Macroeconomia. Diagrama do Fluxo Circular. Entendendo a Economia. Renda e Gastos de Uma Economia. Métodos Para Contar a Economia 22. Medindo a Renda de Uma Nação Macroeconomia Macro: Estudo da economia como um todo. Tem como objetivo explicar as mudanças econômicas que afetam indivíduos, firmas e os mercados. Micro: É o estudo de

Leia mais

1. QUESTÃO: Considere o modelo IS-LM convencional discutido em sala de aula.

1. QUESTÃO: Considere o modelo IS-LM convencional discutido em sala de aula. ECONOIA ONETÁRIA LTA DE EXERCÍCIOS 2 SOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS. QUESTÃO: Considere o modelo - convencional discutido em sala de aula. Curva : Y = [α + I + G βt] γ i β β Curva : = κy ηi a) Edogenos: Y e i;

Leia mais

Sistema Monetário. Aula: Conceitos de Meios de Pagamentos

Sistema Monetário. Aula: Conceitos de Meios de Pagamentos Sistema Monetário Aula: Conceitos de Meios de Pagamentos Professor Fabiano Abranches Silva Dalto Departamento de Economia da UFPR Disciplina Economia Monetária e Financeira Bibliografia Utilizada: CARVALHO,

Leia mais

Vantagens e desvantagens da utilização do patrimônio líquido pelo seu valor de mercado na avaliação de empresas

Vantagens e desvantagens da utilização do patrimônio líquido pelo seu valor de mercado na avaliação de empresas Vantagens e desvantagens da utilização do patrimônio líquido pelo seu valor de mercado na avaliação de empresas! Quais as vantagem da utilização do valor de mercado em relação a utilização do patrimônio

Leia mais

PROSPETO INFORMATIVO EUR BAC DUAL PORTUGAL 2013-2016 PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

PROSPETO INFORMATIVO EUR BAC DUAL PORTUGAL 2013-2016 PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO PROSPETO INFORMATIVO EUR BAC DUAL PORTUGAL 201-2016 PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Designação Depósito Dual EUR BAC DUAL PORTUGAL 201-2016 Classificação Caracterização do produto Produto Financeiro Complexo

Leia mais

BANCO DO BRASIL ESCRITURÁRIO

BANCO DO BRASIL ESCRITURÁRIO BANCO DO BRASIL ESCRITURÁRIO CONHECIMENTOS BANCÁRIOS 1. O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é constituído por todas as instituições financeiras públicas ou privadas existentes no país e seu órgão normativo

Leia mais

Fundo de Investimento em Ações - FIA

Fundo de Investimento em Ações - FIA Renda Variável Fundo de Investimento em Ações - FIA Fundo de Investimento em Ações O produto O Fundo de Investimento em Ações (FIA) é um investimento em renda variável que tem como principal fator de risco

Leia mais

ECONOMIA DA EDUCAÇÃO Módulo 1 Princípios de Economia

ECONOMIA DA EDUCAÇÃO Módulo 1 Princípios de Economia Opções Estratégicas Para a Implantação de Novas Políticas Educacionais ECONOMIA DA EDUCAÇÃO Módulo 1 Princípios de Economia Bob Verhine Universidade Federal da Bahia verhine@ufba.br A divulgação desta

Leia mais

EXAME DE SUFICIÊNCIA - 01/2000 I - CONTABILIDADE GERAL

EXAME DE SUFICIÊNCIA - 01/2000 I - CONTABILIDADE GERAL EXAME DE SUFICIÊNCIA - 01/2000 I - CONTABILIDADE GERAL 1 - Podemos considerar como fato permutativo a transação: a) compra de galpão para a fábrica. b) venda de mercadoria a prazo. c) pagamento de salários

Leia mais

Conhecimentos Bancários. Item 3.8 - Derivativos

Conhecimentos Bancários. Item 3.8 - Derivativos Conhecimentos Bancários Item 3.8 - Derivativos Conhecimentos Bancários Item 3.8 - Derivativos São instrumentos financeiros que têm seus preços derivados (daí o nome) do preço de mercado de um bem ou de

Leia mais

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SANTANDER YIELD VIP REFERENCIADO DI CRÉDITO PRIVADO 01.615.744/0001-83 Informações referentes a Maio de 2016

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SANTANDER YIELD VIP REFERENCIADO DI CRÉDITO PRIVADO 01.615.744/0001-83 Informações referentes a Maio de 2016 LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SANTANDER YIELD VIP REFERENCIADO DI CRÉDITO PRIVADO 01.615.744/0001-83 Informações referentes a Maio de 2016 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais

Leia mais

Sumário. Prefácio, XV Introdução, 1

Sumário. Prefácio, XV Introdução, 1 Sumário Prefácio, XV Introdução, 1 Capítulo 1 Sistema Financeiro Nacional, 3 1.1 Funções básicas do Sistema Financeiro Nacional, 4 1.2 Principais participantes do mercado, 4 1.2.1 Introdução, 4 1.2.2 Órgãos

Leia mais

ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS Receita Federal 2009

ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS Receita Federal 2009 ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS Receita Federal 2009 51- Considere as seguintes informações extraídas de um sistema de contas nacionais, em unidades monetárias: Poupança privada: 300 Investimento privado:

Leia mais

Mercados emergentes precisam fazer mais para continuar a ser os motores do crescimento global

Mercados emergentes precisam fazer mais para continuar a ser os motores do crescimento global Mercados emergentes precisam fazer mais para continuar a ser os motores do crescimento global de janeiro de 1 Por Min Zhu Em nossa Reunião Anual de outubro de 13, travamos um longo debate sobre as perspectivas

Leia mais

CRESCIMENTO DO PIB MUNDIAL (%)

CRESCIMENTO DO PIB MUNDIAL (%) 1 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 CRESCIMENTO DO PIB

Leia mais

Contrato de Câmbio na Exportação.

Contrato de Câmbio na Exportação. Contrato de Câmbio na Exportação. A Momento da Contratação B Liquidação do contrato de câmbio C Alteração D Cancelamento E Baixa do Contrato de Câmbio F Posição de Câmbio: nivelada, comprada e vendida.

Leia mais

NOTA SOBRE A TEORIA DA ESTABILIDADE DO EQUILÍBRIO EM MERCADOS MÚLTIPLOS: JOHN HICKS

NOTA SOBRE A TEORIA DA ESTABILIDADE DO EQUILÍBRIO EM MERCADOS MÚLTIPLOS: JOHN HICKS NOTA SOBRE A TEORIA DA ESTABILIDADE DO EQUILÍBRIO EM MERCADOS MÚLTIPLOS: JOHN HICKS Tácito Augusto Farias* RESUMO Esta nota trata das principais contribuições conceituais de um importante economista do

Leia mais

Lucratividade: Crescer, Sobreviver ou Morrer

Lucratividade: Crescer, Sobreviver ou Morrer Lucratividade: Crescer, Sobreviver ou Morrer Foco da Palestra Orientar e esclarecer os conceitos de Lucratividade e a importância para existência e sucesso das empresas. Proporcionar aos participantes

Leia mais

Comissão avalia o impacto do financiamento para as regiões e lança um debate sobre a próxima ronda da política de coesão

Comissão avalia o impacto do financiamento para as regiões e lança um debate sobre a próxima ronda da política de coesão IP/07/721 Bruxelas, 30 de Maio de 2007 Comissão avalia o impacto do financiamento para as regiões e lança um debate sobre a próxima ronda da política de coesão A política de coesão teve um efeito comprovado

Leia mais

Tabela 1 Taxa de Crescimento do Produto Interno Bruto no Brasil e em Goiás: 2011 2013 (%)

Tabela 1 Taxa de Crescimento do Produto Interno Bruto no Brasil e em Goiás: 2011 2013 (%) 1 PANORAMA ATUAL DA ECONOMIA GOIANA A Tabela 1 mostra o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e de Goiás no período compreendido entre 211 e 213. Nota-se que, percentualmente, o PIB goiano cresce relativamente

Leia mais

Carta Mensal Novembro 2015

Carta Mensal Novembro 2015 Canvas Classic FIC FIM (nova razão social do Peninsula Hedge FIC FIM) Ao longo de novembro, a divergência na direção da política monetária conduzida pelos dois mais relevantes bancos centrais do mundo

Leia mais

Entretanto, este benefício se restringe a um teto de 12% da renda total tributável. O plano VGBL é vantajoso em relação ao PGBL para quem:

Entretanto, este benefício se restringe a um teto de 12% da renda total tributável. O plano VGBL é vantajoso em relação ao PGBL para quem: 2 1 3 4 2 PGBL ou VGBL? O plano PGBL, dentre outras, tem a vantagem do benefício fiscal, que é dado a quem tem renda tributável, contribui para INSS (ou regime próprio ou já aposentado) e declara no modelo

Leia mais

Macroeconomia - IGE. O mercado monetário:a função LM com oferta de moeda exógena. Março 2013

Macroeconomia - IGE. O mercado monetário:a função LM com oferta de moeda exógena. Março 2013 Macroeconomia - IGE O mercado monetário:a função LM com oferta de moeda exógena Março 2013 1 Moeda Origem, Funções e Características da Moeda 2 ( M d) 3 A oferta real de moeda (M s ) exógena 4 A função

Leia mais

TESOURO DIRETO TÍTULOS PÚBLICOS

TESOURO DIRETO TÍTULOS PÚBLICOS TÍTULOS PÚBLICOS TESOURO DIRETO ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE REGULAÇÃO E MELHORES PRÁTICAS PARA ATIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO NO VAREJO. O Tesouro Nacional utiliza

Leia mais

13. Derivativos 1/3/2009 1

13. Derivativos 1/3/2009 1 13. Derivativos 13.1 Mercados futuros 13.2 Participantes do mercado futuro 13.3 Os preços no mercado futuro 13.4 Exemplo ilustrativo venda a descoberto 13.5 Mercado de opções 13.6 Opção de compra e de

Leia mais

VALE RIO DOCE S/A. No resultado de 2013 a receita líquida da companhia tinha a seguinte divisão:

VALE RIO DOCE S/A. No resultado de 2013 a receita líquida da companhia tinha a seguinte divisão: VALE RIO DOCE S/A Empresa: A companhia é uma das maiores mineradoras do mundo, sendo a maior das Américas, baseada na capitalização de mercado. É a maior produtora mundial de minério de ferro e pelotas

Leia mais

Prof. Esp. Fábio T. Lobato 1

Prof. Esp. Fábio T. Lobato 1 - Prof. Fábio Tavares Lobato Moeda: Conceito e Funções Oferta de Moeda (Pelo BACEN e Bancos Comerciais) 1 2 Moeda Conceito e Funções Objeto de aceitação geral, utilizado na troca de bens e serviços. Aceitação

Leia mais

SUPERVISÃO Supervisão Comportamental

SUPERVISÃO Supervisão Comportamental ANEXO À INSTRUÇÃO N.º 12/2013 - (BO N.º 6, 17.06.2013) Temas SUPERVISÃO Supervisão Comportamental ANEXO II FICHA DE INFORMAÇÃO NORMALIZADA EM MATÉRIA DE CRÉDITO AOS CONSUMIDORES, EM CASO DE CONTRATAÇÃO

Leia mais

Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas. Novo Mercado de. Renda Fixa

Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas. Novo Mercado de. Renda Fixa Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas Novo Mercado de Renda Fixa CAPÍTULO I PROPÓSITO E ABRANGÊNCIA Art. 1º - O objetivo deste Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para o Novo Mercado

Leia mais

Aula 06: Moedas e Bancos

Aula 06: Moedas e Bancos Aula 06: Moedas e Bancos Macroeconomia Agregados Monetários. As contas do Sistema Monetário. Gilmar Ferreira Maio 2010 Moeda Conceitualmente, o termo moeda é usado para denominar tudo aquilo que é geralmente

Leia mais

Modelo de Precificação de A0vos Financeiros (CAPM) e Hipótese do Mercado Eficiente (HME) Aula de Fernando Nogueira da Costa Professor do IE- UNICAMP

Modelo de Precificação de A0vos Financeiros (CAPM) e Hipótese do Mercado Eficiente (HME) Aula de Fernando Nogueira da Costa Professor do IE- UNICAMP Modelo de Precificação de A0vos Financeiros (CAPM) e Hipótese do Mercado Eficiente (HME) Aula de Fernando Nogueira da Costa Professor do IE- UNICAMP Keynes: comparou os investimentos a concurso de beleza

Leia mais

Relatório Mercatto OABPREV RJ Fundo Multimercado

Relatório Mercatto OABPREV RJ Fundo Multimercado Relatório Mercatto OABPREV RJ Fundo Multimercado Abril/11 Sumário 1. Características do Fundo Política de Gestão Objetivo do Fundo Público Alvo Informações Diversas Patrimônio Líquido 2. Medidas Quantitativas

Leia mais

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia Prof.: Antonio Carlos Assumpção Contabilidade Nacional Balanço de Pagamentos Sistema Monetário 26- Considere a seguinte equação: Y = C + I + G

Leia mais

Rio de Janeiro, novembro de 2010. Renato Andrade

Rio de Janeiro, novembro de 2010. Renato Andrade Tesouro Direto Rio de Janeiro, novembro de 2010 Renato Andrade Visão Geral Vantagens Comprando Tributação e Vendendo Títulos Comprando e Vendendo Títulos Entendendo o que altera o preço Simulador do Tesouro

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq.

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. O nível de renda per-capita de um país depende da intensidade do capital e, por conseguinte, da taxa de poupança. Quanto

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL II. Paridade Poder de Compra. Teoria: um primeiro olhar. A Lei do Preço Único

ECONOMIA INTERNACIONAL II. Paridade Poder de Compra. Teoria: um primeiro olhar. A Lei do Preço Único Teoria: um primeiro olhar ECONOMIA INTERNACIONAL II Paridade Poder de Compra Professor: André M. Cunha 1. Teoria da Paridade Poder de Compra (PPC) : a abordagem da paridade poder de compra (PPC) sugere

Leia mais

ORIENTAÇÕES (2014/647/UE)

ORIENTAÇÕES (2014/647/UE) 6.9.2014 L 267/9 ORIENTAÇÕES ORIENTAÇÃO DO BANCO CENTRAL EUROPEU de 3 de junho de 2014 que altera a Orientação BCE/2013/23 relativa às estatísticas das finanças públicas (BCE/2014/21) (2014/647/UE) A COMISSÃO

Leia mais

A dependência entre a inflação cabo-verdiana e a portuguesa: uma abordagem de copulas.

A dependência entre a inflação cabo-verdiana e a portuguesa: uma abordagem de copulas. A dependência entre a inflação cabo-verdiana e a portuguesa: uma abordagem de copulas. Jailson da Conceição Teixeira Oliveira 1 Murilo Massaru da Silva 2 Robson Oliveira Lima 3 Resumo: Cabo Verde é um

Leia mais

Resultados do ano de 2015

Resultados do ano de 2015 Resultados do ano de 2015 2 de março de 2016 Disclaimer Esta apresentação pode incluir declarações que representem expectativas sobre eventos ou resultados futuros de acordo com a regulamentação de valores

Leia mais

Aula 03 - Modelo Clássico e Curva de Phillips

Aula 03 - Modelo Clássico e Curva de Phillips Aula 03 - Modelo Clássico e Curva de Phillips 1. (GESTOR- 2002) Considerando, para um determinado período, uma taxa real de juros de 5% e uma taxa de inflação de 20%, a respectiva taxa nominal de juros,

Leia mais

O Sistema Financeiro Nacional

O Sistema Financeiro Nacional O Sistema Financeiro Nacional 1 O Sistema Financeiro Nacional Foi constituído com base nas leis: 4595 de 31-12-64 Estrutura o Sistema Financeiro Nacional 4728 de 14-7- 65 Lei do Mercado de Capitais O Sistema

Leia mais

Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB

Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB 21 Outubro 2015 1. Apresentação Diversos fatores têm impactado o crescimento econômico do Brasil desde 2014. A mudança nos preços das

Leia mais

AGENDA DESEMPENHO FINANCEIRO NOSSO NEGÓCIO VANTAGENS COMPETITIVAS OPORTUNIDADES

AGENDA DESEMPENHO FINANCEIRO NOSSO NEGÓCIO VANTAGENS COMPETITIVAS OPORTUNIDADES Dezembro de 2015 1 DISCLAIMER Esta apresentação pode incluir declarações que representem expectativas sobre eventos ou resultados futuros de acordo com a regulamentação de valores mobiliários brasileira

Leia mais

DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA Nº 24 EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 1. OBJECTIVO 1 2. DEFINIÇÕES 2 3. TIPOS DE EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 2

DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA Nº 24 EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 1. OBJECTIVO 1 2. DEFINIÇÕES 2 3. TIPOS DE EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 2 DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA Nº 24 EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS INDICE 1. OBJECTIVO 1 2. DEFINIÇÕES 2 3. TIPOS DE EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 2 3.1. Operações conjuntamente controladas 3 3.2. Activos conjuntamente

Leia mais

TAG GR IV Fundo de Investimento Imobiliário - FII (Administrado pela Pentágono S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários)

TAG GR IV Fundo de Investimento Imobiliário - FII (Administrado pela Pentágono S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários) 1 Contexto operacional O TAG GR IV Fundo de Investimento Imobiliário - FII, cadastrado junto a Comissão de Valores Mobiliários sob o código (107-4) é um Fundo de Investimento Imobiliário, regido pelo seu

Leia mais

4.1 I tr t o r dução M ed e as a s e ban a co c s C p a í p tul u o o I V 4.1 I tr t o r dução 4.2

4.1 I tr t o r dução M ed e as a s e ban a co c s C p a í p tul u o o I V 4.1 I tr t o r dução 4.2 4.1 Introdução Moedas e bancos Capítulo IV Estudar a moeda é uma atividade que tem fascinado os homens desde a Antigüidade. Nossa sociedade é inconcebível sem a moeda, pois seu papel informacional e eliminador

Leia mais

Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 32. Tributos sobre o Lucro

Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 32. Tributos sobre o Lucro Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 32 Tributos sobre o Lucro Observação: Este Sumário, que não faz parte do Pronunciamento, está sendo apresentado apenas para identificação dos principais pontos tratados,

Leia mais

São Paulo, 17 de Agosto de 2012

São Paulo, 17 de Agosto de 2012 São Paulo, 17 de Agosto de 2012 Discurso do Presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, no 22º Congresso da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores - Fenabrave Senhoras

Leia mais

Restrições de Investimento: -.

Restrições de Investimento: -. LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O TOKYO-MITSUBISHI UFJ LEADER FI REF DI 00.875.318/0001-16 Informações referentes a 05/2016 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o TOKYO-MITSUBISHI

Leia mais

NOTA EXPLICATIVA À INSTRUÇÃO CVM Nº 489, DE 14 DE JANEIRO DE 2011

NOTA EXPLICATIVA À INSTRUÇÃO CVM Nº 489, DE 14 DE JANEIRO DE 2011 Ref: Instrução CVM Nº 489, DE 14 DE JANEIRO DE 2011, que dispõe sobre a elaboração e divulgação das Demonstrações Financeiras dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios FIDC e dos Fundos de Investimento

Leia mais

Bem-estar, desigualdade e pobreza

Bem-estar, desigualdade e pobreza 97 Rafael Guerreiro Osório Desigualdade e Pobreza Bem-estar, desigualdade e pobreza em 12 países da América Latina Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, México, Paraguai, Peru,

Leia mais

Análise Macroeconômica Brasileira

Análise Macroeconômica Brasileira Análise Macroeconômica Brasileira OUT/2013 Shotoku Yamamoto Fundamentos no Tripé: 1 - Superávit Primário; 2 - Meta de Inflação; 3 - Câmbio Flutuante 1 Superávit Primário Conceito: Diferença positiva entre

Leia mais

Princípio da competência O princípio da competência determina que todas as vendas, os custos e as despesas devem ser considerados na apuração do resultado da empresa no período em que ocorrerem, independentemente

Leia mais

LEI 8.849, DE 28 DE JANEIRO DE 1994

LEI 8.849, DE 28 DE JANEIRO DE 1994 LEI 8.849, DE 28 DE JANEIRO DE 1994 Altera a legislação do Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza, e dá outras providências. Faço saber que o presidente da República adotou a Medida Provisória

Leia mais

Infraestrutura logística: condições de financiamento e incentivos à participação do mercado de capitais

Infraestrutura logística: condições de financiamento e incentivos à participação do mercado de capitais Infraestrutura logística: condições de financiamento e incentivos à participação do mercado de capitais Cleverson Aroeira Chefe de Departamento de Transportes e Logística (DELOG) Área de Infraestrutura

Leia mais

Crise da construção acentua-se, embora com quebras menos pronunciadas

Crise da construção acentua-se, embora com quebras menos pronunciadas Associações Filiadas: AECOPS Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços AICCOPN Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Conjuntura da Construção n.º 70 Julho

Leia mais

Capítulo 4. Moeda e mercado cambial. Objectivos do capítulo

Capítulo 4. Moeda e mercado cambial. Objectivos do capítulo Capítulo 4 Moeda e mercado cambial Objectivos do capítulo Perceber o papel das taxas de câmbio no comércio internacional. Como são determinadas as taxas de câmbio de equilíbrio no mercado internacional

Leia mais

Investimentos na Duprev

Investimentos na Duprev Investimentos na Duprev Plano de Aposentadoria Duprev CD Contribuições Participantes + = aposentadoria Contribuições da empresa Saldo para Patrimônio Investido Perfis de Investimento Alternativas de aplicação

Leia mais

Educação Financeira e Previdenciária 03 INVESTIMENTOS

Educação Financeira e Previdenciária 03 INVESTIMENTOS Educação Financeira e Previdenciária 03 INVESTIMENTOS Novembro de 2015 Educação Financeira e Previdenciária Saiba o que considerar HORA DE INVESTIR? Além de poupar para a realização dos seus sonhos, sejam

Leia mais

Rabobank International Brazil

Rabobank International Brazil Rabobank International Brazil Política de Gerenciamento de Capital Resolução 3.988/2011 Conteúdo 1. Introdução... 3 Patrimônio de Referência Exigido (PRE)... 3 2. Princípios... 4 3. Papéis e Responsabilidades...

Leia mais

CONTRIBUTO E PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO À LEI DO CINEMA PELA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE CINEMA

CONTRIBUTO E PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO À LEI DO CINEMA PELA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE CINEMA NOTA PRÉVIA ESTE CONTRIBUTO DA APC É COMPLEMENTAR DO QUE ESTA ASSOCIAÇÃO SUBSCREVEU EM CONJUNTO COM OUTRAS ASSOCIAÇÕES E NÃO SE TRATA DE UMA PROPOSTA DE LEI NOVA MAS SIM UMA ANÁLISE À PROPOSTA DE LEI DA

Leia mais

CONCEITO DE DINHEIRO FORMAS DE MOEDA FUNÇÕES DO DINHEIRO CRIAÇÃO E ENTRADA NA ECONOMIA FNC-IE-UNICAMP

CONCEITO DE DINHEIRO FORMAS DE MOEDA FUNÇÕES DO DINHEIRO CRIAÇÃO E ENTRADA NA ECONOMIA FNC-IE-UNICAMP CONCEITO DE DINHEIRO FORMAS DE MOEDA FUNÇÕES DO DINHEIRO CRIAÇÃO E ENTRADA NA ECONOMIA FNC-IE-UNICAMP Moeda não cresce em árvore Não se pode empregar mão de obra para plantar (produzir) moeda. Desde que

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL: NOTAS DE AULA

ECONOMIA INTERNACIONAL: NOTAS DE AULA ECONOMIA INTERNACIONAL: NOTAS DE AULA Versão: 2015/2 2 PARIDADE DE JUROS E CÂMBIO Uma análise mais completa deste tópico está disponível no capítulo 6 de Eun e Resnick (2011). 2.1 Preliminares Seja n o

Leia mais

Banco Central: função do Estado e autonomia

Banco Central: função do Estado e autonomia Banco Central: função do Estado e autonomia José Ricardo da Costa e Silva Bacen Atualização Sinal do Sistema DF Financeiro: e Sinal temas Nacional do mercado financeiro e do mercado de capitais 1 O papel

Leia mais

VIVER INCORPORADORA E CONSTRUTORA S.A. 4ª EMISSÃO DE DEBÊNTURES RELATÓRIO ANUAL DO AGENTE FIDUCIÁRIO EXERCÍCIO DE 2015

VIVER INCORPORADORA E CONSTRUTORA S.A. 4ª EMISSÃO DE DEBÊNTURES RELATÓRIO ANUAL DO AGENTE FIDUCIÁRIO EXERCÍCIO DE 2015 VIVER INCORPORADORA E CONSTRUTORA S.A. 4ª EMISSÃO DE DEBÊNTURES RELATÓRIO ANUAL DO AGENTE FIDUCIÁRIO EXERCÍCIO DE 2015 Rio de Janeiro, 29 de Abril de 2016. Prezados Senhores Debenturistas, Na qualidade

Leia mais

DOCUMENTO SÍNTESE UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA

DOCUMENTO SÍNTESE UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA IE13255 AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA P. O. Box 3243, Addis Ababa, ETHIOPIA Tel.: (251-11) 5182402 Fax: (251-11) 5182400 Website: www.au.int CONFERÊNCIA DA CUA/AFCAC/AFRAA DE TRANSPORTES

Leia mais

A introdução da moeda nas transações comerciais foi uma inovação que revolucionou as relações econômicas.

A introdução da moeda nas transações comerciais foi uma inovação que revolucionou as relações econômicas. Módulo 11 O Mercado Monetário 11.1. A Moeda A introdução da moeda nas transações comerciais foi uma inovação que revolucionou as relações econômicas. Moeda é um ativo com o qual as pessoas compram e vendem

Leia mais

GESTÃO DE RISCO 3 TRIMESTRE 2012

GESTÃO DE RISCO 3 TRIMESTRE 2012 Relatório de Risco - 2011 GESTÃO DE RISCO 3 TRIMESTRE 2012 Parte 2: Tabelas com as exposições a risco de crédito, mercado, liquidez e operacional em atendimento à circular n o 3477 do Banco Central do

Leia mais

FACULDADE DE ECONOMIA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA. Exame 2.ª época de Contabilidade Financeira 2.º semestre 2007/08

FACULDADE DE ECONOMIA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA. Exame 2.ª época de Contabilidade Financeira 2.º semestre 2007/08 FACULDADE DE ECONOMIA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Exame 2.ª época de Contabilidade Financeira 2.º semestre 2007/08 Data: 28 de Junho de 2008 Início: 11h30m Duração: 2h15m Cotação e tempo esperado de resolução:

Leia mais

PROSPECTO INFORMATIVO Depósito Indexado - Produto Financeiro Complexo

PROSPECTO INFORMATIVO Depósito Indexado - Produto Financeiro Complexo Designação Classificação Caracterização do Produto Garantia de Capital Caixa Eurovalor maio 2016_PFC Produto Financeiro Complexo Depósito Indexado Depósito indexado não mobilizável antecipadamente, pelo

Leia mais

Governança Corporativa de Empresas Familiares. Migrando do Conselho para os níveis operacionais

Governança Corporativa de Empresas Familiares. Migrando do Conselho para os níveis operacionais Governança Corporativa de Empresas Familiares Migrando do Conselho para os níveis operacionais O que é "empresa familiar"? A família detém o controle societário Empresas Familiares no Mundo Fonte: Consultoria

Leia mais

Como Contabilizar os investimento de aplicação financeira do RPPS em renda fixa ou variável?

Como Contabilizar os investimento de aplicação financeira do RPPS em renda fixa ou variável? ASSUNTO: Contabilização da aplicação financeira do RPPS. Como Contabilizar os investimento de aplicação financeira do RPPS em renda fixa ou variável? O registro da aplicação de recursos do RPPS em renda

Leia mais

Unidade II. No ativo, a disposição das contas obedece ao grau decrescente de liquidez dos elementos nelas registrados.

Unidade II. No ativo, a disposição das contas obedece ao grau decrescente de liquidez dos elementos nelas registrados. Unidade II 8 ATIVO Ativo compreende, como já vimos, os bens e direitos da empresa, classificados de acordo com sua destinação específica, que varia segundo os fins da empresa. No ativo, a disposição das

Leia mais

02. (FCC MPE-RN/2012). A receita extraorçamentária em 31.12.2011, em reais, era: (A) 50.000,00 (B) 60.000,00 (C) 100.000,00

02. (FCC MPE-RN/2012). A receita extraorçamentária em 31.12.2011, em reais, era: (A) 50.000,00 (B) 60.000,00 (C) 100.000,00 SEMANA 10 - Despesa Pública: Dispêndios orçamentários (Despesa orçamentária) e Extra- Orçamentários; 01. (ESTILO-ESAF/2012) Os dispêndios públicos podem ser de natureza orçamentária ou extraorçamentária.

Leia mais

Avaliação de Empresas Profa. Patricia Maria Bortolon

Avaliação de Empresas Profa. Patricia Maria Bortolon Avaliação de Empresas RISCO E RETORNO Aula 2 Retorno Total É a variação total da riqueza proporcionada por um ativo ao seu detentor. Fonte: Notas de Aula do Prof. Claudio Cunha Retorno Total Exemplo 1

Leia mais

TIPOS DE INVESTIMENTOS IMPORTANTES NA ELABORAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA- PARTE ll

TIPOS DE INVESTIMENTOS IMPORTANTES NA ELABORAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA- PARTE ll TIPOS DE INVESTIMENTOS IMPORTANTES NA ELABORAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA- PARTE ll! Investimento pré-operacional! Investimento em giro! Liberação do investimento em giro! Sunk Cost Francisco Cavalcante(f_c_a@uol.com.br)

Leia mais

Demonstrações Contábeis Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 e Relatório dos Auditores Independentes CNPJ 10.539.

Demonstrações Contábeis Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 e Relatório dos Auditores Independentes CNPJ 10.539. FFIE - Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado (Anteriormente FFIE - Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização Fundo de (Administrado pela BB

Leia mais

CONCEITO DE DINHEIRO FORMAS DE MOEDA FUNÇÕES DO DINHEIRO CRIAÇÃO E ENTRADA NA ECONOMIA FNC-IE-UNICAMP

CONCEITO DE DINHEIRO FORMAS DE MOEDA FUNÇÕES DO DINHEIRO CRIAÇÃO E ENTRADA NA ECONOMIA FNC-IE-UNICAMP CONCEITO DE DINHEIRO FORMAS DE MOEDA FUNÇÕES DO DINHEIRO CRIAÇÃO E ENTRADA NA ECONOMIA FNC-IE-UNICAMP Moeda não cresce em árvore Não se pode empregar mão de obra para plantar (produzir) moeda. Desde que

Leia mais

Aula 26 - TP002 - Economia 31 /05/2010 Capítulo 32 MANKIW (2007) continuação...

Aula 26 - TP002 - Economia 31 /05/2010 Capítulo 32 MANKIW (2007) continuação... Aula 26 - TP002 - Economia 31 /05/2010 Capítulo 32 MANKIW (2007) continuação... PASSOS PARA ACERTAR O QUE ACONTECE COM O MODELO QUANDO ALTERAMOS ALGUMA VARIÁVEL E IR BEM NA PROVA: 1- QUAL(IS) DA(S) CURVA(S)

Leia mais

MANUAL DE CLUBES DE INVESTIMENTO XP INVESTIMENTOS CCTVM S/A. Departamento de Clubes

MANUAL DE CLUBES DE INVESTIMENTO XP INVESTIMENTOS CCTVM S/A. Departamento de Clubes MANUAL DE CLUBES DE INVESTIMENTO XP INVESTIMENTOS CCTVM S/A Departamento de Clubes Versão 2.0 Junho/2012 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO... 3 1.1 O que é um clube de investimento?... 3 1.2 Como criar um clube de

Leia mais

EU & Investimentos - D1. Criação de Valor

EU & Investimentos - D1. Criação de Valor EU & Investimentos Valor Econômico - D1 Sexta-feira e fim de semana, 17, 18 e 19 de dezembro de 2004 Estudo mostra que apenas seis empresas abertas, de um total de 45, apresentam lucro operacional que

Leia mais

LOJAS LE BISCUIT S.A. EXERCÍCIO DE 2014

LOJAS LE BISCUIT S.A. EXERCÍCIO DE 2014 LOJAS LE BISCUIT S.A. 2ª. EMISSÃO PÚBLICA DE DEBÊNTURES RELATÓRIO ANUAL DO AGENTE FIDUCIÁRIO EXERCÍCIO DE 2014 Rio de Janeiro, 30 de Abril de 2015. Prezados Senhores Debenturistas, Na qualidade de Agente

Leia mais

SUPERVISÃO Supervisão Comportamental

SUPERVISÃO Supervisão Comportamental ANEXO À INSTRUÇÃO N.º 12/2013 - (BO N.º 6, 17.06.2013) Temas SUPERVISÃO Supervisão Comportamental ANEXO I FICHA DE INFORMAÇÃO NORMALIZADA EM MATÉRIA DE CRÉDITO AOS CONSUMIDORES GERAL INFORMAÇÃO PRÉ-CONTRATUAL

Leia mais

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli Unidade II Mercado Financeiro e de Capitais Prof. Maurício Felippe Manzalli Mercados Financeiros Definição do mercado financeiro Representa o Sistema Financeiro Nacional Promove o fluxo de recursos através

Leia mais