Bússola Governança Consultoria & Treinamento. EAC0558 Relato Integrado e Sustentabilidade (Turma ) Ciências Contábeis FEA/NECMA/USP

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1 Bússola Governança Consultoria & Treinamento EAC0558 Relato Integrado e Sustentabilidade (Turma ) Ciências Contábeis FEA/NECMA/USP Consultoria de Relato Integrado/Cases Roberto S Gonzalez 19/05/2015

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3 Desencontros em 2009 Veja a seguir alguns exemplos de discrepâncias entre o que é apresentado no relatório de sustentabilidade e o efetivamente contabilizado nas Demonstrações Contábeis: - Gestão de pessoas No capítulo Público Interno de um Relatório de Sustentabilidade, a empresa apresenta excelentes práticas para área de RH, com uma lista extensa de benefícios e diversas práticas para promover o bem-estar e o clima organizacional favorável. Quando lemos as Demonstrações Contábeis, a nota explicativa sobre riscos e provisões trabalhistas apresenta, porém, o aumento no número de processos trabalhistas naquele ano, assim como do valor contingenciados pela empresa para esse fim.

4 - Remuneração dos administradores O relatório de sustentabilidade de uma empresa aborda que na remuneração de seus administradores entram variáveis sociais, ambientais e econômicas. Na nota explicativa das Demonstrações Contábeis sobre a remuneração dos administradores nada é mencionado. Muito pelo contrário, dá a entender que somente as metas econômico-financeiras impactam na remuneração variável. - Meio ambiente Certo relatório destaca a prática ambiental de uma empresa e apresenta o aumento dos investimentos nos últimos anos para melhorar a gestão ambiental, evitando o consumo de recursos naturais e a emissão de poluentes. Na leitura das Demonstrações Contábeis, entretanto, a eficiência da gestão ambiental é ofuscada pelo montante desembolsado e provisionado para processos judiciais em questões ambientais.

5 E o momento atual Várias empresas que publicam relatórios de sustentabilidade tem em mente atender a Global Reporting Initiative (GRI) e esquece que as informações das Demonstrações Contábeis (DCs) completas, incluindo as notas explicativas, também são informações das práticas de sustentabilidade na gestão. O que existe hoje em várias organizações é um relatório único com informações econômico-financeiras somadas a informações socioambientais., ou seja um relatório juntado. E não relatórios construídos para que a produção da informação contábil leve em consideração a sustentabilidade e para que a equipe responsável pelo conteúdo socioambiental tenha preocupação com o impacto contábil e financeiro.

6 Torna-se imprescindível aos contadores das empresas, bem como aos seus auditores, serem os indutores para que as informações socioambientais estejam presentes nas Demonstrações Contábeis (DCs). É importante também que a comunicação retrate sempre a realidade corporativa. Isso contribuirá para que, no futuro, ninguém diga que houve fraude de informação sobre a sustentabilidade. Já os profissionais de Relações com Investidores (RI) podem colaborar na pressão positiva aos contadores e na melhor utilização dessas informações na vivência com os investidores. A prática da integração, além de valorizar a transparência e a governança, evita discrepâncias entre o que é apresentado nos relatórios de sustentabilidade e o efetivamente contabilizado nas DCs. Muita gente não leva em conta, mas os números também contam histórias e retratam a realidade, especialmente a corporativa.

7 Além disso, a empresa que apresenta as práticas de sustentabilidade de maneira estratégica deve tratar dessas questões no próprio Formulário de Referência e caracterizar um vínculo entre esse formulário e as informações de natureza socioambiental. Essa atitude é uma das formas de caminhar corretamente para a integração. Se apresentar claramente as informações socioambientais, a empresa contribuirá com o propagado discurso de que a sustentabilidade é estratégica para os negócios e fará com que discrepâncias entre os relatos das Demonstrações Contábeis e dos Formulários de Referências com os relatos de sustentabilidade não mais ocorram.

8 Tem sentido a integração? Combustivel - do inicio ao fim da cadeia produtiva

9 PET (politereftalato de etileno) do inicio ao fim da cadei produtiva

10 Intrumentos já disponiveis! A adoção no Brasil do IFRS, padrão contábil internacional, vem sendo uma oportunidade para as empresas estudarem a forma de integrar as informações de natureza socioambiental com as informações contábeisfinanceiras, o que possibilitará a todos os agentes do mercado promover análises e projeções mais eficientes e completas. Isso pode ser possível, por exemplo, a partir da apresentação de uma demonstração que atenda à Norma Brasileira de Contabilidade Técnica nº 15 (NBCT 15), a Demonstração do Balanço Social Ibase (DBSI).

11 N.ºdo CPC Correspondente Sem número Temas Contábeis Publicação das demonstrações Contábeis. Temas Sustentáveis Relação de grupos de stakeholders engajados pela organização. CPC 04 Gastos com Pesquisa & Desenvolvimento. Patente (inovação). CPC 05 CPC 07 Utilização da estrutura física ou de pessoal da controladora pela coligada. Subvenção Governamental. Conflitos de interesse no Conselho de Administração. Cessão de terreno público para realização de projeto social. CPC 09 Demonstração do Valor Adicionado Investimentos na comunidade. CPC 24 Extemalidade após o encerramento do exercício social que impacta os resultados. Significativo derramamento de óleo ocorrido no segundo dia do ano. CPC 25 Passíveis cíveis relacionados as questões ambientais. Multas ambientais. CPC 27 Investimentos em novas plantas. Green Building CPC 29 Gestão de riscos financeiros relativos à mudança de preço e do ativo biológico. Segurança alimentar. CPC 33 Gastos com Pessoal. Participação nos Lucros e Bônus.

12 O relato contábil evoluiu e a contabilidade há muito tempo lida com informações não financeiras. Afinal se espera que uma nota explicativa, parte integrante das Demonstrações Contábeis, aborde, por exemplo, a divulgação não financeira de riscos financeiros, as correspondentes políticas e os objetivos da administração. Geralmente, as notas explicativas têm início com a abordagem sobre o contexto operacional e declaram o objetivo social da empresa, que deve manter coerência com o objeto social declarado no Estatuto Social. É importante destacar que a informação não financeira presente nas DCs está ali muito antes do que as diretrizes da GRI ou das próprias ações de sustentabilidade. Portanto, a integração amplia a relevância do ato não financeiro, especificamente os de natureza socioambiental.

13 Já temos hoje mecanismos para iniciar o processo de integração, como alguns pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Um exemplo é o CPC 33 Benefícios a Empregados, que trata entre outras coisas de: benefícios de curto prazo a empregados; benefícios pósemprego, como benefícios de aposentadoria com contribuição definida; benefícios de longo prazo a empregados; licença remunerada; participação no lucro e gratificação; e benefícios de desligamento. Este pronunciamento tem total vinculo com o indicador GRI LA3, Benefícios oferecidos a empregados. Uma parte da questão social interna é bem apresentada quando a empresa segue esse pronunciamento do CPC e o indicador da GRI, ou seja, quando a Demonstração Contábil apresenta informação de cunho social e o relato social apresenta as relações contabeis-financeiras.

14 O CPC 09 trata da Demonstração do Valor Adicionado e o GRI EC 1 de Valor gerado e distribuido. O CPC 25 trata das provisões, passivos contingentes e ativos contingentes e o GRI EN 28, GRI SO 8 e GRI PR 9 tratam sobre multas monetárias e não monetárias. O CPC 05 trata da divulgação sobre partes relacionadas e o GRI 17 trata sobre listar todas as empresas incluidas nas partes relacionadas

15 Análise de 2 companhias do setor de alimentos, baseado nos indicadores do GRI G4, no Framework de Relato Integrado do International Integrated Reporting Council (IIRC) e alguns pronunciamentos contábeis (CPCs) com vinculo com a tematica socioambiental. Os documentos de análise são: - Relatórios de Sustentabilidade Anuais - Demonstrações Contábeis de cada companhia. Através do estudo, foi possível identificar que a companhia que caminha rumo a pratica da recomendação de integração conforme o Framework de Relato Integrado divulgam uma informação mais concisa que agrega valor, tanto para a própria entidade como para seus públicos estratégicos.

16 Cia A Cia B G4 EC4 Assistência financeira recebida do governo / CPC 07 Subvenção e Assistência Governamental ( Rel. Anual 2013)"A Cia A desfruta incentivos fiscais e financeiros nas esferas federal, estaduais e municipais, como incentivo à produção ou comercialização local e ao desenvolvimento socioeconômico das regiões, tendo normalmente como contrapartida investimentos em geração de empregos diretos e indiretos. No âmbito federal, destacam-se os programas Reintegra, de desoneração da folha de pagamento das indústrias de aves e suínos, e os incentivos à inovação tecnológica da Lei do Bem (Lei n.º ). Incentivos recebidos na esfera estadual são vinculados ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) e criados para atrair investimentos, como Fomentar (GO), Prodepe (PE) e Prodeic (MT)." (DCs 2013) A nota explicativa 28 das Demonstrações contábeis apresentada que...a Companhia possui subvenções de imposto sobre circulação de mercadorias e serviços ( ICMS )... No exercício findo em , os valores de subvenções para investimento na Companhia totalizaram R$ (R$ em )... (Rel. Anual 2013) "Em relação a recursos obtidos com o apoio do governo, a Cia B tomou cédula de crédito bancário no valor de R$ 20 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), montante inferior à 0,1% da dívida consolidada da Companhia, para se beneficiar de incentivos fiscais federal e estadual." (DCs 2013) A nota explicativa 15 das demonstrações contábeis apresenta os empréstimos e financiamentos que a companhia tem com o BNDES.

17 Resultado Cia. A Cia. B Quantidade % Quantidade % 15 52% 5 17% 8 28% 16 55% 6 21% 8 28% TOTAL % % Conforme Parcialmente Conforme Não Conforme

18 Materialidade. IIRC CPC 2008 Uma informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar as decisões econômicas dos usuários, tomadas com base nas demonstrações contábeis. A materialidade depende do tamanho do item ou do erro, julgado nas circunstâncias específicas de sua omissão ou distorção. Assim, materialidade proporciona um patamar ou ponto de corte ao invés de ser uma característica qualitativa primária que a informação necessita ter para ser útil.

19 COMPANHIA

20 Bússola Governança Consultoria & Treinamento Roberto Gonzalez

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